Educação

Pesquisa aponta que líderes influenciam até 70% do engajamento das equipes

Capacitação promovida pelo ReConecta News será conduzida por Bárbara Echelmeier e abordará liderança estratégica, inteligência emocional e desenvolvimento de equipes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, acelerado e pressionado por resultados, a qualidade da liderança tem se tornado um dos principais diferenciais para o sucesso das organizações. Um estudo da Gallup, referência mundial em pesquisas sobre comportamento organizacional, revela que os gestores são responsáveis por cerca de 70% da variação nos níveis de engajamento dos colaboradores, impactando diretamente produtividade, retenção de talentos e desempenho das empresas.

Atento a essa realidade, o ReConecta News lança sua primeira turma de treinamento em liderança. Segundo Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “o treinamento é voltado para profissionais que desejam desenvolver competências de gestão de pessoas, inteligência emocional e tomada de decisão em ambientes de alta pressão”.

A capacitação será conduzida pela mentora e estrategista de desenvolvimento humano Bárbara Echelmeier e será nos dias 16, 18 e 30 de junho, além de 2 de julho; em Itajaí. A inscrição pode ser feita pelo link: https://meuingresso.com.br/eventos/liderana-para-comex—com-barbara-echelmeier

Segundo a especialista, a liderança moderna vai muito além da gestão de tarefas. “Hoje, as empresas precisam de líderes capazes de inspirar, comunicar com clareza, lidar com conflitos, desenvolver pessoas e manter o equilíbrio emocional em cenários de constante transformação. Liderança não é apenas uma função, é uma competência que precisa ser desenvolvida”, destaca Bárbara.

Liderança como estratégia de negócios

O treinamento surge em um momento em que empresas de diversos setores enfrentam desafios relacionados ao engajamento das equipes, retenção de profissionais qualificados e fortalecimento da cultura organizacional. O relatório global mais recente apontou uma queda no engajamento dos gestores em 2024. O percentual de líderes engajados caiu de 30% para 27%, contribuindo para a redução do engajamento dos colaboradores em todo o mundo. Segundo a Gallup, isso gerou perdas estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade global.

Dados da Gallup mostram ainda que organizações com líderes preparados apresentam melhores indicadores de produtividade, satisfação dos colaboradores e resultados financeiros. O estudo reforça uma tendência observada por especialistas em gestão: investir no desenvolvimento de líderes deixou de ser apenas uma ação de recursos humanos para se tornar uma estratégia de negócios.

A formação promovida pelo ReConecta News foi estruturada para atender gestores, coordenadores, empresários, profissionais em ascensão e equipes corporativas que buscam fortalecer sua capacidade de liderança e influência dentro das organizações.

Quem é Bárbara Echelmeier

Bárbara Echelmeier é uma profissional com trajetória construída dentro do ambiente corporativo. Sua carreira começou aos 17 anos no setor de Comércio Exterior e, aos 22, já liderava equipes em uma área marcada por metas desafiadoras, pressão constante e necessidade de decisões rápidas. A vivência prática despertou seu interesse pelo comportamento humano, inteligência emocional e desenvolvimento de lideranças. Atualmente, Bárbara atua com mentoria de carreira, formação de líderes e treinamentos corporativos voltados para cultura organizacional, autorresponsabilidade e performance profissional.

Sua metodologia integra experiências do mercado corporativo, conceitos da psicologia, neurociência e ferramentas práticas aplicadas ao dia a dia das empresas. Para ela, a construção de uma liderança sólida começa pela autoliderança. “Não existe alta performance sustentável sem equilíbrio emocional. O trabalho é uma extensão da nossa identidade, e liderar exige antes de tudo consciência sobre si mesmo”, afirma.

Texto: ReConecta News

Imagem: ReConecta News

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Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Ferrovia do Mato Grosso: Rumo inaugura novo terminal e amplia capacidade logística no agronegócio

A Rumo confirmou para o dia 19 de junho a inauguração do novo terminal localizado na BR-070 e da primeira etapa operacional da Ferrovia do Mato Grosso. Considerado o maior investimento em andamento da companhia, o projeto também figura como a principal obra ferroviária atualmente em execução no Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para fortalecer sua atuação no transporte de cargas e ampliar a participação no escoamento da produção agrícola nacional.

Nova fase impulsiona infraestrutura de transporte no Centro-Oeste

A entrega da primeira etapa da ferrovia representa um marco para a expansão da malha logística da Rumo. O empreendimento chega em um momento de crescente demanda por soluções de infraestrutura logística voltadas ao agronegócio, especialmente na região Centro-Oeste.

Com o início do processo de comissionamento dos novos ativos, a expectativa é de aumento na capacidade de transporte ferroviário, contribuindo para a redução dos custos operacionais e para o ganho de competitividade das exportações brasileiras de grãos.

Terminal terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas

De acordo com a companhia, a nova estrutura foi projetada para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O investimento fortalece a presença da Rumo em Mato Grosso, estado líder na produção agrícola do país, e amplia a eficiência do corredor logístico direcionado aos portos do Arco Sul.

A ampliação da capacidade de escoamento é vista como um passo importante para atender ao crescimento da produção agropecuária e melhorar a integração entre o campo e os mercados internacionais.

Mercado acompanha impacto econômico do projeto

O avanço da Ferrovia do Mato Grosso também desperta atenção do mercado financeiro. Projetos de grande porte no setor ferroviário costumam gerar ganhos de produtividade, otimização operacional e potencial aumento de receitas ao longo dos anos.

Analistas apontam que a nova ferrovia pode se tornar um dos principais motores de crescimento da Rumo no médio e longo prazo, consolidando a empresa como uma das protagonistas da logística nacional voltada ao agronegócio.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

CIOT: novas regras ampliam fiscalização do frete rodoviário no Brasil

As novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) já estão valendo em todo o país e ampliam a obrigatoriedade de registro das operações de transporte rodoviário de cargas remuneradas.

A atualização foi implementada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com o objetivo de reforçar o controle, a rastreabilidade e a fiscalização das operações de frete no setor logístico brasileiro.

Novo modelo amplia controle sobre operações de frete

Com as mudanças, praticamente todas as operações de transporte remunerado de cargas passam a exigir emissão do CIOT.

O código funciona como um registro eletrônico obrigatório, reunindo dados da operação, como:

  • Contratante do frete
  • Transportador responsável
  • Veículos utilizados
  • Origem e destino da carga
  • Valor do frete
  • Tipo de operação

Segundo a ANTT, a medida busca aumentar a transparência nas contratações e garantir maior controle sobre o pagamento do frete aos transportadores autônomos.

Sistema reforça fiscalização do Piso Mínimo de Frete

Entre as principais alterações está o endurecimento dos mecanismos de validação das informações registradas no sistema.

O novo modelo passa a realizar conferência automática do Piso Mínimo de Frete, nos casos em que a legislação se aplica.

A expectativa da agência é ampliar a fiscalização eletrônica e reduzir irregularidades nas operações do setor de transporte rodoviário.

Exceções previstas nas novas regras

Apesar da ampliação da obrigatoriedade, algumas operações continuam dispensadas da emissão do CIOT.

As exceções envolvem:

  • Veículos não emplacados
  • Transporte de cargas especiais

Nos demais casos, o registro eletrônico passa a ser requisito obrigatório para formalização das operações remuneradas.

ANTT cria portal com orientações para transportadores

Para auxiliar empresas e transportadores na adaptação às novas exigências, a ANTT lançou a área “CIOT para Todos” em seu portal oficial.

O espaço reúne documentos técnicos, perguntas frequentes, orientações operacionais e informações sobre:

  • Integração de sistemas
  • Emissão do código
  • Modalidades de transporte
  • Responsabilidades das partes envolvidas

A agência informou que a documentação técnica foi disponibilizada cerca de 30 dias antes da entrada oficial do sistema em produção.

Empresas e instituições já realizam testes de integração

As Instituições de Pagamento homologadas pela ANTT já estão autorizadas a operar o novo modelo do CIOT.

Além disso, empresas transportadoras iniciaram os testes de integração com a API disponibilizada pela autarquia federal para adequação às novas regras do sistema.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

BNDES lança linha de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus

O BNDES iniciou nesta sexta-feira (29) a operação do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, nova linha de crédito voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. A iniciativa prevê até R$ 21,2 bilhões em financiamentos para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários produzidos no país.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Programa busca modernizar transporte e reduzir custos logísticos

A proposta do governo federal é estimular a modernização do transporte rodoviário de cargas e passageiros, aumentando a eficiência logística e reduzindo custos operacionais.

Além disso, o programa pretende incentivar a renovação da frota com veículos mais modernos, menos poluentes e mais seguros, fortalecendo também a indústria automotiva nacional.

