Comércio Exterior

Fim do tarifaço dos EUA impulsiona retomada das exportações de hortifrútis do Brasil

O encerramento do tarifaço imposto pelos Estados Unidos trouxe alívio imediato ao setor brasileiro de hortifrútis, que vinha enfrentando três meses e meio de retração em volume e queda acentuada nos preços. A taxa adicional de 50% havia afetado diretamente produtos como manga, castanha-do-pará, uva, café e gengibre.
Dados do Comex Stat mostram que, entre agosto e outubro deste ano, as exportações de manga para o mercado norte-americano perderam 40% em valor, enquanto as vendas de castanha-do-pará despencaram 94%.

Retomada dos fluxos e expectativa de reação

Com a retirada das tarifas em novembro, a perspectiva é de normalização gradual dos embarques. Para Renato Francischelli, country director da Ascenza Brasil, o fim da sobretaxa restabelece um ambiente favorável ao comércio bilateral e devolve competitividade às frutas brasileiras.
Segundo ele, a ausência da cobrança aumenta o potencial de escoamento, estabiliza preços e dá fôlego a produtores que, diante do tarifaço, tiveram de operar com margens reduzidas. “É uma oportunidade de reconstruir relações comerciais e recolocar a fruta brasileira nas prateleiras onde sempre teve destaque”, afirma.

Manga: mais volume, menos receita

Entre agosto e outubro de 2024, o Brasil enviou 22,6 mil toneladas de manga aos EUA. No mesmo período de 2025, o volume subiu para 31,8 mil toneladas — alta de 41%.
Mesmo assim, o setor perdeu receita. O preço pago pelos norte-americanos caiu de US$ 1,30 por quilo para US$ 0,78, redução de 40%. Como resultado, o faturamento recuou de US$ 29,4 milhões em 2024 para US$ 25 milhões em 2025.

Queda drástica na castanha-do-pará

O produto mais afetado foi a castanha-do-pará. Os embarques caíram de 367,6 toneladas para apenas 21,6 toneladas no mesmo intervalo comparativo — retração de 94%.

Uvas, café e gengibre também sentiram

As exportações de uvas para os EUA diminuíram 67%. O país enviou 2,8 mil toneladas entre agosto e outubro de 2024, contra 938,3 toneladas este ano. O preço médio também recuou 15%.
O café registrou retração de 39,6% em volume, ainda que os preços tenham subido 38%, impulsionando valores unitários maiores.
No caso do gengibre, o volume exportado caiu 22%, e o valor movimentado diminuiu 37% entre os dois períodos analisados.

Diversificação de mercados garantiu resiliência

Mesmo sob a tarifa de 50%, exportadores brasileiros ampliaram vendas para Europa, Ásia e América do Sul, compensando parcialmente as perdas nos EUA. No caso da manga, manter o fluxo para o mercado norte-americano, mesmo com preços reduzidos, foi uma estratégia para evitar estoques altos e preservar relações comerciais.

Para Francischelli, o tarifaço demonstrou que o setor precisa estar preparado para mudanças repentinas no cenário global. A combinação entre dólar favorável, compromissos com importadores e logística consolidada levou muitos exportadores a aceitarem preços menores para manter espaço nas gôndolas. Com o fim da tarifa, a expectativa é de reposicionamento gradual do mercado.

Mercado externo segue aquecido

A tarifa entrou em vigor em 6 de agosto e foi revogada em 20 de novembro. Durante esse período, as exportações brasileiras para os EUA caíram 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.
Ainda assim, segundo o MDIC, as vendas externas totais do Brasil cresceram 9,1% em outubro, alcançando o maior valor para o mês desde 1989 — reflexo da forte demanda internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Internacional

Argentina aposta na privatização ferroviária para ampliar exportação de grãos e minerais

A Argentina prepara uma ampla reforma no setor ferroviário para impulsionar a exportação de grãos e minerais. O plano prevê a privatização e modernização da rede, que hoje opera com infraestrutura antiga e pouco eficiente. A expectativa de líderes do agronegócio e da mineração é que a melhoria logística reduza pela metade os custos de frete das regiões mais distantes dos portos.

A primeira licitação será da Belgrano Cargas, responsável pelas três principais linhas de carga do país. Com edital previsto para o início do próximo ano, o projeto pode ampliar o escoamento de produtos estratégicos, como soja, milho, cobre e lítio, além de facilitar o envio de areia para a área de Vaca Muerta, maior reserva de xisto argentina.

A iniciativa integra o plano do presidente Javier Milei, que busca transferir estatais deficitárias para a iniciativa privada, atrair investimentos e recompor as reservas após anos de crise.

Logística ferroviária defasada

A modernização representará um desafio significativo. Segundo Alejandro Núñez, presidente da estatal Belgrano Cargas y Logística, o volume atual transportado por trem é menor do que o registrado nos anos 1970, apesar de a produção agrícola ter crescido quase seis vezes desde então.

A rede soma perto de 8 mil quilômetros e movimenta 7,5 milhões de toneladas por ano — 60% delas de origem agrícola. Com trilhos deteriorados, trens circulam lentamente, facilitando furtos de cargas e aumentando o risco de descarrilamentos. Outros 11 mil quilômetros de linhas permanecem totalmente inativos e também entrarão em licitação.

Hoje, apenas 5% da carga argentina segue por transporte ferroviário, muito abaixo dos 20% do Brasil e dos mais de 40% de Estados Unidos e Canadá.

Redução de custos e meta de exportações

O governo considera a recuperação das ferrovias essencial para cumprir a meta de elevar em US$ 100 bilhões o total exportado nos próximos sete anos. Até outubro, o país somava US$ 71,5 bilhões em vendas externas.

A privatização pode reduzir de forma significativa o custo logístico do norte e oeste do país até a região portuária de Rosário. Hoje, transportar uma tonelada da província de Salta para Rosário é mais caro do que enviá-la de Rosário ao Vietnã, segundo Gustavo Idígoras, da CIARA-CEC.

Núñez estima que serão necessários ao menos US$ 800 milhões para modernizar a infraestrutura. Entre os interessados na licitação estão o Grupo México Transportes (GMXT), que pretende investir até US$ 3 bilhões, um consórcio formado por gigantes do agronegócio como Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da mineradora Rio Tinto. As empresas não comentaram oficialmente.

Impactos na produção agrícola e na mineração

De acordo com Alfredo Sesé, da Bolsa de Valores de Rosário, a queda no preço do frete ajudaria a expandir a produção agrícola no norte do país. Hoje, metade da safra argentina é colhida a mais de 300 quilômetros de Rosário. O transporte rodoviário custa entre 7 e 9 centavos de dólar por quilômetro por tonelada, enquanto o ferroviário fica abaixo de 5 centavos.

A mineração também deve ser favorecida. A Argentina é o quarto maior exportador global de lítio e possui novos projetos de cobre prestes a entrar em operação. Para Roberto Cacciola, presidente da Câmara Argentina de Empresas de Mineração, o setor depende de soluções logísticas capazes de garantir o abastecimento e o escoamento da produção.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Agustín Marcarian

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Exportação

Mercado de feijão mantém lentidão no Brasil enquanto exportações atingem recorde histórico

O mercado brasileiro de feijão começou dezembro com pouca movimentação. Pesquisadores do Cepea indicam que as negociações no mercado spot acontecem apenas de forma pontual, motivadas principalmente pela necessidade de repor estoques.

Preços do feijão carioca seguem firmes

No segmento do feijão carioca, as cotações permanecem sustentadas. A combinação entre demanda ativa e oferta limitada de grãos de alta qualidade mantém os preços elevados. A procura por produtos premium tende a crescer no fim do ano, reforçando esse movimento.

Feijão preto recua com excesso de oferta

Para o feijão preto, o cenário é oposto. A ampla disponibilidade no mercado interno exerce pressão sobre os preços, reduzindo o poder de negociação dos produtores. Mesmo com a queda, o grão ainda encontra boa demanda em regiões onde o consumo desse tipo é mais tradicional.

Exportações de feijão do Brasil batem recorde

No comércio exterior, o desempenho é histórico. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 501,2 mil toneladas de feijão entre janeiro e novembro de 2025, o maior volume desde o início da série em 1997. O resultado evidencia a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado global, marcada pela qualidade e pela ampliação dos destinos compradores.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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Indústria

Serra Catarinense se destaca como polo industrial e exportador no setor florestal

A Serra Catarinense firmou-se como um dos principais polos exportadores de produtos de base florestal em Santa Catarina, unindo tradição industrial, abundância de recursos naturais e capacidade de inovação. Esses elementos contribuíram para a consolidação de dois polos com inserção internacional: o de madeira e móveis e o de celulose e papel, ambos altamente competitivos no mercado global.

Em 2024, o polo de madeira e móveis movimentou US$ 381,8 milhões em exportações, enquanto o polo de celulose e papel registrou US$ 166,5 milhões, reforçando a força da região no comércio exterior.

Estrutura produtiva sólida e mão de obra especializada

O estudo coordenado pelo Observatório Nacional da Indústria, com liderança do Observatório FIESC, mapeou os polos industriais por mesorregião. Na área serrana, o polo de madeira e móveis reúne 485 empresas e 9,8 mil trabalhadores, com foco em madeira serrada, painéis e MDF. Já o polo de celulose e papel reúne 27 indústrias e 4,4 mil empregados, principalmente na produção de papel kraft e recipientes de papel.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho industrial da região é reflexo de uma cultura produtiva consolidada e da capacidade de adaptação. Segundo ele, a Serra tem uma “base produtiva madura e inovadora”, aliada à proximidade de insumos essenciais, o que fortalece sua competitividade.

Cadeia florestal fortalece competitividade da Serra

A estrutura da mesorregião conta com 14,6 mil estabelecimentos, dos quais 2,5 mil são indústrias, empregando 33,2 mil trabalhadores formais. Lages lidera em número de empregados industriais, com 12,9 mil, seguida por Campos Novos (5,4 mil) e Curitibanos (3,4 mil). A tradição do setor florestal e a especialização em produtos de alto valor agregado são fatores determinantes para o avanço dos polos.

De acordo com o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque, os polos internacionais contribuem diretamente para a diversificação econômica, ampliando a competitividade regional, estimulando a inovação e fortalecendo a formação de profissionais qualificados.

Exportações impulsionam a inserção global

No polo de madeira e móveis, os principais destinos das exportações são Estados Unidos (US$ 114,4 milhões), China (US$ 49,9 milhões) e México (US$ 40,2 milhões). Já no polo de celulose e papel, a liderança é da Argentina (US$ 45,2 milhões), seguida por Estados Unidos e México.

Entre as empresas de destaque, as três unidades da Klabin — Lages, Correia Pinto e Otacílio Costa — se sobressaem nas exportações de papel para embalagens. No segmento madeireiro, atuam com relevância BlueFlorest, G13 Madeiras, JJ Thomazzi e Madepar.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Sem Categoria

China registra superávit comercial acima de US$ 1 trilhão em 2025 e estabelece novo recorde

A China superou a marca de US$ 1 trilhão de superávit comercial em 2025, atingindo o maior saldo positivo de sua história. Os números, divulgados a partir de dados preliminares do comércio exterior chinês, destacam o fortalecimento do país como principal polo exportador do mundo.

O resultado expressivo é fruto da combinação entre exportações em forte expansão — especialmente nos segmentos de alta tecnologia, indústria avançada e manufaturas de maior valor agregado — e uma desaceleração das importações, influenciada pelo ritmo moderado da recuperação econômica interna. O desempenho supera com ampla margem os superávits registrados em anos anteriores.

Avanço das exportações impulsiona o resultado

Ao longo de 2025, as exportações chinesas cresceram de forma consistente, apoiadas pelo aumento da demanda em mercados emergentes e pela ampliação de acordos comerciais na Ásia, África e América Latina. A estratégia de Pequim de fortalecer cadeias industriais nacionais, ampliar a autossuficiência tecnológica e reduzir vulnerabilidades externas segue no centro da política econômica do país.

Setores como veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e produtos químicos finos foram novamente determinantes para o avanço, consolidando a China como líder global nessas áreas.

Importações mais fracas ampliam o superávit

A queda no ritmo das importações também contribuiu para o saldo histórico. Entre os fatores que influenciaram o movimento estão estoques internos elevados, políticas de substituição de importações em setores estratégicos e estímulos voltados ao fortalecimento do consumo doméstico.

Especialistas apontam que o superávit recorde reforça a importância da China na economia mundial, mas também intensifica discussões sobre desequilíbrios comerciais com grandes parceiros, como Estados Unidos e União Europeia.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Comércio Exterior

Superávit da balança comercial em novembro atinge US$ 5,84 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou novembro de 2025 com superávit de US$ 5,842 bilhões, segundo dados divulgados pela Secex/MDIC na quinta-feira (4). O saldo ficou acima da mediana estimada pelo levantamento Projeções Broadcast, que previa superávit de US$ 5,539 bilhões. As projeções variavam entre US$ 4,6 bilhões e US$ 7,010 bilhões.

O resultado foi obtido com exportações totalizando US$ 28,515 bilhões e importações de US$ 22,673 bilhões, após um superávit de US$ 6,964 bilhões registrado em outubro.

Resultado das exportações e importações

As exportações cresceram 2,4% em relação a novembro de 2024. Houve avanço de 25,8% na Agropecuária (US$ 1,16 bilhão), retração de 14% na Indústria Extrativa (US$ 1,06 bilhão) e alta de 3,7% na Indústria de Transformação (US$ 570 milhões).

As importações tiveram aumento de 7,4% na comparação anual. O desempenho foi marcado por queda de 5,4% na Agropecuária (US$ 20 milhões), redução de 18,1% na Indústria Extrativa (US$ 210 milhões) e crescimento de 9,3% na Indústria de Transformação (US$ 1,79 bilhão).

Acumulado de janeiro a novembro

No acumulado de 2025, a balança registra superávit de US$ 57,839 bilhões, queda de 16,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo foi de US$ 69,540 bilhões.

As exportações somaram US$ 317,821 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual. As importações também cresceram, chegando a US$ 259,983 bilhões, alta de 7,2% frente aos primeiros onze meses de 2024.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amanda Perobelli / Reuters

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil atinge recorde histórico para novembro e soma US$ 51,2 bilhões

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 51,2 bilhões em novembro de 2025, o maior valor já registrado para o mês. As exportações somaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações fecharam em US$ 22,7 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,8 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4/12) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Desempenho acumulado no ano mostra avanço consistente
De janeiro a novembro, as exportações totalizam US$ 317,8 bilhões e as importações, US$ 260 bilhões, elevando a corrente de comércio para US$ 577,8 bilhões. O superávit acumulado chega a US$ 57,8 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 1,8% nas vendas externas e de 7,2% nas compras internacionais.

Comparativo anual reforça crescimento da corrente de comércio
Em relação a novembro de 2024, as exportações do mês cresceram 2,4%, enquanto as importações avançaram 7,4%. Com isso, a corrente de comércio registrou alta de 4,5% na comparação anual. No acumulado do ano, o crescimento total chegou a 4,1% frente a 2024.

Setores exportadores apresentam desempenhos distintos
Em novembro, o setor de Agropecuária registrou forte alta, com aumento de US$ 1,16 bilhão (25,8%). A Indústria de Transformação também avançou, com elevação de US$ 0,57 bilhão (3,7%). Já a Indústria Extrativa apresentou recuo de US$ 1,06 bilhão (14%).
No acumulado do ano, Agropecuária cresceu 5%, a Indústria de Transformação avançou 3,2%, e a Indústria Extrativa teve queda de 4,3%.

Importações crescem na Indústria de Transformação
Nas importações de novembro, houve aumento de US$ 1,79 bilhão (9,3%) na Indústria de Transformação. O setor de Agropecuária teve leve retração de 5,4%, enquanto a Indústria Extrativa caiu 18,1%.
No acumulado de 2025, as compras externas de Agropecuária cresceram 7%, e a Indústria de Transformação subiu 9,3%. Já a Indústria Extrativa recuou 22,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Exportação

Exportações para a China avançam em novembro e impulsionam saldo comercial

As exportações para a China registraram forte alta em novembro, com avanço de 41% e faturamento de US$ 8,27 bilhões no mês. Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, o mercado chinês foi o principal responsável pelo impulso nas vendas externas brasileiras no período. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques para o país asiático cresceram 4,2%, alcançando US$ 92,91 bilhões.

Importações também aumentaram
As importações da China tiveram elevação mais moderada. Em outubro, subiram 3,1%, chegando a US$ 5,70 bilhões. Considerando o acumulado do ano, as compras de produtos chineses avançaram 12,1%, totalizando US$ 65,54 bilhões.

Saldo comercial positivo com a China
Mesmo com o aumento das importações, o Brasil manteve superávit comercial com o país asiático. Em novembro, o saldo positivo foi de US$ 2,57 bilhões. De janeiro a novembro, o superávit acumulado alcançou US$ 27,37 bilhões.

Desempenho reforça importância da China na balança comercial
Os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reforçam o papel estratégico do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro e para o equilíbrio da balança comercial.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Economia

PIB do Brasil cresce 0,1% no 3º trimestre e atinge nível recorde

A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses anteriores, alcançando o maior nível da série histórica. Apesar do recorde, o IBGE classifica a variação como estabilidade.

Na comparação anual, o PIB — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — avançou 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a economia cresceu 2,7%.

Segundo o instituto, o PIB chegou a R$ 3,2 trilhões.

Desempenho dos setores da economia

A indústria liderou a expansão trimestral, com crescimento de 0,8%, seguida pela agropecuária (0,4%). O setor de serviços, que concentra o maior peso no PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

Dentro dos serviços, as principais altas foram observadas em:

  • Transporte, armazenagem e correio: +2,7%
  • Informação e comunicação: +1,5%
  • Atividades imobiliárias: +0,8%

O avanço do transporte foi impulsionado pelo aumento do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária.

O comércio também mostrou melhora, com expansão de 0,4%.

Na indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e na transformação (0,3%). O segmento de eletricidade, gás, água e saneamento recuou 1%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias ficou praticamente estável (0,1%), enquanto o gasto do governo avançou 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, cresceu 0,9%.

As exportações tiveram forte alta (3,3%), enquanto as importações recuaram 0,3%.

Recordes e distorções entre setores

Assim como o PIB, a agropecuária, os serviços e o consumo das famílias também alcançaram níveis recordes. Já a indústria segue 3,4% abaixo do maior patamar, registrado em 2013.

Economia perde ritmo ao longo de 2025

Os dados mostram desaceleração econômica ao longo do ano. O avanço de 1,5% no primeiro trimestre caiu para 0,3% no segundo e para 0,1% no terceiro.

A mesma tendência aparece no resultado acumulado em quatro trimestres, que recuou de 3,6% (março) para 3,3% (junho) e 2,7% (setembro).

Segundo o IBGE, a principal causa da perda de ritmo é a política monetária restritiva, marcada pelo juro alto, que encarece o crédito e limita investimentos, consumo e a atividade da indústria de transformação.

Apesar disso, fatores como mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial e programas de transferência de renda atenuam os impactos contracionistas.

Selic alta e impacto no crescimento

A Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. O Banco Central mantém os juros elevados para controlar a inflação, acumulada em 4,68% em 12 meses, acima do teto da meta (4,5%).

A estratégia reduz a demanda por bens e serviços e ajuda a segurar preços, mas freia o crescimento e a geração de empregos.

Efeito do tarifaço americano nas exportações

Mesmo com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos — que chegaram a 50% a partir de agosto —, as exportações brasileiras cresceram. Pesquisadores do IBGE explicam que o impacto foi “localizado” e que os exportadores conseguiram redirecionar mercados, como no caso da soja, enviada em maior volume para a China.

Em 20 de novembro, o governo americano retirou 40% de sobretaxa sobre produtos como carne e café, mas cerca de 22% das exportações brasileiras ao país ainda sofrem com tarifas adicionais.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto mede o valor total dos bens e serviços finais produzidos em um período. É um indicador central para avaliar o desempenho econômico, embora não reflita fatores como distribuição de renda ou qualidade de vida.

Para evitar dupla contagem, o PIB considera apenas o valor final — por exemplo: se trigo vira farinha e depois pão, conta-se apenas o valor final do pão.

Revisões do IBGE

O IBGE revisa periodicamente as estimativas do PIB. A atualização dos dados de 2024 mostrou ajustes internos, mas manteve o crescimento do ano em 3,4%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Agronegócio

SCRI celebra 20 anos com avanços históricos na internacionalização do agronegócio brasileiro

A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), completou 20 anos dedicada a ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo. Desde 2005, a pasta tem conduzido negociações sanitárias e fitossanitárias, articulado cooperação com parceiros estrangeiros, atuado em pautas tarifárias e de defesa comercial e coordenado ações estratégicas de inteligência e promoção comercial para fortalecer a competitividade dos produtos nacionais.

Nessas duas décadas, a SCRI estruturou ferramentas modernas de inteligência comercial, expandiu a rede de adidâncias agrícolas e consolidou a articulação entre governo e setor produtivo. Apenas na atual gestão, foram abertos 499 novos mercados e ampliados mais de 200, em parceria com órgãos como a Secretaria de Defesa Agropecuária, MRE, ApexBrasil e MDIC. As novas oportunidades já resultaram em mais de US$ 3 bilhões em exportações, com potencial estimado de US$ 33 bilhões nos próximos anos.

O secretário Luis Rua destacou o impacto da secretaria: “A SCRI nasceu para conectar o agro brasileiro ao mundo, mas nesses vinte anos fez ainda mais: transformou oportunidades externas em renda e dignidade para milhões de brasileiros.”

Comemoração reúne autoridades e ex-gestores
A celebração dos 20 anos ocorreu na sede do Mapa, em Brasília, na última sexta-feira (28), com a presença de autoridades, ex-secretários, servidores, representantes do setor privado e imprensa. Durante o evento, foi inaugurada a galeria dos ex-secretários, reconhecendo a contribuição de cada gestão para a política de acesso a mercados internacionais.

Entre os homenageados estão:
Elisabete Torres Serodio (2005-2006), Célio Brovino Porto (2006-2013), Marcelo Junqueira Ferraz (2013-2015), Tatiana Lipovetskaia Palermo (2015-2016), Odilson Luiz Ribeiro e Silva (2016-2019), Orlando Leite Ribeiro (2019-2022), Jean Marcel Fernandes (2022), Roberto Serroni Perosa (2023-2024) e Luís Renato de Alcântara Rua (2024-atual).

Também foi apresentado o painel da linha do tempo da SCRI, reunindo os principais marcos desde 2005.

Adidâncias agrícolas impulsionam a presença global do agro
Criadas em 2008, as adidâncias agrícolas se tornaram peça-chave na diplomacia comercial do agro. Os adidos acompanham negociações sanitárias, tratam diretamente com autoridades estrangeiras, promovem produtos brasileiros e identificam novas oportunidades.

A rede cresceu de oito postos iniciais para 40 adidâncias em 2024, em mercados estratégicos como China, Estados Unidos, União Europeia, Japão, Arábia Saudita, Índia, Vietnã, Etiópia, Chile, Turquia e Malásia, entre outros.

Exportações reforçam avanço da política de acesso a mercados
As ações da SCRI refletem no desempenho expressivo do Brasil no comércio exterior. Em 2024, o agronegócio exportou quase US$ 165 bilhões, mantendo o país entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e bioenergia. Em 2025, até outubro, as exportações cresceram 1,4%, apesar do cenário global desafiador.

Ferramentas de inteligência fortalecem exportadores
A secretaria coordena iniciativas voltadas a produtores, cooperativas e empresas que desejam acessar novos mercados. Entre os destaques lançados em 2025:

  • AgroInsight, com análises de inteligência e mapeamento de oportunidades produzidas pelos adidos;
  • Passaporte Agro, guia prático para exportadores sobre mercados recém-abertos;
  • Caravana do Agro Exportador, que leva capacitação e informações a diversas regiões do país.

Além disso, a SCRI atua em temas regulatórios, sustentabilidade, negociações tarifárias, divulgação do AgroStat e interlocução com organismos como OMC, FAO e OCDE.

SCRI mantém compromisso com expansão internacional do agro
Ao completar 20 anos, a SCRI reforça sua missão de ampliar e diversificar mercados, defender tecnicamente a produção agropecuária brasileira e garantir novas oportunidades para o setor. A secretaria segue comprometida em manter o Brasil como fornecedor confiável de alimentos, fibras e energia no cenário global.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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