Evento

FIESC sediará Fórum Empresarial Brasil-Itália no dia 25

Evento comemorativo dos 150 anos da imigração italiana para SC terá jornada de debates sobre oportunidades de negócios e cooperação

A capital de Santa Catarina sediará no próximo dia 25 o Fórum Empresarial Brasil–Itália 2025, em edição comemorativa dos 150 anos de imigração italiana para Santa Catarina. O objetivo do evento é impulsionar as relações econômicas, comerciais e institucionais entre dois países historicamente conectados por laços históricos, culturais e empresariais.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente neste link.

Estarão reunidos na sede da Federação das Indústrias de SC (FIESC) líderes empresariais, autoridades públicas, investidores e instituições de fomento dos dois países. Além da FIESC, o evento é promovido pelo Consulado Geral da Itália para os estados de Santa Catarina e Paraná e pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina (CCIESC).

A programação inclui uma jornada de debates sobre oportunidades concretas de negócios e cooperação em diversos segmentos econômicos. Confira:

09h – 09h20min Cerimônia de Abertura
Mesa de autoridades: Cônsul da Itália, Representante do governo de SC, Presidente da FIESC, Presidente da CCIESC e representante da Frente Parlamentar SC-Itália;
Orador: Claudio Prisco Paraiso.

09h30min – 10h15min Painel 1: Estrutura logística do estado de Santa Catarina 
Palestrantes: Adanella Peron, Direttore Direzione Industria Artigianato Commercio e Servizi e Internazionalizzazione delle Imprese, e Marco Geron, Direttore U.O. Industria e Artigianato.
Mediador: Gustavo Bissacotti Steglich (TPL Platinum Log)

10h20min – 11h05min Painel 2: Máquinas e equipamentos: benefícios fiscais para pequenas e médias empresas 
Palestrante: Sra. Eva Micheli (RubiconEX) Administradora e Gerente Sênior de EXIM UNI 11823 Mediador: Oscar Lenzi – Comites PR/SC

11h10min – 11h55min Painel 3: Palestra de encerramento
O futuro verde dos negócios entre Brasil e Itália: descarbonização, energia renovável e soluções digitais
Palestrante: Alexandre Leite – Diretor Técnico da Itaipu Parquetec 

Serviço

Fórum Empresarial Brasil-Itália 2025 – Celebrando 150 anos da imigração italiana em Santa Catarina.

  • 25 de setembro de 2025
  • 08h30min às 12h
  • FIESC – Rod Admar Gonzaga, 2.765, Itacorubi, Florianópolis/S
  • Inscrições abertas neste link.

Com informações da CCIESC.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria

Na FIESC, indústria catarinense apresenta soluções estratégicas para defesa nacional

Projetos em áreas como energia, nanotecnologia, bioproteção e defesa balística receberam fomento de de R$ 6,3 milhões em recursos de subvenção

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reuniu representantes de 13 empresas catarinenses contempladas na primeira edição do Edital Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O encontro ocorreu nesta terça-feira (16) para apresentação dos resultados dos projetos.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, recebeu os convidados e reforçou que os projetos apresentados tiveram origem na SC Expo Defense de 2024. “Foram ideias que ganharam apoio, viraram pesquisa aplicada e agora estão virando resultado de verdade. Tem inovação em várias áreas: energia, nanotecnologia, bioproteção, defesa balística. E tudo isso feito por 13 empresas catarinenses. É motivo de muito orgulho para nós”, frisou.

Fábio Wagner Pinto, presidente da Fapesc, afirmou que o governo tem olhado com especial atenção para a indústria. “Fomos instigados a estruturar um edital voltado à defesa e inovação. Queremos continuar nos aproximando da indústria e do setor de defesa para fortalecer o nosso desenvolvimento e a nossa soberania nacional; São tantas as possibilidade de atuar junto às Forças Armadas, então é oportuno apoiar esse movimento por meio de fomento”.

O contra-almirante Charles Conti, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Produtos de Defesa, também ressaltou que Santa Catarina tem demonstrado que a indústria está pronta para atender o setor de defesa. O general de Divisão do Exército Brasileiro, Armando Morado Ferreira, reforçou que toda a ajuda é bem-vinda para fortalecer temas de defesa, um desafio acatado pela FIESC e pela Fapesc.

O edital, lançado durante a edição 2024 da SC Expo Defense, destinou R$ 6,3 milhões em subvenção econômica a projetos de até R$ 500 mil, vigentes entre novembro de 2024 e novembro de 2025. O objetivo é fomentar soluções capazes de fortalecer a defesa nacional por meio do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, estimulando a modernização, a digitalização de processos e a participação da indústria catarinense em projetos estratégicos.

Entre os projetos apresentados estão:

  • TechPain (Florianópolis) – Nanotecnologia aplicada ao tratamento da dor.
  • Polar Sapiens (Florianópolis) – Protocolos de biossegurança e bioproteção.
  • Hidrológica (Lages) – Sistema de previsão de eventos climáticos extremos.
  • MEV Tech (Florianópolis) – Módulo de bateria para acionamento elétrico de motor foguete.
  • Green Innovation (São João do Sul) – Pacotes de baterias de estado sólido para energias renováveis.
  • Cetarch (Criciúma) – Materiais compósitos de alta performance para proteção balística.
  • TNS Nanotecnologia (Florianópolis) – Fardas autolimpantes com nanotecnologia.
  • Cellep Biotecnologia (Florianópolis) – Desenvolvimento de insumos bioativos para saúde e defesa.
  • Evolusis (Joinville) – Sistemas inteligentes para monitoramento ambiental e de fronteiras.
  • Tesseract Defense (Blumenau) – Soluções em drones de reconhecimento com autonomia ampliada.
  • NanoAlvo (Florianópolis) – Nanopartículas para aplicações em bioproteção.
  • HydroSafe (Itajaí) – Tecnologias de purificação e monitoramento de água em campo.
  • PhotonTech (São José) – Dispositivos ópticos para comunicação segura em ambientes militares.
     

Participaram lideranças da indústria, FIESC, Fapesc e do Ministério da Defesa, que acompanharam a avaliação das iniciativas.

Fomento à pesquisa

Nesta quarta-feira (17), na abertura do Seminário Pró-Pesquisa, a Fapesc lança novo edital para fomento à pesquisa em SC, com foco nas áreas de engenharias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências exatas e da Terra, ciências humanas e outras. Serão mais R$ 6 milhões em recursos destinados a pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) públicas ou privadas sem fins lucrativos, sediadas e com CNPJ no estado de Santa Catarina. O valor máximo por projeto é de R$ 500 mil. A expectativa da Fapesc é divulgar o resultado no primeiro trimestre de 2026.  

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

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Industria

BNDES apresenta novas linhas de fomento à indústria na FIESC

Evento no dia 17/09 traz detalhes de programas de apoio a exportadoras, inovação e indústria 4.0 e Nova Indústria Brasil; encontro será transmitido pelo YouTube da FIESC.

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) recebe, no próximo dia 17 de setembro, às 14h, o Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon. O executivo apresenta o papel estratégico do BNDES na Nova Indústria Brasil e as novas oportunidades de financiamento para o setor industrial, em três programas:

  • Brasil Soberano: R$ 40 bilhões para apoiar exportadores impactados pelas tarifas norte-americanas. Com taxas diferenciadas de até 0,58% ao mês, oferece suporte essencial para empresas que tiveram perdas superiores a 5% do faturamento.
  • Crédito Indústria 4.0: Nova linha de R$ 10 bilhões do BNDES + R$ 2 bilhões da Finep para modernização do parque industrial brasileiro, com foco na difusão de equipamentos que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental.
  • Nova Indústria Brasil (NIB): R$ 300 bilhões com foco em quatro eixos estratégicos: inovação e digitalização, exportação, sustentabilidade e produtividade.

As inscrições podem ser feitas no link. O evento será híbrido, na sede da FIESC em Florianópolis e com transmissão pelo YouTube.
 

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior

FIESC propõe redução temporária de taxas portuárias a exportadoras durante tarifaço

Em documento enviado aos administradores da Portonave e do Porto de Itajaí, entidade destaca impacto negativo das tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportadoras e cita corte de empregos

Num esforço para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Federação das Indústrias (FIESC), enviou ofício aos superintendentes da Portonave e do Porto de Itajaí sugerindo a redução de tarifas portuárias. A iniciativa é uma das medidas do desTarifaço, programa de apoio aos exportadores desenvolvido pelas entidades da FIESC.

“O chamado “tarifaço” têm exigido redução substancial dos preços de vendas e renegociação com os clientes com o objetivo de manter este mercado, que é estratégico, e que foi conquistado e consolidado com muito esforço ao longo de anos”, argumenta o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “A situação exige um esforço conjunto em todas as instâncias relacionadas ao tema, para mitigar os efeitos negativos para o País e Santa Catarina”, acrescenta.

A FIESC destaca que, diante do momento crítico, especialmente para setores como o de madeira e móveis, a concessão de incentivos como descontos temporários nas taxas de vistoria de container (scanner) e a ampliação do prazo de “free time” podem dar um alívio aos exportadores para manter custos competitivos no mercado externo.

