Agronegócio

Agronegócio Brasil–Uruguai: ministros discutem cooperação e expansão do comércio bilateral

O agronegócio Brasil–Uruguai foi tema de reunião realizada na terça-feira (28), em Brasília (DF), entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tratou de pautas consideradas prioritárias para o setor na região.

Relação bilateral e integração no agronegócio

Durante a reunião, os ministros destacaram a importância da parceria entre Brasil e Uruguai, marcada por cooperação histórica, integração regional e forte intercâmbio comercial.

André de Paula ressaltou o papel estratégico do Uruguai nas relações comerciais, técnicas e institucionais com o Brasil, reforçando a relevância da agenda conjunta no comércio agrícola internacional.

Diálogo permanente e interesses comuns

O ministro uruguaio Alfredo Fratti destacou a necessidade de manter o diálogo constante entre os países, com foco na construção de soluções conjuntas para desafios do agronegócio regional e de temas de interesse mútuo.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, além de iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades comerciais entre os dois países.

Cooperação em ciência, tecnologia e inovação

Outro ponto de destaque foi o avanço da parceria em ciência, tecnologia e inovação no agronegócio, incluindo a criação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. O projeto envolve a Embrapa, o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi abordado o Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de tecnologias de base biológica, voltadas à melhoria da produção agrícola e pecuária. As iniciativas foram formalizadas em dezembro de 2025.

Bioinsumos e comércio bilateral

O ministro uruguaio reforçou o interesse na agenda de bioinsumos, área que vem ganhando relevância na cooperação bilateral. O governo brasileiro afirmou estar aberto à ampliação do intercâmbio técnico e científico nesse segmento, considerado estratégico para a inovação e sustentabilidade agropecuária.

Comércio entre Brasil e Uruguai

Brasil e Uruguai mantêm posição de parceiros estratégicos dentro do Mercosul e de fóruns regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Em 2025, o comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2,22 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 989,9 milhões corresponderam às exportações brasileiras, enquanto as importações vindas do Uruguai somaram cerca de US$ 1,23 bilhão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportações para a Argentina crescem e abrem novas oportunidades para Santa Catarina

A relação econômica entre Brasil e Argentina segue marcada por ciclos de instabilidade, mas vive um novo momento de retomada. Apesar das divergências políticas entre Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, o comércio bilateral tem ganhado força — e já mostra resultados concretos.

Dados da ApexBrasil indicam que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 31% no último ano, consolidando o país como principal fornecedor do mercado argentino. Em Santa Catarina, o avanço foi de 17%, atingindo o maior nível da década.

Relação histórica e perda de protagonismo

Durante décadas, a Argentina figurou como principal destino das exportações catarinenses, com forte presença de setores como têxtil, metalmecânico e alimentício. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990.

A ascensão da China e o fortalecimento dos Estados Unidos como parceiros comerciais reduziram a participação argentina. Ao mesmo tempo, crises econômicas recorrentes e barreiras comerciais impostas pelo país vizinho tornaram o ambiente mais arriscado e menos previsível para exportadores brasileiros — mesmo com o Mercosul em vigor.

Mudança econômica impulsiona comércio exterior

O cenário recente, porém, aponta para uma virada. A política econômica adotada pelo governo Milei tem como base a redução da intervenção estatal e a liberalização do comércio exterior.

Medidas como desregulamentação, flexibilização de controles e redução de licenças de importação trouxeram mais previsibilidade ao ambiente de negócios. Com isso, a inflação desacelerou, a confiança empresarial aumentou e o mercado argentino voltou a importar com maior fluidez.

Para empresas brasileiras, isso significa menos entraves operacionais e maior segurança jurídica nas transações — além de um mercado mais dependente de fornecedores externos.

Setor moveleiro aposta no mercado argentino

Diante desse novo contexto, empresas catarinenses têm intensificado a busca por oportunidades. O setor moveleiro é um dos destaques.

Uma missão empresarial organizada pela FIESC levou mais de 20 empresários à Argentina, resultando em mais de 200 reuniões e expectativa de negócios de cerca de US$ 4 milhões.

A empresa Interlink, de São Bento do Sul, projeta gerar até US$ 600 mil em vendas para o mercado argentino até 2026. O foco está no segmento de móveis de quarto, que representa quase metade das importações do setor no país vizinho.

