Exportação

União Europeia restabelece pre-listing para exportações brasileiras de carne de aves e ovos

A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o restabelecimento do sistema de pre-listing para estabelecimentos que exportam carne de aves e ovos. A retomada foi comunicada por meio de carta enviada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), marcando o fim de um bloqueio que durava desde 2018.

Mercado europeu volta a abrir portas ao setor avícola
O ministro Carlos Fávaro celebrou a decisão, classificando-a como uma “grande notícia” para o setor. Segundo ele, o mercado europeu — considerado remunerador e estratégico — permaneceu fechado por sete anos às plantas brasileiras de frango e ovos.

Processo de habilitação ganha agilidade
Com o pre-listing restabelecido, os estabelecimentos que cumprirem os requisitos sanitários da União Europeia poderão ser indicados diretamente pelo Mapa. Após a comunicação ao bloco europeu, as plantas ficam aptas a exportar sem a necessidade de inspeção individual pelas autoridades da UE.
O modelo devolve agilidade, previsibilidade e facilita o fluxo de comércio, já que o Mapa passa a atestar quais unidades atendem plenamente às normas europeias.

Três anos de negociações até a reabertura
Fávaro lembrou que o processo exigiu três anos de trabalho técnico e diplomático. Com a confirmação europeia, todas as agroindústrias brasileiras que produzem frango e ovos e que atendam aos critérios sanitários passam a ter acesso imediato ao mercado europeu.

Agenda bilateral intensa garantiu o avanço
A retomada é fruto de uma negociação contínua entre o Mapa e a Comissão Europeia. Em 2 de outubro, uma missão brasileira em Bruxelas — liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua — apresentou pedidos prioritários, como o retorno do pre-listing para proteína animal, o avanço para a reabertura dos pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.
No dia 23 de outubro, uma reunião de alto nível em São Paulo entre Rua e o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, consolidou os entendimentos sanitários. O encontro registrou o avanço para o pre-listing de aves, encaminhou o mesmo procedimento para ovos e definiu a realização de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

Cooperação sanitária será permanente
As duas partes também acertaram a criação de um mecanismo permanente de diálogo para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. A medida busca fortalecer transparência, previsibilidade e reduzir entraves técnicos no comércio agropecuário.

Reconhecimento reforça inspeção brasileira
Com o pre-listing restabelecido, o Brasil reafirma a força e a credibilidade de seus serviços oficiais de inspeção sanitária, garantindo conformidade com as exigências do mercado europeu. A decisão também impulsiona uma agenda de facilitação de comércio, baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória entre Brasil e União Europeia.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Brasil alcança corrente de comércio de US$ 12,5 bi na segunda semana de novembro

Comércio exterior mantém ritmo estável em novembro
O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões na segunda semana de novembro de 2025. Segundo dados da Secex/MDIC, o período fechou com superávit de US$ 0,5 bilhão, resultado de exportações que somaram US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Desempenho do mês
No acumulado de novembro, as exportações alcançam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões. Com isso, o saldo comercial permanece positivo em US$ 2,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 26,4 bilhões.

Resultados no ano
Entre janeiro e 17 de novembro de 2025, o país já exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 54,677 bilhões, com corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões, reforçando o desempenho robusto do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.

Médias diárias mostram variações importantes
As exportações médias diárias até a segunda semana de novembro ficaram em US$ 1,432 bilhão, uma leve queda de 2,3% frente ao mesmo mês de 2024. Já as importações médias diárias cresceram 8,3%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio diária atingiu US$ 2.635,47 milhões, alta de 2,3% na comparação anual.

Setores exportadores: agro puxa alta, indústria extrativa recua
No recorte por setor, considerando as médias diárias até a segunda semana de novembro de 2025, o desempenho das exportações mostra:

  • Agropecuária: crescimento de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
  • Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
  • Indústria de Transformação: leve recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)

Setores importadores também avançam
Nas importações, a comparação anual revela:

  • Agropecuária: avanço de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
  • Indústria Extrativa: aumento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
  • Indústria de Transformação: crescimento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

SC lidera PIB industrial per capita na América do Sul

Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando todos os estados brasileiros e até economias nacionais como a Argentina. O resultado é atribuído à diversidade produtiva e ao alto nível de complexidade industrial do estado, impulsionados pela capacidade de inovação das empresas catarinenses.

Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, o economista Paulo Gala destacou que SC possui a menor proporção entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família no país, reflexo de uma economia baseada na indústria de transformação e em produtos de alto valor agregado. Para ele, o modelo catarinense deveria servir de referência ao restante do Brasil.

Crescimento sustentável exige inovação
Gala reforçou que, embora programas de transferência de renda sejam relevantes, o desenvolvimento econômico não pode depender exclusivamente do assistencialismo. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o crescimento nacional foi impulsionado por programas que somaram R$ 1,3 trilhão, efeito que não se traduz em ganhos permanentes de produtividade.

Segundo o economista, o país seria mais eficiente se direcionasse parte desses recursos para áreas que estimulam inovação, aumento de salários médios e expansão de setores industrializados. A renda, afirma, deve aumentar como consequência da sofisticação produtiva e do fortalecimento regional.

Diversificação garante fôlego à economia catarinense
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que, mesmo com uma leve desaceleração, Santa Catarina continua entre as economias que mais crescem no Brasil. A diversificação industrial é um dos principais fatores para esse desempenho.

Bittencourt destacou que essa variedade de setores ajudou SC a driblar os efeitos da queda das vendas aos Estados Unidos. O estado ampliou exportações para mercados já consolidados e abriu novos destinos, especialmente nos itens que lideram sua pauta exportadora. O resultado aparece na alta de 5,1% das exportações entre janeiro e outubro, mesmo diante do tarifaço.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de retomada em setores importantes na geração de empregos, impulsionada pelo possível recuo da taxa de juros. No entanto, Bittencourt projeta que, no segundo semestre, a economia pode perder ritmo. Segundo ele, o aumento da renda disponível — com a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda — e juros mais baixos podem levar a um avanço do endividamento, o que tende a frear o consumo.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Comércio Exterior

EUA retiram tarifas agrícolas, mas Brasil segue em desvantagem

A decisão dos Estados Unidos de suspender as tarifas recíprocas de 10% para 238 itens agrícolas deve favorecer outros países exportadores, enquanto o Brasil permanece com desvantagem competitiva. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que lembra que os produtos brasileiros continuam enfrentando uma sobretaxa de 40% no mercado americano, mesmo após o anúncio da Casa Branca.

Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a revisão parcial não muda a realidade atual. Segundo ele, países não afetados pela sobretaxa tendem a ampliar suas vendas aos EUA. Alban defende que o Brasil busque rapidamente um acordo para restabelecer condições mais equilibradas de competição em seu principal destino de exportações industriais.

Produtos beneficiados e limitações do recuo
Uma análise preliminar feita pela CNI indica que a retirada da tarifa de 10% se aplica a 80 produtos brasileiros, entre os 238 listados pelos EUA. Entre os beneficiados estão carne bovina, tomates, café, bananas e outros itens do agronegócio. No entanto, apenas quatro produtos – três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará – ficarão totalmente livres de tarifas.

Os demais 76 itens, incluindo setores nos quais o Brasil possui forte presença internacional, como carne bovina e café não torrado, continuarão sujeitos à tarifa de 40% para entrar no mercado americano. Em 2024, as exportações desses 80 produtos somaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos Estados Unidos.

FIEMG vê avanço tímido e impacto ainda incerto
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reconhece que o gesto dos EUA representa um avanço, mas ressalta que seus efeitos são limitados para os exportadores brasileiros. A entidade destaca que persistem dúvidas relevantes sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, que continua prejudicando segmentos como carnes e café, fundamentais para a competitividade industrial mineira.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o movimento americano demonstra disposição ao diálogo, mas ainda está longe de garantir condições adequadas de concorrência. Ele defende que as negociações avancem para eliminar barreiras adicionais e recuperar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Alex Wong/Getty Images

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Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Brasil perde US$ 700 milhões em vendas de carne para os EUA: entenda o impacto

As exportações brasileiras de carne bovina fecharam outubro com faturamento de US$ 1,897 bilhão, avanço de 37,4% na comparação com outubro de 2024. O volume embarcado também cresceu: foram 360,28 mil toneladas, alta de 12,8%. Mesmo com a perda estimada de US$ 700 milhões entre agosto e outubro nas vendas para os Estados Unidos, outros mercados compensaram a queda.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que analisa dados da Secex/MDIC, os números incluem carne bovina in natura, industrializada, miudezas comestíveis, sebo bovino e demais subprodutos da cadeia.

Receita recorde no acumulado do ano

De janeiro a outubro, o Brasil registrou recorde histórico de receita: US$ 14,655 bilhões, um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também atingiu marca inédita, chegando a 3,148 milhões de toneladas, aumento de 18%.

Queda forte nas vendas aos Estados Unidos

Embora seja o segundo maior comprador da carne brasileira, os Estados Unidos reduziram as importações após o tarifaço. Em outubro, as compras de carne bovina in natura recuaram 54%, somando US$ 58 milhões. A carne industrializada caiu 20,3% (US$ 24,9 milhões), enquanto sebo e gorduras bovinas despencaram 70,4% (US$ 5,7 milhões).

No acumulado de janeiro a outubro, porém, ainda há avanço: as vendas totais de produtos bovinos para os EUA cresceram 40,4%, atingindo US$ 1,796 bilhão — reflexo do ritmo forte antes da aplicação das tarifas.

Entre agosto e outubro, período em que as tarifas estiveram válidas, as exportações para o mercado norte-americano caíram 36,4%, resultando na perda de aproximadamente US$ 700 milhões.

A Abrafrigo avalia que, apesar de o aumento das vendas para outros países ter compensado o prejuízo, o Brasil poderia ter registrado desempenho ainda maior sem as tarifas impostas por Washington.

China mantém liderança e UE amplia compras

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. De janeiro a outubro de 2025, o país asiático gerou US$ 7,060 bilhões em receita e importou 1,323 milhão de toneladas, altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, tratada como mercado único, foi o segundo maior destino em outubro, com crescimento de 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O faturamento atingiu US$ 140 milhões. No acumulado do ano, as compras do bloco somaram US$ 815,9 milhões, avanço de 70,2%. O preço médio da carne bovina in natura enviada à região chegou a US$ 8.362 por tonelada.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Portos

TCP registra recorde histórico de movimentação de contêineres em outubro

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou outubro com o maior volume mensal já movimentado: 148.690 TEUs. O resultado supera o recorde anterior, obtido em setembro, e reflete o avanço das exportações de cargas refrigeradas, especialmente os embarques de carne bovina e frango, que consolidam o terminal como o principal corredor de proteína animal do país.

Em outubro, 13.817 contêineres refrigerados passaram pelo terminal — o terceiro maior volume já registrado pela TCP — reforçando a expansão contínua do segmento ao longo de 2025.

Exportações de proteína impulsionam crescimento

De janeiro a outubro, os embarques de carne bovina atingiram 29.966 boxes, equivalentes a 59.766 TEUs e 838 mil toneladas, crescimento de cerca de 50% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho de outubro soma-se aos recordes registrados ao longo de 2025, incluindo as marcas históricas de março, maio e setembro.

O avanço supera também a média nacional. Dados da ABIEC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 16,6% no período, totalizando 2,79 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume passou pela TCP, evidenciando sua relevância logística.

Eficiência operacional e infraestrutura como diferenciais

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o crescimento contínuo é resultado da combinação entre capacidade operacional, integração logística e qualidade no atendimento às exportações. Ele destaca que as cargas refrigeradas seguem como um dos principais motores da movimentação no terminal.

A TCP possui o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas para contêineres refrigerados, capazes de atender grandes volumes que exigem controle rigoroso de temperatura. Outro diferencial é a conexão ferroviária direta à área alfandegada, exclusiva no Sul do Brasil, que amplia a eficiência no escoamento de cargas vindas do interior.

Investimentos sustentam avanço das operações

Guidolim ressalta que o desempenho de outubro confirma a efetividade dos investimentos recentes em infraestrutura, automação e energia, reforçando o compromisso da TCP com eficiência e sustentabilidade. Segundo ele, o terminal está preparado para acompanhar o ritmo crescente das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Internacional

Estados Unidos e Argentina anunciaram o acordo comercial e de investimento: os detalhes

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, anunciaram a criação de um Marco para um Acordo sobre Comércio e Investimento Recíprocos, com o objetivo de fortalecer a relação econômica bilateral, estimular a abertura de mercados e promover a cooperação em áreas estratégicas.

O acordo busca estabelecer condições claras, estáveis e baseadas em regras para o comércio e os investimentos entre os dois países, apoiando-se nas reformas que a Argentina já colocou em prática para modernizar sua economia. A iniciativa inclui benefícios tarifários, abertura de mercados agrícolas e industriais, padrões regulatórios comuns, proteção da propriedade intelectual e cooperação em áreas como trabalho, meio ambiente e comércio digital.

Entre os principais pontos, destaca-se que a Argentina oferecerá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, máquinas, tecnologias da informação e produtos agrícolas. Por sua vez, os Estados Unidos eliminarão tarifas para certos recursos naturais argentinos e para medicamentos não patenteados, e levarão em conta o impacto do acordo ao aplicar medidas comerciais relacionadas à segurança nacional.

No setor agrícola, ambos os países se comprometeram a melhorar as condições de acesso aos mercados de carne bovina e de aves, além de facilitar o comércio de produtos como miudezas, carne suína e laticínios. Também foi acordado não restringir o uso de determinados termos relacionados a carne e produtos lácteos.

Eliminação de barreiras

O documento destaca que a Argentina eliminará barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e se comprometeu a desmantelar gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Além disso, passará a se alinhar a padrões internacionais em vários setores e reconhecerá certificações de órgãos norte-americanos como a FDA.

Em relação à propriedade intelectual, a Argentina avançará no combate à falsificação e à pirataria e trabalhará para alinhar sua legislação a padrões internacionais, atendendo observações feitas no Relatório Especial 301 do governo dos EUA.

O acordo também inclui compromissos para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado, combater o desmatamento ilegal, promover o uso eficiente de recursos e aplicar normas internacionais sobre subsídios à pesca.

Os dois países concordaram em cooperar em segurança econômica para enfrentar práticas comerciais distorcivas de terceiros países, alinhar políticas de controle de exportações, investimentos e evasão tarifária, e fortalecer o comércio de minerais críticos. Além disso, a Argentina revisará o papel de suas empresas estatais e os subsídios industriais.

No que diz respeito ao comércio digital, será criado um marco legal que facilite a transferência transfronteiriça de dados pessoais com os EUA, evitando discriminações contra serviços digitais norte-americanos e reconhecendo a validade de assinaturas eletrônicas emitidas sob a legislação dos EUA.

Estados Unidos e Argentina trabalharão para concluir o texto final do acordo e cumprir os procedimentos internos necessários para sua entrada em vigor. Também se comprometeram a supervisionar sua implementação por meio do marco do Acordo TIFA e do Fórum de Inovação e Criatividade para o Desenvolvimento Econômico.

FONTE: Comercio y Justicia
IMAGEM: Reprodução/Comercio y Justicia

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