Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Do otimismo à cautela: comércio global deve desacelerar drasticamente em 2026, alerta OMC 

Um dos assuntos mais comentados na última semana foi a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que divulgou novas estimativas que indicam uma forte desaceleração do comércio global de mercadorias em 2026. Segundo a instituição, o crescimento será de apenas 0,5%, índice bem menor em relação à previsão anterior de 1,8%. Para 2025, no entanto, a projeção foi revista para cima: a expectativa passou de 0,9% para 2,4%, refletindo principalmente o aumento nas importações para os Estados Unidos antes da implementação de novas tarifas e o avanço do comércio de produtos ligados à inteligência artificial. 

De acordo com a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, o cenário é preocupante. “As perspectivas para o próximo ano são mais sombrias… Estou muito preocupada”, afirmou em entrevista em Genebra. Apesar disso, ela destacou que o sistema multilateral baseado em regras tem proporcionado alguma estabilidade diante da turbulência global (Fonte: Reuters). 

Efeito pós-tarifaço dos EUA 

A queda na perspectiva de crescimento para 2026 tem como principal causa o impacto das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025, sob o governo Donald Trump. As medidas tarifárias, que afetaram dezenas de países, aumentaram a imprevisibilidade no comércio internacional e reacenderam o debate sobre a escalada do protecionismo. Entre os países afetados, estão importantes parceiros comerciais como Brasil, Índia e Suíça. A União Europeia, por sua vez, fechou um acordo que estabeleceu tarifas de 15% sobre a maioria das importações. 

O cenário atual reforça um padrão de instabilidade já observado em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, a OMC havia projetado crescimento de apenas 1% para 2023. Já em abril de 2025, a entidade chegou a prever queda de 0,2% no volume do comércio, mas revisou os números para cima em outubro do mesmo ano, mostrando a volatilidade das previsões diante de mudanças políticas e econômicas (Fontes: Estadão Conteúdo e UOL). 

Impactos imediatos nas exportações brasileiras 

Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, com base em informações oficiais, apontam que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 27,7% em apenas um mês, e 18,5% na comparação anual. O impacto foi ainda mais acentuado regionalmente: no Sudeste, principal polo exportador, a queda chegou a 38% no intervalo de 30 dias; no Nordeste, a retração impressiona, atingindo 52,7% entre julho e agosto. Segundo os pesquisadores, o saldo positivo no comparativo anual reflete um movimento de antecipação de embarques, realizado por empresas brasileiras em julho para escapar das sobretaxas. (Fonte: Jornal Nacional). 

Reflexos do momento político 

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, além dos reflexos das tarifas impostas pelos EUA, o comércio global reflete também o momento político previsto para o próximo ano. “Acredito que o mercado internacional terá desaceleração do crescimento global em 2026, conforme dados divulgados pela OMC, porém essa desaceleração será impulsionada principalmente por incertezas políticas que irão gerar barreiras comerciais, tendo em vista que teremos ano eleitoral no Brasil”, comenta.   

Além disso, a evolução das tecnologias mundiais tem interferido no comportamento do mercado. “Será um ano com foco em tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) como diferencial competitivo, com empresas se adaptando para a era de maior maturidade digital. Outros fatores a serem considerados incluem a estabilização da inflação na Zona do Euro, o crescimento da China e a necessidade de políticas multilaterais para mitigar tensões comerciais”, complementa Renata, que tem mais de 25 anos de experiência em comercio exterior e logística.  

Novos mercados, relações e oportunidades 

Segundo Renata, ao analisarmos o mercado global, não tem como deixar de fora a China, considerada hoje a segunda potência comercial mundial. Dados da OMC mostram que o país asiático se mantem em crescimento com tendência de alcançar até 4,26% de crescimento. “Apesar de uma taxa moderada a China ainda continuará sendo a indústria do Mundo e continuará a ser uma das melhores oportunidades negócios. Considero que seja um momento muito interessante para quem quer conhecer mais sobre a cultura de negociação e principalmente, quem quer buscar novas oportunidades aliadas ao mercado Chines”, fala.  

Para a CEO do ReConecta News é fundamental que os governos mantenham a inflação sob controle, reforcem a posição fiscal e promovam reformas que melhorem a qualidade institucional dos seus países. “Mudanças no sistema tributário podem ser impactantes nos resultados das empresas. Um outro fator que merece sua devida atenção são as questões de conflitos geopolíticos podem aumentar a aversão ao risco no mercado financeiro, impactando a performance da Bolsa de Valores”, explica.  

O que é a OMC 

Criada em 1995 durante a Rodada Uruguai do GATT, a Organização Mundial do Comércio é responsável por administrar os acordos multilaterais de comércio, servir como fórum de negociação de novas regras, supervisionar a implementação dos acordos e gerenciar o sistema de solução de controvérsias. 

O Brasil incorporou os textos da Rodada Uruguai em 1994, por meio do Decreto nº 1.355. Já o Acordo sobre Facilitação de Comércio, concluído na Conferência Ministerial de Bali em 2013, foi internalizado em 2018, por meio do Decreto nº 9.326. Entre os princípios básicos da OMC estão a não-discriminação, a previsibilidade, a concorrência leal e o tratamento especial a países em desenvolvimento. 

Desafio e oportunidade 

As novas projeções reforçam o desafio de manter a estabilidade no comércio global em um ambiente de crescente protecionismo e tensões políticas. Apesar da revisão positiva para 2025, o alerta para 2026 mostra que a resiliência do sistema multilateral ainda é testada por medidas unilaterais que podem comprometer investimentos, previsibilidade e o crescimento sustentável. 

Para Renata Palmeira, analisar o cenário de cada empresa e as projeções mundiais fazem parte do planejamento estratégico para o próximo ano. Muitas vezes o que aprece dificuldade pode ser oportunidade. “Teremos um “ano quente”, repleto de tensões e oportunidades. “Enquanto uns choram outros vendem lenços”, então busque em 2026 impactar o mercado com ações inovadoras, por isso sempre digo: seja a solução”, finaliza Renata.  


TEXTO: REDAÇÃO

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Inovação, Tecnologia

Robô faxineiro Figure 03 é eleito uma das melhores invenções de 2025 pela revista Time

A revista Time incluiu o robô faxineiro Figure 03 na lista das melhores invenções de 2025. O modelo, desenvolvido pela empresa americana Figure, foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (9) e se destaca por executar uma variedade de tarefas domésticas e manuais.

O que o robô é capaz de fazer

O Figure 03 consegue realizar atividades como dobrar roupas, limpar mesas, manusear objetos delicados e até mesmo colocar roupas na máquina de lavar. Nas demonstrações, o robô mostrou habilidade para separar itens em pilhas e lidar com materiais frágeis, como ovos e cartas de baralho, utilizando movimentos precisos dos dedos.

Apoio de gigantes da tecnologia

A Figure tem entre seus investidores nomes de peso, como Nvidia, OpenAI, Microsoft e o empresário Jeff Bezos. No mercado, seus principais concorrentes são a Tesla, com o robô humanoide Optimus, e a chinesa Unitree, que aposta em um cão-robô.

Produção em larga escala

Segundo a fabricante, o Figure 03 será o primeiro modelo da empresa a ser produzido em escala industrial. Além do uso doméstico, a companhia estuda aplicar a tecnologia até mesmo em sua própria linha de produção, ampliando as possibilidades de utilização do robô.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/G1

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Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

CEO da Blue Route integra bancas em dois dos principais eventos de inovação e tecnologia do setor portuário e de comércio exterior

A CEO da Blue Route, Beatriz Grance Rinn, foi convidada para atuar como jurada em dois dos mais importantes eventos de inovação e tecnologia do país: o Comex Tech Awards 2025 e o Porto Hack Santos 2025. Reconhecida por sua atuação estratégica no setor de comércio exterior e transformação digital, Beatriz participa da seleção de projetos que estão moldando o futuro da logística e da operação portuária no Brasil.

Beatriz Grance Rinn no Comex Tech Awards 2025

O Comex Tech Awards 2025 teve como objetivo destacar cases que utilizam tecnologia de forma estratégica para transformar o setor de comércio exterior. A premiação reconhece projetos que apresentem desafios reais, envolvimento de múltiplas áreas e resultados mensuráveis, comprovando o impacto tecnológico gerado.

A banca avaliadora é composta por um time multidisciplinar de especialistas e parceiros do Comex Tech Forum. Nesta edição, Beatriz Grance Rinn analisou 43 projetos, dos quais três foram eleitos vencedores.

Entre os diferenciais da avaliação, está o uso de Inteligência Artificial (IA) nos cases — um elemento valorizado, embora não obrigatório. O foco central é o impacto prático e transformador da tecnologia aplicada, seja ela com ou sem IA.

Julgamento no Porto Hack Santos 2025

Já no Porto Hack Santos 2025, considerado o maior hackathon do setor portuário brasileiro, Beatriz integra novamente o corpo de jurados. O evento, organizado pela ABTRA e pelo Instituto AmiGU, desafia estudantes de todo o país a desenvolver soluções tecnológicas com Inteligência Artificial Generativa aplicadas ao Port Community System (PCS) do Porto de Santos.

A competição reúne 61 equipes de 38 instituições de ensino superior e ocorre em duas etapas — uma online e outra presencial. Beatriz foi jurada em ambas as fases. As dez melhores equipes foram classificadas para a grande final, marcada para o dia 13 de outubro, em Santos, onde apresentarão seus protótipos ao vivo para o júri especializado.

Objetivos e critérios de avaliação

O Porto Hack Santos 2025 busca aproximar o ecossistema acadêmico do setor portuário, promover a empregabilidade e incentivar a inovação aberta. Além disso, valoriza o desenvolvimento de competências práticas e o fortalecimento do portfólio digital dos participantes.

Os critérios de julgamento incluem:

  • Inovação — ideias originais e disruptivas para os desafios do Porto de Santos;
  • Aplicabilidade da solução — potencial de implementação no setor portuário e logístico;
  • Uso de IA Generativa — diferencial no desenvolvimento das propostas;
  • Desenvolvimento de protótipos — capacidade de transformar ideias em soluções tecnológicas viáveis;
  • Apresentação e habilidades interpessoais — trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas;
  • Valor agregado — impacto das soluções na eficiência e acessibilidade da logística portuária.

Com sua experiência e visão estratégica, Beatriz Grance Rinn reforça o compromisso da Blue Route com a inovação e o desenvolvimento tecnológico no comércio exterior e na logística portuária, consolidando seu papel de liderança em iniciativas que conectam tecnologia, negócios e educação.

Fontes: Com informações do Comex Tech Forum e do Porto Hack Santos 2025.

TEXTO: REDAÇÃO

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Tecnologia

Jeff Bezos alerta para bolha na inteligência artificial, mas prevê benefícios gigantescos

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, afirmou que o atual movimento de investimentos em inteligência artificial (IA) tem características de uma “bolha industrial”. Apesar disso, ele acredita que os avanços tecnológicos resultantes desse período trarão benefícios significativos para a sociedade.

“É uma bolha, mas a IA é real”

Durante participação na Italian Tech Week, em Turim, Bezos disse que os preços de ações ligados ao setor estão se tornando “desconectados dos fundamentos”, um comportamento típico de bolhas financeiras. Segundo ele, esse entusiasmo exagerado dificulta para os investidores diferenciarem boas e más ideias.

Ainda assim, o bilionário reforçou que a IA é real e terá impacto em todos os setores da economia. “As bolhas industriais não são tão ruins. Quando a poeira baixa e vemos quem são os vencedores, a sociedade se beneficia dessas invenções. Isso vai acontecer aqui também”, afirmou.

Exemplos históricos: biotecnologia e bolha pontocom

Bezos comparou o atual momento com a bolha das empresas de biotecnologia nos anos 1990 e a bolha pontocom no início dos anos 2000. Embora muitos negócios tenham falido e investidores perdido dinheiro, esses períodos também impulsionaram transformações duradouras, como medicamentos que salvaram vidas e a infraestrutura tecnológica que sustenta a internet atual.

Outros executivos também alertam

O discurso de Bezos ecoou declarações de outros líderes do setor financeiro e tecnológico. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, afirmou no mesmo evento que o “frenesi” da IA pode levar a uma correção do mercado entre 2026 e 2027, após os recordes de captação de capital.

Para ele, sempre que há aceleração tecnológica, investidores tendem a exagerar nas expectativas, ignorando riscos relevantes. “Haverá uma redefinição. Em algum momento, o mercado vai cair. A intensidade disso dependerá de quanto tempo durar essa alta”, disse Solomon.

Sam Altman também vê exageros

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem opinião semelhante. Em agosto, ele destacou que muitas startups de IA estão recebendo avaliações de mercado irreais, mesmo com pouca estrutura. “É insano ver empresas com três pessoas e uma ideia captando rodadas bilionárias. Isso não é racional. Alguém vai se queimar”, comentou.

Apesar das críticas, Altman reconheceu que toda bolha tem um fundo de verdade e que o entusiasmo costuma acelerar avanços que, no longo prazo, deixam contribuições duradouras.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Tecnologia

Programa gratuito de Inteligência Artificial vai capacitar 10 mil mulheres no Brasil

Iniciativa busca inclusão no mercado de tecnologia

A inteligência artificial (IA) é uma das competências mais valorizadas atualmente e pode abrir portas para oportunidades de trabalho em diferentes áreas, garantindo melhores salários e competitividade. Pensando nisso, a edtech Prosper Digital Skills lançou no Brasil o Potenc.IA, programa gratuito que pretende capacitar 10 mil mulheres em inteligência artificial.

Três trilhas de aprendizado em IA

O curso tem duração de quatro semanas e oferece três níveis de formação — iniciante, intermediário e avançado — definidos a partir de uma avaliação inicial.
Durante a jornada, as participantes terão acesso a conteúdos sobre fundamentos da IA, criação de prompts, análise de dados e desenvolvimento de projetos práticos. O programa também inclui mentorias semanais e desafios aplicados, garantindo aprendizado teórico e prático.

Quem pode participar

Para se inscrever, é necessário:

  • Ter mais de 16 anos;
  • Estar em situação de vulnerabilidade social;
  • Ter cerca de três horas semanais disponíveis para os conteúdos assíncronos.

Não é exigida experiência prévia em tecnologia ou inteligência artificial.

Apoio de grandes empresas

A iniciativa conta com a parceria de mais de 50 companhias, entre elas Magalu, Elo, B3, Vale e Grupo OLX, reforçando o compromisso do setor privado com a inclusão digital e a formação de novas profissionais.

Inscrições abertas

As primeiras turmas têm início em outubro de 2025, com previsão de seis grupos até março de 2026. As inscrições já estão abertas aqui e seguem até o preenchimento total das vagas.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: metamorworks/Getty Images

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Inovação, Tecnologia

IA pode elevar valor do comércio global em quase 40% até 2040, diz OMC

A inteligência artificial pode aumentar o valor do comércio de bens e serviços em quase 40% até 2040, mas sem políticas adequadas também pode exacerbar as divisões econômicas, alertou um novo relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira.

Custos comerciais mais baixos e maior produtividade podem gerar aumentos substanciais no comércio e no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040, com projeções de ganhos de 34% a 37% em vários cenários, de acordo com o Relatório de Comércio Mundial da OMC.

O PIB global também pode aumentar em 12% ou 13%, disse.

“A IA pode ser um ponto positivo para o comércio em um ambiente comercial cada vez mais complexo”, disse a vice-diretora-geral da OMC, Johanna Hill, comentando o relatório anual que analisa tendências no sistema comercial multilateral.

Reconhecendo a turbulência atual no sistema comercial mundial, Hill observou que a IA estava remodelando o futuro da economia global e do comércio internacional, com o potencial de reduzir os custos e aumentar a produtividade.

As regras do comércio global, regidas pelo órgão de fiscalização sediado em Genebra, enfrentaram grandes interrupções neste ano após uma série de tarifas impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

O relatório destacou como as empresas podem reduzir custos em logística, conformidade regulatória e comunicações.

“As tecnologias de tradução baseadas em IA podem tornar a comunicação mais rápida e econômica, beneficiando particularmente pequenos produtores e varejistas, permitindo que eles se expandam para mercados globais”, afirma o relatório.

Esses avanços poderiam ajudar a aumentar o crescimento das exportações em países de baixa renda em até 11%, desde que melhorassem sua infraestrutura digital.

No entanto, o relatório alertou que, sem investimentos direcionados e políticas inclusivas, a IA poderia aprofundar as divisões existentes.

“Os efeitos do desenvolvimento e da implantação da IA estão levantando preocupações de que muitos trabalhadores, e até mesmo economias inteiras, podem ficar para trás”, disse o relatório.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse que os formuladores de políticas precisam gerenciar cuidadosamente a transição para a IA.

“A IA pode revolucionar os mercados de trabalho, transformando alguns empregos e substituindo outros. Gerenciar essas mudanças exige investimento em políticas nacionais para aprimorar a educação, as habilidades, a reciclagem profissional e as redes de segurança social”, disse ela durante o evento de lançamento do relatório em Genebra.

Para garantir que os benefícios da IA fossem amplamente compartilhados, o comércio previsível apoiado pelas regras da OMC e tarifas mais baixas sobre matérias-primas essenciais para tecnologias de inteligência artificial, incluindo semicondutores, eram cruciais, acrescentou a OMC.

Fonte: Terra

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Tecnologia

Brasil supera média global de uso de IA para gestão de transporte, aponta pesquisa

Estudo entrevistou empresas de varejo em todo o mundo e traçou um comparativo de adoção e intenção de incluir IA nos processos cotidianos

O varejo brasileiro está na dianteira da adoção de inteligência artificial (IA) para gestão de transporte. É o que aponta a pesquisa Global TMS Research, realizada pela Manhattan Associates em parceria com a consultoria internacional Vanson Bourne. Conforme o levantamento, 43% responderam que as empresas no Brasil já utilizam IA e aprendizado de máquina em seus sistemas de gerenciamento de transporte (TMS).

O índice supera a média global de 37%, indicando que o País avança mais rápido na automação e na inteligência aplicada à logística.

O estudo ouviu 1.450 executivos sêniores de transporte, logística, TI, cadeia de suprimentos e finanças em empresas com receita anual global mínima de US$ 750 milhões. Aliás, setores como manufatura, varejo, atacado, bens de consumo, supermercados e alimentos e bebida fizeram parte da pesquisa. No Brasil, 75 pessoas foram entrevistadas.

Aplicações práticas da IA para gestão de transporte

De acordo com Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates no Brasil, o uso da tecnologia já faz parte da operação logística de grandes empresas. Inicialmente, a IA era utilizada para otimizar a capacidade de servidores em períodos de pico, como Black Friday e Natal. Hoje, ela está integrada ao coração da operação.

“Nos sistemas TMS, a IA permite simular milhares de rotas possíveis para uma entrega, escolhendo a opção mais eficiente, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes. Também ajuda dentro dos centros de distribuição, na organização do picking de produtos, garantindo maior produtividade e menos erros”, explica o gerente.

O especialista cita ainda o avanço dos agentes autônomos de IA, que começam a chegar ao mercado e prometem oferecer apoio direto a gestores de logística. “Será possível perguntar em tempo real ao sistema como está a expedição ou onde há mão de obra ociosa, recebendo respostas imediatas e recomendações práticas”, afirma Furtado.

Criatividade brasileira como diferencial

O Brasil aparece à frente da média global também em expectativas futuras. Conforme a pesquisa, 70% das empresas nacionais já se dizem preparadas para operar com agentes autônomos de IA até 2030. No índice global, esse sentimento aparecer em 62% das respostas. Para Furtado, essa liderança se explica tanto pela pressão do ambiente de negócios, como o volume de burocracia, quanto pelo perfil inovador das companhias brasileiras.

“Somos um país burocrático e com dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. A busca por produtividade e a necessidade de fazer mais com menos empurram o mercado para soluções tecnológicas. Além disso, o brasileiro tem uma criatividade natural para superar obstáculos, e isso também se reflete no uso profissional da IA”, analisa.

Sustentabilidade e redução de custos

Globalmente, 62% das empresas já implementaram relatórios de sustentabilidade corporativa, de acordo com o estudo. Porém, no Brasil, o índice chega a 76%. Além disso, 39% das companhias nacionais consideram a sustentabilidade no planejamento operacional, acima da média global de 34%.

Na prática, a IA ajuda a reduzir emissões por meio da otimização de rotas e melhor aproveitamento da capacidade dos caminhões. “Antes, um veículo fazia entregas com metade da carga. Com IA, conseguimos otimizar a cubagem e as rotas, diminuindo o número de caminhões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental”, afirma Furtado.

Desafios do uso da IA para gestão do transporte

Apesar do avanço, 55% das empresas brasileiras relatam falta de conhecimento e habilidades internas em IA. Enquanto isso, 48% enfrentam dificuldades de integração aos sistemas existentes e 43% apontam problemas de qualidade e disponibilidade de dados. Esses percentuais são semelhantes aos desafios enfrentados por outros países.

Mesmo assim, a confiança no potencial da tecnologia é alta. Isso porque 89% das empresas brasileiras acreditam que conseguirão reduzir custos de frete em pelo menos 5% nos próximos cinco anos com tecnologias preditivas, acima da média global de 82%.

“O desafio não é apenas adotar IA, mas garantir que ela esteja no coração da estratégia de transporte, gerando resultados tangíveis e sustentáveis”, defende Furtado.

Fonte: Mobilidade Estadão

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Tecnologia

A verdadeira vantagem da China em IA não pode ser embargada

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, os chineses investem em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial

Quando a Meta anunciou, no fim de junho, um investimento estratégico na Scale AI e, logo depois, a contratação de oito estrelas da inteligência artificial, o movimento poderia parecer apenas mais uma disputa de talentos entre big techs.

Mas, para quem acompanha a geopolítica da tecnologia, é um sinal provocativo: a verdadeira vantagem competitiva da China na corrida da IA não está só nos chips e no hardware, mas nas pessoas. Seis das oito contratações de Zuckerberg são de origem chinesa, incluindo o próprio fundador da Scale AI, Alexandr Wang.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, ele mesmo nascido em Taiwan de família originalmente da China Continental, já alertou que mais da metade dos talentos mais relevantes em IA no mundo hoje são de etnia chinesa.

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, restringem a exportação de chips avançados da Nvidia e da AMD, bloqueiam o acesso a máquinas de litografia da ASML e investem US$ 52 bilhões no CHIPS Act para reconstruir sua indústria de semicondutores, a China segue investindo em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial.

Essa formação estratégica tem início muito antes da universidade. O país não se resume a formar cientistas — ele está moldando sua população desde a infância para pensar e inovar com IA. A partir de 2018, um programa nacional de educação em IA foi implementado nas escolas básicas, e, em 2019, o governo lançou o “Inteligência Artificial para Educação Primária e Secundária”, com a meta de alcance total até 2025.

Com isso, mais de mil escolas públicas oferecem cursos com material padronizado, como o livro Fundamentos de Inteligência Artificial, presente em 50 mil salas de aula.

Crianças a partir dos seis anos aprendem lógica computacional, constroem robôs, programam assistentes de voz e treinam algoritmos simples com kits das empresas DJI, UBTech e SenseTime.

A plataforma iFLYTEK Smart Education já impactou mais de 28 milhões de estudantes, inclusive em áreas rurais, com conteúdos gamificados e professores apoiados por IA. Enquanto o Ocidente ainda discute se ChatGPT pode ser usado em sala de aula, a China alfabetiza milhões de crianças em IA — criando uma base de conhecimento que nenhuma sanção tecnológica consegue dispersar.

E essa visão se reflete no ensino superior. Conforme reportado pela MIT Technology Review, 80% dos estudantes chineses já utilizam ferramentas de IA — contra apenas 40% nos Estados Unidos. Os professores incentivam o uso de IA para brainstorming acadêmico, aprimorar redações e até auxiliar em pesquisas.

Grandes universidades como Tsinghua, Peking e Zhejiang incorporam laboratórios de IA em aulas de engenharia, medicina ou direito, e o Ministério da Educação sanciona oficialmente essa prática.

Já os ocidentais…

Enquanto isso, no Ocidente, muitos centros ainda debatem ética, riscos e possíveis fraudes de uso de IA. O resultado é que os graduandos chineses saem fluentes em IA — uma vantagem que nenhum programa emergencial ocidental é capaz de replicar.

Esse projeto educacional está conectado a uma estratégia de Estado iniciada em 2017 com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Nova Geração de Inteligência Artificial, cujo objetivo explícito é tornar a China líder global em IA até 2030.

Mais de 345 universidades oferecem cursos especializados, o país forma cerca de 100 mil profissionais ao ano — incluindo 50 mil doutores em STEM — e já responde por 40% da produção científica global em IA e por 70% das patentes concedidas no setor em 2023.

Esse pipeline começa na escola primária, avança para a academia e se conecta a laboratórios de ponta em parceria com conglomerados como Alibaba, Huawei, Tencent e Baidu.

Em escala individual, a influência chinesa se expressa em figuras que moldam o futuro da IA global há tempos. Kai‑Fu Lee, ex-presidente da Google China, fundador da Sinovation Ventures e autor de AI Superpowers, permanece uma voz influente sobre o papel da China na tecnologia.

Fei‑Fei Li, professora da Stanford e cofundadora do AI4ALL, e Andrew Ng, cofundador do Google Brain e ex-diretor de IA da Baidu, são referências mundiais em aprendizado de máquina e visão computacional — fenômenos acadêmicos formados na China ou de origem chinesa, mas atuantes globalmente.

Além desses pilares, a ofensiva da Meta reforça a tese. A empresa recrutou Shengjia Zhao — co-criadora do ChatGPT e GPT‑4 — como chief scientist de sua nova Superintelligence Lab, em uma contratação simbólica que sinaliza ambição e urgência na guerra por talentos.

Zhao será líder do laboratório ao lado de Wang da Scale AI, demonstrando como a cultura de excelência e mobilidade dos pesquisadores chineses está central para o avanço estratégico dessas plataformas. Outros nomes incluem Li Yuanzhi, pesquisador da OpenAI, e Pang Ruoming, ex-engenheiro de modelos de fundação da Apple e veterano do Google, que veio por um pacote de USD 200 milhões.

Os desafios

Historicamente, os Estados Unidos eram um ímã para cientistas estrangeiros — mas isso vem mudando. Desde 2018, milhares de pesquisadores chineses deixaram universidades americanas diante de restrições de imigração, cortes em bolsas, pressões geopolíticas e um ambiente acadêmico mais hostil.

Ainda assim, mais de 40% dos principais pesquisadores de IA nos Estados Unidos são de origem chinesa e continuam liderando projetos como GPT, Gemini e Claude. A China está trazendo muitos deles de volta por meio do Thousand Talents Plan, do WAIC em Xangai, de pacotes com moradia, autonomia científica e, sobretudo, propósito nacional.

Enquanto a Meta chega a oferecer salários milionários na disputa por talento, a China constrói vantagem por escala educacional, narrativa e confiança social, transformando-se no celeiro mundial. Além de mais de 80% da população ver a IA de forma positiva, a tecnologia é um projeto de Estado — avançando na disseminação para outras camadas da população, mobilizando professores rurais e norteando as escolhas profissionais da nova geração.

Mas o modelo também enfrenta desafios: a previsão é que o país precisará de 4 a 5 milhões de profissionais de IA até 2030, há disparidades regionais na qualidade de ensino e o uso de vigilância em sala de aula pode cercear a liberdade intelectual. Ainda assim, a coordenação entre escolas, universidades e centros de pesquisa oferece uma vantagem estrutural que nenhum outro país está perto de igualar.

Os Estados Unidos podem restringir chips da Nvidia, bloquear equipamentos da ASML, sancionar empresas ou isolar centros de pesquisa. Mas nada disso desfaz a alfabetização digital de milhões de crianças chinesas que, desde os seis anos, aprendem a programar robôs, treinar algoritmos e pensar computacionalmente.

Chips podem ser copiados. Fábricas podem ser construídas. Subsídios podem ser igualados. Mas cérebros em escala? Esses não se embargam. A verdadeira vantagem da China em IA não está no silício — está nos milhares de talentos — e essa é a barreira mais difícil de copiar ou bloquear.

Quando o Japão quis desenvolver seu futebol na década de 1990, levou nosso Zico para ser técnico e jogador para desenvolver o esporte no país. Em 2024, a seleção japonesa conseguiu derrotar Alemanha e Espanha, ambas campeãs do mundo. Será que não está na hora de importarmos um Carlos Ancelotti chinês do AI antes de tomarmos mais um 7×1?

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Tecnologia

Máquinas com olhos e cérebros próprios: como a indústria em Joinville entrou na era da IA e IoT

Sensores, conectividade e inteligência artificial já transformam a indústria em Joinville, onde sistemas monitoram em tempo real e analisam dados com velocidade e precisão

A indústria em Joinville, no Norte catarinense, combina a tradição da manufatura com a inovação tecnológica. Máquinas que antes apenas repetiam movimentos agora pensam, aprendem e se conectam.

A “magia” da IoT (Internet das Coisas), combinada à inteligência artificial, transforma equipamentos em verdadeiros parceiros inteligentes. Essa integração já é realidade em parte da indústria local.

Para Dinor Martins Júnior, especialista em educação do Senai, além da forte base industrial, Joinville conta com instituições estratégicas e um ecossistema de inovação que impulsionam a adoção de tecnologias da indústria 4.0.

A força da indústria em Joinville

IoT e IA: um avanço da Indústria 4.0?

A chamada Indústria 4.0 – a quarta revolução industrial – marca a digitalização dos processos e a integração de automação, sensores, conectividade e análise de dados. O objetivo é criar fábricas mais flexíveis e eficientes, capazes de gerar, transmitir e interpretar informações em tempo real.

Nesse contexto, a IoT funciona como o sistema nervoso das operações, coletando sinais por meio de sensores, enquanto a IA age como o cérebro, interpretando esses sinais e ajudando na tomada de decisões.

Segundo Dinor, o primeiro passo dessa revolução foi digitalizar os processos. “As informações de um processo de uma máquina devem ser transformadas digitalmente. Assim, os dados serão administrados para que se tome uma ação preditiva”, explica.

A ação preditiva permite prever falhas ou ajustes antes que se tornem um problema. Com sensores conectados, as máquinas passam a gerar e transmitir dados em tempo real, abrindo caminho para análises e intervenções mais rápidas e precisas.

Os dados variam conforme o equipamento: podem incluir temperatura, consumo de energia, localização, velocidade, obstáculos e proximidade. Um robô de transporte de peças, por exemplo, pode transmitir informações sobre cada trajeto que realiza.

A internet das coisas, por si só, monitora e envia dados. Com a inteligência artificial, essas informações ganham outra camada de análise. “A tendência é que haja também uma ação no sentido de administrar ou analisar esses dados”, complementa Dinor.

Do dado à decisão: a inteligência artificial entra em campo na indústria em Joinville

A IA analisa grande volume de informações e identifica padrões que escapariam dos olhos humanos, explica Fábio Abaid, engenheiro de mecatrônica e head de tecnologia da Schulz Tech.

Na prática, essa inteligência se conecta a soluções como a plataforma desenvolvida pela empresa, que monitora veículos pesados e equipamentos industriais por meio de sensores embarcados. O sistema coleta dados como pressão dos pneus, localização, frenagens bruscas e acelerações, tudo processado em tempo real.

“As informações operacionais são transformadas em indicadores financeiros. Assim é possível enxergar quanto custa cada quilômetro rodado do caminhão”, explica Fábio.

“Por exemplo, se um pneu está com pressão abaixo do ideal conseguimos mensurar quanto isso gera de consumo extra de combustível e desgaste do equipamento”, exemplifica.

Isso implica também na segurança das pessoas, já que o sistema monitora os dados do caminhão, prevendo aquecimentos, monitorando pneus, freios e outros.

A plataforma já acompanha mais de 20 milhões de quilômetros rodados, e os dados alimentam um modelo de inteligência artificial que identifica tendências. Dessa forma, alertas automáticos são disparados assim que detecta risco de falha.

Segundo Fábio, a IA também automatiza relatórios e sugere interpretações, o que permite que os gestores tomem decisões com base em dados confiáveis e atualizados.

“Para saber o que é ideal, primeiro precisamos de padrões para comparar. A inteligência artificial cria esses padrões a partir dos dados coletados, o que possibilita uma análise muito mais precisa”.

A interação humana e a tecnologia

O relacionamento entre humano e máquina sempre foi central na história da indústria. O avanço tecnológico intensifica essa relação, trazendo novas formas de colaboração.

Nesse contexto, a chamada quinta revolução industrial surge como um convite à reflexão sobre essa interação cada vez mais integrada entre homem e tecnologia.

Conforme as autoras Ana Moura e Bárbara Romeira no livro Indústria 5.0, a busca é pelo aproveitamento do avanço da internet ao longo dos anos para aprimorar o trabalho humano no setor.

Essa perspectiva impacta diretamente a forma como as pessoas enxergam as máquinas e equipamentos, assim como molda a compreensão das novas gerações sobre as possibilidades de trabalho dentro das linhas de produção.

“Não se enxerga mais a indústria como se vendia no passado, como uma operação totalmente manual ou um ambiente desatualizado, por exemplo. Muito pelo contrário, hoje existe muita tecnologia emergente, IA, IoT, conectividade. E o jovem vai poder se desdobrar dentro desses temas”, afirma Dinor.

Os pilares dessa nova indústria envolvem gerar valor social e econômico, impulsionar a inovação científica e tecnológica e integrar pessoas, conhecimento e capital em um ciclo contínuo de desenvolvimento.

“É claro que os trabalhos manuais existem e ainda serão muito importantes, mas conhecer as possibilidades do uso da tecnologia na indústria eu acredito que vai brilhar os olhos da nova geração e de quem está inserido na internet”, destaca o especialista.

Abaid também enxerga a relação no aprimoramento e nas aplicações das novas tecnologias na experiência da Schulz Tech.

“Na implantação, às vezes existe uma resistência inicial por parte do motorista. Mas, quando ele percebe que os dados ajudam a evitar que ele mesmo sofra algum dano, passa a ser um multiplicador e a se relacionar de forma diferente com o sistema”, compartilha.

O que pode evidenciar que a transformação industrial impulsionada pelas tecnologias da Indústria 4.0 e a integração entre IA e IoT segue uma jornada. As peças centrais são a produção com decisões orientadas por dados e a integração humana.

O cenário catarinense

Embora a indústria catarinense seja diversa, Dinor observa que a adoção de tecnologias já está consolidada em alguns setores, enquanto outros ainda estão na fase inicial de implantação.

“A indústria catarinense é exportadora. Para competir com países como China e Estados Unidos, é fundamental refletir sobre essas aplicações dentro da produção”, afirma.

Ele ressalta que vivemos um momento de intensa captação de dados. “Em algumas empresas, essas ações já acontecem porque as capturas de dados estão sendo feitas há 5, 10, 15 anos, e agora é o momento de agir sobre eles. Outras ainda estão instalando seus sistemas de IoT para, no futuro, administrar essas informações. Agir sobre os dados significa buscar maior produtividade, segurança e qualidade”.

Fonte: ND+

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Evento, Inovação, Negócios

5º Seminário de Negócios Internacionais traz a Curitiba presidente do Google Brasil para abordar inovação em tempos de IA

Promovido pela Fiep e WTC Curitiba, com patrocínio do Ascensus Group, evento acontece de 12 a 14 de agosto, vai reunir palestrantes internacionais e realizar rodadas de negócios

Em 2024, o Seminário reuniu cerca de 1,1 mil pessoas, a convite da Fiep e do WTC Curitiba. Foto: Rodrigo Félix Leal

O 5º Seminário de Negócios Internacionais, que será realizado de 12 a 14 de agosto, traz a Curitiba o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, que vai abordar os desafios e oportunidades das empresas com a inteligência artificial

Com o tema “Como potencializar as empresas brasileiras e o nosso ambiente de inovação em tempos de inteligência artificial”, Coelho vai destacar a importância da IA como motor de transformação e vantagem competitiva no cenário global.

Segundo ele, a inteligência artificial não é mais uma tendência futura, mas já está moldando o presente dos negócios em várias áreas, como saúde, educação, comércio, serviços, logística, entre outras.

Diante disso, o Brasil pode tomar a frente de negócios com IA por deter ativos importantes, como criatividade, diversidade e um ecossistema crescente de startups, que podem ser alavancados com o uso inteligente da tecnologia. 

WTCA Latin American Conference

Neste ano, o evento cresceu e terá um dia a mais no calendário. De acordo com a presidente do WTC Curitiba, Daniella Abreu, a expectativa é alta e deve superar o público do ano passado, quando participaram mais de 1,1 mil pessoas de 14 estados. “Nesse ano, teremos dois dias inteiros dedicados a palestras, com mais de 40 conferencistas, e um dia dedicado a rodadas de negócios e networking”, assinala.

Daniella informa ainda que, pela primeira vez no Brasil, será realizado o WTCA Latin American Conference, a reunião regional da América Latina do World Trade Centers Association (WTCA), a maior rede de negócios do planeta, atualmente presente em 91 países. O encontro terá a presença de mais de 30 representantes de escritórios da rede WTC da América Latina e Estados Unidos, que participarão da programação oficial do evento e realizarão reuniões B2B. “Será uma vitrine da força do Brasil e do potencial de internacionalização das nossas empresas”, destaca.

WTC Woman: líderes de destaque globais 

O seminário vai contar com uma intensa programação com líderes da indústria, representantes governamentais, embaixadores e executivos de grandes corporações globais. Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, vai fazer a mediação de um debate sobre o novo cenário dos negócios internacionais.

Outro destaque será o painel “O papel dos líderes no atual cenário global”, com Gilberto Peralta, presidente do conselho da Airbus Brasil, e Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil. 

Já o painel WTC Woman abordará a presença de mulheres líderes de destaque no cenário internacional, como Ana Tena, do Banco Travelex, Esther Schattan, da Ornare, e Renata Amano, CEO da Bratac Seda.

Lançamento do projeto Paraná4Business

Os debates vão girar em torno de temas como investimentos, exportação, logística e o uso prático da inteligência artificial nos negócios internacionais. No painel “Exportando com sucesso”, empresas como LAT Global e Perfect Way compartilham cases de inserção no mercado externo.

Já no painel sobre logística internacional, executivos da DAF Caminhões, Terminal de Contêineres de Paranaguá e Porto de Itapoá vão trazer dados e desafios do setor. Além disso, a inteligência artificial volta à pauta com o painel técnico liderado por Diego Ramos, da Teltec Solutions, que apresentará soluções reais aplicadas ao comércio exterior, e Leonardo Prado, diretor de Marketing e Vendas LATAM da Logcomex.

Outro ponto alto será o lançamento do projeto Paraná4Business, plataforma desenvolvida pelo Sistema Fiep para fortalecer a atuação internacional das indústrias do estado. O propósito é consolidar a posição da indústria paranaense como principal destino de investimentos estrangeiros no Brasil.

Rodadas de negócios e conexões práticas

O fomento ao networking também faz parte do seminário. Por isso, será realizado o “Café das Nações”, promovido pela Câmara de Comércio da Índia em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP). Além disso, serão realizadas rodadas de negócios com empresas selecionadas com foco no setor de máquinas, equipamentos e tecnologia para o agronegócio, uma das áreas com maior potencial de internacionalização no estado.

Com mais de 20 painéis, palestras e eventos de relacionamento, o 5º Seminário de Negócios Internacionais consolida-se como um espaço estratégico para fomentar o comércio exterior, a inovação e a integração empresarial entre o Brasil e o mundo.

As inscrições para o 5º Seminário de Negócios Internacionais já estão abertas, são gratuitas e limitadas. A programação está disponível pelo site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario.

O 5º Seminário de Negócios Internacionais conta com o patrocínio do Ascensus Group, plataforma especializada em comércio exterior, logística, distribuição e operações portuárias. O apoio reforça o compromisso do grupo com a inovação, a internacionalização e a construção de conexões estratégicas entre o mercado global e o Brasil.

SERVIÇO:
5º Seminário de Negócios Internacionais
Data: 12 a 14 de agosto
Local: Fiep (Av. Comendador Franco, 1.341)
Realização: Fiep e WTC
Inscrições gratuitas no site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario

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