Portos

Integração Indústria-Porto avança no Brasil e prepara nova fase a partir de 2026

A integração entre indústria e portos no Brasil vem ganhando força e se consolidando como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O tema foi destaque no programa Integração 5.0, que abordou a evolução do Encontro Regional Indústria Porto (INIP), iniciativa criada em 2022 e que hoje já se posiciona como um movimento de alcance nacional.

Desde sua criação, o evento tem como objetivo aproximar dois setores-chave da economia brasileira, ampliando o diálogo e estimulando soluções conjuntas para desafios estruturais da logística nacional.

Indústria e portos como vetor de competitividade

De acordo com o conteúdo apresentado no programa, o INIP surgiu a partir do entendimento de que indústria e ambiente portuário precisam atuar de forma integrada para que o Brasil avance em competitividade. O alinhamento é visto como essencial diante da crescente pressão global por eficiência logística, redução de custos e maior fluidez nas cadeias produtivas.

Com o passar das edições, a iniciativa ganhou relevância e ampliou sua presença em diferentes regiões do país, adaptando os debates às características econômicas e logísticas locais.

Debates regionais fortalecem a articulação nacional

Em Brasília, o encontro adotou uma abordagem mais institucional e estratégica, aproximando o setor produtivo dos centros de decisão política que influenciam diretamente a infraestrutura portuária e logística do país.

Já em São Paulo, principal polo econômico nacional, as discussões tiveram como foco a inovação, a eficiência operacional e a competitividade, reunindo executivos e especialistas de destaque no mercado.

No Recife, o evento evidenciou o potencial logístico do Nordeste, destacando o papel dos portos como indutores de desenvolvimento regional e apontando oportunidades para a expansão econômica fora do eixo tradicional.

Espaço para soluções e conexões estratégicas

Conforme ressaltado no Integração 5.0, o INIP se firmou como um ambiente de troca de experiências, fortalecimento de conexões e construção de soluções práticas para desafios recorrentes do setor. Entre os temas debatidos estão gargalos de infraestrutura, modernização portuária e a integração dos portos com as cadeias industriais.

A proposta é transformar o diálogo em ações concretas que contribuam para a evolução do sistema logístico brasileiro.

Nova etapa prevista para 2026

A organização do evento anunciou que uma nova fase do INIP será lançada em 2026, com a meta de ampliar ainda mais o alcance da iniciativa e conectar setores considerados estratégicos para o avanço do país. A expectativa é manter o foco em reflexões de longo prazo e no estímulo a projetos que promovam maior integração logística.

A avaliação apresentada no programa é que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, fortalecer a relação entre indústria, portos e logística é decisivo para ampliar exportações, destravar a competitividade e impulsionar um desenvolvimento sustentável nas regiões.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

Ler Mais
Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

Ler Mais
Portos

Draga Strandway amplia atuação ambiental e fortalece parceria com o Porto de Roterdã

A Boskalis mantém uma atuação praticamente permanente ao longo da costa holandesa por meio de suas dragas de sucção rebocadas Causeway, Freeway, Shoalway e Strandway. As embarcações operam em projetos de reabastecimento de praias e proteção do litoral, contribuindo para a adaptação costeira diante dos impactos das mudanças climáticas. As atividades se estendem da Zelândia, no sul, até as Ilhas Frísias Ocidentais, no norte do país.

Strandway se consolida como parceira do Porto de Roterdã
Entre as dragas da frota, a Strandway vem se destacando por ampliar sua atuação para além das operações costeiras. Nos últimos anos, a embarcação passou a desempenhar um papel relevante em dragagens de manutenção de longo prazo nos canais de navegação do Porto de Roterdã, além de participar do projeto de recuperação de áreas urbanas em Rijnhaven, uma das regiões em processo de transformação na cidade.

Operações garantem segurança e eficiência logística
Mais recentemente, a draga Strandway atuou na região de Maasmond, onde realizou a remoção de lodo dos canais de acesso ao Porto de Roterdã. Esse tipo de intervenção é considerado essencial para assegurar a segurança da navegação e manter a eficiência logística do maior complexo portuário da Europa.

Atuação se estende a outros projetos nacionais e internacionais
Embora Roterdã tenha se tornado um ponto recorrente de operação, a embarcação também esteve envolvida em projetos em Ameland e Vlissingen, ao longo da costa da Holanda. No cenário internacional, a Strandway atuou em Emden, na Alemanha, e em Southsea, na região de Portsmouth, no Reino Unido.

Capacidade de resposta ambiental é diferencial da embarcação
Um dos destaques da Strandway é sua configuração com equipamentos especializados para resposta rápida a derramamentos de óleo. Essa estrutura permite à Boskalis atuar de forma imediata em emergências ambientais, contribuindo para a contenção de danos e a redução de impactos ao ecossistema portuário.

Presença constante no Mar do Norte deve continuar
Com a continuidade das operações no Mar do Norte, a expectativa é que as quatro dragas de sucção rebocadas da Boskalis sigam como presença frequente na região nos próximos anos. A tendência é que a Strandway continue integrando o cotidiano urbano e portuário de Roterdã, consolidando uma relação que ultrapassa a dragagem convencional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Portos

Panama Ports Company recorre à arbitragem internacional e pede indenização ao Panamá

A Panama Ports Company (PPC) informou que iniciou, em 3 de fevereiro, um processo de arbitragem internacional contra a República do Panamá, com base no contrato de concessão dos portos de Balboa e Cristóbal e nas Regras de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI). A companhia busca reparação após decisões judiciais que impactaram diretamente sua atuação no país.

Concessão foi anulada pela Suprema Corte do Panamá
A medida ocorre após a Suprema Corte de Justiça panamenha declarar inconstitucional o arcabouço legal que sustentava a concessão dos terminais. A decisão resultou na anulação do contrato que autorizava a PPC, subsidiária do grupo Hutchison Ports, a operar instalações estratégicas localizadas em lados opostos do Canal do Panamá.

Empresa alega tratamento discriminatório por parte do Estado
Segundo a PPC, a decisão judicial integra uma ação direcionada do Estado panamenho especificamente contra a empresa e seu contrato. A companhia afirma que medidas abruptas e seletivas causaram danos significativos e criaram riscos adicionais, sem que outros contratos portuários em vigor no país fossem submetidos a iniciativas semelhantes.

Tentativas de diálogo antecederam a arbitragem
A empresa sustenta que, antes de recorrer à arbitragem, realizou esforços extensivos para evitar litígios, mantendo as operações normalmente e cooperando com autoridades locais. No entanto, alega que o Estado ignorou comunicações formais, pedidos de consulta e solicitações de esclarecimento apresentados ao longo do processo.

Contrato teria respaldo jurídico de quase 30 anos
Na reivindicação apresentada, a Panama Ports Company destaca que o contrato de concessão se apoia em um marco legal vigente há quase três décadas, criado para assegurar segurança jurídica e estabilidade contratual. A PPC afirma que o Panamá violou tanto o contrato quanto a legislação aplicável e anunciou que buscará indenização integral, com base em dados financeiros relevantes, além de outras medidas legais cabíveis.

Mudança de entendimento jurídico é questionada pela companhia
A empresa também afirma que o Estado panamenho reverteu posições históricas sobre o regime jurídico da concessão e passou a promover ou apoiar ações judiciais destinadas a invalidar o contrato, que, segundo a PPC, resultou de um processo licitatório internacional transparente.

Críticas a comunicado do Judiciário panamenho
A PPC criticou ainda um comunicado divulgado pelo Judiciário em 29 de janeiro de 2026, classificando-o como irregular. O texto está relacionado a uma decisão que declarou inconstitucional uma lei de 1997, apontada pela empresa como contraditória em relação a entendimentos anteriores da própria Suprema Corte. A companhia ressalta que a decisão ainda não foi oficialmente publicada nem entrou em vigor.

Estado teria iniciado medidas de transição operacional
Após o julgamento, a PPC afirma que o Estado passou a adotar ações para assumir o controle das operações, incluindo visitas inesperadas aos terminais e exigências de acesso irrestrito à infraestrutura física, comercial e intelectual, além de dados e funcionários. As medidas estariam inseridas em um suposto plano de transição portuária coordenado por autoridades estatais.

Operações seguem ativas enquanto arbitragem avança
Apesar do impasse, a empresa afirma que segue operando normalmente e continua solicitando mecanismos de coordenação com o governo. A PPC destaca que realizou investimentos superiores aos de qualquer outra operadora portuária no Panamá, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e contribuindo para consolidar o país como um hub logístico global. A companhia reiterou o pedido de esclarecimentos ao Estado enquanto o processo de arbitragem internacional segue em curso.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Logística

APM Terminals assume gestão temporária dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá

A APM Terminals passará a responder de forma temporária pela administração dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá, após a Autoridade Marítima do Panamá anunciar a ativação de um plano técnico de transição operacional. A medida foi adotada depois que a Suprema Corte de Justiça do país declarou inconstitucional a concessão concedida à Companhia de Portos do Panamá, controlada pelo grupo CK Hutchison, com sede em Hong Kong.

Terminais são estratégicos para o Canal do Panamá
Os dois portos ocupam posições consideradas essenciais para o comércio marítimo internacional, por estarem localizados em lados opostos do Canal do Panamá. O porto de Cristóbal opera no eixo Atlântico, enquanto o porto de Balboa está situado no Pacífico, formando um corredor logístico fundamental para o fluxo global de cargas.

Operações seguem sem interrupções, afirma autoridade marítima
Em nota oficial, a Autoridade Marítima do Panamá informou que os serviços essenciais ligados ao comércio exterior continuam operando normalmente. Segundo o órgão, a transição está sendo conduzida de forma organizada e coordenada, com expectativa de colaboração da atual operadora durante o período de mudança.

Gestão provisória enquanto governo define modelo definitivo
Durante a fase de transição, a APM Terminals atuará como gestora interina dos terminais, enquanto o Estado panamenho avalia os próximos passos para a administração definitiva das unidades portuárias. A prioridade, de acordo com o governo, é manter a estabilidade do sistema portuário e garantir a continuidade do fluxo de cargas no país.

Foco na preservação do comércio internacional
A Autoridade Marítima reforçou que todo o processo tem como objetivo central assegurar a continuidade do comércio internacional, destacando o papel dos portos de Balboa e Cristóbal nas cadeias globais de suprimentos e na competitividade logística do Panamá.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Portos

ONE Synergy faz escala inaugural no Porto de Santos e reforça papel do maior hub logístico do país

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, recebeu na última quarta-feira (05) o navio porta-contêineres ONE Synergy, da armadora Ocean Network Express (ONE), em sua escala inaugural no Brasil. A chegada marca um momento relevante para as operações da companhia no comércio exterior brasileiro.

Atracação ocorreu no Brasil Terminal Portuário
Inicialmente prevista para o dia 6 de janeiro, a atracação foi antecipada e ocorreu às 4h30, no Brasil Terminal Portuário (BTP), um dos terminais mais modernos e estratégicos do porto santista. A operação simboliza a consolidação de Santos como destino regular de navios de grande porte e última geração.

Embarcação integra frota moderna da ONE
Construído em 2025 e registrado sob bandeira de Singapura, o ONE Synergy faz parte da nova geração de embarcações da armadora. O navio possui 336 metros de comprimento, 51 metros de boca e capacidade aproximada de 13.700 TEU, reforçando a capacidade operacional do Porto de Santos como principal hub logístico do Brasil.

Evento simbólico reforça presença da armadora no país
A escala inaugural será acompanhada por representantes da Ocean Network Express, que participam do registro oficial da operação. A cerimônia destaca a importância estratégica do navio para as operações da ONE na América do Sul.

Conexão entre grandes rotas globais
O ONE Synergy opera em serviços globais da ONE, conectando rotas entre Ásia, América do Sul e outros mercados internacionais. A atuação do navio contribui para ampliar a eficiência das cadeias logísticas e fortalecer o fluxo de cargas entre continentes.

Eficiência energética e foco em sustentabilidade
Embora utilize atualmente propulsão convencional, a embarcação foi projetada conforme os mais recentes padrões de eficiência energética e sustentabilidade. O navio está preparado para futuras adaptações, incluindo o uso de combustíveis alternativos mais limpos, como metanol ou amônia, em linha com a estratégia da ONE de avançar rumo à meta de net-zero.

Próximo destino será Singapura
Após concluir a operação no Porto de Santos, o ONE Synergy segue sua programação internacional com destino a Singapura, onde deve atracar no terminal da PSA Corporation Limited, um dos maiores e mais relevantes complexos portuários do mundo. A escala reforça a integração do Brasil às principais rotas marítimas globais da Ocean Network Express.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Portos

Portonave amplia conexões internacionais com a nova linha ZIM Gulf Toucan

Nova linha fortalece a logística entre o Sul do Brasil e o Caribe
A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes (SC), anunciou a expansão de seu portfólio de serviços com a inclusão da linha ZIM Gulf Toucan (ZGT). A operação, conduzida pela armadora ZIM Integrated Shipping Services, passa a conectar a costa leste da América do Sul a relevantes polos logísticos do Caribe, da costa leste dos Estados Unidos e do Golfo do México.

Frequência semanal e ampla cobertura de portos internacionais
De acordo com a empresa, o novo serviço contará com frequência semanal e será operado por oito navios. As escalas abrangem portos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de terminais estratégicos na Jamaica, Colômbia, México e Estados Unidos, ampliando as alternativas de transporte marítimo para exportadores e importadores da região Sul.

Perfil das cargas e modelo operacional da ZGT
A expectativa é que a ZIM Gulf Toucan movimente, principalmente, cargas como madeira e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, além de carnes congeladas e alimentos em geral.
A operação ocorre no formato Vessel Sharing Agreement (VSA), modelo em que diferentes armadores compartilham os mesmos navios. Nesse arranjo, a ZIM lidera o serviço, enquanto a Ocean Network Express (ONE) adquire espaços nas embarcações.

Portonave consolida posição entre os principais terminais do país
Fundada em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil, a Portonave alcançou, em 2025, a quarta colocação no ranking nacional de movimentação de contêineres cheios em longo curso, com 9% de participação no volume total do país.
No âmbito institucional, o terminal também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e foi reconhecido como uma das melhores empresas de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Logística

Concessão de canais de acesso fortalece logística portuária e moderniza gestão no Brasil

O Governo Federal iniciou, em 2023, a adoção do modelo de concessão de canais de acesso aos portos brasileiros, dando um passo importante na modernização da infraestrutura portuária nacional. A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos busca garantir investimentos contínuos, ampliar a segurança da navegação e aumentar a capacidade operacional dos portos, preparando-os para o crescimento da demanda e a operação de embarcações de maior porte.

Paranaguá como marco inicial

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, marcou o primeiro contrato desse tipo no país. Previsto para 25 anos, com possibilidade de prorrogação, o contrato envolve investimentos superiores a R$ 1 bilhão e abrange a administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais, bacias de evolução e áreas de fundeio.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância do projeto: “Os canais de acesso são tão estratégicos quanto os terminais portuários. Com concessões específicas, garantimos investimentos permanentes, mais segurança na navegação e melhores condições para operar navios maiores e mais modernos, fortalecendo a logística, reduzindo custos e ampliando a competitividade brasileira.”

Sinal de maturidade institucional

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a concessão de Paranaguá simboliza tanto avanço técnico quanto maturidade institucional do setor portuário. “Esse modelo traz previsibilidade, segurança jurídica e eficiência operacional. À medida que expandirmos para outros portos, a mensagem para o mundo é clara: o Brasil se prepara para o futuro, com infraestrutura planejada e capaz de atender ao crescimento do comércio marítimo internacional”, afirmou.

Próximos projetos e expansão da logística

Após Paranaguá, o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha na estruturação de novos projetos de concessão. O canal de acesso ao Porto de Itajaí (SC) está mais avançado, com processo já submetido ao Tribunal de Contas da União (TCU) e investimentos estimados em mais de R$ 300 milhões, visando ampliar a capacidade operacional do porto.

Outros canais estratégicos, como os de Santos (SP), Rio Grande (RS) e portos sob gestão da Codeba (BA), seguem em fase de estudos, análises técnicas e articulações institucionais, ainda sem cronograma definido para leilão.

Além das dragagens, os projetos incluem manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, garantindo segurança operacional, previsibilidade logística e eficiência no escoamento de cargas.

O objetivo do ministério é consolidar um ambiente regulatório estável e atrativo para investimentos privados, alinhando a infraestrutura aquaviária ao crescimento da demanda, à evolução da frota marítima e às necessidades do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Porto de Concepción del Uruguay exporta 30 mil toneladas de pinus em operação simultânea

O Porto de Concepción del Uruguay, na Argentina, registrou forte movimentação logística no fim de janeiro ao operar, de forma quase simultânea, dois navios carregados com madeira de pinus para exportação. As operações somaram cerca de 30 mil toneladas e reforçam o papel do terminal como corredor estratégico do comércio fluvial no rio Uruguai.

Exportação de madeira mantém ritmo intenso

No sábado (31), o graneleiro African Piper atracou no porto apenas três horas após a saída do Dias Well, que seguiu viagem transportando 17 mil toneladas de toras de pinus com destino ao mercado da Índia. A rápida sucessão das operações evidenciou a eficiência logística do terminal argentino.

O pinus, proveniente de áreas de reflorestamento e de cultivo comercial, diferencia-se das espécies nativas e consolida a região como polo de exportação de madeira sustentável.

Operação em dois portos e carga contínua

A atracação do African Piper marcou a segunda exportação do ano no porto e ocorre em regime de 24 horas por dia. Assim como o Dias Well, o navio seguirá um modelo logístico em duas etapas: após deixar Concepción del Uruguay, completará o carregamento no Porto de Ibicuy, também na província de Entre Ríos.

Depois de finalizado o embarque, as embarcações seguem para o porto de Kandla, na Índia, principal destino das cargas.

Manutenção do canal garante navegabilidade

A Urcel Argentina é responsável pela logística e exportação das cargas, mobilizando cerca de 400 trabalhadores em cada terminal envolvido na operação. Para assegurar a continuidade do fluxo de navios, a Comissão Administradora do Rio Uruguai (CARU) acionou a draga de sucção Niña.

O equipamento realizou serviços de manutenção no canal de acesso, garantindo uma profundidade operacional de 23 pés (cerca de 7 metros) no trecho fluvial e 25 pés no segmento entre a foz do Rio da Prata e o porto de Concepción del Uruguay.

Manobras técnicas e reparos navais

Além das operações de exportação, o porto também coordenou manobras técnicas na sexta-feira anterior. O petroleiro Alberto V, da National Shipping, foi deslocado para o cais de inflamáveis (berço 23), onde passará por serviços de manutenção. A embarcação tem 114 metros de comprimento.

O terminal se prepara ainda para receber o navio-escola GC 43 Mandubí, da Guarda Costeira argentina. A embarcação histórica é utilizada na formação de oficiais e combina treinamento prático e teórico em navegação fluvial.

FONTE: Altamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook