Logística

Plano Nacional de Logística identifica gargalos no transporte e na logística da Amazônia Legal

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 mapeou 24 falhas estruturais e operacionais no sistema de transporte e logística da Amazônia Legal, com impactos diretos sobre o escoamento de cargas, o abastecimento interno, a mobilidade de passageiros e o fluxo de mercadorias voltadas à exportação. O diagnóstico foi elaborado pelo Ministério dos Transportes e servirá de base para o planejamento de investimentos em infraestrutura nas próximas décadas.

Consulta pública define prioridades até 2050

O levantamento integra a Avaliação Estratégica do PNL 2050 e está em consulta pública até o dia 18. As contribuições deverão orientar a escolha dos projetos prioritários que comporão o cenário nacional de investimentos em transportes até 2050.

O documento aponta deficiências em rodovias, ferrovias, portos e hidrovias, além de restrições operacionais ligadas à navegabilidade fluvial e à frequência de eventos climáticos extremos, fatores que afetam corredores logísticos estratégicos da região amazônica.

Escoamento de grãos enfrenta entraves logísticos

Entre os principais gargalos identificados estão as dificuldades no escoamento de grãos, como soja, milho e farelo de soja, produzidos em estados como Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará, além da região do MATOPIBA.

O plano também destaca limitações nos eixos de transporte associados às bacias dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins-Araguaia, considerados fundamentais para o envio de cargas aos portos de exportação.

Indústria e mercado interno também são afetados

No mercado doméstico, o diagnóstico aponta entraves à saída de produtos industrializados e siderúrgicos do Amazonas e do Pará, além de dificuldades logísticas no Acre. Segundo o PNL, esses problemas comprometem cadeias produtivas regionais e revelam desalinhamentos entre o planejamento nacional e as demandas econômicas locais.

O abastecimento interno é outro ponto crítico. O governo identificou dificuldades no transporte de fertilizantes, alimentos, combustíveis e bens essenciais que abastecem estados como Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, elevando custos e afetando a oferta de produtos em áreas urbanas e remotas.

Mobilidade de passageiros é limitada na região

No transporte de passageiros, o PNL 2050 aponta regiões com acesso restrito à mobilidade. O diagnóstico destaca a concentração da infraestrutura aeroportuária em poucos centros urbanos, a baixa integração aérea regional e obstáculos à integração hidroviária.

As grandes distâncias entre localidades e a ausência de opções regulares de transporte dificultam o deslocamento da população e o acesso a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e assistência social.

Desafios sistêmicos ampliam a complexidade logística

O plano também registra problemas de caráter estrutural, como a exposição da infraestrutura às mudanças climáticas, restrições à expansão das hidrovias, desafios de integração com países da América do Sul, questões de segurança pública em corredores logísticos e os altos custos para o transporte de produtos da sociobiodiversidade.

Segundo o Ministério dos Transportes, o mapeamento dos entraves antecede a proposição de novas obras e políticas públicas, com foco em um planejamento logístico de longo prazo mais alinhado às características da Amazônia Legal.

Sociedade civil pede mais prazo para contribuições

Organizações da sociedade civil acompanham a consulta pública e solicitaram a ampliação do prazo em 15 dias, alegando coincidência com o recesso de fim de ano. As contribuições recebidas serão analisadas antes da consolidação do plano final e da definição dos investimentos em logística e transportes previstos para a região até 2050.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

Ler Mais
Portos

Novo porto seco de Foz do Iguaçu será inaugurado em dezembro de 2026

O novo porto seco de Foz do Iguaçu tem inauguração marcada para 10 de dezembro de 2026. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo presidente da operadora logística Multilog, Djalma Vilela. De acordo com ele, o empreendimento contará com 550 mil metros quadrados de área alfandegada e segue dentro do cronograma estabelecido.

Atualmente, as obras estão na etapa de terraplanagem e pavimentação. A previsão é que, em fevereiro, tenha início a construção dos prédios que irão abrigar as operações do complexo logístico.

Estrutura moderna para operações aduaneiras

O projeto do porto seco contempla áreas específicas para movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas, todas sob controle da Receita Federal. O complexo terá espaços cobertos destinados ao armazenamento e à vistoria de cargas, além de câmara fria com docas exclusivas, voltadas a produtos que exigem controle rigoroso de temperatura.

A infraestrutura incluirá ainda balanças de alta precisão, scanners, sistemas de monitoramento por câmeras e vigilância interna e externa. Estão previstos gates automatizados de entrada e saída de veículos, inclusive para cargas especiais com dimensões excedentes, além de sistemas integrados de pesagem e identificação veicular. Haverá também uma área dedicada aos motoristas.

Expansão da capacidade logística e impacto regional

Com a nova estrutura, o porto seco de Foz do Iguaçu terá um aumento de 30% na capacidade operacional a partir de dezembro. Atualmente, a unidade figura entre as mais movimentadas do país e se consolida como um dos principais centros logísticos do Mercosul.

Somente em 2025, passaram pelo local 215.070 veículos, o maior volume registrado desde o início das operações. Segundo a Multilog, o novo empreendimento foi dimensionado para acompanhar o crescimento do comércio exterior, incluindo no planejamento a implantação de um terminal de contêineres, o que deve reforçar ainda mais a eficiência logística da região.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

Ler Mais
Logística

Logística em janeiro exige planejamento e manutenção para evitar gargalos operacionais

Com o encerramento das férias coletivas e a retomada progressiva das atividades industriais e comerciais, o mês de janeiro se consolida como um dos períodos mais sensíveis para a logística. O aumento repentino no fluxo de mercadorias, somado à reativação de operações que estavam em ritmo reduzido, eleva o risco de atrasos, falhas operacionais e custos inesperados logo no início do ano.

Para enfrentar esse cenário, especialistas destacam que a preparação técnica e o planejamento antecipado são decisivos para garantir uma retomada eficiente das operações.

Manutenção preventiva reduz riscos no início do ano

Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, a manutenção preventiva de empilhadeiras e equipamentos de movimentação de carga é uma das principais ações para evitar problemas logo na volta das atividades. Após períodos de menor utilização, falhas mecânicas, desgastes em sistemas hidráulicos e problemas em baterias de lítio podem permanecer ocultos e só aparecer quando a operação já está em plena carga.

Antecipar inspeções técnicas e ajustes reduz significativamente o risco de paradas não programadas, que impactam diretamente a produtividade e os prazos logísticos.

“Realizar a manutenção antes do retorno das operações é uma forma de proteger toda a cadeia logística. Um equipamento parado em janeiro pode gerar um efeito cascata, afetando entregas, contratos e a confiança dos clientes”, afirma o executivo.

Revisão de equipamentos e foco em segurança

Além das empilhadeiras, a revisão de equipamentos auxiliares, como paleteiras, sistemas de elevação e dispositivos de segurança, deve integrar o checklist de início de ano. Garantir que todos os itens estejam em conformidade com as normas técnicas contribui não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos operadores no retorno ao ritmo normal de trabalho.

Esse cuidado é ainda mais relevante em setores com alta rotatividade de produtos ou forte influência de demandas sazonais, onde qualquer interrupção pode gerar impactos significativos.

Planejamento de frota evita custos e sobrecarga

Outro ponto estratégico destacado pelo especialista é o planejamento de frota. Avaliar a quantidade ideal de equipamentos para o volume de operações previsto para janeiro e os meses seguintes ajuda a evitar dois extremos prejudiciais: a ociosidade de ativos e a sobrecarga de máquinas.

Ambos os cenários elevam custos operacionais e aumentam a probabilidade de falhas em momentos críticos. “Janeiro é o período ideal para revisar contratos, reavaliar a frota e alinhar expectativas com as áreas de produção e distribuição. Esse planejamento integrado torna a operação mais fluida ao longo do ano”, destaca Mello.

