Evento

FIESC promove seminário sobre novas regras de financiamento às exportações

A FIESC realiza, no próximo dia 2 de julho, um seminário online para apresentar as mudanças na legislação que atualiza os mecanismos de financiamento às exportações no Brasil. O evento é direcionado a empresários, executivos e profissionais ligados ao comércio exterior que desejam compreender como as novas regras podem ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade das empresas no mercado internacional.

Com o tema “Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação”, o webinar será realizado às 10h, em formato virtual.

Nova legislação amplia acesso ao crédito para exportadores

Durante o encontro, especialistas vão detalhar as principais alterações introduzidas pela nova legislação, que amplia as possibilidades de financiamento para empresas exportadoras.

Um dos destaques será o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ferramenta considerada estratégica para reduzir riscos nas operações internacionais e facilitar a expansão das empresas brasileiras em mercados externos.

A proposta do seminário é esclarecer como esses instrumentos podem contribuir para aumentar a segurança financeira das operações e incentivar novos negócios no cenário global.

Especialistas discutem impactos para a indústria

O debate contará com a participação de Afonso de Carvalho Costa Lopes, especialista em Políticas e Indústria da CNI, de Nátany Boldo, diretora de Garantias da ABGF, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Os convidados abordarão os reflexos das mudanças para a indústria brasileira, com foco nos ganhos de competitividade e nas oportunidades para as empresas catarinenses que atuam ou pretendem atuar no mercado internacional.

Como participar

A participação é gratuita e destinada a profissionais interessados em conhecer os novos instrumentos de financiamento à exportação e suas aplicações práticas.

Serviço

  • Evento: Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação
  • Data: 2 de julho
  • Horário: 10h
  • Formato: Online
  • Inscrições: mediante preenchimento de formulário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Indústria

ECONOMIA – SC concentra 61% da indústria da pesca do Brasil e lidera geração de empregos no setor

Santa Catarina movimenta R$ 3,8 bilhões por ano na indústria do pescado e concentra 61% de toda a atividade industrial da pesca no Brasil. O estado também lidera a geração de empregos no setor, reunindo 20,9% dos postos de trabalho do país, e alcança uma produtividade média de R$ 184,5 mil por trabalhador, consolidando-se como a principal referência nacional da economia do mar.

Os números foram apresentados durante a programação da EXPOMAR 2026 e evidenciam a força de uma cadeia produtiva integrada, que alia competitividade, inovação e sustentabilidade. Santa Catarina também registra cerca de US$ 47 milhões em exportações de pescados e mantém posição estratégica no abastecimento do mercado nacional.

Para Gizelle Perão, coordenadora para Assuntos de Pesca do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, o próximo desafio é acelerar os investimentos em tecnologia e modernização da atividade pesqueira.

“A demanda por pescado cresce no Brasil e no mundo, mas precisamos ampliar nossa capacidade produtiva. Isso passa pela renovação da frota, acesso ao crédito e incorporação de novas tecnologias que aumentem a eficiência da pesca com responsabilidade ambiental”, afirmou Gizelle.

Ela destaca que o Brasil ainda consome, em média, 12 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 20 quilos, indicando amplo potencial de expansão do mercado interno. Na região de Itajaí e Navegantes, responsável por aproximadamente 80% da pesca extrativa industrial brasileira, estão concentradas as maiores indústrias conserveiras do país, que produzem cerca de 1 bilhão de latas de pescado por ano.

Dados do Observatório FIESC apontam que o crescimento do setor acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

“O pescado passou a ocupar um papel estratégico na alimentação. A procura por proteínas mais saudáveis, alimentos naturais e produtos com rastreabilidade amplia as oportunidades para uma indústria preparada para inovar e agregar valor”, afirma a especialista Thamiris da Costa.

Economia do Mar

A aquicultura também reforça esse protagonismo. Em 2024, o valor da produção catarinense foi quase três vezes superior ao registrado em 2013. O estado ocupa o 5º lugar nacional em valor de produção de pescados, lidera o país na produção de ostras e vieiras, com 2.481 toneladas, e é o 4º maior produtor brasileiro de tilápia, com 47.112 toneladas produzidas em 2025.

Outro diferencial competitivo é a estrutura da cadeia produtiva. Cerca de 41,6% dos principais insumos utilizados pela indústria são produzidos em Santa Catarina, fortalecendo a competitividade das empresas e reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Esse ambiente também impulsiona o mercado de trabalho. Entre 2006 e 2026, o número de empregos na fabricação e preservação de produtos do pescado dobrou, acumulando saldo de 10.652 vagas diretas.

Principais indicadores

R$ 3,8 bilhões movimentados anualmente pela indústria do pescado
61% da indústria brasileira da pesca está concentrada em Santa Catarina
20,9% dos empregos nacionais do setor estão no estado.
10.652 empregos diretos gerados entre 2006 e 2026
R$ 543,7 milhões em valor de produção da aquicultura
1º lugar nacional na produção de ostras e vieiras
47.112 toneladas de tilápia produzidas em 2025
US$ 47 milhões em exportações de pescados
80% da pesca extrativa industrial brasileira concentra-se na região de Itajaí e Navegantes

FOTO E TEXTO: Assessoria de imprensa Fiesc

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Comércio

Fim da taxa da blusinha preocupa indústria têxtil e acende alerta para desindustrialização

A decisão do governo federal de eliminar novamente o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar preocupação entre representantes da indústria nacional. O tema esteve no centro de um debate promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados.

Segundo as entidades, a mudança pode ampliar a pressão sobre a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em segmentos que já enfrentam elevados custos de produção.

Medida reduz tributação sobre compras internacionais

A alteração foi estabelecida por meio da Medida Provisória nº 1.357/2026, que retirou a cobrança federal de 20% aplicada às remessas internacionais de pequeno valor realizadas por plataformas vinculadas ao programa Remessa Conforme.

Com a nova regra, compras de até US$ 50 passam a recolher apenas o ICMS estadual. Já os produtos que ultrapassam esse limite continuam sujeitos à tributação federal.

Setor aponta desigualdade competitiva

Para a analista de Comércio Exterior da ABIT, Jaqueline Arruda, a medida pode aprofundar a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e aqueles fabricados no Brasil.

De acordo com a especialista, a redução de impostos sobre mercadorias estrangeiras, sem uma revisão dos custos que incidem sobre a produção nacional, tende a ampliar o desequilíbrio competitivo. Entre os possíveis impactos estão a redução de investimentos, queda na produção e reflexos negativos sobre a geração de empregos.

Congresso terá decisão final sobre a medida

Publicada em junho, a medida provisória possui validade de até 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse período, perderá seus efeitos legais.

O prazo para análise pelos parlamentares se encerra em setembro, quando o futuro da proposta será definido.

Santa Catarina acompanha debate com atenção

A discussão ganha relevância especial em Santa Catarina, estado que possui uma das mais importantes cadeias de indústria têxtil e de confecção do país.

O segmento representa cerca de 20% dos empregos industriais catarinenses e concentra empresas de destaque nacional, tornando o tema estratégico para a economia regional.

Novas exigências no Remessa Conforme

Além da questão tributária, o setor acompanha as mudanças recentes no programa Remessa Conforme. A Receita Federal publicou a Portaria Coana nº 193, que aumentou os critérios de conformidade exigidos das plataformas participantes.

Entre as novas determinações está a possibilidade de exclusão de empresas que não alcancem índice mínimo de 98% de conformidade em suas operações.

Entidades reforçam defesa da produção nacional

A mobilização da indústria também inclui manifestações públicas em defesa da manutenção da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.

Recentemente, a FIESC declarou apoio a uma nota divulgada pela ABIT sobre o tema. Em artigo intitulado “Desindustrialização com frete grátis”, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, argumentou que a proposta amplia a diferença competitiva entre produtos importados e a produção brasileira, com possíveis consequências para o emprego, os investimentos e o desenvolvimento industrial do país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marisol

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Evento

FIESC leva educação, inovação e saúde ocupacional à Expomar 2026 em Itajaí

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estará presente na Expomar 2026, evento que reúne as cadeias produtivas e de negócios que atendem à pesca, à maricultura e à logística da região. A feira, de 24 a 26 de junho, no Centreventos, em Itajaí (SC), será uma oportunidade de fortalecer o papel institucional da FIESC, divulgar serviços e se aproximar das demandas da região.

Entre as atividades que serão divulgadas no evento, destaca-se o curso técnico em Construção Naval, realizado pelo SENAI em Itajaí, que forma profissionais para controlar e inspecionar o processo de construção naval, supervisionar instalações e montagem de estruturas, além de desenvolver projetos. A formação é presencial, e o início da próxima turma está previsto para agosto.

As equipes também estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre a Escola SESI de Referência, localizada em Itajaí, que oferece aos estudantes uma jornada completa de educação básica – do infantil ao ensino médio. A escola apresenta uma proposta pedagógica alinhada às diretrizes do Novo Ensino Médio, baseada no movimento STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

“Eventos como a Expomar precisam ser incentivados. São uma grande oportunidade de fortalecer o setor e de estarmos cada vez mais perto das demandas da comunidade”, afirma a gerente do SESI, SENAI e IEL na região, Silvana Meneghini.

IA e Segurança do Trabalhador

Quem visitar a FIESC na Expomar também poderá ter acesso a mais informações sobre o SCTEC, um programa do Governo de Santa Catarina, em parceria com o SENAI/SC. A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado e capacita o participante para o uso da Inteligência Artificial, preparando-o para construir ou aprimorar sua carreira em tecnologia.

Também será possível conhecer mais detalhes dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho. Por meio deles, o SESI Saúde apoia as empresas no cuidado com os trabalhadores, na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, no fortalecimento da cultura de segurança e no atendimento às Normas Regulamentadoras. Entre as soluções oferecidas, estão Gestão de Laudos e Programas, Gestão de Absenteísmo, Assessorias e Consultorias, Medicina do Trabalho, Ergonomia, Audiometria Ocupacional e Cursos de NRs.

Fórum Empresarial

No dia 26/06, acontece o Fórum Empresarial FIESC x Expomar, um encontro que debaterá temas importantes para o setor, como reforma tributária, expansão das áreas marinhas protegidas, gestão sustentável e saúde mental em alto-mar. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participará da abertura do evento. Dentro da programação, também acontecerá a reunião do Conselho da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC. Será o primeiro encontro presidido por Rosemeri Francener, que também é CEO da DR Aromas & Ingredientes.

FOTO E TEXTO: Assessoria de Imprensa da FIESC

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Logística

Concessão de rodovias em SC mobiliza setor produtivo durante audiências públicas da ANTT

Representantes do setor produtivo catarinense irão participar das audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o processo de concessão de rodovias em Santa Catarina. O objetivo é reunir contribuições da sociedade sobre os projetos que envolvem dois importantes lotes rodoviários federais no estado.

As consultas públicas abrangem as minutas do edital e do contrato de concessão, além do Programa de Exploração da Rodovia (PER) e dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental dos empreendimentos.

Entidades apontam preocupação com proposta apresentada

Durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), realizada nesta segunda-feira (8), no SESC Cacupé, foi apresentada uma análise da Fetrancesc indicando que o atual Programa de Exploração Rodoviária não atende plenamente às demandas dos principais corredores logísticos de Santa Catarina.

Segundo a avaliação da entidade, as intervenções previstas são insuficientes para acompanhar o crescimento econômico e a movimentação de cargas em regiões estratégicas do estado.

FIESC alerta para risco de gargalos logísticos

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, criticou o modelo de concessão proposto pela ANTT e demonstrou preocupação com a capacidade da infraestrutura rodoviária de atender à expansão da atividade econômica catarinense.

De acordo com Seleme, o projeto não contempla adequadamente o fluxo de produção oriundo do Oeste catarinense, que tem como destino as regiões Sul e Litoral, áreas que já enfrentam forte pressão sobre a malha viária.

Para o dirigente, o planejamento das futuras concessões deve considerar a evolução econômica do estado e as necessidades de longo prazo da logística de transporte.

Projetos abrangem mais de 680 quilômetros de rodovias federais

Os estudos em análise envolvem dois lotes rodoviários considerados estratégicos para a mobilidade e o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

O Lote 01 possui aproximadamente 515,6 quilômetros de extensão e contempla trechos das BR-153, BR-282 e BR-470. Já o Lote 03 reúne cerca de 166 quilômetros das BR-153, BR-282 e BR-480.

Somados, os dois projetos abrangem mais de 680 quilômetros de rodovias federais que conectam regiões produtoras, polos industriais e importantes corredores de exportação, fundamentais para o escoamento da produção catarinense.

Calendário das audiências públicas em Santa Catarina

A ANTT realizará encontros presenciais em diferentes regiões do estado para ampliar a participação da sociedade no processo de discussão.

Chapecó

Data: 9 de junho
Horário: 9h
Local: Mogano Hotel

Rio do Sul

Data: 10 de junho
Horário: 9h
Local: Jardim América Casa de Eventos

Blumenau

Data: 11 de junho
Horário: 9h
Local: Hotel Himmelblau

Itajaí

Data: 12 de junho
Horário: 9h
Local: Sandri Palace Hotel

Encerramento ocorrerá em Brasília

O ciclo de audiências será concluído em 16 de junho com uma sessão híbrida em Brasília, permitindo participação presencial e virtual de representantes da sociedade, entidades empresariais e demais interessados no processo de concessão rodoviária.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Indústria

Integração produtiva fortalece competitividade da indústria brasileira no mercado internacional

Diante de um ambiente econômico cada vez mais conectado e competitivo, a integração produtiva internacional vem se consolidando como uma alternativa para ampliar a presença da indústria brasileira nos mercados globais. A busca por parceiros estrangeiros capazes de fornecer insumos, tecnologia e serviços complementares tem sido apontada como uma estratégia para elevar a competitividade das empresas.

O tema estará em pauta no seminário “Integração do Sistema Produtivo pela Complementaridade Industrial”, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio de seu Conselho de Comércio Exterior. O evento será realizado de forma online no dia 16 de junho, às 9h.

Evento discutirá oportunidades para ampliar negócios internacionais

O webinar contará com a participação de Mario Roberto Branco, representante da ABINEE/ALAINEE, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

A proposta do encontro é apresentar como os mecanismos de complementaridade industrial podem contribuir para fortalecer empresas, ampliar o acesso a novos mercados e impulsionar processos de internacionalização empresarial.

Compartilhamento de tecnologia e produção gera ganhos competitivos

A complementaridade industrial permite que empresas localizadas em diferentes países atuem de forma integrada em suas cadeias produtivas. Nesse modelo, etapas de fabricação, conhecimento técnico e tecnologias são compartilhadas, promovendo ganhos de escala, aumento da produtividade e maior eficiência operacional.

Esse tipo de cooperação já está presente em diversos acordos comerciais internacionais e vem ganhando relevância nas negociações envolvendo o Mercosul, a União Europeia e os países integrantes da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).

Seminário é voltado para empresários e profissionais de comércio exterior

Além de abordar tendências e oportunidades do comércio internacional, o evento buscará esclarecer como empresas podem aproveitar instrumentos de integração produtiva para expandir sua atuação além das fronteiras nacionais.

A participação é gratuita e destinada a empresários, executivos, gestores e profissionais interessados em comércio exterior, desenvolvimento industrial e estratégias de inserção internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Portos

Porto de Las Palmas se torna alternativa estratégica para exportações de Santa Catarina diante de tarifas dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu nesta terça-feira (2) um webinar com representantes da Autoridade Portuária de Las Palmas, na Espanha. Localizado em posição estratégica no Oceano Atlântico, entre Europa, África e América, o porto é considerado um importante hub logístico e de abastecimento internacional.

O encontro ocorre em meio às discussões sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, medida vinculada à Seção 301 da legislação comercial norte-americana, o que tem levado o setor industrial a buscar novos destinos e rotas de exportação.

Espanha ganha relevância como porta de entrada para Europa e África

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que o cenário reforça a importância de ampliar parcerias internacionais, especialmente no contexto do acordo Mercosul–União Europeia.

Segundo ele, a Espanha se consolida como um ponto estratégico para a indústria catarinense, funcionando como porta de entrada para os mercados europeu e africano.

Seleme também ressaltou o potencial de expansão em setores como manufatura, agroindústria, energia e tecnologia, diante do avanço das relações comerciais entre os blocos.

Conexão entre Santa Catarina e o porto espanhol avança

O evento contou com a participação de Francisco Javier Trujillo Ramírez, diretor-geral da Autoridade Portuária de Las Palmas, e apoio da Câmara de Comércio Brasil–Espanha.

De acordo com a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maite Bustamante, empresas catarinenses já começaram a aproveitar as primeiras oportunidades abertas com a entrada em vigor de novos termos do acordo internacional neste ano.

Ela lembrou que companhias do estado foram as primeiras a obter autorizações de exportação no novo cenário comercial.

Missão empresarial fortalece presença catarinense na Espanha

Para ampliar a integração com o mercado espanhol, a FIESC liderou recentemente uma missão empresarial multissetorial ao país europeu.

A agenda incluiu reuniões em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, com foco no setor de máquinas e equipamentos, além de articulações com potenciais parceiros comerciais.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha movimenta milhões

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha. Entre os principais produtos enviados estão carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses somaram US$ 322 milhões, com destaque para pigmentos industriais, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

FIESC oferece apoio técnico para ampliar competitividade externa

Diante do cenário de possíveis tarifas dos Estados Unidos e da abertura de oportunidades na Europa, a FIESC reforçou que está disponibilizando sua estrutura técnica para apoiar as empresas exportadoras.

Por meio de serviços de inteligência comercial, a entidade auxilia na identificação de mercados e compradores internacionais.

Além disso, os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia oferecem suporte para adequação de produtos, processos e certificações, garantindo conformidade com as exigências regulatórias do mercado europeu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Economia

Transação Tributária em Santa Catarina amplia regularização fiscal de empresas e contribuintes

O Governo de Santa Catarina oficializou nesta segunda-feira o lançamento do programa Transação Tributária, iniciativa voltada à ampliação das possibilidades de regularização fiscal para pessoas físicas e jurídicas com débitos junto ao Estado.

A apresentação ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e marca uma nova política de negociação de dívidas tributárias, com foco em facilitar acordos e reduzir a judicialização.

Programa permite renegociação de ICMS, IPVA e ITCMD

A nova ferramenta contempla débitos de diferentes naturezas, incluindo ICMS, IPVA, ITCMD e também dívidas não tributárias.

O programa prevê condições diferenciadas de pagamento, com possibilidade de descontos em juros e multas, além de alternativas mais flexíveis para quitação.

Entre os principais objetivos estão a redução da litigiosidade fiscal, o aumento da recuperação de créditos públicos e a oferta de mecanismos mais ágeis para que contribuintes regularizem sua situação.

Setor produtivo vê oportunidade de retomada financeira

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, avaliou que a iniciativa representa um avanço importante para o setor empresarial catarinense, especialmente em um cenário de desafios econômicos recentes.

Segundo ele, a regularização de débitos tributários pode ajudar empresas a retomarem investimentos e manterem a atividade produtiva.

“É uma oportunidade para que os empreendedores voltem à adimplência, sigam investindo e contribuam para a geração de empregos e desenvolvimento em Santa Catarina”, afirmou.

Governo destaca estímulo ao ambiente de negócios

O governador Jorginho Mello destacou que o programa reforça a relação entre o Estado e o setor produtivo, ao facilitar o processo de quitação de dívidas.

Ele ressaltou que empreender no Brasil envolve obstáculos como alta carga tributária, burocracia e custos financeiros elevados.

Para o governo, a Transação Tributária em Santa Catarina contribui tanto para os contribuintes quanto para a administração pública, ao acelerar a arrecadação e tornar o processo mais eficiente.

Procuradoria aponta mudança na gestão de créditos fiscais

O procurador-geral do Estado, Marcelo Mendes, afirmou que a regulamentação da Lei nº 19.398 representa uma mudança estrutural na forma como Santa Catarina trata a recuperação de créditos.

Segundo ele, o Estado possui um dos maiores volumes de litígios tributários do país, e a nova política busca reduzir esse passivo por meio da negociação direta com os devedores.

A proposta prioriza soluções mais rápidas e menos judicializadas para conflitos fiscais.

Fazenda reforça estratégia de equilíbrio fiscal

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, destacou que o programa faz parte de uma estratégia mais ampla de responsabilidade fiscal e fortalecimento do ambiente de negócios em Santa Catarina.

Ele ressaltou que empresários assumem riscos diariamente para gerar emprego e renda e precisam de condições adequadas para manter investimentos.

Segundo o secretário, a política fiscal do Estado busca equilibrar contas públicas, estimular a economia e atrair novos investimentos.

Adesão será feita por plataforma digital

A adesão ao programa ocorrerá por meio da plataforma Concilia+SC, sistema digital criado para facilitar a negociação entre contribuintes e o governo estadual.

A ferramenta deve centralizar os pedidos de regularização e tornar o processo mais ágil e acessível.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Filipe Scotti

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Exportação

Taxação de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros ameaça exportações de Santa Catarina

A possível aplicação de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta na indústria de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), que vê risco de impacto direto na competitividade das exportações do estado.

A proposta partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito da Seção 301 do Trade Act de 1974, e mira principalmente produtos manufaturados — segmento relevante na pauta exportadora catarinense.

Exportações de Santa Catarina podem ser diretamente afetadas

Segundo a FIESC, a preocupação é maior porque a estrutura das exportações de Santa Catarina para o mercado norte-americano é concentrada em bens industrializados.

O presidente da entidade, Gilberto Seleme, afirma que o cenário exige atenção. Para ele, a medida é especialmente sensível para o estado devido ao perfil dos embarques destinados aos Estados Unidos, fortemente baseado em produtos de maior valor agregado.

Estudo aponta possível impacto sobre a pauta exportadora

Uma análise preliminar da FIESC indica que apenas entre 3,2% e 5,8% das vendas externas catarinenses para os EUA estariam fora do alcance das novas tarifas propostas.

No entanto, parte dos itens já é tributada por outras regras, como as tarifas globais da Seção 232, que incluem setores como aço e alumínio, o que reduz o universo de produtos efetivamente atingidos.

Com isso, a fatia da pauta exportadora de Santa Catarina potencialmente isenta da nova taxação pode variar entre 25,2% e 41,2%, dependendo da classificação adotada entre os sistemas brasileiro e norte-americano.

FIESC orienta revisão detalhada por parte das empresas

A federação recomenda que os exportadores realizem uma checagem individual dos produtos enviados aos Estados Unidos, já que a lista de exceções inclui cerca de 1,7 mil itens.

A orientação é que cada empresa avalie se seus produtos estão entre os contemplados como exceção ou sujeitos à nova cobrança.

Entidades acompanham negociações internacionais

A FIESC afirma que está preparada para atuar na defesa do setor produtivo catarinense. Como a proposta ainda não é definitiva e passa por consulta pública, a entidade pretende atuar em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A estratégia inclui articulação com autoridades e acompanhamento das negociações entre Brasil e Estados Unidos, com foco na preservação da relação comercial bilateral e na proteção das exportações industriais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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