Tecnologia

Trabalho opcional: a visão de Elon Musk sobre o futuro moldado pela inteligência artificial

A ideia de que o trabalho poderá se tornar opcional deixou de ser pura ficção científica para ganhar espaço no debate público. Durante o Fórum de Investimentos EUA–Arábia Saudita, em Washington, Elon Musk afirmou que, em 10 a 20 anos, robôs e sistemas de inteligência artificial avançada poderão assumir praticamente todas as funções profissionais. Segundo ele, trabalhar será comparável a praticar um hobby.
Em sua visão, a automação massiva também tornaria o dinheiro irrelevante, já que máquinas garantiriam a produção de bens e serviços de forma abundante.

Uma realidade distante — ou mais próxima do que parece?
Enquanto milhões de pessoas no mundo buscam estabilidade em meio à volatilidade econômica, tendências como quiet quitting e office frogging refletem estratégias de sobrevivência no ambiente corporativo. Por outro lado, empresas de tecnologia têm intensificado jornadas exaustivas — como o modelo “9-9-6” — na tentativa de se manterem competitivas na corrida da IA.

Para Musk, entretanto, esse cenário poderá mudar radicalmente. Ele afirma que, na próxima década, rotinas de excesso de trabalho e a pressão por renda extra serão substituídas pela liberdade de escolher trabalhar ou não, graças à automação total.

Nem todos terão a mesma escolha
Especialistas acreditam que parte dessa previsão pode se concretizar, mas não para todos. Ali Gohar, CHRO da Software Finder, avalia que profissionais altamente qualificados poderão, sim, reduzir a dependência do trabalho devido à automação crescente.
Ele aponta que funções de SaaS B2B, sistemas low-code, copilotos de IA e plataformas administrativas automatizadas já estão tornando vários cargos redundantes.

Para ele, a grande divisão será entre quem poderá se dar ao luxo de não trabalhar e quem ainda dependerá do emprego como meio de sobrevivência.

A crítica ao modelo de trabalho que Musk imagina
Kaz Hassan, diretor de insights da plataforma Unily, discorda do bilionário e afirma que Musk se baseia em um modelo ultrapassado, que mede trabalho apenas por tarefas entregues e horas produtivas.
Segundo Hassan, a IA é excelente em reconhecer padrões e otimizar processos, mas não substitui habilidades humanas essenciais — como sensibilidade cultural, julgamento estratégico e capacidade de conexão entre pessoas.

Ele observa que empresas que buscam automatizar tudo estão percebendo que o trabalho humano “difícil de medir” é, na verdade, sua maior vantagem competitiva. O desafio agora é abandonar o “teatro da produtividade” e repensar como valorizar aportes realmente humanos.

O que vem pela frente?
Para Hassan, as organizações de destaque no futuro não serão as que substituírem pessoas por máquinas, mas as que formarem “supertrabalhadores” — profissionais capazes de integrar pensamento crítico, criatividade e sensibilidade humana com ferramentas de IA.
Atividades como criar conexões, traduzir culturas internas, provocar reflexões e interpretar problemas continuarão sendo diferenciais exclusivamente humanos no ambiente corporativo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Tecnologia

China pode ultrapassar os EUA na corrida da inteligência artificial? Entenda o cenário atual da disputa global

A indústria de inteligência artificial voltou a discutir quem está na dianteira da tecnologia: China ou Estados Unidos. A polêmica ressurgiu após o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmar recentemente que “a China vai vencer a corrida da IA”, provocando forte reação no setor.

Huang atribuiu a possível vantagem chinesa ao ambiente regulatório mais simples, ao acesso facilitado à energia e ao ritmo acelerado de construção de infraestrutura. Dias depois, porém, ele suavizou a declaração em uma nota publicada no X, dizendo que a China estaria apenas “nanosegundos atrás” dos EUA.

Mesmo com o recuo, a discussão ficou no ar — e especialistas apontam que há motivos concretos para levar a hipótese a sério.

Energia: o novo campo de batalha

Se vencer a corrida da IA depende principalmente da capacidade de construir e abastecer grandes data centers, a China aparece hoje com uma vantagem importante. O país tem histórico de executar projetos gigantescos com rapidez, beneficiado pelo papel central do governo na economia.

Além disso, a energia subsidiada e os trâmites regulatórios simplificados facilitam a operação de estruturas altamente intensivas em consumo elétrico — condição essencial na era da IA generativa.

Nos EUA, o cenário é bem diferente. Custos de energia mais altos, burocracia complexa e uma rede elétrica frequentemente sobrecarregada dificultam expansões rápidas. Há regiões onde empresas de tecnologia constroem até próprias usinas para suprir a demanda.

A situação já afeta grandes players: a Microsoft revelou ter GPUs encalhadas por falta de energia disponível para rodá-las. Para muitos analistas, o fornecimento elétrico será o maior gargalo da próxima década — e Pequim parece estar um passo à frente.

Avanço no código aberto acelera o crescimento chinês

Outro ponto sensível é o domínio crescente da China no código aberto. Um relatório da a16z mostrou que o país já superou os EUA em downloads de modelos de IA open source, um marco classificado como “momento gráfico de caveira”, quando um concorrente não apenas alcança o líder — mas começa a ultrapassá-lo.

Startups como a DeepSeek exemplificam esse avanço. O modelo R1, totalmente aberto, demonstrou alta eficiência e custo reduzido, reforçando a habilidade chinesa de otimizar e escalar soluções rapidamente. Pesquisas da DeepSeek e da Tencent mostram que o país está inovando em métodos alternativos, como compressão de texto em representações visuais e previsões vetoriais contínuas, que podem transformar a eficiência dos modelos.

Há quem acredite que laboratórios ocidentais como OpenAI e Anthropic utilizem conceitos semelhantes de forma discreta, mas as empresas chinesas têm divulgado seus avanços de maneira mais agressiva e transparente.

Afinal, a China já ultrapassou os Estados Unidos?

Ainda não há consenso. Embora os EUA mantenham vantagem em pesquisa de ponta, chips avançados e grandes laboratórios privados, a China demonstra capacidade estratégica para ganhar terreno rapidamente — especialmente ao combinar infraestrutura robusta, energia abundante e escala industrial.

No ritmo atual, analistas afirmam que o país está excepcionalmente bem posicionado para disputar a liderança global em inteligência artificial nos próximos anos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yoshikazu Tsuno/Gamma-Rapho/Getty Images/The New York Times Licensing Group

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Tecnologia

Robôs domésticos que lavam, passam e cozinham devem chegar ao mercado em 2026

O que antes parecia ficção científica está prestes a se tornar realidade. A partir de 2026, robôs humanoides capazes de limpar, passar roupas e até cozinhar devem começar a ser vendidos nos Estados Unidos, marcando uma nova fase na automação doméstica.

A novidade ganhou destaque com o lançamento do Neo, criado pela empresa de inteligência artificial 1X. Com 1,70 m de altura e 30 kg, o robô é o primeiro modelo “pronto para o consumidor” e pode executar tarefas cotidianas como abrir portas, guardar copos, dobrar roupas e regar plantas.

Apesar do visual impressionante e da promessa de praticidade, os robôs ainda apresentam limitações. São lentos, precisam de comandos repetidos e, em alguns casos, dependem de controle humano remoto.

Robô “autônomo” que depende de um operador

Embora seja divulgado como autônomo, o Neo é teleguiado por uma pessoa real, que utiliza óculos de realidade virtual para comandar seus movimentos à distância. Isso significa que alguém, em outro lugar dos Estados Unidos, controla as ações do robô dentro da casa do comprador.

O modelo está disponível por cerca de US$ 20 mil (R$ 106 mil). A tecnologia funciona melhor conforme o usuário compartilha mais informações pessoais — o que levanta discussões sobre privacidade e vigilância digital em troca de conveniência.

A corrida dos robôs humanoides

O Neo é apenas um dos vários projetos de robôs com aparência humana em desenvolvimento. Modelos como o Optimus, da Tesla, e o Figure 03, da startup Figure AI, também prometem revolucionar o mercado. A Microsoft, Jeff Bezos (Amazon) e a Nvidia estão entre os investidores da Figure AI.

Enquanto o Neo combina autonomia limitada e controle humano, o Optimus Gen 2 e o Figure 03 aprendem observando vídeos e demonstrações humanas, permitindo maior independência. A Tesla usa seus próprios robôs nas fábricas, e Elon Musk já exibiu o Optimus dançando e dobrando roupas.

O Figure 03, por sua vez, é equipado com o sistema Helix, considerado o “cérebro do robô”, e foi projetado para produção em massa, tanto para o setor industrial quanto doméstico. A previsão é que chegue às casas em 2026, com preço estimado entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 106 mil a R$ 160 mil).

Japão, Europa e China também entram na disputa

O Japão foi pioneiro com o robô Asimo, da Honda, apresentado em 2000. Apesar de ter sido descontinuado, o país continua investindo em robótica aplicada à saúde e segurança.

Na Europa, os robôs colaborativos estão mais presentes em ambientes industriais, com uma abordagem cautelosa sobre o uso de humanoides e as implicações éticas da inteligência artificial.

Já a China aposta pesado na tecnologia. A empresa Xpeng apresentou recentemente o Iron de segunda geração, com aparência realista e foco inicial em aplicações industriais. O próprio fundador, He Xiaopeng, precisou provar publicamente que o robô não era controlado por uma pessoa, após causar espanto com seus movimentos naturais.

Bilionários apostam em um futuro dominado por robôs

O CEO da Xpeng afirmou acreditar que os robôs superarão a venda de carros nos próximos anos. Elon Musk compartilha da mesma visão: segundo ele, 80% do valor da Tesla virá dos robôs humanoides Optimus.

De acordo com a BBC News, um relatório do Morgan Stanley estima que a Apple poderá faturar US$ 133 bilhões anuais até 2040 se entrar nesse mercado. A “corrida dos robôs” já movimenta valores trilionários e promete redefinir o papel da IA no cotidiano.

Design e desempenho: o desafio da naturalidade

Além da tecnologia, as empresas apostam no design humanizado. O Neo é coberto por uma malha macia em tons neutros e foi descrito pelo CEO da 1X, Bernt Børnich, como “útil, ainda que imperfeito”.

Testes realizados pelo Wall Street Journal mostraram que o robô levou dois minutos para buscar uma garrafa de água e cinco minutos para colocar copos na lava-louças, evidenciando que ainda há muito a evoluir.

O Optimus tem aparência plástica e estrutura visível, enquanto o Figure 03 traz tecidos removíveis e laváveis, que podem ser personalizados conforme o gosto do dono.

Limites, segurança e o papel humano

Apesar dos avanços, nenhum robô é totalmente autônomo. O CEO da 1X garantiu que o Neo possui camadas de segurança e não executará ações perigosas, como pegar objetos quentes ou afiados.

O treinamento dessas máquinas também depende de pessoas. Na Índia, empresas contratam funcionários que passam horas realizando tarefas repetitivas — como dobrar toalhas centenas de vezes — para criar bancos de dados que alimentam o aprendizado dos robôs.

Segundo o Los Angeles Times, esses trabalhadores se tornaram “tutores” da nova geração de robôs com inteligência artificial, mostrando que, mesmo na era da automação, o toque humano ainda é indispensável.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/1X

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tendências globais 2026: como a tecnologia está transformando o comércio exterior

Nos últimos anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma operação logística para se tornar um ambiente altamente tecnológico, data driven e orientado à eficiência. Em 2025, o setor vive uma aceleração histórica: inteligência artificial generativa, automação aduaneira e integração digital entre empresas e governos estão redefinindo o fluxo global de mercadorias e informações. Diante desse cenário, o que esperar para 2026?

Documentos passam a ser gerados automaticamente, cadeias de suprimento são monitoradas em tempo real e a previsibilidade se torna o principal diferencial competitivo. Em um cenário onde velocidade, precisão e integração de dados são essenciais, a pergunta que surge é: como as empresas brasileiras podem se preparar para esse novo comércio exterior?

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Com domínio de seis idiomas (inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português), ela conduz negociações multinacionais com fluidez e alto nível técnico, sendo reconhecida por antecipar tendências e traduzir complexidade em estratégias práticas. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo. 

A seguir, você confere a entrevista completa:

1. Quais as principais tendências globais no comércio exterior em 2026?

MARIANA – O comércio internacional passa por uma transformação estrutural com a incorporação de inteligência artificial generativa, blockchain e plataformas de integração digital entre exportadores, despachantes e autoridades aduaneiras. Cadeias de suprimento tornam-se mais transparentes e preditivas, com sistemas que antecipam gargalos logísticos, otimizam câmbio e reduzem custos operacionais. A digitalização total da documentação, aliada à automação de compliance, cria um ecossistema global onde a velocidade da informação é o principal ativo competitivo.

2. Como a IA generativa está transformando o setor?

MARIANA – A IA generativa permite simular cenários de exportação, gerar documentos aduaneiros e criar relatórios financeiros e contratuais com base em padrões históricos e normativos. Além disso, ela oferece capacidade preditiva para variação cambial, riscos de mercado e comportamento de demanda global. O desafio está na validação técnica dessas informações, exigindo profissionais com domínio das normas internacionais, parametrização de sistemas e capacidade de interpretar resultados de modelos complexos.

3. Quais países estão liderando essa transformação?

MARIANA – China, Singapura e Estados Unidos lideram a integração de IA no comércio exterior, com sistemas aduaneiros autônomos e baseados em machine learning. Singapura, por exemplo, opera um modelo de despacho digital com verificação automática de origem e classificação tarifária. O Brasil avança nesse sentido por meio do Portal Único de Comércio Exterior, mas ainda enfrenta defasagem tecnológica em integração de dados e padronização entre órgãos fiscalizadores.

4. O que as empresas brasileiras precisam fazer para acompanhar esse movimento?

MARIANA – É indispensável investir em consultorias especializadas que unam conhecimento técnico de comércio exterior e experiência em automação digital. A adequação de processos internos, parametrização de sistemas ERP e integração com APIs governamentais são passos críticos para reduzir custos e aumentar previsibilidade operacional. Além disso, profissionais devem compreender profundamente regimes aduaneiros e tributários para aplicar a tecnologia com segurança jurídica.

5. Há risco de substituição de profissionais pela IA?

MARIANA – A IA não elimina profissionais, mas redefine suas funções. O analista de comércio exterior torna-se um gestor de dados e estratégias, responsável por interpretar insights gerados por sistemas inteligentes. O conhecimento técnico em normas, tarifas, regimes fiscais e tratados comerciais continua essencial, mas agora precisa ser aliado a competências em ciência de dados e gestão de automação.

6. Como a automação aduaneira está evoluindo?

MARIANA – A automação aduaneira está consolidando-se com o uso de big data, reconhecimento de padrões e integração digital entre exportadores e órgãos públicos. O Portal Único, por exemplo, passa a utilizar validação automática de documentos e interoperabilidade com sistemas de logística e transporte. Isso reduz tempo de despacho e aumenta a rastreabilidade das operações, mas exige adequação tecnológica e capacitação contínua dos profissionais envolvidos.

7. Qual a importância da atualização profissional nesse cenário?

MARIANA – Manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência estratégica. O domínio de normas internacionais, ferramentas digitais e novas regulamentações é indispensável para garantir eficiência operacional e evitar sanções. Consultorias experientes atuam como catalisadoras desse processo, orientando empresas na interpretação das mudanças e na implementação de soluções tecnológicas seguras e escaláveis.

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Inovação

eComex lança ferramenta que estrutura dados e impulsiona o uso de IA no comércio exterior

Com foco em modernizar o comércio exterior e a logística internacional, a D2P, startup integrante da eComex, apresentou o Comex Statistics — uma nova solução tecnológica voltada à organização de dados e à integração com inteligência artificial (IA). O sistema tem como objetivo transformar informações dispersas em insights estratégicos e facilitar o uso da IA em empresas do setor.

Tecnologia que centraliza e automatiza informações

O Comex Statistics é uma ferramenta plug and play, integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de comércio exterior do governo brasileiro. Atuando como um BI (Business Intelligence) automatizado, o software captura, padroniza e analisa dados de diversas etapas da operação de comércio exterior, sem necessidade de digitação manual.

Os resultados são apresentados em dashboards interativos, que oferecem uma visão completa das operações, incluindo indicadores de tempo médio de desembaraço, custos logísticos, prazos, modais de transporte e distribuição geográfica.

Inteligência Artificial e dados estruturados

De acordo com André Barros, CEO da eComex e da D2P, a nova tecnologia surge em um cenário no qual a organização de dados é essencial para o uso eficiente da Inteligência Artificial. Ele destaca que o Comex Statistics prepara as informações de diferentes origens para alimentar sistemas de IA de forma estruturada e segura.

Barros cita dados da Câmara de Comércio Internacional, que aponta a circulação diária de cerca de 4 bilhões de documentos no comércio global. Esse volume, aliado à falta de padronização e ao uso de planilhas manuais, como o Excel, representa um desafio para a eficiência e o crescimento das empresas do setor.

“Sem dados, não há IA. E a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, conectados e governados”, ressalta o executivo.

Mercado mais competitivo e digital

O Comex Statistics também permite a análise detalhada de cada item comercializado e a comparação entre diferentes importações de um mesmo produto. Segundo Barros, essa capacidade analítica é crucial em um contexto marcado por tensões geopolíticas, disputas tarifárias, pandemias e o avanço das agendas ESG e de descarbonização.

O executivo reforça que tecnologias como a IA são indispensáveis para garantir competitividade e gestão estratégica em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Aquisição que impulsionou a inovação

A eComex consolidou sua posição de liderança em 2023 ao adquirir a D2P, avaliada em R$ 20 milhões. A fusão das duas empresas fortaleceu o portfólio de soluções e acelerou o processo de transformação digital no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Infor Channel
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infor Channel

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Tecnologia

Lina, assistente virtual da Secex, já está disponível para orientar sobre exportação e importação

A Lina, nova assistente virtual da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), já está em funcionamento no site do Siscomex. A ferramenta foi criada para auxiliar empresas e cidadãos com dúvidas sobre exportação e importação, oferecendo um atendimento ágil, acessível e seguro.

Com tecnologia baseada em inteligência artificial, a Chatbot Comex representa mais um avanço na modernização do atendimento público e na digitalização dos serviços de comércio exterior, aproximando o governo dos usuários e facilitando o acesso às informações oficiais.

Atendimento 24 horas e linguagem acessível

Disponível 24 horas por dia e sem necessidade de login, a Lina responde perguntas com base em legislação, portais e manuais oficiais do governo federal. Quando identifica a necessidade de suporte humano, o sistema direciona automaticamente o usuário ao Comex Responde, canal especializado da Secex.

Entre as principais funcionalidades da assistente estão:

  • Atendimento por texto, com respostas rápidas e fundamentadas em fontes oficiais;
  • Linguagem simples e empática, sem o uso de jargões técnicos;
  • Integração com outros serviços, garantindo continuidade no suporte;
  • Acesso contínuo, disponível no Siscomex a qualquer hora.

Empatia, identidade e inovação no atendimento público

Mais do que um sistema automatizado, a Lina foi desenvolvida com uma personalidade própria. O avatar da assistente possui traços modernos e acolhedores, transmitindo proximidade e confiança. A comunicação foi pensada para atender desde novos empreendedores no comércio exterior até profissionais experientes do setor.

A base de conhecimento da Lina reúne normas, manuais e sistemas oficiais utilizados pelos especialistas em comércio exterior, garantindo respostas atualizadas, seguras e confiáveis.

Com essa iniciativa, a Secex reforça seu compromisso com a inovação, a transparência e a inclusão digital, além de contribuir para a facilitação do comércio internacional e o fortalecimento do ambiente de negócios brasileiro.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Negócios

Amazon anuncia demissão de até 30 mil funcionários em nova reestruturação

A Amazon (AMZO34) planeja demitir até 30 mil funcionários a partir desta terça-feira (28), poucos dias antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Segundo a agência Reuters, a medida busca reduzir custos e equilibrar o excesso de contratações realizadas durante a pandemia, período de alta demanda por compras online.

As demissões vão afetar diferentes setores da companhia, incluindo logística, pagamentos e a unidade de computação em nuvem (AWS).

Impacto maior em cargos corporativos
Atualmente, a Amazon emprega cerca de 1,5 milhão de pessoas globalmente, a maioria em galpões logísticos e operações de distribuição. Entre eles, aproximadamente 350 mil ocupam cargos corporativos, grupo que deve concentrar a maior parte dos cortes.

Essa será a maior onda de layoffs da empresa desde o final de 2022 e início de 2023, quando 27 mil colaboradores foram dispensados em processos semelhantes. Na época, o CEO Andy Jassy explicou que os cortes eram necessários após um vazamento do plano de demissões à imprensa.

Em comunicado, Jassy reconheceu a dificuldade enfrentada pelos funcionários afetados e garantiu apoio por meio de pacotes de benefícios, incluindo remuneração extra, seguro de saúde temporário e auxílio para recolocação profissional.

Inteligência artificial influencia reestruturação
Há pouco mais de três meses, o CEO já havia indicado a possibilidade de reduzir a equipe. Jassy afirmou que o avanço da inteligência artificial (IA) deve gerar ganhos de eficiência e impactar a necessidade de força de trabalho corporativa nos próximos anos.

“Não é possível prever exatamente como isso se refletirá no futuro, mas esperamos reduzir nosso quadro corporativo à medida que implementamos o uso extensivo de IA em toda a companhia”, disse o executivo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Brendan McDermid

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Comércio Exterior, Tecnologia

Lina: a nova assistente virtual do comércio exterior criada com participação popular

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apresentou nesta segunda-feira (20) a Lina, uma assistente virtual de comércio exterior criada para simplificar o acesso de cidadãos, empreendedores e empresas a informações oficiais do setor. Nos próximos dias, o público poderá interagir diretamente com a chatbot no site do Siscomex, sistema que integra operações de exportação e importação no Brasil.

Atendimento 24h com base em informações oficiais

Desenvolvida com tecnologia de inteligência artificial, a Lina oferece atendimento contínuo, sem necessidade de login, e respostas fundamentadas em legislação e fontes governamentais. Quando a dúvida exige suporte humano, o sistema encaminha o usuário ao Comex Responde, canal oficial da Secex especializado em atendimento ao comércio exterior.
A proposta é tornar o serviço público mais ágil, transparente e acessível, além de reduzir o volume de demandas repetitivas, modernizando o relacionamento entre governo e sociedade.

Escolha do nome envolveu a participação da população

O nome Lina foi escolhido por meio de uma votação aberta nas redes sociais do MDIC, incluindo Instagram, LinkedIn, X (antigo Twitter), Facebook e YouTube. A campanha registrou 17.077 visualizações, 881 interações, 3.446 impressões e 10.872 contas alcançadas. Entre as quatro opções apresentadas — Tai, Duda, Elisa e Lina — o nome vencedor recebeu 45,7% dos 575 votos válidos.
Em grego, Lina significa “mensageira” ou “portadora de luz”, representando o papel da assistente em “iluminar” o caminho de quem busca compreender o comércio exterior brasileiro.

Interface humanizada e linguagem acessível

Com avatar moderno e acolhedor, Lina foi projetada para transmitir empatia e confiança. Sua comunicação é clara e objetiva, adequada a diferentes perfis de usuários — de iniciantes a profissionais da área. O foco é oferecer orientação precisa e humanizada, baseada em dados oficiais e voltada para facilitar o dia a dia de empresas e empreendedores que atuam no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Logística, Tecnologia

China lidera revolução logística com porto 100% automatizado e movido a energia limpa

O porto inteligente de Tianjin, na China, marca um avanço histórico ao se tornar o primeiro porto do mundo totalmente automatizado e abastecido por energia limpa. A estrutura representa um marco na logística global, combinando tecnologia de ponta, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Operando com guindastes autônomos, veículos automatizados e sistemas inteligentes integrados ao satélite Beidou, o porto realiza todas as operações de carga e descarga sem intervenção humana direta. Todo o processo é alimentado por fontes renováveis, reforçando o compromisso chinês com a redução de emissões e a modernização do setor marítimo.

Eficiência, segurança e sustentabilidade em um só modelo

A iniciativa eleva os padrões internacionais de eficiência logística e segurança portuária, tornando-se referência para infraestruturas marítimas sustentáveis em todo o mundo. Especialistas classificam o porto de Tianjin como um modelo global que une automação, inteligência artificial e energia limpa em larga escala.

China amplia liderança tecnológica e desafia o Ocidente

De acordo com análises do setor, a China é responsável por 80% da produção mundial de robôs industriais, ultrapassando Estados Unidos, Alemanha e Japão em densidade robótica por trabalhador. Esse domínio reforça a posição do país como líder na automação portuária e na indústria 4.0.

Especialistas alertam que, sem investimentos robustos em inovação, IA e infraestrutura, o Ocidente pode se tornar dependente da tecnologia chinesa, não apenas em produtos, mas também em processos produtivos estratégicos.

O futuro dos portos: autônomos e sustentáveis

A transição para portos autônomos e 100% verdes é vista como o modelo produtivo do futuro, oferecendo tanto riscos quanto oportunidades para outras economias. Investir em automação, energia renovável e tecnologia inteligente será essencial para garantir competitividade, eficiência operacional e segurança global nas próximas décadas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Jornal Portuário
VÍDEO: @pixnewsms

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Evento

138ª Canton Fair destaca inovação, tecnologia e sustentabilidade em Guangzhou

A 138ª Feira de Importação e Exportação da China (Canton Fair) será realizada em Guangzhou de 15 de outubro a 4 de novembro, consolidando-se como um dos maiores eventos de comércio internacional do mundo. A feira será dividida em três fases e manterá uma plataforma on-line ativa 24 horas, oferecendo aos compradores globais acesso contínuo aos fornecedores chineses. Com uma área de 1,55 milhão de metros quadrados, o evento contará com 74.600 estandes e mais de 32 mil empresas participantes, um recorde histórico.

Escala recorde e foco em inovação

A nova edição da Canton Fair 2025 marca um avanço em escala e inovação. Mais de 10 mil expositores são reconhecidos como empresas nacionais de alta tecnologia, PMEs especializadas ou líderes em manufatura, representando 34% dos exportadores presentes.

Entre os destaques, está a estreia da Zona de Saúde Inteligente, prevista para a Fase 3 (31 de outubro a 4 de novembro), que reunirá 47 empresas focadas em robôs cirúrgicos, sistemas de monitoramento inteligentes e dispositivos médicos vestíveis. Já a Zona de Robôs de Serviço retorna na Fase 1 (15 a 19 de outubro) com 46 expositores apresentando robôs humanoides e cães robóticos de última geração.

Sustentabilidade e tecnologia verde

Reforçando seu papel como símbolo de abertura e modernização da economia chinesa, a Canton Fair investe fortemente em sustentabilidade e energia limpa. A seção de Novos Recursos Energéticos exibirá soluções de armazenamento de energia, tecnologias de hidrogênio e mais de 1,08 milhão de produtos de baixo carbono.

O evento busca impulsionar o comércio exterior de alta qualidade e promover novos motores de crescimento econômico, com ênfase em inovação digital e inteligência artificial.

Inteligência digital e produtos inéditos

Mais de um milhão de novos produtos serão apresentados, incluindo 1,1 milhão com propriedade intelectual independente. Das 175 seções de exposição, 18 serão dedicadas às tecnologias inteligentes, exibindo mais de 350 mil produtos que refletem a transformação digital das indústrias chinesas.

A programação também inclui fóruns sobre inteligência artificial e comércio digital, com debates sobre automação, eficiência operacional e novos modelos de negócios.

Experiência aprimorada com tecnologia 5G e IA

A experiência dos visitantes será aprimorada com navegação em tempo real alimentada por Bluetooth, sistema BeiDou e tecnologia 5G, permitindo localizar estandes e eventos com precisão.

O Canton Fair App foi atualizado com ferramentas de IA, oferecendo recomendações personalizadas, vídeos curtos de produtos e conexão inteligente entre compradores e fornecedores, tornando a feira mais interativa, sustentável e eficiente.

Para registrar a 138ª Canton Fair, clique em https://buyer.cantonfair.org.cn/register/buyer/email?source_type=16.  

FONTE: Canton Fair
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Newswire

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