Retomada pode virar ganho operacional

Ao investir em manutenção preventiva, revisão de equipamentos e planejamento logístico, as empresas transformam a retomada das atividades em uma oportunidade de ganho operacional. Além de reduzir gargalos, essas ações criam uma base mais sólida para enfrentar os desafios típicos do início de um novo ciclo produtivo.

FONTE: Jornal do Brás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Logística

Workshop TAPA na América do Sul debate padrões globais de segurança logística em São Paulo

A segurança da cadeia logística internacional estará no centro das discussões do Workshop TAPA na América do Sul, que acontece no dia 28 de janeiro, das 8h às 12h, em São Paulo. O evento é organizado pela DQS, em parceria com o Bytes&Cargas, e reúne especialistas para discutir padrões globais, riscos e boas práticas em segurança logística.

O encontro terá como foco a certificação TAPA (Transported Asset Protection Association), referência internacional na proteção de ativos transportados, amplamente adotada por empresas que buscam reduzir riscos de roubos, furtos e perdas ao longo da cadeia de suprimentos.

Segurança logística como diferencial estratégico

Com o crescimento do comércio internacional e a complexidade das operações logísticas, a segurança deixou de ser apenas uma exigência operacional e passou a representar um diferencial competitivo. Empresas certificadas demonstram maior confiabilidade, aderência a padrões globais e capacidade de atender às exigências de grandes players do mercado internacional.

Durante o workshop, os participantes terão acesso a conteúdos sobre:

  • Fundamentos e requisitos da certificação TAPA
  • Principais vulnerabilidades da cadeia logística e estratégias de mitigação
  • Benefícios da certificação para operadores logísticos, embarcadores e transportadores
  • A importância da cultura de segurança nas organizações

Especialistas confirmados

O Workshop TAPA na América do Sul contará com um time de palestrantes com ampla atuação internacional e forte conexão com o mercado:

  • Marly Parra – Conselheira e empresária | IHUB Investimentos XP
  • Mutsumi Nishi de Nelting – Global Head of Strategic Sales & Accounts | DQS
  • Marcelo Fontoura – Managing Director para a América do Sul | DQS
  • Fabio Barbosa – Fundador e host do Bytes&Cargas

Conexão entre certificação, mercado e relacionamento

A parceria entre DQS e Bytes&Cargas reforça o compromisso de aproximar certificações internacionais, conhecimento técnico e o mercado logístico, criando um ambiente de troca qualificada entre profissionais, empresas e tomadores de decisão.

Além do conteúdo técnico, o workshop também se propõe a fortalecer o networking e a geração de conexões estratégicas, alinhando segurança, competitividade e posicionamento internacional.

📅 Data: 28 de janeiro
Horário: das 8h às 12h
📍 Local: Av. Dr. Cardoso de Melo, 1491 – Vila Olímpia – São Paulo/SP

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI – VAGAS LIMITADAS

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO BYTES&CARGAS

Ler Mais
Comércio, Logística

Hainan: o novo hub global do livre comércio

O projeto não iniciou agora. Em 2020, o governo chinês anunciou um plano de grande escala para transformar toda a província insular no Porto de Livre Comércio de Hainan, com o objetivo de torná-lo o maior porto de livre comércio do mundo até 2035. O plano envolve a construção de um centro para financiamento offshore e  compras isentas de impostos, bem como a utilização de impostos mais baixos e requisitos de visto reduzidos para atrair empresas e turistas estrangeiros. Além disso, todas as mercadorias vendidas de Hainan para outras partes da China seriam tratadas como importações a partir de 2025. O Porto de Livre Comércio de Hainan lançou operações alfandegárias independentes em toda a ilha em 2025.
Hainan está se tornando uma zona econômica especial de alta abertura, com um modelo inovador que combina tarifas baixas/zero, sistema tributário simplificado e fluxos facilitados para impulsionar o comércio e a economia, atuando como um hub estratégico entre os oceanos Pacífico e Índico, diz XINHUA Português.

  • 74% dos produtos que entram em Hainan agora são isentos de tarifas, IVA e Impostos de Consumo. 
  • Imagina um fornecedor operando em zona onde quase não paga impostos?!! Isso hoje na China já é realidade.


Impactos do Projeto

E os impactos do projeto já começaram a aparecer: 


1) Introdução de tarifa zero para muitas mercadorias e um controle alfandegário mais flexível, reduzindo custos logísticos em cerca de 30% para empresas;

 
2) Aumento de 65% no tráfego de contêineres no porto de Yangpu em 2025, e crescimento no investimento estrangeiro e comércio de bens e serviços;


3) Políticas preferenciais, incluindo isenção de imposto de renda para talentos de alto nível acima de 15%;


4) O Comércio Exterior de Hainan triplicou desde 2020 (de US 12,6 bi para US 39 bi); 


5) Mais de 74.000 empresas de comércio exterior já estão em operação na região, um crescimento de 20x nos últimos 5 anos; 

6) Em 2024, 2072 novas empresas estrangeiras já se instalaram na ilha. 


Oportunidades de Negócio

Hainan é um laboratório para a abertura econômica da China e visa atrair investimentos estrangeiros em diversos setores, incluindo: 

  • Serviços Modernos: Turismo, saúde, educação e serviços financeiros, permitindo investimentos estrangeiros em produtos financeiros.
  • Indústrias de Alta Tecnologia: Desenvolvimento de tecnologia inovadora, como a captura e armazenamento de carbono.
  • Logística e Transporte: O porto de Yangpu, o maior porto de carga de Hainan, registrou um aumento de mais de 65% no tráfego de contêineres em 2025, expandindo as rotas marítimas que conectam mercados globais. 

O Porto de Livre Comércio de Hainan oferece um ambiente de negócios altamente liberalizado e previsível, com o objetivo de se tornar um porto de livre comércio de alto nível e com forte influência global até 2035. 

A boa notícia é que essa nova zona aduaneira em Hainan pode beneficiar diretamente importadores brasileiros, 

Com fornecedores operando em regiões de baixo custo e logística otimizada na Ásia, os preços tendem a ficar ainda mais competitivos.


Isso só mostra que importar na China não é apenas um diferencial, é questão de sobrevivência das empresa em um mercado tão competitivo. 


Importância de estar CONECTADO a bons fornecedores na China, que possam te dar suporte completo, acesso a fabricas, acompanhamento aduaneiro e estratégia para personalizar suas mercadoria, pode ser um diferencial para esse ano de 2026, que será extremamente competitivo e desafiador.

TEXTO: RENATA PALMEIRA
IMAGEM: INTERNET

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

Ler Mais
Portos

Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

Ler Mais
Internacional

Travessia Shenzhen Zhongshan: túnel subaquático de 6,8 km consolida a China como referência em engenharia marítima

A China vem transformando o transporte em regiões costeiras com obras de grande escala no fundo do mar. Um dos exemplos mais recentes é a travessia Shenzhen Zhongshan, que completa um ano de operação somando mais de 31,5 milhões de viagens. O sistema integra túnel subaquático, pontes e ilhas artificiais, reduzindo distâncias e ampliando a eficiência logística no sul do país.

Túneis submarinos mudam a mobilidade em baías e estuários

Dirigir sob o mar deixou de ser algo excepcional em áreas estratégicas chinesas. Nos últimos anos, o país colocou em funcionamento travessias que combinam túneis submersos com mais de 5 km, pontes estaiadas e acessos artificiais, criando rotas menos vulneráveis a condições climáticas, marés e tráfego marítimo intenso.

Essas soluções passaram a ser adotadas principalmente em regiões densamente povoadas, onde estuários e baías antes representavam gargalos à mobilidade urbana e ao transporte de cargas.

