Indústria

Situação na Venezuela: FIESC monitora cenário e avalia possíveis reflexos para Santa Catarina

A FIESC acompanha de forma cautelosa os desdobramentos da situação na Venezuela e considera que ainda é cedo para indicar impactos diretos sobre a indústria de Santa Catarina. Segundo a entidade, o comércio exterior entre o estado e o país vizinho tem peso reduzido na balança comercial catarinense.

Comércio bilateral tem participação limitada

Em 2025, as transações com a Venezuela representaram apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações de Santa Catarina. O principal produto exportado pelo estado foi uma máquina agrícola, que somou US$ 15 milhões em vendas.

No fluxo inverso, os adubos e fertilizantes lideraram as importações de origem venezuelana. Esses insumos corresponderam a 3% das importações catarinenses do setor, com volume financeiro de US$ 126 milhões. Em seguida, aparece o alumínio bruto, com compras de US$ 93 milhões, o que colocou a Venezuela como o terceiro maior fornecedor desse produto para o estado.

Relações internacionais e impactos econômicos

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que a expectativa da entidade é que o posicionamento do Brasil diante do cenário venezuelano não interfira nas negociações com os Estados Unidos, especialmente no debate sobre o Tarifaço. A federação defende que as tratativas sigam orientadas por critérios técnicos, preservando os interesses da indústria nacional.

Imigração venezuelana entra no radar da indústria

Outro ponto observado pela FIESC é a imigração venezuelana. Dados da Operação Acolhida indicam que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024.

De acordo com Seleme, a mão de obra venezuelana tem papel relevante no preenchimento de vagas e no atendimento à demanda crescente por trabalhadores na indústria catarinense. Ele avalia que, a depender dos próximos acontecimentos, existe a possibilidade de o país de origem voltar a se tornar atrativo para esses imigrantes.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Portos

Infraestrutura portuária em SC demanda R$ 57 bilhões até 2029 para sustentar expansão logística

Santa Catarina vive uma corrida bilionária para ampliar e modernizar sua infraestrutura portuária e logística. O oitavo porto do estado deve entrar em operação em 2030: o TUP Coamo (Terminal de Uso Privado), com investimento estimado em R$ 3 bilhões. O projeto se soma a outras iniciativas estratégicas, como o alargamento do canal da Baía da Babitonga e a expansão dos portos de Itapoá e São Francisco do Sul, especialmente no Norte catarinense.

A ampliação da capacidade portuária promete fortalecer o escoamento da produção, mas também expõe a necessidade urgente de melhorias na malha de transportes, principalmente nas rodovias de acesso aos terminais.

Rodovias concentram maior parte dos recursos necessários
De acordo com levantamento da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), o estado precisará de R$ 57 bilhões em investimentos até 2029 para adequar e expandir sua infraestrutura de transporte. Desse total, R$ 40,2 bilhões devem ser destinados ao transporte rodoviário, apontado como o principal gargalo logístico.

A federação estima ainda que a iniciativa privada será responsável por R$ 42,6 bilhões do volume total previsto, especialmente em projetos ligados à ampliação de portos e a parcerias público-privadas (PPPs).

Dragagem da Baía da Babitonga avança com PPP
Um dos principais projetos em andamento é a dragagem da Baía da Babitonga, que recebe investimento de R$ 333 milhões em uma PPP envolvendo os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A obra vai aprofundar o canal de acesso de 14 para 16 metros, permitindo a atracação de navios de maior porte.

Com a intervenção, o complexo portuário será o primeiro do Brasil apto a receber embarcações de até 366 metros, operando com carga máxima. Parte do material retirado está sendo utilizada no engordamento das praias de Itapoá, em uma ação que cobre oito quilômetros do litoral e movimenta cerca de seis milhões de metros cúbicos de sedimentos. A dragagem já alcançou 43,7% de execução, enquanto a ampliação da faixa de areia supera metade do cronograma previsto.

Oitavo porto de SC deve aliviar escoamento agrícola
Instalado próximo ao Porto de Itapoá, o TUP Coamo tem como objetivo reduzir gargalos no escoamento da produção agrícola do Sul do Brasil. O terminal será dedicado à movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A capacidade estimada é de 11 milhões de toneladas por ano.

No pico de operação, após cerca de dez anos de funcionamento, a expectativa é de circulação diária de 835 veículos pesados, com acesso principal pela via José Alves. Segundo estudos técnicos, as rodovias SC-416 e SC-417 têm capacidade física para absorver o fluxo adicional, embora ajustes operacionais sejam necessários.

Para garantir a fluidez do tráfego, está prevista a construção de uma rotatória, implantação de sinalização viária e ações de conscientização junto a caminhoneiros e trabalhadores do setor.

Porto de São Francisco do Sul amplia estrutura aos 70 anos
Em 2025, o Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos com anúncio de mais de R$ 40 milhões em investimentos. O pacote inclui a construção da terceira faixa da BR-280 (R$ 12,5 milhões), a recuperação do Berço 201 (R$ 18 milhões) e a implantação de um sistema de despoeiramento no corredor de exportação, orçado em R$ 11 milhões.

As obras visam melhorar o acesso terrestre, ampliar a capacidade de atracação e reduzir impactos ambientais na movimentação de grãos. Localizado na Baía da Babitonga, o porto responde por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por 50% do aço importado pelo Brasil, figurando entre os dez maiores portos do país em carga geral.

Obras prioritárias para a logística catarinense
O estudo da Fiesc também aponta intervenções consideradas estratégicas para o desenvolvimento estadual. Entre as prioridades estão a conclusão da duplicação das BR-280 e BR-470, além da manutenção das rodovias federais e a adequação de capacidade das BR-282 e BR-163. A finalização das obras da BR-285 também integra a lista.

No setor portuário, ganham destaque a segunda etapa da bacia de evolução e do canal de acesso ao Porto de Itajaí, a recuperação e ampliação dos molhes do Porto de Imbituba e a continuidade do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga, via PPP.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de São Francisco do Sul/ND

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Indústria

Mesorregião Oeste de Santa Catarina concentra polos industriais com forte presença internacional

A mesorregião Oeste de Santa Catarina abriga dois polos industriais com expressiva inserção internacional: alimentos e bebidas e madeira e móveis. Juntos, esses segmentos responderam pela maior parte das exportações regionais em 2024, que somaram US$ 1,45 bilhão.

Do total exportado, US$ 638 milhões tiveram origem no polo de alimentos e bebidas, enquanto a indústria de madeira e móveis contribuiu com US$ 385,9 milhões. Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, realizado pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho internacional desses setores confirma a relevância econômica do Oeste catarinense. “São cadeias produtivas consolidadas, com alta capacidade exportadora, forte geração de empregos e integração competitiva aos mercados globais”, afirma.

Indústria regional gera empregos e movimenta a economia

A mesorregião Oeste reúne 11,4 mil indústrias, inseridas em um universo de 50,2 mil estabelecimentos, e concentra 190,9 mil trabalhadores industriais, de um total de 437,3 mil empregos formais.

Chapecó lidera em número de trabalhadores na indústria, com 38,39 mil empregados, seguida por Caçador (13,9 mil) e Concórdia (11,7 mil). O município também ocupa a primeira posição em número de estabelecimentos industriais, com 2,4 mil indústrias, à frente de Concórdia (662) e Caçador (460).

Polo de alimentos e bebidas lidera exportações

O polo internacional de alimentos e bebidas é o maior da região em valor exportado. O segmento reúne 1.023 estabelecimentos e emprega 85,3 mil trabalhadores. Em 2024, os principais produtos exportados foram carne suína, com US$ 367 milhões, carnes de aves (US$ 129,4 milhões) e outras preparações de carnes (US$ 74,4 milhões).

Os principais destinos das exportações foram Chile (US$ 118 milhões), Filipinas (US$ 95,5 milhões) e Japão (US$ 79,6 milhões).

