Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Internacional

Peso chileno enfrenta pressão com alta das importações de petróleo e queda na produção de cobre, diz Barclays

O peso chileno tem apresentado desempenho abaixo das expectativas, influenciado por fatores externos e internos que afetam a economia do país. De acordo com análise do Barclays, a perda de força da narrativa em torno da inteligência artificial (IA) e a condição do Chile como importante importador de petróleo contribuíram para o enfraquecimento da moeda.

Nos últimos meses, o país registrou deterioração no saldo em conta corrente, movimento atribuído principalmente ao aumento das importações de petróleo. Para o banco, a recente queda nos preços da commodity pode trazer algum alívio no curto prazo.

Produção de cobre decepciona e reduz exportações

Outro fator que tem pesado sobre a economia chilena é o desempenho abaixo do esperado da produção de cobre, um dos principais pilares das exportações do país. A desaceleração na atividade do setor acabou limitando o volume exportado e pressionando as receitas externas.

Segundo o Barclays, caso a oferta continue incapaz de acompanhar a demanda, os preços do metal tendem a se ajustar. A instituição destaca que a procura por cobre segue estruturalmente elevada, impulsionada pelos investimentos globais em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

Juros elevados nos EUA limitam valorização da moeda

O banco também chama atenção para o baixo nível de carrego cambial oferecido pelo peso chileno. Em um cenário de expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo, a atratividade da moeda chilena fica reduzida, o que dificulta uma valorização mais expressiva no curto prazo.

Perspectivas de longo prazo seguem positivas

Apesar dos desafios atuais, o Barclays mantém uma visão construtiva para o Chile no horizonte de longo prazo. A instituição acredita que os fundamentos econômicos tendem a ganhar maior relevância nos próximos anos, especialmente diante da expectativa de um ciclo prolongado de investimentos no país.

Além disso, o banco avalia que o Chile possui condições de superar os impactos recentes, desde que o Banco Central do Chile mantenha uma postura prudente na condução da política monetária.

Outro fator que poderia favorecer a moeda seria uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, uma possível redução dos preços do petróleo ajudaria a aliviar as pressões sobre a taxa de câmbio e sobre as contas externas chilenas.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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Tecnologia

Inteligência Artificial no trabalho: apenas 13% dos profissionais utilizam IA de forma avançada, revela estudo

A presença da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo está cada vez mais comum, mas o domínio da tecnologia ainda é um desafio para grande parte dos profissionais. Um levantamento realizado pela Hashtag Treinamentos com 5.569 participantes mostra que apenas 13% afirmam utilizar a IA de maneira avançada em suas atividades profissionais.

O resultado evidencia uma diferença entre a popularização das ferramentas e sua efetiva incorporação em processos mais complexos e estratégicos dentro das organizações.

Pesquisa e produção de conteúdo lideram aplicações da IA

Segundo o estudo, os principais usos da Inteligência Artificial generativa estão concentrados em tarefas relacionadas à produtividade individual.

Entre os entrevistados:

  • 75,6% utilizam IA para pesquisas e busca de informações;
  • 65,2% recorrem à tecnologia para criação de textos e conteúdos;
  • 33,2% empregam ferramentas de IA para análise de dados.

Os números indicam que a tecnologia vem sendo utilizada principalmente como suporte para atividades intelectuais, ajudando profissionais a organizar informações, acelerar processos e otimizar tarefas rotineiras.

Por outro lado, aplicações mais sofisticadas, como automação de processos, apoio à tomada de decisões, desenvolvimento de fluxos inteligentes e análise estratégica de indicadores, ainda permanecem restritas a uma parcela menor dos usuários.

Formação em IA nem sempre significa domínio prático

A pesquisa também identificou uma diferença significativa entre o interesse pelo tema e a capacidade de aplicar a tecnologia de forma avançada.

De acordo com os dados, 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado Inteligência Artificial ou realizado algum curso relacionado ao assunto. No entanto, apenas 18,1% consideram possuir formação prática ou conhecimento aprofundado na área.

Para Janaina Moura, coordenadora dos cursos de IA da XP Educação, a tecnologia já superou a fase inicial de adoção, mas ainda enfrenta desafios quando o assunto é maturidade de uso.

Segundo a especialista, muitos profissionais incorporaram ferramentas de IA à rotina, porém poucos conseguiram estruturar processos consistentes capazes de gerar ganhos mais relevantes para os negócios.

Desafio das empresas é transformar uso em resultados concretos

Nos últimos anos, organizações de diferentes setores passaram a estimular o uso de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, enquanto trabalhadores buscaram capacitação para acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Entretanto, especialistas apontam que existe uma diferença importante entre conhecer uma ferramenta e utilizá-la de forma estratégica para solucionar problemas corporativos e gerar valor para as empresas.

Nesse contexto, o principal desafio deixou de ser a adoção da tecnologia. O foco agora está na capacidade de transformar iniciativas isoladas em ganhos efetivos de produtividade, eficiência operacional e inovação.

Capacitação e metodologia ganham protagonismo

A nova etapa da transformação digital exige mais do que acesso a plataformas de IA. Empresas passaram a investir em capacitação prática, desenvolvimento de metodologias e identificação de processos que possam ser aprimorados com o apoio da tecnologia.

A tendência observada no mercado é uma mudança de foco: em vez de apenas discutir quais ferramentas utilizar, organizações buscam estruturar projetos e criar fluxos de trabalho capazes de integrar a IA ao dia a dia das operações.

Especialistas avaliam que a vantagem competitiva nos próximos anos estará relacionada à capacidade de aplicar a tecnologia de forma estratégica e alinhada aos objetivos do negócio.

Nesse cenário, a diferença entre empresas que apenas experimentam recursos de IA e aquelas que conseguem extrair valor real da inovação estará na integração da tecnologia aos processos corporativos e na geração de resultados mensuráveis.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

Ações da Dell disparam quase 100% em oito dias impulsionadas pela corrida da inteligência artificial

As ações da Dell Technologies vivem um momento de forte valorização em Wall Street e caminham para registrar a maior sequência de ganhos diários em mais de oito anos. Nos negócios realizados antes da abertura do mercado nesta terça-feira (2), os papéis da companhia chegaram a avançar 1,8%, alcançando a cotação de US$ 474,51.

O movimento amplia um rali impressionante iniciado nas últimas semanas. Em apenas oito pregões consecutivos de alta, a fabricante de computadores e servidores acumulou valorização de 98%, praticamente dobrando seu valor de mercado em pouco mais de uma semana.

Caso encerre mais uma sessão em terreno positivo, a empresa atingirá sua sequência mais longa de valorização desde março de 2018, segundo dados da Dow Jones Market Data.

Inteligência artificial impulsiona o interesse dos investidores

O avanço das ações da Dell acompanha o forte entusiasmo do mercado com empresas ligadas ao setor de inteligência artificial (IA).

O cenário ganhou força após a Nvidia apresentar um novo superchip voltado para computadores pessoais, ampliando a competição no segmento de hardware avançado e aumentando as expectativas sobre fabricantes de equipamentos capazes de atender à crescente demanda por soluções de IA.

A Dell é vista como uma das empresas bem posicionadas para aproveitar esse ciclo de investimentos, especialmente na área de servidores e infraestrutura para processamento de inteligência artificial.

Resultados da HPE reforçam otimismo com setor de tecnologia

O sentimento positivo também foi alimentado pelos resultados financeiros divulgados pela Hewlett Packard Enterprise (HPE). A companhia apresentou desempenho acima das expectativas no segundo trimestre e revisou para cima suas projeções para o restante do ano.

A divisão de nuvem e inteligência artificial da empresa registrou receita de US$ 7,71 bilhões, superando a estimativa média de mercado, que apontava para US$ 6,93 bilhões.

A reação dos investidores foi imediata: as ações da HPE chegaram a disparar 24% nas negociações pré-mercado.

Empresas de infraestrutura para IA lideram ganhos

Outra beneficiada pelo otimismo foi a Super Micro Computer, uma das principais fornecedoras globais de servidores voltados para aplicações de inteligência artificial.

Antes da abertura dos mercados, os papéis da companhia avançavam 5,1%. Considerando os últimos cinco pregões, a valorização acumulada já superava 26%.

O desempenho dessas empresas reforça a percepção de que o mercado segue apostando fortemente em companhias ligadas à infraestrutura tecnológica necessária para sustentar a expansão da inteligência artificial nos próximos anos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Dell

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Tecnologia

Volkswagen na China aposta em plano bilionário para enfrentar avanço de BYD e Geely

A Volkswagen enfrenta o momento mais desafiador de sua trajetória na China, maior mercado automotivo do mundo. A projeção é de que o lucro operacional da montadora caia para cerca de US$ 500 milhões em 2026, um recuo expressivo em relação aos aproximadamente 5 bilhões de euros registrados há uma década.

A perda de espaço está diretamente ligada à forte ascensão das fabricantes locais de carros elétricos, como BYD e Geely, que vêm conquistando consumidores chineses com tecnologia mais acessível e inovação acelerada.

Estratégia “na China, para a China” muda modelo global da Volkswagen

Diante desse cenário, a montadora alemã adotou uma nova diretriz estratégica baseada no conceito “na China, para a China”, segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal.

O objetivo é tornar a operação chinesa mais independente da estrutura tradicional da sede em Wolfsburg, na Alemanha, reduzindo a influência de processos considerados lentos e de um design visto como menos competitivo no mercado local.

Como parte desse reposicionamento, a Volkswagen investiu cerca de US$ 3,5 bilhões em um centro de desenvolvimento em Hefei, considerado um dos mais avançados do setor automotivo e com dimensão equivalente a 18 campos de futebol.

Durante visita ao país, o CEO Oliver Blume destacou a intensidade do ambiente competitivo chinês, afirmando que os ciclos tecnológicos são mais curtos e as exigências dos consumidores evoluem em ritmo acelerado.

Parcerias e investimentos em tecnologia aceleram transformação

A mudança representa uma ruptura no modelo tradicional da indústria automotiva global. Durante décadas, a Volkswagen exportava tecnologia da Alemanha para suas joint ventures na China. Agora, o fluxo se inverte: o conhecimento passa a ser compartilhado com startups e empresas chinesas de tecnologia.

Nesse contexto, a montadora adquiriu 5% da startup de veículos elétricos Xpeng e firmou parceria com a Horizon Robotics para o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma.

Os primeiros resultados dessa estratégia já começam a chegar ao mercado com o modelo ID. Unyx 07, equipado com sistemas avançados de computação central, assistente de voz e recursos de inteligência artificial (IA). Segundo a empresa, o tempo de desenvolvimento de novos veículos foi reduzido em cerca de 30%.

Concorrência local pressiona liderança da Volkswagen

Apesar dos avanços, analistas ouvidos pelo Wall Street Journal avaliam que a Volkswagen ainda não alcançou a liderança tecnológica no segmento de veículos elétricos.

O principal desafio não está apenas no desenvolvimento, mas na aceitação comercial. A performance dos novos modelos nas concessionárias será decisiva para medir a efetividade da estratégia.

Imagem da marca perde força entre consumidores jovens

Além da disputa tecnológica, a Volkswagen enfrenta um desafio de percepção no mercado chinês. A marca, antes associada à confiabilidade e qualidade, hoje é vista por parte dos consumidores mais jovens como ultrapassada.

“Antes, os consumidores chineses viam a Volkswagen como sinônimo de qualidade. Agora, a percebem como algo antigo”, afirmou Michael Dunne, da consultoria Dunne Insights.

Retorno dos investimentos deve ocorrer apenas a partir de 2027

A montadora estima que os resultados financeiros mais consistentes dessa nova estratégia devem começar a aparecer a partir de 2027. Ainda assim, a empresa reconhece que dificilmente voltará aos níveis de rentabilidade registrados antes da pandemia.

O consultor Thomas Luk, ex-McKinsey, questiona se a companhia terá capacidade de sustentar uma nova onda de inovação no ritmo exigido pelo mercado chinês.

Segundo ele, a China opera com alta velocidade de reinvenção tecnológica, o que pressiona concorrentes globais a manter ciclos constantes de investimento e desenvolvimento.

Reestruturação global e foco em exportações

O CEO Oliver Blume defende que o modelo tradicional de produção de veículos na Europa para o resto do mundo perdeu força. A nova estratégia inclui ajustes na estrutura global, com cortes de vagas na Alemanha e reforço no quadro de engenheiros na China.

Além disso, a Volkswagen pretende exportar veículos elétricos desenvolvidos em Hefei para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e América do Sul, ampliando o papel da China como centro global de inovação da montadora.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allison Sales/Getty Images

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Tecnologia

Taiwan ultrapassa China no MSCI Emerging Markets e acende alerta sobre concentração em tecnologia

Pela primeira vez desde 2007, a China perdeu a liderança em participação no MSCI Emerging Markets, principal índice global de mercados emergentes. Impulsionada pelo avanço do setor de semicondutores e pela corrida global em torno da inteligência artificial (IA), Taiwan passou a ocupar a maior fatia do indicador.

O movimento, no entanto, aumentou a preocupação de investidores internacionais com a elevada concentração de poucas empresas de tecnologia dentro dos portfólios de mercados emergentes.

TSMC impulsiona avanço de Taiwan no índice

Atualmente, Taiwan representa 24,8% do MSCI Emerging Markets, enquanto a China possui participação de 23%.

Grande parte dessa mudança é explicada pelo desempenho da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), considerada a maior fabricante de semicondutores do mundo. Sozinha, a companhia já corresponde a 14,21% de todo o índice.

A forte valorização das ações da empresa ocorreu em meio à expansão global da demanda por chips voltados à inteligência artificial.

Coreia do Sul também ganha espaço com empresas de chips

A Coreia do Sul aparece logo atrás, com 18,7% de participação no MSCI EM, e pode ultrapassar a China nos próximos meses, segundo analistas do mercado financeiro.

Assim como em Taiwan, o avanço sul-coreano é puxado principalmente por empresas ligadas ao setor de tecnologia e semicondutores, como Samsung e SK Hynix.

As duas companhias somam quase 58% do MSCI Korea, enquanto a TSMC representa mais de 57% do MSCI Taiwan, evidenciando a forte concentração dos índices em poucas ações.

Investidores alertam para riscos de concentração

Especialistas avaliam que a atual composição dos mercados emergentes vem mudando rapidamente com o crescimento da indústria de tecnologia.

O chefe de pesquisa estratégica da Schroders, Duncan Lamont, destacou que a liderança de Taiwan no índice chama atenção pelo tamanho relativamente pequeno da economia local em comparação com a China.

Segundo ele, a posição central da TSMC na cadeia global de semicondutores e inteligência artificial vem transformando a estrutura dos mercados acionários emergentes.

Lamont também apontou que a concentração elevada reforça a importância da gestão ativa para investidores que buscam equilibrar riscos em suas carteiras.

Mercados emergentes ampliam presença em tecnologia

Na avaliação do Wells Fargo Investment Institute, os mercados emergentes deixaram de depender exclusivamente de commodities e manufatura de baixo custo.

Muitos países passaram a ganhar relevância em setores tecnológicos competitivos globalmente, especialmente nas áreas relacionadas à inteligência artificial, serviços digitais e eletrônicos.

Com isso, Taiwan e Coreia do Sul já representam juntos mais de 40% do MSCI Emerging Markets Index.

Brasil pode atrair mais investidores estrangeiros

O Brasil também vem sendo beneficiado indiretamente pelo fluxo global de recursos destinados aos mercados emergentes.

Após o último rebalanceamento do índice, o país passou a representar 4,67% do MSCI EM.

Segundo André Mazini, chefe de análise do Citi para a América Latina, o mercado brasileiro acumula cerca de R$ 69 bilhões em entradas de capital estrangeiro em ações neste ano, acima dos R$ 26 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O executivo avalia que, além do fluxo passivo, investidores ativos podem ampliar a exposição ao Brasil à medida que o peso do país no índice se aproxima de 5%, patamar considerado relevante por fundos globais especializados em mercados emergentes.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: An Rong Xu/Bloomberg

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Internacional

China intensifica bloqueio de VPNs e amplia restrições à internet estrangeira

O acesso a sites e aplicativos estrangeiros ficou ainda mais difícil na China após uma nova ofensiva do governo contra serviços de VPN (Virtual Private Network). Durante o mês de abril, usuários relataram falhas constantes, instabilidade e até interrupção total de plataformas usadas para contornar as restrições da internet chinesa.

Um dos casos mais comentados foi o encerramento das atividades do serviço Let’s VPN no país, anunciado em 28 de abril.

Inteligência artificial teria identificado servidores de VPN

Segundo veículos especializados em tecnologia e jornais chineses voltados ao ambiente digital do país, o chamado “apagão” dos VPNs estaria ligado ao uso de inteligência artificial para localizar servidores utilizados por esses serviços dentro do território chinês.

Após a identificação, os equipamentos teriam sido desligados pelas autoridades.

O China Digital Times publicou documentos que apontam para uma operação coordenada do governo chinês contra servidores ligados ao acesso internacional.

Um dos textos divulgados menciona orientações da Shaanxi Telecom, subsidiária da China Telecom na província de Shaanxi, determinando inspeções para bloquear conexões com sites fora da China continental.

Governo ordena bloqueio total de tráfego internacional

Trechos do documento revelam uma orientação rígida para impedir qualquer tráfego direcionado ao exterior, incluindo conexões com Hong Kong, Macau e Taiwan.

As diretrizes também proíbem a hospedagem de serviços relacionados à evasão do firewall chinês, como VPNs e proxies.

Além disso, usuários foram orientados a realizar inspeções em sistemas que apresentem tráfego considerado suspeito, incluindo atividades de tunelamento e retransmissão de dados.

Uso de VPN é proibido para a maioria da população

Na China, o uso de VPNs é ilegal para grande parte da população. Apenas órgãos públicos, instituições de pesquisa e setores estratégicos podem operar redes autorizadas pelo governo.

Empresas estatais e integrantes do governo possuem permissão para utilizar plataformas estrangeiras. A agência Xinhua, por exemplo, mantém presença em redes sociais ocidentais como X e Instagram.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, também utiliza redes sociais bloqueadas para cidadãos comuns.

No país, plataformas como X, Instagram, Facebook, Google e diversos sites internacionais permanecem inacessíveis sem ferramentas de contorno digital.

“Grande Desconectar” mobilizou usuários chineses

Mesmo proibidos, os serviços de VPN são amplamente utilizados por jovens, estrangeiros e profissionais ligados ao setor privado.

Nas redes sociais, o episódio ganhou o apelido de “The Great Unplug” (“O Grande Desconectar”), em referência à queda simultânea de diversos aplicativos.

Segundo especialistas, os serviços que continuaram funcionando foram aqueles sem servidores físicos dentro da China, operando por conexão direta entre dispositivos locais e servidores hospedados no exterior.

Bancos chineses passaram a alertar clientes sobre VPNs

Outra mudança recente envolve aplicativos bancários chineses, que passaram a exibir notificações alertando usuários sobre possíveis riscos de segurança relacionados ao uso de VPNs.

As mensagens afirmam que conexões externas podem aumentar o risco de vazamento de dados financeiros.

O que é o Grande Firewall da China

Conhecido internacionalmente como Great Firewall of China (GFW), o sistema reúne leis, tecnologias e mecanismos de monitoramento criados para controlar o acesso à internet no país.

O projeto foi iniciado em 1998 pelo Ministério da Segurança Pública chinês e se tornou uma das maiores estruturas de censura digital do mundo.

Além de bloquear endereços IP específicos, o sistema manipula solicitações de DNS para impedir que usuários encontrem sites considerados proibidos pelas autoridades chinesas.

Controle digital vai além das plataformas

O modelo chinês atua diretamente na infraestrutura da internet, permitindo bloqueios em larga escala. Isso faz com que não apenas conteúdos considerados ilegais sejam restringidos, mas também plataformas inteiras hospedadas fora da China.

Serviços populares internacionais, incluindo aplicativos de música e podcasts como o Spotify, permanecem indisponíveis no país.

Com o avanço tecnológico e o uso crescente de ferramentas automatizadas, especialistas apontam que o sistema chinês tem se tornado cada vez mais eficiente na identificação e bloqueio de métodos usados para driblar as restrições digitais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Tecnologia

Demissões na Microsoft: empresa cria plano e acelera transição para inteligência artificial

A Microsoft iniciou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos como parte de uma reestruturação focada em inteligência artificial (IA). A iniciativa pode alcançar cerca de 7% da força de trabalho no país, o que representa aproximadamente 8,7 mil profissionais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o plano marca uma mudança relevante na estratégia da companhia, que busca adaptar sua estrutura ao avanço das novas tecnologias.

Foco em profissionais mais experientes

O programa é direcionado principalmente a funcionários com maior tempo de casa. Para aderir, os colaboradores precisam atingir uma pontuação mínima que combina idade e anos de serviço, concentrando a proposta em perfis mais seniores.

Executivos de alto escalão e áreas consideradas estratégicas ficaram de fora da iniciativa, indicando uma seleção criteriosa dentro do processo de reestruturação.

Estratégia ligada ao avanço da inteligência artificial

A medida está inserida em um movimento mais amplo de reorganização interna, com foco na expansão de soluções baseadas em tecnologia e inovação. A empresa busca simplificar operações e aumentar a agilidade diante de um cenário competitivo cada vez mais orientado pela IA.

Nos últimos meses, a companhia também promoveu mudanças em sua liderança, especialmente em áreas ligadas a plataformas digitais e desenvolvimento tecnológico.

Redução de custos e pressão por eficiência

O setor de tecnologia tem direcionado investimentos bilionários para infraestrutura, como data centers e desenvolvimento de modelos avançados de IA. Esse cenário tem elevado a pressão por eficiência operacional e controle de despesas.

No caso da Microsoft, a reestruturação ocorre após cortes significativos realizados anteriormente, quando mais de 15 mil postos foram eliminados globalmente.

Tendência global no mercado de trabalho

O movimento da empresa reflete uma tendência mais ampla entre grandes companhias de tecnologia, que vêm ajustando suas equipes diante do potencial da automação e inteligência artificial para aumentar produtividade.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais altamente qualificados, enquanto funções mais tradicionais podem perder espaço nesse novo modelo.

Impactos no mercado e na estratégia corporativa

Além da reorganização interna, a decisão também dialoga com a pressão do mercado financeiro por melhores resultados. Investidores têm cobrado retorno mais rápido sobre os investimentos em IA, o que leva empresas a revisarem custos e estratégias.

Ao optar por um modelo de desligamento voluntário, a Microsoft busca equilibrar redução de despesas com preservação de sua imagem corporativa e clima organizacional.

Transição tecnológica deve afetar empregos

A iniciativa reforça que a migração para uma economia baseada em inteligência artificial tende a provocar mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente para profissionais mais experientes e funções tradicionais.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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