Hong Kong–Zhuhai–Macau abriu caminho para obras de grande porte

Inaugurado em outubro de 2018, o sistema Hong Kong Zhuhai Macau tornou-se um marco da engenharia subaquática. A estrutura inclui um túnel imerso de aproximadamente 6,7 km, formado por 33 elementos pré-fabricados, cada um com cerca de 180 metros de comprimento.

A escolha pelo túnel, em vez de uma ponte contínua, atendeu a restrições técnicas do local, como a preservação do canal de navegação e limites de altura impostos pela proximidade do aeroporto de Hong Kong.

Shenzhen Zhongshan tem um dos maiores túneis subaquáticos do mundo

Aberta ao tráfego em 30 de junho de 2024, a ligação Shenzhen Zhongshan elevou o patamar dessas obras. O projeto inclui um túnel subaquático de 6,8 km de extensão e 46 metros de largura, integrado a pontes e ilhas artificiais.

Autoridades locais classificam a estrutura como um dos maiores túneis do tipo tubo de aço e concreto já construídos, projetado para suportar alto volume de tráfego e condições marítimas complexas.

Outros exemplos incluem Qingdao e a baía de Jiaozhou

Outro caso relevante está em Qingdao, na baía de Jiaozhou. O túnel rodoviário da região entrou em operação em julho de 2011 e possui cerca de 7,8 km de extensão total, sendo quase 4 km sob área marítima. A obra é frequentemente citada em estudos técnicos sobre travessias submersas em larga escala.

Como funciona o método do túnel imerso

O túnel imerso difere da escavação tradicional. Em vez de perfurar todo o trajeto, grandes módulos são produzidos em terra, em ambiente industrial controlado. Após a conclusão, esses segmentos flutuam até o local da obra.

No fundo do mar, uma vala previamente dragada recebe os módulos, que são posicionados com equipamentos de alta precisão. A fase mais crítica é o encaixe entre os elementos, que exige controle rigoroso de alinhamento, peso e flutuabilidade.

Depois da união, sistemas de vedação estanque garantem que o túnel funcione como um único tubo contínuo. Em seguida, a estrutura é recoberta com areia e brita para proteção e estabilidade.

Geologia, vedação e monitoramento definem o sucesso do projeto

Antes da execução, são realizadas sondagens detalhadas do leito marinho, que identificam sedimentos, rochas fraturadas e o comportamento do solo sob carga. Esses dados influenciam o traçado, o método construtivo e o tipo de revestimento.

Durante a operação, túneis subaquáticos dependem de monitoramento em tempo real, inspeções periódicas e sistemas de segurança para garantir estabilidade estrutural e controle de infiltrações ao longo de décadas.

Logística impulsiona obras, mas custos e manutenção geram debate

A principal motivação para esses corredores submersos é logística. Ao encurtar distâncias entre centros urbanos e industriais, as travessias reorganizam fluxos de transporte e aumentam a produtividade regional.

Na travessia Shenzhen Zhongshan, dados oficiais indicam mais de 31,5 milhões de viagens de veículos no primeiro ano, evidenciando alta demanda desde a abertura.

Por outro lado, megaprojetos desse tipo também geram discussões sobre custos elevados, impactos ambientais e manutenção de longo prazo. Sistemas de ventilação, segurança contra incêndio e inspeções constantes tornam essas obras complexas não apenas do ponto de vista técnico, mas também de gestão pública.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

A prisão de Maduro e sua relação com a logística brasileira

A crise econômica e política na Venezuela tem provocado um dos maiores deslocamentos populacionais da América Latina: mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país nas últimas décadas, e o Brasil tem sido um dos principais destinos.

O setor logístico enfrenta atualmente um ponto crítico em relação à disponibilidade de mão de obra. O Brasil convive com um apagão de mão de obra operacional há pelo menos 8 a 10 anos, problema que se intensificou a partir de 2020, após a pandemia, período em que o setor vivenciou uma forte expansão nas operações de logísticas, impulsionada pelo crescimento do e-commerce no país.

Hoje, a logística é um dos setores mais afetados por essa escassez. Diante de uma combinação complexa de fatores educacionais, demográficos e comportamentais a falta de mão de obra operacional deixou de ser um problema pontual e passou a representar um desafio estrutural no mercado brasileiro.

Nesse contexto, trabalhadores venezuelanos passaram a ocupar vagas em funções operacionais que muitos brasileiros não demonstraram interesse em assumir. Diante das recentes mudanças no cenário político venezuelano, o mercado logístico discute ativamente os impactos futuros dessas ações. (fontes: ACNUR – (2023–2024),ONU / Plataforma R4V – (2024),IBGE – (Censo 2022 /divulgação 2023), MTE (2023–2025), ABRALOG (2019–2024),Banco Mundial (2021–2024).)

O mercado de trabalho no brasil.

Cerca de 163 mil venezuelanos estão inseridos no mercado de trabalho formal no Brasil. Além disso, estima-se que aproximadamente 450 mil atuem na informalidade, conforme estudos baseados nas taxas de informalidade entre migrantes.

A crescente contratação de venezuelanos em centros de distribuição e por operadores logísticos, aliada à alta aderência ao trabalho em turnos, teve papel relevante na atenuação parcial do apagão de mão de obra operacional, especialmente nos polos logísticos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Os venezuelanos lideraram as admissões entre estrangeiros em 2025 e representaram cerca de 4% das contratações formais no Brasil, evidenciando o avanço de sua inserção no mercado formal, especialmente em setores com déficit de mão de obra. (fontes: ACNUR – (2023-2024), Dados – CAGED (2025) e da RAIS (2024),Banco Mundial (2021–2024).) 

Os Estados Unidos passaram a participar da exploração do petróleo venezuelano entre as décadas de 1920 e 1940, período em que a Venezuela se consolidou como uma das grandes exportadoras mundiais. 

Considerando a retomada dessa influência, é provável que uma eventual melhora do cenário econômico venezuelano leve parte significativa dos trabalhadores venezuelanos atualmente inseridos no mercado de trabalho brasileiro a retornar às suas cidades de origem.

O Brasil tende a sentir os impactos dessa mudança, com o agravamento do apagão de mão de obra, especialmente no setor logístico, uma vez que os venezuelanos vêm ocupando parte nas operações logísticas em todo o país. (Fontes: ACNUR/R4V (2023–2024), CAGED/RAIS–MTE (2024–2025), IBGE Censo 2022, Banco Mundial (2022–2024), IPEA (2022) e registros históricos da indústria petrolífera venezuelana (1920–1940).)

Diante desse cenário de apagão de mão de obra, que tende a se agravar, a automação logística se consolida como um caminho obrigatório na intralogística. Implementá-la da forma adequada faz toda a diferença para os resultados do  negócio.

A Esteiras Motorizadas é especialista em soluções de automação intralogística voltadas ao aumento da produtividade operacional, oferecendo excelente custo-benefício e sendo pioneira em locação desse tipo de equipamento. 

Se você enfrenta dificuldades na contratação de mão de obra operacional e possui centro de distribuição, operações de triagem, carregamento ou descarga de cargas batidas, nós temos a solução ideal para a sua operação.

*As informações apresentadas neste conteúdo são de inteira responsabilidade do autor.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO ESTEIRAS MOTORIZADAS

Ler Mais
Portos

Portonave bate recorde de movimento de contêineres em um único navio

Foram cerca de 6,1 mil unidades embarcadas e descarregadas na operação do CMA CGM Bahia 🚢

O Terminal Portuário encerra 2025 celebrando mais um marco de excelência e eficiência. Entre os dias 29 e 31 de dezembro, na operação do navio CMA CGM Bahia, foram movimentados 6.180 contêineres em 42 horas, o maior volume já registrado em uma única embarcação na história da Portonave. A produtividade média de navio foi de 149 movimentos de contêineres por hora (MPH), o que demonstra o compromisso com a agilidade e a qualidade das operações. Esse desempenho superou o recorde anterior de 5.661 movimentos, alcançado em março de 2024 durante a operação do navio Kota Pelangi.

O Bahia pertence à frota do armador francês CMA CGM e integra o serviço SEAS2, que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com escalas na costa brasileira e nos portos de Colombo (Sri Lanka), Tianjin, Qingdao, Ningbo, Xangai, Shekou, Singapura e Hong Kong. Pelo serviço são recebidos produtos como pneus, tecidos, eletrônicos e plásticos, entre outros.

A embarcação possui 336 metros de comprimento, 51 metros de boca (largura), capacidade para 13.264 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 2.400 tomadas reefers para cargas com temperatura controlada. O navio, que começou a operar em 2023, faz parte da nova geração de embarcações sustentáveis do armador, tendo o Gás Natural Liquefeito (GNL) como principal fonte de energia, e foi o primeiro navio movido a GNL a atracar na costa brasileira, em fevereiro de 2024.

As embarcações bicombustíveis movidas a GNL contribuem para a redução de emissões, evitando até 99% das emissões de enxofre, 92% de óxidos de nitrogênio e 91% de partículas. Além disso, estão preparadas para utilizar combustíveis neutros em carbono assim que a infraestrutura de abastecimento estiver disponível no Brasil.

De janeiro a novembro, o Terminal Portuário movimentou 1 milhão de TEUs, com a melhor produtividade do país, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), 114 MPH, consolidando-se como referência nacional no segmento. Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave encerra 2025 com a marca de 10 mil escalas de navios recebidas e 14 milhões de TEUs movimentados.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, em 2024, a Portonave esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Por isso, foi reconhecida, em 2025, com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

Ler Mais
Indústria

Fundo da Marinha Mercante destina R$ 218 milhões para projetos no Sul do Brasil

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a destinação de R$ 218,8 milhões para projetos no Sul do país, com foco na ampliação da frota, modernização de estaleiros e fortalecimento da cadeia produtiva naval. Os recursos foram autorizados durante a última reunião de 2025 do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), realizada em 17 de dezembro e coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Apoio estratégico ao desenvolvimento industrial

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reforçam o papel estratégico do FMM no crescimento da indústria nacional.
“Estamos utilizando o Fundo da Marinha Mercante como instrumento de desenvolvimento. Esses projetos impulsionam inovação, competitividade e geração de empregos, além de fortalecer um setor essencial para o país”, afirmou.

Projetos beneficiam Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Os recursos aprovados contemplam empreendimentos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, regiões reconhecidas como polos relevantes da indústria naval brasileira.

Em Santa Catarina, os investimentos incluem modernização de estaleiros, construção de embarcações para navegação interior, transporte de passageiros, apoio portuário e operações marítimas. As iniciativas ampliam a capacidade produtiva local e fortalecem atividades como docagem, reparo e construção naval.

Já no Rio Grande do Sul, os recursos serão aplicados na modernização de embarcações voltadas à navegação interior, com foco em eficiência operacional, segurança e confiabilidade do transporte hidroviário.

Impacto regional e geração de empregos

De acordo com o ministro, os aportes reforçam o compromisso do governo federal com o desenvolvimento regional.
“Cada projeto aprovado significa mais empregos, renda e oportunidades, além de fortalecer a logística nacional e a competitividade do setor naval”, destacou.

Ano histórico para o Fundo da Marinha Mercante

A reunião que aprovou os investimentos no Sul encerrou um ano histórico para o FMM. Somente nesta 61ª reunião, foram autorizados R$ 5 bilhões em projetos em todo o país. No acumulado de 2025, o volume aprovado chegou a R$ 32,1 bilhões, com potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos e impulsionar a indústria naval brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Detroit Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook