Portos

Porto do Pecém terá shore power para navios atracados a partir de setembro

O Porto do Pecém, no Ceará, começará a oferecer a partir de setembro o serviço de shore power, sistema que permite o fornecimento de energia elétrica diretamente da rede terrestre para embarcações durante o período em que permanecem atracadas.

Localizado entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a aproximadamente 60 quilômetros de Fortaleza, o Complexo do Pecém está instalando a nova estrutura no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT).

Sistema reduz uso de motores a diesel

Com o shore power, os navios poderão permanecer conectados à rede elétrica do porto enquanto estiverem atracados. A medida reduz a necessidade de manter em funcionamento os motores auxiliares a diesel, contribuindo para diminuir o consumo de combustível e as emissões durante as operações portuárias.

A estrutura também prevê adaptações para os guindastes MHC, utilizados na movimentação de cargas. A eletrificação desses equipamentos permitirá ampliar a utilização de energia elétrica em atividades que atualmente dependem de motores a diesel.

O Complexo do Pecém já disponibiliza energia para rebocadores atracados. A nova infraestrutura amplia esse modelo de atendimento para outras embarcações e operações realizadas no terminal.

Pecém estima redução de 796 toneladas de CO₂ por ano

Segundo o Complexo do Pecém, a implantação do shore power no Ceará deverá evitar a emissão de aproximadamente 796 toneladas de CO₂ por ano.

A iniciativa faz parte de um processo mais amplo de eletrificação das atividades portuárias. Atualmente, cerca de 65% das operações do complexo já utilizam energia elétrica renovável certificada.

Entre os equipamentos que já contam com eletrificação estão guindastes empregados na movimentação de contêineres e placas, além das correias transportadoras.

Porto amplia uso de energia limpa

A chegada do shore power reforça a estratégia do Complexo do Pecém de ampliar a participação da energia limpa nas operações portuárias e reduzir a utilização de combustíveis fósseis.

Além dos ganhos ambientais, a eletrificação da infraestrutura busca modernizar os processos realizados no terminal e acompanhar tendências internacionais de descarbonização do transporte marítimo.

Com a nova estrutura, o Porto do Pecém amplia as alternativas para reduzir as emissões de carbono na atividade portuária e avança na eletrificação de suas operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Complexo do Pecém

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Transporte

Integração logística conecta produção brasileira aos mercados nacional e internacional

Da propriedade rural às áreas industriais e, posteriormente, aos terminais portuários, diferentes modais de transporte atuam de forma integrada para movimentar cargas e conectar o Brasil ao mercado externo.

Antes de chegar ao destino final, uma mercadoria brasileira pode percorrer milhares de quilômetros e utilizar diferentes meios de transporte. Soja, minério, carnes, máquinas e produtos industrializados dependem de uma cadeia logística capaz de conectar áreas produtoras, centros de distribuição e mercados consumidores.

O transporte rodoviário costuma assumir os primeiros ou últimos trechos da operação. Pela flexibilidade, os caminhões conseguem acessar propriedades rurais, indústrias e armazéns, fazendo a ligação com terminais ferroviários, hidroviários e portuários.

A partir desses pontos, a carga pode ser transferida para ferrovias ou hidrovias, conforme as características da operação e da região.

O modal ferroviário se destaca principalmente no deslocamento de grandes volumes por longas distâncias. Para produtos como grãos e minérios, as ferrovias podem estabelecer conexões estratégicas entre regiões produtoras e portos, contribuindo para reduzir a dependência do transporte rodoviário em determinados trajetos.

O transporte hidroviário também tem papel relevante na logística brasileira. O país possui aproximadamente 42 mil quilômetros de rede hidroviária, sendo cerca de 20 mil quilômetros considerados navegáveis.

Em regiões com infraestrutura adequada, as hidrovias permitem movimentar grandes volumes de cargas por longas distâncias e funcionam como uma alternativa importante para conectar áreas do interior a outros pontos da cadeia logística.

Portos concentram diferentes etapas da cadeia

Os portos são pontos estratégicos dessa integração. É nesses complexos que cargas provenientes de rodovias, ferrovias e hidrovias podem ser recebidas, armazenadas, movimentadas e posteriormente embarcadas em navios.

A partir dos terminais portuários, as mercadorias seguem por rotas marítimas para diferentes destinos internacionais. Ao mesmo tempo, os portos também recebem produtos importados que abastecem a indústria, o comércio e os consumidores brasileiros.

Por isso, o desempenho de um porto não depende apenas de sua estrutura interna. A qualidade das conexões terrestres e hidroviárias que levam as cargas até os terminais também influencia diretamente a eficiência logística.

Integração reduz gargalos e melhora os fluxos

Em uma cadeia logística extensa, problemas em um único trecho podem comprometer toda a operação. Já a integração entre os diferentes modais permite encontrar alternativas mais eficientes para o deslocamento das cargas.

A conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos ganha ainda mais importância diante das dimensões continentais do Brasil. Uma rede de transporte mais integrada pode melhorar a organização dos fluxos, ampliar a capacidade de movimentação e fortalecer a competitividade da produção nacional nos mercados interno e internacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos – Assessoria Especial de Comunicação Social.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação / Divulgação/Instituto Brasil Logística

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Transporte

Estiagem na Amazônia reduz navegabilidade dos rios e eleva custo do transporte de cargas

A previsão de uma estiagem mais intensa na Amazônia, influenciada pelo El Niño, já começa a alterar a logística do transporte de mercadorias na região. Com a queda no nível dos rios, armadores passaram a cobrar sobretaxas para compensar os custos adicionais provocados pelas condições adversas de navegação.

Ao mesmo tempo, empresas responsáveis por rodovias e uma companhia aérea reforçam o monitoramento diante da possibilidade de eventos climáticos extremos, como tempestades, queimadas e inundações.

Armadores cobram sobretaxa para cargas com destino a Manaus

A MSC Brasil comunicou em agosto que passará a cobrar a chamada Low Water Surcharge, ou sobretaxa por baixo nível de água, nos embarques destinados a Manaus a partir de 5 de setembro.

A cobrança será de US$ 1.400 por contêiner seco, valor superior a R$ 7.200 na cotação considerada, e de US$ 1.900 por contêiner refrigerado, equivalente a cerca de R$ 9.900.

Segundo a empresa, a tarifa tem caráter excepcional e temporário e poderá ser revista ou retirada conforme a evolução da seca e as condições de calado do rio Amazonas.

Outra companhia do setor, a Ocean Network Express (ONE), também informou aos clientes que adotará uma sobretaxa de US$ 1.458, aproximadamente R$ 7.600, por contêiner, independentemente do tipo.

A cobrança valerá para importações de qualquer origem com destino a Manaus a partir de setembro. Para exportações partindo de Manaus, a taxa será aplicada a todos os destinos a partir de outubro.

A empresa afirmou que a expectativa de queda significativa dos níveis dos rios deverá prejudicar a navegabilidade e restringir o transporte marítimo, aumentando os custos necessários para manter as operações.

Cabotagem brasileira também pode ser afetada

O impacto não deve ficar restrito às rotas internacionais. Augusto César Rocha, coordenador da Comissão de Logística do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), avalia que o transporte de cargas entre portos brasileiros também poderá sofrer com cobranças adicionais.

Segundo ele, a cabotagem provavelmente terá de adotar sobretaxas, embora as empresas tenham maior capacidade de reagir próximo ao momento do problema devido à menor duração das viagens dentro do país.

Píer temporário será usado para enfrentar a seca

Para reduzir os efeitos da baixa dos rios, o Grupo Chibatão prepara novamente uma estrutura temporária de apoio à movimentação de cargas.

O píer, atualmente instalado em Manaus, deverá ser transferido para Itacoatiara (AM) entre setembro e outubro. A previsão é que comece a funcionar em novembro.

A estrutura permitirá o transbordo de cargas, transferindo mercadorias de navios para balsas. Por serem menores e mais leves, as embarcações conseguem operar em trechos com menor profundidade.

O equipamento possui 277,5 metros de comprimento e 24 metros de largura, com capacidade para realizar sete movimentos de guindaste por hora.