Do total previsto, R$ 14,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões terão recursos próprios do BNDES.

Linha inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários

A nova etapa do Move Brasil ampliou os itens que poderão ser financiados. Além de caminhões, o programa agora contempla ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a ampliação busca estimular investimentos no setor de transporte e gerar impactos positivos em toda a cadeia automotiva, desde fabricantes até concessionárias e serviços de manutenção.

O programa também reservou R$ 2 bilhões especificamente para financiamento de ônibus e micro-ônibus. Outros R$ 2 bilhões serão destinados a transportadores autônomos e cooperados.

Quem pode solicitar o financiamento

O crédito poderá ser acessado por:

  • Transportadores autônomos de cargas
  • Cooperados pessoas físicas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

No caso de caminhões seminovos, a modalidade será restrita a transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, será exigida fabricação nacional, credenciamento no sistema do BNDES e adequação às normas ambientais do Proconve P-8.

Condições de prazo e juros

As condições variam conforme o perfil do solicitante. Para transportadores autônomos, o financiamento poderá ter prazo de até 120 meses, com carência de até 12 meses.

Já empresas de transporte de cargas poderão financiar em até 60 meses, enquanto empresas de transporte de passageiros poderão chegar a 120 meses de prazo.

As taxas de juros previstas ficam próximas de 13% ao ano, conforme as condições de mercado.

O programa estabelece limite de até R$ 50 milhões por cliente e permite a utilização de fundos garantidores, conforme regras dos agentes financeiros participantes.

Renovação da frota deve reduzir emissões e acidentes

A iniciativa foi estruturada para enfrentar o envelhecimento da frota brasileira de veículos pesados. Com a substituição de modelos antigos, o governo espera reduzir consumo de combustível, gastos com manutenção e emissão de poluentes.

A expectativa também é melhorar a segurança nas estradas e elevar a produtividade do setor logístico.

O programa ainda prevê condições específicas para operações ligadas à desmontagem e reciclagem de veículos antigos.

Demanda por crédito impulsionou nova fase do programa

A criação do Move Brasil – Caminhões e Ônibus ocorre após a forte procura registrada pelo programa Mover, voltado ao financiamento de caminhões.

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o programa anterior movimentou mais de R$ 9,7 bilhões em financiamentos, somando mais de 8,4 mil operações e mais de 15 mil caminhões financiados.

Como solicitar o crédito do BNDES

Os interessados deverão procurar instituições financeiras credenciadas ao BNDES para realizar o pedido de financiamento.

A análise de crédito e a negociação das condições serão feitas diretamente pelos agentes financeiros.

O prazo para protocolar operações vai até 28 de agosto de 2026. Já a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Comunicação ANTT

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Transporte

Infraestrutura no Brasil avança com novas concessões e atrai investidores italianos

O ministro dos Transportes, George Santoro, destacou nesta segunda-feira (25) os avanços regulatórios implementados pelo governo federal para ampliar a segurança jurídica em projetos de infraestrutura e fortalecer a confiança de investidores estrangeiros no Brasil.

As declarações foram feitas durante o evento Conexão Brasil–Itália: Infraestrutura, Investimentos e Cultura, realizado em São Paulo. O encontro reuniu representantes do setor público e empresários interessados em discutir oportunidades de negócios, logística e cooperação econômica entre os dois países.

Governo reforça segurança jurídica em concessões

Durante o debate, Santoro afirmou que o Ministério dos Transportes promoveu mudanças importantes nos contratos de concessão nos últimos anos, tornando os projetos mais previsíveis e atrativos para o capital privado.

Segundo ele, os novos modelos contam com matriz de risco mais clara, contratos modernizados e mecanismos de resolução de conflitos mais eficientes, fatores considerados essenciais para ampliar a segurança dos investimentos em infraestrutura.

O ministro ressaltou ainda que a atualização regulatória segue parâmetros alinhados às práticas da OCDE, incluindo medidas voltadas à transição energética e à resiliência logística.

Brasil vive maior ciclo de concessões rodoviárias

De acordo com o Ministério dos Transportes, o país atravessa atualmente o maior ciclo de concessões rodoviárias da história. Nos últimos três anos, foram realizados 23 leilões de rodovias federais.

A meta da pasta é alcançar 35 concessões até o fim de 2026, com potencial estimado em cerca de R$ 396 bilhões em investimentos para obras de ampliação, modernização e fortalecimento da infraestrutura nacional.

Santoro destacou que aproximadamente R$ 240 bilhões já foram contratados nesse novo ciclo, superando o volume registrado ao longo das três décadas anteriores de concessões rodoviárias no país.

Novos leilões devem impulsionar logística nacional

Entre os projetos recentes, o ministro citou o leilão realizado em março referente ao trecho de 735 quilômetros da BR-116/MG, entre Montes Claros e Governador Valadares.

O próximo certame previsto pelo governo será o da Rota dos Sertões, marcado para 28 de maio na B3, em São Paulo. O projeto envolve trechos das BR-116 e BR-324, conectando Feira de Santana, na Bahia, a Salgueiro, em Pernambuco.

A expectativa é ampliar a capacidade logística e melhorar o escoamento da produção em regiões estratégicas do Nordeste.

Setor ferroviário amplia espaço para investimentos

Além das rodovias, o governo federal também busca expandir a participação das ferrovias na matriz de transportes brasileira.

Em novembro de 2025, o Ministério dos Transportes lançou a Política Nacional de Concessões Ferroviárias, programa voltado à modernização da malha ferroviária e à atração de novos investidores.

A iniciativa prevê oito projetos ferroviários que, juntos, somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e podem movimentar cerca de R$ 160 bilhões em investimentos.

Segundo Santoro, quatro projetos já estão em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outros quatro devem ser encaminhados em breve.

O ministro afirmou que o Brasil possui atualmente “a maior carteira de ferrovias em concessão do mundo”, reforçando a necessidade de ampliar parcerias internacionais para viabilizar os empreendimentos.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Siqueira/MT

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Comércio Exterior

Rio Comex altera regras do ICMS e cria incentivo para fortalecer comércio exterior no Rio

O governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a criação do Rio Comex, novo regime especial que modifica a cobrança de ICMS no comércio exterior e busca ampliar a competitividade logística fluminense.

A legislação foi sancionada e publicada no Diário Oficial na última quinta-feira (21), estabelecendo um conjunto de incentivos fiscais voltados à atração de investimentos e ao fortalecimento das operações de importação no estado.

Benefícios fiscais reduzem carga tributária

O programa prevê a concessão de crédito presumido de ICMS de até 70% nas operações interestaduais e de até 75% nas operações internas.

Na prática, o mecanismo pode reduzir de forma significativa a carga tributária efetiva, dependendo da atividade econômica beneficiada e da natureza das operações realizadas.

A medida integra a estratégia estadual para tornar o Rio mais competitivo diante de outros estados que já operam com regimes fiscais semelhantes no setor de comércio exterior.

Setores estratégicos estão entre os principais beneficiados

Segundo o governo estadual, o Rio Comex foi estruturado para estimular investimentos em segmentos considerados estratégicos para a economia fluminense.

Entre as áreas que devem ser impactadas estão:

  • eletrônicos;
  • medicamentos;
  • alimentos;
  • operações ligadas à cadeia de importação e exportação.

A expectativa é ampliar a circulação de mercadorias e impulsionar a utilização da infraestrutura logística do estado.

Portos e aeroportos devem ganhar competitividade

Outro objetivo central do programa é fortalecer a atividade portuária e aeroportuária fluminense.

Com a redução da carga tributária e a ampliação dos incentivos, o governo projeta aumento da movimentação em portos e aeroportos do Rio de Janeiro, favorecendo o fluxo logístico nacional e internacional.

A medida também deve estimular a instalação de novas empresas e centros de distribuição no estado.

Programa terá vigência até 2032

O regime especial terá validade até dezembro de 2032.

A estimativa do governo é de que, ao longo desse período, o Rio Comex contribua para a geração de empregos, expansão da atividade econômica e fortalecimento da posição estratégica do Rio no cenário nacional do comércio exterior.

A administração estadual destaca ainda que a iniciativa representa uma resposta à perda de competitividade observada nos últimos anos frente a unidades da federação que já adotam políticas fiscais agressivas para atrair operações logísticas.

FONTE: O Fluminense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Fluminense

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Transporte

CIOT obrigatório: novas regras da ANTT passam a valer e podem bloquear operações de frete

As novas regras da ANTT para emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) entraram em vigor no domingo, 24 de maio, trazendo impactos imediatos para transportadoras, embarcadores, operadores logísticos e caminhoneiros em todo o país.

Com as alterações, o CIOT passa a ser exigido em todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas, independentemente da categoria do transportador. Sem a emissão regular do código, a operação poderá ser impedida de seguir viagem.

CIOT deve ser emitido antes do início do transporte

A principal novidade é a obrigatoriedade de emissão do código antes do início da viagem, com integração direta ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).

Na prática, o sistema passa a realizar cruzamento automático de dados, ampliando o monitoramento eletrônico da agência reguladora e reforçando a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

Operações com valores abaixo da tabela mínima poderão ser bloqueadas automaticamente. Sem um CIOT válido, o transporte não poderá ser liberado.

Base legal endurece controle sobre o frete rodoviário

As mudanças estão previstas na Medida Provisória nº 1.343/2026, nas Resoluções 6.077 e 6.078 da ANTT e na Portaria SUROC nº 6/2026.

As novas normas ampliam o alcance da fiscalização e fortalecem os mecanismos de controle sobre a política nacional do frete rodoviário de cargas.

Até então, o código era mais associado às operações envolvendo Transportadores Autônomos de Cargas (TACs) e cooperativas. Agora, o escopo foi ampliado para praticamente toda a cadeia de transporte remunerado.

Multas podem chegar a R$ 10 milhões

O novo modelo prevê penalidades rigorosas para descumprimento das exigências.

A ausência de emissão do CIOT ou a falta de vinculação ao MDF-e poderá resultar em multas de até R$ 10,5 mil por operação.

Em situações mais graves, especialmente quando houver indícios de contratação abaixo do piso mínimo, as autuações podem alcançar R$ 10 milhões por operação irregular, além de sanções administrativas agravadas em casos de reincidência.

Empresas terão de redobrar atenção com dados operacionais

Especialistas alertam que o preenchimento incorreto de informações pode gerar autuações mesmo quando não houver bloqueio imediato do sistema.

Dados inconsistentes de município, CEP, origem, destino ou coordenadas geográficas podem comprometer o cálculo correto do piso mínimo do frete e aumentar o risco de penalidades futuras.

As novas diretrizes também detalham regras específicas para modalidades como:

  • carga lotação;
  • carga fracionada;
  • operações com TAC agregado;
  • subcontratação e quarteirização do transporte.

Setor acelera adequação diante do novo cenário regulatório

Com o prazo curto para adaptação, empresas de logística e transporte intensificaram ajustes em sistemas internos e processos operacionais para evitar interrupções nas atividades.

A expectativa de entidades do setor é de aumento nos investimentos em compliance regulatório, integração tecnológica e governança operacional.

Especialistas avaliam que o avanço da fiscalização eletrônica representa uma transformação estrutural no ambiente regulatório do transporte rodoviário, com maior rastreabilidade das operações e uso crescente de automação.

Segurança jurídica ainda preocupa empresas

Apesar do endurecimento regulatório, o setor ainda acompanha com atenção a discussão jurídica em torno do piso mínimo do frete, que aguarda julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, empresas precisam se adequar imediatamente para evitar bloqueios operacionais e prejuízos financeiros.

A preocupação é maior entre transportadoras com alto volume diário de operações, que dependem da emissão rápida de documentos fiscais para manter o fluxo logístico.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Setcesp

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Eventos

O Futuro da Logística nos espera no Recife: O RêConectaNews convida você para a Multimodal Nordeste 2026!

Mais do que um evento, a Multimodal Nordeste é o ponto de encontro de corações e mentes que movem a engrenagem logística do nordeste. E é com imensa alegria e entusiasmo que o RêConectaNews confirma sua participação nesta edição histórica!


Para nós, logística é sobre pessoas. É sobre a tecnologia que aproxima, o transporte que entrega sonhos e a inovação que transforma a realidade. Estar no Recife Expo Center, entre os dias 04 e 06 de agosto, não é apenas sobre cobrir um evento; é sobre viver a experiência de conectar os principais players do setor e compartilhar com vocês, em primeira mão, o que há de mais transformador no mercado.

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3) Participaremos do Conecta Multimodal, trazendo insights preciosos direto das palestras e painéis com os maiores especialistas da área.

Queremos que você faça parte dessa jornada conosco. Não perca a chance de viver essa imersão e elevar o seu negócio a um novo patamar de inteligência e relacionamento.

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Transporte

XCMG vai montar caminhões elétricos no Brasil e alta do diesel acelera demanda por veículos sem combustível fóssil

A fabricante chinesa XCMG confirmou que iniciará a montagem de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o começo de 2027. A operação será realizada na unidade da empresa em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e faz parte de um pacote de investimentos de R$ 270 milhões voltado à expansão da produção nacional.

A decisão ocorre em meio ao aumento da procura por veículos elétricos de carga, impulsionada principalmente pela alta do diesel e pela busca de empresas por redução de custos operacionais.

Fábrica de 1 milhão de metros quadrados será base da produção

A montagem será feita no modelo CKD/SKD, sistema em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. A estrutura utilizada será o parque industrial da XCMG em Pouso Alegre, inaugurado em 2014 e com área total de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Atualmente, a fábrica já produz equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras, guindastes e motoniveladoras.

Segundo Rodrigo Setrak, gerente comercial de produtos eletrificados da empresa, a estratégia inicial será focar em caminhões leves, ampliando posteriormente para categorias mais pesadas conforme o mercado evoluir.

Investimento inclui pesquisa e nacionalização de peças

Além da montagem dos caminhões, o aporte bilionário prevê a construção de novos galpões, expansão dos escritórios, instalação de eletropostos e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A fabricante também pretende aumentar gradualmente a nacionalização dos componentes utilizados nos veículos elétricos.

De acordo com a empresa, itens como chassis, eixos e sistemas de freio já podem ser produzidos no Brasil graças à estrutura da indústria metalmecânica nacional. Por outro lado, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de alta tensão ainda devem continuar sendo importados nos primeiros anos da operação.

Hoje, a planta industrial conta com cerca de 150 mil metros quadrados de galpões, capacidade anual para produzir 7 mil unidades e aproximadamente mil funcionários — 96% deles brasileiros.

XCMG já tem caminhões elétricos circulando no Brasil

A montadora entrou oficialmente no mercado brasileiro de caminhões em 2021 e já possui cerca de 350 caminhões elétricos em circulação no país.

O portfólio inclui modelos que vão desde VUCs até cavalos-mecânicos preparados para operar com composições de até 74 toneladas.

Entre os destaques está o modelo E7-80T, equipado com motor de 747 cavalos, bateria de 400 kWh e autonomia entre 150 e 250 quilômetros, dependendo da carga transportada.

Outro modelo oferecido é o E7-49T, voltado para operações rodoviárias pesadas e equipado com bateria de 282 kWh.

A empresa também desenvolve veículos específicos para operações nos setores florestal e sucroenergético, áreas tradicionalmente dependentes de motores movidos a diesel.

Alta do diesel impulsiona busca por caminhões elétricos

Segundo a fabricante, a procura por transporte sustentável e veículos eletrificados cresceu mais de 30% nos últimos meses.

A elevação do preço do diesel, somada às tensões geopolíticas internacionais que impactam os custos logísticos, acelerou o interesse do mercado por alternativas elétricas.

Antes concentrada em empresas com metas de ESG e descarbonização, a demanda agora também parte de pequenos transportadores, distribuidores urbanos, comerciantes e negócios locais que buscam reduzir despesas operacionais.

A redução nos custos dos carregadores rápidos e ultrarrápidos desde 2022 também ajudou a tornar os projetos mais viáveis financeiramente.

Diferença de preço entre elétrico e diesel diminui

Um dos principais desafios para a expansão dos caminhões elétricos sempre foi o valor de aquisição mais elevado em relação aos modelos a diesel.

Segundo a XCMG, essa diferença vem diminuindo nos segmentos leves e médios, ficando atualmente entre 10% e 15%.

Dependendo da operação, o retorno do investimento pode ocorrer entre 60 mil e 80 mil quilômetros rodados, número muito inferior aos cerca de 400 mil quilômetros necessários há alguns anos.

Nos modelos pesados e extrapesados, a diferença de preço ainda varia entre 30% e 35%, mas a expectativa é de queda gradual com o ganho de escala, avanço tecnológico e aumento da produção nacional.

Operações urbanas lideram eletrificação do transporte

As operações urbanas seguem como o principal mercado para os caminhões elétricos no Brasil.

O modelo de utilização favorece a eletrificação: os veículos realizam entregas e transferências durante o dia e retornam às bases para recarga noturna.

Segundo a empresa, o próximo salto do setor deve acontecer quando os caminhões elétricos alcançarem autonomia entre 400 e 500 quilômetros, ampliando a viabilidade para rotas de média distância.

A montagem nacional em Pouso Alegre é vista como um passo estratégico para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no transporte de cargas brasileiro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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