Diversificação de mercados ganha força

A movimentação também reflete mudanças no cenário global. Empresas exportadoras vêm buscando alternativas diante dos impactos da Guerra da Ucrânia e de barreiras comerciais impostas por outros mercados.

Nesse contexto, a estratégia passa por diversificar destinos. A meta de algumas companhias é equilibrar o faturamento entre América Latina e Europa, com destaque para países como Argentina, Paraguai e México.

Cautela no curto prazo, otimismo no médio prazo

Apesar do crescimento recente, o início do ano trouxe uma desaceleração nas exportações, influenciada por instabilidade cambial e incertezas políticas.

Ainda assim, o mercado é visto como estratégico. Empresas relatam um comportamento mais cauteloso por parte dos importadores argentinos, com negociações mais detalhadas, pedidos menores e maior exigência por previsibilidade.

Por outro lado, Santa Catarina mantém vantagens competitivas relevantes, como proximidade geográfica, prazo de entrega reduzido, flexibilidade produtiva e suporte pós-venda — fatores que diferenciam o estado frente a concorrentes internacionais.

Integração produtiva e novas parcerias

As oportunidades vão além da exportação de produtos acabados. A tendência é de fortalecimento das cadeias produtivas regionais, especialmente com a perspectiva de ampliação de acordos comerciais envolvendo o Mercosul e a União Europeia.

Esse movimento pode estimular parcerias em áreas como tecnologia, investimentos e capital humano, ampliando o nível de integração entre os países.

Indústria e máquinas também ganham espaço

A melhora no ambiente de negócios argentino, reforçada por reformas estruturais, pode impulsionar a reindustrialização do país. Esse processo tende a aumentar a demanda por máquinas, equipamentos e insumos industriais.

Empresas como a Potenza, de Lages, já avaliam expandir sua presença no país. Entre as possibilidades está até a instalação de uma unidade local para facilitar o acesso a outros mercados, incluindo os Estados Unidos, dependendo de fatores como custos e logística.

Perspectivas para o comércio bilateral

O avanço recente das exportações para a Argentina reforça o potencial de retomada da parceria econômica. Mesmo diante de desafios pontuais, o país vizinho volta a ocupar posição estratégica para empresas brasileiras.

A combinação de reformas econômicas, demanda reprimida e proximidade regional indica um cenário favorável para o fortalecimento do comércio e da integração produtiva nos próximos anos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobestock

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Internacional

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ser fechado ainda em 2026

As negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá avançam em ritmo acelerado e podem resultar em um entendimento até o fim de 2026. Uma nova rodada de conversas está prevista para abril, em Brasília, segundo fontes próximas às tratativas.

Representantes de governos envolvidos indicam que o diálogo evolui de forma positiva, com possibilidade de conclusão antes mesmo do segundo semestre. Há expectativa de assinatura entre setembro e outubro, cerca de um ano após a retomada formal das negociações.

Expectativa de avanço rápido nas tratativas

Diplomatas afirmam que o processo ocorre em velocidade considerada inédita. A avaliação é de que o acordo comercial internacional pode ser fechado ainda este ano, caso o ritmo atual seja mantido.

A visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ao Brasil, prevista para os próximos meses, é vista como um fator que pode impulsionar as negociações, embora não haja previsão de anúncio oficial durante o encontro.

Retomada após impasse e foco na diversificação comercial

As tratativas entre o Mercosul e Canadá foram retomadas no ano passado após ficarem paralisadas desde 2021. O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão como membro pleno.

O Canadá tem intensificado sua estratégia de diversificação comercial, especialmente diante das incertezas relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos. Nesse cenário, a América do Sul, com destaque para o Brasil, ganha relevância como parceiro estratégico.

Benefícios econômicos e ampliação de mercados

Para o Mercosul, um dos principais exportadores globais de carne bovina, soja e minérios, o acordo representa uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos estrangeiros.

Já para o Canadá, o fortalecimento das relações comerciais com a região pode reduzir a dependência econômica dos EUA e abrir novas frentes de negócios em setores como tecnologia e mineração.

Missões comerciais reforçam aproximação

No início de março, representantes da província de Ontário realizaram visitas à Argentina e ao Uruguai para estreitar relações comerciais e preparar o terreno para o acordo. A iniciativa deu continuidade a agendas semelhantes realizadas anteriormente no Brasil.

Autoridades locais destacaram que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional, impulsionada pela necessidade de diversificar parceiros comerciais.

Contexto global favorece novos acordos

O avanço nas negociações com o Canadá ocorre após o acordo Mercosul-União Europeia, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações. A implementação provisória de parte das medidas está prevista para começar em maio.

Esse cenário reforça a tendência de ampliação de acordos comerciais do bloco sul-americano, em um momento de reorganização das cadeias globais de comércio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Ingrid Bulmer

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Indústria

Conflito no Irã acende alerta para indústria catarinense

O atual conflito no Irã gera preocupação para a indústria de Santa Catarina, impactando não apenas oportunidades de expansão, mas também a logística de embarque de insumos estratégicos.

Riscos para mercados e logística

A instabilidade no Oriente Médio dificulta a abertura de novos mercados internacionais e aumenta a complexidade do transporte de matérias-primas essenciais, com possíveis atrasos e aumento de custos nas rotas comerciais.

Oportunidades de aproximação regional

Ao mesmo tempo, crises globais podem incentivar o fortalecimento das relações comerciais com mercados mais próximos e previsíveis. Países do Mercosul surgem como alternativas estratégicas, promovendo maior segurança logística e consolidando cadeias de suprimentos regionais.

O cenário evidencia a necessidade de adaptação rápida das empresas catarinenses para minimizar riscos e aproveitar oportunidades em regiões geograficamente mais próximas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marco Favero/SECOM

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Comércio Internacional

MERCOSUL inicia aplicação provisória do acordo comercial com a União Europeia

O MERCOSUL ativou o mecanismo para a aplicação provisória do Acordo Interino de Comércio com a União Europeia (UE), permitindo reduções tarifárias, maior acesso a novos mercados e condições comerciais mais vantajosas para os países signatários.

Notificação e trâmites legais

Argentina e Uruguai notificaram os depositários do acordo sobre a conclusão de todos os procedimentos legais internos necessários para a entrada em vigor, concedendo ainda seu aval à aplicação provisória.

No Brasil, o acordo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue em análise no Senado Federal. Em Paraguai, o tratado também está em tramitação parlamentar.

União Europeia confirma início da aplicação provisória

Em resposta, a União Europeia anunciou que dará início à aplicação provisória do acordo, conforme informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O Acordo Interino prevê que a aplicação provisória comece no primeiro dia do segundo mês seguinte à data em que a UE e cada Estado do MERCOSUL notifiquem mutuamente a conclusão de seus procedimentos internos ou a ratificação formal do acordo, confirmando sua concordância com a implementação provisória.

Benefícios para o comércio internacional

A medida representa um passo importante para o fortalecimento das relações comerciais entre o MERCOSUL e a União Europeia, facilitando o comércio de produtos, reduzindo barreiras tarifárias e promovendo maior integração econômica entre os continentes.

FONTE: Mercosur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de PE

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-Egito zera tarifas de importação e amplia oportunidades comerciais

O acordo de livre comércio entre Mercosul e Egito eliminará, até setembro, as últimas tarifas de importação previstas no cronograma de desgravação. Com isso, produtos enquadrados na chamada cesta “D” passarão a ter tarifa zero, encerrando um ciclo iniciado há nove anos.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — com a Bolívia como membro pleno desde 2024 — e mantém o tratado comercial com o Egito desde 2010. O acordo entrou em vigor em 1º de setembro de 2017.

Entenda como funciona a desgravação tarifária

O tratado estabeleceu um cronograma dividido em cinco categorias: cestas A, B, C, D e E, cada uma com regras específicas de redução de tarifas.

  • Cesta A: isenção imediata após a entrada em vigor do acordo.
  • Cesta B: cortes anuais de 25% até zerar em 2020.
  • Cesta C: reduções de 12,5% ao ano até 2024.
  • Cesta D: redução gradual de 10% ao ano, atingindo tarifa zero em setembro deste ano.
  • Cesta E: cronograma ainda a ser definido.

Na cesta D estão itens como plásticos, coco e derivados, castanhas e polímeros, que deixarão de pagar imposto de importação nas transações entre as partes.

A classificação segue a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), sistema que identifica cada produto por códigos de dois a oito dígitos, detalhando desde o capítulo até o nível de processamento.

Impacto para Brasil e Egito

Para especialistas em comércio exterior, o fim das tarifas da cesta D tende a estimular o fluxo bilateral. O Egito é considerado um mercado estratégico, tanto pelo tamanho de sua população quanto por funcionar como porta de entrada para outros países africanos.

O Brasil, por exemplo, mantém superávit comercial com o país, impulsionado principalmente pela exportação de alimentos. Em contrapartida, as compras brasileiras concentram-se, sobretudo, em fertilizantes.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, mostram que as exportações brasileiras ao Egito saltaram de US$ 1,7 bilhão em 2016 para US$ 3,9 bilhões no ano passado. Já as importações cresceram de US$ 94,4 milhões para US$ 1,38 bilhão no mesmo período.

Entre os principais produtos exportados recentemente estão milho, açúcar e carne bovina desossada. Do lado das importações, destacam-se fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

Novas oportunidades de negócios

Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,06 milhões em itens da cesta D ao Egito, avanço de 18,4% em relação a 2021. Entre os produtos estão castanha de caju, medicamentos com insulina, pastas químicas de madeira e tubos de ligas de aço.

Estudos de mercado apontam potencial para ampliação das vendas de calçados com sola de borracha ou plástico, motores elétricos e frutas frescas, como melões.

No sentido inverso, o Brasil importou US$ 195,04 milhões em produtos egípcios da cesta D no ano passado, crescimento de 69,2% frente a 2021. Entre os destaques estão morangos congelados, fios-máquina de aço e utensílios domésticos de metal.

Também foram identificadas oportunidades para o Egito ampliar as exportações ao Brasil em segmentos como copolímeros de etileno e componentes automotivos.

Integração com países árabes

Além do Egito, o Mercosul mantém acordo comercial com a Palestina. Já as negociações com os Emirados Árabes Unidos seguem em andamento.

Com a eliminação total das tarifas da cesta D, o acordo Mercosul-Egito entra em nova etapa, ampliando a competitividade dos produtos e fortalecendo a integração comercial entre América do Sul e África.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia avança na Câmara e segue para o Senado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A matéria já havia recebido aval, no dia anterior, da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Com o resultado, o texto será encaminhado ao Senado Federal, onde ainda precisará passar por votação. Para entrar em vigor, o acordo também depende de ratificação pelos Parlamentos da Argentina, Paraguai e Uruguai. Somente após a conclusão de todos os trâmites legislativos nos países envolvidos é que a medida poderá produzir efeitos.

Entenda o que prevê o acordo Mercosul-UE

Aprovado em votação simbólica na Câmara, com voto contrário apenas da federação Psol-Rede, o acordo Mercosul-União Europeia cria uma ampla área de livre comércio entre os dois blocos econômicos.

O texto estabelece:

  • Redução gradual de tarifas de importação;
  • Preservação de setores considerados sensíveis;
  • Previsão de salvaguardas comerciais;
  • Mecanismos de solução de controvérsias.

Ao todo, o documento reúne 23 capítulos que tratam de temas como regras comerciais, diminuição de impostos e normas para diferentes setores produtivos.

Pelas regras acordadas, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos produtos europeus no prazo de até 15 anos. Já a União Europeia retirará impostos sobre 95% dos bens originários do Mercosul em até 12 anos.

Tramitação no Parlasul e papel do governo

O acordo foi assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, e enviado ao Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro.

A discussão na representação brasileira começou em 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) apresentou seu parecer. Um pedido de vista adiou a deliberação inicial, mas o texto acabou sendo aprovado por unanimidade nesta semana.

Por recomendação do relator, qualquer ato que envolva eventual denúncia, revisão do acordo ou alterações que gerem encargos ou compromissos ao Brasil dependerá de autorização do Congresso Nacional.

Em seu parecer, Chinaglia destacou que o acordo inaugura uma nova fase de cooperação entre os países do Mercosul e da União Europeia.

Impacto econômico e projeções

O tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

De acordo com estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de contribuir para a diversificação da pauta exportadora e fortalecer setores da indústria nacional.

Fonte: Infomoney

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ILUSTRATIVA / INTERNET

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Comércio Internacional

Comissão aprova acordo Mercosul-UE; texto segue para votação na Câmara

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira (24) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Com a medida, o tratado caminha para criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, conectando dois blocos com mais de 700 milhões de pessoas.

Com a aprovação na comissão, o texto seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação deve ocorrer ainda nesta semana, priorizando a previsibilidade nas relações comerciais internacionais.

Benefícios e impacto econômico do acordo

Assinado em 17 de janeiro no Paraguai, o tratado prevê redução gradual ou eliminação de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio entre os blocos.

