Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Portos

Porto de Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, vai inaugurar, em 26 de agosto, um escritório de representação comercial em Xangai, na China. A nova estrutura tem como objetivo aproximar o terminal de exportadores e importadores, facilitar operações já realizadas pelo porto e prospectar novos clientes, cargas e serviços.

O investimento para instalar o escritório foi de US$ 100 mil, valor próximo de R$ 530 mil na cotação atual. Para Ricardo Arten, CEO do Porto de Itapoá, o custo é relativamente baixo diante do potencial de geração de negócios proporcionado pela presença no principal centro financeiro e logístico chinês.

“Tomamos a decisão de estar na China por uma oportunidade comercial, de facilitar esse comércio. É um fluxo bastante intenso e queremos mostrar a capacidade que o terminal tem criado para importadores e exportadores”, afirma.

China tem peso nas operações do Porto de Itapoá

A relevância do mercado chinês para o terminal catarinense já é expressiva. No primeiro semestre de 2026, a China respondeu por 49,4% das importações que chegaram ao Brasil pelo Porto de Itapoá. No sentido contrário, o país asiático foi destino de 17,9% das exportações embarcadas pelo terminal.

Localizada na costa leste da China, Xangai é um dos principais centros logísticos do país e abriga o maior porto de contêineres do mundo, o que torna a cidade estratégica para a expansão internacional do terminal catarinense.

Nas exportações destinadas à China por meio de Itapoá, o agronegócio concentra mais de 90% das cargas em 2026. O principal produto é papel e celulose, com 50,13% de participação. Na sequência aparecem carne refrigerada e congelada (43,97%), algodão (2,72%) e madeira (2,12%).

Outros segmentos têm participação menor, como alimentos secos, com 0,9%; commodities agrícolas, excluindo o algodão, com 0,09%; e outros alimentos refrigerados, com 0,07%.

Terminal busca ampliar participação no agronegócio

Segundo Arten, o Porto de Itapoá vem ganhando espaço entre empresas do setor agropecuário de diferentes regiões brasileiras. Parte do algodão e da celulose movimentados pelo terminal, por exemplo, tem origem no Centro-Oeste.

Empresas exportadoras de açúcar e café também começaram a testar operações pelo porto catarinense. Para o executivo, o movimento reforça a necessidade de continuar ampliando a infraestrutura voltada ao agronegócio.

“Isso nos alerta para continuar investindo no agro. E tem o sentido inverso também. Insumos que também vêm pelo Porto de Itapoá. Isso passa pela China. É bastante feliz o momento em que estamos colocando esse escritório de pé”, avalia.

A instalação da representação comercial contou com apoio do governo de Santa Catarina e da diplomacia brasileira. A expectativa é que a presença em Xangai também contribua para viabilizar novos investimentos no mercado chinês.

Neste primeiro momento, a unidade terá função comercial, aproximando o terminal de empresas e potenciais parceiros. Entre as possibilidades futuras está a criação de armazéns logísticos em Xangai.

Porto de Itapoá investe R$ 500 milhões em expansão

A abertura do escritório na China ocorre paralelamente à quarta etapa de expansão da capacidade operacional do Porto de Itapoá. O projeto prevê R$ 500 milhões em investimentos e acrescentará 120 mil metros quadrados ao pátio.

Com a ampliação, a área total do pátio chegará a 575 mil metros quadrados. O cais também será ampliado, alcançando 1,2 mil metros de extensão.

Outro foco dos investimentos é o aumento da infraestrutura para contêineres refrigerados (reefer), especialmente para atender à demanda da indústria de carnes. A quantidade de tomadas, que era de 3,8 mil no ano passado, deve alcançar 4,4 mil em 2026 e chegar a 5,3 mil em 2027.

“Nossa intenção é ser um hub de proteína animal para os exportadores brasileiros”, afirma Arten.

O terminal também planeja expandir sua estrutura de cross docking, utilizada para retirar a carga dos caminhões e realizar o carregamento dos contêineres. A operação é importante sobretudo para commodities mais pesadas, que precisam permanecer no terminal por períodos maiores antes do embarque.

