Internacional

FIESC integra missão brasileira que buscará ampliar diálogo com os EUA

Nos dias 3 e 4 de setembro, grupo liderado pela CNI terá encontros com escritórios de advocacia, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington e diálogos com autoridades do governo americano

O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, integrará a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo promoverá encontros com representantes do governo e do setor privado norte-americanos. O objetivo é ampliar o diálogo a respeito da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Liderada por Ricardo Alban, presidente da CNI, a missão contará com representantes de associações setoriais, outras federações estaduais e grandes empresas exportadoras. A agenda da viagem foi apresentada por Alban ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20).

A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com lideranças da US Chamber of Commerce e com autoridades do governo americano. Está prevista ainda uma plenária com empresários dos dois países e participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301.

Alban destacou a importância de uma atuação convergente entre governo e indústria para enfrentar os desafios impostos pela taxação de 50% sobre exportações brasileiras. Segundo ele, a estratégia é buscar novas exceções à regra, ampliando o rol de produtos com tarifas reduzidas. Para tanto, a CNI propõe estratégia que contemple resposta e acompanhamento da investigação 301; e engajamento nos EUA com públicos de interesse, com intuito de criar canais de diálogo entre os dois governos.

A comitiva será composta por dirigentes de associações de diversos setores — brinquedos (Abrinq), máquinas e equipamentos (Abimaq), têxtil (Abit), alumínio (Abal), carnes (Abiec), madeira (Abimci), café (Cecafé), ferramentas (ABFA), cerâmica (Anfacer), rochas (CentroRochas), couros (CICB), entre outros —, além das federações estaduais da Indústria de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (FIESC). Empresas como Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy também já confirmaram presença.

Com informações da CNI.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

FIESC detalha ao setor moveleiro ações para minimizar impactos do tarifaço

Entidade enviou ao Fórum Parlamentar Catarinense sugestões de emendas à MP Brasil Soberano, com propostas nas áreas trabalhistas e econômica

As propostas que a FIESC enviou ao Fórum Parlamentar Catarinense para incluir na Medida Provisória 1309/25 que cria o plano de ajuda às exportadoras afetadas pelo tarifaço foram detalhadas em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da entidade. O encontro virtual foi realizado nesta terça-feira, dia 19. A MP, que cria o plano Brasil Soberano, está tramitando na Câmara dos Deputados, e recebe até esta terça sugestões de emendas. As proposições da Federação estão ligadas às áreas econômica e trabalhista.

“Estamos fazendo todo o possível para reduzir os impactos para as empresas e os empregos”, afirmou o presidente da Federação, Gilberto Seleme, salientando que no início de setembro uma missão da indústria brasileira vai aos Estados Unidos dialogar com compradores, empresas e instituições.

O presidente da Câmara, Arnaldo Huebl, disse que a preocupação do setor é grande porque tem empresas que exportam de 20% até 95% da sua produção aos Estados Unidos. “A falta de previsibilidade é um dos maiores desafios que estamos enfrentando porque não se sabe o dia de amanhã e não temos perspectivas de uma solução no curto prazo”, observou.  

Propostas da FIESC à MP 1309/25

• Exclusão do § 3º do Art. 5º-A da MP 1.309/2025 para evitar a imposição de compromissos trabalhistas adicionais às empresas exportadoras para o mercado norte-americano, já fortemente impactadas pelas tarifas adicionais de 50%.

• Expansão das aquisições públicas de bens industriais, priorizando produtos com aplicação em políticas públicas de educação, habitação e infraestrutura social, como móveis escolares, uniformes, cerâmica sanitária, materiais de construção e máquinas leves de uso comunitário.

• Desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras para os EUA enquanto perdurarem as tarifas de 50%, substituindo a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a folha por alíquota sobre a receita bruta, definida por ato do Poder Executivo e passível de redução a até zero. Incluir médias e grandes empresas entre as beneficiárias da alíquota de 6% no REINTEGRA, uma vez que o resíduo tributário das exportações brasileiras chega a 7,6%, segundo a CNI. A medida promove justiça tributária para empresas fortemente expostas ao mercado dos EUA — especialmente nos setores de móveis e madeira, base da economia catarinense.

• Redução proporcional de jornada de trabalho e de salários;
• Suspensão temporária do contrato de trabalho;
• Pagamento do Benefício de Preservação da Renda a cargo da União;
• Concessão de férias coletivas;
• Antecipação de férias individuais;
• Aproveitamento e antecipação de feriados;
• Implementar banco de horas negativo, permitindo que o trabalhador tire folgas durante os efeitos do tarifaço, com compensação das horas em momento futuro;
• Diferimento do recolhimento do FGTS.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Reunião virtual entre Consulado dos EUA e FIESC avalia impactos do tarifaço

Federação destacou setores mais afetados, especialmente os de madeira e móveis, que pagarão a taxa de 50% e perderão o mercado norte-americano se as tarifas não forem revertidas, com graves consequências sociais em SC

Em encontro virtual realizado na manhã desta quinta-feira (7), a Federação das Indústrias de SC (FIESC) e o Consulado-Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, responsável pelas relações bilaterais com Santa Catarina, discutiram os impactos mútuos das tarifas aplicadas pelo governo norte-americano.

A FIESC apresentou ao cônsul-geral, Jason Green, os principais produtos exportados pelo estado, com os potenciais reflexos tanto para os exportadores, que podem perder negócios, quanto ao mercado norte-americano, que pode enfrentar alta de preços nas importações.

No encontro, a entidade também apresentou o resultado da pesquisa realizada com indústrias exportadoras catarinenses sobre os efeitos da elevação das tarifas.

O presidente eleito da FIESC, Gilberto Seleme, que é empresário do setor madeireiro, destacou as particularidades da cadeia florestal, lembrando que indústrias catarinenses se especializaram para atender as especificidades do mercado norte-americano e que as tarifas já estão gerando a transferência de empregos do Brasil para a Ásia. “As taxas nos tiram da competição”, resumiu.

As informações serão repassadas à Embaixada norte-americana em Brasília e às partes interessadas em Washington.

Em outra frente, a FIESC segue discutindo com o governo do estado as medidas de apoio aos setores afetados, previstas para serem anunciadas na próxima semana.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Exportação

FIESC apresenta resultado da pesquisa com exportadoras nesta quinta, às 15h

Federação consultou indústrias de SC sobre os potenciais impactos da entrada em vigor de tarifas de 50% sobre exportações aos Estados Unidos

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza nesta quinta-feira (31), às 15h, uma live para apresentar os resultados da pesquisa com indústrias exportadoras sobre os impactos das tarifas de 50% a serem aplicadas sobre produtos brasileiros com destino aos Estados Unidos.

O objetivo da pesquisa é municiar o governo do estado e o federal com informações para a formulação de políticas públicas para minimizar os reflexos da taxação de Trump sobre a economia do estado. Em 2024, 99% das exportações catarinenses aos Estados Unidos foram de produtos industriais. SC exportou US$ 1,74 bilhão para o mercado norte-americano no ano passado. Entre os principais produtos embarcados estavam: obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

SERVIÇO:
Apresentação resultado da Pesquisa Impactos do Tarifaço
Onde: Online, com transmissão ao vivo pelo Youtube
Quando: quinta-feira, 31/07, às 15h
Link para acesso: https://www.youtube.com/live/ZLDqHIoyh_4?si=nufqHk-U-x0F9MZV

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Pesquisa com exportadores subsidia ações da FIESC sobre tarifaço

Questionário para entender exposição de setores e empresas ao mercado norte-americano foi lançado nesta segunda-feira (28); respostas vão ajudar a formular propostas de políticas públicas

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizou nesta segunda-feira (28), a primeira reunião aberta do Comitê de Crise do Tarifaço dos EUA. No encontro, realizado de maneira virtual, foi apresentada pesquisa para medir os impactos potenciais da elevação das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos para 50%. A partir de uma compreensão mais profunda dos efeitos para a indústria e a economia catarinense, a FIESC pretende ampliar sua contribuição para políticas públicas para fazer frente à situação.

“Estamos muito preocupados com o potencial impacto, porque SC tem uma característica muito singular, com segmentos diferentes sendo afetados em proporções distintas”, explicou o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt. Santa Catarina é o segundo estado com maior impacto negativo sobre o PIB, de 0,31%, atrás apenas do Amazonas, explicou, segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Em SC,  22,2% da produção do setor de produtos de madeira é exportada para os EUA. No setor de móveis, 12,1% do que é fabricado têm os Estados Unidos como destino”, destacou, citando dois dos segmentos que mais têm manifestado preocupação.

Embora algumas grandes exportadoras para o mercado norte-americano possam readequar operações porque possuem estruturas fabris nos Estados Unidos ou em outros países menos impactados, essa não é a regra geral. A preocupação com o setor de madeira e móveis, por exemplo, se justifica porque parte das indústrias com maior exposição estão em regiões onde o IDH é mais baixo e eventuais reflexos no mercado de trabalho teriam consequências sociais graves.

Em 2024, 15% das exportações de SC foram para os EUA. Na região do Planalto Norte, no entanto, 42,5% de tudo o que é exportado tem como destino aquele mercado, enquanto na Serra são 22,3%, no Centro-norte 24,9% e no Alto Vale 23,7%.

A FIESC já iniciou a articulação com o governo do estado, que solicitou informações robustas para avaliar as ações propostas pela entidade. Os exportadores podem responder ao questionário por meio do link: https://forms.gle/PqhMfZVpm8wbXuSJ6

A mobilização das indústrias para responder às questões elaboradas pela FIESC junta-se a iniciativas já em andamento via Confederação Nacional da Indústria (CNI), de reuniões com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e à articulação com o governo de SC.

Desafios

O industrial Leonardo Zipf destacou a dificuldade de abertura de canais efetivos de negociação e manifestou preocupação com o momento em que as novas tarifas serão cobradas, já que não se tem documentos oficiais detalhando a medida norte-americana. Leandro Gomes, executivo da Guararapes, destacou a importância da participação da indústria respondendo ao questionário e sugeriu que a FIESC priorize soluções que aliviem o caixa das empresas, propondo a liberação de créditos tributários para as exportadoras pelo governo do Estado.

Fonte: FIESC

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Comércio

Regulamentação da cabotagem traz mais competitividade ao modal, diz FIESC

Decreto assinado no último dia 16 visa estimular o transporte marítimo de cargas domésticas entre portos brasileiros; Federação destaca que planejamento intermodal precisa incluir centros logísticos e investimento no acesso aos portos

O decreto que regulamenta as operações de cabotagem entre portos brasileiros, assinado no último dia 16, traz mais segurança jurídica e flexibilidade para as operações, na avaliação da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

Entre os pontos positivos da regulamentação da chamada BR do Mar está a flexibilização de aluguel de embarcações, que tem potencial para elevar a concorrência e a oferta de linhas de navegação, permitindo diminuir a utilização de caminhões para grandes distâncias.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a regulamentação estimula a cabotagem, sendo uma alternativa de curto prazo para contribuir para a diversificação da matriz de transporte no Brasil, que é predominantemente rodoviária.

A entidade defende que a nova regulamentação poderá trazer mais competitividade para a cabotagem. Hoje, o modal é competitivo para distâncias acima de 1.220 km entre a origem e o destino. Entre os benefícios do modal, a Federação destaca a diminuição dos acidentes nas rodovias, o consumo até oito vezes menor combustível que o caminhão, a menor emissão de CO2 – apenas 2,4% na comparação com um caminhão transportando a mesma quantidade de carga – e a redução da necessidade de investimentos na conservação e manutenção das rodovias. Além disto representa índices próximos de zero em ocorrências de roubo de cargas, menor risco de avarias e redução de custo na contratação de seguro. 

Desafios

A despeito do potencial da cabotagem no Brasil, a FIESC explica que ainda restam desafios a serem superados. Em sua Agenda da Infraestrutura, a Federação destaca a necessidade de um planejamento adequado e integrado das cadeias logísticas de suprimento e distribuição da produção catarinense, com a criação de centros integrados de logística que permitam ganhos de escala e eficiência nos transbordos de operações intermodais. “Por ser um transporte intermodal, a cabotagem precisa ser pensada num contexto maior, de planejamento de corredores logísticos integrados. O Plano Estadual de Logística (PELT) terá um papel fundamental para a adoção do modal”, explica Martorano.

Na avaliação da FIESC, para que a cabotagem cumpra seu papel para reduzir custos de frete e auxiliar na redução de emissões de gases do efeito estufa, os terminais portuários terão de estar melhor preparados para a eficiência e fluidez destas operações.

Para a indústria, a cabotagem também representa uma alternativa para reduzir custos e emissões. Com a possibilidade de receber insumos a custos menores, também é um fator relevante para a indústria de transformação, assim como entregar produtos de maior valor agregado aos maiores mercados consumidores brasileiros. 

Até o momento, as soluções logísticas porta a porta têm sido a opção mais viável para a indústria, com os operadores logísticos intermodais ampliando a oferta de serviços, conforme apurado pela Revista Indústria e Competitividade.

A expectativa do governo federal é de que o programa BR do Mar (Lei 14.301/2022), reduza o custo do frete em cerca de 15% e represente uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. Estimativas da Infra S.A. apontam que um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar 530 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano a menos na atmosfera, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

O modal em SC

Em 2024, Santa Catarina ocupou a segunda posição na movimentação de contêineres (TEUs) via cabotagem no país, com 14,2% do total operado no Brasil. Entre os principais produtos movimentados estão plásticos e suas obras, carnes e miudezas de frango, polímeros de etileno, papel e cartão kraft e madeira serrada. Dados da Antaq apontam que a Portonave lidera a movimentação de contêineres via cabotagem com 54,4% do total em SC. O Porto Itapoá está na segunda posição, com 35,5% do total, seguido por Imbituba (8,9%) e Itajaí (1,1%).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressalta que dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano e defende a participação do setor industrial nas Consultas Públicas. A CNI argumenta que a presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Economia

Escalada da tensão entre Brasil e EUA eleva preocupação da indústria, diz FIESC

Setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira

A escalada da tensão política entre Brasil e Estados Unidos aumentou a preocupação da indústria catarinense. O setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira. O assunto foi discutido na reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), nesta sexta-feira, dia 18.

Conforme relatos de industriais à Federação, embora ainda não estejam sendo cancelados pedidos, muitos clientes estão solicitando para que mercadorias encomendadas ainda não sejam embarcadas, até haver maior clareza sobre a situação.

“O ônus será para a sociedade. Dependemos muito dos Estados Unidos. É o destino para o qual exportamos produtos de valor agregado e que não conseguiremos redirecionar para outros mercados no curto prazo”, alertou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, ressaltando que os EUA são o principal destino dos embarques catarinenses.

No ano passado, SC exportou US$ 1,74 bilhão para os Estados Unidos. Entre os principais produtos embarcados estiveram: obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

“Reconquistar um cliente norte-americano perdido por conta de aplicação de tarifas é difícil e caro. Então, o prejuízo será enorme. Temos uma relação de 200 anos de comércio e cooperação. Não podemos perder isso”, declarou Aguiar.

Na quarta, dia 16, Aguiar reuniu-se com o vice-presidente da República e ministro de Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do tarifaço. 

No encontro, ele salientou que retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria ainda mais os prejuízos para a indústria brasileira. “Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para haver mais tempo para as negociações e para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse, lembrando que a palavra de ordem é negociar. 

Fonte: FIESC

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Internacional, Negócios

Em encontro com Alckmin, FIESC defende negociações com EUA, sem retaliação

Presidente da entidade liderou grupo de industriais do setor metalmecânico que também discutiu assimetria competitiva na invasão chinesa de fixadores

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, liderou na tarde desta quarta-feira (16) comitiva de industriais do setor metalmecânico em reunião com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e com a secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.

No encontro, Aguiar defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do chamado tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. “Retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria os prejuízos para a indústria brasileira. Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse Aguiar.

“As palavras de ordem agora são negociar, negociar e negociar. Mesmo que as tarifas não voltem aos patamares anteriores, precisamos chegar a um nível que permita manter a relevância daquele mercado como destino das exportações catarinenses e brasileiras”, resumiu o presidente da FIESC.

As indústrias catarinenses pretendem atuar em sintonia com seus clientes norte-americanos, que podem pressionar o governo dos Estados Unidos, demonstrando os impactos das tarifas que serão pagas pelos consumidores de lá. “O ministro conhece os números e tem total clareza sobre a importância do tema. Reforçamos a diversidade industrial catarinense, onde as tarifas terão graves consequências, já que os Estados Unidos são o principal destino de nossas exportações”, afirmou Aguiar.

No encontro, a Federação catarinense também destacou a necessidade de o governo federal incluir produtos semiacabados de aço e alumínio nas estratégias de defesa dos interesses brasileiros no comércio internacional, buscando isonomia tributária. “Hoje existe uma invasão de produtos chineses, porque o parafuso vindo da China chega ao preço dos insumos pagos pelos fabricantes brasileiros”, disse Aguiar, lembrando que há importantes empresas do setor no estado, gerando elevado número de empregos.

Fonte: FIESC

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Portos

Integração estratégica: Porto de Imbituba recebe comitiva da FIESC

No dia 1º de julho, o Porto de Imbituba recebeu a visita institucional da comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O grupo foi liderado pelo Presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e contou com a presença de outros diretores e convidados. A Autoridade Portuária foi representada pelo diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

A programação teve início com uma apresentação institucional, na qual foram detalhados o funcionamento e os projetos da Autoridade Portuária. Na sequência, os visitantes realizaram uma visita guiada ao cais, onde puderam acompanhar, in loco, as operações portuárias em andamento.

“Receber a comitiva da FIESC é uma grande honra para o Porto de Imbituba. Esta visita marca uma importante aproximação entre o setor portuário e a indústria catarinense, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento integrado e sustentável do estado”, destacou Christiano Lopes.

“É uma alegria estar no Porto de Imbituba. Santa Catarina tem a vantagem de contar com cinco portos, o que nos torna o segundo estado em movimentação de contêineres no país”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

“As cidades portuárias, como Imbituba, crescem acima da média, mostrando que o porto é um verdadeiro motor de desenvolvimento regional. Com a conclusão da BR-285, o Sul terá ainda mais potencial logístico. Parabéns à gestão do porto. A FIESC segue ao lado de iniciativas que fortalecem nossa indústria e economia”, completa Aguiar.

A visita reforça o papel estratégico do Porto de Imbituba como elo entre a produção industrial de Santa Catarina e os mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Porto de Imbituba

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Industria, Negócios

Com 100% dos votos, Seleme é eleito presidente da FIESC

Eleição realizada nesta sexta-feira, dia 27, confirmou unidade do setor industrial catarinense; posse será dia 22 de agosto

O industrial Gilberto Seleme será o próximo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Na eleição, realizada nesta sexta-feira, dia 27, a chapa única, liderada pelo empresário, foi eleita com aprovação de 100% dos sindicatos de indústria que votaram. O 1º vice-presidente será o industrial André Odebrecht. A mesa diretora da entidade será composta ainda pelos empresários: Edvaldo Ângelo (diretor 1° secretário), Nivaldo Pinheiro (diretor 2° secretário), Marco Aurélio Alberton (diretor 1° tesoureiro) e Evair Oenning (diretor 2° tesoureiro). A posse da nova diretoria será no dia 22 de agosto, em Florianópolis.

“Tivemos chapa única, construída por consenso de todos os sindicatos filiados à FIESC. Isso mostra uma entidade unida e focada num só objetivo, que é o desenvolvimento de Santa Catarina, porque onde tem indústria tem desenvolvimento”, afirmou Seleme, após a divulgação do resultado.

Aguiar também celebrou a coesão do setor. “O resultado da eleição mostra a nossa indústria unida e reconhece o trabalho da gestão que se encerra em agosto, da qual Gilberto fez parte como 1° vice-presidente”, disse. “Ficamos muito satisfeitos com o apoio dos sindicatos. Com uma indústria unida, Santa Catarina vai avançar cada vez mais”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Durante o dia, os representantes dos sindicatos industriais também elegeram a nova diretoria do Centro das Indústrias de SC (CIESC).

Confira a diretoria do CIESC eleita.

Perfil: engenheiro civil, formado na PUC do Paraná e bacharel em Administração pela UnC-Caçador, Gilberto Seleme é empresário dos setores de madeira, couro, construção civil e do agronegócio. É o atual 1º vice-presidente da FIESC e tem destacada atuação na área social, empresarial e educacional. Também é diretor e delegado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), membro do Conselho Estratégico da FIESC; integrante da diretoria da Associação Empresarial de Caçador (ACIC); membro do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador, do qual foi fundador e primeiro presidente; além de integrar o Conselho Consultivo do Hospital Maicé, de Caçador.

Ao longo de sua trajetória, também foi membro da diretoria da Associação de Serviços Sociais Voluntários de Caçador (Bombeiros Voluntários); vice-presidente para a região Centro-Norte da FIESC; integrante da diretoria da UnC-Caçador; e presidente da Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – FUNIARP, além de presidir seu conselho consultivo e ser membro do conselho curador da instituição.

Fonte: FIESC

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