O relator da proposta, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que o acordo trará condições mais favoráveis para os setores produtivos brasileiros, estimulando inovação e possibilitando a importação de bens de capital e novas tecnologias, criando um ciclo de desenvolvimento econômico sustentável.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo estabelece:

  • Regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas;
  • Estímulo a investimentos e harmonização de padrões regulatórios;
  • Ampliação do fluxo de bens e serviços entre América do Sul e União Europeia.

Apesar de questionamentos na União Europeia, que enviou o acordo ao Tribunal de Justiça da UE, a expectativa é que sua aplicação provisória comece em março, segundo diplomatas.

Tramitação no Congresso Nacional

O processo no Brasil começou com o envio da mensagem presidencial ao Congresso, em 2 de fevereiro. Após análise da comissão da Câmara, o texto seguirá para votação no Plenário e depois será enviado ao Senado Federal.

Paralelamente, cada país do Mercosul precisa aprovar o tratado internamente, seguindo seus ritos legislativos. A ratificação completa por todos os países é necessária para que o acordo entre plenamente em vigor, podendo haver implementação em momentos distintos em cada Estado.

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar a implantação do acordo. Segundo o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo terá foco nos desdobramentos da integração entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Youtube

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Evento

FIESC promove Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina em abril

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) organiza, entre os dias 17 e 26 de abril, o Encontro de Negócios Espanha x SC – Aliança Estratégica Global, com o objetivo de aproximar empresas catarinenses do mercado europeu. O evento acontecerá em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, reunindo instituições e empresas multissetoriais, com foco especial no setor de máquinas e equipamentos.

Geração de negócios e cooperação tecnológica

A iniciativa visa fomentar negócios, fortalecer redes de relacionamento e identificar sinergias estratégicas, além de potenciais parceiros para cooperação tecnológica. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, destacando-se carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis. No mesmo período, as importações espanholas chegaram a US$ 322 milhões, puxadas por pigmentos, azeite de oliva, produtos de beleza e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou produtos catarinenses com maior potencial de crescimento na Espanha, reforçando a importância da missão.

Etapas do evento: Madri e Las Palmas

Na primeira etapa, em Madri, as indústrias catarinenses participarão de reuniões com potenciais compradores, agendas institucionais em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil, além de visitas técnicas.

Na segunda etapa, em Las Palmas, os participantes terão encontros com associações empresariais e visitas ao porto local, ampliando oportunidades de parcerias e logística para exportação.

Indústrias catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em participar podem se inscrever por meio dos canais da FIESC.

Faça sua inscrição

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

União Europeia prepara entrada em vigor de acordo com Mercosul apesar de resistências

A União Europeia deve avançar, nos próximos meses, com a implementação do acordo de livre comércio com o Mercosul, mesmo diante da oposição de alguns países-membros e de questionamentos judiciais. A sinalização foi feita nesta sexta-feira pelo comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic.

Acordo pode eliminar bilhões em tarifas

O tratado firmado entre o bloco europeu e os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros (aproximadamente US$ 4,7 bilhões) em tarifas sobre exportações europeias.

Se efetivado, o acordo se tornará o maior já negociado pela UE em termos de potencial redução tarifária, ampliando o acesso de empresas europeias ao mercado sul-americano e fortalecendo as relações comerciais entre as regiões.

O texto foi concluído em janeiro, após 25 anos de negociações entre as partes.

França lidera oposição dentro da União Europeia

Apesar do avanço institucional, o tratado enfrenta resistência política relevante. França tem se posicionado de forma contrária ao acordo, alegando que a ampliação das importações de produtos agrícolas do Mercosul — especialmente carne bovina e açúcar — pode prejudicar produtores locais.

Por outro lado, Alemanha e Espanha figuram entre os principais defensores da iniciativa, argumentando que o acordo amplia oportunidades comerciais estratégicas para o bloco europeu.

Contestação judicial pode atrasar processo

Além do embate político, há também um impasse jurídico. No mês passado, o Parlamento Europeu aprovou uma medida para levar o acordo ao tribunal superior da União Europeia, movimento que pode retardar sua implementação em até dois anos e até comprometer sua viabilidade.

Mesmo assim, a Comissão Europeia ainda pode optar pela aplicação provisória do acordo antes da conclusão da análise judicial, acelerando sua entrada em vigor.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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