Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 é suspenso pelo governo e gera incerteza no setor portuário

O governo federal determinou a paralisação dos preparativos para o leilão do Tecon Santos 10, projeto de grande porte voltado à ampliação da infraestrutura do Porto de Santos. A decisão foi direcionada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e atinge diretamente o que é considerado o maior empreendimento de arrendamento portuário já planejado no Brasil.

Debate sobre regras de concorrência motiva suspensão

A interrupção ocorre em meio a intensas discussões envolvendo governo, reguladores e agentes privados sobre o modelo do edital. Entre os principais pontos em análise estão as regras de concorrência, especialmente no que diz respeito à participação de empresas que já operam no complexo portuário.

O projeto do novo terminal de contêineres prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e capacidade para elevar em cerca de 50% a movimentação de cargas no porto, considerado o mais importante da América Latina.

Participação de grandes operadores está em discussão

Nos bastidores, o foco das divergências recai sobre possíveis restrições à atuação de grandes operadores globais já instalados em Santos, como MSC e Maersk. Ao mesmo tempo, há pressão para garantir espaço a novos investidores nacionais e estrangeiros, ampliando a competitividade do setor.

A suspensão indica que o governo pretende reavaliar pontos estratégicos do edital antes de retomar o processo de licitação.

Capacidade do Porto de Santos preocupa especialistas

O tema ganha ainda mais relevância diante do risco de saturação operacional do porto nos próximos anos. Analistas apontam que o Tecon Santos 10 é peça-chave para evitar gargalos logísticos e sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro.

Possível atraso no cronograma reacende debate

Com a pausa nos preparativos, o cronograma inicialmente previsto para o segundo semestre de 2026 pode sofrer adiamentos. O cenário reacende discussões sobre infraestrutura portuária, concentração de mercado e a necessidade de expansão da capacidade logística no país.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Portos

Porto de Santos pode ter leilão adiado após mudanças no terminal de contêineres

O projeto do novo terminal de contêineres do Porto de Santos voltou ao centro das discussões e pode sofrer novos atrasos. Possíveis revisões no modelo de concessão levantam preocupações no setor, já que alterações mais profundas podem exigir o reinício do processo de licitação portuária.

Mudanças podem exigir nova análise do TCU

Um dos principais pontos de atenção envolve a necessidade de reavaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Caso o projeto sofra modificações relevantes, será necessário submeter uma nova versão ao órgão, o que pode ampliar prazos e empurrar o leilão para além do calendário previsto.

Inicialmente programado para dezembro de 2025, o certame já foi adiado e agora está previsto para o segundo semestre de 2026.

Divergências sobre concorrência travam processo

O cronograma tem sido impactado por divergências sobre as regras de participação no leilão. O debate gira em torno do nível de restrição para empresas que já operam no porto e grandes armadores internacionais, em um mercado considerado concentrado.

O governo avalia ajustes para ampliar a competitividade e atrair novos participantes, sem comprometer o equilíbrio do setor.

Possíveis mudanças no modelo de leilão

Entre as propostas em análise está a liberação para que armadores que ainda não atuam no porto participem desde a primeira fase do leilão. A medida tende a ampliar a concorrência e está alinhada a entendimentos técnicos do setor.

O modelo atual prevê duas etapas:

  • na primeira, operadores já presentes no porto ficam impedidos de participar;
  • na segunda, esses grupos podem entrar, desde que realizem desinvestimento em ativos existentes.

Além disso, há recomendações para limitar a presença de grandes empresas globais na fase inicial, buscando evitar concentração excessiva.

Pontos sensíveis podem alterar estrutura do projeto

Outras mudanças em discussão são consideradas mais complexas e podem impactar diretamente o desenho da concessão. Entre elas:

  • definição de grupo econômico;
  • critérios de movimentação relevante;
  • prazos para desinvestimento.

Se aprovadas, essas alterações podem exigir uma nova rodada de análises técnicas, configurando um novo modelo de licitação.

Pressão do mercado e desafios regulatórios

As revisões refletem pressões de empresas interessadas em ampliar sua participação no projeto. Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar a abertura do mercado com a prevenção de concentração e possíveis impactos regulatórios e diplomáticos.

Projeto bilionário é estratégico para o país

Conhecido como Tecon Santos 10, o empreendimento é considerado o maior projeto de arrendamento portuário já planejado no Brasil. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões.

Quando concluído, o terminal deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres, atendendo à crescente demanda do Porto de Santos, que já opera próximo do limite.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Portos

Leilão do Porto de Itajaí é adiado para 2027 e concessão do canal fica para o segundo semestre

O calendário de concessões do Porto de Itajaí passou por mudanças relevantes. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o leilão do terminal portuário, inicialmente previsto para ocorrer em 2026, foi postergado e agora deve acontecer apenas no primeiro semestre de 2027.

Já a licitação do canal de acesso portuário, aguardada para o início deste ano, foi remarcada para o segundo semestre, após atrasos nas etapas de análise técnica.

Projeto do canal aguarda aval do TCU

O edital da concessão do canal ainda está em avaliação pelo Tribunal de Contas da União. Segundo o ministério, após essa fase será necessário incorporar recomendações do órgão antes da publicação definitiva do documento.

A proposta prevê investimentos de cerca de R$ 311 milhões, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros. A obra permitirá a operação de embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário.

O modelo de concessão segue padrões semelhantes aos adotados no Porto de Paranaguá e aos projetos previstos para outros portos estratégicos do país.

Dragagem segue com contrato temporário

Enquanto a concessão definitiva não é realizada, a manutenção do canal continua sob contrato emergencial com a empresa Van Oord. O serviço foi retomado recentemente após uma interrupção de cerca de 50 dias.

O contrato atual tem duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, garantindo a continuidade da dragagem do canal até a conclusão do processo licitatório.

A expectativa é que, em até 15 dias de operação, seja restabelecida a profundidade operacional de 14 metros no acesso externo. A Companhia Docas do Estado da Bahia informou que novas etapas incluirão o uso de draga de sucção para retirada e descarte de sedimentos.

Operações seguem sem paralisações

Apesar do período sem dragagem entre fevereiro e abril, não houve interrupção das atividades portuárias. Ainda assim, operadores relataram preocupação com a profundidade do canal.

O Porto de Navegantes chegou a adotar manobras com uso de maré para garantir segurança na atracação de embarcações em algumas operações, conforme comunicado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Arrendamento do porto prevê bilhões em investimentos

O projeto de arrendamento do Porto de Itajaí também teve o cronograma revisado. A expectativa agora é que o leilão ocorra em 2027, com previsão de aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos de concessão.

Atualmente, o processo está em análise na Antaq, que deve abrir etapa de consulta pública e participação social. Após ajustes, o projeto seguirá novamente para avaliação do TCU.

Nova estatal portuária está em estudo

Paralelamente, o governo federal analisa a criação da Companhia Docas do Estado de Santa Catarina, que ficará responsável pela gestão do porto.

A proposta ainda está em fase técnica e poderá ser implementada por meio de projeto de lei ou medida provisória. Após essa etapa, o texto seguirá para a Casa Civil e, posteriormente, ao Congresso Nacional.

Enquanto isso, seguem os preparativos para a federalização da gestão, incluindo adequações operacionais e treinamento das equipes envolvidas.

Perspectiva é de modernização do complexo portuário

Mesmo com os adiamentos, os projetos indicam um movimento de modernização e fortalecimento da infraestrutura portuária brasileira. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos previstos devem posicionar o Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Logística

Navegação brasileira cresce em fevereiro e impulsiona comércio e logística

A navegação brasileira apresentou crescimento em fevereiro, reforçando o papel estratégico do setor para o comércio exterior e a economia nacional. Ao todo, foram movimentadas 101 milhões de toneladas, volume 3,78% superior ao registrado no mesmo período anterior.

O resultado indica avanço na capacidade logística do país e maior dinamismo nas operações portuárias.

Terminais privados lideram expansão

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) tiveram desempenho de destaque, com movimentação de 67,7 milhões de toneladas — alta de 8,9%. O crescimento reflete o impacto dos investimentos privados e da modernização das operações no setor portuário.

Portos regionais ganham protagonismo

Entre os principais destaques, o Porto de Suape, em Pernambuco, registrou crescimento de 19,3%, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas.

Já o terminal marítimo de Ponta Ubu, no Espírito Santo, apresentou expansão expressiva de 83%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Os números evidenciam o potencial logístico de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.

Longo curso e cabotagem avançam

A navegação de longo curso, fundamental para o comércio internacional, movimentou 69,1 milhões de toneladas, com alta de 3,6%.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, também registrou crescimento relevante de 8,2%, totalizando 24,5 milhões de toneladas.

Tipos de carga mostram desempenho positivo

O avanço da movimentação foi impulsionado principalmente por alguns segmentos:

  • Granel líquido: alta de 11,2%, chegando a 26,9 milhões de toneladas
  • Carga conteinerizada: crescimento de 10,2%, com 12,4 milhões de toneladas
  • Movimentação em TEUs: avanço de 14,1%, somando 1,2 milhão de unidades
  • Granel sólido: leve alta de 0,2%, com 57 milhões de toneladas

Mercadorias específicas impulsionam resultados

Alguns produtos registraram crescimento expressivo na movimentação:

  • Carvão mineral: alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas)
  • Sal: aumento de 39,1% (741 mil toneladas)
  • Petróleo bruto: crescimento de 16,2% (17,7 milhões de toneladas)

Investimentos fortalecem infraestrutura logística

O desempenho positivo é atribuído ao avanço de projetos de modernização e à ampliação da infraestrutura portuária brasileira. A estratégia inclui maior integração entre modais e estímulo à participação do setor privado.

A tendência é que o setor continue sendo um dos pilares para o crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade do país no cenário global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Crise nos portos: custos disparam com gargalos logísticos e incertezas regulatórias

A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um cenário de pressão crescente. A combinação de capacidade limitada dos terminais, indefinições regulatórias e fatores externos tem elevado os custos operacionais e ampliado os atrasos nas operações.

Gargalos logísticos elevam custos e atrasos

A falta de definição sobre projetos estratégicos para o setor mantém operadores em compasso de espera. Enquanto isso, o esgotamento da capacidade dos portos resulta em navios parados por dias — com prejuízos que chegam a milhares de dólares — além de congestionamentos frequentes de caminhões.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio intensificam a instabilidade. A alta do petróleo, que superou os US$ 100 por barril em março, impacta diretamente os custos de combustível e frete marítimo. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, contribuiu para esse aumento repentino.

Plano Nacional de Logística e entraves regulatórios

No Brasil, o Plano Nacional de Logística (PNL 2025) ainda aguarda análise final após consulta pública encerrada no início do ano. O plano promete orientar a expansão logística e melhorar a integração entre modais.

Outro ponto crítico é o futuro do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres da América Latina. O projeto pode sofrer retrocessos caso haja mudanças no modelo de concessão devido a pressões do mercado.

Já o PL 733, que revisa a legislação portuária, deve resultar em alterações mais pontuais do que inicialmente previsto, mantendo a base da atual Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013).

Mudanças na gestão de mão de obra e contratos

Entre as alterações discutidas, destaca-se a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, com a substituição da obrigatoriedade por prioridade na intermediação do órgão gestor de mão de obra.

Além disso, a ampliação de contratos de arrendamento para até 70 anos não deve beneficiar contratos antigos de curta duração, limitando o alcance da medida.

Investimentos e desafios de infraestrutura

O setor aposta no PNL para reduzir o custo logístico, equilibrar a matriz de transporte — hoje concentrada no modal rodoviário — e criar corredores logísticos mais eficientes.

No Porto de Santos, por exemplo, há demanda por obras estruturais como aprofundamento do canal, construção do túnel Santos-Guarujá e novos terminais. A falta de integração entre os agentes logísticos agrava os problemas existentes.

Terminais privados ganham protagonismo

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) voltam ao centro do debate no planejamento logístico de longo prazo. O segmento defende investimentos em rodovias e ferrovias para melhorar o acesso às instalações.

Exemplo disso é o terminal de Itapoá (SC), que movimentou 1,5 milhão de TEUs em 2025 e segue em expansão, com aportes significativos ao longo dos últimos anos.

Leilões e concessões impulsionam o setor

O Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma agenda ativa de concessões. Em 2025, foram realizados oito leilões, somando mais de R$ 10 bilhões em investimentos. Para 2026, a previsão inclui 18 novos terminais.

Também houve avanço nas autorizações para novas instalações portuárias e alterações contratuais, reforçando o movimento de modernização do setor.

Impasse no Tecon Santos 10 gera debate

A modelagem do Tecon Santos 10 segue em discussão. Restrições à participação de empresas e armadores dividem opiniões entre operadores, órgãos reguladores e investidores.

Enquanto entidades alertam para riscos concorrenciais e jurídicos, autoridades portuárias defendem a urgência do projeto diante da proximidade do limite de capacidade do Porto de Santos.

Descentralização portuária e novos polos logísticos

Para reduzir a concentração em Santos, o planejamento nacional busca fortalecer outros portos estratégicos, como Suape (PE), Pecém (CE) e Paranaguá (PR).

Esses complexos recebem investimentos em infraestrutura portuária, dragagem, integração ferroviária e novos terminais. Projetos incluem expansão de cais, criação de hubs energéticos e desenvolvimento de polos industriais.

No Nordeste, destacam-se iniciativas como o hub de hidrogênio verde e novos terminais de granéis e gás. Já no Sul, Paranaguá avança com melhorias no acesso marítimo e projetos ferroviários.

Perspectivas para o setor portuário

Apesar das incertezas globais e desafios internos, o setor projeta crescimento moderado. A expansão depende diretamente da execução de projetos estruturantes, maior integração logística e segurança regulatória.

O avanço dessas pautas será decisivo para reduzir gargalos e aumentar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Portos

Porto de São Sebastião amplia capacidade logística e prepara novo acesso no litoral de SP

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, vem registrando avanço expressivo na movimentação de cargas e já opera em um novo nível de desempenho. A média anual chegou a cerca de 1,5 milhão de toneladas, com tendência de crescimento sustentado nos próximos anos.

Entre 2024 e 2025, o volume movimentado superou em mais de 50% a média histórica registrada até 2023. No período, o porto alcançou 2,96 milhões de toneladas, sendo 1,53 milhão em 2024 e 1,44 milhão em 2025 — o melhor resultado para um biênio recente.

Açúcar e gado vivo impulsionam resultados

O crescimento da operação está diretamente ligado ao aumento na exportação de açúcar a granel e no embarque de gado bovino vivo, dois segmentos que ganharam protagonismo no terminal.

O açúcar passou a ter destaque após novos contratos firmados no fim de 2024, representando parcela significativa da movimentação total — chegando a concentrar mais da metade das cargas em determinados períodos.

Já o transporte de gado vivo coloca o porto em um grupo restrito no Brasil, sendo uma atividade estratégica impulsionada pela demanda internacional por animais da Região Sudeste.

Novo acesso viário vai retirar caminhões do centro urbano

Um dos principais avanços em infraestrutura logística é a melhoria nos acessos ao porto. Com a entrega do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, os caminhões passaram a ter ligação mais direta com o terminal, reduzindo impactos no trânsito urbano.

A próxima etapa prevê a conclusão de um novo acesso exclusivo, com investimento de R$ 51,1 milhões, que permitirá a ligação direta entre os contornos de São Sebastião e Caraguatatuba. A expectativa é eliminar totalmente a circulação de caminhões de carga em áreas centrais, aumentando a segurança e diminuindo emissões.

Além disso, os pátios de triagem em Caraguatatuba organizam o fluxo de veículos, garantindo mais eficiência operacional e menos congestionamentos.

Estrutura natural favorece operações e reduz custos

O porto se destaca também por suas condições naturais. Com profundidade entre 18 e 25 metros — podendo chegar a 42 metros — o terminal reduz a necessidade de dragagem, fator que aumenta a competitividade e traz mais previsibilidade às operações.

O acesso marítimo pelas barras Norte e Sul reforça a capacidade de receber embarcações de grande porte.

Novo terminal vai permitir operação com contêineres

O futuro terminal multipropósito SSB01 deve marcar uma nova fase no desenvolvimento do porto. Com leilão previsto, o projeto inclui capacidade para movimentar até 1,35 milhão de TEU e 3,45 milhões de toneladas de granéis sólidos por ano.

O investimento estimado é de R$ 3,8 bilhões, com contrato de 35 anos. O terminal terá perfil voltado ao transbordo de contêineres (transhipment) e será capaz de receber navios de grande porte totalmente carregados — um diferencial no cenário portuário brasileiro.

Estratégia é complementar logística ao Porto de Santos

Apesar da expansão, a proposta não é competir diretamente com o Porto de Santos, mas atuar de forma complementar, ampliando a eficiência da logística portuária no estado de São Paulo.

Atualmente, mais de 90% das operações são voltadas ao comércio exterior, consolidando o terminal como alternativa estratégica para o escoamento de cargas.

Impacto econômico e geração de empregos

O complexo conta hoje com seis operadores e gera mais de mil empregos diretos. Com a implantação do novo terminal, a expectativa é criar cerca de 5 mil vagas na fase de construção e aproximadamente 1,3 mil durante a operação.

A integração entre porto, município e demais esferas de governo tem contribuído para minimizar impactos urbanos e ampliar os benefícios econômicos locais.

Potencial de crescimento no cenário logístico nacional

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais, aliada aos investimentos em infraestrutura, posiciona o porto como peça-chave na expansão do comércio exterior brasileiro.

A tendência, segundo especialistas, é de fortalecimento da complementaridade entre portos, ampliando a eficiência do sistema logístico nacional.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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