Agronegócio

Empresas brasileiras do agro aceleram expansão no Paraguai e ampliam investimentos no país

O Paraguai deixou de ser apenas destino de produtores rurais brasileiros interessados em terras agrícolas e passou a atrair empresas de diversos segmentos do agronegócio. Grandes indústrias, startups e companhias de tecnologia têm intensificado seus investimentos no país, impulsionadas por um ambiente de negócios considerado mais competitivo, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais.

Além da proximidade com o mercado brasileiro, fatores como energia elétrica de baixo custo, estabilidade econômica e políticas de incentivo à produção vêm consolidando o país vizinho como um dos principais polos de investimentos da América do Sul.

Economia em crescimento reforça confiança dos investidores

O cenário econômico favorável tem sido um dos principais motores dessa expansão. Após registrar crescimento de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, alcançando US$ 49,2 bilhões, o Paraguai mantém perspectivas positivas para 2026, com expectativa de alta de 4,4%, segundo o Banco Central paraguaio.

O fluxo de capital estrangeiro também segue em expansão. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apontam que o país recebeu US$ 1,18 bilhão em investimento estrangeiro direto em 2025, um recorde histórico. Desse total, empresas brasileiras responderam por US$ 76,6 milhões.

Gigantes do agro ampliam presença no mercado paraguaio

Entre os principais investimentos está o retorno da JBS ao Paraguai após oito anos. A companhia anunciou um plano de investimentos de US$ 70 milhões, que será executado ao longo de dois anos.

A primeira etapa incluiu a aquisição da empresa local Pollos Amanecer, especializada na produção de frangos. Segundo Wesley Batista, a decisão foi baseada na competitividade oferecida pelo país, especialmente pela disponibilidade de grãos, mão de obra qualificada e custos de produção mais baixos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes áreas do setor agroindustrial, que busca ampliar operações em mercados mais competitivos.

Tecnologia e genética animal também apostam na expansão

O avanço das empresas brasileiras não se limita à indústria frigorífica.

A desenvolvedora de soluções para o campo Agrotis escolheu o Paraguai como primeiro destino de sua expansão internacional, acompanhando clientes brasileiros que passaram a operar no país e demandam sistemas de gestão agrícola.

Já a multinacional Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, inaugurou uma central de inseminação artificial para atender o crescimento da suinocultura paraguaia. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões e marca a consolidação da empresa no mercado local.

O segmento de startups também acompanha esse movimento. A proptech Reland, especializada na comercialização de imóveis rurais, estruturou operações no Paraguai para atender principalmente investidores brasileiros interessados em propriedades agrícolas.

Lei da Maquila amplia competitividade industrial

Um dos principais atrativos para empresas estrangeiras é a Lei da Maquila, política vigente desde 1997 que concede benefícios fiscais para indústrias voltadas à exportação.

Pelo regime, empresas podem importar máquinas e matérias-primas com isenção tributária e recolher apenas um imposto de 1% sobre o valor agregado durante o processo produtivo.

Atualmente, mais de 300 empresas utilizam esse modelo, que tem impulsionado a industrialização e fortalecido as exportações paraguaias.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as empresas enquadradas na Lei da Maquila exportaram cerca de US$ 471 milhões, sendo o Brasil o principal destino das mercadorias.

Baixa carga tributária e energia barata impulsionam investimentos

Além dos incentivos industriais, o sistema tributário paraguaio é considerado um diferencial competitivo.

O país adota o chamado modelo 10-10-10, composto por 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Outro fator relevante é o custo da energia elétrica, abastecida majoritariamente pela usina de Itaipu, o que garante tarifas significativamente inferiores às praticadas no Brasil.

Os custos trabalhistas também são menores, já que a legislação local prevê encargos reduzidos em comparação ao modelo brasileiro.

Infraestrutura avança com a Rota Bioceânica

Apesar das vantagens competitivas, especialistas apontam que a infraestrutura logística ainda representa um desafio para alguns segmentos industriais.

Entretanto, a expectativa é de melhora com a implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A nova rota deverá facilitar o transporte de commodities e reduzir custos logísticos para empresas exportadoras instaladas no Paraguai.

Mercado exige planejamento antes da expansão

Embora o ambiente de negócios seja favorável, especialistas alertam que instalar uma operação no Paraguai exige planejamento estratégico.

Questões como certificações sanitárias, registros regulatórios, logística internacional e características de cada segmento precisam ser avaliadas antes da migração de parte da produção.

