Portos

Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Informação

Consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos recebe contribuições até maio

A consulta pública do canal de acesso ao Porto de Santos está aberta para participação da sociedade até o dia 2 de maio. A proposta busca ampliar o debate com agentes do setor portuário e demais interessados, além de reunir sugestões que possam aperfeiçoar os aspectos técnicos e jurídicos do projeto.

Como participar da consulta pública

Os interessados em contribuir com o projeto de concessão do Porto de Santos podem enviar sugestões por meio de formulário eletrônico disponível no site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na plataforma, também estão disponíveis documentos, minutas e materiais de referência que fundamentam a proposta.

Arquivos adicionais, como mapas, plantas e imagens, devem ser encaminhados por e-mail. Já as contribuições textuais precisam ser inseridas diretamente no formulário, com identificação do participante e dentro do prazo estipulado.

Para quem não possui acesso à internet, há a opção de participação presencial. Nesse caso, é possível utilizar os computadores da sede da Antaq, em Brasília, ou das unidades regionais, cujos endereços estão informados no portal da agência.

Detalhes do projeto de concessão

O projeto de concessão do canal de acesso aquaviário prevê a transferência parcial das atividades atualmente sob responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos. A proposta estabelece que a gestão e exploração do canal sejam realizadas por uma empresa concessionária durante um período de 25 anos.

Com investimentos estimados em R$ 688 milhões, a futura operadora deverá assumir a operação, manutenção e modernização da infraestrutura. Entre as principais obrigações estão:

  • Dragagem para aprofundamento do canal, com meta de atingir 16 metros em até três anos e 17 metros em até seis anos;
  • Execução contínua de dragagem de manutenção;
  • Modernização da sinalização náutica;
  • Implantação do sistema VTMIS;
  • Gestão ambiental das operações.

Serviço

Evento: Consulta pública do canal de acesso ao Porto de Santos
Participação: online, por formulário da Audiência Pública nº 02/2026-ANTAQ
Prazo: até 2 de maio

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Codesp

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Porto de Santos terá nova sede da Polícia Federal e investimentos em infraestrutura

O Porto de Santos avança em um novo projeto estratégico com a assinatura do convênio para elaboração da futura sede da Polícia Federal. A cerimônia contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marca uma etapa essencial para o início das obras.

A formalização garante o desenvolvimento do projeto executivo, etapa técnica indispensável para viabilizar a construção da nova unidade no litoral paulista.

Nova sede reforça combate ao crime no Porto de Santos

De acordo com o ministro, a instalação da nova estrutura é considerada fundamental para intensificar o combate à criminalidade transnacional e ampliar a segurança nas operações portuárias.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, enfrenta desafios constantes relacionados ao tráfico internacional de drogas, contrabando e atuação de organizações criminosas. Nesse cenário, a nova sede deve ampliar a capacidade operacional da corporação.

O prédio será construído dentro da área do porto, com acesso direto ao canal do estuário. A estrutura terá cerca de 5,8 mil metros quadrados, distribuídos em dez andares, reunindo setores administrativos e operacionais em um único espaço.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo, destacou que o projeto representa uma ação estratégica do Estado para fortalecer a presença institucional em uma área considerada sensível.

Segundo ele, a nova localização permitirá maior eficiência no enfrentamento ao crime organizado, além de oferecer mais segurança para trabalhadores e empresas que atuam no ambiente portuário.

Investimentos ampliam infraestrutura portuária

Além da nova sede da Polícia Federal no Porto de Santos, outras obras relevantes foram anunciadas para a região.

Entre elas, está a segunda etapa da Perimetral do Guarujá, que deve receber investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão. O projeto prevê a construção de três quilômetros de vias, com impacto direto na logística e mobilidade da região.

Também foi confirmada a construção de dois novos berços na área do Alemoa, com aporte estimado em R$ 350 milhões por empresas parceiras. A ampliação permitirá atender à crescente demanda por movimentação de cargas.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, ressaltou que as intervenções vão impulsionar a eficiência operacional do porto e fortalecer sua competitividade.

Túnel Santos-Guarujá e novos aportes

Outro destaque é o projeto do Túnel Santos-Guarujá, que segue com cronograma mantido e previsão de investimentos de cerca de R$ 2,6 bilhões.

Segundo o ministro, o conjunto de obras — que inclui ainda recursos para requalificação de molhes e melhorias em terminais privados — ultrapassa R$ 4 bilhões em investimentos.

A expectativa é que as intervenções consolidem o Porto de Santos como um dos principais hubs logísticos da América Latina, ampliando sua capacidade e segurança nas operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Aratu-Candeias inicia operação de granéis vegetais após mais de 50 anos

O Porto de Aratu-Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (BA), deu início a uma nova fase em suas operações ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A operação ocorre no terminal ATU 18 e começa com o embarque de 35 mil toneladas de sorgo, produto originário do oeste da Bahia.

A iniciativa abre uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola baiana, ampliando o papel do porto na cadeia do agronegócio.

Porto amplia perfil de atuação logística

Inaugurado nos anos 1970 para atender principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário de Aratu-Candeias sempre concentrou suas atividades na movimentação de cargas petroquímicas e minerais.

Com a entrada em operação dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passa a contar com infraestrutura adequada para o manuseio de grãos e produtos agrícolas, diversificando suas operações e ampliando sua relevância logística.

Segundo o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, a nova etapa representa um avanço importante para o setor portuário baiano.

Ele destaca que os investimentos incluem ampliação da retroárea, construção de quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada e implantação de sistemas automatizados de transporte por esteiras, o que deve reduzir custos e acelerar as operações portuárias.

Investimentos superam R$ 400 milhões

A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, integrante do Grupo Simpar. No total, os investimentos em obras e melhorias superaram R$ 400 milhões.

O terminal passa a operar com foco no armazenamento e movimentação de granéis vegetais, principalmente soja, milho e sorgo, reforçando a infraestrutura de apoio ao agronegócio brasileiro.

Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a nova operação representa um marco para o porto e para a logística agrícola da Bahia.

Segundo ele, os investimentos refletem uma estratégia de longo prazo para tornar a infraestrutura portuária nacional mais eficiente e competitiva, além de reduzir gargalos logísticos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Infraestrutura moderna amplia eficiência operacional

Entre as estruturas implantadas estão classificadores de grãos, tombadores de caminhões, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos de grande capacidade. Também foram incorporados equipamentos de última geração para elevar a produtividade das operações.

Um dos principais destaques é o shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade operacional de até 2 mil toneladas por hora. Com o sistema, o terminal poderá alcançar uma produtividade média de 30 mil toneladas por dia.

Capacidade anual pode chegar a 7,5 milhões de toneladas

Com a nova estrutura, o terminal terá capacidade inicial para movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a expectativa é atingir 3 milhões de toneladas movimentadas.

A capacidade de armazenagem estática inicial será de 120 mil toneladas. Em etapas futuras de expansão, a previsão é que o terminal alcance movimentação anual de até 7,5 milhões de toneladas, consolidando o Porto de Aratu-Candeias como um importante polo logístico para o escoamento da produção agrícola do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Informação

ANTAQ divulga pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) anunciou a pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada (ROD), marcada para o dia 12 de março, às 9h. O encontro será realizado em formato telepresencial, com transmissão a partir do auditório da sede da Agência, em Brasília (DF).

A reunião ocorrerá no Edifício Sede da ANTAQ, localizado no SEPN Quadra 514, Conjunto E, Asa Norte, e integra a agenda periódica de deliberações do órgão regulador do setor aquaviário brasileiro.

Participação de interessados na reunião

Durante a reunião da Diretoria Colegiada da ANTAQ, será permitida a participação de partes interessadas nos processos pautados, que poderão apresentar sustentação oral. Essa manifestação pode ser realizada pelo próprio interessado ou por meio de advogados ou representantes legais devidamente constituídos.

A Agência ressalta que o pedido de participação deve ser feito obrigatoriamente pelos representantes legais das empresas ou partes envolvidas.

Prazo para solicitação de sustentação oral

Para participar da reunião e realizar a sustentação oral, é necessário preencher o formulário específico e encaminhar a documentação exigida com antecedência mínima de 24 horas úteis, considerando o horário de Brasília, em relação à reunião em que o processo estiver na pauta.

Solicitações enviadas após esse prazo não serão analisadas pela Agência.

Reuniões da ANTAQ e decisões regulatórias

As Reuniões Ordinárias da Diretoria Colegiada são momentos em que a ANTAQ avalia processos administrativos, decisões regulatórias e temas relacionados à regulação do transporte aquaviário, portos e infraestrutura logística marítima e fluvial no país.

Confira a pauta da 605ª ROD. 

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

China anuncia ação judicial para recuperar controle de portos no Canal do Panamá

O governo da China informou que adotará medidas legais para defender os interesses de sua empresa de Hong Kong que administrava os portos de Balboa e Cristóbal, no Canal do Panamá, após a revogação da concessão pelas autoridades panamenhas.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou em Pequim que o país atuará para proteger os direitos legítimos de suas companhias e assegurar segurança jurídica aos investimentos em infraestrutura estratégica.

Disputa envolve concessão bilionária

Os terminais de Balboa e Cristóbal eram operados há mais de 25 anos pela empresa CK Hutchison Holdings, por meio da subsidiária Panama Ports Company.

Ao longo desse período, foram investidos mais de US$ 1,8 bilhão em infraestrutura portuária, modernização de guindastes e sistemas de movimentação de carga. Os dois terminais estão posicionados em áreas estratégicas nas entradas do canal, considerado uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta.

Após decisão da Suprema Corte do Panamá apontar supostas irregularidades contratuais, o governo local assumiu temporariamente o controle das operações e transferiu a concessão para operadores europeus.

Portos passam a operadores europeus

O terminal de Balboa passou à gestão da APM Terminals, ligada ao grupo dinamarquês Maersk. Já o porto de Cristóbal foi concedido à Terminal Investment Limited, empresa associada à suíça MSC.

A mudança administrativa coloca em risco os investimentos chineses acumulados ao longo de décadas e amplia a tensão diplomática em torno do controle de ativos estratégicos no comércio marítimo internacional.

Canal do Panamá no centro da geopolítica

O episódio reforça a crescente disputa geopolítica em torno do Canal do Panamá, responsável por cerca de 5% a 6% do comércio marítimo global. A via é essencial para as rotas entre Ásia, América e Europa.

A China figura entre os principais usuários do canal, respondendo por aproximadamente 21% do volume de cargas transportadas. O governo chinês sustenta que a ação judicial não busca apenas proteger uma empresa específica, mas garantir previsibilidade jurídica para investimentos internacionais em infraestrutura crítica.

Analistas avaliam que pressões ligadas a interesses dos Estados Unidos podem ter influenciado a decisão panamenha, refletindo a tradicional influência de Washington sobre projetos estratégicos na América Latina.

Crescente presença chinesa na América Latina

A disputa ocorre em um contexto de expansão da presença econômica chinesa na região. Entre 2003 e 2022, os investimentos da China na América Latina superaram US$ 187 bilhões, abrangendo portos, energia, telecomunicações e obras de infraestrutura.

O intercâmbio comercial entre a China e os países latino-americanos ultrapassa US$ 500 bilhões, consolidando o país asiático como parceiro estratégico. Atualmente, Pequim representa cerca de 16,9% do comércio total da região com o mundo, superando a União Europeia e aproximando-se da participação norte-americana.

O caso dos portos panamenhos evidencia que a disputa vai além do campo empresarial, envolvendo interesses geopolíticos, influência estratégica e controle de rotas fundamentais para o comércio global.

FONTE: Brasil de Fato
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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