Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 3,2 bilhões para projetos no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante aprovou cerca de R$ 3,2 bilhões em investimentos voltados à indústria naval no Sudeste, com foco principal na ampliação da infraestrutura portuária e na construção de embarcações.

Os recursos também contemplam iniciativas de apoio marítimo e serviços ligados à navegação, contribuindo para o aumento da capacidade operacional do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva naval no país.

As propostas foram validadas durante a 62ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada em 18 de março, com expectativa de geração de 1.610 empregos diretos.

Sudeste concentra projetos estratégicos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os aportes reforçam a importância estratégica da região. De acordo com ele, os investimentos impulsionam a economia, ampliam a logística e consolidam o Sudeste como polo da atividade portuária brasileira.

Espírito Santo lidera volume de recursos

O estado do Espírito Santo concentra a maior fatia dos investimentos, com R$ 2,178 bilhões destinados ao projeto do Porto Central. A iniciativa prevê a construção de infraestrutura portuária e deve gerar 438 empregos diretos.

Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro ampliam capacidade do setor

Em São Paulo, os projetos da Wilson Sons somam R$ 632,1 milhões, distribuídos em 23 empreendimentos, incluindo construção e manutenção de embarcações. A previsão é de 117 empregos diretos.

Já no Rio de Janeiro, diferentes empresas concentram investimentos relevantes:

  • CBO Holding: R$ 213,8 milhões, 16 projetos e 575 empregos
  • Belov Engenharia: R$ 68,7 milhões e 50 empregos
  • Galáxia Navegação: R$ 5,1 milhões e 260 empregos
  • OceanPact (Estaleiro Farol de São Thomé): R$ 97,8 milhões e 170 empregos

Política pública impulsiona logística e geração de empregos

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento regional. Ele destaca que a medida fortalece a indústria naval, amplia serviços estratégicos e melhora a eficiência logística.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para expandir a infraestrutura portuária e estimular o crescimento do setor marítimo no Brasil.

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Portos

Dragagem no Rio Itajaí-Açu começa e reforça navegabilidade do Porto de Itajaí

Teve início no último sábado (04), a dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu, uma ação estratégica para a manutenção da navegabilidade no Porto de Itajaí. A operação começou por volta das 7h30, sob acompanhamento da Superintendência do Porto, marcando a execução do contrato firmado com a empresa Van Oord, responsável pelo serviço.

O acordo firmado prevê investimento de R$ 63,8 milhões, com duração inicial de 12 meses. O contrato também contempla possibilidade de prorrogação por até 48 meses, conforme legislação vigente, assegurando maior estabilidade para as operações portuárias e a manutenção contínua do canal de acesso.

De acordo com a engenheira civil Stephanie Creato Souza, superintendente de dragagem da Van Oord, os trabalhos começaram com a técnica de injeção de água. A estratégia aproveita a disponibilidade de berços no porto para a retirada de sedimentos e recuperação das profundidades operacionais.

Segundo ela, o objetivo principal é garantir condições adequadas de navegação, mantendo o canal apto para a movimentação segura de embarcações.

Importância da dragagem para o setor portuário

A dragagem de manutenção é considerada fundamental para assegurar a navegabilidade e a praticabilidade do canal, além de garantir a regularidade das operações no Porto de Itajaí. A ação contribui diretamente para a segurança operacional e fortalece a competitividade logística do complexo portuário na região.

Tags: dragagem Rio Itajaí-Açu, Porto de Itajaí, navegabilidade, logística portuária, manutenção de canal, Van Oord, infraestrutura portuária, transporte marítimo

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Ilhéus registra alta de quase 70% no faturamento em 2026

O Porto de Ilhéus apresentou crescimento significativo no início de 2026, com avanço de 69,98% no faturamento portuário em relação ao mesmo período do ano passado. Nos dois primeiros meses, a receita chegou a R$ 1,5 milhão, impulsionada pelo aumento da movimentação de cargas e pelo fluxo de cruzeiros.

Movimentação de cargas e cruzeiros impulsiona receita

De acordo com dados divulgados pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o terminal movimentou 49.183 toneladas de mercadorias e recebeu nove navios de cruzeiro no período.

Entre os principais produtos transportados, destacam-se:

  • mais de 18 mil toneladas de cacau
  • cerca de 21 mil toneladas de níquel

O desempenho reforça a relevância do porto para a economia regional, especialmente para produtores locais e para a geração de empregos no sul da Bahia.

Investimentos em infraestrutura fortalecem competitividade

Durante a reunião do CAP, também foram detalhadas ações voltadas à modernização da infraestrutura portuária, consideradas essenciais para ampliar a capacidade operacional e aumentar a competitividade no cenário nacional.

Entre as iniciativas discutidas estão:

  • dragagem de aprofundamento do canal
  • implantação de cercamento e controle de acesso
  • melhorias estruturais no cais

As medidas visam otimizar a logística e preparar o porto para novas demandas do setor.

Obras no cais prometem reduzir custos operacionais

Um dos destaques é a nova técnica de reforço estrutural que será aplicada pela CODEBA.

Segundo o presidente da companhia, Antonio Gobbo, a solução busca corrigir problemas causados pelo movimento das marés, que afetam a estabilidade do cais e aumentam a necessidade de manutenção.

A proposta é substituir o modelo atual por uma estrutura monolítica, capaz de reduzir custos com dragagens frequentes e garantir maior durabilidade ao terminal ao longo das próximas décadas.

Mudanças na gestão marcam nova fase do porto

O encontro também oficializou alterações na administração do porto. João Batista Aquino foi apresentado como novo gerente da unidade, enquanto Pedro Henrique Pena assumiu a presidência do Conselho de Autoridade Portuária.

A mudança ocorre em substituição a Felipe Medeiros Lima e sinaliza uma nova etapa na gestão, com expectativa de continuidade nas ações estratégicas e fortalecimento institucional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

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Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Comércio Exterior

Comércio entre América Latina e África ganha força e abre novas rotas logísticas

O comércio entre América Latina e África vem ganhando destaque como alternativa estratégica diante das recentes crises que afetam rotas tradicionais. A movimentação reflete um esforço conjunto para ampliar parcerias e reduzir vulnerabilidades no cenário global. Nesse contexto, o setor logístico intensifica a busca por novos corredores marítimos, embora ainda enfrente entraves importantes relacionados à infraestrutura.

Diversificação de mercados reduz dependência externa

A instabilidade econômica internacional tem levado países a diversificar parceiros comerciais. Com isso, portos localizados no Atlântico Sul assumem papel central na expansão do intercâmbio entre os continentes. O aumento do fluxo de mercadorias reforça a importância da cooperação sul-sul, que contribui para diminuir a dependência de mercados já saturados.

Ao mesmo tempo, a logística transatlântica ainda carece de conexões mais diretas. Atualmente, grande parte das cargas precisa passar por portos na Europa ou na América do Norte, o que encarece e prolonga as operações. A criação de rotas diretas entre América Latina e África surge, portanto, como solução para reduzir custos e aumentar a eficiência. Diante disso, empresas de navegação estudam a implementação de serviços regulares permanentes.

Transporte de carga e segurança alimentar em foco

A ampliação do comércio também está diretamente ligada à segurança alimentar, fator que impulsiona a troca de produtos agrícolas e minerais entre as regiões. Apesar do potencial, a ausência de portos com grande capacidade de calado ainda representa um desafio relevante.

Nesse cenário, investimentos em infraestrutura portuária, especialmente em terminais africanos, despontam como oportunidades estratégicas para viabilizar o crescimento sustentável das operações logísticas.

Crescimento regional depende de eficiência operacional

O fortalecimento do comércio entre América Latina e África tende a aumentar a resiliência das cadeias logísticas. Paralelamente, governos avançam em acordos aduaneiros com o objetivo de simplificar processos e reduzir burocracias.

A diversificação comercial se consolida, assim, como um dos principais pilares para o crescimento econômico das regiões. Já a eficiência operacional deverá ser determinante para garantir competitividade e sucesso nas novas rotas.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Informação

Consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos recebe contribuições até maio

A consulta pública do canal de acesso ao Porto de Santos está aberta para participação da sociedade até o dia 2 de maio. A proposta busca ampliar o debate com agentes do setor portuário e demais interessados, além de reunir sugestões que possam aperfeiçoar os aspectos técnicos e jurídicos do projeto.

Como participar da consulta pública

Os interessados em contribuir com o projeto de concessão do Porto de Santos podem enviar sugestões por meio de formulário eletrônico disponível no site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na plataforma, também estão disponíveis documentos, minutas e materiais de referência que fundamentam a proposta.

Arquivos adicionais, como mapas, plantas e imagens, devem ser encaminhados por e-mail. Já as contribuições textuais precisam ser inseridas diretamente no formulário, com identificação do participante e dentro do prazo estipulado.

Para quem não possui acesso à internet, há a opção de participação presencial. Nesse caso, é possível utilizar os computadores da sede da Antaq, em Brasília, ou das unidades regionais, cujos endereços estão informados no portal da agência.

Detalhes do projeto de concessão

O projeto de concessão do canal de acesso aquaviário prevê a transferência parcial das atividades atualmente sob responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos. A proposta estabelece que a gestão e exploração do canal sejam realizadas por uma empresa concessionária durante um período de 25 anos.

Com investimentos estimados em R$ 688 milhões, a futura operadora deverá assumir a operação, manutenção e modernização da infraestrutura. Entre as principais obrigações estão:

  • Dragagem para aprofundamento do canal, com meta de atingir 16 metros em até três anos e 17 metros em até seis anos;
  • Execução contínua de dragagem de manutenção;
  • Modernização da sinalização náutica;
  • Implantação do sistema VTMIS;
  • Gestão ambiental das operações.

Serviço

Evento: Consulta pública do canal de acesso ao Porto de Santos
Participação: online, por formulário da Audiência Pública nº 02/2026-ANTAQ
Prazo: até 2 de maio

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Codesp

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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