Portos

Suape abre consulta pública para arrendamento portuário de R$ 1,4 bilhão

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, abriu consulta pública para receber sugestões e contribuições sobre o projeto de arrendamento da área SUA08, destinada à movimentação e à armazenagem de cargas gerais e conteinerizadas. A iniciativa faz parte das etapas preparatórias para a futura licitação da área.

Como parte do processo, uma audiência pública será realizada nesta terça-feira (27), às 14h, com o objetivo de ampliar a transparência e garantir a participação de investidores, representantes do setor portuário e demais interessados.

Projeto prevê R$ 110 milhões em investimentos

Localizada no complexo portuário, a área SUA08 possui aproximadamente 51 mil metros quadrados. O contrato de arrendamento tem valor global estimado em R$ 1,4 bilhão, enquanto os investimentos previstos para o projeto somam cerca de R$ 110 milhões.

A proposta integra a estratégia de Suape para atrair investimentos privados, desenvolver novas oportunidades de negócios e fortalecer a infraestrutura logística e portuária de Pernambuco. A iniciativa também está inserida no processo de ampliação e modernização das operações do complexo.

Audiência pública terá participação presencial e virtual

O encontro ocorrerá no auditório do Centro Administrativo de Suape, no município de Ipojuca, e contará com formato híbrido. Os participantes poderão acompanhar a audiência presencialmente ou pela internet, com transmissão ao vivo no canal oficial da estatal portuária no YouTube.

Quem desejar se manifestar durante a sessão deverá fazer uma inscrição prévia, conforme as orientações divulgadas pela administração do complexo.

Contribuições podem ser enviadas até 30 de outubro

Além da participação na audiência, os interessados poderão encaminhar sugestões e contribuições por escrito até o dia 30 de outubro de 2026, por meio de formulário eletrônico.

Os documentos relacionados à consulta pública, as informações sobre a audiência e as instruções para participação estão disponíveis no portal oficial de Suape.

Acesse os documentos e participe: https://www.suape.pe.gov.br/pt/licitacoes-2/consulta-e-audiencia-publicas-n-01-2026-sua08

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Saturação dos portos brasileiros ameaça a cadeia logística e exige novos investimentos

A saturação dos portos brasileiros acende um alerta para o setor logístico e pode comprometer a capacidade de movimentação de contêineres nos próximos anos. Um estudo da consultoria Macroinfra, especializada em transporte e logística, aponta que os terminais do país poderão atingir o limite operacional até 2030, caso projetos de expansão e novas instalações não avancem no ritmo necessário.

A análise utilizou dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), referentes ao período de 2015 a 2025, e identificou sinais de sobrecarga em quatro importantes complexos portuários: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Com o aumento da ocupação, parte do fluxo de contêineres tende a ser redirecionada para outros terminais com maior disponibilidade operacional. O cenário reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura portuária e preparar a rede logística para o crescimento da demanda.

Portos próximos do limite elevam os riscos operacionais

A operação de terminais com níveis elevados de ocupação pode ampliar a exposição a acidentes, interrupções de atividades e prejuízos financeiros. O alerta é de Simone Ramos, diretora de Portos e Logística da Lockton, corretora global de seguros que também atua na gestão de riscos marítimos e portuários.

Segundo a executiva, os desafios não se limitam à capacidade física dos terminais. A pressão sobre as operações também envolve equipamentos, equipes, sistemas tecnológicos, questões ambientais e a continuidade dos negócios.

Ramos ressalta que trabalhar próximo do limite operacional pode expor as empresas a riscos seguráveis e não seguráveis, incluindo danos acidentais, impactos ambientais e possíveis descumprimentos de exigências regulatórias.

Nesse contexto, uma eventual paralisação pode gerar consequências que vão além da interrupção imediata das atividades, afetando toda a cadeia logística portuária.

Expansão da infraestrutura exige planejamento e gestão de riscos

Diante do aumento da demanda, empresas do setor investem na construção de novas estruturas, na ampliação da armazenagem e na aquisição de equipamentos. Entretanto, executar essas melhorias enquanto os terminais permanecem em operação exige cuidados adicionais.

Para Simone Ramos, é necessário identificar antecipadamente os riscos envolvidos nas obras e nas mudanças operacionais, além de avaliar quais coberturas de seguro são adequadas para cada atividade.

A executiva destaca que a ampliação da capacidade não elimina automaticamente as vulnerabilidades. Pelo contrário, a convivência entre obras e operações em andamento exige planejamento específico para reduzir a possibilidade de acidentes e perdas.

A gestão de riscos portuários passa, portanto, a ser um componente importante dos projetos de expansão, especialmente em terminais que já operam com elevado nível de utilização.

Governo afirma que ainda existe capacidade nos portos

Apesar dos alertas sobre a saturação, o governo federal avalia que o sistema portuário brasileiro ainda dispõe de capacidade para absorver novos volumes de carga.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, defende que a situação seja analisada de maneira integrada, considerando portos públicos, terminais privados e as demais instalações que compõem a infraestrutura nacional.

Segundo ele, embora a capacidade operacional seja limitada, o sistema ainda consegue ampliar a movimentação anual de cargas.

Ávila afirma que o crescimento dos volumes movimentados demonstra a existência de espaço operacional, mas ressalta que essa disponibilidade diminui à medida que a demanda aumenta.

Por isso, o secretário considera fundamental antecipar os investimentos, evitando que a infraestrutura se torne insuficiente quando os novos projetos forem necessários.

Investimentos dependem de leilões, licenciamento e obras

A ampliação da capacidade portuária requer planejamento antecipado, uma vez que os projetos precisam passar por etapas como leilões, licenciamento ambiental e execução das obras antes de entrarem efetivamente em operação.

Além da construção e modernização dos terminais, o governo destaca a importância de melhorar os acessos portuários, tanto pelo mar quanto por terra.

As conexões rodoviárias, ferroviárias e aquaviárias são consideradas essenciais para garantir que as cargas cheguem aos portos e sejam transportadas de forma eficiente. Sem investimentos nesses acessos, a expansão dos terminais pode não ser suficiente para atender ao aumento da demanda.

Ávila também defende a continuidade das políticas de planejamento e dos projetos estruturantes, com foco no longo prazo. A estratégia, segundo ele, deve combinar ampliação da capacidade e melhorias na infraestrutura de transporte para acompanhar o crescimento do comércio exterior brasileiro.

Ministério prevê R$ 20,6 bilhões em investimentos portuários

No início de outubro de 2026, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou uma nova carteira de projetos e investimentos para os quatro anos seguintes. O pacote prevê aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos no setor de transportes sob responsabilidade da pasta.

Para a área portuária, estão previstos 34 leilões, com investimentos estimados em R$ 20,6 bilhões.

Entre os principais projetos anunciados estão:

  • Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP): R$ 6,45 bilhões.
  • SSB01, no Porto de São Sebastião (SP): R$ 3,84 bilhões.
  • ITJ01, no Porto de Itajaí (SC): R$ 2,66 bilhões.
  • VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA): R$ 1,93 bilhão.
  • IQI15, no Porto do Itaqui (MA): R$ 1,22 bilhão.

Os empreendimentos integram a estratégia de ampliação e modernização da infraestrutura portuária brasileira. A execução dos projetos será importante para aumentar a capacidade de movimentação de cargas e reduzir os gargalos logísticos.

Com a demanda em expansão e alguns terminais próximos dos limites operacionais, o avanço dos investimentos, a melhoria dos acessos e o planejamento de longo prazo serão fatores decisivos para garantir a eficiência dos portos e a continuidade do fluxo de mercadorias no país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Portos

TCU aprova leilão do canal de acesso ao Porto de Itajaí com R$ 311 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, na terça-feira (19), a realização do leilão para concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de R$ 311 milhões e será o segundo do país a conceder à iniciativa privada a gestão de um canal de acesso público.

A iniciativa é conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e integra a estratégia do Governo Federal para modernizar a infraestrutura portuária, ampliar a segurança operacional e estimular novos investimentos no setor.

Com a aprovação do Tribunal, o projeto avança para a etapa de ajustes técnicos antes da publicação do edital e da definição da data do certame.

Edital do canal de acesso de Itajaí passará por ajustes técnicos

Durante a análise, o TCU recomendou aperfeiçoamentos em aspectos técnicos do empreendimento, especialmente nas soluções de engenharia e nos mecanismos de validação do compartilhamento de responsabilidades previstos na matriz de riscos da concessão.

Após o atendimento às recomendações, o edital será encaminhado à Antaq, que ficará responsável por definir a data do leilão. A previsão é que a disputa ocorra em um bloco específico no segundo semestre.

O modelo busca estabelecer regras mais claras para a administração da infraestrutura aquaviária, oferecendo maior previsibilidade aos investidores e aos operadores portuários.

Concessão prevê R$ 311 milhões em investimentos

O projeto de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí contempla a ampliação, a manutenção e a exploração da infraestrutura durante um período de 25 anos.

Entre as principais obrigações previstas no contrato estão:

  • Dragagens periódicas: manutenção das condições de profundidade necessárias à navegação.
  • Manutenção contínua: conservação da infraestrutura para garantir a operação do canal.
  • Sinalização náutica: medidas para orientar as embarcações e reforçar a segurança.
  • Gestão do tráfego aquaviário: organização integrada da circulação de navios na área de acesso ao porto.

A concessão abrange uma área aquaviária delimitada por coordenadas georreferenciadas e busca assegurar condições operacionais adequadas ao crescimento da movimentação de cargas.

Porto de Itajaí poderá receber navios maiores

A modernização do canal pretende ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense e preparar a infraestrutura para atender ao aumento da demanda.

A estimativa é que o acesso possa suportar uma movimentação de 3,43 milhões de TEUs por ano ao final do contrato. A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência internacional para medir a capacidade de movimentação de cargas conteinerizadas.

Com dragagens regulares e manutenção da infraestrutura, o projeto busca melhorar as condições de navegação e permitir o atendimento a embarcações de maior porte, respeitados os parâmetros técnicos e operacionais estabelecidos.

A expectativa é que essas melhorias contribuam para aumentar a eficiência logística e fortalecer a competitividade do Porto de Itajaí.

Governo destaca modernização da infraestrutura portuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a concessão integra os esforços para modernizar os portos brasileiros e criar condições mais favoráveis à atração de cargas e investimentos.

Segundo o ministro, iniciativas desse tipo podem ampliar a previsibilidade das operações e gerar efeitos positivos para a economia, incluindo a criação de empregos e o aumento da renda.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, também destacou a importância do projeto para consolidar um novo modelo de gestão da infraestrutura aquaviária no Brasil, iniciado com a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

Na avaliação do secretário, esse formato pode tornar a administração dos canais mais eficiente, reforçar a segurança da navegação e ampliar a competitividade dos terminais portuários.

Concessão busca ampliar eficiência e segurança no Porto de Itajaí

A aprovação do TCU representa uma etapa importante para o avanço do projeto, que pretende estabelecer um modelo de gestão de longo prazo para o canal de acesso ao porto catarinense.

Com previsão de R$ 311 milhões em investimentos e contrato de 25 anos, a concessão busca garantir a manutenção das condições de navegação, ampliar a capacidade de atendimento e preparar o complexo para novas demandas logísticas.

O empreendimento também faz parte da estratégia de modernização dos portos brasileiros, com participação privada na gestão de infraestruturas consideradas essenciais para o transporte marítimo e o comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Investimento

Portos e aeroportos terão nova carteira de investimentos a partir de 2027

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está estruturando uma nova carteira de projetos de infraestrutura portuária e aeroportuária, com previsão de impulsionar um novo ciclo de investimentos a partir de 2027. A iniciativa busca garantir a continuidade dos projetos do setor e oferecer maior previsibilidade ao mercado e à sociedade.

O planejamento foi apresentado pelo ministro Tomé Franca nesta quarta-feira (23), durante reunião do Conselho Nacional de Infraestrutura de Transportes do Brasil Export, realizada na Casa Brasil Export, em Brasília.

Segundo o ministro, a proposta é organizar um conjunto de iniciativas capaz de manter o ritmo de investimentos em infraestrutura, independentemente de mudanças no comando da pasta.

Programa AmpliAR prevê investimentos em aeroportos regionais

Na área da aviação, um dos destaques apresentados por Tomé Franca foi o processo envolvendo o Aeroporto Internacional de Brasília e dez aeroportos regionais incluídos no Programa AmpliAR.

O modelo busca viabilizar melhorias em aeroportos regionais que, isoladamente, apresentam menor atratividade comercial. Para isso, essas unidades podem ser associadas a grandes contratos de concessão, criando condições para atrair investimentos privados e ampliar a infraestrutura aeroportuária.

A estratégia pretende fortalecer a conectividade regional e criar alternativas para financiar melhorias em estruturas que enfrentam dificuldades para atrair operadores por conta própria.

Monitoramento dos portos vai orientar novos projetos

No segmento portuário, o Ministério trabalha no acompanhamento da demanda, da capacidade operacional e dos principais gargalos dos portos brasileiros.

O objetivo é utilizar essas informações para identificar necessidades de expansão, planejar melhorias e desenvolver estudos alinhados aos desafios da infraestrutura portuária nacional.

A partir desse diagnóstico, o governo pretende estruturar projetos capazes de responder às demandas do setor e contribuir para o aumento da capacidade e da eficiência das operações.

Sustentabilidade, inovação e seguros estão entre as prioridades

O planejamento apresentado pelo MPor também contempla novas diretrizes de sustentabilidade portuária e uma política de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltada ao setor.

Outro ponto abordado pelo ministro foi a adequação dos seguros utilizados nas concessões de infraestrutura. A proposta é alinhar a estrutura de cobertura à matriz de riscos prevista nos contratos, proporcionando mais segurança e previsibilidade para os projetos.

Essas medidas integram os esforços para aprimorar o ambiente de investimentos e fortalecer o planejamento de longo prazo nos setores portuário e aeroportuário.

Diálogo com o setor busca aprimorar políticas públicas

Durante a reunião, Tomé Franca ressaltou a importância da interlocução entre o governo e os representantes da infraestrutura de transportes para desenvolver políticas públicas mais alinhadas às necessidades do mercado.

A proposta é combinar as iniciativas em elaboração no Ministério com as demandas apresentadas pelas empresas e entidades do setor, contribuindo para o aperfeiçoamento da regulação e das decisões governamentais.

O encontro reuniu representantes do governo e do setor de infraestrutura para discutir projetos, desafios regulatórios e perspectivas para os próximos anos.

STS10, no Porto de Santos, também entra em pauta

Questionado pelo presidente do Brasil Export, Fabrício Julião, sobre o terminal STS10, no Porto de Santos, o ministro destacou a relevância do projeto para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário paulista.

Tomé Franca afirmou que o Ministério está preparado para dar continuidade ao processo assim que as etapas necessárias forem concluídas.

O projeto integra as discussões sobre a expansão da infraestrutura portuária e a capacidade de atendimento à demanda por movimentação de cargas no Porto de Santos.

Reunião contou com representantes do setor de transportes

Também participaram do encontro o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, e o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, além de representantes de órgãos vinculados ao Ministério e de instituições ligadas à infraestrutura.

A elaboração da carteira de projetos para 2027 reforça a intenção do governo de organizar uma agenda de longo prazo para os investimentos em portos e aeroportos, com foco na expansão da capacidade, na modernização das estruturas e na atração de capital para o setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Francês/MPor

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Portos

Porto de São Francisco do Sul conclui dragagem de manutenção com retirada de 170 mil m³ de sedimentos

O Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, concluiu a dragagem de manutenção da dársena, área interna utilizada para as manobras e a atracação de navios. A operação removeu 170 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar e teve como objetivo preservar a profundidade de 14 metros necessária às atividades portuárias.

O serviço foi executado pela draga Galileo Galilei, da empresa Jan de Nul do Brasil. Ao todo, foram dragados 133 mil metros quadrados, superfície equivalente a aproximadamente 20 campos de futebol.

Dragagem portuária recebeu investimento de R$ 8 milhões

A obra recebeu investimento de R$ 8 milhões, custeado com recursos próprios da Autoridade Portuária. Os sedimentos retirados foram transportados para uma área de descarte em alto-mar, definida pelos órgãos ambientais e localizada a 23 quilômetros do porto.

Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, a manutenção da dársena é fundamental para garantir a continuidade das operações e preservar a competitividade do complexo portuário.

O secretário destacou que a conclusão do serviço reforça o compromisso da gestão com a capacidade operacional do porto e com a conservação da infraestrutura necessária ao atendimento das embarcações.

Manutenção da profundidade aumenta a segurança das operações

O presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressaltou que a dragagem atende a uma demanda da comunidade portuária e contribui para melhorar as condições de segurança e eficiência durante a atracação e a desatracação dos navios.

De acordo com Vieira, manter a profundidade adequada da dársena é uma medida essencial para assegurar o funcionamento da estrutura e dar continuidade às operações marítimas.

A intervenção integra as ações de manutenção da infraestrutura portuária, com foco na preservação das condições de navegabilidade e na eficiência das atividades realizadas no terminal.

Draga Galileo Galilei tem capacidade para 18 mil m³

Utilizada no serviço, a Galileo Galilei é uma draga autotransportadora de sucção e arrasto, conhecida como draga Hopper. O equipamento pertence à empresa Jan de Nul do Brasil e está entre os modelos de grande porte empregados em obras marítimas.

A embarcação possui 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem. Esse volume corresponde, aproximadamente, à carga de 1.800 caminhões trucados. A estrutura também conta com acomodações para 32 tripulantes.

O mesmo equipamento foi utilizado no engordamento da Praia de Itapoá, concluído no fim de agosto, durante os trabalhos de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga.

Essa outra intervenção também está vinculada às obras conduzidas pelo Porto de São Francisco do Sul para melhorar as condições de acesso marítimo à região.

Como funciona a dragagem do fundo do mar

A dragagem é realizada em ciclos que envolvem a retirada, o transporte e o descarte dos sedimentos. O processo começa com o posicionamento dos tubos de sucção no leito marinho.

Por meio de bombas de alta potência, o material é aspirado e transferido para a cisterna da draga. Quando o compartimento atinge sua capacidade, a embarcação segue até a área de descarte autorizada, conhecida como bota-fora.

Nesse local, os sedimentos são depositados no fundo do mar, conforme a área definida para a operação. Após o descarregamento, a draga retorna à região de trabalho com a cisterna vazia para iniciar um novo ciclo.

A repetição dessas etapas permite remover o material acumulado e manter a profundidade necessária para a circulação e as manobras das embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Peru afirma ter reduzido em até 95% o déficit de infraestrutura portuária

O Peru reduziu entre 90% e 95% suas lacunas de infraestrutura portuária ao longo das últimas duas décadas, segundo Jorge Chávez, gerente-geral da Autoridade Portuária Nacional (APN) do país. O avanço foi impulsionado principalmente por investimentos privados realizados por meio de concessões e aportes diretos no setor.

Durante sua avaliação sobre o desenvolvimento portuário peruano, o executivo também destacou mudanças regulatórias que permitem ampliar contratos de concessão por até 30 anos adicionais. A medida busca estimular novos investimentos, antecipar obras e evitar períodos prolongados sem expansão da capacidade dos terminais.

De acordo com Chávez, os resultados foram alcançados ao longo dos últimos 23 a 25 anos, com participação expressiva da iniciativa privada no financiamento dos projetos.

Mudanças regulatórias buscam acelerar investimentos nos portos

Entre as principais medidas adotadas pelo governo peruano está a Lei nº 32048, aprovada há aproximadamente dois anos, conforme mencionado pelo dirigente. A legislação permite estender concessões portuárias por mais 30 anos, criando condições para que os operadores planejem e executem ampliações de infraestrutura com maior antecedência.

Segundo Chávez, a iniciativa procura evitar um intervalo de aproximadamente dez anos sem investimentos, que poderia ocorrer entre o término de uma concessão e a realização de uma nova licitação.

Com a possibilidade de prorrogação contratual, os projetos de expansão podem ser planejados em uma perspectiva de longo prazo, reduzindo o risco de interrupções no ciclo de investimentos.

O gerente-geral da APN ressaltou que a revisão das normas teve como objetivo estabelecer condições mais favoráveis para o planejamento e a modernização da infraestrutura portuária do Peru.

Porto de Corío prevê investimento de US$ 800 milhões

Outro projeto destacado por Chávez foi o Porto de Corío, que já recebeu a aprovação de seu Plano Mestre pela Autoridade Portuária Nacional do Peru.

Com investimento estimado em aproximadamente US$ 800 milhões, o empreendimento está estruturado em três etapas. A proposta é transformar o terminal em uma alternativa para movimentar cargas provenientes do oeste do Brasil, além de atender parte da demanda do sul peruano.

A localização e a proposta logística do projeto podem ampliar as opções de escoamento de mercadorias na região, conectando áreas produtivas brasileiras e peruanas à infraestrutura marítima do país andino.

A iniciativa integra as perspectivas de desenvolvimento portuário do Peru, embora sua viabilidade comercial dependa da demanda projetada e das condições de mercado.

Expansão portuária dependerá de estudos de demanda

Questionado sobre a possibilidade de o Porto de Corío operar em conjunto com o Porto de Chancay, que ainda passa por etapas de desenvolvimento, Chávez afirmou que a coexistência entre os empreendimentos é possível.

No entanto, o dirigente ponderou que novos portos privados precisarão apresentar estudos de demanda consistentes, considerando a entrada em operação de Chancay, suas futuras fases de expansão e os investimentos decorrentes da extensão das concessões existentes.

A avaliação indica que, embora o país tenha avançado na ampliação de sua capacidade portuária, novos projetos deverão demonstrar que existe demanda suficiente para justificar sua implantação.

Peru prioriza equilíbrio na capacidade portuária

Na avaliação de Chávez, o país já dispõe de infraestrutura suficiente para atender às necessidades atuais, após os investimentos realizados nas últimas décadas.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser garantir o funcionamento equilibrado do sistema portuário, conciliando a capacidade instalada, a movimentação de cargas e a viabilidade econômica de novos empreendimentos.

A estratégia peruana combina, portanto, investimentos privados, mudanças regulatórias e planejamento de longo prazo para preservar a competitividade logística e orientar a expansão futura do setor.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Portonave completa 19 anos com investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações

Terminal portuário de Navegantes celebra trajetória no comércio exterior com novas tecnologias, equipamentos elétricos e perspectiva de elevar a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs

A Portonave completa 19 anos de operação em 2026 consolidada como um dos principais terminais portuários de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, a empresa iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Desde então, tornou-se um importante elo da cadeia logística e do comércio exterior brasileiro, com investimentos voltados à produtividade, à modernização da infraestrutura e à redução dos impactos ambientais. Atualmente é considerado o terminal mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Em 2025 a Portonave registrou média de 114 movimentos por hora (MPH) na produtividade dos navios. 

Para marcar uma nova etapa de desenvolvimento, a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 2 bilhões, que contempla obras de adequação do cais e a aquisição de equipamentos destinados a ampliar a capacidade operacional e preparar o terminal para receber navios de maior porte.

Entre os investimentos mais recentes está a compra de 30 Terminal Tractors elétricos (e-TTs), utilizados no transporte de contêineres no pátio, e cinco Reach Stackers elétricas (e-RSs), empregadas na movimentação e no empilhamento de cargas. O aporte é de aproximadamente R$ 61 milhões, e a previsão é que todos os equipamentos estejam em operação até janeiro de 2027. A mudança irá reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa da frota de Terminal Tractors e em 80% as emissões da frota de Reach Stackers.

O plano de modernização inclui também a adequação do cais para permitir a operação de navios com até 400 metros de comprimento e calado de até 17 metros. A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar a capacidade do terminal, que deverá passar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Até 30 de setembro mais de 98% das obras de ampliação do cais estavam finalizadas.

O pacote de investimentos também prevê a aquisição de dois guindastes Ship-to-Shore (STS), responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, que devem chegar em novembro, e 14 equipamentos elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), utilizados nas operações no pátio, em operação desde agosto. Além disso, dois scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres estão em operação desde o ano passado, e outras estruturas necessárias para capacitação dos colaboradores e manutenção dos novos equipamentos estão sendo feitas. 

Produtividade e impacto na economia regional

A relevância da Portonave vai além da movimentação de cargas. A atividade do terminal está conectada a uma ampla rede de serviços relacionados ao transporte marítimo, à logística, ao comércio exterior e às operações de importação e exportação, contribuindo para a dinâmica econômica de Navegantes e de outras cidades da região. 

Atualmente, a companhia gera aproximadamente 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos, segundo dados divulgados pela empresa. A dimensão dessa estrutura reforça a importância do setor portuário para a geração de trabalho e para o funcionamento das cadeias logísticas que atendem empresas brasileiras e mercados internacionais.

Em nome de toda a equipe do ReConecta News, parabenizamos a Portonave pelos seus 19 anos de história, marcados por inovação, desenvolvimento e contribuição para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Desejamos que essa trajetória continue sendo pautada pela excelência, pela sustentabilidade e por novas conquistas, impulsionando o desenvolvimento de Navegantes e de toda a região. Que venham muitos anos de crescimento, conexões e sucesso!

Fonte: Portonave

Texto: Redação

Imagem: Portonave

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Negócios

Santos Brasil investirá R$ 75 milhões no Tecon Imbituba até 2028

A Santos Brasil anunciou novos investimentos de R$ 75 milhões no Tecon Imbituba, no sul de Santa Catarina, até 2028. Os recursos serão destinados à modernização do terminal portuário, à ampliação da capacidade operacional e à incorporação de novas tecnologias para atender ao crescimento da movimentação de cargas.

Nos últimos 18 meses, o terminal já recebeu R$ 36 milhões em investimentos, dos quais R$ 33 milhões foram aplicados em 2026. Com os novos aportes, o total previsto para aproximadamente três anos chegará a R$ 111 milhões.

O programa contempla melhorias na infraestrutura, renovação de equipamentos e aperfeiçoamento dos processos operacionais, com o objetivo de aumentar a eficiência no atendimento aos navios e fortalecer a estrutura logística da região Sul.

Novos equipamentos ampliam capacidade operacional do terminal

Entre os principais investimentos está a chegada de um guindaste móvel portuário (MHC), que desembarcou no terminal em 5 de outubro. O equipamento complementará os dois portêineres já utilizados na operação, oferecendo mais flexibilidade no atendimento às embarcações.

A aquisição também permitirá a formação de um terceiro terno operacional, conjunto de equipamentos e profissionais responsável pela movimentação de contêineres.

O plano de modernização inclui ainda a compra de 12 chassis para caminhões, dois frames destinados ao içamento de contêineres, seis reach stackers — equipamentos utilizados para movimentar e empilhar essas unidades — e uma empilhadeira para contêineres vazios.

Também estão programadas a instalação de um novo scanner e a ampliação da infraestrutura de tomadas para contêineres refrigerados, ampliando os recursos disponíveis para o manuseio de diferentes tipos de carga.

Tecnologia 5G e automação reforçam eficiência logística

A modernização do terminal de contêineres de Imbituba também abrange sistemas de controle, comunicação e gerenciamento das operações.

Em 2025, a empresa implantou um Centro de Controle Operacional (CCO), que permite monitorar as atividades em tempo real e contribui para melhorar o acompanhamento dos processos e a segurança operacional.

Outro avanço foi a adoção do software OPUS-TOS, em funcionamento desde julho de 2026. A plataforma integra e organiza os fluxos de contêineres no pátio, no cais e nos acessos terrestres, além de apoiar processos documentais e atividades de automação relacionadas à movimentação de cargas e navios.

A companhia também prevê atualizar a rede de comunicação sem fio do terminal com tecnologia 5G, buscando aprimorar a conectividade e dar suporte às operações.

Tecon Imbituba supera recorde anual de movimentação de contêineres

Os aportes ocorrem em meio ao crescimento da atividade portuária. Entre janeiro e setembro de 2026, o Tecon Imbituba movimentou 131.263 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado superou, ainda durante os nove primeiros meses do ano, o recorde anual anterior, de 123.681 TEUs, alcançado em 2024.

O desempenho reforça a importância do terminal para o escoamento de cargas em Santa Catarina e amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura e produtividade para acompanhar a demanda.

Atualmente, o terminal recebe quatro serviços marítimos regulares: três de longo curso, voltados às rotas internacionais, e um de cabotagem, que conecta portos brasileiros.

A operação também passou a atender mais escalas extraordinárias, conhecidas como extra calls, realizadas fora da programação habitual dos serviços marítimos. Até setembro de 2026, foram registradas 10 dessas escalas, responsáveis por 11% da movimentação total no período.

Santos Brasil aposta no crescimento da logística no Sul

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, a superação do recorde antes do encerramento do ano evidencia a evolução da operação e a confiança dos clientes.

Segundo o executivo, os investimentos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura têm como objetivo preparar o terminal para acompanhar a expansão da demanda logística na região Sul.

A estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a eficiência das operações e oferecer mais flexibilidade diante das necessidades dos armadores e dos responsáveis pelo transporte de mercadorias.

Localização estratégica favorece transporte de cargas

O Tecon Imbituba tem capacidade para movimentar até 450 mil TEUs por ano e está localizado próximo à BR-101, uma das principais rodovias do país. O terminal conta com conexões rodoviárias, ferroviárias e marítimas, facilitando a integração entre os diferentes modais de transporte.

As operações funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. O terminal está instalado em um porto de águas profundas e abrigado, características que contribuem para sua atuação no atendimento às embarcações.

Outro diferencial é a integração com o Tecon Santos, também administrado pela Santos Brasil. Essa conexão permite articular cargas originadas na região Sul com uma rede mais ampla de rotas internacionais a partir do Porto de Santos, em São Paulo.

Com o novo ciclo de investimentos, a companhia busca consolidar o Tecon Imbituba como um importante ponto de apoio à movimentação de contêineres e ao desenvolvimento da infraestrutura logística catarinense.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Santos Brasil

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Portos

Porto privado de São Francisco do Sul deve gerar 1,8 mil empregos diretos

O futuro porto privado de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, tem previsão de gerar 1,8 mil empregos diretos durante a operação. O projeto do Terminal Mar Azul recebeu autorização para avançar na busca por financiamento de R$ 1,9 bilhão, conforme informações divulgadas na segunda-feira pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

A iniciativa está entre os projetos aprovados na última reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, realizada na semana passada. A medida representa uma etapa importante para o desenvolvimento do empreendimento, embora ainda não exista uma data definida para o início das obras.

Investimentos portuários somam R$ 4,38 bilhões no Sul

Ao todo, nove projetos nos três estados da Região Sul receberam aprovação para buscar recursos, totalizando R$ 4,38 bilhões em financiamentos. As iniciativas abrangem a construção de embarcações, a expansão de estaleiros e melhorias na infraestrutura portuária, com expectativa de criar 3.675 empregos diretos.

Entre os projetos contemplados também está a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná.

A aprovação pelo Fundo da Marinha Mercante permite que as propostas sigam para avaliação dos agentes financeiros. No entanto, a liberação dos recursos e a formalização dos contratos dependem do atendimento aos requisitos estabelecidos para cada operação.

Novo porto em São Francisco do Sul prevê 4 mil empregos nas obras

Planejado para a região das Laranjeiras, o terminal será construído pela empresa Norsul. A estrutura deverá atender à movimentação de produtos siderúrgicos, como bobinas de aço, além de fertilizantes.

A estimativa é de que o empreendimento gere cerca de 4 mil postos de trabalho durante a fase de construção. Após o início das atividades, a previsão é manter 1,8 mil empregos diretos na operação do porto.

Obras ainda não têm data para começar

Apesar do avanço na etapa de financiamento, o cronograma para o início das obras do novo terminal ainda não foi definido. O prazo previsto para concluir a construção e começar as operações é de até cinco anos.

O projeto já possui licenciamento ambiental, uma etapa necessária para o desenvolvimento do empreendimento. A expectativa é que o futuro porto amplie a capacidade logística de Santa Catarina e fortaleça a movimentação de cargas na região.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Infraestrutura

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 2,29 bilhões para projetos navais no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 2,29 bilhões em investimentos para 55 projetos de construção naval, modernização de embarcações e infraestrutura portuária na região Sudeste. As iniciativas foram autorizadas durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), realizada em 8 de outubro, e têm potencial para gerar cerca de 1.700 empregos diretos.

A carteira de projetos inclui a construção de 40 barcaças em São Paulo, melhorias no Estaleiro Aliança, em Niterói (RJ), e a implantação de um terminal portuário em Aracruz (ES). Também estão previstos serviços de manutenção, reparo e modernização em 14 embarcações e unidades destinadas a operações marítimas e de perfuração.

Os investimentos buscam atender às necessidades de transporte de madeira para a indústria de celulose, movimentação de cargas nos portos e atividades dos setores de petróleo e gás. A execução ficará a cargo de estaleiros e empresas especializadas em construção naval, reparação de embarcações e infraestrutura marítima.

Terminal portuário no Espírito Santo recebe maior investimento

O projeto de maior valor entre os empreendimentos aprovados é o da Hanseatic Global Terminals Aracruz, no Espírito Santo, com investimento de R$ 1,119 bilhão.

A proposta prevê a construção de 750 metros de cais, além de profundidade de 17 metros no canal de acesso, nos berços de atracação e na bacia de manobra. A infraestrutura foi planejada para receber navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento.

O empreendimento tem previsão de gerar 243 empregos diretos, com prazo estimado de execução de 18 meses. A obra amplia a carteira de investimentos em infraestrutura portuária contemplada pelo fundo na região.

Estaleiro Aliança terá modernização de R$ 288,9 milhões

O Rio de Janeiro concentra 15 projetos aprovados, que totalizam R$ 1,02 bilhão em investimentos. Entre eles está a modernização do Estaleiro Aliança, localizado em Niterói, com recursos de R$ 288,9 milhões.

A iniciativa prevê a criação de 345 empregos diretos e um período de execução de 24 meses. O plano inclui dragagem, ampliação dos cais, instalação de equipamentos e adequações nas áreas operacionais e administrativas.

Com as melhorias, o estaleiro deverá ampliar sua capacidade de atendimento aos segmentos de petróleo e gás, apoio marítimo e reparação naval.

Projetos de perfuração concentram recursos para petróleo e gás

A Commodore Marine teve dois projetos aprovados, que somam R$ 532,3 milhões. Do total, R$ 229,4 milhões serão destinados à modernização do navio-sonda Carolina, enquanto R$ 302,9 milhões serão aplicados na unidade semissubmersível de perfuração Victoria.

As intervenções têm como objetivo preparar as duas unidades para contratos com a Petrobras, com atividades previstas na Baía de Guanabara.

No caso do Carolina, a estimativa é de 220 empregos diretos e cinco meses para a execução dos serviços. Já a modernização da Victoria deverá gerar 250 postos de trabalho diretos, com prazo previsto de sete meses.

Outro investimento aprovado contempla a GranEnergia, que receberá R$ 104,5 milhões para docagem, reparos e manutenção da CSS Venus. A unidade semissubmersível compacta é utilizada para alojamento e suporte a trabalhadores de plataformas de petróleo.

O projeto prevê a geração de 50 empregos diretos e prazo de execução de nove meses.

Recursos apoiam manutenção e reparo de embarcações

Na área de manutenção naval, a Camorim contará com R$ 11 milhões para serviços em quatro embarcações, incluindo reparos e docagem em Niterói. A proposta reúne trabalhos já concluídos e intervenções previstas, com foco na segurança e na continuidade das operações da frota.

A OceanPact, por sua vez, teve três projetos aprovados, totalizando R$ 81,9 milhões. As iniciativas abrangem seis embarcações e incluem manutenção, reparos em unidades utilizadas no atendimento a derramamentos de óleo e modernização de barcos de apoio marítimo.

De acordo com a documentação apresentada, os serviços relacionados aos projetos da OceanPact já foram concluídos.

São Paulo terá construção de 40 barcaças para transporte de madeira

Em São Paulo, o destaque é a construção de 40 barcaças da MSFC Florestal, com investimento aprovado de R$ 155,8 milhões. A empresa é responsável pelo fornecimento parcial de madeira utilizada na fábrica de celulose da Bracell no estado.

As embarcações serão produzidas na unidade do estaleiro Rio Maguari em Araçatuba. O projeto prevê a criação de 66 empregos diretos e prazo de execução de 20 meses.

Cada barcaça terá porões com capacidade volumétrica de 2.406 metros cúbicos. As unidades serão organizadas em comboios formados por um empurrador e quatro barcaças, configuração voltada ao transporte de madeira por vias navegáveis.

A MSFC Florestal será proprietária das embarcações, enquanto os serviços de navegação serão contratados de uma empresa responsável pela operação.

Fundo da Marinha Mercante impulsiona a indústria naval

A aprovação dos projetos reforça o papel do Fundo da Marinha Mercante no financiamento da indústria naval brasileira. Os recursos contemplam desde a construção de novas embarcações até a modernização de estaleiros e a expansão da infraestrutura portuária.

Com investimentos direcionados ao transporte aquaviário, ao apoio marítimo e às operações de petróleo e gás, as iniciativas buscam ampliar a capacidade logística e operacional do setor, além de estimular a geração de empregos na região Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imetame

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