Portos

Porto de Paranaguá assume vice-liderança nacional na movimentação de veículos

A Portos do Paraná ampliou em 63% a movimentação de veículos em 2026 e assumiu a vice-liderança nacional nas operações de importação e exportação desse tipo de carga. Entre janeiro e maio, o embarque e desembarque de carros, caminhões e outros veículos no Porto de Paranaguá alcançou 67,6 mil unidades, frente às 41,6 mil movimentadas no mesmo período de 2025. Os dados são do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.

“Nós tivemos uma nova operação iniciada no fim do ano passado, após a formação de uma joint venture entre duas montadoras. Com isso, a movimentação de veículos cresceu significativamente e alcançamos quase 48 mil veículos importados até este momento do ano”, destaca Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná.

A China é o principal país de origem e destino dos veículos movimentados pelo Porto de Paranaguá. O país respondeu por 54,8% das operações acumuladas em 2026. Na sequência aparecem México, com 23,4% de participação, Argentina, com 9,3%, Colômbia, com 4,4%, e Alemanha, com 2,3%.
 

Movimentação cresce em maio

O maior volume de movimentação de veículos em 2026 foi registrado em maio. No período, foram contabilizadas 19.789 importações e 5.217 exportações, totalizando mais de 25 mil veículos movimentados.

Até então, o maior volume mensal havia sido registrado em março, com 20,9 mil operações, sendo 15,8 mil importações e 5,1 mil exportações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que o Porto de Paranaguá possui características únicas no Brasil pela diversidade de cargas movimentadas. Líder na exportação de óleo de soja e carne de frango e na importação de fertilizantes, o porto também se consolida como um dos principais corredores de importação e exportação de veículos do país.

A localização estratégica e os investimentos contínuos em infraestrutura são fatores determinantes para essa evolução. “Os investimentos recentes ampliam a capacidade operacional dos nossos parceiros e tornam os portos do Paraná cada vez mais competitivos nesse ambiente”, afirma o diretor-presidente.

No acumulado de 2025, a Portos do Paraná movimentou 106.725 veículos, resultado de 31.421 importações e 75.304 exportações.

Volume movimentado cresce 151% em toneladas

A divulgação das informações de importação e exportação pelo Governo Federal, por meio do Comex Stat (sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior), utiliza como base a movimentação em toneladas.

Nesse critério, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá alcançou 87,7 mil toneladas em 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 34,9 mil toneladas, o crescimento foi de 151%.

O resultado elevou a participação do Porto de Paranaguá para 14,71% das importações e exportações brasileiras de veículos em 2026, colocando o terminal na segunda posição do ranking nacional.

Com isso, Paranaguá superou o Porto de Santos, que acumula 14,66% de participação no mercado. O Porto de Vitória (ES) segue na liderança nacional desse segmento.

Em valores FOB (Free on Board; traduzido “Livre a Bordo”), que correspondem ao valor da mercadoria no momento do embarque, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá somou US$ 906,8 milhões em 2026.

Berço dedicado para veículos

As operações de embarque e desembarque de veículos são realizadas no berço 219, estrutura dedicada a esse tipo de carga.

Os veículos recebidos de outros países podem ser armazenados no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), na área pública do porto e nos dois terminais especializados em veículos. Toda a operação de embarque e desembarque é realizada por equipes especializadas que possuem o reconhecimento de realizar a movimentação das cargas com o menor índice de avarias em todo o país.

TEXTO E IMAGEM: Portos do Paraná

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Portos

Porto de São Sebastião reduz tarifas em 35% para atrair novas cargas de granéis sólidos

O Porto de São Sebastião passou a conceder um desconto de 35% nas tarifas portuárias para operações envolvendo granéis sólidos que ainda não fazem parte da carteira regular de cargas do terminal. A iniciativa já está em vigor após aprovação do Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião.

A estratégia tem como foco atrair novos clientes, ampliar a utilização da infraestrutura disponível e fortalecer a posição do porto no mercado de logística portuária paulista.

Benefício contempla cargas minerais e vegetais

A redução tarifária é destinada a cargas de origem mineral e vegetal que ainda não são movimentadas regularmente no terminal. Entre os produtos analisados está a gipsita, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de cimento e fertilizantes, embora outras cargas também possam se enquadrar na política de incentivo.

A expectativa é diversificar as operações e ampliar o volume de mercadorias movimentadas pelo porto nos próximos anos.

Estudos de produtividade embasam política de descontos

A definição do benefício levou em consideração análises técnicas relacionadas à eficiência operacional das cargas. Um dos principais indicadores avaliados foi a prancha operacional, que mede a quantidade de toneladas movimentadas diariamente durante as operações de embarque e desembarque.

Segundo a autoridade portuária, cargas com maior produtividade tendem a reduzir os custos da infraestrutura pública utilizada, criando condições para a concessão de descontos sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.

Gipsita apresenta potencial para ampliar movimentação

Entre os produtos estudados, a gipsita se destaca pelo potencial de movimentação estimado em cerca de 8 mil toneladas por dia.

Além do volume expressivo, a carga possui uma vantagem operacional relevante: pode ser movimentada mesmo em períodos de chuva, reduzindo interrupções nas atividades portuárias e aumentando a disponibilidade do cais para receber novas embarcações.

Essa característica contribui para melhorar o aproveitamento da infraestrutura e elevar a eficiência das operações.

Porto busca expandir participação nas cadeias logísticas

A iniciativa ocorre em um momento de prospecção de novos fluxos de carga para o terminal, que conta com um berço dedicado à navegação de longo curso.

Nesse contexto, a rapidez nas operações de carregamento e descarregamento tem influência direta na capacidade de atendimento do porto e na atração de novos negócios.

De acordo com a administração portuária, ganhos de produtividade geram benefícios para toda a cadeia logística, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Expectativa é atrair novos investimentos e aumentar volume operacional

A administração do Porto de São Sebastião acredita que a política tarifária diferenciada poderá estimular a chegada de novos granéis sólidos, fortalecer a competitividade do terminal e ampliar sua participação nas cadeias logísticas do estado de São Paulo.

Com a medida, o porto busca consolidar sua posição como alternativa estratégica para empresas que operam no setor de transporte e comércio de cargas a granel.

FONTE: Agência SP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto de Suape registra crescimento de 26,9% na movimentação de cargas em 2026

O Complexo Industrial Portuário de Suape manteve o ritmo de expansão em 2026 e alcançou a marca de 11,26 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e maio. O volume representa um crescimento de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o desempenho registrado nos cinco primeiros meses do ano, o porto pernambucano consolidou sua posição entre os principais terminais do país, ocupando atualmente o quarto lugar entre os portos públicos brasileiros mais movimentados, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Crescimento acompanha avanço das atividades industriais

Os resultados reforçam a tendência positiva observada desde o início do ano. Em janeiro, Suape já havia apresentado forte expansão, com alta de 38,6% na movimentação de cargas e aumento de 26,2% nas atracações em relação ao mesmo mês de 2025.

O avanço reflete o fortalecimento das operações industriais instaladas no complexo e a ampliação das conexões logísticas que ligam Pernambuco aos mercados nacional e internacional.

Granéis líquidos lideram movimentação do porto

O segmento de granéis líquidos foi o principal responsável pelo crescimento das operações. Entre janeiro e maio, foram movimentadas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, combustíveis, derivados e outros produtos líquidos, um aumento de 41,9% na comparação anual.

O desempenho está diretamente relacionado à ampliação da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que atualmente opera com capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Ao todo, os granéis líquidos representaram 66,2% de toda a carga movimentada pelo complexo no período.

Movimentação de contêineres permanece estável

O Tecon Suape, terminal especializado em contêineres, registrou movimentação de 275.714 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) nos primeiros cinco meses do ano.

O resultado ficou praticamente no mesmo patamar observado em 2025 e respondeu por 25,9% de toda a movimentação do porto.

Granéis sólidos apresentam forte avanço

Outro destaque do período foi o crescimento das operações com granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas movimentadas, representando uma alta de 43,6%.

Entre os produtos com maior participação estão trigo, cimento, clínquer e coque. Já o segmento de cargas gerais soltas respondeu por 2,1% do volume total registrado no complexo.

Número de embarcações também aumenta

O aumento da movimentação de cargas impactou diretamente o fluxo marítimo do porto. Entre janeiro e maio, Suape recebeu 693 embarcações de diferentes categorias, resultado 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Investimentos fortalecem competitividade do complexo

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, os números demonstram a consolidação de um ciclo sustentável de crescimento impulsionado pelos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo ele, a expansão do parque industrial, o fortalecimento das operações ligadas ao setor energético e os projetos de modernização vêm ampliando a competitividade do porto e reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

Expansão da infraestrutura deve sustentar crescimento

O momento positivo também acompanha os investimentos em infraestrutura, modernização operacional e ampliação da capacidade portuária.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o aumento da demanda por combustíveis e derivados evidencia a necessidade de avançar com os projetos de ampliação dos Píeres de Granéis Líquidos.

Segundo ele, as melhorias previstas serão fundamentais para elevar a eficiência operacional, aumentar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, responsável pela maior parte da movimentação do complexo.

Com localização estratégica e integração às principais rotas marítimas do país, Suape segue ampliando sua relevância como plataforma logística, industrial e energética do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Logística

Hidrovias do Mercosul ganham destaque em debate sobre integração logística e sustentabilidade

O potencial das hidrovias do Mercosul para impulsionar o comércio regional, ampliar a eficiência logística e promover a sustentabilidade esteve no centro das discussões do evento internacional realizado em Buenos Aires, na Argentina. O encontro reuniu representantes governamentais e empresários para debater investimentos, desafios estruturais e estratégias para fortalecer o transporte hidroviário na América do Sul.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou da abertura do “Diálogos Hidroviáveis Internacional”, realizado nos dias 17 e 18 de junho, reforçando a importância da integração regional por meio das vias navegáveis.

Hidrovias estratégicas para o escoamento da produção

Entre os principais temas do encontro estiveram as hidrovias Paraguai-Paraná e Tietê-Paraná, consideradas fundamentais para o transporte de produtos agrícolas, minerais e combustíveis.

Esses corredores logísticos desempenham papel essencial no escoamento de commodities como soja, milho, minério de ferro, cana-de-açúcar e derivados energéticos, fortalecendo a competitividade dos países do bloco econômico.

Durante sua participação, o ministro destacou a visão do governo brasileiro para o setor.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro onde a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos e inovação no transporte hidroviário

A programação do evento contempla discussões sobre a ampliação dos investimentos privados em concessões de canais navegáveis, além da criação de mecanismos de financiamento voltados à modernização da infraestrutura hidroviária.

Também estão na pauta iniciativas para a formação de um fundo regional destinado ao desenvolvimento de embarcações sustentáveis, bem como ações de planejamento de longo prazo para aumentar a eficiência operacional das hidrovias.

Outro destaque são as rodadas de negócios e os debates sobre inovação tecnológica, que buscam aproximar investidores, operadores e fornecedores de soluções para o setor.

Modal hidroviário se destaca pela eficiência ambiental

A sustentabilidade aparece como um dos principais argumentos para a expansão do transporte hidroviário no Mercosul. De acordo com especialistas presentes no evento, o modal pode consumir até 80% menos combustível por tonelada transportada em comparação ao transporte rodoviário.

Essa característica contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e para o fortalecimento de uma logística mais sustentável.

Para Tomé Franca, as hidrovias vão além da função de transporte.

“Além de uma rota de transporte, a hidrovia é um vetor estratégico para o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a coesão social”, destacou.

Brasil e Argentina fortalecem cooperação logística

Ainda durante a agenda oficial em Buenos Aires, o ministro participou de reunião com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glinternick Bitelli.

O encontro abordou iniciativas de cooperação bilateral nas áreas de portos, aeroportos e hidrovias, com foco na integração logística entre os dois países, troca de experiências e fortalecimento do diálogo institucional.

Porto de Buenos Aires recebe visita técnica

A comitiva brasileira também realizou uma visita técnica ao Porto de Buenos Aires, considerado o principal terminal portuário da Argentina e responsável por cerca de 60% da movimentação nacional de contêineres.

A estrutura movimenta aproximadamente 11 milhões de toneladas de cargas por ano e cerca de um milhão de contêineres, consolidando-se como uma das principais portas de saída das exportações argentinas. Entre os produtos escoados estão soja, milho, carne bovina, insumos industriais e bens de consumo.

Perspectivas para o futuro da logística sul-americana

A participação brasileira no encontro reforça a estratégia de modernização e expansão da infraestrutura portuária e hidroviária, considerada fundamental para ampliar o comércio exterior e fortalecer a integração entre os países do Mercosul.

A expectativa é que os debates e acordos construídos durante o evento contribuam para avanços concretos no setor, gerando novas oportunidades de negócios, empregos e desenvolvimento sustentável em toda a região.

Segundo o ministro, a meta é consolidar parcerias capazes de impulsionar uma logística mais eficiente e conectada entre os países sul-americanos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Fagundes/MPor

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Portos

Porto Itapoá celebra 15 anos com recordes operacionais e novos investimentos em expansão

O Porto Itapoá completou 15 anos de operações nesta terça-feira (16) consolidado entre os principais terminais portuários do Brasil. Em 2025, o empreendimento alcançou a terceira posição nacional em movimentação de contêineres, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reforçando sua relevância para o comércio exterior brasileiro.

Além do desempenho operacional, o terminal também se destaca pela qualidade no relacionamento com clientes, mantendo por dez anos consecutivos a liderança em satisfação entre os portos do país, segundo avaliação do Instituto Íbero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC).

Crescimento acelerado marca trajetória do terminal

Desde o início das atividades, em 2011, o Porto Itapoá passou por uma ampla transformação estrutural. O terminal iniciou sua operação com capacidade para movimentar aproximadamente 350 mil TEUs por ano e, após sucessivos ciclos de investimentos, atingiu capacidade anual de 1,8 milhão de TEUs.

Ao longo dos últimos anos, cerca de R$ 3 bilhões foram aplicados diretamente na ampliação da infraestrutura, aquisição de equipamentos modernos e modernização dos processos operacionais.

Somente em 2025, o porto movimentou 1,5 milhão de TEUs, ultrapassando a marca histórica de 10 milhões de TEUs acumulados desde sua inauguração.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a empresa se consolidou como uma das estruturas mais modernas e eficientes da América do Sul, resultado de investimentos contínuos e planejamento de longo prazo.

Nova fase de expansão amplia capacidade operacional

Atualmente, o Porto Itapoá executa sua quarta etapa de expansão, projeto que visa preparar o terminal para acompanhar o crescimento da demanda logística nas próximas décadas.

Entre as obras em andamento está a implantação de uma nova área de pátio com 120 mil metros quadrados, cuja conclusão está prevista para 2026. O terminal também concluiu a construção de um novo gate com oito pistas de acesso, que deverá entrar em funcionamento nos próximos meses.

O plano inclui ainda a incorporação de novos equipamentos, como RTGs, scanner de cargas e o oitavo portêiner da operação, que já chegou à cidade e deve iniciar suas atividades em breve.

Dragagem da Baía da Babitonga transformará operações marítimas

Um dos projetos mais estratégicos para o futuro do Porto Itapoá é a obra de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga.

Iniciada em 2025, a dragagem deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, elevando a profundidade do canal para até 16 metros. Com isso, o complexo portuário da região ganhará condições para receber navios de grande porte com capacidade máxima de carga.

A expectativa é que o complexo da Babitonga se torne o primeiro do país apto a operar embarcações de até 366 metros de comprimento totalmente carregadas, ampliando a competitividade logística do Sul do Brasil.

Investimentos fortalecem comércio exterior e logística

A ampliação da infraestrutura permitirá a atração de novas rotas marítimas e o aumento da eficiência das operações de importação e exportação.

Segundo a direção do terminal, os ganhos de escala deverão beneficiar empresas brasileiras, reduzindo custos logísticos e ampliando a integração do país com importantes corredores internacionais de comércio.

Desenvolvimento econômico impulsiona crescimento de Itapoá

A evolução do Porto Itapoá também teve reflexos diretos no desenvolvimento econômico do município.

Entre 2010 e 2022, Itapoá foi a cidade que mais cresceu em Santa Catarina e a quinta com maior crescimento populacional do Brasil. No mesmo período, a arrecadação municipal avançou de R$ 35 milhões para cerca de R$ 380 milhões anuais.

Atualmente, o terminal gera aproximadamente 2 mil empregos diretos e outros 8 mil indiretos, contribuindo para a geração de renda e para a melhoria da qualidade de vida na região.

Projetos sociais e culturais ampliam impacto na comunidade

Além da contribuição econômica, o Porto Itapoá mantém investimentos permanentes em iniciativas voltadas às áreas social, cultural, esportiva, educacional e ambiental.

Em 2025, a empresa destinou R$ 12,9 milhões para projetos incentivados que serão executados ao longo de 2026. O volume coloca a companhia entre as maiores investidoras em ações culturais e sociais de Santa Catarina.

Ao celebrar os 15 anos de atividades, a administração do terminal destaca que o foco permanece voltado para novos investimentos em infraestrutura portuária, inovação, sustentabilidade e fortalecimento da competitividade logística brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto de Santos amplia capacidade para receber navios de grande porte após nova dragagem

A dragagem do canal de navegação do Porto de Santos entrará em uma nova fase com a assinatura do contrato para aprofundamento da via aquaviária. A iniciativa permitirá elevar o calado operacional para 16 metros, criando condições para a chegada de embarcações maiores ao principal complexo portuário da América Latina.

Investimento supera R$ 617 milhões

A obra será executada pela empresa Jan de Nul do Brasil, responsável por um contrato de R$ 617,9 milhões firmado junto à Autoridade Portuária de Santos (APS). O cronograma prevê cinco anos de intervenções no canal, além de dois anos destinados à manutenção da nova profundidade operacional.

O projeto marca o primeiro aprofundamento do canal em 14 anos. A última intervenção ocorreu quando o calado foi ampliado para 15 metros. Desde então, o crescimento da frota marítima mundial aumentou a necessidade de adequações para atender navios com maior capacidade de carga.

Expansão do Porto de Santos fortalece logística

De acordo com o presidente da APS, Anderson Pomini, a obra faz parte da estratégia de modernização e expansão do complexo portuário. O objetivo é garantir que a nova geração de navios cargueiros, cada vez maiores e mais eficientes, tenha acesso facilitado aos terminais do porto.

A expectativa é que o investimento contribua para elevar a produtividade das operações e reduzir custos logísticos, fortalecendo a competitividade do setor portuário brasileiro.

Maior calado traz ganhos operacionais

Considerada uma demanda histórica do segmento, a ampliação do calado do Porto de Santos permitirá que as embarcações naveguem com maior volume de carga. Na prática, isso reduz o custo por tonelada transportada e melhora a eficiência das cadeias de exportação e importação.

Os benefícios devem ser percebidos principalmente nos segmentos de contêineres, granéis sólidos e granéis líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação do complexo santista.

Além disso, a nova profundidade tende a aumentar a atratividade do porto para armadores internacionais, que vêm incorporando embarcações cada vez maiores às rotas marítimas globais.

Principal porta de entrada e saída do comércio exterior

Responsável por aproximadamente 30% da corrente de comércio do Brasil, o Porto de Santos desempenha papel estratégico na economia nacional. O complexo conta atualmente com 53 terminais, incluindo áreas arrendadas, instalações retroportuárias e terminais privados distribuídos entre os municípios de Santos e Guarujá.

Com a conclusão das obras, a expectativa é que o porto amplie sua capacidade operacional e fortaleça sua posição como principal hub logístico do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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