Em alguns casos, modelos híbridos — mantendo parte da operação no Brasil e outra no Paraguai — podem oferecer melhores resultados do que a transferência integral das atividades.

Além disso, empresários destacam que o mercado interno paraguaio é relativamente pequeno, tornando mais vantajoso utilizar o país como plataforma de produção e exportação para outros mercados da América do Sul.

FONTE: AG Feed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AG Feed

Ler Mais
Internacional

Egito quer dobrar exportações da indústria de engenharia até 2030 com nova estratégia nacional

O governo do Egito estabeleceu uma meta ambiciosa para expandir as exportações da indústria de engenharia, passando de mais de US$ 6 bilhões em 2025 para US$ 13 bilhões até 2030. A iniciativa faz parte de um plano estratégico elaborado pelo Fundo de Desenvolvimento das Exportações do Egito em conjunto com o Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia.

A proposta busca fortalecer a competitividade do setor, ampliar o apoio aos fabricantes e aumentar a presença dos produtos egípcios em mercados internacionais.

Apoio aos fabricantes e modernização do sistema de exportação

Entre as principais ações previstas está a modernização do sistema de incentivo às exportações, combinando apoio financeiro com medidas voltadas à expansão comercial.

Os fabricantes deverão receber suporte para conquistar novos mercados, atender aos padrões internacionais de qualidade e ampliar a capacidade de produção. A expectativa é tornar as empresas mais competitivas diante da concorrência global.

Digitalização e maior eficiência nos processos

Outro ponto central da estratégia é a transformação digital das operações ligadas ao comércio exterior. O governo pretende simplificar o acesso aos serviços públicos, digitalizar os processos de exportação e aprimorar a comunicação com as empresas exportadoras.

Com essas mudanças, a meta é reduzir a burocracia e tornar as operações mais rápidas e eficientes.

Acordos comerciais devem impulsionar novos mercados

O plano também aposta no aproveitamento das oportunidades criadas pela Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) e pelo acordo comercial entre o Egito e o Mercosul.

Essas parcerias são vistas como estratégicas para ampliar a presença da indústria de engenharia egípcia em novos mercados e aumentar o volume das exportações.

Governo quer ampliar participação nas cadeias globais

Além de estimular as vendas externas, a estratégia prevê fortalecer a inserção das empresas egípcias nas cadeias globais de suprimentos, incentivar a produção nacional de componentes e ampliar a oferta de produtos com maior valor agregado.

Segundo o presidente do Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia, Sherif El-Sayyad, a meta do setor faz parte do objetivo mais amplo do governo de elevar as exportações egípcias para US$ 100 bilhões até 2030.

FONTE: TV Brics
TEXTO: Redação
IMAGEM: coffeekai/iStock

Ler Mais
Comércio Internacional

Canadá quer concluir acordo de livre comércio com o Mercosul até o fim de 2026

O Canadá pretende acelerar as negociações para firmar um acordo de livre comércio com o Mercosul ainda em 2026. A iniciativa faz parte da estratégia do governo canadense para ampliar suas parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos, em meio às recentes tensões tarifárias entre os dois países.

Negociações ganharam novo impulso

As conversas entre o Canadá e o Mercosul, que permaneceram paralisadas durante vários anos, voltaram a avançar em 2025 após as mudanças na política comercial adotada por Washington.

Durante visita a São Paulo, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou que os dois lados concordaram em intensificar as negociações para concluir o tratado até o fim deste ano.

Segundo a ministra, o governo canadense pretende ampliar sua rede de acordos comerciais com mercados fora dos Estados Unidos nas próximas décadas, fortalecendo a diversificação das relações econômicas do país.

Brasil lidera negociações pelo Mercosul

O Brasil conduz as tratativas em nome do Mercosul, bloco formado por Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e o próprio Brasil.

Após reunião com Anita Anand, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que já foram realizadas seis rodadas de negociação e que as discussões têm avançado de forma positiva.

Segundo ele, ainda restam alguns pontos técnicos a serem ajustados antes da conclusão do acordo.

Agricultura segue como principal desafio

Apesar do avanço nas conversas, a abertura comercial ainda desperta preocupação entre produtores rurais canadenses.

A própria ministra reconheceu que parte do setor agrícola teme os impactos que um acordo poderá provocar sobre a produção doméstica, diante da competitividade do agronegócio sul-americano.

Acordo com União Europeia serve de referência

As negociações entre Canadá e Mercosul ocorrem poucos meses após o avanço do tratado comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia.

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo foi concluído em janeiro e entrou em vigor de forma provisória em maio, embora ainda dependa da ratificação definitiva pelos países europeus.

Assim como ocorre no Canadá, agricultores da Europa manifestaram resistência ao tratado por receio da concorrência de produtos agrícolas mais competitivos exportados pelo Brasil e pelos demais integrantes do Mercosul.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior

Produtos brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA: veja a lista do que será taxado

O novo tarifaço dos Estados Unidos atingirá principalmente produtos industriais, máquinas e parte do setor agroindustrial brasileiro. A lista divulgada pelo governo norte-americano inclui desde etanol e calçados até máquinas agrícolas, papel e diversos bens manufaturados.

Por outro lado, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil, como carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves, ficaram fora da nova lista de sobretaxação.

Produtos brasileiros que serão afetados

Os itens que passarão a ser taxados pelos Estados Unidos incluem:

  • Etanol;
  • Calçados;
  • Vestuário;
  • Açúcar orgânico;
  • Papel;
  • Máquinas agrícolas;
  • Equipamentos de mineração;
  • Ferramentas de jardinagem;
  • Máquinas e equipamentos elétricos;
  • Bens de capital;
  • Produtos químicos;
  • Produtos industriais processados;
  • Manufaturados em geral.

A lista concentra principalmente produtos do setor industrial e bens utilizados na produção, além de alguns itens do agronegócio.

Produtos brasileiros que ficaram de fora

Apesar da ampliação das restrições comerciais, os Estados Unidos mantiveram uma série de exceções. Entre os principais produtos brasileiros isentos estão:

  • Carne bovina;
  • Café;
  • Laranja e suco de laranja;
  • Petróleo bruto;
  • Gás natural;
  • Peixes e crustáceos;
  • Castanhas;
  • Mel orgânico;
  • Celulose de madeira;
  • Pastas químicas de madeira;
  • Alguns produtos de madeira tropical;
  • Minérios selecionados;
  • Ferro-gusa;
  • Produtos metálicos considerados estratégicos para a indústria americana;
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
  • Helicópteros;
  • Produtos farmacêuticos;
  • Insumos químicos para medicamentos;
  • Semicondutores e equipamentos para sua fabricação.

Lista poderá sofrer alterações

O governo dos Estados Unidos informou que a relação de produtos poderá ser revisada ao longo das negociações com o Brasil. Além disso, mercadorias que já estiverem em trânsito para o mercado norte-americano antes da entrada em vigor da medida não serão atingidas.

O governo brasileiro contestou a decisão e afirmou que recorrerá aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade e na Organização Mundial do Comércio (OMC).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Comércio Exterior

EUA impõem tarifa de 25% sobre importações do Brasil e ampliam pressão na política comercial

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações provenientes do Brasil, marcando o início de uma nova ofensiva comercial liderada pelo governo do presidente Donald Trump. A medida faz parte da reformulação da política tarifária norte-americana e pode atingir outros importantes parceiros comerciais ao redor do mundo.

Nova política tarifária pode alcançar outros países

A decisão foi divulgada na noite de quarta-feira e integra uma estratégia mais ampla da administração Trump para reestruturar as relações comerciais dos EUA. Além do Brasil, países como Índia, China, membros da União Europeia, Japão e Coreia do Sul também podem ser afetados por futuras medidas semelhantes.

A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar uma rodada anterior de tarifas globais, levando o governo a recorrer a novos instrumentos legais para sustentar sua política comercial.

Investigação aponta supostas práticas comerciais desleais

As novas tarifas dos EUA têm como base investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Atualmente, cerca de 80 processos envolvendo dezenas de países estão em andamento.

Entre os temas investigados estão alegações de excesso de capacidade industrial, comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, além de práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.

Em junho, o governo dos EUA já havia proposto a taxação de produtos brasileiros, alegando irregularidades relacionadas ao comércio digital, ao desmatamento ilegal e a outras questões comerciais.

Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, as negociações realizadas com o Brasil ao longo do último ano não produziram avanços suficientes, embora Washington afirme continuar aberto ao diálogo.

Governo brasileiro reage e promete recorrer

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão dos Estados Unidos como injustificada e anunciou que o Brasil recorrerá aos mecanismos previstos na chamada Lei da Reciprocidade.

Além disso, o governo brasileiro pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), utilizando o sistema de solução de controvérsias da entidade para contestar a medida.

Especialistas veem estratégia de negociação de Trump

Para analistas do mercado, a nova tarifa pode representar mais uma etapa da estratégia de negociação adotada por Donald Trump.

O economista-chefe da consultoria RSM US, Joe Brusuelas, avaliou que a medida tende a abrir espaço para negociações bilaterais, característica recorrente da política comercial do governo americano. Segundo ele, a intenção seria estabelecer acordos específicos com cada país, em vez de construir uma política comercial ampla e integrada.

A repercussão também chegou à Índia. O especialista Ajay Srivastava, fundador do Global Trade Research Initiative, afirmou que o caso brasileiro serve de alerta para outros parceiros dos Estados Unidos, mostrando que Washington pode utilizar sanções comerciais para contestar políticas consideradas desfavoráveis aos interesses das empresas americanas.

Marco Rubio critica Lula

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou o presidente Lula pelo impasse nas negociações.

Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou de boa-fé com Washington e declarou que Lula teria colocado interesses políticos acima da possibilidade de um acordo comercial entre os dois países.

Produtos afetados e itens isentos

A nova taxação sobre produtos brasileiros deverá atingir milhares de mercadorias exportadas para os Estados Unidos, incluindo:

  • açúcar;
  • máquinas agrícolas;
  • roupas;
  • equipamentos elétricos;
  • papel;
  • aço.

Por outro lado, diversos produtos permanecerão isentos da cobrança, entre eles:

  • carne bovina;
  • café;
  • terras raras;
  • produtos energéticos;
  • aeronaves e peças aeronáuticas.

Na atualização divulgada nesta quarta-feira, os EUA também incluíram na lista de exceções o mel orgânico, o ferro-gusa, o café solúvel sem aromatizantes e outros itens.

Pix também é alvo de investigação

A investigação aberta contra o Brasil em julho do ano passado cita diversas práticas consideradas desleais pelo governo norte-americano. Entre elas estão o desmatamento ilegal e o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Na avaliação das autoridades dos EUA, o Pix colocaria empresas de cartões de crédito em desvantagem competitiva. O governo brasileiro rejeitou integralmente essas acusações.

Além dessa investigação, o Brasil também integra outro processo baseado na Seção 301, relacionado ao uso de trabalho forçado em cadeias globais de fornecimento. A conclusão está prevista para 24 de julho e pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a carga total sobre determinados produtos brasileiros para 37,5%.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

Ler Mais
Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico de movimentação no primeiro semestre de 2026

Os Portos do Paraná alcançaram um marco inédito no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa um crescimento de 0,6% em comparação com os seis primeiros meses de 2025, de acordo com dados divulgados pela administração portuária.

Soja impulsiona crescimento das exportações

A soja foi o principal destaque entre os produtos exportados e teve papel decisivo no desempenho dos portos paranaenses. No acumulado do semestre, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, um avanço de 21% em relação às 7,86 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado.

Outro segmento que apresentou expansão foi o de cargas conteinerizadas, que totalizou 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual. No primeiro semestre de 2025, esse volume havia sido de 8 milhões de toneladas.

Exportações avançam e importações recuam

As exportações pelos portos do estado somaram 22,30 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 4,9% frente às 21,27 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior às 12,9 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre do ano anterior.

Farelo de soja mantém relevância na pauta exportadora

O farelo de soja permaneceu como o segundo principal granel sólido exportado pelos portos paranaenses. Foram embarcadas 3,39 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 3,42 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Considerando conjuntamente as exportações de soja e farelo de soja, o volume chegou a 12,86 milhões de toneladas, correspondendo a 57,6% de tudo o que foi exportado pelos terminais. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá mantém a segunda colocação nacional nas exportações desses produtos.

Movimentação de veículos dispara no semestre

Outro destaque foi o crescimento da movimentação de veículos, que avançou 66% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, passaram pelos portos 84,8 mil unidades, frente às 51,1 mil registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado já representa aproximadamente 80% de toda a movimentação de veículos registrada ao longo de 2025, indicando um ritmo acelerado de crescimento.

Fertilizantes lideram entre as importações

Entre os produtos importados, os fertilizantes permaneceram na liderança. No primeiro semestre de 2026, os portos paranaenses receberam 4,73 milhões de toneladas do insumo, reforçando sua importância para o abastecimento do agronegócio brasileiro.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Itajaí lidera exportações de embarcações e fortalece posição na economia do mar

Itajaí, em Santa Catarina, alcançou pela primeira vez a liderança nacional nas exportações de embarcações de lazer e esporte. Entre janeiro e abril de 2026, o município embarcou US$ 4,3 milhões em barcos para o mercado internacional, segundo dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado consolida o avanço da cidade na economia do mar. Em 2025, Itajaí ocupava a segunda posição no ranking nacional, com US$ 18,4 milhões exportados ao longo do ano. O desempenho coincide com a realização do Marina Itajaí Boat Show 2026, maior feira náutica da Região Sul, e evidencia o crescimento de uma indústria que agora enfrenta novos desafios para continuar expandindo.

Azimut impulsiona produção e exportações em Santa Catarina

Grande parte das exportações registradas por Itajaí tem origem na fábrica da Azimut Yachts, única unidade do grupo italiano instalada fora da Europa.

Segundo o CEO da operação brasileira, Carlo Alberto Sisto, a planta catarinense responde por cerca de 10% a 15% da produção global da empresa e fabrica aproximadamente 35% de todos os iates produzidos pela marca no mundo.

O desempenho levou a companhia a anunciar um investimento de R$ 120 milhões para ampliar a unidade até 2028. A expansão elevará a área industrial para 65 mil metros quadrados, permitirá a fabricação de megaiates de até 30 metros e tem como meta elevar o faturamento da operação para R$ 1 bilhão.

Cadeia náutica consolidada favorece crescimento de Itajaí

Para a empresa, o protagonismo de Itajaí é resultado de um ambiente favorável ao desenvolvimento da indústria náutica.

Além da tradição no setor, a cidade reúne fornecedores especializados, mão de obra qualificada e infraestrutura voltada à construção de embarcações de alto padrão, fatores que fortalecem a competitividade da produção catarinense.

Atualmente, cerca de 60% da fabricação da Azimut no Brasil está concentrada em Santa Catarina, tendo Itajaí como principal polo.

Mercado interno aquecido impulsiona setor

O crescimento da indústria também acompanha a evolução do perfil do consumidor brasileiro.

Segundo o diretor comercial da Azimut, Roy Capasso, os compradores participam cada vez mais do processo de escolha e apresentam um comportamento semelhante ao observado em mercados internacionais.

São Paulo continua sendo o principal centro comprador de embarcações, seguido pelo Rio de Janeiro, especialmente Angra dos Reis. Santa Catarina também se destaca, tanto pela concentração de clientes quanto pela estrutura de marinas disponível para utilização dos barcos.

Além do mercado nacional, parte da produção segue para países como Uruguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.

Boat Show movimenta negócios e confirma demanda por embarcações de luxo

Realizado entre os dias 2 e 5 de julho, o Marina Itajaí Boat Show 2026 reuniu mais de 60 embarcações, com modelos entre 19 e 100 pés, e recebeu cerca de 20 mil visitantes.

Para os fabricantes, o evento funciona como uma importante plataforma comercial. Embarcações da linha Grande, voltadas ao segmento de luxo, despertaram forte interesse dos compradores, com unidades já comercializadas e outras em fase de entrega.

O desempenho reforça o potencial de crescimento do mercado brasileiro de iate de luxo e embarcações de grande porte.

Infraestrutura ainda limita expansão do setor

Apesar do avanço nas vendas, especialistas apontam que a infraestrutura náutica brasileira ainda não acompanha o crescimento do mercado.

A ampliação da demanda por embarcações de 27 a 30 metros exige marinas preparadas para receber, operar e realizar manutenção desses modelos.

Segundo executivos da Azimut, o país precisa ampliar investimentos em estruturas capazes de movimentar embarcações de até 200 toneladas, além de oferecer serviços especializados de manutenção, assistência técnica e pós-venda.

Sustentabilidade ganha espaço na indústria náutica

Outro fator que vem ganhando importância é a sustentabilidade.

A Azimut afirma que adota práticas voltadas à redução dos impactos ambientais desde sua fundação, investindo em motores híbridos, geração de energia fotovoltaica, reaproveitamento de água e utilização de materiais recicláveis.

De acordo com a empresa, consumidores demonstram interesse crescente por embarcações com menor impacto ambiental, tornando esse diferencial cada vez mais relevante no processo de compra.

Economia do mar gera empregos qualificados

Além dos resultados nas exportações, a economia do mar tem ampliado sua importância para o mercado de trabalho em Santa Catarina.

Levantamento da Secretaria de Planejamento do Estado aponta que as atividades ligadas ao setor empregam aproximadamente 250 mil pessoas, o equivalente a 8,5% dos empregos formais catarinenses.

Itajaí concentra parte significativa desse crescimento, impulsionado pela abertura de novas empresas e pela formação de profissionais especializados. A construção de iates demanda conhecimentos em marcenaria, elétrica, hidráulica, acabamentos e engenharia naval, exigindo qualificação técnica específica.

Para atender essa demanda, empresas do setor vêm investindo em centros próprios de treinamento e na formação de mão de obra voltada à indústria náutica.

Desafio é transformar crescimento em infraestrutura

O desempenho das exportações confirma Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, mas especialistas avaliam que a continuidade desse crescimento dependerá da expansão da infraestrutura e da qualificação profissional.

A ampliação de marinas, a formação de trabalhadores especializados e o fortalecimento de práticas sustentáveis são apontados como fatores essenciais para consolidar a liderança da cidade e ampliar sua participação na economia global do setor.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Santos/Divulgação Grupo Náutica

Ler Mais
Comércio Exterior

MDIC divulga balança comercial da segunda semana de julho de 2026

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) publicou nesta segunda-feira (13) os dados da balança comercial referentes à segunda semana de julho de 2026.

No período, o Brasil registrou superávit de US$ 2,29 bilhões, resultado de US$ 7,50 bilhões em exportações e US$ 5,21 bilhões em importações.

Saldo positivo cresce em julho

No acumulado de julho, o saldo da balança comercial brasileira alcançou US$ 4,54 bilhões. Já no acumulado de 2026, o superávit soma US$ 46,90 bilhões.

Relatórios já estão disponíveis

Os documentos com as informações da balança comercial brasileira podem ser consultados neste link.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Exportação

Exportações de vinho da Argentina avançam 14,2% no primeiro semestre de 2026

As exportações de vinho da Argentina registraram crescimento de 14,2% nos seis primeiros meses de 2026, impulsionadas pelo aumento das vendas de vinho a granel, espumantes e mosto de uva concentrado. Os dados constam no mais recente relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV).

Entre janeiro e junho, o país exportou 102,6 milhões de litros de vinho, reforçando a recuperação do setor vitivinícola em comparação com o mesmo período do ano passado.

Receita com exportações também cresce

Além da expansão no volume embarcado, a receita obtida com as exportações de vinho e mosto apresentou resultado positivo. No primeiro semestre, o faturamento alcançou US$ 392,5 milhões FOB, alta de 6,6% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

Embora o crescimento financeiro tenha sido menor que o avanço do volume exportado, o desempenho confirma o aumento da demanda internacional pelos produtos argentinos.

Vinho a granel lidera recuperação do setor

O relatório do INV mostra que o principal motor desse crescimento foi o vinho a granel, acompanhado pela forte expansão das vendas de espumantes. A mudança no perfil das exportações pode influenciar a oferta global e a competitividade dos vinhos argentinos diante de concorrentes como Chile, Austrália e países europeus.

Apesar da evolução nas exportações, os embarques marítimos em contêineres permaneceram 36% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, indicando que parte das vendas ocorreu por outras modalidades logísticas.

Junho mantém ritmo positivo

Os resultados de junho reforçaram a tendência de recuperação observada ao longo do semestre. No mês, as exportações totalizaram 17,29 milhões de litros, crescimento de 11,6% na comparação anual.

O desempenho foi puxado principalmente pelos vinhos engarrafados, que avançaram 13,2%, enquanto os espumantes registraram expressiva alta de 89,6%. Já o vinho a granel apresentou crescimento de 6,2%.

Mosto concentrado amplia participação nas exportações

Outro destaque foi o mosto de uva concentrado, que também apresentou forte expansão nas vendas externas.

Somente em junho, as exportações do produto cresceram 89,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do semestre, os embarques atingiram 48.601 toneladas, representando um avanço de 38,3%.

Demanda internacional fortalece o setor vitivinícola

Os números indicam que a indústria do vinho argentino iniciou o segundo semestre em um cenário de demanda externa mais aquecida. No entanto, o crescimento da receita ficou abaixo da evolução do volume exportado, sinalizando possível pressão sobre os preços internacionais ou maior participação de produtos de menor valor agregado, como o vinho a granel.

Para importadores e empresas do setor de bebidas, o aumento da oferta argentina pode influenciar estratégias comerciais e a formação de preços em mercados internacionais, especialmente onde os vinhos sul-americanos disputam espaço com produtores da Europa, Chile e Austrália.

Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura, o desempenho do primeiro semestre fortalece a posição da vitivinicultura argentina no mercado externo, com crescimento distribuído entre diferentes categorias de produtos e maior capacidade de resposta ao aumento da demanda global.

FONTE: Vinetur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vinetur

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook