Internacional

China divulga plano de ação para IA poucos dias após os EUA, enquanto a corrida tecnológica global se intensifica

A corrida tecnológica entre as duas maiores economias do mundo acaba de se intensificar.

No sábado, a China divulgou um plano de ação global para a inteligência artificial, pedindo cooperação internacional no desenvolvimento e regulação da tecnologia.

A notícia veio com o início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, organizada pelo Estado, em Xangai, com um discurso de abertura do premiê Li Qiang. Segundo um comunicado oficial, ele anunciou que o governo chinês propôs a criação de uma organização global de cooperação em IA.

Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano de ação americano para IA, que incluía apelos para reduzir o que chamou de viés “woke” nos modelos de IA e apoiar a expansão da tecnologia norte-americana no exterior.

“Dois campos estão começando a se formar agora,” disse George Chen, sócio do Asia Group e copresidente da área digital.

“A China claramente quer manter uma abordagem multilateral, enquanto os EUA querem construir seu próprio bloco, com foco direto no crescimento da China no campo da IA,” disse George Chen.

Ele observou que a China pode atrair participantes por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto os EUA provavelmente contarão com o apoio de seus aliados, como Japão e Austrália.

Em seu discurso, o premiê Li enfatizou o plano “IA+” da China, voltado à integração da tecnologia em diversos setores, e afirmou que o país está disposto a ajudar outras nações com essa tecnologia, especialmente no Sul Global — termo que se refere de forma ampla a economias menos desenvolvidas, sobretudo países fora das esferas de influência dos EUA e da Europa.

Desde 2022, os EUA têm tentado restringir o acesso da China a semicondutores avançados usados no treinamento de modelos de IA. No início deste mês, a fabricante norte-americana de chips Nvidia informou que os EUA autorizaram a retomada das exportações para a China de um chip menos avançado, o H20, após uma pausa de aproximadamente três meses.

No entanto, a China vem desenvolvendo alternativas nacionais, que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, elogiou e descreveu como “formidáveis” neste mês, durante sua terceira visita ao país em 2025.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, se reuniu com o secretário do Partido em Xangai, Chen Jining, na quinta-feira, antes do início da conferência de IA, segundo um anúncio da cidade. Um representante de Schmidt recusou-se a comentar.

Fonte: CNBC

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Tecnologia

Receita usa inteligência artificial e amplia autuações por fraudes em importações

Fisco já aplicou mais de R$ 5 bilhões em autos de infração até outubro de 2024; eletrônicos e bebidas estão entre os setores mais visados

A Receita Federal aumentou o uso de inteligência artificial e cruzamento de dados para fiscalizar operações de comércio exterior.

De janeiro a outubro de 2024, o órgão aplicou mais de 3.200 autos de infração aduaneira, com valor total superior a R$ 5,3 bilhões em créditos tributários lançados.

Boa parte das autuações decorre de erros nas declarações aduaneiras. Informações imprecisas sobre mercadorias, valores, classificação fiscal (NCM) ou origem dos produtos levam ao enquadramento dos contribuintes.

Classificação incorreta

De acordo com a advogada Andrea Weiss, especialista em direito aduaneiro, muitos casos poderiam ser evitados com controle interno mais robusto.

“As principais inconsistências aparecem na descrição da mercadoria, na classificação fiscal, no valor declarado e na origem do produto. Muitas vezes, o problema começa com uma simples negligência nos processos internos”, afirma Weiss.

Práticas recorrentes continuam sob vigilância

Apesar do avanço tecnológico, práticas como subfaturamento, classificação indevida e simulação de operações seguem ocorrendo. Essas estratégias reduzem artificialmente a carga tributária, mas expõem empresas a riscos fiscais e reputacionais.

“O subfaturamento é usado para pagar menos imposto. A classificação incorreta busca alíquotas menores por meio de códigos NCM. Já a simulação ocorre quando o real importador não tem habilitação no sistema Radar da Receita”, explica Weiss. “São estratégias que colocam o contribuinte em situação de vulnerabilidade diante do Fisco.”

Cruzamento de dados para detectar fraudes

Com apoio de inteligência artificial, a Receita Federal analisa informações de sistemas como Siscomex, notas fiscais eletrônicas e bancos de preços internacionais. O objetivo é detectar padrões suspeitos e operações fora da curva com mais rapidez.

Essa abordagem tem reduzido a dependência da inspeção física e ampliado a capacidade de rastrear tentativas de fraude de forma automatizada.

Vinhos e eletrônicos

Os segmentos mais fiscalizados incluem eletroeletrônicos, cosméticos, confecções, bebidas e itens de alto valor agregado.

Andrea Weiss menciona casos em que empresas declararam vinhos importados da Argentina e do Chile com preços até 300% abaixo do valor real de mercado. Em outras situações, smartphones foram registrados como peças ou acessórios para reduzir a carga tributária.

Multas, apreensão e até processo criminal

As punições previstas em caso de infração incluem multas que podem ultrapassar 100% do valor aduaneiro da mercadoria, além de apreensão dos produtos, suspensão da habilitação no comércio exterior e responsabilização criminal dos administradores por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica e contrabando.

Aderência ao OEA

Diante do aumento da fiscalização, empresas têm adotado medidas de compliance aduaneiro. O número de certificações no programa OEA (Operador Econômico Autorizado) cresceu mais de 20% em 2024, segundo a Receita.

“O compliance aduaneiro tem se tornado prioridade. As organizações estão treinando equipes, contratando consultorias especializadas e buscando adesão ao OEA, que oferece benefícios para quem demonstra estar em conformidade com as exigências legais”, observa Weiss.

Práticas preventivas

A advogada recomenda revisão periódica da classificação fiscal por profissionais qualificados, além da auditoria das informações declaradas.

“A classificação fiscal deve ser feita por profissionais qualificados e revisada periodicamente, sem depender exclusivamente da informação fornecida pelo exportador. Também é essencial garantir que todas as informações declaradas estejam corretas e bem documentadas. Acima de tudo, é preciso atuar com ética e transparência nas operações internacionais”, conclui Weiss.

Fonte: Carta Capital

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Tecnologia

Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial
Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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Tecnologia

Blue Route aposta em IA para elevar a eficiência no preenchimento do Catálogo de Produtos

Diante da nova exigência do Governo Federal para o preenchimento completo e padronizado do Catálogo de Produtos nas importações, empresas que atuam com tecnologia vêm se destacando ao oferecer soluções que facilitam a adaptação. É o caso da Blue Route, que já atua com inteligência artificial em sua plataforma e agora expande as funcionalidades com novas camadas de automação, validação e análise de risco.

Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a ferramenta conta com um sistema de gerenciamento de risco integrado, no qual o próprio importador tem autonomia para definir o nível de auditoria que deseja aplicar. “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador é o próprio auditor dentro da nossa plataforma. Ele vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30% ou 70% dos itens”, explica.

IA que sugere, fundamenta e busca na fonte original

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de inteligência artificial, sendo a quarta — recentemente implantada — voltada à fundamentação técnica das informações. Essa etapa atende diretamente às exigências do novo Catálogo de Produtos, que demanda não apenas dados, mas justificativas claras e rastreáveis sobre a classificação e especificação de cada item. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. “Na nossa ferramenta, nós também fundamentamos toda essa base de dados: usamos laudo técnico, manual do fabricante, buscamos dados diretamente em sites confiáveis… Tudo isso gera um ciclo seguro de validação.”

Essa abordagem reduz drasticamente o risco de erros humanos, que são comuns quando grandes volumes de produtos precisam ser cadastrados um a um. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, reforça a CEO. “O nosso lema é: deixa a inteligência artificial trabalhar para você. Ela sugere, e o humano confere.”

Eficiência operacional com controle total do importador

Ao permitir que o próprio importador defina seu modelo de auditoria e risco, a Blue Route oferece mais do que automação — entrega controle estratégico e segurança regulatória. A lógica segue o mesmo princípio usado pela Receita Federal, que seleciona amostragens para inspeção física de cargas com base em análises de risco. “Não se abre todos os contêineres. O mesmo pode ser aplicado ao Catálogo: o importador escolhe sua porcentagem de conferência e implementa o processo com base na realidade do seu negócio”, detalha Beatriz.

Com essa estrutura robusta e inteligente, a plataforma da Blue Route se consolida como uma aliada essencial para empresas que precisam lidar com milhares de itens, alta complexidade técnica e exigências rigorosas do novo modelo de importação brasileiro.

Sobre a Blue Route

A Blue Route se consolidou como uma das principais empresas de tecnologia e consultoria para o comércio exterior no Brasil, oferecendo soluções inovadoras que integram pessoas, processos e inteligência estratégica. Com uma equipe altamente qualificada, a empresa tem como missão otimizar operações, aumentar a produtividade e gerenciar riscos, sempre com foco em compliance e segurança regulatória. Seu principal serviço é uma ferramenta avançada para gestão do Catálogo de Produtos, que já está presente em mais de 400 projetos ativos nas principais regiões do país, atendendo desde grandes varejistas até líderes globais da indústria automotiva e eletrônica. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, afirma Beatriz Grace Rinn, CEO da Blue Route. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da empresa vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

SAIBA MAIS EM: https://www.blueroute.com.br/ 

TEXTO: REDAÇÃO

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Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia e Estratégia: a Revolução da Inteligência Artificial e do Big Data no Comércio Exterior

O comércio exterior vive uma revolução silenciosa, mas profunda, movida por tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data. Em um cenário global altamente dinâmico, essas ferramentas vêm transformando a forma como as empresas se posicionam internacionalmente, passando da intuição à tomada de decisões baseadas em dados concretos.

Segundo a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, o uso dessas tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. “A IA permite analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificar padrões de comportamento de consumo, antecipar variações de demanda e até sugerir mercados com maior potencial de aceitação para um determinado produto”, afirma.

Com mais de 15 anos de experiência na internacionalização de indústrias e à frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana destaca que sistemas inteligentes também ajudam a prever riscos cambiais, automatizar classificações fiscais, sugerir rotas logísticas mais eficientes e garantir o cumprimento de regulamentações locais. “O resultado é a redução de custos e o aumento da eficiência operacional”, explica.

Já o Big Data oferece uma leitura ampla e profunda do mercado internacional, permitindo acompanhar o comportamento de concorrentes, identificar tendências de preço e reconhecer oportunidades em mercados ainda pouco explorados. “A combinação entre volume, velocidade e variedade dos dados gera uma inteligência de mercado muito mais sofisticada, tornando possível a tomada de decisões com menor margem de erro”, reforça.

No entanto, Mariana alerta: é fundamental que as empresas tenham profissionais capacitados não apenas nas práticas técnicas do comércio exterior, mas também com fluência digital e capacidade de interpretar os dados. “Mais do que dominar leis e tratados, o novo profissional da área precisa ter um pensamento estratégico orientado por dados”, afirma.

Com domínio de seis idiomas e atuação em negociações multiculturais, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional. Sua missão é clara: “Tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.”

Para ela, a integração entre tecnologia e inteligência humana é o caminho para uma atuação internacional mais competitiva e alinhada às exigências de um mercado globalizado. “Investir em IA e Big Data é investir na longevidade e na relevância da empresa no cenário internacional do presente e do futuro”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Tecnologia

Inteligência Artificial e Big Data ganham papel estratégico no comércio exterior, aponta especialista

A digitalização dos processos e o uso inteligente de dados vêm redesenhando o cenário global do comércio exterior. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Big Data não são mais apenas tendências — tornaram-se ferramentas essenciais para empresas que desejam competir de forma eficiente, inovadora e sustentável no mercado internacional.

Quem afirma isso é a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em internacionalização de indústrias e soluções voltadas à inserção em mercados globais. “A Inteligência Artificial permite processar uma quantidade imensa de dados em poucos segundos, identificar comportamentos de mercado, antecipar cenários econômicos e adaptar estratégias comerciais com precisão”, explica Mariana.

Segundo ela, ferramentas baseadas em algoritmos já são capazes de sugerir os melhores destinos para exportações, calcular custos logísticos de forma dinâmica e prever barreiras regulatórias que poderiam comprometer uma operação internacional.

O uso do Big Data, por sua vez, amplia o alcance estratégico das empresas. “Ao cruzar informações de múltiplas fontes, é possível descobrir novos nichos, ajustar preços de forma competitiva e monitorar, em tempo real, as movimentações dos concorrentes”, destaca. Essa visão macro fortalece o planejamento e reduz a incerteza nas decisões comerciais.

No entanto, Mariana faz um alerta: “Para extrair valor real dessas tecnologias, é fundamental que o conhecimento técnico em comércio exterior caminhe junto com a habilidade de lidar com sistemas e plataformas digitais”. Para ela, a qualificação da equipe se torna tão importante quanto a própria tecnologia.

À frente da consultoria Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem tecnologia de ponta e expertise técnica para transformar dados em decisões estratégicas. Seu trabalho está voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, com foco em inteligência comercial, compliance aduaneiro e estruturação tributária orientada por dados.

Multilíngue — com fluência em seis idiomas —, ela também se destaca pela atuação em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais. Reconhecida por sua mentalidade visionária, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional.

Para ela, o recado é claro: “Adotar soluções baseadas em IA e Big Data não é mais uma vantagem competitiva — é uma exigência do mercado atual. Empresas que desejam crescer, inovar e se manter relevantes no cenário internacional devem enxergar essas tecnologias como aliadas estratégicas para aumentar sua inteligência comercial e acelerar sua inserção global com segurança e assertividade.”

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Comércio Exterior, Tecnologia

Como a tecnologia está redefinindo o comércio exterior: da digitalização aduaneira à inteligência artificial

A transformação digital no comércio exterior já não é mais apenas uma vantagem competitiva — é um requisito para sobreviver e prosperar no mercado internacional. Tecnologias como Big Data, inteligência artificial, blockchain e automação estão remodelando processos, otimizando custos e ampliando as possibilidades de atuação global para empresas de todos os portes. Entender como essas ferramentas impactam o setor é essencial para quem deseja manter relevância em um cenário cada vez mais dinâmico e tecnológico.

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos. À frente da Exon Trade Business Intelligence, lidera projetos de consultoria que unem expertise técnica com tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para transformar dados em decisões estratégicas e impulsionar a performance internacional de seus clientes.

Seu trabalho é voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, integrando análises de mercado, compliance aduaneiro, estruturação tributária e inteligência comercial orientada por dados. Com domínio de seis idiomas — inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português —, Mariana atua com fluidez em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais.

Reconhecida por sua mentalidade visionária e por antecipar tendências, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional, transformando desafios logísticos e comerciais em oportunidades reais de crescimento. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

De que forma a tecnologia tem transformado a operação das empresas no comércio exterior?

Mariana – A tecnologia tem revolucionado o comércio exterior ao automatizar processos, reduzir erros operacionais e aumentar a eficiência logística e aduaneira. Sistemas de gestão integrada (ERP), plataformas de despacho digital, inteligência artificial para classificação fiscal, rastreamento via IoT e digitalização de documentos permitem que uma exportação ou importação que antes levava semanas, hoje seja conduzida com mais agilidade e segurança. O tempo que antes era consumido por trâmites manuais é agora redirecionado para estratégias de expansão e relacionamento comercial.

Como o uso de Big Data pode influenciar a tomada de decisão no comércio internacional?

Mariana – O Big Data é um divisor de águas. Através dele, é possível mapear o comportamento de compra global, identificar tendências emergentes, analisar volumes, preços praticados por concorrentes, rotas logísticas mais econômicas e padrões alfandegários por país. As empresas que conseguem transformar dados em inteligência competitiva têm uma vantagem enorme: negociam melhor, alocam recursos de forma mais estratégica e entram em mercados com maior taxa de sucesso. A tecnologia de dados virou um verdadeiro radar comercial.

De que maneira a inteligência artificial pode apoiar a competitividade de empresas exportadoras?

Mariana – A inteligência artificial atua desde a previsão de demanda até a otimização fiscal e logística. Algoritmos podem recomendar mercados com maior probabilidade de sucesso para um produto específico, simular cenários com base em variações cambiais e sugerir ajustes na precificação para manter margens de lucro em mercados voláteis. Além disso, chatbots multilíngues, motores de recomendação e análise automatizada de contratos internacionais são aplicações reais que trazem ganho de escala e excelência operacional.

Como a digitalização dos processos aduaneiros tem impactado o setor de comércio exterior?

Mariana – A digitalização trouxe um ganho incalculável de tempo e transparência. Plataformas como o Portal Único do Comércio Exterior, junto a certificados digitais, blockchain para rastreabilidade de origem e sistemas de compliance automatizado, permitem operações mais fluidas e menos sujeitas a penalidades. A burocracia, embora ainda presente, se tornou mais previsível e menos onerosa com a digitalização, permitindo que até empresas de menor porte ingressem com mais confiança no mercado global.

Quais tecnologias emergentes devem moldar o futuro do comércio internacional nos próximos anos?

Mariana – Tecnologias como blockchain para autenticação de documentos, gêmeos digitais para simulação logística, inteligência artificial para análise preditiva de mercado, e realidade aumentada para apresentações de produtos à distância estão no radar do comércio internacional. Além disso, plataformas de integração global que conectam fornecedores, distribuidores, agentes de carga e aduanas em tempo real tendem a formar uma nova arquitetura digital do comércio mundial, tornando o setor mais colaborativo, rastreável e escalável. O futuro do comércio exterior será tecnológico ou simplesmente não será competitivo.

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Inovação, Tecnologia

Com foco em IA, SC avalia instalação de data center de empresa chinesa

Governo de Santa Catarina avançou neste sábado, dia 21, nas negociações com a PowerChina, uma das maiores empresas globais de infraestrutura, energia e tecnologia.

A reunião teve como foco principal a possibilidade de instalação de um grande data center no estado, projeto que pode posicionar Santa Catarina na vanguarda da transformação digital e do avanço da Inteligência Artificial (IA) no Brasil.

Uma das cidades discutidas foi Lages. Isso porque o clima ameno favorece esse tipo de equipamento que necessita de resfriamento. 

“O mundo está vivendo uma revolução digital com a Inteligência Artificial, e Santa Catarina não vai ficar para trás. Queremos trazer para o Estado investimentos que nos coloquem como referência em tecnologia e inovação no Brasil”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Durante o encontro, a empresa apresentou sua estrutura internacional e destacou sua experiência em projetos de grande escala, com um portfólio global que ultrapassa 200 bilhões de dólares em contratos. Só no Brasil, a empresa já tem um projeto em andamento avaliado em 3,2 bilhões de dólares.

Além do Centro de Supercomputação, o diálogo incluiu a discussão sobre a ZPE de Imbituba, um modelo que permite benefícios fiscais e logísticos para empresas interessadas em investir no estado.

A reunião também abriu espaço para futuros investimentos em projetos de infraestrutura logística, como ferrovias, com destaque para iniciativas que melhorem o escoamento da produção catarinense.

A agenda integra a missão internacional do governo estadual, que nesta semana cumpre compromissos estratégicos na China para atrair investimentos e gerar oportunidades de emprego e desenvolvimento para os catarinenses.

Fonte: Economia SC

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Evento, Portos

InovaPortos 2025 atraiu mais de 700 pessoas em dois dias de evento sobre Transformação Digital e IA

Mais de 700 pessoas passaram pelo InovaPortos 2025 durante os dois dias de evento, realizado pelo Porto do Itaqui em parceria com o Sebrae Maranhão. A 6ª edição, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho no Multicenter Sebrae, reafirmou o evento como um dos principais fóruns de inovação portuária do país ao reunir especialistas, autoridades, startups e estudantes em torno de um tema central: como a inteligência artificial e a transformação digital estão moldando o presente e o futuro dos portos brasileiros.

“Finalizamos o evento com a sensação de dever cumprido. Além das principais autoridades portuárias do Brasil, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Antaq e das mais diversas empresas, nós conseguimos reunir diferentes atores da sociedade para falar de inovação, de tecnologia e de transformação digital nos portos. Foi histórico!”, destacou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Com uma programação intensa, o evento promoveu palestras, painéis temáticos, apresentações institucionais, estandes de empresas e até um torneio de robótica com a participação de alunos da rede pública e privada do Maranhão. A proposta foi clara: conectar diferentes gerações e setores em torno da inovação, desde a educação básica até os tomadores de decisão na gestão portuária.

Entre os destaques, estiveram nomes como Arthur Igreja, um dos principais palestrantes brasileiros na área de inovação e tecnologia, que marcou presença no primeiro dia de evento para falar sobre transformação digital com IA, os impactos na produtividade e os efeitos nas organizações ao longo do tempo.

IA, Porto 4.0 e robótica em foco 

No primeiro dia de programação, o Inova discutiu as tendências da IA na indústria e logística, com representantes da Transpetro, Vale, Eletrobras e ANTAQ. Houve ainda um painel direcionado a “Startups e Governo”, que discutiu o Marco Legal das Startups e a Lei do Bem, além do Torneio de Robótica, com participação de estudantes de escolas públicas e privadas do Maranhão.

Ao longo da tarde, a Caravana da Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) trouxe o diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do MPor, Tetsu Koike, seguido de painéis sobre o trabalho portuário na era 4.0, pitches de startups, inovação social e governança do ecossistema de inovação.

Durante sua fala, Koike ressaltou a importância de engajar agentes públicos e privados, fortalecer a cultura de inovação e buscar novas formas de financiamento contínuo. Ele também apresentou iniciativas do MPor como o Programa Navegue Simples e a Política de Sustentabilidade, que abrangem diversos modais logísticos. “O porto organizado é um bem público. Ele cumpre uma função essencial e estratégica para o Brasil”, comunicou.

Conexões 

Além das palestras e painéis, o Inova contou com estandes de várias empresas, pesquisadores, estudantes e do programa de Residência Portuária em Inovação do Itaqui. Todos apresentaram seus projetos e produtos inovadores a quem passou pelo evento.

O Torneio de Robótica foi outro diferencial do fórum ao envolver estudantes do ensino básico em projetos de tecnologia aplicada ao setor portuário. A professora Hellen Xavier, que veio de São Paulo para participar do evento, elogiou a iniciativa.

“Parabéns por terem trazido jovens para exporem seus projetos de robótica. Isso aproxima a academia do mercado de trabalho, inspira novas gerações e ajuda a trazer inovação, tecnologia e soluções.  Também parabenizo os organizadores, que convidaram profissionais de mercado para debater e trazer ideias em palestras que se complementaram”, destacou a professora.

Já o jovem pesquisador Davi Guimarães, que participa de uma pesquisa financiada pelo Porto do Itaqui sobre ROV Marinho, apresentou o modelo “Manta”, um veículo autônomo para batimetria no porto. “O InovaPortos foi uma oportunidade incrível para fazermos contatos com diversas empresas e de confirmar o nosso compromisso com a entrega do projeto”, destacou o pesquisador.

Evolução da Inovação no setor portuário 

Para Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), o InovaPortos cumpre um papel essencial. “Normalmente, as empresas e as entidades são um pouco conservadoras, chegam até a ter um pouco de medo de inovação. Então o Inova vem cobrir essa lacuna. Eu, sempre que posso, participo”, opinou.

Roberto Paveck, economista da autoridade Portuária de Santos, explicou que a sexta edição do InovaPortos representou um ponto de evolução da inovação no contexto portuário. “Participo desde a primeira edição do Inova e pude ver a evolução desse projeto no porto com grandes transformações ao longo dos anos”, comentou o economista.

Inovação com talentos locais 

O segundo e último dia de evento foi aberto com a palestra do Eduardo Peixoto, CEO do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), que compartilhou a jornada do Centro como catalisador de inovação aberta no Brasil.

Em seguida, houve as apresentações dos painéis sobre Port Community System (PCS) e a gestão portuária baseada em dados; Smart Ports, com foco em IA, IoT e automação; Inovações na indústria e logística, com cases do Grupo Mateus, Suzano e CLI e Hubs de inovação. Para finalizar, o evento trouxe cases de sucesso em portos brasileiros, com experiências de Itapoá, Santos, Suape e Itaqui.

Sobre o Porto do Itaqui, o gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação, Gabriel Mateucci Cassia, apresentou um panorama das principais iniciativas inovadoras em andamento, com destaque para o Programa de Residência Portuária em Inovação. Pioneiro no Brasil, o programa reúne jovens talentos maranhenses para atuarem diretamente em desafios reais do setor logístico-portuário, desenvolvendo soluções práticas e estratégicas para a modernização e a eficiência das operações no porto.

“A missão do nosso programa é contribuir com a transformação do Maranhão em um hub de conhecimento do setor portuário. E a gente faz isso a partir da formação da mão de obra local e oferecendo, à população maranhense, a possibilidade de se integrar ao nosso complexo portuário”, enfatizou.

Prêmio Porto do Itaqui 

O InovaPortos foi encerrado em clima de celebração com a entrega do Prêmio Porto do Itaqui, que homenageou iniciativas maranhenses de destaque em sete categorias.  Os vencedores que conquistaram o primeiro lugar foram:

  • Produção Acadêmica
    Alexsandro Sousa Brito (UFMA)
    Estudo sobre a atividade portuária e o emprego no Maranhão.
  • Jornalismo
    Linda Rafaelly Rodrigues dos Santos (TV UFMA)
    Reportagem sobre o protagonismo feminino na logística portuária.
  • Redação
    Isadora Correa Nogueira (CEMAT)
    Texto sobre privacidade de dados na era digital.
  • Empresa Inovadora
    Gabriela Colonhese (Ultracargo)
    Projeto de inspeção e limpeza robotizada de tanques.
  • Robótica
    IEMA Itaqui-Bacanga
    Projeto “WearSafe: Tecnologia Assistiva e IoT do Porto do Itaqui”.
  • Hackathon do Complexo Portuário Maranhense
    Equipe 19, liderada por Maria Eduarda Rezzo
    Solução voltada à inovação em Equipamentos de Proteção Individual para trabalhadores portuários.

A lista completa dos vencedores de todas as categorias está disponível em: https://www.fapema.br/edital-fapema-emap-no-07-2025/ .

Você pode assistir a programação completa do InovaPortos pelo canal do YouTube do Porto do Itaqui: https://www.youtube.com/watch?v=tvIMdFUI910 .

Fonte: Informativo dos Portos

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