A Federação também pede contribuições dos terminais para identificar medidas relacionadas aos órgãos auxiliares e intervenientes do Comércio Exterior que permitam a redução dos custos das operações.

Os setores de madeira e móveis exportaram em 2024 cerca de US$ 1,6 bilhão. Empregam mais de 70 mil trabalhadores, congregando cerca de 6 mil estabelecimentos. O mercado norte-americano é o principal destino das exportações do setor de madeira e de móveis catarinenses, representando cerca de 50% da destinação das vendas externas.

Embora foque principalmente na cadeia florestal, a Federação pede para que as medidas também sejam avaliadas para outros setores, colocando-se à disposição para apresentar as justificativas.

No documento, a FIESC lembrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho de 2025 só no setor de madeira e móveis, um dos mais impactados pelo aumento das tarifas, dada a exposição ao mercado norte-americano.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria

Missão da indústria aos EUA abre oportunidades para acordos futuros, avalia Fiesc

Representante de SC na comitiva da CNI, o 1º vice-presidente da Fiesc, André Odebrecht, avalia que a série de reuniões permitiram maior entendimento sobre o mercado dos EUA

Apesar da questão política ainda impedir um acordo entre Brasil e Estados Unidos para reduzir a tarifa de 50%, a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a Washington quarta e quinta-feira (03 e 04) desta semana teve resultados positivos na avaliação do 1º Vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), André Odebrecht. Ele destaca que o grupo de industriais do Brasil participou de reuniões com diversas lideranças americanas representantes do Congresso, Câmaras de Comércio, órgãos do governo, associações setoriais e clientes de empresas brasileiras.

– Todos estes protagonistas estão mais bem informados sobre o ambiente de negócios brasileiro, a qualidade dos produtos e a capacidade de inovação e competitividade de nossas indústrias. Além disso, estão cientes do risco que a ausência de produtos brasileiros em algumas cadeias produtivas ou mercados consumidores pode provocar tanto do ponto de vista de perda de qualidade como da diminuição da concorrência e seus potenciais efeitos negativos sobre a economia norte-americana – destacou Odebrecht.

De acordo com o industrial catarinense, integrantes da missão concluíram que falta muita informação sobre a realidade brasileira em Washington. Além disso, o setor industrial do Brasil precisa acompanhar as investigações que o governo americano está realizando nas seções 232 e 301.

O grupo pôde acompanhar, na quarta-feira (03), uma defesa oral em favor do Brasil, feita pelo embaixador Roberto Azevêdo. Foi no escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação aberta na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Para Odebrecht, a série de contatos feitos pelos industriais durante essas visitas abre caminhos para futuras negociações, “quando o ambiente político estiver mais favorável”.

Os empresários da missão aproveitaram esses contatos para mostrar o quanto boa parte das empresas brasileiras exportadoras são inovadoras e estratégicas ao mercado americano.

Odebrecht destacou também o fato de empresários dos EUA serem os que mais investem no Brasil e, também, o aumento de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, em especial indústrias.

Os Estados Unidos são o país com o maior montante de investimentos privados no Brasil, mas os investimentos diretos de empresas brasileiras também cresceram no mercado americano. Desde 2019, o país ocupa a 5ª posição entre os principais destinos de investimento do Brasil.

Presidente da CNI avalia missão

Líder da missão empresarial aos EUA, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ao jornal O Globo, que os presidentes dos dois países – Brasil e EUA – precisam conversar para buscar uma redução de tarifas. Segundo ele, isso deve ser encaminhado após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

A missão empresarial da CNI foi integrada por 130 empresários e líderes de associações setoriais e incluiu agendas nesta quarta e quinta-feira (03 e 04 de setembro). O objetivo foi abrir caminhos para reverter a taxa de 50% a produtos brasileiros nos EUA.

Empenho frente ao tarifaço

O forte empenho da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina na busca de solução para o tarifaço tem mais de uma razão. A primeira é porque os EUA são o maior mercado exportador da indústria catarinense e diversas empresas estão sem poder vender para aquele mercado deste a entrada em vigor da taxação de 50%.

Outra razão é que, tanto o presidente da entidade, Gilberto Seleme, quanto o 1º vice-presidente, André Odebrecht, são acionistas e líderes de empresas que exportam para os Estados Unidos. Por isso, conhecem praticamente todos os desafios do tarifaço.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto de Itajaí recebe Câmara de Transporte e Logística da Fiesc

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Antônio Martorano, acompanhado de empresários catarinenses, na sede da Superintendência, em Itajaí.

Durante o encontro, foram debatidas medidas econômicas para impulsionar as exportações pelo Porto de Itajaí, além dos impactos do chamado “tarifaço do Trump” sobre os setores exportadores, em especial o moveleiro.

O superintendente destacou a importância do apoio da Fiesc para a criação da empresa federal “Docas de Itajaí”, iniciativa que garantirá mais autonomia de gestão ao complexo portuário.

“O Porto de Itajaí vem batendo recordes de movimentação de cargas e contêineres, consolidando sua retomada histórica. O apoio da Fiesc para a criação da empresa federal é fundamental, pois permitirá mais autonomia na revisão de tarifas e oferecerá condições vantajosas para que os empresários catarinenses ampliem suas exportações”, avaliou João Paulo.

Ele também destacou as medidas do Plano Brasil Soberano, anunciadas pelo Presidente Lula recentemente, as quais atendem ao pleito da Fiesc e fornecem soluções diante das medidas impostas pelo governo norte-americano..

“Nosso objetivo é articular, junto à Apex, a participação dos empresários catarinenses nas missões internacionais que abram novos mercados, tendo o Porto de Itajaí como modal logístico estratégico para a competitividade do estado”, acrescentou o superintendente.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, informou que o pleito da Fiesc será formalizado e encaminhado ao Porto de Itajaí e posteriormente, a Apex. Ele ressaltou a preocupação dos empresários catarinenses com os impactos do tarifaço, sobretudo no setor moveleiro.

“Essa reunião foi muito importante para discutir alguns temas de preocupação do setor moveleiro com o “tarifaço do Trump” sobre a movimentação portuária, disse.”, destacou Martorano.

Participaram da reunião o diretor-geral de Administração e Finanças, Pedro Zucchi, coordenador executivo de planejamento estratégico, Mauricio Moromizato e o assessor executivo, Rafael Canela.

Fonte: Porto de Itajaí

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Exportação, Industria

FIESC apresenta pacote de apoio a grandes indústrias exportadoras

Executivos e empresários conheceram medidas de suporte da Federação a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) apresentou nesta segunda-feira (1) a empresários e executivos de grandes indústrias exportadoras catarinenses, os detalhes do programa desTarifaço. O pacote de medidas da Federação e suas entidades (SESI, SENAI e IEL) busca amenizar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Participaram da reunião representantes de indústrias como Fey, Portobello, Rohden, Bovenau, WEG, Altona, ArcelorMittal, Bouton, Tecnofibras e Duas Rodas.

Durante o encontro, as indústrias destacaram o empenho e a contribuição da FIESC na formulação de políticas públicas, como o pacote de apoio do governo do estado. Entre as sugestões para os próximos passos estão a defesa de uma regulamentação rápida do programa Reintegra, do governo federal, e também da desburocratização do acesso ao crédito, para dar mais celeridade ao processo de liberação dos recursos.

Os executivos participantes também salientaram as iniciativas que estão promovendo nos Estados Unidos com seus clientes, num esforço para incluir mais produtos na lista de isenção. Também explicaram estratégias para ampliar mercados no exterior.

Confira detalhes sobre o programa desTarifaço.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria

Indústria pede prudência e insistência no processo de negociações com os EUA

FIESC integra comitiva da CNI a Washington na semana que vem para reuniões bilaterais e preparação da defesa do setor produtivo brasileiro na investigação nos termos da Seção 301

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias de SC (FIESC) defendem a persistência no uso de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos nocivos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige cautela e discussões técnicas. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

Entre os participantes da missão aos EUA estará o primeiro vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, que representará os interesses do setor exportador catarinense. Segundo Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o objetivo será a busca de abertura de exceções nas tarifas para os principais produtos da pauta exportadora de SC.

Alban destaca também que é importante observar que as economias brasileira e americana são complementares. Na corrente de comércio, os bens intermediários (insumos produtivos) representaram 58% do que foi comercializado entre os dois países na última década.

A agenda em Washington contempla encontros bilaterais entre instituições empresariais brasileiras e suas contrapartes e parceiros nos EUA, e reunião plenária para discutir os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

A CNI também vai promover encontros estratégicos preparatórios para a defesa do setor industrial na audiência pública, marcada para o dia 3 de setembro, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o país não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Logística

FIESC lança pesquisa para embasar estudo sobre custos logísticos na indústria

Trabalho, em parceria com a UFSC, identifica gargalos e subsidia argumentos para cobrar investimentos em infraestrutura; indústrias participantes recebem diagnóstico individual

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acaba de lançar mais uma edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais, em parceria com a UFSC. O objetivo é identificar o impacto dos custos da logística nas indústrias de Santa Catarina, tanto a parcela de custos internos como da porta para fora, como o custo de transportes.  

Os dados subsidiam análises e diagnósticos setoriais e regionais, e identificam oportunidades de melhoria e de incremento da competitividade. Além disso, embasam argumentos da Federação em prol de obras, ampliações e manutenções de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias e cobrar das autoridades melhorias na  infraestrutura de transportes.

A FIESC iniciou uma nova edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais e solicita às empresas que participem do levantamento respondendo ao questionário. Cada indústria que responder receberá um diagnóstico individual dos seus custos logísticos e indicativos de melhorias.

A Federação garante a confidencialidade dos dados dos participantes, como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados. Para responder à pesquisa, preencha o cadastro para informar seu interesse e receber um link personalizado, que garante o sigilo absoluto dos dados informados.

Quero participar!

Fontes:

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior

“Lula deveria falar com o presidente Trump”, diz novo presidente da Fiesc sobre tarifaço

Ao assumir a presidência da Federação das Indústrias de SC, Gilberto Seleme estreia com o grande desafio do tarifaço. Ele acredita que a solução depende de conversa direta entre os presidentes dos dois países

Primeiro industrial do Oeste catarinense eleito presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o empresário Gilberto Seleme, de Caçador, assume o cargo em posse solene nesta sexta-feira (22), às 19h, na sede da entidade, em Florianópolis. Mas desde o dia 08, quando recebeu as funções executivas do antecessor Mario Cezar de Aguiar, vem trabalhando e articulando intensamente na busca de soluções para o tarifaço de 50% dos Estados Unidos. Em entrevista exclusiva para o NSC Total, ele afirmou que a solução para esse impasse é o presidente Lula falar com o seu par americano, Donald Trump.

– O presidente Lula deveria falar como presidente Trump. E nós precisamos ser humildes porque apenas 1,1% das importações dos Estados Unidos vêm do Brasil. Para eles, somos pequenos; mas para nós, os Estados Unidos são muito grandes – enfatizou Gilberto Seleme.

Engenheiro civil graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Gilberto Seleme sucede o também engenheiro civil Mario Cezar de Aguiar, e tem como primeiro vice-presidente André Odebrecht, de Rio do Sul. Para a Fiesc, a estratégia da nova diretoria é dar continuidade ao trabalho aplaudido da administração anterior, de Aguiar, da qual o novo titular da entidade era primeiro vice-presidente.

Gilberto Seleme destaca que a gestão que vai liderar priorizará o associativismo, a educação e infraestrutura, além de uma ação social voltada ao trabalhador. A ênfase aos investimentos em educação no Senai e no Sesi continuará.

Nascido em Caçador, filho do industrial Elias Seleme, o novo presidente da Fiesc tem 70 anos, é casado com Cristiane Costa Ganz Seleme e o casal tem três filhos, Gilberto, Gustavo e Guilherme. Também graduado em Administração pela UnC Caçador, ele é acionista do grupo Seleme, que atua com indústrias nos setores de madeira, construção civil, couro, calçados e gelatina. Ele tem, também, relevante trajetória no associativismo e na área social. Confira a entrevista a seguir: 

O que representa para o senhor presidir a Federação das Indústrias de Santa Catarina?
– Para mim, é uma honra presidir a Federação das Indústrias de Santa Catarina, que representa todas as indústrias. Nós temos uma organização fantástica na educação, especialmente com o Sesi e o Senai, além da área de Saúde do Trabalhador. Temos uma equipe excelente e me sinto muito confortável, pois fui vice-presidente por sete anos ao lado do presidente Mario Cezar Aguiar. Estamos dando continuidade ao planejamento estratégico que foi elaborado anos atrás.

O senhor assume no meio de uma crise sem precedentes, que é o tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Como recebeu essa informação num primeiro momento e como está enfrentando essa situação agora?
– É, de fato, um momento difícil para o Brasil. Assumi já no primeiro dia tentando amenizar esse problema para o empresário catarinense, principalmente para quem exporta uma fatia significativa da sua produção para os Estados Unidos. A Fiesc, junto com a CNI e outras associações setoriais, como a de móveis e madeira, setores muito fortes em Santa Catarina, está atuando intensamente. Fizemos reuniões com o consulado americano e com as forças sindicais de Santa Catarina porque precisamos envolver também os trabalhadores nessa negociação. Realizamos encontros em Brasília com senadores e deputados, e a Fiesc está cumprindo seu papel de forma intensa com a equipe que temos aqui. Inclusive, estamos patrocinando equipes e escritórios nos Estados Unidos para nos ajudar nesse processo.

Na sua avaliação, qual seria o pior cenário e qual o melhor cenário para essa crise?
– O pior cenário é as tarifas perdurarem por mais de 90 dias. As empresas não terão tempo hábil para buscar novos mercados com os produtos e maquinários que possuem. No aspecto trabalhista, muitas já deram férias e fizeram o que podiam. Se passar de 90 dias, teremos grande dificuldade em certas regiões de Santa Catarina, não digo um colapso, mas problemas sérios.

O melhor cenário seria uma redução das tarifas para a faixa de 10% a 15%. Não estamos pedindo a volta ao patamar zero, mas algo nessa faixa já seria suportável. Outros países enfrentam tarifas médias em torno de 20%, mas nós temos o chamado “custo Brasil”, que eles não têm. Agora, tarifas de 40% ou 50% nenhuma indústria suporta por muito tempo. Talvez por um mês, mas não além disso. Aí é melhor fechar.

O senhor é acionista de um grupo exportador para os Estados Unidos. Isso ajuda a enxergar a crise de uma forma diferente? A saída é buscar novos mercados?
– Sim. Faço parte de um grupo extremamente exportador, que vende para mais de 16 países. Mas temos uma planta voltada exclusivamente para os Estados Unidos, que trabalha com madeira. Isso me dá mais segurança para discutir o problema, porque sinto na prática. Converso todos os dias com nossos clientes (nos EUA). Eles querem o produto, mas não conseguem pagar a taxa. Por isso, estamos mobilizando esses clientes para que pressionem seus deputados, senadores e governo, pois também precisam de nós. Não podem trocar de fornecedor de uma hora para outra. Isso me ajuda bastante a lidar com esse tarifaço.

As madeiras que vocês exportam não entraram nas exceções?
– Não. A lista contemplou apenas uma madeira tropical, bruta e restrita a uma região, provavelmente incluída por interesse de alguém com grande influência. A madeira que produzimos no Sul é de reflorestamento, exótica, totalmente certificada e sustentável. Temos uma cadeia completa, da tora à serraria, da fábrica à exportação, e todas as certificações ambientais. Portanto, nossa madeira deveria estar na lista de exceções, e não a madeira da Amazônia.

E a madeira de vocês é usada para quê?
– Principalmente na construção civil: móveis, molduras, portas, compensados, MDF. São florestas renováveis e certificadas, ecologicamente corretas. Uma cadeia que deveria ter sido incluída nas exceções.Já enviamos MDF pronto, portas prontas, molduras, rodapés, vistas, tudo que compõe uma casa. Se os Estados Unidos mantiverem essa taxa, a construção civil deles ficará mais cara, porque não têm indústria capaz de produzir no volume que o Brasil exporta.

Agora vamos falar sobre a gestão do senhor na Fiesc, o futuro da entidade. Quais serão as prioridades?
– Vamos seguir as diretrizes traçadas pela diretoria do presidente Mario Cezar de Aguiar, mas com foco em três pilares: associativismo, educação e infraestrutura, além de uma ação social voltada ao trabalhador. O associativismo é fundamental porque os sindicatos são nossos sócios e representantes da indústria.

Santa Catarina tem um parque industrial grande e diversificado, espalhado por todas as regiões. Precisamos que os sindicatos tragam os anseios locais dos empresários. Na educação, contamos com Sesi e Senai, que hoje atuam desde a educação infantil até a faculdade. Antes, formávamos apenas mão de obra para a indústria. Hoje, formamos cidadãos: profissionais liberais, pequenos empreendedores ou colaboradores de grandes empresas.

A educação é o caminho para transformar a sociedade, porque proporciona qualidade de vida e melhores condições para o trabalhador. Na infraestrutura, enfrentamos um gargalo histórico em Santa Catarina. Isso não é culpa apenas do governo atual, mas do acúmulo de décadas. Os investimentos são muito altos. Defendemos a privatização das rodovias e ferrovias, assim como já ocorre com os portos. A curto prazo, precisamos de soluções paliativas. Se for preciso pagar pedágio, que seja, mas com garantia de previsibilidade: saber a hora que saímos e a hora que chegamos.

O senhor defende a privatização, também, de rodovias estaduais?
– Nosso maior gargalo está nas rodovias federais: BR-470, BR-280, BR-101, BR-116, BR-153, entre outras. As estaduais ligam a malha federal e têm menor fluxo, por isso poucas despertariam interesse de investidores. Mas, se for necessário para melhorar, e o estado não tiver condições, também defendo a privatização das estaduais. Por ora, a prioridade são as federais.

Mesmo com os esforços, a falta de trabalhadores qualificados segue sendo um desafio em Santa Catarina. Como enfrentar esse problema?
– A indústria cresce mais rápido do que a qualificação profissional. Uma fábrica pode ser montada em dois anos, mas a formação exige mais tempo de banco escolar. Vivemos praticamente em pleno emprego. Por isso, Sesi e Senai precisam manter um “estoque” de alunos preparados, para que no futuro não falte mão de obra qualificada. Nos preocupa também que, com esse tarifaço, empresas exportadoras demitam profissionais já qualificados. Outras empresas podem absorver essa mão de obra, e depois, quando a situação melhorar, ela não estará mais disponível. Estamos pedindo soluções que evitem a dispensa desses trabalhadores.

Por isso vocês estão encaminhando aquele pedido ao Congresso Nacional, para tentar manter o trabalhador na indústria moveleira durante a crise?
– Sim. Ele precisa continuar, porque se estamos com falta de mão de obra e eu mandar embora, nunca mais conseguiremos essa mão de obra de volta. E muitas indústrias estão em cidades pequenas, o que agrava a situação. Quando o trabalhador sai da cidade, dificilmente retorna, e a empresa não consegue mais operar. Estamos alertando sobre isso. Inclusive, estamos elaborando um plano de emergência no Sesi e no Senai, que será divulgado nos próximos dias, para qualificar os trabalhadores, oferecer consultoria e ajudar as indústrias naquilo que o Sesi e o Senai podem fazer. Tudo subsidiado pelo Sesi e Senai, como nossa contrapartida de apoio ao setor.

Então, enquanto a empresa aguarda uma decisão do governo americano, ao invés de dispensar, vocês vão oferecer cursos aos trabalhadores?
– Exatamente. Estamos ampliando os cursos. Pelo que sabemos, parte desse custo pode ser até bancada pelo próprio governo. Além disso, vamos oferecer consultorias e apoio. Também estamos trabalhando para abrir mercados. Em breve haverá uma feira no Paraguai, onde a Fiesc estará presente com estande para identificar oportunidades. Quem sabe uma empresa consegue vender lá um produto que já fabrica aqui. Esse é o papel da Fiesc: ajudar o empresário catarinense, seja ele grande, médio ou pequeno. O grande normalmente vai sozinho, mas os médios e pequenos precisam de mais suporte.

Como a sua gestão vai incentivar a inovação da indústria?
– Vamos dar continuidade ao que a Fiesc está fazendo. A inovação está acontecendo de forma muito rápida, e para a empresa ser competitiva nesse mercado globalizado precisa inovar. Cabe a nós oferecer as ferramentas para que isso aconteça. E inovar não é apenas adquirir máquinas novas. Pode ser repensar um layout, melhorar o transporte de materiais. Temos institutos que apoiam essas iniciativas. A inteligência artificial, por exemplo, está chegando com força e precisamos estar preparados.

A Fiesc tem forte atuação em projetos sociais e voltados à saúde. Esse trabalho também continua?
– Sim, com certeza. A saúde do trabalhador é essencial. Uma máquina, basta comprar e fazer manutenção. Já o ser humano pode estar com boa saúde física, mas sofrer de pressão psicológica, problemas familiares ou outros desafios.

Ele precisa chegar ao trabalho com energia, sem trazer esses problemas junto. Durante a pandemia, nosso discurso era de que o local mais seguro era dentro da empresa, porque ali havia protocolos. Queremos agora ir além e alcançar também a casa do trabalhador. Muitas vezes, o problema de saúde dele está no ambiente em que vive.

Como o senhor avalia o atual momento da economia catarinense e de que forma o governo estadual poderia colaborar mais com o setor produtivo?
– A economia catarinense vinha bem, mas agora um dos pneus furou, e vamos precisar trocá-lo para continuar no mesmo ritmo. O governador Jorginho e suas secretarias mantêm diálogo próximo com a Fiesc. Eles nos escutam, pedem nossa opinião. Onde há indústria, há desenvolvimento, e Santa Catarina é um estado industrializado. Claro que o governo estadual tem limitações orçamentárias e enfrenta burocracia. Na infraestrutura, por exemplo, não há como fazer grandes obras a curto prazo. Mas o governador assumiu conosco o compromisso de não aumentar impostos e tem cumprido. É fundamental que essa postura se mantenha.

O senhor citou que um dos pneus (da indústria de SC) furou. Qual foi?
O do tarifaço. Das exportações para os Estados Unidos. Isso impacta cerca de 800 mil pessoas apenas no setor de madeira.

Quem são essas 800 mil pessoas?
– São as que atuam em toda cadeia da madeira. Desde quem leva o trabalhador até a floresta, passando pelo que corta a árvore, quem prepara o almoço, o caminhoneiro que transporta, o frentista que abastece, o operador da serraria, até chegar à fábrica de móveis. Cada elo dessa cadeia sofre o impacto. E, quando as famílias veem a renda comprometida, começam a cortar despesas, primeiro o supérfluo, depois outros gastos. Isso gera uma retração em cascata na economia. Portanto, o impacto não é apenas nos 15% de tarifa. Ele se espalha por toda a cadeia produtiva.

E sobre a economia brasileira? O que o governo federal poderia fazer mais pela indústria?
– O Brasil vive um momento complicado. O governo federal não tem dado um rumo claro e, muitas vezes, passa a impressão de estar estimulando a desindustrialização. O Congresso também não se acerta, o que gera insegurança para investimentos.

Pesquisa que realizamos mostra que o empresário está inseguro para investir. As ações do governo em apoio à indústria são tímidas. Abre-se uma linha de crédito pequena, que em poucos dias já se esgota. É preciso olhar mais para a indústria, porque é ela que sustenta os trabalhadores. O trabalhador não quer esmola, quer emprego digno. Quer ganhar pelo que produz. Portanto, o governo precisa ter uma política mais firme de apoio à indústria, que é a base da geração de empregos.

O senhor comentou que o governo talvez esteja com uma política que acaba incentivando a desindustrialização. Poderia detalhar mais isso?
– O governo está dando incentivo para quem traz produtos de fora e não para quem produz aqui no Brasil. Esse tarifaço, por exemplo, precisava de uma resposta rápida. Mas o governo agiu de forma muito lenta e ainda enviou para negociar pessoas sem poder de decisão. Quem vai negociar precisa ter autonomia para dizer sim ou não, atribuir valores e fechar acordos. O que aconteceu foi apenas uma conversa. Se de um lado há um negociador e do outro apenas alguém que conversa, não se chega a resultado algum. Precisamos de dois negociadores, cada um defendendo sua parte, até chegar a um acordo.

Quem deveria ter negociado, na sua visão?
– Isso é coisa de presidente para presidente.

Então, na sua opinião, o presidente Lula teria que falar diretamente com Donald Trump?
– Exatamente, o presidente Lula deveria falar como presidente Trump. E nós precisamos ser humildes, porque apenas 1,1% das importações dos Estados Unidos vêm do Brasil. Para eles, somos pequenos; mas para nós, os Estados Unidos são muito grandes. Por isso, devemos aceitar certas regras do jogo, agir com humildade, e depois buscar outros mercados.

Mas não era o momento de entrar nessa guerra de narrativas. Hoje não se sabe mais quem fala pelo Brasil. E, para os Estados Unidos, que sempre foram grandes parceiros, o Brasil parece um pequeno que quer cutucar. Para eles, tanto faz. Trump não está preocupado com o Brasil. E, infelizmente, o governo brasileiro não está preocupado com as indústrias.

Nem com o desemprego que isso pode causar?
– Exatamente, não está preocupado.

O senhor acredita que o governo não percebe o tamanho do impacto desse tarifaço?
– Não percebe. Em determinadas regiões e segmentos, isso pode se tornar devastador. Para ter uma ideia: o produto de madeira que as fábricas catarinenses produziam já está sendo feito na Ásia. Isso significa que estamos gerando emprego e riqueza para eles. Hoje, nosso concorrente nos Estados Unidos é a Ásia, que exporta pagando 20% de tarifa, enquanto nós enfrentamos 50%. Assim não há como competir.

Será durante a sua gestão à frente da Fiesc que vai ser implantada a reforma tributária. Qual sua avaliação sobre essa mudança tão esperada pelo setor industrial?
– A reforma era necessária. Para Santa Catarina, em alguns aspectos, ela traz perdas. Entre as empresas, há divergências: para umas é positiva, para outras não. Mas o país precisava avançar. Com a prática, muitos que acreditavam que seria ruim podem perceber benefícios, e vice-versa. Ela pode ser ajustada ao longo do tempo. Vejo espaço para uma “reforma da reforma”.

Um ponto que considero equivocado é a manutenção da zona franca de Manaus. Estamos levando matéria-prima do Sul para lá, industrializando e trazendo de volta, apenas multiplicando custos de frete. Seria mais inteligente criar polos de incentivo em outras regiões, inclusive em Santa Catarina. Por exemplo, poderíamos ter uma zona franca em Imbituba, nos moldes da de Manaus. Mas ninguém mexe nesse modelo, e seguimos estimulando algo que não faz mais sentido nem ambiental nem econômico. O ideal seria manter a Amazônia preservada e criar alternativas em outros pontos do país.

Fonte: NSC Total

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