Entre as empresas de destaque está a Aurora Coop, que exporta para mais de 80 países. Em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango. De acordo com o presidente da Aurora, Neivor Canton, a expansão internacional é prioridade estratégica. Em maio de 2025, a cooperativa inaugurou seu primeiro escritório comercial na China, com foco no mercado de carnes suína e de aves, e planeja ampliar a atuação para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Outra grande exportadora é a BRF. A unidade de Chapecó é a maior produtora de perus de Santa Catarina e exporta peru, frango e empanados para mais de 50 países. As plantas de Concórdia e Herval d’Oeste exportam cortes suínos, enquanto a unidade de Videira atende também mercados do Oriente Médio.

Madeira e móveis ampliam presença no mercado externo

O polo de madeira e móveis da mesorregião Oeste reúne 1.263 estabelecimentos e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. Em 2024, as exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria (US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e madeira em forma (US$ 54,9 milhões).

Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$ 17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões).

Seleme destaca que a indústria regional se diferencia pelo uso de tecnologia e por processos sustentáveis, com reaproveitamento integral da madeira. A proximidade com o setor florestal, segundo ele, reforça a competitividade do polo.

Entre as exportadoras de madeira estão Frameport, Guararapes (unidade de Caçador) e Adami. A Frameport se destaca na exportação de portas, especialmente para o mercado norte-americano. A Adami atende clientes em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia Saudita. Já a unidade da Guararapes em Caçador é a maior produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção.

No setor moveleiro, ganham destaque empresas como a Móveis Henn, voltada a móveis populares; a Temasa, fornecedora de móveis de madeira maciça para marcas como a IKEA; e a Sollos, de Princesa, especializada em móveis de alto padrão e detentora de 120 prêmios de design, muitos assinados pelo designer Jader Almeida, reconhecido internacionalmente.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Plinio Bordin

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Indústria

Indústrias do Sul defendem setor madeireiro brasileiro em investigação dos EUA

A FIESC, ao lado da FIEP, da FIERGS e da ABIMCI, enviou ao governo dos Estados Unidos uma manifestação técnica defendendo que a madeira brasileira exportada ao país norte-americano tem origem exclusivamente privada e não recebe subsídios. O posicionamento responde a um questionamento do Departamento de Comércio dos EUA, que analisa possíveis benefícios indevidos na importação de determinados tipos de madeira.

O documento, protocolado na última sexta-feira (5), reúne informações detalhadas sobre a operação do setor no Brasil e busca ampliar o entendimento das autoridades americanas sobre a cadeia produtiva nacional.

Investigação 232 segue em andamento

A expectativa das entidades é de que o posicionamento contribua para o desfecho da chamada Investigação 232, ainda sem conclusão por parte do governo dos EUA. O estudo pode influenciar diretamente o fluxo comercial entre os dois países, especialmente no segmento de madeira processada.

União entre federações empresariais

A articulação foi liderada pelo presidente da FIESC, Gilberto Seleme. Logo após receber o questionamento dos EUA, Seleme convidou os presidentes da FIERGS, Cláudio Bier, da FIEP, Edson Vasconcellos, e da ABIMCI, Paulo Pupo, para organizar dados e argumentos técnicos que embasassem a resposta.

A consulta americana foi dirigida a países que representam ao menos 1% das importações totais dos EUA no setor madeireiro — entre eles Brasil, Áustria, Canadá, Chile, Alemanha e Suécia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CNI

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Logística

Infraestrutura de SC exige investimento de R$ 57 bilhões até 2029, aponta FIESC

Santa Catarina precisará de R$ 57 bilhões em investimentos até 2029 para que sua infraestrutura de transportes acompanhe o ritmo da indústria catarinense. A estimativa faz parte da nova Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, divulgada nesta terça-feira (2) pela FIESC. O documento reúne diagnósticos por modal e lista as obras prioritárias para garantir competitividade ao estado. Do total previsto, 75% dos recursos devem vir da iniciativa privada.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirma que o desafio é significativo diante da limitação orçamentária — especialmente em projetos que dependem de verbas federais. Segundo ele, ampliar a infraestrutura é essencial para destravar o desenvolvimento estadual. “É preciso mobilizar sociedade, setor produtivo e representantes políticos para garantir mais eficiência logística e fortalecer a geração de emprego, renda e competitividade”, destacou.

Onde estão as maiores necessidades de investimento
O modal rodoviário concentra a maior fatia da demanda, somando R$ 40,2 bilhões. Veja a estimativa por setor:

  • Rodoviário: R$ 40,2 bilhões
  • Ferroviário: R$ 9,9 bilhões
  • Aquaviário: R$ 4,89 bilhões
  • Dutoviário: R$ 873,1 milhões
  • Aeroviário: R$ 991,9 milhões

A iniciativa privada, responsável por R$ 42,6 bilhões desse total, deve liderar aportes em obras como a ampliação dos Portos de Navegantes e Itapoá, concessões de rodovias (BR-101 Norte e Sul, BR-116) e melhorias em aeroportos administrados por concessionárias, como Florianópolis e Jaguaruna. Também entram no pacote PPPs de dragagem e aprofundamento, incluindo o acesso à Baía da Babitonga.

Distribuição dos investimentos:

  • Federal: R$ 6,2 bilhões
  • Estadual: R$ 7,96 bilhões
  • Municipal: R$ 194,4 milhões
  • Privado: R$ 42,6 bilhões

Obras consideradas prioritárias pela FIESC
Entre as ações mais urgentes, a FIESC destaca a conclusão das duplicações das BR-470 e BR-280, além da manutenção e aumento de capacidade das BR-282 e BR-163. A finalização da BR-285 também aparece como essencial. Para a entidade, previsibilidade orçamentária é chave para assegurar entrega dentro dos prazos.

No setor portuário, as prioridades incluem:

  • 2ª etapa da bacia de evolução e canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí
  • Recuperação e ampliação dos molhes de Imbituba
  • Aprofundamento do canal da Baía da Babitonga via PPP

O evento de lançamento apresentou ainda a atualização sobre a repactuação do contrato da BR-101 Norte, elaborada pelo consultor Lucas Trindade. A Secretaria de Portos, Aeroporto e Ferrovias também expôs projeções para o modal ferroviário, e especialistas demonstraram avanços no sistema de pedágio free flow.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Sustentabilidade

FIESC debate impactos dos acordos da COP30 para a indústria catarinense

Indústria discute compromissos climáticos da COP30
A FIESC promoverá, em 3 de dezembro, uma reunião conjunta da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e do Comitê de Logística Reversa para detalhar aos industriais os impactos dos acordos firmados na COP30. O encontro busca esclarecer como as novas diretrizes ambientais podem influenciar processos produtivos e estratégias empresariais em Santa Catarina.

Análise técnica dos acordos de Belém
O evento, realizado de forma online, contará com a participação de Rafaela Aloise de Freitas, especialista em políticas industriais da CNI. Ela apresentará um panorama dos compromissos assumidos durante a conferência em Belém (PA), destacando pontos que devem gerar mudanças regulatórias, desafios e oportunidades para a indústria.

Para participar, faça sua inscrição aqui.

SERVIÇO:
O que: Reunião conjunta Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Comitê de Logística Reversa
Formato: Online via zoom
Data: 03/13
Horário: 14h
Inscrições

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Cenário econômico mundial e efeitos para o Brasil serão debatidos em palestra na FIESC

A FIESC receberá, em 11 de dezembro, o presidente do IBEF-MG, Júlio Damião, para uma palestra dedicada aos impactos do cenário econômico mundial sobre o Brasil e, especialmente, sobre Santa Catarina. O encontro integra a agenda de debates sobre competitividade e tomada de decisão no setor industrial.

Indústria catarinense e os desafios internacionais
Com um ambiente global marcado por volatilidade, mudanças rápidas e maior incerteza, a capacidade de antecipar tendências, avaliar riscos e adaptar estratégias se tornou decisiva. Santa Catarina, reconhecida como um dos estados mais internacionalizados do país, sente de forma direta os efeitos das transformações no comércio exterior, nas cadeias produtivas e nas condições financeiras globais.

