Indústria

Produção industrial de Santa Catarina recua 6,5% em janeiro

A produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025. No cenário nacional, o desempenho foi praticamente estável: a produção industrial brasileira avançou apenas 0,2% no período.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, o resultado reflete um cenário de desaceleração da atividade industrial, influenciado principalmente pelo ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso ao crédito, reduz investimentos e impacta o ritmo da economia. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Setor moveleiro lidera queda na indústria catarinense

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilado pelo Observatório FIESC, aponta que a fabricação de móveis apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados. O setor teve retração de 25,9% em relação a janeiro do ano passado.

Um dos fatores apontados para o resultado negativo é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do setor. Em janeiro, as exportações de madeira e móveis para os EUA registraram queda de 56,25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Máquinas, equipamentos e veículos também recuam

Outros segmentos relevantes da indústria catarinense também apresentaram retração no início do ano. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 24,9%, enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou queda de 18,2%.

Entre os fatores que explicam o desempenho negativo estão a taxa Selic elevada, que restringe o crédito para empresas e consumidores, e o aumento do endividamento das famílias, que tende a reduzir o consumo e afetar a produção industrial.

Apenas dois setores apresentam crescimento

Dos 14 segmentos industriais analisados em Santa Catarina, somente dois apresentaram resultado positivo em janeiro.

A fabricação de produtos alimentícios avançou 0,9%, enquanto a indústria de borracha e plástico registrou crescimento de 5,3%, destacando-se como exceções em um cenário de retração mais ampla da atividade industrial no estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sollos

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Indústria

Impasse na BR-101 Norte preocupa indústria e pode frear desenvolvimento de Santa Catarina

A falta de acordo para a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte acendeu um alerta no setor produtivo de Santa Catarina. A Federação das Indústrias de Santa Catarina avalia que o impasse pode comprometer o desenvolvimento socioeconômico do estado, além de agravar problemas históricos de mobilidade e segurança na rodovia.

Segundo a entidade, a decisão da comissão de solução consensual instalada no Tribunal de Contas da União de encerrar as negociações para revisar o contrato com a concessionária Autopista Litoral Sul frustrou as expectativas de empresários e da população catarinense.

Rodovia enfrenta congestionamentos e altos índices de acidentes

A BR-101 Norte é considerada um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina, conectando importantes polos industriais, turísticos e portuários do estado.

Atualmente, a rodovia enfrenta longos congestionamentos e elevado número de acidentes, cenário que preocupa usuários e empresas que dependem da via para transporte de mercadorias e deslocamentos diários.

Na avaliação da FIESC, as obras previstas na proposta de repactuação eram fundamentais para aumentar a fluidez do tráfego e melhorar a segurança viária em trechos críticos da estrada.

Setor produtivo cobra investimentos na infraestrutura

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a ausência de novos investimentos pode transformar a rodovia em um obstáculo ainda maior ao crescimento econômico do estado.

Segundo ele, sem melhorias estruturais, a BR-101 Norte tende a continuar sobrecarregada, prejudicando o comércio exterior, o turismo e diversas atividades econômicas que dependem do corredor rodoviário.

O dirigente também destaca que os impactos não se limitam ao setor empresarial, atingindo moradores das cidades próximas e turistas que utilizam a rodovia.

Trechos críticos concentram maiores problemas

A federação defende que sejam adotadas soluções urgentes para os pontos mais críticos da BR-101, especialmente nos trechos que ligam:

  • Itapema
  • Balneário Camboriú
  • Itajaí
  • Penha
  • Joinville

Essas regiões concentram intenso fluxo de veículos, especialmente durante a alta temporada turística e em períodos de grande movimentação logística.

Entenda o impasse na concessão da rodovia

A Agência Nacional de Transportes Terrestres e o Ministério dos Transportes informaram que não houve consenso nas negociações para revisar o contrato da concessionária responsável pela rodovia.

As tratativas ocorreram no âmbito da comissão criada pelo TCU para buscar uma solução consensual para o contrato de concessão.

A proposta inicial de repactuação incluía novas obras e melhorias operacionais, voltadas a aumentar a eficiência da rodovia e reduzir congestionamentos. O plano chegou a ser discutido com entidades do setor produtivo catarinense, incluindo a FIESC, que apresentou sugestões de intervenções e mecanismos para ampliar a segurança e a fluidez do tráfego.

Com o encerramento das negociações, o futuro das melhorias previstas para a BR-101 Norte permanece indefinido.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Heitor Pergher/Grupo ND

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Indústria

Indústrias de SC recebem missão empresarial da Suíça para ampliar parcerias e negócios

Empresas de Santa Catarina participaram de uma reunião de negócios com uma missão empresarial da Suíça, realizada na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O encontro reuniu representantes do setor produtivo brasileiro e suíço com o objetivo de ampliar parcerias comerciais, cooperação tecnológica e oportunidades de investimento.

A visita integra as ações de relacionamento internacional iniciadas durante o SC Day, evento realizado em janeiro no cantão de Berna.

Encontro busca fortalecer relações entre empresas dos dois países

Com a participação de empresários, entidades industriais e agências de promoção de negócios, a reunião teve como foco aproximar os mercados de Santa Catarina e da Suíça.

A iniciativa pretende estimular projetos conjuntos, internacionalização de empresas e intercâmbio tecnológico, ampliando a presença de indústrias catarinenses em mercados internacionais.

Para Luiz Gonzaga Coelho, que também é sócio-fundador da empresa C-Pack, a aproximação entre os dois ecossistemas industriais pode gerar benefícios mútuos.

Segundo ele, empresas brasileiras e suíças têm potencial para avançar juntas em estratégias de expansão global e desenvolvimento de novos negócios.

Cooperação pode envolver ciência, tecnologia e investimentos

Durante o encontro, o secretário de Estado de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou o interesse do estado em fortalecer laços com o cantão de Berna.

De acordo com o secretário, a parceria entre as regiões pode ir além das relações comerciais e incluir iniciativas nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.

Empresas discutem parcerias estratégicas

Ao longo do evento, os participantes tiveram a oportunidade de realizar reuniões diretas entre empresas, discutindo possibilidades de cooperação em áreas como:

  • parcerias comerciais internacionais
  • cooperação tecnológica
  • desenvolvimento de mercado
  • novos investimentos industriais

A delegação suíça também conheceu as instalações do Observatório FIESC, que oferece estudos e análises estratégicas sobre economia, indústria e inovação.

A iniciativa reforça o movimento de internacionalização da indústria catarinense, que busca ampliar sua presença no cenário global por meio de parcerias com mercados estratégicos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Exportação

Queda do tarifaço dos EUA impulsiona exportações de Santa Catarina

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros trouxe novo fôlego aos exportadores de Santa Catarina. Desde a última terça-feira (24), mercadorias enviadas ao mercado norte-americano deixaram de sofrer a sobretaxa de 50% e passaram a ser tributadas em 10%.

A nova alíquota foi definida pelo presidente Donald Trump após a decisão judicial, com a possibilidade de ampliação para 15% para todos os países. Mesmo diante da incerteza, a redução representa alívio para empresas catarinenses que haviam perdido espaço ou absorvido parte do custo adicional para manter contratos com clientes nos Estados Unidos.

Impacto bilionário nas exportações brasileiras

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024, estima que o fim do tarifaço pode gerar impacto positivo de US$ 21,6 bilhões por ano nas exportações brasileiras aos EUA.

O Brasil, segundo análise da Global Trade Alert, tende a ser o país mais beneficiado com a reversão das tarifas. Ainda assim, o ambiente de negócios segue marcado por cautela, especialmente diante da possibilidade de novas mudanças na política comercial norte-americana.

Fiesc vê avanço, mas alerta para insegurança

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) classificou como positiva a decisão da Suprema Corte, mas destacou preocupação com a reação da Casa Branca ao manter uma nova taxa.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, as mudanças frequentes elevam o nível de insegurança nas relações comerciais com os Estados Unidos. Já a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, reforçou que a federação continuará apoiando a diversificação de mercados internacionais, estratégia considerada essencial para reduzir riscos.

Setores mais beneficiados em SC

Em Santa Catarina, o segmento de madeira e móveis deve ser o principal beneficiado com a redução tarifária. O cenário também melhora para a indústria metalmecânica, especialmente para empresas com forte presença no mercado externo, como:

  • WEG
  • Tupy
  • Nidec
  • Schulz

Além das grandes companhias, dezenas de empresas que exportam ou já exportaram aos EUA também devem sentir efeitos positivos. Entre os setores contemplados estão:

  • Revestimentos cerâmicos
  • Plásticos
  • Têxteis
  • Barcos de lazer
  • Gelatina
  • Pescados
  • Couros
  • Máquinas e equipamentos

Apesar do cenário mais favorável, a expectativa é de que as indústrias catarinenses mantenham postura prudente nas negociações com o mercado americano, ao menos até o fim do atual ciclo político nos Estados Unidos, previsto para janeiro de 2029.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Evento

FIESC promove Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina em abril

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) organiza, entre os dias 17 e 26 de abril, o Encontro de Negócios Espanha x SC – Aliança Estratégica Global, com o objetivo de aproximar empresas catarinenses do mercado europeu. O evento acontecerá em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, reunindo instituições e empresas multissetoriais, com foco especial no setor de máquinas e equipamentos.

Geração de negócios e cooperação tecnológica

A iniciativa visa fomentar negócios, fortalecer redes de relacionamento e identificar sinergias estratégicas, além de potenciais parceiros para cooperação tecnológica. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, destacando-se carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis. No mesmo período, as importações espanholas chegaram a US$ 322 milhões, puxadas por pigmentos, azeite de oliva, produtos de beleza e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou produtos catarinenses com maior potencial de crescimento na Espanha, reforçando a importância da missão.

Etapas do evento: Madri e Las Palmas

Na primeira etapa, em Madri, as indústrias catarinenses participarão de reuniões com potenciais compradores, agendas institucionais em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil, além de visitas técnicas.

Na segunda etapa, em Las Palmas, os participantes terão encontros com associações empresariais e visitas ao porto local, ampliando oportunidades de parcerias e logística para exportação.

Indústrias catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em participar podem se inscrever por meio dos canais da FIESC.

Faça sua inscrição

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Evento

Ministro da Defesa confirma participação na SC Expo Defense em Florianópolis

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, confirmou presença na SC Expo Defense, que será realizada nos dias 21 e 22 de maio, na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis. A confirmação ocorreu nesta terça-feira (24), em Brasília, durante encontro com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, que detalhou a quarta edição do evento.

Plataforma de inovação e negócios estratégicos

A SC Expo Defense se consolidou como espaço de conexão entre indústria, startups, forças armadas e de segurança, órgãos governamentais, universidades e centros de pesquisa, com foco na geração de negócios de impacto.

“O evento é uma iniciativa para conectar empresas, tecnologia e instituições em torno de um objetivo maior: fortalecer a capacidade produtiva do país. Santa Catarina quer e pode contribuir com esse esforço”, afirmou Seleme.

Destaque de Santa Catarina em setores estratégicos

O encontro também contou com a participação do presidente do Condefesa Nacional, Mario Cezar de Aguiar. O estado tem se destacado nacionalmente em setores como biotecnologia, newspace e o setor naval, incluindo a construção das Fragatas Tamandaré, em Itajaí.

Como participar da SC Expo Defense

Empresas e instituições interessadas em apresentar produtos ou serviços, ou participar das atividades da programação, podem se inscrever por meio do formulário de interesse.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Greve

Estado de greve na Argentina pode afetar comércio exterior de SC, alerta Fiesc

A possibilidade de manutenção do estado de greve na Argentina preocupa o setor produtivo catarinense. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a continuidade das paralisações pode comprometer o comércio exterior de SC e gerar impactos relevantes na economia do Estado.

A tensão ocorre após o avanço da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, aprovada nesta quinta-feira pela Câmara argentina e agora novamente encaminhada ao Senado, onde precisa ser analisada até 1º de março.

Risco de paralisação prolongada

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, o cenário indica que o movimento grevista pode se estender até a aprovação definitiva da proposta.

De acordo com ela, a continuidade da mobilização pode provocar:

  • Aumento dos custos logísticos, devido à retenção de cargas em pontos de desembaraço aduaneiro;
  • Interrupções na cadeia de suprimentos;
  • Risco de falta de insumos importados;
  • Quebra no fluxo de caixa das empresas;
  • Atrasos no cumprimento de contratos internacionais;
  • Abalo na confiança e na reputação comercial entre os países.

A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e Santa Catarina mantém forte relação bilateral, especialmente nos setores industrial e manufatureiro.

Momento era de crescimento no comércio bilateral

A avaliação da Fiesc é de que o impasse ocorre em um período favorável para as trocas comerciais entre os dois países, com aumento no volume negociado recentemente.

A falta de previsibilidade, segundo a entidade, pode comprometer o ritmo de crescimento das exportações e importações, afetando diretamente empresas catarinenses que dependem do mercado argentino.

Reforma trabalhista divide governo e sindicatos

Para viabilizar a aprovação na Câmara, o governo argentino flexibilizou alguns pontos do texto original. Ainda assim, mantém a proposta de reformular uma legislação trabalhista com cerca de 70 anos, criada durante o período do peronismo.

O presidente Javier Milei tem defendido mudanças estruturais com o argumento de modernizar a economia e tornar as regras mais flexíveis para empresas e trabalhadores. Entre os principais pontos da reforma trabalhista argentina estão:

  • Jornada de trabalho flexível, podendo variar entre 8 e 12 horas diárias;
  • Ampliação do período de experiência para até seis meses;
  • Restrição de greves em setores considerados essenciais;
  • Regras mais flexíveis para férias;
  • Medidas para reduzir a informalidade no mercado de trabalho, que atinge cerca de 40% dos empregos no país.

O embate permanece intenso entre centrais sindicais e governo. Milei, que venceu as eleições legislativas em outubro, conta com apoio do setor empresarial e respaldo político para levar adiante as mudanças estruturais.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Comércio Exterior

Mercosul-UE: cronograma de redução de tarifas será específico por produto, alerta FIESC

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) promoveu nesta quinta-feira um workshop online reunindo mais de 100 empresários para detalhar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado após 26 anos de negociações. O encontro destacou o cronograma de implementação e os pontos estratégicos que as empresas devem acompanhar para aproveitar as oportunidades comerciais.

Redução gradual de tarifas por produto

Um dos principais temas abordados foi o cronograma de desgravação, ou seja, a redução progressiva das tarifas de importação e exportação. Cada produto terá um calendário específico, permitindo que empresas planejem estratégias de entrada em novos mercados.

Além disso, foram discutidos:

  • Validação de certificações ambientais e de qualidade;
  • Condições para aplicação de barreiras não-tarifárias;
  • Regras para acionamento de salvaguardas, incluindo produtos industrializados de ambos os blocos.

Material exclusivo para empresas

A FIESC está preparando uma compilação detalhada do cronograma de redução de tarifas dos principais produtos exportados por Santa Catarina. O material será disponibilizado gratuitamente a empresas cadastradas na Plataforma de Internacionalização da FIESC a partir da próxima semana: fiesc.com.br/internacionalizacao.

Preparação estratégica para o mercado europeu

Para Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, o adiamento da implementação do acordo, motivado pelo envio do tratado à análise do Tribunal Europeu, oferece às empresas brasileiras uma oportunidade de preparação.

“As companhias podem aproveitar esse tempo para estudar os textos do acordo, discutir ajustes internos e se preparar para maximizar os benefícios do mercado europeu”, destacou Bustamante.

Ela também ressaltou a importância de monitorar quais produtos e fabricantes europeus terão vantagens de acesso ao Brasil, permitindo que a indústria catarinense se antecipe à concorrência.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti.

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Comércio Internacional

FIESC aponta acordo Mercosul-União Europeia como avanço estratégico para a indústria

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia como um avanço estratégico a assinatura do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, formalizada neste sábado (17). Para a entidade, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com impacto positivo direto sobre a indústria catarinense.

Negociado ao longo de mais de 26 anos, o acordo envolve um universo de 720 milhões de consumidores, ampliando o potencial de acesso a mercados para produtos e serviços brasileiros.

União Europeia lidera destino das exportações catarinenses

Levantamento da FIESC mostra que, em 2025, a União Europeia superou a China e se tornou o principal destino das exportações de Santa Catarina. Em 2024, as vendas do estado ao bloco europeu somaram US$ 1,35 bilhão, alta de 10,66% em relação ao ano anterior, representando 11,1% das exportações catarinenses.

Diversificação reduz riscos comerciais

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a assinatura ocorre em um momento oportuno, marcado por tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias globais de produção. Segundo ele, acordos comerciais desse porte contribuem para diversificar destinos de exportação e reduzir a exposição a mudanças abruptas no cenário internacional.

Seleme cita como exemplo impactos recentes de medidas protecionistas, como o tarifaço norte-americano, que reforçam a necessidade de ampliar parcerias comerciais.

Santa Catarina ganha protagonismo estratégico

Na avaliação da FIESC, o acordo tende a ampliar as parcerias econômicas e tecnológicas com o bloco europeu. Santa Catarina é apontada como um hub logístico e produtivo, com destaque para a infraestrutura portuária, o setor de serviços, o turismo e a integração física proporcionada pela localização geográfica.

Além do comércio, o entendimento pode estimular intercâmbio tecnológico e alianças estratégicas em setores industriais relevantes.

Acordo vai além do comércio

O Acordo de Parceria União Europeia-Mercosul é considerado o mais moderno já negociado pelo bloco sul-americano. O texto completo abrange áreas como defesa, tecnologia, direitos humanos, relações do trabalho, sustentabilidade e mudanças climáticas.

Diante da complexidade para aprovação integral, a União Europeia optou por priorizar a parte comercial, resultando no chamado Acordo Interino de Comércio.

Próximos passos para ratificação

Após a assinatura, o acordo interino seguirá para ratificação no Parlamento Europeu, por maioria simples. Nos países do Mercosul, o texto será submetido aos respectivos Congressos nacionais antes da aprovação final pelo Poder Executivo. Posteriormente, o acordo será incorporado ao Acordo de Parceria Mercosul-UE (EMPA), quando este for aprovado.

Impacto econômico e geração de empregos

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia, foram gerados 21,8 mil empregos, além da movimentação de R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: FIESC

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina cresce 3,4% em 2025 e supera média nacional

A produção industrial de Santa Catarina acumulou alta de 3,4% em 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional entre os maiores crescimentos da atividade industrial, segundo dados do Observatório FIESC.

O desempenho catarinense ficou bem acima da média brasileira, que avançou 0,6% no período, conforme levantamento do IBGE.

Diversidade industrial sustenta crescimento
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo estadual.

Mesmo diante de desafios como o impacto do tarifaço internacional e a desaceleração das exportações para a China, a indústria local conseguiu ampliar a produção. Segundo ele, a diversidade de segmentos industriais foi decisiva para sustentar o crescimento.

Produtos de metal lideram expansão
Entre os setores industriais, o maior avanço no acumulado do ano foi registrado na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com crescimento de 12,3%.

De acordo com o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o desempenho está diretamente ligado ao bom momento da construção civil, tanto de edifícios residenciais quanto de obras de infraestrutura em Santa Catarina.

Máquinas e materiais elétricos ganham força
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 7,8% até novembro.

Segundo Bittencourt, o resultado foi impulsionado pela expansão das exportações industriais, com a abertura de novos mercados e a realocação de vendas antes concentradas nos Estados Unidos para destinos como Argentina, Chile e União Europeia. O programa de depreciação acelerada também contribuiu para o desempenho do setor.

Agronegócio impulsiona máquinas e equipamentos
A fabricação de máquinas e equipamentos registrou alta de 5,9% no período, beneficiada pelo bom momento do agronegócio, que teve safra recorde em 2025.

A produção de equipamentos agrícolas tem peso relevante na indústria catarinense e gerou efeitos positivos em cadeia. Assim como em outros segmentos, os incentivos fiscais ligados à depreciação acelerada ajudaram a estimular investimentos.

Incentivos reduziram impacto dos juros
Bittencourt destaca que programas de incentivo, como a depreciação acelerada e linhas de crédito com taxas mais atrativas, ajudaram a amenizar os efeitos da taxa Selic em 10% ao ano. O nível elevado de consumo das famílias também foi um fator favorável ao desempenho industrial ao longo do ano.

Produção industrial recua em novembro
Na análise mensal, porém, o cenário é menos favorável. Em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção industrial de SC recuou 1,4%, queda superior à média nacional, que foi de 1,2%.

O resultado reflete um ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Bens não duráveis seguem em alta
Apesar da retração mensal, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e embalagens, mantiveram crescimento.

Segundo a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC, o desempenho foi sustentado pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra ao longo do ano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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