Johny Fidelis Ramos, diretor-executivo do Grupo Chibatão, estima que a operação representará um custo adicional de R$ 80 milhões, considerando despesas com funcionários, alimentação, hospedagem, combustível e transporte.

O mesmo píer foi utilizado em 2024, durante outro período de seca severa na Amazônia. Segundo Ramos, deslocar parte da estrutura para Itacoatiara reduz o risco financeiro de manter equipamentos parados caso os navios não consigam chegar ao terminal.

Calado do Canal do Panamá preocupa setor

A logística brasileira também poderá ser afetada pelas condições do Canal do Panamá. Leandro Carelli, sócio da consultoria Solve Shipping, afirma que a redução do calado permitido na hidrovia tende a limitar a quantidade de carga transportada pelos navios.

A autoridade do canal reduziu o limite máximo para as eclusas Neopanamax, utilizadas pelas maiores embarcações que atravessam a via. O calado, que em condições normais chegava a 50 pés (15,24 metros), passará para 47,5 pés (14,48 metros) a partir de 3 de setembro.

A medida pode atingir especialmente cargas provenientes da Ásia com destino à Zona Franca de Manaus e ao Nordeste brasileiro, já que parte significativa desse fluxo utiliza o Canal do Panamá.

Com menor calado autorizado, os navios podem precisar reduzir sua capacidade de carga para realizar a travessia com segurança.

Rodovias se preparam para eventos climáticos extremos

Enquanto a seca preocupa a navegação no Norte, concessionárias de rodovias intensificam o planejamento para enfrentar possíveis chuvas fortes, tempestades, queimadas e outros eventos climáticos extremos.

A Motiva, antiga CCR, identificou cerca de 5 mil medidas de mitigação que podem ser adotadas. A companhia está definindo quais ações terão prioridade e pretende apresentar o plano à diretoria executiva entre o fim de agosto e o início de setembro.

As intervenções podem envolver desde atividades preventivas mais simples, como limpeza das pistas, até obras de contenção de taludes e mudanças estruturais em pontes. Medidas de maior porte podem exigir participação do poder público e negociação de recursos.

Nos últimos anos, eventos climáticos severos já provocaram perdas expressivas para a empresa. As enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e as chuvas que atingiram a Rio-Santos (BR-101), em 2022, geraram prejuízos estimados em aproximadamente R$ 500 milhões.

A EcoRodovias, por sua vez, informou manter estudos de vulnerabilidade climática e planos de adaptação voltados à definição de investimentos e protocolos para situações extremas.

Entre as medidas previstas estão melhorias em sistemas de drenagem, adequações estruturais, estabilização de encostas e ações contra incêndios e temperaturas elevadas. A companhia também utiliza tecnologias de monitoramento para acompanhar os riscos.

Azul reforça monitoramento meteorológico

No setor aéreo, a Azul mantém uma equipe de meteorologistas no Centro de Controle Operacional para acompanhar as condições climáticas durante 24 horas.

A companhia afirma investir em ferramentas capazes de ampliar a identificação e o monitoramento de fenômenos meteorológicos que possam afetar os voos.

Entre as tecnologias avaliadas está o uso de dados de vibração registrados pelos tablets utilizados pelos pilotos. Essas informações podem ajudar a identificar antecipadamente regiões com maior possibilidade de turbulência e instabilidade atmosférica.

O cenário climático, portanto, coloca diferentes segmentos da infraestrutura brasileira em estado de atenção, com impactos que vão do transporte fluvial e marítimo à operação de rodovias e aeroportos.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Grupo Chibatão

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Logística

Canal do Panamá limita fluxo diário de navios diante de El Niño intenso

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou novas restrições ao tráfego de embarcações diante da expectativa de um El Niño mais prolongado e intenso entre 2026 e 2027. A previsão é de redução nos níveis de água, o que levará a Canal do Panamá a diminuir gradualmente o número de navios autorizados a atravessar a hidrovia.

A partir de 4 de setembro, serão permitidos até 34 trânsitos por dia. Já em 15 de setembro, o limite cairá para 32 embarcações.

