Portos

Porto de Paranaguá destaca inovação logística durante Caravanas da Inovação Portuária

O Porto de Paranaguá recebeu visitas técnicas e apresentações voltadas à modernização do setor durante a 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. A iniciativa é promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No primeiro dia da programação, a Portos do Paraná apresentou dados operacionais dos terminais de Paranaguá e Antonina, além de projetos estratégicos ligados à transformação logística, eficiência operacional e crescimento do setor portuário.

Inovação portuária vai além da tecnologia

Durante os debates, os participantes acompanharam uma visão prática sobre inovação aplicada ao ambiente portuário. A proposta destacou que melhorias operacionais não dependem apenas de soluções tecnológicas avançadas, mas também da integração de processos e da capacidade de resposta às demandas do dia a dia.

Segundo Tetsu Koike, inovação no setor envolve tanto tecnologia quanto aprimoramento contínuo da rotina operacional.

“O ganho de eficiência muitas vezes está em ajustes simples de processos e na capacidade de adaptação às necessidades operacionais”, afirmou.

Obras do Moegão avançam no Porto de Paranaguá

Um dos destaques da visita técnica foi o acompanhamento das obras do Moegão, considerado um dos principais projetos em execução no complexo portuário.

A estrutura será utilizada no recebimento de cargas agrícolas, como soja, milho e farelo, que seguirão aos terminais por meio de correias transportadoras. O empreendimento busca ampliar a eficiência logística e fortalecer o transporte ferroviário no porto.

Atualmente, a obra está em fase de montagem mecânica e já conta com galerias instaladas, além de frentes de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, combate a incêndio e sistemas de ar comprimido.

O projeto envolve cerca de 400 trabalhadores e prevê aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.

De acordo com Felipe Zepeline, a execução exige planejamento integrado devido à complexidade operacional e à convivência com estruturas já em funcionamento no entorno portuário.

Novo sistema deve ampliar transporte ferroviário

Atualmente, cerca de 80% das cargas movimentadas no porto chegam por rodovias, enquanto apenas 20% utilizam a ferrovia. Com o Moegão, a expectativa é aumentar a participação do modal ferroviário, reduzindo impactos logísticos e melhorando o fluxo operacional no complexo.

A mudança faz parte da estratégia de modernização da infraestrutura portuária e de reequilíbrio da matriz de transporte.

Centro de Emergência reforça segurança operacional

Outro espaço visitado pelos participantes foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do porto. O setor atua em situações críticas, como incêndios, vazamentos químicos e derramamentos de óleo.

Segundo André Wolinski, a capacidade de resposta rápida é fundamental para garantir a segurança das operações e minimizar impactos ambientais.

Comitê de inovação aposta em integração com startups

A programação também destacou o trabalho do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, criado para estimular a cultura de inovação e aproximar o porto de empresas, startups e instituições parceiras.

Entre os projetos apresentados estão iniciativas desenvolvidas em parceria com as plataformas Climatempo e 14Sea, focadas em eficiência operacional e modernização da gestão portuária.

Para Vader Zuliane Braga, equipes multidisciplinares ajudam a criar soluções inovadoras mesmo sem grandes investimentos em equipamentos.

Caravanas buscam fortalecer inovação nos portos brasileiros

As Caravanas da Inovação Portuária têm formato itinerante e são estruturadas em três pilares principais: inspirar, compartilhar e conectar.

A iniciativa promove a troca de experiências entre setor público, empresas privadas, universidades e especialistas, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação portuária.

As discussões realizadas durante os encontros resultam em propostas e diretrizes que contribuem para o fortalecimento da agenda de modernização dos portos brasileiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Infraestrutura portuária ganha impulso com parceria entre governo e setor privado, destaca ministro

Durante a inauguração da nova sede da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em Brasília, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel estratégico da cooperação entre o governo e a iniciativa privada para o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O evento ocorreu na noite de segunda-feira (4) e reuniu representantes do setor produtivo. Na ocasião, o ministro enfatizou que o diálogo contínuo com entidades empresariais tem sido essencial para aprimorar políticas públicas e fortalecer o ambiente de negócios no país.

Setor privado lidera movimentação e geração de empregos

Atualmente, a ATP reúne 39 grandes empresas e engloba 75 Terminais de Uso Privado (TUPs) distribuídos pelo Brasil. As companhias associadas respondem por cerca de 60% da movimentação de cargas portuárias e geram aproximadamente 47 mil empregos diretos e indiretos.

Esse protagonismo consolida o segmento como um dos principais motores do desenvolvimento da logística portuária nacional.

Modernização e tecnologia ampliam eficiência dos portos

Além de expandir a capacidade operacional, a atuação das empresas privadas tem contribuído para a incorporação de novas tecnologias, aumento da eficiência e adoção de práticas sustentáveis.

Segundo o ministro, a nova sede da ATP simboliza o fortalecimento dessa parceria e o amadurecimento institucional do setor. Ele destacou ainda que as contribuições das empresas são fundamentais para orientar a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Foco em inovação, sustentabilidade e competitividade

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, também participou do evento e reforçou o compromisso do governo com medidas voltadas à inovação portuária, sustentabilidade e competitividade.

Entre as prioridades, estão a construção de um ambiente regulatório estável e o estímulo a novos investimentos, com foco na modernização do setor.

Avanços estruturais e melhoria do ambiente regulatório

O ministro destacou ainda iniciativas do governo federal para fortalecer o setor, como a ampliação da segurança jurídica, simplificação de processos de outorga e renovação contratual junto à Antaq, além de melhorias nas condições logísticas.

Projetos de dragagem, qualificação de acessos e aumento da eficiência operacional também fazem parte da estratégia para reduzir custos e elevar a competitividade dos portos brasileiros.

A nova sede da ATP está localizada no 6º andar da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em Brasília.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira

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Portos

Movimentação portuária da Codeba cresce 27,89% em março e supera 2,8 milhões de toneladas

A movimentação portuária da Codeba registrou forte avanço em março, alcançando mais de 2,8 milhões de toneladas. O resultado representa um crescimento de 27,89% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento das operações nos portos sob administração da companhia.

O volume total considera as atividades nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e também no Complexo Portuário de Itajaí, ampliando a relevância da estatal no cenário logístico nacional.

Portos de Salvador e Aratu-Candeias lideram crescimento

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos portos públicos da Bahia. O Porto de Aratu-Candeias apresentou expansão de 48,33%, com 681.650 toneladas movimentadas. Já o Porto de Salvador teve crescimento de 38,83%, totalizando 712.400 toneladas.

Os números refletem o aquecimento da logística portuária, com maior circulação de cargas e incremento nas atividades comerciais da região.

Complexo de Itajaí contribui para resultado positivo

Sob gestão da Codeba desde janeiro de 2026, o Complexo Portuário de Itajaí também teve participação relevante no resultado. Em março, o terminal registrou alta de 17,96%, somando 1.479.859 toneladas movimentadas.

A incorporação do ativo reforça a estratégia de expansão e diversificação das operações da companhia.

Investimentos e modernização impulsionam operações

De acordo com a direção da estatal, a expectativa é de manutenção do crescimento ao longo de 2026, sustentada pelo aumento da demanda e pelos investimentos em infraestrutura portuária.

Entre os destaques, está a atracação inédita de um navio do tipo Panamax no cais público do Porto de Salvador. O feito foi viabilizado por melhorias operacionais, incluindo aquisição de equipamentos e aprimoramento técnico.

Receita da Codeba também avança no trimestre

No campo financeiro, o faturamento bruto da companhia apresentou crescimento de 10% em comparação com março de 2025. No acumulado do trimestre, a receita chegou a R$ 123 milhões, resultado das receitas tarifárias e patrimoniais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

EUA investem US$ 774 milhões em infraestrutura portuária para fortalecer logística e economia

Os Estados Unidos anunciaram um investimento de US$ 774 milhões voltado à modernização da infraestrutura portuária em diversas regiões do país. A iniciativa será executada por meio do Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Portuária (PIDP), coordenado pela Administração Marítima (MARAD), ligada ao Departamento de Transportes.

Ao todo, 37 projetos foram selecionados para receber os recursos, com foco na ampliação da capacidade operacional, aumento da eficiência logística e fortalecimento da cadeia de suprimentos em portos marítimos, fluviais e da região dos Grandes Lagos.

Investimentos priorizam segurança e tecnologia

Os aportes contemplam melhorias estruturais e tecnológicas. Entre as principais ações estão a expansão de túneis ferroviários para aumentar o fluxo de cargas, modernização de sistemas de inspeção para reforçar a segurança portuária, além da construção de cais adaptáveis capazes de operar em diferentes condições climáticas.

Também está prevista a implantação de um novo terminal de cargas, contribuindo para tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Impactos econômicos e geração de empregos

De acordo com o Departamento de Transportes, os investimentos em logística portuária têm impacto direto na economia, ao garantir o abastecimento interno, fortalecer o setor exportador e gerar empregos.

As autoridades destacam ainda que a modernização dos portos deve reduzir o tempo de transporte e os custos para embarcadores, o que pode refletir na diminuição dos preços de produtos para os consumidores.

Rede portuária estratégica para o país

Os Estados Unidos contam com mais de 300 portos, administrados por governos locais e pela iniciativa privada. Esse sistema desempenha papel essencial no comércio e na distribuição de mercadorias, sendo considerado estratégico para o crescimento econômico e a competitividade internacional.

Com os novos investimentos, a expectativa é de ganhos duradouros em eficiência e resiliência logística, fortalecendo o país tanto no curto quanto no longo prazo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 é suspenso pelo governo e gera incerteza no setor portuário

O governo federal determinou a paralisação dos preparativos para o leilão do Tecon Santos 10, projeto de grande porte voltado à ampliação da infraestrutura do Porto de Santos. A decisão foi direcionada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e atinge diretamente o que é considerado o maior empreendimento de arrendamento portuário já planejado no Brasil.

Debate sobre regras de concorrência motiva suspensão

A interrupção ocorre em meio a intensas discussões envolvendo governo, reguladores e agentes privados sobre o modelo do edital. Entre os principais pontos em análise estão as regras de concorrência, especialmente no que diz respeito à participação de empresas que já operam no complexo portuário.

O projeto do novo terminal de contêineres prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e capacidade para elevar em cerca de 50% a movimentação de cargas no porto, considerado o mais importante da América Latina.

Participação de grandes operadores está em discussão

Nos bastidores, o foco das divergências recai sobre possíveis restrições à atuação de grandes operadores globais já instalados em Santos, como MSC e Maersk. Ao mesmo tempo, há pressão para garantir espaço a novos investidores nacionais e estrangeiros, ampliando a competitividade do setor.

A suspensão indica que o governo pretende reavaliar pontos estratégicos do edital antes de retomar o processo de licitação.

Capacidade do Porto de Santos preocupa especialistas

O tema ganha ainda mais relevância diante do risco de saturação operacional do porto nos próximos anos. Analistas apontam que o Tecon Santos 10 é peça-chave para evitar gargalos logísticos e sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro.

Possível atraso no cronograma reacende debate

Com a pausa nos preparativos, o cronograma inicialmente previsto para o segundo semestre de 2026 pode sofrer adiamentos. O cenário reacende discussões sobre infraestrutura portuária, concentração de mercado e a necessidade de expansão da capacidade logística no país.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Portos

Porto de Santos pode ter leilão adiado após mudanças no terminal de contêineres

O projeto do novo terminal de contêineres do Porto de Santos voltou ao centro das discussões e pode sofrer novos atrasos. Possíveis revisões no modelo de concessão levantam preocupações no setor, já que alterações mais profundas podem exigir o reinício do processo de licitação portuária.

Mudanças podem exigir nova análise do TCU

Um dos principais pontos de atenção envolve a necessidade de reavaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Caso o projeto sofra modificações relevantes, será necessário submeter uma nova versão ao órgão, o que pode ampliar prazos e empurrar o leilão para além do calendário previsto.

Inicialmente programado para dezembro de 2025, o certame já foi adiado e agora está previsto para o segundo semestre de 2026.

Divergências sobre concorrência travam processo

O cronograma tem sido impactado por divergências sobre as regras de participação no leilão. O debate gira em torno do nível de restrição para empresas que já operam no porto e grandes armadores internacionais, em um mercado considerado concentrado.

O governo avalia ajustes para ampliar a competitividade e atrair novos participantes, sem comprometer o equilíbrio do setor.

Possíveis mudanças no modelo de leilão

Entre as propostas em análise está a liberação para que armadores que ainda não atuam no porto participem desde a primeira fase do leilão. A medida tende a ampliar a concorrência e está alinhada a entendimentos técnicos do setor.

O modelo atual prevê duas etapas:

  • na primeira, operadores já presentes no porto ficam impedidos de participar;
  • na segunda, esses grupos podem entrar, desde que realizem desinvestimento em ativos existentes.

Além disso, há recomendações para limitar a presença de grandes empresas globais na fase inicial, buscando evitar concentração excessiva.

Pontos sensíveis podem alterar estrutura do projeto

Outras mudanças em discussão são consideradas mais complexas e podem impactar diretamente o desenho da concessão. Entre elas:

  • definição de grupo econômico;
  • critérios de movimentação relevante;
  • prazos para desinvestimento.

Se aprovadas, essas alterações podem exigir uma nova rodada de análises técnicas, configurando um novo modelo de licitação.

Pressão do mercado e desafios regulatórios

As revisões refletem pressões de empresas interessadas em ampliar sua participação no projeto. Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar a abertura do mercado com a prevenção de concentração e possíveis impactos regulatórios e diplomáticos.

Projeto bilionário é estratégico para o país

Conhecido como Tecon Santos 10, o empreendimento é considerado o maior projeto de arrendamento portuário já planejado no Brasil. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões.

Quando concluído, o terminal deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres, atendendo à crescente demanda do Porto de Santos, que já opera próximo do limite.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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