“São poucas as empresas que fazem esse tipo de operação. Normalmente, é na retroárea; e o porto faz. Queremos aumentar essa capacidade”, explica o CEO.

Meta é alcançar 3 milhões de TEUs até 2040

A estratégia de longo prazo do Porto de Itapoá é se tornar o maior terminal de contêineres da América do Sul em capacidade de movimentação.

Atualmente, o terminal possui capacidade de 2 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A meta é atingir pelo menos 3 milhões de TEUs até 2040, por meio de novas etapas de expansão.

Para sustentar esse crescimento, porém, o terminal depende também da melhoria dos acessos terrestres. O aumento da capacidade portuária exige investimentos nas rodovias de acesso ao Porto de Itapoá, de modo a garantir maior fluidez no trânsito de caminhões.

Arten afirma que está próxima a assinatura da ordem de serviço para obras em uma das duas rodovias estaduais que levam ao terminal. Segundo ele, a Prefeitura de Itapoá também informou que possui orçamento para duplicar uma estrada municipal utilizada no acesso ao porto.

“O terminal tem que crescer em cais, pátio e gates. Mas se não houver condições de escoar essa carga, fragiliza todo o investimento privado”, afirma.

Dragagem da Baía da Babitonga amplia capacidade marítima

A expansão da operação marítima também está ligada à dragagem da Baía da Babitonga, área compartilhada pelo Porto de Itapoá e pelo Porto de São Francisco do Sul. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 300 milhões e é financiado por meio de uma estrutura que reúne recursos públicos e privados.

O Porto de Itapoá assumiu o compromisso de bancar a dragagem, enquanto a execução está sob responsabilidade da autoridade portuária. O pagamento será realizado ao longo de 12 anos, utilizando recursos provenientes das tarifas de utilização do canal, com correção anual de 4%.

De acordo com Arten, cerca de 89% da dragagem já foi concluída. A previsão é finalizar os trabalhos nos próximos dois meses e elevar o calado do canal para 16 metros.

Após a conclusão, a expectativa é obter ainda em 2026 a homologação do novo canal de acesso pela Marinha do Brasil.

Atualmente, o Porto de Itapoá recebe navios de contêineres de até 336 metros de comprimento, mas essas embarcações não conseguem operar com carga máxima. Com o aprofundamento do canal, será possível receber navios de até 366 metros totalmente carregados e embarcações de até 400 metros com carregamento parcial.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Globo Rural

Ler Mais
Comércio Exterior

Exportações brasileiras ficam mais concentradas em poucos produtos em 2026, aponta FGV

As exportações brasileiras registraram maior concentração em poucos produtos nos primeiros sete meses de 2026. De acordo com o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV), os cinco principais itens da pauta exportadora responderam por 46,7% das vendas externas do país entre janeiro e julho. No mesmo período de 2025, essa participação era de 43,3%.

O cenário ocorre em meio às incertezas do comércio internacional, marcadas por tensões geopolíticas e pelos impactos associados ao chamado “efeito Trump”.

Petróleo e soja lideram contribuição para as exportações

No acumulado do ano, o petróleo foi o principal destaque entre os produtos exportados pelo Brasil, com contribuição de 33,2% para o desempenho das vendas externas. A soja aparece na sequência, com 22,44%.

A carne bovina também esteve entre os produtos relevantes da pauta exportadora. Em julho, porém, os efeitos foram diferentes entre as principais commodities. Petróleo, soja e óleo combustível contribuíram positivamente para o resultado, enquanto carne bovina e minério de ferro exerceram pressão negativa.

No caso do petróleo, a quantidade exportada caiu 8,2% em julho na comparação anual. A valorização de 35,2% nos preços, entretanto, compensou a redução do volume e garantiu impacto positivo sobre o resultado das exportações.

Comércio exterior avança em valor apesar da queda nos volumes

Os dados da FGV mostram que o comércio exterior brasileiro apresentou desempenho positivo em valor em julho, mesmo com retração nos volumes negociados.

