Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Portos

Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de caminhões

Movimento de caminhões cresceu 47,4% em 2024, com certo equilíbrio entre importações e exportações

Um dos fatos novos positivos da logística em Santa Catarina é o movimento recorde de caminhões no porto seco de Dionísio Cerqueira, na divisa entre Santa Catarina e a Argentina. Em 2024, passaram pelo terminal 23.014 de caminhões, 47,4% mais do que no ano anterior. A alfândega sob concessão da Multilog recebeu 12.744 veículos no regime de importação e 10.270 veículos no regime de exportação.

O que mais impactou essa expansão foi a exigência, do governo do Estado, de que 20% das cargas com incentivo fiscal catarinense que entram por terra têm que passar por Dionísio Cerqueira, divisa de SC com a Argentina.

Para o empresário do setor de comércio exterior, Marcelo Pibernat, dá uma média de mais de 60 caminhões por dia, o que é um bom começo para a nova alfândega de Dionísio Cerqueira.

Os 23 mil caminhões representam cerca de 6% do fluxo terrestre do Brasil e Argentina, observou o empresário em webinar da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) há poucos dias. A expectativa é de que esse movimento cresça com as medidas mais liberais de negócios adotadas pelo novo governo da Argentina.

A qualidade dos serviços alfandegários da concessionária privada que assumiu em 7 de dezembro de 2023 o porto seco de Dionísio Cerqueira também influíram. No começo das operações foi necessária uma adaptação, mas agora o comércio flui melhor.

Pela divisa de SC com a Argentina pelo porto de Dionísio Cerqueira também passa uma parte dos turistas que visitam Santa Catarina por terra, com automóvel próprio.

A Multilog, que é um dos principais grupos de logística para portos secos Brasil, também registrou movimento crescente nos portos das divisas do Rio Grande do Sul com a Argentina em Uruguaiana, Jaguarão e Santana do Livramento; e com o Paraná em Foz do Iguaçu.

Em Jaguarão, foram 33.653 veículos, 1,2% mais do que no ano anterior. Em Foz do Iguaçu, foram 196.599 caminhões, 11,6% mais do que no ano anterior. Em Uruguaiana, o movimento de 2024 alcançou 134.511 caminhões, 2,6% mais; e Santana do Livramento chegaram 12.823 veículos, 13,2% mais do que no ano anterior.

FONTE: Portal tri
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Economista diz que gestão de Donald Trump pode criar oportunidades ao Brasil

Economista falou sobre a ‘Trumpulência’ para a coluna na Fiesc, após palestra do ministro da Economia de Portugal, Pedro Reis

Logo após a eleição de Donald Trump, o economista e diplomata brasileiro Marcos Troyjo lançou a palavra “Trumpulência” – Trump, turbulência e opulência (riqueza) – para ilustrar os impactos econômicos sinalizados pelo novo governo dos EUA. Passados um mês e 10 dias da posse, a Trumpulência se confirma com alta de tarifas de importação e instabilidade na economia mundial. Mas esse movimento pode abrir algumas portas com oportunidades ao Brasil, na avaliação de Troyjo.

– Acho que a Trumpulência não é boa ou ruim. É um dado da realidade com o qual nós teremos que lidar. No que eu acho que ela pode beneficiar o Brasil dependendo do que o Brasil fizer? Acho que os chineses, num determinado momento, vão começar a buscar alternativas para algumas das compras, por exemplo, do setor agroindustrial. Hoje, os EUA são o segundo maior exportador de bens agroindustriais para a China. Acho que o Brasil pode ganhar alguma coisa aí – analisa o economista.

Outro ponto destacado por Troyjo, que foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICs, é que a Trumpulência deve acelerar o processo de desindustrialização da China. Isso porque as empresas transnacionais estão diminuindo a sua exposição ao risco na China, o que cria oportunidades de relocação de parques produtivos no Brasil.

Ainda segundo o economista, se os Estados Unidos se converterem num fator de maior instabilidade, imprevisibilidade e o Brasil eleger um presidente pró-mercado em 2026, poderá entrar numa fase de muita exuberância de atração de investimentos.

Marcos Troyjo lançou pela primeira vez o termo “Trumplência”, ou como alguns afirmam “Trumplência”, em evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Santiago, no Chile, dia 19 de novembro de 2024. Ele foi palestrante no SC Day, iniciativa para ampliar negócios entre empresas do estado e chilenas, quando apresentou sete macrotendências globais e uma delas focou impactos do novo governo dos EUA, de Donald Trump. Pelo teor das promessas, antecipou que geraria na economia global turbulências econômicas.

Fonte: NSC Total
Economista diz que gestão de Donald Trump pode criar oportunidades ao Brasil – NSC Total

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SC tem oportunidades com medidas da Argentina para facilitar comércio exterior

Simplificação de normas e desburocratização de processos, alinhadas com acesso mais fácil ao mercado de câmbio criam ambiente mais favorável a negócios; SC se beneficia por proximidade física e sócio-cultural.

Fazer negócios com a Argentina está mais fácil e Santa Catarina pode aproveitar o momento dinâmico da economia do país vizinho para estreitar relações e retomar parcerias comerciais. Esse é o consenso entre os especialistas que participaram do webinar organizado pela Federação das Indústrias de SC (FIESC), na quinta-feira, 27, para debater o contexto econômico-comercial da Argentina.

Para o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, Santa Catarina se encontra numa posição única para identificar oportunidades, dada não só a proximidade geográfica, mas também devido às relações sociais e culturais decorrentes do turismo. “A Argentina vive um momento de recuperação de sua economia, o que nos alegra. Esse é um momento mais do que favorável para uma aproximação ainda maior”, destacou.

Webinar Argentina
SC tem potencial para ampliar sua corrente de comércio com a Argentina. (foto: Elisabete Francio).

O conselheiro da Embaixada do Brasil na Argentina, Leonardo Valverde, afirmou que a Argentina promoveu uma alteração radical no modelo econômico, adotando medidas fiscais e monetárias muito restritivas sob o governo de Javier Milei. E que o país adotou medidas para a desregulamentação do comércio exterior, o que pode ser uma oportunidade para o Brasil e SC. “O Brasil tem uma posição relativa muito favorável por fazer parte do Mercosul, ter laços comerciais há muito estabelecidos e proximidade geográfica. Mas sobretudo, o consumidor argentino percebe os produtos brasileiros como de qualidade”, explicou. Para Valverde, isso coloca o Brasil na frente de outros países que enxergam na Argentina um mercado potencial a ser explorado com a maior abertura da economia.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, destacou que a indústria de SC pode se beneficiar dessa nova dinâmica que abre oportunidades que ainda não estão sendo bem aproveitadas.

O diretor do grupo Pibernat, Marcelo Pibernat, especialista em comércio exterior, cita entre os diferenciais do estado o porto seco de Dionísio Cerqueira. “É a aduana com a melhor infraestrutura na fronteira com a Argentina atualmente em operação, e o fluxo de caminhões  – que chegou a 23 mil em 2024 -, tende a ser ampliado”, explicou.

Porto seco multilog
Novos investimentos para melhorar infraestrutura no entorno do porto seco em Dionísio Cerqueira já foram anunciados.

Medidas facilitadoras

Na visão do advogado especialista em comércio internacional Sebastián M. Rossi, entre os principais indicativos de um melhor momento para o comércio entre os dois países está uma “relativa estabilidade macroeconômica”, que permite ao empresário argentino ter mais previsibilidade. Mais relevante, segundo ele, do que uma ou outra medida isolada, é o recado de a Argentina persegue um ambiente de negócios mais favorável, não só para o comércio exterior, mas também para a atração de investimentos.

A percepção é corroborada pela consultora Augustina Centeno, da DIEB. “Não há dúvida de que a Argentina vai em direção clara e constante para a liberação e facilitação do comércio internacional. Existem avanços concretos nos âmbitos operacional e tributário que impactam positivamente os custos das operações”, afirmou.

Mudanças recentes

  • Melhoria nas condições de acesso ao mercado de câmbios para importadores argentinos:
    • Prazos menores para pagamentos a fornecedores (30, 60 e 90 dias)
    • Possibilidade de pagamento adiantado mediante condições
  • Redução da Burocracia:
    • Flexibilização na importação de alimentos e bebidas – produtos com origem no Brasil que tenham selo da ANVISA não necessitam de nova homologação
    • Modificação nos procedimentos anti-dumping
    • Fim do SEDI, sistema que substituiu a licença de importação prévia. Agora, os importadores podem apresentar suas declarações definitivas de importação sem precisar indicar um número de declaração SEDI
  • Desregulamentação:
    • Regulamentos técnicos seguem obrigatórios, mas passam a ser  controlados pela Dirección Nacional de Reglamentos Técnicos, e não mais pela aduana, agilizando o processo de desembaraço da mercadoria.
    • Equipamentos elétricos e eletrônicos que tenham homologação internacional como o CE (Europa), e o Inmetro (Brasil), entre outros, não necessitam de novo homologação para entrar na Argentina.
    • Extensão da vigência de certificados anteriores
  • Impostos:
    • Fim do Imposto País
    • Redução das alíquotas de importação médias de 35% para 16%

FONTE: FIESC
SC tem oportunidades com medidas da Argentina para facilitar comércio exterior | FIESC

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FIESC propõe grupo de trabalho para situação de crise nos portos

Em reunião nesta quarta-feira (26), Ministério de Portos e Aeroportos acatou sugestão da Federação, em conjunto com FIEP, CNI e outras entidades

A Federação das Indústrias de SC (FIESC), em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), propuseram ao Ministério de Portos e Aeroportos a criação de um grupo de trabalho para encontrar soluções para as situações adversas que afetam a operação dos portos brasileiros.

A iniciativa foi bem recebida pela secretária de Portos do ministério, Mariana Pescatori, em reunião nesta quarta-feira (26) em Brasília. O próximo passo é a criação de uma sala de situação formalizada para acompanhamento contínuo dos problemas e propostas de solução com a presença de todos os atores envolvidos: exportadores e importadores, armadores, agentes de cargas, terminais portuários, retroárea, embarcadores, autoridades portuárias, poder executivo estadual e federal, Antaq e órgãos anuentes.

No encontro, o setor industrial e entidades como a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas e a Associação Brasileira da Indústria da Madeira, expuseram os prejuízos do setor produtivo com a crise dos portos. “A FIESC apresentou a agenda da infraestrutura, que traz um capítulo listando as principais dificuldades enfrentadas por exportadores, importadores e transportadores, resultado de reuniões e consultas a indústrias em 2024”, explicou o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano.

A ideia do grupo de trabalho é encontrar soluções de curto prazo para minimizar os impactos de situações adversas que os terminais portuários brasileiros vêm enfrentando. Eventos climáticos, impacto de mudança de rotas gerando atrasos e cancelamento de viagens, acidentes e outros eventos isolados impactaram fortemente as operações, trazendo prejuízos financeiros e perda de competitividade.

Entre as prioridades a serem equacionadas está a questão da previsibilidade dos armadores na questão das escalas, já que omissões de escala e cancelamento de viagens têm gerado custos e atrasos e também cobranças indevidas às empresas.

A FIESC também defende o fortalecimento da Antaq, com uma gestão mais eficiente e processos mais simples para o atendimento dos usuários, tanto para orientações quanto também como canal de encaminhamento de conflitos. Isso significa garantir o quadro adequado de pessoal, com o devido conhecimento técnico, e intensificar o uso de tecnologia da informação.

Contudo, o grupo de trabalho vai tratar especificamente de questões adversas pontuais. “Temos uma agenda bastante ampla nas questões estruturais, como a necessidade de investimentos em ampliação e melhorias nos portos e acessos, além da dragagem. Este grupo de trabalho, no entanto, tem foco principal em encontrar soluções de curto prazo para essa questão da grande dificuldade na movimentação de contêineres nos portos de Santa Catarina e do Brasil”, informou.

FONTE: FIESC
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Seleme apresenta força da indústria de SC a membros da maçonaria

1º vice-presidente da FIESC participou do evento que marca a abertura do ano maçônico e também destacou o papel das entidades da Federação para o setor

O 1º vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, participou nesta segunda, dia 24, da sessão solene que marca a abertura do ano maçônico. O evento foi realizado na sede da Grande Loja Santa Catarina, em Florianópolis, e contou com a participação de 700 pessoas.

Durante o encontro, Seleme apresentou um panorama econômico detalhado, destacando os principais desafios e oportunidades para o setor industrial do estado. O evento reforça a relevância do diálogo entre lideranças empresariais e instituições que desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

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Evento marca o início do ano maçônico e reúne autoridades de todo o estado. Foto: Fernando Costa

“A indústria catarinense tem grande diversidade produtiva regional. Também temos um relevante complexo portuário, que em 2024 movimentou mais de 56,5 milhões de toneladas de cargas. São dados que mostram a solidez da nossa indústria, que é um dos motores da economia do estado”, frisou.

Em 2024, Santa Catarina registrou um crescimento expressivo da produção industrial, alavancado pela diversificação produtiva e pela capacidade de exportação. O estado se destaca em setores como metalmecânico, têxtil, alimentício e tecnologia e de base florestal, mantendo uma taxa de desemprego abaixo da média nacional e garantindo um ambiente propício para novos investimentos.

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Seleme apresentou um panorama econômico detalhado, destacando os principais desafios e oportunidades para o setor industrial

Além do desempenho econômico, Seleme também apresentou desafios que estado tem pela frente, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura e capacitação profissional para sustentar o crescimento industrial. “Santa Catarina é destaque no envio de recursos a Brasília, mas os valores não voltam na mesma proporção da nossa contribuição. É uma responsabilidade da sociedade mudar essa realidade”, defendeu, ressaltando as grandes demandas por investimentos do estado, essenciais para a competitividade.

FONTE: FIESC
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Internacionalização e sustentabilidade são as apostas da C-Pack para crescer

Empresa que surgiu na Grande Florianópolis há 23 anos inaugurou nova unidade na cidade portuguesa de Bragança, em junho de 2024; grupo, de capital suíço-brasileiro, também atua na economia sustentável

 Líder nacional na produção de bisnagas plásticas para os setores farmacêutico e de cosméticos, a C-Pack, de São José (SC), aposta na internacionalização e na sustentabilidade para avançar no mercado mundial. “Nosso foco atual é consolidar o processo de internacionalização iniciado em Portugal, em junho de 2024”, explica o CEO da C-Pack Brasil, Maurício Coelho.

A empresa foi destaque no Espaço Indústria da reunião da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta sexta (21).

A fábrica em Portugal deu início ao processo de internacionalização física da indústria. “Embora já estivéssemos presentes em vários países por meio de exportações, essa nova unidade foi criada para absorver parte do mercado europeu, que é extremamente expressivo. A partir de Portugal, nosso objetivo é atender toda a Europa e expandir nossa atuação internacional”, explica Maurício.

Instalada em Bragança, a nova fábrica está com duas linhas de produção ativas, mas tem capacidade para até cinco. A unidade conta com 30 funcionários, com possibilidade de chegar a 150. Sua capacidade produtiva anual pode crescer das atuais 60 milhões de unidades para 150 milhões.

“Ainda estamos no início das operações dessa unidade da Europa, mas sabemos que aquele mercado tem um potencial imenso, sendo aproximadamente dez vezes maior que o brasileiro”, destaca o executivo.

Com 20 mil metros quadrados, a unidade fabril em Santa Catarina produz 200 milhões de unidades por ano, com 420 empregos diretos. Outros 80 funcionários atuam no estado de São Paulo – na capital, onde está a diretoria comercial, e em Itapecirica da Serra, cidade que sedia a C-Log, subsidiária de logística. A C-Pack tem em sua carteira de clientes marcas globais como Boticário, Avon, Natura, Johnson & Johnson, L’Oréal, Unilever e Mary Kay.

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Maurício Coelho, CEO da C-Pack Brasil (foto: Filipe Scotti)

Economia Verde

A agenda ambiental é outra frente da estratégia de crescimento da C-Pack. “Temos crédito de carbono para vender, se for preciso”, diz ao relatar as ações da empresa no campo da economia verde.

Um exemplo está na substituição gradativa dos polímeros à base de petróleo. Atualmente, 30% da produção utiliza o polietileno verde, oriundo da cana de açúcar, uma fonte renovável.

No que diz respeito à economia circular, 70% das embalagens de fornecimento aos clientes são retornáveis. A empresa também consegue utilizar até 5% de resina reciclável certificada em camadas intermediárias das bisnagas que produz. Essas limitações decorrem da regulamentação sanitária do setor.

A indústria também se integrou a uma ação de recuperação da vegetação nativa no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça. Em quatro anos, o trabalho resultou na retirada de espécies exóticas em 100 hectares.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que a C-Pack é uma indústria de referência global em seu setor, por suas instalações, por seus produtos, por sua gestão. “É uma indústria que produz para o país e para o mundo”, disse.

FONTE: FIESC
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Ministro da Economia de Portugal fala sobre acordo UE – Mercosul na FIESC

Realizado em conjunto com a ADVB/SC, evento da próxima sexta-feira (21) promove debate sobre negociações de comércio bilateral

Nesta sexta-feira (21), às 10 horas, o ministro da Economia do XXIV Governo de Portugal, Pedro Reis, participará da primeira edição de 2025 do Encontro de Ideias. A iniciativa é da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC) e da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O evento será na sede da Federação, em Florianópolis.

Reis traz a visão do governo de Portugal para o debate, que vai contar com a mediação do cientista social, diplomata e economista Marcos Troyjo e com a participação do político português Miguel Relvas e do secretário-executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do Governo de Santa Catarina, Paulo Bornhausen.

Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, Portugal pode ser um aliado importante para a efetivação do acordo Mercosul – União Europeia. “A indústria catarinense tem potencial para conquistar ainda mais espaço no mercado europeu e os benefícios do acordo são mútuos, não só no comércio, mas também na transferência de tecnologia e na geração de empregos”, afirma.

O evento é a primeira edição de 2025 da série Encontro de Ideias, iniciativa da ADVB/SC para fomentar o debate sobre temas estratégicos que impactam a economia e o setor empresarial. “Eventos como o Encontro de Ideias são fundamentais para o empresariado catarinense, proporcionando insights estratégicos, que fortalecem o networking e ajudam a compreender o cenário econômico”, destaca o presidente da ADVB/SC, Ricardo Barbosa Lima.

FONTE: FIESC
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FIESC solicita informações a ministro sobre operações em Itajaí

Situação da dragagem de manutenção, solução para aprofundamento da bacia de evolução e governança da autoridade portuária estão entre pontos; entrega ocorreu durante reunião na CNI

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, entregou durante reunião na CNI nesta terça-feira (18) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, um documento em que solicita informações sobre as operações no complexo portuário de Itajaí. A entidade busca esclarecimentos sobre o andamento da concessão da dragagem de manutenção e sobre as medidas que estão sendo tomadas para resolver a questão da inadimplência da autoridade portuária, que compromete a realização do serviço.

Além disso, indaga quais ações estão sendo tomadas para solucionar o aprofundamento da bacia de evolução, indispensável para atrair navios maiores para o complexo de Itajaí. O documento traz ainda o pedido de informação sobre os mecanismos que a atual autoridade portuária pretende estabelecer para a participação dos usuários e da comunidade local, destacando a necessidade de uma governança autônoma e técnica.

No documento, a Federação solicita ainda que o Ministério defina critérios de desempenho operacionais para o Porto de Itajaí, além da manutenção dos parâmetros de navegação, dentre outros aspectos. A FIESC destaca a necessidade de coleta e ampla divulgação destes dados.

O presidente da FIESC salienta que Santa Catarina, por meio de seus cinco portos, movimentou, em 2023, o equivalente a 2,4 milhões de contêineres de 20 pés (TEUs). “Os portos catarinenses são responsáveis pela geração de cerca de R$ 5,1 bilhões em ICMS, R$ 48,5 milhões em ISS e mais de 20 mil empregos”, diz Aguiar, contextualizando a importância da estrutura portuária catarinense.

FONTE: FIESC
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FIESC abre inscrições para Canton Fair

Missão comercial para a multissetorial ocorre de 11 a 20 de abril; inscrições para a primeira fase da 137ª edição vão até 7 de março

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) está com inscrições abertas para industriais que queiram participar da missão comercial para a 137ª edição da Canton Fair. O período de adesão vai até 7 de março de 2025. Uma das maiores do mundo, a feira de negócios acontece no sul da China, na cidade portuária de Guangzhou.

A missão organizada pela FIESC foca na primeira fase do evento, de 11 a 20 de abril e inclui também visitas técnicas e uma reunião de alinhamento. Nesse período, a Canton Fair reúne expositores do setor industrial, em segmentos como:

Eletrodomésticos
Eletrônicos para Consumo e Produtos de TI
Produtos Eletrônicos e Elétricos
Equipamentos de Iluminação
Energia Limpa
Produtos Químicos e Novos Materiais
Ferragens (Hardware)
Equipamentos para Maquinários de Processamento
Máquinas Elétricas e Energia Elétricas
Máquinas em Geral e Peças Mecânicas
Automação Industrial e Manufatura Inteligente
Máquinas de Construção e Agrícolas
Veículos Elétricos e Mobilidade Inteligente
Veículos, Motocicletas e Autopeças
Bicicletas

O objetivo é prospectar novos negócios no mercado chinês e desenvolver estratégias para utilização da Ásia como plataforma de negócios de empresas brasileiras, além de fortalecer a rede de relacionamento na China. Considerando ainda os expositores de outros países presentes na feira, a expectativa é que a missão contribua para identificar oportunidades de parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras, incrementar as transações comerciais e identificar novos nichos de mercado.

Canton Fair

Na 136ª edição, realizada entre outubro e novembro de 2024, a feira reuniu cerca de 233 mil visitantes internacionais presencialmente, um recorde histórico. Somente a visitação presencial rendeu US$24,95 bilhões em vendas, com representantes de 214 países.

SERVIÇO:
Inscrições para missão à Canton Fair
Período de inscrição: até 7 de março de 2025
Data da feira: 11 a 20 de abril de 2025

FONTE: FIESC
FIESC abre inscrições para Canton Fair | FIESC

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Regulação do mercado de carbono cria oportunidades para indústria de SC

Nidec apresentou desafios enfrentados para que a planta de SC fosse a primeira do grupo a ter emissões neutras durante reunião da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A reunião da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) desta quarta-feira (12) trouxe a experiência da fabricante de compressores Nidec, de Joinville, rumo à descarbonização. A unidade, oriunda da Embraco, foi a primeira do grupo japonês a conquistar tal certificado no mundo, se antecipando em seis anos à meta corporativa.

A gerente de sustentabilidade corporativa da Nidec, Tatiana Valencia Montero, explicou que o primeiro passo da empresa foi fazer o inventário das emissões de forma sistemática, desde a época da Embraco. A partir dos dados, foi possível decidir por onde começar a atacar a questão. “O consumo de energia é um fator relevante, então começamos pela eficiência energética. O que não foi possível reduzir em consumo ou na mudança da matriz para fontes renováveis, compramos créditos de carbono”, explicou.

Os próximos desafios, segundo ela, são reduzir ainda mais as emissões, partindo para ações que envolvam a sua cadeia de valor, incluindo seus fornecedores, o chamado escopo 3. “Ser carbono neutro é uma oportunidade de se diferenciar, de reduzir custos e de mostrar para a sociedade que é possível fazer, trazendo resultados financeiros melhores para a companhia”, destacou. Além do benefício ambiental, as ações geraram uma economia de mais de R$ 4 milhões em gastos com gás natural e energia elétrica na Nidec.

Para o gerente sênior de componentes da Nidec, Rodrigo Dalla Vecchia, a empresa sempre inovou e buscou a eficiência energética em seus produtos. “Foi a inovação que permitiu fazer compressor de geladeira passar de 12 kg para 3 kg com a mesma capacidade, otimizando os materiais utilizados. Faz todo o sentido expandir a eficiência que conseguimos nos produtos para a eficiência da fábrica”, afirmou.

A compra de créditos de carbono – uma das estratégias usadas pela indústria de Joinville – e a regulação do mercado de carbono foram temas debatidos na reunião. O diretor de governança corporativa da LuxCS, Thiago Pamplona Müller, afirmou que a recente regulamentação do mercado de carbono no Brasil e traz conceitos modernos, é enxuta, simples e técnica.

Reunião híbrida da Câmara de Meio Ambiente debateu regulação do mercado de carbono. (Foto: Filipe Scotti)
Reunião da Câmara de Meio Ambiente debateu regulação do mercado de carbono.(Foto: Filipe Scotti)

O especialista do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental, Charles Leber, que lidera as atividades do Hub de Descarbonização da FIESC, explicou que fazer o inventário de emissões é o primeiro passo da jornada rumo à descarbonização. Ele apresentou o primeiro inventário feito pelo Hub, com 36 empresas de SC. “A ideia é criar a cultura de empresas fazerem seus inventários, para que as micro, pequenas e médias empresas entendam a relevância e possam gerenciar suas emissões”, explicou.

O especialista lembrou que a tendência é de que a necessidade de reduzir emissões chegue às empresas de menor porte também, já que muitas delas integram a cadeia de valor de empresas que já adotam ações de descarbonização, e passarão a ser cobradas pelos clientes.

Fonte: FIESC
Regulação do mercado de carbono cria oportunidades para indústria de SC | FIESC

 

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