Evento presencial e transmissão online
O seminário será realizado às 14h, na sede da FIESC em Florianópolis, com participação presencial aberta ao público inscrito. A programação também contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube, ampliando o alcance do debate.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Vale do Itajaí se destaca com dois polos industriais voltados à exportação

O Vale do Itajaí abriga dois importantes polos industriais com forte inserção internacional: o de embarcações e o de produtos de madeira, incluindo chapas de compensado, peças de carpintaria e portas. O levantamento faz parte de um estudo do Observatório Nacional da Indústria, conduzido pelo Observatório FIESC, que mapeou polos produtivos nas mesorregiões brasileiras.

Exportações impulsionam a economia regional
Em 2024, o segmento de madeira e móveis da região movimentou US$ 413,75 milhões em exportações. Já o polo de embarcações somou US$ 26,23 milhões no mesmo período. Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, esse desempenho reforça o papel da indústria como motor da economia local.

Segundo ele, “a cada emprego criado na indústria, outros 16 são gerados”, evidenciando o impacto direto dos polos exportadores no desenvolvimento regional.

Condições favoráveis ao crescimento dos polos
De acordo com Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, fatores como clima, relevo e proximidade da matéria-prima favorecem o polo de madeira e móveis. Já o setor náutico se beneficia da localização estratégica próxima ao litoral na Foz do Rio Itajaí e do avanço do turismo náutico, que fortalece toda a cadeia produtiva.

Força industrial do Vale do Itajaí
A região reúne 79,3 mil estabelecimentos e emprega 697 mil pessoas. A indústria concentra 276,6 mil trabalhadores distribuídos em 21,5 mil negócios.

  • Blumenau lidera com 3,2 mil indústrias e 50,2 mil empregos.
  • Brusque aparece em segundo lugar, com 2 mil estabelecimentos e 28,6 mil trabalhadores.
  • Itajaí ocupa a terceira posição, com 1,9 mil indústrias e 27,4 mil empregados.

Empresas que se destacam nas exportações
No setor de produtos de madeira, empresas como Rohden (Salete), NM Compensados e Madeiras Schlindwein (MSL), de Presidente Getúlio, estão entre as principais exportadoras.
No segmento náutico, marcas como Okean Yachts, NHD Boats e Azimut Brasil mantêm estaleiros em Itajaí e figuram entre as líderes nas vendas ao exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC/Okean

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Economia

SC lidera PIB industrial per capita na América do Sul

Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando todos os estados brasileiros e até economias nacionais como a Argentina. O resultado é atribuído à diversidade produtiva e ao alto nível de complexidade industrial do estado, impulsionados pela capacidade de inovação das empresas catarinenses.

Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, o economista Paulo Gala destacou que SC possui a menor proporção entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família no país, reflexo de uma economia baseada na indústria de transformação e em produtos de alto valor agregado. Para ele, o modelo catarinense deveria servir de referência ao restante do Brasil.

Crescimento sustentável exige inovação
Gala reforçou que, embora programas de transferência de renda sejam relevantes, o desenvolvimento econômico não pode depender exclusivamente do assistencialismo. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o crescimento nacional foi impulsionado por programas que somaram R$ 1,3 trilhão, efeito que não se traduz em ganhos permanentes de produtividade.

Segundo o economista, o país seria mais eficiente se direcionasse parte desses recursos para áreas que estimulam inovação, aumento de salários médios e expansão de setores industrializados. A renda, afirma, deve aumentar como consequência da sofisticação produtiva e do fortalecimento regional.

Diversificação garante fôlego à economia catarinense
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que, mesmo com uma leve desaceleração, Santa Catarina continua entre as economias que mais crescem no Brasil. A diversificação industrial é um dos principais fatores para esse desempenho.

Bittencourt destacou que essa variedade de setores ajudou SC a driblar os efeitos da queda das vendas aos Estados Unidos. O estado ampliou exportações para mercados já consolidados e abriu novos destinos, especialmente nos itens que lideram sua pauta exportadora. O resultado aparece na alta de 5,1% das exportações entre janeiro e outubro, mesmo diante do tarifaço.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de retomada em setores importantes na geração de empregos, impulsionada pelo possível recuo da taxa de juros. No entanto, Bittencourt projeta que, no segundo semestre, a economia pode perder ritmo. Segundo ele, o aumento da renda disponível — com a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda — e juros mais baixos podem levar a um avanço do endividamento, o que tende a frear o consumo.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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