Canal do Panamá reduz número de travessias

Até junho de 2026, o canal registrava média de 35 travessias diárias, enquanto sua capacidade operacional chega a aproximadamente 40 embarcações por dia.

A decisão representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado anteriormente. Em maio, autoridades haviam informado à Reuters que não planejavam impor novas restrições à passagem de navios durante este ano. Desde 2025, porém, a administração já vinha adotando medidas para preservar os recursos hídricos.

Pelas novas regras, a partir de 4 de setembro, as eclusas Neopanamax terão nove vagas diárias, enquanto as antigas eclusas Panamax contarão com 25. Em 15 de setembro, o número de vagas nas Panamax será reduzido novamente, passando para 23 por dia.

Chuvas abaixo da média pressionam recursos hídricos

A situação é agravada pela queda nas precipitações. Segundo a autoridade responsável pelo canal, as chuvas registradas entre maio e agosto ficaram 34% abaixo da média histórica. Nos afluentes que abastecem a bacia hidrográfica, a redução chegou a 44% em relação ao padrão normal.

A administração alerta que a intensidade esperada do El Niño 2026-2027 pode provocar uma nova redução das chuvas. O cenário representa um risco tanto para a operação sustentável da hidrovia quanto para o abastecimento de água da população local.

Restrição de calado também é adiada

Além de limitar o número de travessias, o Canal do Panamá já vinha adotando medidas relacionadas ao calado dos navios, que corresponde à profundidade necessária para que uma embarcação navegue com segurança.

Quando o limite de calado é reduzido, os navios podem ser obrigados a diminuir a quantidade de carga transportada para conseguir atravessar o canal.

A autoridade decidiu ainda adiar algumas reduções de calado que estavam programadas. Nas eclusas Neopanamax, o limite de 14,63 metros, inicialmente previsto, foi postergado para 2 de setembro. Uma redução posterior, para 14,48 metros, ficou para 1º de outubro.

Experiência da seca de 2023 e 2024 orienta medidas

O administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que o atual fenômeno climático pode persistir por mais tempo do que o inicialmente previsto. Segundo ele, a experiência adquirida durante a seca de 2023 e 2024 permite à administração combinar restrições de tráfego e limites de calado para enfrentar o período de menor disponibilidade de água.

“ A experiência de 2023 e 2024 nos preparou bem para o que sabemos e nos deu a disciplina para lidar com o que não sabemos. O canal não improvisa”, afirmou Vásquez durante um evento empresarial realizado na quarta-feira.

A estratégia busca preservar os níveis dos reservatórios e garantir a continuidade das operações do Canal do Panamá, ao mesmo tempo em que protege o abastecimento de água da região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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Transporte

ANTAQ atualiza regras da navegação interior e simplifica procedimentos para o setor

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou seis novas resoluções que reformulam a regulamentação da navegação interior no Brasil. As medidas abrangem diferentes modalidades de transporte aquaviário e buscam simplificar procedimentos, atualizar regras e reduzir a complexidade do conjunto de normas atualmente em vigor.

As mudanças envolvem outorga de serviços de transporte, afretamento de embarcações, transporte de passageiros e cargas, travessias, transporte privado e homologação de embarcações, além de estabelecer regras para acordos operacionais entre empresas do setor.

Novas regras para outorga e operação de embarcações

Entre as principais alterações está a simplificação dos procedimentos para solicitação de outorga e comunicação processual. A ANTAQ também ampliou de 60 para 120 dias o prazo para que as empresas iniciem a operação após a autorização.

Outra mudança permite que uma mesma embarcação seja utilizada em diferentes linhas de navegação, ampliando a flexibilidade operacional das empresas. A regulamentação também atualiza os valores das multas aplicáveis às infrações relacionadas aos diferentes serviços de navegação interior.

As regras para o afretamento de embarcações também passaram por revisão. Entre as alterações está a definição de um prazo máximo para o pedido de circularização, além da exigência de justificativa em casos de cancelamento do procedimento.

A ANTAQ também detalhou a documentação necessária para a emissão do Certificado de Autorização de Afretamento Interior (AAI).

Transporte de passageiros tem direitos consolidados

Para o transporte de passageiros, as novas normas reúnem direitos e deveres aplicáveis tanto à navegação longitudinal quanto às operações de travessia.

Entre os pontos regulamentados estão a identificação dos passageiros, a concessão de gratuidades previstas em lei, a emissão de bilhetes e o transporte de bagagens. A regulamentação também estabelece parâmetros para a reserva de vagas destinadas aos beneficiários das gratuidades legais.

Acordos entre empresas podem ampliar eficiência no transporte de cargas

Uma das novidades com potencial de impacto direto na operação de cargas é a regulamentação dos acordos operacionais entre empresas de navegação.

A partir de critérios estabelecidos pela ANTAQ, as companhias poderão realizar operações como troca de espaço, cessão de barcaças carregadas e compartilhamento de equipamentos para a formação de comboios. A medida busca favorecer o uso compartilhado da estrutura disponível, com potencial para reduzir custos e melhorar a eficiência logística do transporte aquaviário de cargas. As novas regras também disciplinam o transporte privado de cargas, pessoas e veículos realizado na navegação interior.

Outro ponto tratado é a padronização do processo de homologação de embarcações nos sistemas da Receita Federal. Segundo a regulamentação, esse procedimento terá finalidade exclusivamente cadastral e de registro, não significando autorização da ANTAQ para a prestação de serviços de transporte regulados pela Agência.

Quando as novas regras entram em vigor?

As seis resoluções foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da ANTAQ durante a 616ª Reunião Ordinária, realizada em 13 de agosto de 2026.

A atualização integra a estratégia de simplificação do estoque regulatório da navegação interior, prevista na Agenda Regulatória 2025-2028. Com a revisão, 11 normas anteriores serão substituídas pelo novo conjunto regulatório.

As resoluções foram publicadas em agosto e terão 180 dias de prazo para entrada em vigor. Dessa forma, as novas regras passam a valer a partir de 13 de fevereiro de 2027.

Fonte: ANTAQ, com informações publicadas no portal da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Texto: Redação

Imagem: ANTAQ

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Logística

Ponte Bioceânica entra na reta final com retirada de pórticos de 47 toneladas

As obras da Ponte Bioceânica, que vai ampliar a conexão entre Brasil e Paraguai, avançam para a fase final com a retirada dos grandes pórticos utilizados na construção do trecho central sobre o rio Paraguai.

A estrutura terá 1.294 metros de extensão e ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. O projeto recebeu o nome de Ponte Bioceânica por integrar uma rota estratégica entre os oceanos Atlântico e Pacífico, conectando portos e ampliando o corredor de transporte regional.

Pórticos de 47 toneladas são retirados do vão central

A operação envolve estruturas metálicas de aproximadamente 47 toneladas cada. Os equipamentos estão sendo removidos de uma altura de cerca de 30 metros, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai.

Para realizar a retirada, as equipes utilizam elevadores hidráulicos, que permitem baixar os pórticos com segurança até o nível necessário para o transporte.

Depois de desmontadas, as estruturas são colocadas em uma balsa com capacidade para até 200 toneladas, responsável pelo deslocamento do material.

Cada operação completa, desde a retirada do pórtico até o transporte da estrutura ao destino, demanda cerca de 24 horas de trabalho.

Ponte terá trecho estaiado de 632 metros

O projeto da ligação Brasil-Paraguai inclui um trecho estaiado com 632 metros de extensão. O vão principal da ponte terá 350 metros, permitindo a passagem sobre o rio Paraguai.

A retirada dos pórticos representa uma das etapas finais da construção da estrutura principal e sinaliza o avanço do projeto rumo à conclusão.

A previsão é de que a Ponte Bioceânica seja aberta ao tráfego em 2027, depois da finalização dos acessos viários nos dois países.

Acessos somam quase 17 quilômetros de obras

No lado brasileiro, o complexo viário associado à ponte terá aproximadamente 13 quilômetros de extensão, incluindo quatro pontes.

A conexão com a malha rodoviária brasileira será feita pela BR-267, em um projeto cuja contratação está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No Paraguai, estão sendo implantados outros 3,8 quilômetros de acesso, que farão a ligação da ponte com a rede rodoviária do país.

Corredor bioceânico deve ampliar integração regional

Quando concluída, a Ponte Bioceânica deverá desempenhar papel estratégico no transporte de cargas e na integração entre Brasil, Paraguai e outros países da América do Sul.

A estrutura faz parte de um corredor pensado para facilitar o deslocamento de mercadorias entre o interior do continente e os portos dos oceanos Atlântico e Pacífico.

Com a conclusão da ponte e dos acessos, a expectativa é ampliar a logística internacional e fortalecer as conexões comerciais entre os países da região.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 599 veículos de luxo em nova operação Ro-Ro

Operação eleva para 17.056 o número de veículos movimentados pelo Porto de Itajaí em operações roll-on/roll-off ao longo de 2026

O Porto de Itajaí recebeu, nesta quarta-feira (19), uma nova operação de cargas do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro), com a atracação do navio Bosporus Highway, no berço 4. A embarcação chegou às 17h30, trazendo 599 veículos de luxo para importação.

Com a nova escala, o Porto de Itajaí alcança a marca de 17.056 veículos movimentados em operações Ro-Ro ao longo de 2026, reforçando a presença do segmento na movimentação de cargas do complexo portuário.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a operação demonstra a continuidade e a diversificação das atividades realizadas no porto.

“A chegada de mais uma operação de veículos reforça a capacidade do Porto de Itajaí de atender diferentes perfis de carga e demonstra a continuidade das operações Ro-Ro ao longo deste ano. A movimentação de veículos de alto valor também evidencia a confiança dos operadores na estrutura portuária e contribui para fortalecer Itajaí como uma alternativa competitiva para esse segmento.”

Com 199,97 metros de comprimento e 32,26 metros de largura, o Bosporus Highway é um navio especializado no transporte de veículos. Construída em 2009, a embarcação tem bandeira do Panamá e realiza operações por meio do sistema roll-on/roll-off, no qual os veículos são embarcados e desembarcados por rampas próprias.

As operações Ro-Ro são destinadas ao transporte de cargas sobre rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. O modelo permite que os veículos sejam conduzidos diretamente para dentro e para fora da embarcação, sem a necessidade de utilização de guindastes para o embarque da carga.

A nova escala amplia a movimentação de veículos no Porto de Itajaí em 2026 e dá continuidade às operações Ro-Ro realizadas ao longo do ano.

FONTE: Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Ferrovias da China transportam 2,35 bilhões de toneladas de carga até julho de 2026

As ferrovias da China movimentaram 2,35 bilhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reforça o papel do transporte ferroviário na redução dos custos logísticos e na manutenção do fluxo de atividades da economia chinesa.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela China State Railway Group Co., Ltd., responsável pela operação da rede ferroviária estatal.

Durante os sete primeiros meses do ano, a movimentação média chegou a 187 mil vagões de carga por dia, volume 2,1% superior ao registrado em 2025.

Transporte de carvão concentra maior volume

O setor ferroviário manteve como prioridade o transporte de produtos considerados essenciais para a economia e para o abastecimento da população.

Entre janeiro e julho, foram transportadas 1,22 bilhão de toneladas de carvão, das quais 813 milhões de toneladas correspondem ao carvão térmico.

O desempenho evidencia a importância da malha ferroviária para o abastecimento energético do país, especialmente no transporte de grandes volumes de cargas por longas distâncias.

Grãos, produtos químicos e têxteis registram alta

A operadora ferroviária também ampliou soluções específicas de logística para grandes empresas dos setores de grãos, produtos químicos e têxteis.

Os três segmentos apresentaram crescimento acima da média do transporte geral de cargas:

  • Grãos: alta de 7,4%;
  • Produtos químicos: crescimento de 5,4%;
  • Produtos têxteis: avanço de 21,4%.

A expansão mostra a tentativa das ferrovias chinesas de atender de maneira mais direcionada às necessidades de diferentes cadeias produtivas.

Transporte multimodal ganha espaço

Além do transporte ferroviário tradicional, a China ampliou investimentos em logística multimodal, integrando ferrovias a outros meios de transporte.

No segmento ferroviário-aquaviário, foram criados 165 produtos de transporte intermodal com sistema de “documento único”. As reservas chegaram a 71.600 TEUs, contribuindo para uma alta de 9,2% no volume de contêineres movimentados nesse modelo.

O transporte ferroviário-rodoviário apresentou crescimento ainda mais expressivo. O volume alcançou 294 milhões de toneladas, aumento de 80,9% na comparação anual.

Segundo a operadora, o avanço foi impulsionado principalmente pela expansão de rotas consideradas prioritárias para a integração entre ferrovias e rodovias.

Transporte de algodão de Xinjiang dispara

Outra frente de expansão foi o transporte de algodão produzido em Xinjiang.

Em parceria com a Federação Nacional de Cooperativas de Fornecimento e Comercialização, a empresa ferroviária desenvolveu um modelo integrado para consolidar o transporte da commodity.

Entre janeiro e julho, foram operados 96 trens especiais de carga destinados ao transporte de algodão de Xinjiang. A iniciativa contribuiu para um aumento de 157,3% no volume ferroviário de algodão em relação ao mesmo período do ano anterior.

Trens internacionais ampliam operações

O crescimento também foi observado nas conexões ferroviárias internacionais da China.

Entre janeiro e julho, os trens de carga China-Europa realizaram 12.988 viagens, alta de 17,6% sobre o ano anterior.

Já os serviços ferroviários entre China e Ásia Central registraram 8.582 viagens no período, crescimento de 0,7%.

Os números reforçam a importância da rede ferroviária para o comércio exterior chinês e para a integração logística com mercados europeus e da Ásia Central.

A expansão das rotas internacionais, combinada ao crescimento do transporte multimodal e ao aumento da movimentação de cargas domésticas, consolida as ferrovias como um dos principais pilares da infraestrutura logística da China.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Tang Yi

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Informação

Amapá se prepara para nova fronteira de petróleo e gás na Margem Equatorial

O avanço das atividades de exploração de petróleo na Margem Equatorial já influencia o planejamento econômico e de infraestrutura do Amapá. Com a atuação exploratória da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, o governo estadual busca se antecipar às demandas que podem surgir com o desenvolvimento da indústria de petróleo e gás na região.

As ações envolvem áreas como logística, infraestrutura, qualificação profissional, tributação e serviços, além da construção de uma estratégia para atrair empresas interessadas em participar da cadeia de fornecedores do setor.

Segundo Wandenberg Pitaluga Filho, secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá, o planejamento estadual começou antes mesmo da confirmação do potencial petrolífero da região.

Estado prepara cadeia de óleo e gás

De acordo com o secretário, o governo trabalha há cerca de três anos e meio na estruturação de medidas voltadas à cadeia de óleo e gás. A estratégia inclui iniciativas tributárias, ambientais e de capacitação, além do fortalecimento da relação institucional com a Petrobras.

Uma das medidas adotadas foi a adesão do Amapá ao Repetro, regime tributário específico para atividades relacionadas à exploração e produção de petróleo e gás. Em 2025, o estado anunciou a concessão do regime à Petrobras.

A intenção é aumentar a competitividade do Amapá na atração de empresas que possam fornecer equipamentos, serviços e soluções para a futura atividade petrolífera.

Qualificação profissional entra no planejamento

A formação de mão de obra também aparece entre as prioridades do governo estadual. A expectativa é preparar profissionais locais para atender uma eventual expansão da indústria de petróleo e reduzir a necessidade de buscar trabalhadores especializados fora do estado.

A qualificação é considerada estratégica diante da possibilidade de crescimento da demanda por serviços relacionados à exploração, transporte, logística e manutenção de estruturas.

BR-156 é um dos principais gargalos

A infraestrutura rodoviária está entre os pontos que exigem atenção. Um dos principais desafios citados pelo governo estadual é a conclusão da pavimentação da BR-156, rodovia federal que atravessa praticamente todo o Amapá.

Com aproximadamente 823 quilômetros, a estrada conecta Laranjal do Jari, no Sul, a Oiapoque, no extremo Norte, próximo à fronteira com a Guiana Francesa.

Um dos trechos ainda pendentes de pavimentação fica entre Macapá e Oiapoque e tem aproximadamente 98 quilômetros. A execução da obra é responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O governo federal já mantém intervenções na rodovia. Entre elas está um trecho de 56 quilômetros entre Macapá e Oiapoque, contemplado pelo Novo PAC, com investimentos superiores a R$ 278 milhões.

Também estão previstas novas frentes de trabalho ao longo de 2026, incluindo obras de construção, pavimentação e licitação em diferentes segmentos dos troncos Norte e Sul.

Petróleo deve aumentar demanda por infraestrutura

O possível avanço da exploração exigirá estruturas capazes de suportar um fluxo maior de cargas e operações de apoio.

Além das estradas, o estado avalia a necessidade de ampliar áreas de suporte logístico e estruturas destinadas à movimentação de equipamentos e materiais utilizados pela indústria de óleo e gás.

Apesar dos desafios, o governo estadual considera que o Amapá possui condições favoráveis em determinados aspectos, especialmente pela posição geográfica e pelas conexões com outros mercados da região.

Amapá mira posição estratégica no Arco Norte

A localização é um dos principais ativos considerados pelo governo. O Amapá faz fronteira com a Guiana Francesa e está próximo de Guiana e Suriname, países que também ampliam suas atividades relacionadas ao petróleo e gás.

Nesse contexto, o estado busca fortalecer sua posição como possível hub logístico do Arco Norte.

O Porto de Santana, principal instalação portuária do Amapá, aparece como uma peça importante dessa estratégia. A expectativa é atrair empresas do setor de logística e de petróleo que possam utilizar a estrutura como base para operações.

A ampliação da atividade econômica também pode estimular investimentos em áreas de apoio, transporte, armazenagem e outros serviços associados ao setor.

Novos negócios começam a buscar o estado

A expectativa em torno da exploração de petróleo já repercute no ambiente empresarial. Segundo o governo estadual, empresas dos segmentos atacadista, varejista e de serviços passaram a procurar informações sobre as condições tributárias e as oportunidades de investimento no Amapá.

O estado pretende aproveitar também as vantagens associadas à condição de área de livre comércio de Macapá e Santana para ampliar sua capacidade de atrair novos empreendimentos.

A estratégia é fazer com que os efeitos econômicos da exploração de petróleo ultrapassem a atividade diretamente ligada à produção.

Comércio acompanha expectativa de crescimento

Os indicadores recentes apontam para um ambiente de expansão em parte do comércio local.

Em outubro de 2025, as vendas do varejo no Amapá cresceram 10,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

O desempenho positivo continuou no início de 2026. Em janeiro, enquanto o comércio varejista brasileiro registrou queda de 1,3% no mês e de 5,9% na comparação anual, o Amapá foi o único estado a apresentar crescimento na comparação com janeiro de 2025, com alta de 2,9%, segundo o Índice do Varejo Stone.

Alimentos concentram parte do comércio varejista

O comércio de alimentos possui participação relevante na estrutura empresarial do Amapá. Dados públicos de CNPJ indicam a existência de mais de 2,2 mil empresas ativas apenas nos segmentos de minimercados, mercearias e armazéns.

Macapá concentra a maior parcela desses estabelecimentos, seguida por cidades como Santana e Oiapoque.

O cenário reúne uma base de comércio local já estabelecida e a perspectiva de entrada de novos negócios impulsionados pelo avanço da infraestrutura e pela possível expansão da cadeia de petróleo e gás.

Para o governo estadual, a exploração na Margem Equatorial pode funcionar como um catalisador para investimentos em diferentes setores. A expectativa é que a atividade gere impactos não apenas na produção de petróleo, mas também em logística, comércio, serviços, transporte, hospedagem e alimentação.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: HEIDER TORRES/ Assembleia legislativa do Amapá

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