Logística

Índia instala 2 mil blocos de concreto para proteger porto de águas profundas e ampliar rotas marítimas

A Índia avança na construção de uma das maiores obras de engenharia costeira da atualidade ao instalar cerca de 2 mil gigantescas peças de concreto no Mar Arábico. O objetivo é reforçar o quebra-mar do Porto Internacional de Vizhinjam, no estado de Kerala, estrutura de 3,1 quilômetros projetada para proteger o terminal e garantir operações seguras para navios de grande porte.

A intervenção faz parte da estratégia do país para fortalecer sua infraestrutura portuária e ampliar sua participação nas principais rotas marítimas internacionais.

Quebra-mar recebe tecnologia para dissipar a força das ondas

A proteção do quebra-mar utiliza aproximadamente 2 mil unidades do modelo ACCROPODE II, blocos pré-moldados de concreto com cinco metros cúbicos cada, desenvolvidos especialmente para obras marítimas de grande porte.

Segundo a Concrete Layer Innovations, essas estruturas funcionam como uma armadura artificial capaz de absorver e dispersar a energia das ondas antes que elas atinjam a barreira principal, reduzindo o desgaste da infraestrutura e aumentando sua resistência.

O revestimento cria uma camada robusta ao longo da parte externa do quebra-mar, protegendo uma das áreas mais expostas do litoral de Kerala.

Engenharia exige precisão na instalação das peças

Ao contrário de blocos convencionais lançados de forma aleatória, as unidades ACCROPODE II possuem um formato projetado para se encaixar entre si, formando uma estrutura estável e eficiente contra o impacto constante do mar.

Cada peça ocupa uma posição previamente calculada no talude do quebra-mar, permitindo que o conjunto distribua melhor a força das ondas e aumente a durabilidade da obra.

A fabricação dos blocos começou em 2017, enquanto a instalação teve início em 2022, evidenciando a complexidade logística envolvida na execução do projeto.

Porto de Vizhinjam mira navios cada vez maiores

Localizado na costa do Mar Arábico, o Porto de Vizhinjam foi planejado para operar como um terminal de águas profundas, capaz de receber embarcações de grande porte utilizadas no comércio internacional.

O quebra-mar desempenha papel essencial nesse projeto ao criar uma área protegida para atracação, reduzir a agitação marítima e oferecer condições mais seguras para as operações portuárias.

Com a expansão do transporte marítimo e o crescimento dos navios de grande capacidade, estruturas desse tipo tornaram-se fundamentais para garantir eficiência logística.

Infraestrutura fortalece posição da Índia nas rotas globais

A localização estratégica de Vizhinjam coloca o porto próximo a importantes corredores do comércio marítimo internacional, tornando o empreendimento uma peça relevante para a logística do país.

Além de ampliar a capacidade operacional, a obra busca aumentar a competitividade da Índia no mercado global de movimentação de cargas e operações de transbordo.

Especialistas destacam que portos de águas profundas exigem soluções cada vez mais sofisticadas para enfrentar condições oceânicas extremas e garantir estabilidade durante todo o ano.

Engenharia costeira acompanha evolução do transporte marítimo

Projetos modernos de proteção costeira vêm substituindo grandes volumes de rochas por estruturas pré-moldadas desenvolvidas especificamente para dissipar a energia das ondas.

No caso de Vizhinjam, o formato dos blocos permite reduzir a pressão exercida sobre o quebra-mar, aumentando a vida útil da estrutura e oferecendo maior segurança às embarcações.

A obra simboliza uma tendência observada em diversos países: adaptar a infraestrutura portuária ao crescimento do comércio internacional e à chegada de navios cada vez maiores.

Com o quebra-mar de 3,1 quilômetros protegido por milhares de blocos de concreto, a Índia cria uma nova barreira artificial entre o oceano e o terminal portuário, reforçando sua capacidade logística e ampliando sua presença nas principais rotas marítimas do mundo.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Obras do molhe de proteção de Suape atingem 42% e reforçam segurança do porto externo

As obras de requalificação do molhe de proteção do Complexo Industrial Portuário de Suape chegaram a 42% de execução, conforme atualização divulgada pela administração do porto. Iniciada em outubro de 2024, a quarta e última etapa da intervenção segue dentro do cronograma estabelecido.

A modernização da estrutura tem como objetivo ampliar a proteção do porto externo e aumentar a segurança das operações realizadas nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), responsáveis pela movimentação de petróleo, combustíveis, derivados e outros granéis líquidos.

Intervenção fortalece infraestrutura portuária

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o molhe desempenha papel estratégico para o funcionamento do porto.

Segundo ele, a recuperação da estrutura melhora as condições de segurança da navegação, protege as operações marítimas e preserva uma infraestrutura essencial para a atividade portuária.

Investimento de R$ 123 milhões contempla 1,8 quilômetro da estrutura

A obra abrange 1,8 quilômetro do molhe de abrigo. Para recompor a estrutura, estão sendo utilizadas rochas com peso entre 300 quilos e 12 toneladas, posicionadas com o auxílio de equipamentos de grande porte e seguindo critérios de engenharia marítima capazes de resistir à ação das ondas, correntes e marés.

O investimento total é de R$ 123 milhões, sendo R$ 73 milhões provenientes do Governo de Pernambuco e R$ 50 milhões do governo federal.

Segundo a diretora de Engenharia e Obras de Suape, Renata Loyo, esse tipo de intervenção exige planejamento constante devido às condições do ambiente marítimo. Ela destaca que o acompanhamento operacional contínuo, a precisão na execução e o trabalho de equipes especializadas permitiram manter o cronograma mesmo durante o período de chuvas.

Movimentação de cargas reforça importância de Suape

A recuperação do molhe de proteção faz parte do conjunto de investimentos em infraestrutura portuária em andamento no Complexo de Suape.

Entre janeiro e maio de 2026, o porto movimentou 11,27 milhões de toneladas de cargas, sendo 7,45 milhões de toneladas de granéis líquidos. No mesmo intervalo, foram contabilizadas 693 atracações de embarcações, evidenciando a relevância do terminal para a logística nacional.

Conclusão está prevista para 2028

A expectativa é que a requalificação seja concluída em agosto de 2028. Com a entrega da obra, o Complexo de Suape deverá ampliar a vida útil do molhe de proteção, garantindo melhores condições operacionais para o porto externo e assegurando a continuidade das operações nos Píeres de Granéis Líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação de cargas líquidas do complexo.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 acumula oito adiamentos e amplia pressão sobre o Porto de Santos

O Tecon Santos 10, projeto considerado estratégico para ampliar a capacidade do Porto de Santos, continua sem previsão concreta de leilão. Desde que foi incluído na carteira de investimentos do governo federal, o empreendimento já teve o cronograma alterado oito vezes e poderá registrar um nono adiamento caso o certame não seja realizado até o fim de 2026.

Inicialmente, a licitação estava prevista para o primeiro trimestre de 2022, mas sucessivas mudanças no calendário impediram o avanço do projeto. Após passar pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o cronograma foi transferido para o final de 2022, depois para 2023 e, posteriormente, acabou suspenso com a mudança de governo.

Mudanças de governo e impasses adiaram o projeto

Entre 2023 e outubro de 2024, o megaterminal deixou de integrar as prioridades do governo federal e permaneceu sem evolução.

A proposta voltou à pauta após pressão de representantes do setor portuário, que defendiam a ampliação da infraestrutura de contêineres no maior porto da América Latina. A expectativa passou a ser de leilão no primeiro semestre de 2025, mas discussões sobre o modelo de concorrência, audiências públicas e a análise do processo pelo Tribunal de Contas da União (TCU) provocaram novos atrasos.

Posteriormente, solicitações da Casa Civil para mudanças nas diretrizes da licitação fizeram o cronograma ser novamente alterado. Apesar das dificuldades, o governo ainda trabalha com a previsão de realizar o leilão até dezembro deste ano.

Setor portuário cobra definição para ampliar capacidade logística

Os constantes adiamentos geram preocupação entre operadores e entidades do setor, que alertam para os impactos da falta de investimentos na movimentação de contêineres.

O Brasil não realiza leilões de novos terminais especializados nesse segmento desde 2016. No Porto de Santos, o último arrendamento de um terminal de contêineres ocorreu em 2013, área atualmente operada pela BTP. No mesmo período, a DP World iniciou operações no porto como terminal privado, sem passar por processo licitatório.

Especialistas afirmam que a infraestrutura atual já opera próxima do limite, situação que tem provocado desvio de cargas para outros portos brasileiros e reduzido a eficiência logística.

Exportadores apontam prejuízos causados pela falta de infraestrutura

Segundo representantes do setor exportador, a limitação operacional do Porto de Santos já afeta diretamente diversos segmentos da economia.

O diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Eduardo Heron, afirma que o porto não consegue acompanhar o crescimento da produção agrícola nacional.

De acordo com o executivo, somente em 2025 o setor cafeeiro acumulou prejuízo logístico estimado em R$ 66 milhões devido à insuficiência de espaço para embarques. Atualmente, entre 75% e 80% das exportações brasileiras de café utilizam o terminal paulista.

Mesmo após uma safra recorde registrada em 2024, Santos respondeu por apenas 65% das exportações nacionais de café, o menor índice dos últimos anos.

Heron também destaca que, entre 2016 e 2025, as exportações de produtos agropecuários cresceram mais de 70%, enquanto a expansão da infraestrutura portuária não acompanhou esse ritmo.

Projeto passou por diversas reformulações

O empreendimento começou a ser estruturado em 2019 com o nome de STS10, integrando o plano de desenvolvimento da autoridade portuária.

Nos anos seguintes, o projeto alternou momentos em que seria licitado separadamente e períodos em que faria parte do processo de privatização do Porto de Santos, iniciativa que também sofreu sucessivos adiamentos e acabou sendo abandonada.

Durante esse período, um dos principais debates envolveu as regras de concorrência para evitar concentração de mercado entre grandes operadores de contêineres.

Novo modelo busca ampliar a concorrência

Com a retomada do projeto em 2024, o terminal passou a ser denominado Tecon Santos 10, numa tentativa de marcar uma nova fase da iniciativa.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) elaborou um modelo de licitação em duas etapas. Na primeira fase, somente empresas que ainda não operam terminais de contêineres em Santos poderiam disputar o empreendimento. Apenas na ausência de interessados seria aberta uma segunda etapa para os operadores já instalados.

O TCU autorizou o prosseguimento do processo, mas recomendou ampliar as restrições também aos armadores na fase inicial da disputa.

Posteriormente, a Casa Civil solicitou novos ajustes no modelo após questionamentos apresentados por empresas de navegação chinesas, provocando mais um adiamento do cronograma.

Prazo para o leilão ainda gera dúvidas

Apesar da previsão oficial de realizar o certame até o fim de 2026, integrantes do setor avaliam que o calendário poderá sofrer novo atraso.

Entre os fatores que alimentam essa possibilidade está a necessidade de eventual reanálise do processo pelo TCU, já que as alterações promovidas no modelo de arrendamento podem ser consideradas mudanças relevantes.

Além disso, a Antaq encaminhou recentemente um ofício ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Casa Civil solicitando esclarecimentos sobre as novas diretrizes da licitação, reforçando a percepção de que ainda existem pontos pendentes antes da publicação definitiva do edital.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Portos

Portonave amplia frota com novos guindastes elétricos e reforça investimentos em descarbonização

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), deu mais um passo no plano de modernização ao receber os primeiros sete guindastes elétricos e-RTG (Rubber Tyred Gantry) de um lote de 14 equipamentos previstos para 2026. A chegada das novas máquinas fortalece a estratégia de descarbonização, amplia a capacidade operacional do terminal e prepara a estrutura para atender navios de maior porte.

Com cerca de 28 metros de altura e 156 toneladas cada, os equipamentos são totalmente elétricos, dispensando motores a combustão. A expectativa é que as primeiras unidades iniciem operação em agosto, enquanto os demais guindastes devem chegar até o fim de julho e entrar em funcionamento no início de setembro.

Os novos guindastes partiram de Dalian, na China, transportados por um navio da companhia Cosco em uma viagem de aproximadamente 20 mil quilômetros. O processo de desembarque começou logo após a atracação da embarcação e deve ser concluído em cerca de um dia e meio de trabalho, período necessário para a transferência segura dos equipamentos até o cais.

Tecnologia aumenta eficiência e segurança nas operações

Os e-RTGs são responsáveis pela movimentação, organização e empilhamento de contêineres no pátio do terminal, além de realizarem a transferência das cargas entre caminhões e áreas de armazenagem.

Fabricados pela Konecranes, com projeto desenvolvido na Finlândia e produção na China, os equipamentos possuem capacidade para movimentar até 41 toneladas e operar com pilhas de até sete contêineres. Na Portonave, por questões de segurança operacional, o empilhamento é limitado a cinco unidades.

Entre os recursos tecnológicos embarcados estão sensores anticolisão, sistema eletrônico de controle do balanço da carga, frenagem automática durante a elevação, lubrificação automatizada e monitoramento do peso dos contêineres em tempo real, permitindo maior precisão e segurança durante as operações.

Frota elétrica reduz emissões e amplia compromisso ambiental

Os novos equipamentos chegam preparados para operar no sistema de eletrificação já existente no terminal, utilizando alimentação por baterias. A infraestrutura elétrica da Portonave foi implantada em 2016, quando os antigos RTGs movidos a diesel passaram por conversão para operação elétrica. Desde então, a empresa informa que houve redução de aproximadamente 96,5% na emissão de gases poluentes desses equipamentos.

O plano de renovação da frota segue ao longo do segundo semestre com a chegada de dois novos guindastes Ship-to-Shore (STS), além da entrega gradual de 30 Terminal Tractors elétricos e cinco Reach Stackers elétricas, prevista até janeiro de 2027.

A aquisição dos equipamentos foi realizada por meio do Reporto, regime tributário criado para incentivar investimentos na modernização da infraestrutura portuária e ferroviária brasileira, garantindo incentivos fiscais para compra de máquinas e equipamentos.

Investimentos preparam a Portonave para receber navios de até 400 metros

A aquisição dos 14 novos guindastes representa um investimento de aproximadamente R$ 210 milhões. As novas máquinas fazem parte de um amplo projeto de expansão do terminal, que inclui a Obra de Adequação do Cais, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Após a finalização dos trabalhos, a Portonave estará apta a operar navios de até 400 metros de comprimento, entre os maiores do mundo.

Somando obras e aquisição de equipamentos, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Com a expansão, o terminal passará a contar com oito guindastes STS e 32 RTGs, elevando sua capacidade anual de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Reconhecida como líder nacional em produtividade de navios, a Portonave registrou, em abril de 2026, a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações. Instalada em Navegantes desde 2007, a empresa foi o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil e integra o grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), responsável pela administração de cerca de 70 terminais portuários distribuídos em cinco continentes.

Segundo dados da ANTAQ, a Portonave alcançou média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025, consolidando-se como referência nacional em produtividade na movimentação de contêineres.

Fonte: Portonave.

Texto: Redação

Imagens: Portonave

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Portos

Porto Itapoá amplia conexão internacional com nova rota direta para o Norte da Europa

O Porto Itapoá passou a integrar uma nova ligação marítima regular entre a costa leste da América do Sul e o Norte da Europa, ampliando sua participação nas principais rotas do comércio internacional. Operado pela Maersk, o serviço NEOSAMBA conecta o terminal de Santa Catarina a importantes portos europeus, como Rotterdam, Hamburgo, Antuérpia e Southampton, além de incluir escalas em Tânger, Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu.

A nova operação reforça a competitividade do porto e amplia as opções logísticas para importadores e exportadores que atuam entre os mercados sul-americano e europeu.

Cabotagem para Manaus amplia integração logística

Além da nova rota internacional, o terminal também contará com um serviço de cabotagem voltado para Manaus, fortalecendo a conexão com a Região Norte do país. A iniciativa amplia a integração da malha logística nacional e oferece novas alternativas para o transporte de cargas dentro do Brasil.

O avanço das operações ocorre enquanto seguem as obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, que já ultrapassaram 70% de execução.

Dragagem permitirá receber navios de maior porte

A expectativa é que a intervenção seja concluída ainda neste ano. Com isso, o complexo portuário estará preparado para operar embarcações de até 366 metros de comprimento e capacidade próxima de 16 mil TEUs, elevando sua eficiência operacional e sua competitividade nas rotas marítimas internacionais.

A ampliação da infraestrutura deve consolidar o Porto Itapoá entre os principais terminais brasileiros para movimentação de contêineres.

União Europeia tem participação relevante na movimentação de cargas

Dados do Porto Itapoá mostram que a União Europeia representou cerca de 19% das importações movimentadas pelo terminal em 2025, totalizando aproximadamente 285 mil TEUs. Nas exportações, o bloco respondeu por 12% do volume transportado, equivalente a cerca de 180 mil TEUs.

Entre as principais mercadorias embarcadas estão produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço, refletindo a diversidade da pauta exportadora atendida pelo porto.

Expansão pode impulsionar investimentos em logística

O aumento da capacidade operacional e das conexões marítimas deve ampliar a procura por áreas de armazenagem e centros de distribuição na região próxima ao terminal.

Segundo Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, a combinação entre novas rotas internacionais, capacidade para receber grandes porta-contêineres e a integração com a cabotagem tende a atrair novos investimentos em condomínios logísticos ao longo do corredor formado por Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul, especialmente nas áreas com acesso à BR-101.

Na avaliação do executivo, a valorização imobiliária costuma ocorrer antes mesmo da infraestrutura atingir sua capacidade máxima de operação. Por isso, empreendimentos localizados próximos ao porto e com acesso eficiente às principais rodovias tendem a concentrar a demanda por novos galpões logísticos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Canal do Panamá reforça operações com cinco novos rebocadores híbridos

O Canal do Panamá ampliou sua estrutura operacional com a incorporação de cinco rebocadores híbridos, marcando mais uma etapa do processo de modernização da hidrovia. As novas embarcações foram oficialmente apresentadas durante uma cerimônia de batismo e passam a integrar a frota responsável pelo apoio às operações de navegação.

Batizados de Isla Farallón, Isla Cébaco, Isla Cañas, Isla Coiba e Isla Boná, os rebocadores foram desenvolvidos com tecnologia de propulsão híbrida, voltada para aumentar a eficiência das manobras e reduzir os impactos ambientais.

Tecnologia híbrida melhora eficiência e reduz emissões

Os novos equipamentos utilizam um sistema que combina motores a diesel, motores elétricos e baterias para armazenamento de energia. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, essa configuração proporciona melhor gerenciamento do consumo energético, diminui a emissão de poluentes e aumenta a confiabilidade das operações.

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também contribui para a redução do consumo de combustível, menores custos de manutenção e maior durabilidade dos componentes das embarcações.

Modernização fortalece a competitividade do Canal do Panamá

Durante a cerimônia, o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que a chegada dos novos rebocadores híbridos representa mais um passo na construção de uma operação mais eficiente e sustentável.

De acordo com ele, o investimento reforça o compromisso da instituição com a inovação, a preservação ambiental e o fortalecimento da competitividade da hidrovia para as próximas gerações.

Equipes operacionais recebem reconhecimento

A administradora adjunta do Canal do Panamá, Ilya Espino de Marotta, ressaltou a importância dos profissionais responsáveis pelo funcionamento das embarcações.

Ela destacou o trabalho conjunto de capitães, pilotos, marinheiros, operadores, engenheiros, mecânicos e demais equipes de apoio, enfatizando que a dedicação desses profissionais é essencial para manter o alto padrão operacional do canal.

Nomes homenageiam a riqueza natural do Panamá

Conforme informou a Autoridade do Canal do Panamá, os nomes escolhidos para os novos rebocadores fazem referência a ilhas panamenhas e têm como objetivo valorizar o patrimônio natural e marítimo do país, reforçando a ligação entre a hidrovia e a identidade nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

América Latina amplia participação no transporte marítimo e já concentra 14% da capacidade global dos armadores

A América Latina consolidou sua posição como a terceira principal rota do transporte marítimo mundial em capacidade disponibilizada pelos armadores internacionais. Dados da consultoria Alphaliner mostram que a região responde atualmente por 14% da capacidade global das companhias de navegação, ficando atrás apenas dos corredores Extremo Oriente–Europa, que concentram cerca de um quarto da oferta mundial, e da rota Ásia–América do Norte, responsável por 16%.

O crescimento evidencia o fortalecimento da região nas cadeias globais de suprimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities agrícolas, minerais e produtos energéticos, além da expansão das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China.

Rotas Norte-Sul ganham protagonismo

A participação latino-americana no mercado marítimo internacional vem avançando acima da média global nos últimos anos. Estudos anteriores da Alphaliner já apontavam um aumento consistente da capacidade destinada aos serviços com origem e destino na região, refletindo o maior interesse dos armadores pelas chamadas rotas Norte-Sul.

Esse movimento também tem acelerado a modernização da infraestrutura portuária em diversos países latino-americanos. Entre os investimentos estão obras de dragagem, expansão de terminais, ampliação da capacidade operacional e aquisição de equipamentos para movimentação de contêineres, além da chegada de navios de maior porte.

No Brasil, portos como Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes, Pecém e Itajaí vêm ampliando suas operações para atender ao crescimento do comércio exterior, principalmente nas rotas com a Ásia.

Armadores asiáticos apresentam desempenho superior

O levantamento aponta ainda que as empresas marítimas asiáticas vêm registrando margens operacionais mais elevadas do que as concorrentes europeias. Segundo a análise, esse resultado está diretamente ligado à estratégia de distribuição de suas frotas.

Enquanto os armadores europeus permanecem mais expostos às rotas ligadas ao continente europeu — afetadas pela desaceleração das exportações locais —, as companhias asiáticas concentram maior capacidade em mercados impulsionados pelo dinamismo exportador do Extremo Oriente.

Entre as dez maiores transportadoras marítimas do mundo, apenas a Ocean Network Express (ONE) e a ZIM Integrated Shipping Services têm como principal foco a rota transpacífica. No caso da ZIM, esse corredor representa 52% de toda a sua capacidade operacional.

Já a HMM e a Hapag-Lloyd concentram boa parte de suas operações na ligação entre o Extremo Oriente e a Europa. A HMM, por exemplo, direciona 53% de sua capacidade total para essa rota.

Crise no Mar Vermelho altera a distribuição das frotas

A Alphaliner destaca que a crise no Mar Vermelho modificou significativamente a alocação da frota mundial de contêineres. Os ataques contra embarcações comerciais levaram diversas empresas a suspender temporariamente a passagem pelo Canal de Suez, optando pelo desvio através do Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Com trajetos mais longos, as viagens passaram a exigir um número maior de navios para transportar o mesmo volume de cargas. Como resultado, a rota entre o Extremo Oriente e a Europa tornou-se a principal responsável por absorver capacidade adicional da indústria global de contêineres.

Estimativas da UNCTAD indicam que o aumento das distâncias percorridas elevou os custos operacionais, ampliou as emissões de gases e reduziu a previsibilidade das cadeias logísticas internacionais.

O estudo também mostra que MSC Mediterranean Shipping Company e Maersk destinam aproximadamente 31% de suas frotas para operações na América Latina e na África, percentual superior ao direcionado por ambas ao comércio transpacífico.

Em sentido contrário, a Yang Ming Marine Transport Corporation mantém forte concentração na Ásia. Apenas 2% de sua capacidade está voltada para a América Latina, enquanto 91% permanece distribuída entre as rotas Extremo Oriente–Europa, Ásia–América do Norte e o mercado intra-asiático.

Portos brasileiros ganham importância estratégica

O avanço da América Latina no cenário do transporte marítimo abre espaço para que os portos da região ampliem sua participação no comércio internacional. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade terrestre, eficiência operacional e segurança regulatória.

A expectativa é de que o fortalecimento das relações comerciais entre América Latina e Ásia continue impulsionando novos serviços marítimos e a chegada de embarcações cada vez maiores aos portos latino-americanos, reforçando o papel estratégico da região na reorganização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Portos

Portos da China dominam ranking global em movimentação de cargas em 2025, com 8 entre os 10 maiores do mundo

A China consolidou em 2025 sua posição como potência logística global, ao ocupar oito das dez primeiras posições no ranking mundial de movimentação portuária. O dado foi divulgado por autoridades do setor de transportes do país e reforça a liderança chinesa no comércio marítimo internacional.

O desempenho é sustentado por volumes recordes de carga portuária, expansão da infraestrutura e crescimento contínuo da frota mercante.

Portos chineses registram volumes recordes de carga e contêineres

De acordo com o vice-ministro dos Transportes, Li Xinghu, os portos chineses movimentaram cerca de 18,3 bilhões de toneladas de carga em 2024, além de 354 milhões de TEUs (unidade equivalente a vinte pés) em contêineres.

O país também lidera em capacidade marítima, com uma frota de navios próprios que soma aproximadamente 490 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).

Movimentação diária supera milhões de toneladas

Em média, os portos da China registraram em 2025 mais de 50 milhões de toneladas de carga por dia e cerca de 970 mil TEUs diários.

O fluxo marítimo também impressiona no número de embarcações: foram aproximadamente 98.200 movimentações de navios por dia, incluindo cerca de 1.236 viagens internacionais, segundo dados oficiais.

Transporte hidroviário reforça liderança logística

O sistema de hidrovias chinesas também atingiu patamar recorde, com movimentação próxima de 15 trilhões de tonelada-quilômetro em 2025.

Esse volume representa mais da metade do desempenho total do sistema de transporte do país, evidenciando a importância das rotas fluviais e costeiras para a logística nacional e o escoamento da produção industrial.

Expansão de infraestrutura portuária no plano quinquenal

Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021–2025), a China ampliou de forma significativa sua infraestrutura logística.

Foram adicionados 469 novos ancoradouros capazes de receber navios acima de 10 mil toneladas, elevando o total para 3.061 estruturas desse tipo no país.

Além disso, foram construídos cerca de 2.500 quilômetros de hidrovias de alto padrão, totalizando uma malha de 18.500 quilômetros.

Terminais automatizados impulsionam eficiência portuária

A modernização também avançou com a implantação de tecnologia. Até 2025, a China já operava 60 terminais automatizados, sendo 30 dedicados exclusivamente a contêineres.

Essas estruturas reforçam o foco do país em eficiência logística, digitalização e aumento da capacidade operacional dos portos chineses, que seguem entre os mais movimentados e estratégicos do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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