Portos

Porto de Aratu-Candeias inicia operação de granéis vegetais após mais de 50 anos

O Porto de Aratu-Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (BA), deu início a uma nova fase em suas operações ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A operação ocorre no terminal ATU 18 e começa com o embarque de 35 mil toneladas de sorgo, produto originário do oeste da Bahia.

A iniciativa abre uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola baiana, ampliando o papel do porto na cadeia do agronegócio.

Porto amplia perfil de atuação logística

Inaugurado nos anos 1970 para atender principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário de Aratu-Candeias sempre concentrou suas atividades na movimentação de cargas petroquímicas e minerais.

Com a entrada em operação dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passa a contar com infraestrutura adequada para o manuseio de grãos e produtos agrícolas, diversificando suas operações e ampliando sua relevância logística.

Segundo o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, a nova etapa representa um avanço importante para o setor portuário baiano.

Ele destaca que os investimentos incluem ampliação da retroárea, construção de quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada e implantação de sistemas automatizados de transporte por esteiras, o que deve reduzir custos e acelerar as operações portuárias.

Investimentos superam R$ 400 milhões

A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, integrante do Grupo Simpar. No total, os investimentos em obras e melhorias superaram R$ 400 milhões.

O terminal passa a operar com foco no armazenamento e movimentação de granéis vegetais, principalmente soja, milho e sorgo, reforçando a infraestrutura de apoio ao agronegócio brasileiro.

Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a nova operação representa um marco para o porto e para a logística agrícola da Bahia.

Segundo ele, os investimentos refletem uma estratégia de longo prazo para tornar a infraestrutura portuária nacional mais eficiente e competitiva, além de reduzir gargalos logísticos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Infraestrutura moderna amplia eficiência operacional

Entre as estruturas implantadas estão classificadores de grãos, tombadores de caminhões, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos de grande capacidade. Também foram incorporados equipamentos de última geração para elevar a produtividade das operações.

Um dos principais destaques é o shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade operacional de até 2 mil toneladas por hora. Com o sistema, o terminal poderá alcançar uma produtividade média de 30 mil toneladas por dia.

Capacidade anual pode chegar a 7,5 milhões de toneladas

Com a nova estrutura, o terminal terá capacidade inicial para movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a expectativa é atingir 3 milhões de toneladas movimentadas.

A capacidade de armazenagem estática inicial será de 120 mil toneladas. Em etapas futuras de expansão, a previsão é que o terminal alcance movimentação anual de até 7,5 milhões de toneladas, consolidando o Porto de Aratu-Candeias como um importante polo logístico para o escoamento da produção agrícola do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Logística

Cabotagem no Sul do Brasil movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

O transporte de cabotagem no Sul do Brasil registrou a movimentação de 33,6 milhões de toneladas de cargas em 2025, resultado que representa crescimento de 1,38% em relação ao ano anterior.

Os dados constam em levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, que aponta uma recuperação do setor de cabotagem após os impactos climáticos severos registrados no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina concentrou o maior volume transportado, com 19,6 milhões de toneladas movimentadas ao longo do ano.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 9,6 milhões de toneladas, e o Paraná, responsável por 4,4 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, os três estados formam um corredor estratégico para a logística marítima brasileira, desempenhando papel importante na redistribuição de cargas, integração das cadeias produtivas e abastecimento do país.

Petróleo e contêineres lideram cargas transportadas

O estudo também detalha os principais produtos movimentados pela cabotagem na região Sul. O petróleo lidera a lista, com 17,2 milhões de toneladas transportadas.

Em seguida aparecem os contêineres, que somaram 10 milhões de toneladas, além de derivados de petróleo, com 3 milhões de toneladas, e ferro e aço, com 2,6 milhões de toneladas.

Também foram registrados embarques de gás de petróleo e biodiesel, cargas consideradas essenciais para garantir o abastecimento energético, além de fornecer insumos para a indústria e contribuir para a geração de empregos e renda.

Cabotagem mantém operação mesmo diante de eventos climáticos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho do setor demonstra a capacidade de adaptação do transporte marítimo brasileiro.

De acordo com ele, mesmo diante de eventos climáticos extremos, a cabotagem manteve a continuidade operacional, assegurando o abastecimento e reforçando a competitividade das cadeias produtivas.

“O sistema mostrou capacidade de adaptação e manteve o fluxo logístico, garantindo o fornecimento de cargas e fortalecendo a indústria”, destacou o ministro.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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Comércio Exterior

Portal Único de Comércio Exterior já concentra mais de 50% das importações brasileiras

O Portal Único de Comércio Exterior alcançou um marco importante no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, a plataforma digital passou a responder por mais de 50% das operações de importação realizadas no país, considerando a média diária das transações.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que destacou o avanço na implementação do sistema.

Segundo ele, a expectativa é que o Portal Único esteja completamente implantado até o final do ano.

Plataforma promete economia bilionária para empresas

Quando estiver totalmente operacional, o Portal Único de Comércio Exterior poderá gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para as empresas brasileiras.

O ganho está associado principalmente à simplificação de processos burocráticos, à integração de sistemas governamentais e à redução do tempo necessário para operações de importação e exportação.

De acordo com metodologia internacional adotada pelo MDIC, cada dia que uma carga permanece parada representa um custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria.

Novo sistema reduz tempo de liberação de cargas

O governo também destaca avanços no tempo de processamento das mercadorias. Dados do MDIC indicam que já houve redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas em zonas portuárias quando a operação é realizada por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP).

O novo modelo substitui gradualmente a antiga Declaração de Importação (DI) e traz ganhos operacionais para empresas que optam por utilizar o sistema, mesmo nos casos em que a adesão ainda não é obrigatória.

Com a redução no tempo de liberação das cargas, operadores de comércio exterior conseguem diminuir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Estratégia para modernizar o comércio exterior brasileiro

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, afirmou que o avanço da plataforma representa um passo relevante no processo de desburocratização do comércio exterior no Brasil.

Segundo ela, o fato de o portal já concentrar metade das importações consolida um novo modelo para o setor.

O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é tornar o comércio internacional brasileiro mais ágil, eficiente e acessível, ampliando a participação de empresas nas operações globais.

Sistema já processa todas as exportações do Brasil

O Portal Único de Comércio Exterior é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC em parceria com a Receita Federal e conta com a participação de cerca de 20 órgãos públicos que atuam como anuentes nas operações comerciais.

Atualmente, o sistema já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão do governo federal é que todas as importações também sejam realizadas pela plataforma até o final do ano, consolidando a digitalização das operações de comércio exterior no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Portos

Portos do Sudeste movimentam quase 700 milhões de toneladas em 2025 e reforçam protagonismo logístico

Os portos do Sudeste consolidaram sua posição estratégica ao movimentar 699,8 milhões de toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que registraram alta de 10,15% no período.

Granéis lideram expansão da movimentação portuária

O desempenho regional foi sustentado pelo aumento no transporte de granéis sólidos e granéis líquidos.

  • Granéis sólidos: 366,4 milhões de toneladas (+8,25%)
  • Granéis líquidos: 226,1 milhões de toneladas (+9,22%)
  • Cargas em contêineres: 72,4 milhões de toneladas (+1,53%)

O resultado reflete a força de cadeias produtivas estratégicas como mineração, energia e agronegócio, concentradas na região.

Crescimento atinge portos públicos e privados

O Sudeste abriga três dos cinco maiores portos do país em volume movimentado e registrou expansão em todos os seus terminais.

Entre os portos públicos, o destaque é o Porto de Santos, que alcançou 142,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,98%, com forte participação de contêineres, soja, açúcar e milho.

O Porto de Itaguaí somou 62,8 milhões de toneladas (+3,55%), sendo o minério de ferro responsável por mais de 90% da movimentação.

Nos terminais privados, o Terminal de Tubarão registrou 87,4 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, também impulsionado pelo minério de ferro.

Já o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%). O Porto do Açu apresentou o maior avanço percentual da região: 20,31%, totalizando 60,4 milhões de toneladas, com operações concentradas em petróleo e derivados.

Minério e petróleo lideram cargas

Entre os principais produtos escoados pelos portos do Sudeste, o minério de ferro liderou com 239,1 milhões de toneladas. Na sequência aparecem petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões de toneladas.

A soja também teve papel relevante, com 39,6 milhões de toneladas embarcadas ao longo do ano.

Os números reforçam a posição do Sudeste como eixo central do escoamento mineral e energético do Brasil, além de corredor logístico para a produção agroindustrial.

Forte integração com o mercado internacional

Do total movimentado em 2025, 531,2 milhões de toneladas foram transportadas por longo curso, modalidade que conecta portos brasileiros a mercados internacionais.

A cabotagem também registrou crescimento de 5,91%, alcançando 137,4 milhões de toneladas e ampliando a integração marítima ao longo da costa brasileira.

O desempenho confirma o protagonismo logístico do Sudeste e a consolidação de um ambiente favorável à expansão da infraestrutura portuária e à competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Logística

Cabotagem cresce na Região Sul e movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem na Região Sul retomou o ritmo de expansão e fechou 2025 com 33,6 milhões de toneladas transportadas entre janeiro e dezembro. O volume representa alta de 1,38% em comparação com 2024, quando foram registradas 33,2 milhões de toneladas.

Os números são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Recuperação após eventos climáticos

O resultado sinaliza a recuperação do transporte marítimo de curta distância após os impactos climáticos severos que atingiram o Rio Grande do Sul.

Entre os estados do Sul, Santa Catarina liderou a movimentação, com 19,6 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul: 9,6 milhões de toneladas
  • Paraná: 4,4 milhões de toneladas

Juntos, os três estados reforçam o papel estratégico da região na redistribuição de cargas, garantindo o abastecimento de energia, insumos industriais e bens de consumo para diferentes partes do país.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais movimentados na cabotagem em 2025, destacam-se:

  • Petróleo: 17,2 milhões de toneladas
  • Contêineres: 10 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 3 milhões de toneladas
  • Ferro e aço: 2,6 milhões de toneladas

Também houve transporte relevante de gás de petróleo e biodiesel.

Essas cargas são consideradas essenciais para o fornecimento de energia, manutenção da atividade industrial e geração de emprego e renda.

Programa BR do Mar fortalece setor

A evolução do setor também está associada ao ambiente regulatório mais estável. As medidas adotadas no âmbito do Programa BR do Mar ampliaram a segurança jurídica e criaram condições para a expansão sustentável da cabotagem.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsibilidade nas regras tem sido determinante para estimular investimentos, ampliar rotas e aumentar a eficiência logística.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a estabilidade regulatória reforça a confiança do setor e contribui para o desenvolvimento regional e a integração nacional.

O ministro da pasta também destacou que, mesmo diante de eventos extremos, a cabotagem brasileira manteve a continuidade operacional e sustentou o abastecimento e a competitividade dos estados do Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

APM Terminals Pecém bate recorde de movimentação em 2025

A APM Terminals Pecém alcançou, em 2025, o maior volume de movimentação de sua história. O terminal registrou 706.524 TEUs ao longo do ano, impulsionado pela criação de uma nova rota marítima de longo curso ligando a Ásia ao Ceará e pelo aumento consistente das cargas.

O desempenho consolida o melhor resultado já obtido pela unidade instalada no Complexo do Pecém.

Nova rota com a Ásia impulsiona crescimento

A entrada de um novo serviço conectando o porto asiático ao terminal cearense ampliou o fluxo de contêineres e fortaleceu o papel estratégico do porto do Pecém nas rotas internacionais.

Além disso, o volume total de cargas avançou ao longo do ano, com aceleração no segundo semestre. A partir de julho, as exportações passaram a superar, de forma contínua, os números registrados em 2024.

Safra de frutas e cabotagem fortalecem operações

O resultado também refletiu o bom desempenho da safra de frutas do Nordeste, tradicionalmente relevante para as exportações da região.

Outro destaque foi a cabotagem, que cresceu 16% em 2025. Os desembarques aumentaram 18%, enquanto os embarques avançaram 16%, reforçando o transporte marítimo entre portos brasileiros.

Crescimento em dois principais fluxos de carga

As operações do terminal se dividem em dois grandes segmentos:

  • Cargas destinadas a outros portos do país, com destaque para o Porto de Manaus
  • Mercadorias com origem ou destino no Ceará e estados vizinhos, como Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão

No primeiro grupo, o crescimento foi de 15%. Já no segundo, que envolve cargas regionais, o avanço chegou a 51%.

Mais operações e recorde no CFS

O aumento da movimentação impactou diretamente o número de operações portuárias. Em 2025, foram realizadas 517 operações de navios, alta de 6,8% frente às 484 registradas no ano anterior.

O CFS Porto, área destinada à consolidação e desconsolidação de cargas, contabilizou 13.143 serviços — o maior volume anual já registrado — com crescimento de 25% em relação a 2024.

Os serviços acessórios, como estufagem, desova de contêineres e inspeções logísticas, também acompanharam o ritmo, com expansão de 25%.

Segundo semestre consolidou melhor desempenho

De acordo com Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, houve uma mudança significativa no fluxo de cargas a partir do meio do ano.

Após um primeiro semestre mais estável, o terminal passou a registrar alta mensal contínua na segunda metade de 2025, superando as projeções internas. No último trimestre, a manutenção de volumes elevados, aliada à estabilidade operacional e à previsibilidade logística, consolidou o melhor desempenho da história da companhia na região.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Colisão no Porto de Santos reacende debate sobre VTMIS e gestão do tráfego marítimo

A colisão entre o navio Seaspan Empire e duas balsas, registrada em 16 de fevereiro, voltou a colocar em evidência um problema estrutural no Porto de Santos: a ausência de um sistema moderno de gerenciamento do tráfego de embarcações e a limitação de vagas para atracação.

O cargueiro chegou a ingressar no canal com autorização, mas precisou deixar a área portuária por falta de espaço disponível no terminal. Durante a manobra de retorno, ocorreu o acidente.

Especialistas avaliam que o episódio reforça a necessidade urgente de implantação do Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS), tecnologia que permite monitorar, coordenar e organizar o tráfego marítimo em tempo real.

Maior porto do Hemisfério Sul opera no limite

Com movimentação anual próxima de 200 milhões de toneladas e mais de 50 terminais compartilhando o mesmo canal de navegação, o Porto de Santos é o maior do Hemisfério Sul.

Para o engenheiro Luis Claudio Montenegro, mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia, o complexo portuário já opera próximo do limite. Segundo ele, mesmo com ampliações em cais e áreas de armazenagem, os acessos marítimos e terrestres seguem pressionados.

Montenegro destaca que o único porto brasileiro com VTMIS completo em operação é o de Porto de Vitória. Na avaliação dele, a falta de prioridade ao tema em Santos amplia o risco de incidentes e compromete a eficiência operacional.

Gargalo gera prejuízo bilionário

Além das questões de segurança, o gargalo logístico tem impacto financeiro significativo. De acordo com o especialista, o Porto de Santos perde cerca de R$ 3 bilhões por ano em multas por sobre-estadia — cobradas quando navios permanecem atracados além do prazo contratado.

O consultor em projetos logísticos Marcos Fernandez Nardi reforça que a quantidade de terminais é insuficiente para o volume movimentado e que falhas operacionais, especialmente em cargas a granel, afetam diretamente as janelas de atracação.

A soma de ineficiência operacional, limitação de berços e ausência de um sistema integrado de tráfego amplia os riscos e encarece a operação portuária.

APS aguarda aval do TCU

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que concluiu a etapa sob sua responsabilidade no processo licitatório para implantação do VTMIS. No momento, aguarda posicionamento do Tribunal de Contas da União para dar andamento à contratação.

Segundo a autoridade portuária, o projeto prevê prazo total de cinco anos, sendo dois destinados à implantação da infraestrutura física e tecnológica e três voltados ao Suporte Logístico Integrado, que inclui manutenção e consolidação operacional.

Como funciona a autorização de entrada

A APS esclarece que a programação de entrada de navios é validada após a embarcação obter autorizações da Capitania dos Portos, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro.

No cais público, a autoridade verifica se o comprimento do navio é compatível com o espaço disponível no berço. Já nos Terminais de Uso Privado (TUPs), essa validação é feita pelo próprio operador. O caso do Seaspan Empire ocorreu em um TUP administrado pela DP World.

Após a liberação, a manobra é agendada junto à Praticagem, com definição do horário pelo agente marítimo.

Tecnologia como prioridade estratégica

Para especialistas, a implementação do VTMIS no Porto de Santos é considerada estratégica para aumentar a segurança da navegação, reduzir custos e melhorar a fluidez logística.

Sem um sistema próprio de controle de tráfego marítimo, o maior porto da América Latina segue vulnerável a congestionamentos, atrasos e acidentes — cenário que tende a se agravar com o crescimento contínuo da movimentação de cargas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo AT

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Portos

Porto de Natal: empresa arremata terminal e prevê investimento de R$ 55 milhões para exportação de minério de ferro

O primeiro leilão do Porto de Natal foi realizado nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo. O certame oficializou o arrendamento do terminal Pátio Norte (NAT01), voltado à movimentação de granéis sólidos, e marca uma nova fase na gestão da infraestrutura portuária do Rio Grande do Norte.

Terminal será operado por grupo com projeto mineral no RN

A área foi arrematada pela Fomento do Brasil Mineração, subsidiária do grupo indiano Fomento Resources. A empresa desenvolve o Projeto Ferro Potiguar, localizado no município de Tangará (RN), com foco na produção de minério de ferro.

O valor de outorga foi fixado em R$ 50 mil, e o contrato de arrendamento, com duração de 15 anos, prevê R$ 55,17 milhões em investimentos no período. O terminal NAT01 foi estruturado para ampliar o escoamento de cargas minerais, fortalecendo a vocação exportadora do porto.

Capacidade de movimentação deve quadruplicar

De acordo com a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o arrendamento pode multiplicar por quatro o volume de cargas movimentadas no Porto de Natal.

Segundo o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, o avanço resulta de articulação conjunta entre a estatal, o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo estadual. Ele ressaltou que os investimentos recentes em logística portuária têm elevado a atratividade do terminal potiguar.

Entre as melhorias citadas estão obras de dragagem, reforço das defensas da Ponte Newton Navarro, substituição de dolphins de atracação, modernização de galpões e armazéns e implantação de energia fotovoltaica.

Governo projeta impacto positivo na economia

Durante a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel dos investimentos em infraestrutura para impulsionar o crescimento econômico. Ele afirmou que os próximos anos devem apresentar melhora nos indicadores, com aumento de aportes privados, geração de empregos e redução de juros.

A sessão pública foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a B3, reunindo representantes do setor público e investidores da área portuária.

Outros terminais também foram leiloados

Além do NAT01, o leilão incluiu o terminal MCP01, no Porto de Santana, e o POA26, no Porto de Porto Alegre, ampliando a agenda federal de concessões no setor.

A expectativa é que os novos contratos fortaleçam a competitividade dos portos brasileiros e ampliem a capacidade de exportação de minério de ferro e outros granéis sólidos.

FONTE: Agora RN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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