As exportações cresceram 6,2% em relação a julho de 2025, enquanto as importações avançaram 7,6%. Por outro lado, o volume exportado diminuiu 4,0%, e os preços das exportações subiram 10,7%. Nas importações, houve aumento de 8,0% nos preços, acompanhado também por redução no volume.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações brasileiras cresceram 10,5%, resultado de uma alta de 2,8% no volume e de 7,1% nos preços.

As importações tiveram crescimento de 5,5% no período, com avanço de apenas 0,2% no volume e aumento de 5,2% nos preços.

Superávit comercial chega a US$ 49 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou julho com superávit de US$ 7,1 bilhões. Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 chegou a US$ 49 bilhões, US$ 11,8 bilhões acima do registrado no mesmo intervalo de 2025.

Entre os principais parceiros comerciais, a China apresentou melhora significativa no saldo para o Brasil, com aumento de US$ 8,1 bilhões. A relação comercial com a União Europeia também registrou avanço, com ganho de US$ 2,9 bilhões.

Já nas operações com os Estados Unidos, o déficit comercial aumentou de US$ 2,1 bilhões para US$ 2,3 bilhões.

Com a Argentina, o superávit brasileiro recuou de US$ 3,5 bilhões para US$ 1,2 bilhão no acumulado até julho.

Concentração aumenta em meio às incertezas do comércio global

Os números do Icomex indicam que, apesar do crescimento das exportações brasileiras em 2026, a pauta externa está mais dependente de um grupo restrito de produtos, especialmente commodities como petróleo e soja.

A combinação entre preços internacionais, volumes exportados e cenário geopolítico segue sendo determinante para o desempenho do comércio exterior brasileiro.

Fonte: Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

Ler Mais
Indústria

Acordo Mercosul-EFTA amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina

O avanço das negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA cria novas perspectivas para o comércio exterior brasileiro e, especialmente, para a indústria de Santa Catarina. A Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O tratado prevê eliminação de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre o Brasil e o bloco europeu, enquanto outros 1,2% terão redução gradual de tarifas. O acordo também estabelece cotas específicas para produtos agrícolas, incluindo carnes, milho, mel e óleos vegetais.

Comércio entre Brasil e EFTA movimenta US$ 7,8 bilhões

Os números mais recentes mostram uma relação comercial consolidada entre os dois mercados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para os países da EFTA e importou US$ 4 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 7,8 bilhões.

A relação é marcada pela forte presença da indústria de transformação. Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas comerciais realizadas no período.

A indústria de transformação responde por 93,1% das exportações brasileiras destinadas à EFTA e por 99,7% das importações provenientes do bloco, reforçando o caráter industrial da relação comercial.

Santa Catarina aparece entre os estados com mais oportunidades

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior potencial de aproveitamento do acordo. Segundo mapeamentos realizados pela indústria, o estado reúne 354 oportunidades de exportação para a EFTA, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná.

Para Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, o cenário coloca Santa Catarina em posição estratégica para ampliar sua presença no mercado europeu.

Agroindústria concentra oportunidades de exportação

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 653 oportunidades para 453 produtos industriais brasileiros nos países da EFTA. Parte significativa dessas possibilidades apresenta aderência à estrutura produtiva catarinense.

Na agroindústria e no setor de alimentos, foram identificadas 119 oportunidades, sendo 50 relacionadas à abertura de novos mercados. Entre os destaques estão as cotas com tarifa zero para carnes de aves e suínos.

As aves já representam 15,3% das exportações brasileiras destinadas à EFTA, enquanto o café não torrado corresponde a 18,8% da pauta exportadora para o bloco.

Setores metalmecânico, eletrônico e químico também podem avançar

O segmento metalmecânico, eletrônico e de máquinas reúne 53 oportunidades mapeadas. A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer empresas dos polos industriais de Joinville e Jaraguá do Sul, especialmente nas exportações de motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos.

Já o setor de químicos e plásticos apresenta 89 oportunidades, incluindo possibilidades de abertura de mercado e consolidação das exportações da indústria de transformação química.

Além das exportações, o acordo pode beneficiar as empresas catarinenses no acesso a insumos, medicamentos, fertilizantes e máquinas de precisão provenientes dos países da EFTA, com potencial redução de custos de importação.

Entre os principais produtos importados pelo Brasil estão os farmacêuticos e medicamentos, que representam 11,1% da pauta, compostos organo-inorgânicos, com 5,2%, além de fertilizantes e equipamentos industriais de precisão.

Acordo prevê facilitação do comércio

Os benefícios esperados não se limitam à redução de tarifas. O tratado também prevê mecanismos voltados à desburocratização do comércio exterior.

Entre os pontos previstos estão a acumulação de origem estendida com a União Europeia, que permitirá utilizar insumos europeus em determinados produtos destinados à EFTA sem perder o benefício tarifário.

O acordo também contempla regras sanitárias mais ágeis para a agroindústria, simplificação de procedimentos técnicos e abertura do mercado de compras governamentais.

Implementação será gradual a partir de 2026

A entrada em vigor do acordo ocorrerá de maneira progressiva e dependerá da implementação bilateral com cada país integrante da EFTA.

O cronograma previsto estabelece:

  • Islândia: 1º de outubro de 2026;
  • Noruega: 1º de novembro de 2026;
  • Suíça e Liechtenstein: primeiro semestre de 2027.

Com a redução de barreiras tarifárias e a simplificação de procedimentos, o acordo Mercosul-EFTA tende a criar novas possibilidades para empresas brasileiras e ampliar o espaço da indústria catarinense no comércio internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Negócios

FIESC recebe missão empresarial de Ruanda em busca de novos negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) recebe, no dia 18 de agosto, uma missão empresarial de Ruanda em Florianópolis. A iniciativa busca aproximar empresas ruandesas de potenciais parceiros comerciais brasileiros e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois mercados.

A delegação será formada por representantes de 56 empresas de Ruanda, além do embaixador do país no Brasil, Lawrence Manzi.

Durante o encontro, empresários catarinenses poderão participar de reuniões B2B com integrantes da missão. A agenda pretende estimular exportações, cooperação tecnológica e a criação de novas parcerias comerciais.

Empresas brasileiras interessadas em participar podem manifestar interesse por meio do formulário disponibilizado pela organização.

Comércio entre Santa Catarina e Ruanda

As relações comerciais entre Brasil e Ruanda vêm ganhando espaço nos últimos anos. Em 2025, Santa Catarina exportou para o país africano produtos como farinhas, papéis e máquinas para mistura de matérias minerais.

No mesmo período, o estado também registrou importações de Ruanda, com destaque para conversores elétricos.

A movimentação reforça o potencial de ampliação do intercâmbio comercial e abre espaço para novos negócios entre empresas dos dois países.

Brasil e Ruanda ampliam cooperação

A aproximação entre os mercados também avançou em 2026, durante o Fórum de Cooperação Econômica Ruanda–Brasil, realizado em Kigali, capital ruandesa.

O encontro resultou na assinatura de acordos voltados à promoção do comércio, facilitação de investimentos, realização de missões empresariais e cooperação em setores considerados prioritários.

A visita da delegação a Santa Catarina ocorre, portanto, em um cenário de fortalecimento das relações econômicas entre os dois países e pode criar novas oportunidades para empresas interessadas no mercado africano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

Ler Mais
Exportadores agrícolas

Exportações agrícolas da América Latina ganham novo mapa comercial com China e Estados Unidos

As exportações agrícolas da América Latina estão passando por uma transformação que redefine os principais fluxos do comércio internacional de alimentos e commodities. A expansão da influência de China e Estados Unidos vem alterando os destinos da produção regional e, consequentemente, a configuração das cadeias globais de alimentos.

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a mudança vai além da simples escolha de novos compradores. O movimento afeta produtores, tradings, indústrias de processamento, empresas de logística e investidores que atuam no agronegócio internacional.

Nesse novo cenário, identificar os principais destinos da produção latino-americana é fundamental para compreender as tendências de longo prazo do comércio agrícola e os possíveis caminhos de expansão para os países da região.

China amplia influência sobre as commodities sul-americanas

Na última década, a China consolidou sua posição como um dos principais destinos das exportações agrícolas e de commodities da América do Sul.

A demanda chinesa por soja, carne bovina, celulose, minerais e outros produtos estratégicos fortaleceu os vínculos comerciais com países como Brasil, Chile e Peru. O crescimento desses fluxos transformou o mercado asiático em um componente cada vez mais importante para o agronegócio sul-americano.

O Brasil, em particular, ampliou sua integração com o mercado chinês, enquanto Chile e Peru também aprofundaram a relação comercial com o país asiático.

Estados Unidos mantêm força no México e na América Central

Enquanto a China ganha espaço na América do Sul, os Estados Unidos continuam exercendo forte influência sobre o comércio de México, Colômbia, Equador e diversos países da América Central.

O México permanece especialmente integrado à economia norte-americana, beneficiado por cadeias produtivas, estruturas logísticas e acordos comerciais construídos ao longo de décadas.

Essa divisão dos fluxos comerciais cria dois grandes eixos de integração: a América do Sul cada vez mais conectada à Ásia, especialmente à China, e o México e a América Central fortemente vinculados ao mercado dos Estados Unidos.

América Latina diversifica seus mercados

Apesar da influência das duas maiores economias, a região não está concentrada em um único destino. A diversificação das exportações vem ganhando importância como estratégia para reduzir riscos e ampliar a capacidade de reação diante de crises externas.

A América do Sul mantém a aproximação com os mercados asiáticos, enquanto México e América Central preservam uma forte conexão com os Estados Unidos. No Caribe, a pauta comercial apresenta maior dispersão, com produtos destinados aos Estados Unidos, à União Europeia, a outros países latino-americanos e a diferentes mercados internacionais.

Além disso, o comércio intrarregional também ganha relevância, especialmente entre economias como Brasil, Argentina e Uruguai.

Novo mapa comercial impulsiona investimentos

A reorganização dos fluxos de produtos agrícolas também está provocando mudanças na infraestrutura da região.

O crescimento das exportações estimula investimentos em portos, ferrovias, rodovias, corredores logísticos, armazéns e estruturas de processamento. O objetivo é acompanhar o aumento da demanda e tornar as cadeias de abastecimento mais eficientes.

Para tradings, empresas do agronegócio, companhias de navegação e investidores institucionais, essa transformação pode abrir espaço para novos negócios e para a construção de cadeias de suprimentos mais resistentes a interrupções.

A criação de rotas alternativas também ganha importância em um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais.

Principais destinos das exportações agrícolas

PaísPrincipal destino
BrasilChina
ChileChina
PeruChina
MéxicoEstados Unidos
ColômbiaEstados Unidos
ArgentinaAmérica Latina e Caribe

A distribuição dos principais mercados evidencia a existência de diferentes padrões de integração comercial dentro da própria América Latina.

Disputa entre China e EUA afeta o agronegócio

A crescente competição estratégica entre China e Estados Unidos também repercute diretamente no comércio agrícola latino-americano.

Pequim amplia sua participação como grande compradora de commodities agrícolas e recursos naturais, enquanto Washington preserva sua importância para países fortemente integrados à economia norte-americana.

Essa disputa não se limita a tarifas e barreiras comerciais. Ela também influencia decisões de investimento, infraestrutura, logística e estratégias de abastecimento.

Para os produtores latino-americanos, a existência de diferentes compradores pode representar uma vantagem ao permitir maior diversificação de mercados. Ao mesmo tempo, a dependência de grandes parceiros comerciais mantém a região exposta a mudanças na política econômica e nas relações internacionais.

Soja, carne, frutas e café estão no centro da disputa

As decisões de compra da China têm impacto direto sobre os mercados internacionais de soja, carne bovina, celulose e outras commodities produzidas na América Latina.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a demanda dos consumidores sustenta importantes fluxos de produtos latino-americanos, incluindo frutas, hortaliças, alimentos processados e café.

Essa complementaridade ajuda a explicar por que os dois mercados permanecem fundamentais para o comércio exterior da região, ainda que exerçam influência de maneiras diferentes sobre cada país.

Segurança alimentar ganha importância

O novo desenho das cadeias globais de alimentos ocorre em um momento de maior preocupação com segurança alimentar, logística e estabilidade do abastecimento.

Nesse contexto, a capacidade de diversificar compradores, ampliar infraestrutura e estabelecer novas parcerias comerciais pode se tornar um diferencial competitivo para os países latino-americanos.

Para produtores, exportadores, multinacionais e investidores, acompanhar a evolução desse mapa comercial será cada vez mais importante. As decisões tomadas hoje sobre mercados, logística e investimentos podem determinar a posição da América Latina no comércio agrícola mundial nos próximos anos.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,5 bilhões na primeira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,522 bilhões na primeira semana de agosto de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi obtido a partir de US$ 9,302 bilhões em exportações e US$ 6,708 bilhões em importações no período.

Na comparação com a primeira semana de agosto de 2025, as exportações brasileiras avançaram 32,2%. Entre os principais setores da economia, a Agropecuária movimentou US$ 1,941 bilhão, alta de 22,4%. Já a Indústria Extrativa registrou crescimento de 53,3%, alcançando US$ 2,618 bilhões. A Indústria de Transformação também apresentou desempenho positivo, com avanço de 27% e exportações de US$ 4,715 bilhões.

Os números mostram a contribuição dos diferentes segmentos produtivos para o desempenho do comércio exterior brasileiro no início de agosto.

As importações cresceram 20,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Por setor, a Agropecuária apresentou retração de 2%, com US$ 106 milhões em compras externas. Na Indústria Extrativa, as importações recuaram 19,2%, para US$ 337 milhões. Em sentido oposto, a Indústria de Transformação registrou alta de 24,8%, totalizando US$ 6,317 bilhões em importações.

Superávit comercial chega a US$ 51,5 bilhões no ano

Considerando o período entre janeiro e a primeira semana de agosto, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 51,561 bilhões.

O resultado representa crescimento de 32,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo acumulado era de US$ 43,158 bilhões. O desempenho mantém o comércio exterior como um dos principais componentes do resultado econômico brasileiro ao longo de 2026.

Para todo o ano, o MDIC estima que o Brasil encerre 2026 com superávit comercial de US$ 90 bilhões, uma alta projetada de 32,3% em relação ao resultado de 2025. A previsão considera US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.

Os dados da primeira semana de agosto indicam, portanto, um início de mês positivo para a balança comercial brasileira, com crescimento das exportações superior ao avanço das importações.

Fonte: MDIC, com informações do Estadão Conteúdo.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

Ler Mais
Logística

Taxação da China sobre carne brasileira preocupa logística mais que tarifa dos EUA, diz CNT

A nova taxação chinesa sobre a carne brasileira pode representar um impacto maior para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, na avaliação do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa.

Em entrevista ao Conexão Infra, o dirigente afirmou que a cobrança adicional de 55% aplicada pela China atinge diretamente um dos principais fluxos de exportação do Brasil. Já o mercado norte-americano, embora relevante para produtos brasileiros de maior valor agregado, possui participação menor no volume total das exportações do país.

China tem peso maior na exportação brasileira

Para Vander Costa, a diferença está principalmente na importância de cada mercado para o comércio exterior brasileiro.

A China é um dos principais destinos das exportações nacionais, especialmente de commodities e produtos do agronegócio. Por isso, mudanças nas compras chinesas podem provocar reflexos mais amplos sobre transporte, logística e movimentação de cargas.

Os primeiros efeitos da redução das compras de carne bovina brasileira já começaram a aparecer nos dados de comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram desaceleração nos embarques do produto.

Na avaliação do presidente da CNT, os Estados Unidos têm uma característica diferente. Embora o Brasil venda ao país produtos industrializados de maior valor agregado, o volume dessas exportações é relativamente menor.

Tarifa dos EUA tem impacto mais limitado, diz CNT

Vander Costa considera que a menor participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira ajuda a reduzir os efeitos imediatos das novas tarifas sobre a cadeia logística.

Segundo ele, o Brasil consegue absorver parte do impacto porque o volume comercializado com o mercado norte-americano é menor, mesmo que os produtos exportados tenham maior valor agregado.

O presidente da CNT também avaliou como adequada, no curto prazo, a estratégia do governo brasileiro de manter as negociações com os Estados Unidos. Para ele, tanto o poder público quanto o setor empresarial devem buscar alternativas para reduzir os efeitos das medidas comerciais.

Costa também levantou a possibilidade de que o aumento das tarifas esteja relacionado a objetivos da política interna dos Estados Unidos, incluindo a busca por maior arrecadação.

Diversificação de mercados é apontada como alternativa

Diante do cenário de maior tensão comercial, a diversificação dos mercados de exportação aparece como uma das principais estratégias defendidas pelo presidente da CNT.

A avaliação é de que o Brasil deve ampliar sua presença comercial na Ásia e na Europa, reduzindo a dependência de determinados destinos.

Costa também citou a importância do acordo Mercosul-União Europeia para ampliar as oportunidades de exportação e facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

A busca por novos parceiros comerciais pode ajudar empresas brasileiras a encontrar destinos alternativos caso barreiras tarifárias reduzam a demanda em mercados tradicionais.

Política comercial dos EUA pode favorecer China

Na avaliação de Vander Costa, a política comercial adotada pelo governo de Donald Trump pode produzir um efeito contrário ao objetivo de reduzir a influência chinesa no comércio global.

Segundo o presidente da CNT, a imposição de novas barreiras comerciais pelos Estados Unidos pode abrir espaço para que a China amplie sua influência econômica e comercial em diferentes regiões do mundo.

O dirigente também afirmou que o setor produtivo brasileiro já vinha se preparando para a possibilidade de novas tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos.

A antecipação das empresas, segundo ele, ajudou a reduzir os efeitos das sobretaxas e permitiu que parte do setor se adaptasse previamente ao novo cenário do comércio internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Logística

Missão ao Paraguai busca ampliar logística e comércio exterior de Santa Catarina

A missão oficial de Santa Catarina ao Paraguai avançou em discussões para ampliar a integração logística e comercial entre os dois países. Liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a agenda tratou do uso da estrutura portuária catarinense nas operações de comércio exterior paraguaio e de alternativas para melhorar o transporte de insumos destinados à agroindústria de Santa Catarina.

A aproximação também abriu negociações para novas parcerias em logística, tecnologia, agricultura e infraestrutura, com potencial para fortalecer o intercâmbio comercial entre Santa Catarina e Paraguai.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a aproximação atende a interesses dos dois lados e pode ampliar as oportunidades de negócios entre os mercados.

Rota do Milho é prioridade para a agroindústria catarinense

Entre os principais assuntos discutidos durante a missão esteve a Rota do Milho, projeto voltado à garantia do abastecimento regular de grãos para o polo de produção de proteína animal localizado no Oeste de Santa Catarina.

O milho é o principal produto exportado pelo Paraguai para Santa Catarina. Em 2025, o grão representou 15,2% das vendas paraguaias ao estado, movimentando US$ 70,5 milhões.

Além de buscar maior segurança no fornecimento de milho, a comitiva discutiu a possibilidade de levar tecnologias catarinenses para a agricultura paraguaia. Também foram avaliadas oportunidades para implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) integradas aos portos de Santa Catarina.

Para Gilberto Seleme, os portos catarinenses podem oferecer uma alternativa competitiva ao Paraguai para operações de importação e exportação com mercados da Ásia e de outras regiões.

Comércio entre SC e Paraguai cresce acima da média nacional

A expansão das relações econômicas entre os dois mercados ocorre em um cenário de forte crescimento do comércio exterior entre Santa Catarina e Paraguai.

Dados do Observatório FIESC mostram que, de 2015 a 2025, as exportações catarinenses para o país vizinho cresceram 99,1%, chegando a US$ 445,1 milhões no último ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos com maior valor agregado, entre eles cerâmica não vitrificada, máquinas e equipamentos mecânicos e sistemas de refrigeração.

No sentido contrário, as importações de produtos paraguaios por Santa Catarina tiveram crescimento ainda mais expressivo. O aumento foi de 390,5% entre 2015 e 2025, alcançando US$ 464 milhões no ano passado.

O milho liderou as compras catarinenses, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos e insumos metálicos, como chumbo e sucata de cobre. Os produtos atendem diferentes cadeias produtivas do estado, incluindo os setores agroindustrial, têxtil e metalmecânico.

Construção civil também entra na agenda

A missão também identificou oportunidades relacionadas ao setor da construção civil. Entre as propostas discutidas está a atração de investimentos paraguaios para o mercado imobiliário do litoral catarinense.

Outra frente envolve a ampliação das vendas de materiais de construção produzidos em Santa Catarina para o Paraguai.

A transferência de tecnologias e soluções desenvolvidas no estado para projetos de infraestrutura paraguaios também esteve entre os temas da agenda. O país vizinho atravessa um período de expansão das obras, o que pode abrir espaço para empresas catarinenses especializadas em produtos, serviços e soluções para o setor.

Santa Catarina e Paraguai terão novos encontros

Como resultado das negociações realizadas em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC deverão aprofundar, nos próximos meses, estudos sobre logística e regulamentação necessários para viabilizar as novas parcerias.

A aproximação terá continuidade em novembro, quando Santa Catarina deverá receber um encontro e seminário empresarial sobre as relações com o Paraguai.

A expectativa é que a nova agenda permita avançar em projetos voltados ao comércio exterior, ao abastecimento de insumos, à infraestrutura e à integração entre os setores produtivos dos dois mercados.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Internacional

Rússia ataca navios com carga militar no Mar Negro e amplia ofensiva contra rotas da Ucrânia

A Rússia anunciou que realizou ataques contra três navios no Mar Negro, alegando que as embarcações transportavam carga militar destinada à Ucrânia. A ação deixou pelo menos um tripulante morto, de acordo com informações divulgadas pelo governador da região de Odessa.

Imagens registradas após o ataque mostram uma espessa coluna de fumaça saindo de um dos navios atingidos. Segundo o Ministério da Defesa russo, os alvos foram selecionados por supostamente estarem envolvidos no transporte de equipamentos de uso militar.

Ataques reforçam pressão sobre rotas comerciais da Ucrânia

A ofensiva integra uma estratégia que Moscou vem intensificando nas últimas semanas contra as rotas de exportação da Ucrânia no Mar Negro. Desde então, portos ucranianos localizados na região têm sido alvo frequente de bombardeios, aumentando a pressão sobre a infraestrutura logística do país.

Entre os principais pontos afetados está Odessa, cidade considerada estratégica para o comércio exterior ucraniano por concentrar grande parte do escoamento de mercadorias pelo litoral do Mar Negro.

Governador de Odessa confirma vítima fatal

As autoridades locais informaram que ao menos um tripulante morreu durante o ataque às embarcações. O governador de Odessa confirmou a vítima, enquanto equipes locais monitoram os impactos da ofensiva na região portuária.

O episódio ocorre em meio ao aumento das operações militares russas voltadas contra instalações portuárias e embarcações que utilizam a principal rota marítima da Ucrânia.

Escalada ameaça exportações e logística marítima

Os sucessivos ataques a portos, navios comerciais e corredores marítimos ampliam os desafios enfrentados pela Ucrânia para manter suas exportações em funcionamento durante o conflito.

Especialistas apontam que a intensificação das ações no Mar Negro afeta diretamente a logística de transporte e o fluxo de mercadorias, tornando a região um dos principais focos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook