Comércio Exterior

SIGRAWEB revoluciona o comércio exterior com automação e inteligência artificial no despacho aduaneiro

A transformação digital do comércio exterior brasileiro avança de forma consistente, impulsionada pela automação de processos, pela integração de sistemas e pelo uso crescente de inteligência artificial (IA). Nesse cenário, a Sigraweb se consolida como uma plataforma de referência em tecnologia para despacho aduaneiro, oferecendo soluções que automatizam e integram operações como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI, tornando os processos mais rápidos, precisos e seguros.

Agora, a empresa passa a integrar o grupo de parceiros do ReConecta News, fortalecendo o ecossistema de informação, inovação e inteligência aplicada ao comex, à logística e às aduanas.

O que é a Sigraweb e como surgiu

A SigraWeb é uma plataforma tecnológica especializada na automação do desembaraço aduaneiro, desenvolvida para atender principalmente despachantes aduaneiros, com foco na integração entre sistemas governamentais, redução de tarefas manuais e aumento da segurança operacional.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa nasceu a partir da vivência prática no setor e da identificação de gargalos operacionais ainda comuns no final dos anos 2000. “A Sigraweb surgiu de uma necessidade que a gente enxergou em 2009, quando os sistemas não tinham integração, eram bem arcaicos, tela preta muitas vezes.”

A proposta foi criar uma solução mais moderna, capaz de se conectar diretamente aos órgãos oficiais e simplificar o dia a dia das operações. “A gente viu a oportunidade de trazer uma ferramenta mais moderna, que pudesse ter uma integração com todos os órgãos, todos os sites governamentais para trazer celeridade e segurança no processo.”

Inicialmente desenvolvida para uso interno em uma comissária de despachos, a plataforma evoluiu de forma orgânica até ganhar escala comercial. “Fizemos um software para uma comissária e aos poucos outras foram descobrindo e começamos a ver o potencial comercial.”

Quais serviços e soluções a Sigraweb oferece

A SigraWeb oferece um ecossistema de soluções digitais para o despacho aduaneiro, com foco em automação, integração e inteligência de dados, entre elas:

  • Automação de processos aduaneiros como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI.
  • Leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos por meio de inteligência artificial.
  • Integração com sistemas governamentais, como SISCOMEX, Portal Único, Siscarga e Marinha Mercante.
  • Redução de erros operacionais e retrabalho, minimizando a manipulação manual de dados.
  • Aumento do controle e do gerenciamento de riscos nas operações de comércio exterior.
  • Otimização do tempo do analista, permitindo foco em atividades estratégicas
  • Módulo Financeiro 100% integrado, com operação completa que vai desde o lançamento e controle de custos, até a conciliação bancária e faturamento automatizado.

Essas soluções atendem principalmente despachantes aduaneiros, mas também podem ser utilizadas por importadores, de acordo com os produtos contratados.

Automação e inteligência artificial aplicadas ao despacho aduaneiro

Um dos principais diferenciais da Sigraweb é o uso intensivo de inteligência artificial no comércio exterior, aplicada diretamente à rotina operacional do despacho.

De acordo com Rodrigo de Souza Araújo, Head de Produtos, o objetivo central da tecnologia é transformar a forma como o trabalho é executado. “Nosso principal objetivo é fazer com que o analista foque no essencial.”

Com o avanço da IA, a plataforma é capaz de interpretar documentos e automatizar o preenchimento de dados com alto grau de precisão. “Com a evolução da IA somos capazes de ler, interpretar e preencher dados com até 95% de eficiência garantindo uma maior agilidade e precisão do processo.”

O resultado é uma operação mais ágil, com menos erros, menos retrabalho e maior produtividade.

Integração com sistemas governamentais e redução de riscos

A integração com sistemas oficiais é um dos pilares da Sigraweb. A plataforma conecta-se a bases governamentais estratégicas, garantindo fluidez, confiabilidade e rastreabilidade das informações. Essa abordagem reduz significativamente a intervenção manual nos processos e fortalece o controle operacional.  “Nosso foco é automação, nossas soluções têm como objetivo a integração entre sistemas. Isso permite minimizar manipulação de dados, por consequência disso uma maior assertividade, além do controle e do gerenciamento de risco da operação,” explica Rodrigo.

Estrutura da empresa e perfil dos clientes

Com sede em Curitiba (PR), a Sigraweb conta atualmente com 21 colaboradores, atuando em modelo híbrido e remoto. A empresa adota uma cultura organizacional voltada à flexibilidade, produtividade e qualidade de vida. “Fornecemos um ambiente flexível, com qualidade de vida e foco na produtividade, isso é cultura da empresa”, afirma Lucas.

O principal público da plataforma são os despachantes aduaneiros, público para o qual as soluções foram originalmente concebidas. “Nosso perfil de cliente são os despachantes aduaneiros, porque nosso foco é atuar no desembaraço aduaneiro.”

Desafios técnicos e inovação contínua

O desenvolvimento de integrações com sistemas oficiais sempre representou um desafio técnico relevante. Para Erick Brandão de Castro, Head de Desenvolvimento, esse cenário evoluiu ao longo dos anos. “Hoje é curioso que há alguns anos atrás, nosso maior desafio era a falta de APIs e estrutura que nos permitissem integrar de forma fácil, nos tomando muito tempo com o desenvolvimento de robôs e leituras de telas para captura dos dados. Enquanto hoje, com os sistemas mais abertos e APIs disponíveis, nosso desafio está em sempre estar acompanhando esses avanços para entregar aos nossos clientes cada vez mais agilidade”, explica.

Mesmo diante de limitações técnicas impostas por sistemas externos, a empresa mantém o foco em soluções que gerem valor real ao usuário. “A gente busca sempre desenvolver soluções que façam sentido para o cliente.”

E aposta na diferenciação tecnológica como estratégia permanente. “Sempre trabalhamos com o objetivo de adicionar uma camada a mais na integração, um diferencial.”

Sigraweb e ReConecta News: parceria para impulsionar a inovação no Comex

A chegada da Sigraweb como nova parceira do ReConecta News reforça o compromisso do portal em conectar o mercado às principais tendências em tecnologia para comércio exterior, automação aduaneira e inteligência artificial aplicada ao Comex.

A parceria amplia o debate sobre eficiência operacional, gestão de riscos e transformação digital, contribuindo para um ecossistema mais integrado, moderno e competitivo no comércio exterior brasileiro.

SAIBA MAIS EM https://sigraweb.com/ 

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Tecnologia

Inteligência Artificial aproxima empresas do Brasil e da China em busca de parcerias estratégicas

Empresas brasileiras e chinesas avançaram nas negociações para parcerias em Inteligência Artificial (IA) durante encontro realizado na semana passada, na sede do Serpro, em Brasília. A iniciativa foi articulada de forma conjunta pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Casa Civil da Presidência da República.

O diálogo ocorre no contexto da implementação de políticas públicas voltadas à soberania tecnológica, com foco no desenvolvimento e uso estratégico da IA no Brasil, a partir de um acordo de cooperação bilateral firmado entre os dois países.

Cooperação Brasil–China em IA ganha continuidade

Batizado de China-Brazil Application Cooperation Centre on Artificial Intelligence, o encontro deu sequência às tratativas iniciadas em 2024, durante a presidência brasileira do BRICS. A proposta é criar um ambiente permanente de cooperação para o desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, com benefícios mútuos e fortalecimento das capacidades nacionais.

Durante o evento, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou que o Brasil busca parcerias estratégicas capazes de impulsionar tecnologias ligadas à indústria 4.0, alinhadas às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), com destaque para a Missão 4 – Transformação Digital.

“Essas parcerias são fundamentais, desde que tragam ganhos concretos para o país”, afirmou.

Datacenters e sustentabilidade entram na agenda

O secretário também destacou a importância do programa Redata, voltado à instalação de datacenters no Brasil, com critérios de sustentabilidade, eficiência energética e estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais, fortalecendo a infraestrutura necessária para aplicações avançadas de IA.

Infraestrutura e modelos de IA no centro dos debates

As discussões do encontro se concentraram em dois eixos principais: infraestrutura computacional em Inteligência Artificial e modelos de IA. Empresas chinesas presentes, reconhecidas por estarem na vanguarda tecnológica global, apresentaram soluções com potencial de aplicação no mercado brasileiro.

As oportunidades mapeadas envolvem desde infraestrutura tecnológica e conectividade, até soluções de IA para eficiência operacional, melhoria de serviços e uso, gestão e compartilhamento de dados, incluindo o desenvolvimento de espaços de dados.

Rodadas de negócios reúnem grandes empresas

Participaram das rodadas de debates e negócios empresas como Huawei, iFlytek, Petrobras, Magalu, Ceia, Cimatec, Widelabs, CPQD, Eldorado, Positivo e SoberanIA, reforçando o interesse do setor produtivo em ampliar a cooperação internacional em tecnologias de Inteligência Artificial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Internacional

Boom dos semicondutores pode levar vendas globais de chips a US$ 1 trilhão em 2026

O mercado global de semicondutores vive um dos seus momentos mais aquecidos da história e pode atingir um marco inédito nos próximos anos. As vendas de chips, microprocessadores e semicondutores têm potencial para alcançar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionadas principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação de alto desempenho.

Crescimento acelerado do mercado de chips

De acordo com estimativas da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das empresas do setor nos Estados Unidos, o desempenho recente do mercado reforça essa tendência de alta.

Em 2025, as vendas globais de chips somaram US$ 791,7 bilhões (cerca de R$ 4,14 trilhões), registrando um crescimento expressivo de 25,6% em comparação com 2024. A projeção é de que esse ritmo se mantenha ou até se intensifique ao longo de 2026.

Chips de computação avançada lideram o avanço

Os chips de computação avançada foram o segmento com maior expansão no último ano. Fabricados por gigantes da tecnologia como Nvidia, AMD e Intel, esses semicondutores registraram alta de 39,9% nas vendas em 2025, movimentando aproximadamente US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

A forte demanda está diretamente relacionada ao crescimento de aplicações em inteligência artificial, data centers e processamento de alto desempenho.

Memórias também ganham destaque com a IA

Na sequência, o mercado de chips de memória apresentou o segundo maior crescimento do setor. Os preços desses componentes vêm subindo de forma significativa, impulsionados pela escassez de oferta e pelo aumento dos investimentos em projetos de IA.

As vendas de semicondutores de memória avançaram 34,8%, alcançando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão), consolidando o segmento como um dos pilares da atual expansão da indústria.

Perspectivas para 2026

Com a combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por IA, digitalização acelerada e investimentos em infraestrutura computacional, a expectativa do setor é que o mercado global de semicondutores continue em trajetória ascendente, aproximando-se do patamar histórico de US$ 1 trilhão em vendas anuais já em 2026.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES / Allisonsales/picture alliance via Getty Images

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Tecnologia

Robôs com inteligência artificial reforçam fiscalização de trânsito na China

Tecnologia transforma o policiamento urbano em cidades chinesas
Cidades da China começaram a testar robôs humanoides com inteligência artificial em atividades de orientação de pedestres e fiscalização de trânsito, em uma iniciativa que sinaliza mudanças no modelo de policiamento urbano. A experiência foi divulgada pela agência estatal Xinhua, que apelidou os novos equipamentos de “Robocop do trânsito”.

Robô humanoide atua em cruzamentos movimentados
Na cidade de Wuhu, na província de Anhui, um robô identificado como Intelligent Police Unit R001 já opera em cruzamentos de grande fluxo. Equipado com câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual baseados em IA, o humanoide consegue identificar infrações cometidas por pedestres, ciclistas e veículos não motorizados. O equipamento emite alertas sonoros e realiza gestos sincronizados com os semáforos, auxiliando na organização do tráfego.

IA permite monitoramento autônomo e em tempo real
Com o uso de algoritmos avançados de processamento de dados, o robô realiza a identificação automática de infrações, pode se deslocar para diferentes pontos da cidade, detectar estacionamentos irregulares e acompanhar o trânsito em tempo real. O sistema foi desenvolvido pela empresa AiMOGA Robotics e utiliza os chamados large models, capazes de analisar grandes volumes de dados visuais de forma contínua.

Segundo a fabricante, a tecnologia foi projetada para operar 24 horas por dia, sem interrupções, ampliando a capacidade de vigilância urbana.

Cães-robôs e plataformas autônomas ampliam os testes
Além dos humanoides, cidades como Chengdu e Hangzhou também testam cães-robôs e plataformas sobre rodas. Esses dispositivos são utilizados em patrulhamento, monitoramento remoto e apoio logístico, especialmente em áreas de difícil acesso. As máquinas conseguem transmitir imagens ao vivo e executar tarefas de forma autônoma ou supervisionada.

Estratégia nacional aposta na “inteligência incorporada”
A adoção dessas tecnologias faz parte da estratégia chinesa de desenvolvimento da chamada inteligência incorporada, que integra inteligência artificial, robótica e sistemas físicos. Projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China indicam que o mercado do setor pode alcançar 400 bilhões de yuans até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035.

Debate sobre privacidade e limites da automação
Especialistas destacam que, apesar dos ganhos em eficiência operacional e coleta de dados, o uso de robôs na segurança pública levanta discussões sobre privacidade, governança de dados e os limites da automação no policiamento. Por enquanto, as autoridades chinesas afirmam que os robôs atuam como ferramentas de apoio, sem substituir policiais humanos.

A tendência aponta para um cenário em que algoritmos, sensores e robôs devem dividir cada vez mais espaço com agentes fardados nas ruas, redefinindo o futuro do controle urbano.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Divulgação

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Informação

Davos 2026: o que esperar do Fórum Econômico Mundial e por que o encontro é decisivo para líderes globais

O encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, tem início nesta segunda-feira (19) e volta a reunir representantes de mais de 100 governos, executivos de grandes empresas, formuladores de políticas públicas e lideranças da mídia internacional. Há mais de cinco décadas, o evento se consolidou como um dos principais espaços de debate sobre os rumos da economia global.

Ao longo dos anos, os painéis e discussões do fórum passaram a antecipar transformações que impactam gerações, o mercado de trabalho e a dinâmica dos negócios. Em 2026, temas como inteligência artificial, transição energética e crescimento sustentável ocupam o centro da agenda e devem influenciar decisões que vão além do curto prazo.

Por que Davos 2026 vai além das manchetes

As discussões realizadas em Davos frequentemente servem de base para políticas públicas, estratégias corporativas e acordos internacionais. Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas, o fórum surge como um termômetro das prioridades globais.

Entre os pontos de atenção deste ano está o avanço acelerado da IA, que evolui em ritmo superior ao da criação de marcos regulatórios. Paralelamente, o mercado de trabalho global passa por uma reconfiguração profunda, com funções sendo redefinidas e uma valorização crescente de certificações e habilidades práticas, em detrimento de diplomas tradicionais.

Os temas centrais do Fórum Econômico Mundial

Segundo o próprio Fórum Econômico Mundial, cinco grandes eixos devem orientar os debates em Davos 2026:

Cooperação em um mundo cada vez mais fragmentado
Geração de novas fontes de crescimento econômico
Investimento contínuo em pessoas e talentos
Implementação da inovação em escala e com responsabilidade
Desenvolvimento econômico respeitando os limites do planeta

Entre esses tópicos, dois ganham destaque especial: investir nas pessoas e implementar a inovação de forma responsável.

IA responsável e o futuro do trabalho

A discussão sobre IA responsável vai além de questões técnicas ou de segurança. Um dos focos centrais é entender como a tecnologia pode coexistir com a geração de empregos e a proteção da força de trabalho.

O Fórum Econômico Mundial projeta que cerca de 800 milhões de jovens entrarão no mercado de trabalho na próxima década. Para absorver esse contingente, a criação de empregos precisará se acelerar, especialmente em áreas ainda inexistentes ou em fase inicial de desenvolvimento.

Estudos da entidade indicam que 22% dos empregos atuais devem mudar nos próximos cinco anos, impulsionados principalmente pela adoção da inteligência artificial. Nesse contexto, investir em requalificação profissional (upskilling) e preparar profissionais para funções emergentes torna-se essencial.

Entre as propostas que podem ganhar força em Davos estão iniciativas de apoio a pequenos negócios, programas estruturados de capacitação para jovens e a inclusão de competências ligadas à IA responsável nos currículos educacionais.

Onde surgirão os novos empregos

Apesar da previsão de extinção de cerca de 92 milhões de postos de trabalho até 2030, o Fórum Econômico Mundial estima a criação de aproximadamente 170 milhões de novas funções, resultando em um saldo positivo no emprego global.

O desafio, no entanto, está em alinhar oferta e demanda por talentos. Sem políticas eficazes de capacitação, o risco é enfrentar demissões em massa ao mesmo tempo em que empresas sofrem com a escassez de profissionais qualificados.

Os debates devem abordar quais setores concentrarão essas novas oportunidades, como cargos tradicionais serão reformulados pela IA e quais regiões do mundo terão maior demanda por determinados perfis profissionais.

Governança da IA e os riscos da “IA sombra”

Outro ponto sensível da agenda é a governança da inteligência artificial. Embora governos e empresas tenham avançado em diretrizes e regulações, ainda há um descompasso entre a adoção acelerada da tecnologia e a implementação de controles eficazes.

A chamada “IA sombra”, caracterizada pelo uso de ferramentas não autorizadas dentro das empresas, já é vista como um risco relevante. Pesquisas indicam que uma parcela significativa das organizações pode sofrer falhas de segurança associadas a esse tipo de prática, muitas vezes sem sequer ter consciência do problema.

Estudos recentes mostram que a maioria dos líderes empresariais demonstra preocupação com o uso de soluções externas de IA sem validação dos departamentos de tecnologia, o que reforça a necessidade de regras claras e alinhamento estratégico.

Um chamado à responsabilidade de longo prazo

Davos 2026 reforça a urgência de equilibrar inovação, responsabilidade e proteção da força de trabalho. Mais do que acompanhar tendências, o encontro convida líderes a repensarem estratégias de talentos, modelos de negócio e a resiliência das organizações diante de transformações cada vez mais rápidas.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: makasana/Getty Images

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Negócios

Elon Musk pede até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft por supostos ganhos indevidos

O empresário Elon Musk ingressou com um pedido judicial para receber até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft, alegando que ambas teriam obtido ganhos indevidos a partir de sua participação inicial na criação da startup de inteligência artificial. A informação consta em um processo protocolado na sexta-feira em tribunal federal.

Valores estimados e participação de Musk

Segundo o documento, a OpenAI teria acumulado entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões em valor econômico decorrente das contribuições de Musk desde 2015, quando ele atuou como cofundador da empresa. Já a Microsoft, parceira estratégica da OpenAI, teria se beneficiado em uma faixa estimada entre US$ 13,3 bilhões e US$ 25,1 bilhões.

Reação das empresas envolvidas

Procuradas, OpenAI e Microsoft não se manifestaram imediatamente fora do horário comercial. Em declarações anteriores, a OpenAI classificou a ação como “sem fundamento”, afirmando que se trata de uma campanha de assédio judicial promovida por Musk. A Microsoft, por sua vez, sustenta que não há evidências de que tenha “auxiliado ou instigado” qualquer irregularidade por parte da startup.

As duas empresas também apresentaram contestação formal aos pedidos de indenização em um processo separado, protocolado na mesma data.

Disputa sobre a missão da OpenAI

Musk deixou a OpenAI em 2018 e atualmente lidera a xAI, empresa responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto do ChatGPT. Na ação, ele afirma que a OpenAI teria descumprido sua missão original sem fins lucrativos ao promover uma reestruturação que abriu espaço para operações com foco comercial.

Julgamento será decidido por júri

Neste mês, um juiz de Oakland, na Califórnia, determinou que o caso será analisado por um júri. A previsão é que o julgamento tenha início em abril, ampliando uma disputa que já se tornou um dos principais embates judiciais do setor de tecnologia e inteligência artificial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Tecnologia

IA no refino de terras raras do Brasil atrai parceria entre EUA e mineradora canadense

Os Estados Unidos e uma empresa canadense deram um novo passo estratégico para o desenvolvimento do refino de terras raras do Brasil. A mineradora Aclara Resources firmou um acordo de pesquisa e desenvolvimento com um laboratório nacional ligado ao Departamento de Energia dos EUA para aplicar inteligência artificial (IA) na separação de terras raras pesadas.

O anúncio foi divulgado pela companhia por meio de fato relevante ao mercado. Os estudos serão conduzidos no Argonne National Laboratory, um dos principais centros de pesquisa do governo norte-americano.

Como a inteligência artificial será aplicada

A iniciativa tem como foco aumentar a eficiência industrial e reduzir incertezas operacionais. A tecnologia empregada cria uma representação virtual da planta industrial, baseada em dados reais, modelos matemáticos e algoritmos de IA aplicada à mineração.

Com isso, será possível:

  • Simular o comportamento da operação;
  • Testar diferentes cenários produtivos;
  • Antecipar falhas antes da implementação física.

Esse modelo reduz riscos técnicos, otimiza custos e é especialmente relevante em minerais críticos, como as terras raras, cujos processos químicos são altamente sensíveis à variação do minério.

Ganhos operacionais no refino de terras raras

Segundo a empresa, o uso de inteligência artificial no refino contribui para:

  • Elevar as taxas de recuperação dos minerais;
  • Melhorar a eficiência da separação química;
  • Acelerar a transição de plantas-piloto para escala industrial.

Esses avanços são considerados estratégicos em um mercado global cada vez mais competitivo e concentrado.

Projeto Carina fortalece presença no Brasil

A Aclara é responsável pelo Projeto Carina, localizado em Nova Roma (GO), que já conta com financiamento do governo dos EUA por meio da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), agência que apoia investimentos estratégicos em países em desenvolvimento.

O empreendimento adota o modelo de argilas de adsorção iônica, no qual os elementos de terras raras estão adsorvidos na argila, e não em rochas duras — um tipo de depósito raro fora da China.

Esse modelo geológico permite:

  • Menor risco ambiental;
  • Custos operacionais reduzidos;
  • Processos de extração mais simples, sem perfuração profunda, detonações ou britagem pesada.

Planta piloto e cadeia produtiva internacional

Em abril de 2025, a empresa inaugurou uma planta piloto de terras raras pesadas em Aparecida de Goiânia. A unidade tem como principais produtos o disprósio e o térbio, além de outras terras raras leves e pesadas concentradas na forma de carbonato de terras raras.

Essa etapa é intermediária da cadeia produtiva. O material produzido no Brasil será enviado para uma planta da empresa nos Estados Unidos, onde passará pelo refino químico final até se transformar em óxidos de terras raras, produto comercial utilizado pela indústria.

Os óxidos são insumos essenciais para:

  • Veículos elétricos;
  • Turbinas eólicas;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Sistemas de defesa.

Perspectivas de longo prazo

De acordo com a Aclara, o Projeto Carina tem início de operações previsto para 2028, com vida útil estimada em 18 anos. Além do Brasil, a mineradora também mantém ativos no Chile, ampliando sua presença na América do Sul.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Tecnologia

Vendas de robôs humanoides disparam 480% e consolidam a China como líder global

Mercado de robôs humanoides cresce em ritmo acelerado
As vendas globais de robôs humanoides registraram um avanço expressivo em 2025. De acordo com levantamento da consultoria Omdia, as remessas quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, superando a marca de 13 mil unidades enviadas. Apesar do salto de quase 480%, o segmento ainda representa uma fatia reduzida dentro do amplo mercado de tecnologia.

O dado que mais chama atenção é a forte concentração desse crescimento em um único país: a China.

China domina produção e escala global
A indústria chinesa respondeu pela maior parte dos robôs humanoides comercializados no período. Empresas do país ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking mundial, enquanto concorrentes dos Estados Unidos tiveram participação limitada em volume.

Gigantes e startups chinesas se beneficiaram de uma combinação de escala industrial, rapidez na comercialização e apoio estratégico, fatores que vêm ampliando a distância em relação a outros mercados.

AgiBot e Unitree lideram envios globais
A liderança ficou com a AgiBot, startup sediada em Xangai, que enviou 5.168 unidades em 2025, o equivalente a cerca de 38% do mercado global. Em seguida aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, com aproximadamente 4.200 robôs entregues, o que representa 32% de participação.

A terceira colocação foi ocupada pela UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil unidades. Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completam o grupo de destaque e reforçam a vantagem competitiva do país.

Projeção aponta milhões de robôs até 2035
Segundo a Omdia, o crescimento atual é apenas o início. A consultoria projeta que as remessas anuais de robôs humanoides possam atingir 2,6 milhões de unidades até 2035, impulsionadas pela expansão industrial e pela redução de custos.

Analistas destacam que fornecedores chineses já estão estabelecendo novos padrões de produção em larga escala, com capacidade de envio de milhares de unidades em períodos curtos.

Desempenho modesto das empresas americanas
Enquanto a China avança rapidamente, empresas dos Estados Unidos ainda operam em volumes reduzidos. A Tesla, por exemplo, enviou cerca de 150 unidades do seu robô humanoide, o que representa aproximadamente 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics registraram números semelhantes.

A diferença reflete não apenas o estágio de desenvolvimento, mas também o ambiente industrial e regulatório de cada país.

Política industrial e IA impulsionam vantagem chinesa
Especialistas apontam que a liderança chinesa está ligada a políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial preparada para escalar rapidamente. A chamada inteligência incorporada, área da inteligência artificial aplicada a sistemas físicos, foi classificada pelo governo chinês como estratégica.

Esse enquadramento acelerou pesquisas, atraiu capital e estimulou a produção comercial em larga escala.

Preço competitivo amplia alcance dos fabricantes
Outro fator decisivo é o custo. A Unitree oferece modelos básicos de robôs humanoides por cerca de US$ 6 mil, enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil. Em contraste, estimativas indicam que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil, ainda sem produção massiva.

A diferença de preços favorece a adoção mais rápida dos modelos chineses, especialmente em aplicações industriais e comerciais.

Mercado ainda está em fase inicial
Apesar do crescimento acelerado, a Omdia ressalta que o mercado de robôs humanoides permanece em estágio inicial. Os volumes atuais ainda são modestos, o que reforça o potencial de expansão ao longo das próximas décadas, à medida que tecnologia, escala e demanda avancem.

FONTE: Tecnoblog
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnoblog

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Tecnologia

China acelera digitalização da manufatura com IA, 5G e fábricas inteligentes

A China vem ampliando de forma acelerada a digitalização da manufatura, apostando em inteligência artificial (IA), redes 5G e fábricas inteligentes para modernizar suas linhas de produção. A estratégia busca elevar a eficiência operacional, reduzir custos e fortalecer a competitividade da indústria em escala global.

Empresas industriais têm adotado equipamentos autônomos, migrado dados para a computação em nuvem e estruturado clusters industriais inteligentes, promovendo maior integração entre tecnologia e produção.

Milhares de fábricas inteligentes já estão em operação

Dados oficiais indicam que, em 2025, o país já contava com mais de 7 mil fábricas inteligentes de nível avançado e mais de 500 classificadas como de nível excelente. O avanço também se reflete na conectividade industrial, com mais de 20 mil projetos de redes privadas 5G e cerca de 8 mil fábricas conectadas ao 5G.

O ecossistema industrial chinês reúne ainda mais de 600 mil pequenas e médias empresas inovadoras, 504 mil companhias de alta tecnologia, 140 mil PMEs especializadas e diferenciadas, além de 17,6 mil “pequenas gigantes” e 1.862 campeãs individuais da manufatura.

IA fortalece cadeias produtivas e inovação

Para Du Chuanzhong, diretor do Instituto de Economia Industrial da Universidade de Nankai, a integração da IA à manufatura eleva o nível de digitalização e amplia a resiliência das cadeias industriais e de suprimentos. Segundo ele, a tecnologia estimula novos modelos produtivos e contribui diretamente para o crescimento econômico.

Política pública acelera a indústria inteligente

O governo chinês lançou o documento “Opiniões sobre a Implementação da Ação Especial ‘Inteligência Artificial + Manufatura’”, que define duas frentes principais. A primeira prioriza a industrialização da inteligência, fortalecendo a oferta tecnológica. A segunda amplia o uso da IA nas fábricas, acelerando a inteligência da indústria.

O objetivo é consolidar o ecossistema industrial, integrar inovação científica e produtiva e promover um desenvolvimento inteligente, verde e integrado da manufatura.

Casos práticos mostram ganhos expressivos

Em Qingdao (Shandong), uma fábrica de equipamentos adotou AGVs, sistemas de inspeção visual por IA e sensores em tempo real. O índice de precisão na identificação de defeitos chegou a 99,7%, enquanto a manutenção preditiva antecipa falhas com até 72 horas, elevando a eficiência global dos equipamentos para mais de 85%.

Já em Mianyang (Sichuan), um parque de manufatura inteligente de robôs opera veículos autônomos sob um sistema integrado de “um cérebro, múltiplos controles”, reduzindo custos e melhorando a gestão. A plataforma em nuvem desenvolvida localmente conecta drones, robôs quadrúpedes e equipamentos autônomos.

Digitalização melhora produtividade e reduz desperdícios

Em Shenyang (Liaoning), uma fabricante de equipamentos passou a utilizar guindastes automatizados, máquinas CNC e painéis digitais de monitoramento. Após a transformação digital, a eficiência no processamento de componentes centrais aumentou 28,2%, além da economia anual de 1,9 milhão de desenhos técnicos.

Em Nanjing (Jiangsu), uma empresa de equipamentos de comunicação sem fio implementou AGVs, braços robóticos com câmeras de IA e redes privadas 5G. O sistema elevou a eficiência produtiva em 42% e reduziu a taxa de defeitos em 47%, apoiando mais de mil empresas dos setores eletrônico, mineral e siderúrgico.

Manufatura digital amplia serviços e modelos de negócio

Segundo Yang Gangqiang, professor associado da Universidade de Wuhan, a digitalização expande a manufatura para o setor de serviços inteligentes, com modelos baseados em plataformas digitais e soluções modulares, especialmente voltadas às PMEs.

Desafios incluem custos e formação de talentos

Apesar dos avanços, Du Chuanzhong alerta que os investimentos iniciais podem pressionar o caixa das pequenas e médias empresas. Ele defende subsídios governamentais, fundos específicos para digitalização, fortalecimento do ecossistema de serviços e a formação de profissionais que combinem conhecimento tecnológico, gestão e operação industrial.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Tecnologia

Varejistas brasileiros vão a Nova York para explorar o uso da inteligência artificial nas lojas

Em um ano marcado por instabilidade política global, com eleições presidenciais e legislativas influenciando o comportamento do consumidor, o varejo busca respostas para manter o crescimento. A aposta está no uso estratégico da inteligência artificial no varejo, tecnologia que promete aumentar a eficiência operacional e transformar a experiência de compra.

NRF 2026 reúne líderes globais do varejo em Nova York

Teve início neste domingo (11), em Nova York, a NRF 2026: Retail’s Big Show, maior feira mundial do setor. O Brasil volta a liderar entre as delegações estrangeiras, com cerca de 2,5 mil inscritos, o mesmo número do ano passado, em um público total estimado em 40 mil participantes.

Pela primeira vez desde a criação do evento, organizado pela National Retail Federation desde 1911, a programação conta com um palco exclusivo dedicado à inteligência artificial, sinalizando um esforço para levar a tecnologia do discurso conceitual para aplicações práticas no dia a dia das empresas.

Adoção de IA ainda enfrenta desafios de escala

Apesar do entusiasmo, os dados apresentados indicam cautela. Em painel realizado no domingo, a consultoria Impact Analytics mostrou que 90% dos projetos de IA no varejo ainda não obtiveram sucesso por não terem alcançado escala. Por outro lado, as iniciativas bem-sucedidas apresentam retorno expressivo: US$ 3,50 para cada US$ 1 investido.

Outro destaque foi a participação conjunta, inédita, do CEO do Walmart nos Estados Unidos, John Furner, e do CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reforçando a centralidade do tema na agenda das grandes corporações.

Inteligência artificial aplicada à operação e ao consumidor

Ao longo do evento, que segue até o dia 13, mais de 350 palestrantes discutirão temas como o futuro dos supermercados, mudanças geracionais no consumo e estudos de caso de grandes marcas. No campo da IA aplicada ao varejo, os projetos vão desde gestão de estoques e previsão de demanda até agentes virtuais no relacionamento com clientes.

Participam desse movimento redes brasileiras como C&A e Magazine Luiza, além de gigantes internacionais como Amazon, Shopee e Temu. Ainda assim, a maioria das empresas avança de forma gradual, priorizando testes controlados.

“Não se trata de inserir agentes de inteligência artificial em todos os processos de uma vez. Existem questões de segurança, compliance e governança que precisam ser resolvidas”, afirma Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, que lidera uma comitiva de 60 CEOs brasileiros no evento.

Brasil avança, mas ainda corre atrás

Executivos brasileiros presentes em Nova York avaliam que o país acelerou a implementação de soluções de inteligência artificial no varejo no último ano. No entanto, ainda há gargalos em áreas como gestão de dados, arquitetura tecnológica e infraestrutura de software e hardware — pontos essenciais para o bom desempenho dos sistemas de IA.

“Existe um atraso, mas ele não é tão grande, especialmente entre as grandes redes”, diz Fabio Neto, sócio da StartSe. “Se os Estados Unidos estão em um nível 7 de maturidade, o Brasil estaria entre 4,5 e 5. A China lidera com folga, em torno de 8,5.”

Lojas físicas e eficiência operacional no centro do debate

Além da tecnologia, a evolução das lojas físicas volta à pauta, após anos de previsões equivocadas sobre o fim do varejo presencial. Empresas como Macy’s, Saks, LVMH, Ralph Lauren e Walmart devem apresentar como estão reposicionando suas operações diante da concorrência digital e da pressão por margens.

Consultorias como a WGSN também levarão projeções para o setor até 2028, após um período de desaceleração causado pela inflação e por rupturas nas cadeias globais de suprimentos. Segundo dados da Deloitte, as vendas dos 250 maiores varejistas do mundo vêm crescendo em ritmo mais lento desde 2021, com margens pressionadas por custos financeiros e operacionais.

Para Maurício Morgado, professor da FGV e líder de uma das delegações brasileiras, o foco desta edição da NRF será a eficiência operacional aliada à adoção da IA, em um cenário de competição acirrada entre marketplaces globais como Amazon, Temu, Shopee e Shein.

Presença brasileira expressiva no maior evento do varejo

A estimativa é que entre 250 e 350 empresas brasileiras dos setores de varejo, pagamentos, tecnologia e consultoria participem da NRF 2026. As delegações são organizadas por instituições como FGV, ESPM, Sebrae, CNDL, além das consultorias BTR-Varese e Gouvêa Ecosystem.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jason Dixson/Divulgação

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