Portos

Porto Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto Itapoá, um dos terminais portuários de maior crescimento no Brasil, abriu um escritório de representação em Xangai, na China, com o objetivo de ampliar oportunidades comerciais e atrair novos negócios internacionais.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a InvestSC, Agência de Investimentos do Estado de Santa Catarina, que atua na aproximação entre empresas estrangeiras e o mercado catarinense. A executiva responsável pela atuação na Ásia, Carolina Canale, será uma das responsáveis pelo relacionamento regional.

Parceria aproxima Santa Catarina do mercado asiático

A estratégia começou a ser construída em novembro do ano passado, quando o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, participou da delegação catarinense na inauguração do escritório de representação de Santa Catarina em Xangai, principal centro econômico da China.

O escritório do porto funcionará no mesmo prédio da representação estadual, facilitando a integração das ações voltadas à atração de investimentos chineses e ao suporte a empresas catarinenses que ampliam operações no mercado asiático.

A atuação conjunta terá como foco identificar companhias chinesas interessadas em investir em Santa Catarina e auxiliar empresas do estado que utilizam o terminal para suas operações de exportação para a China.

China lidera movimentação de cargas no Porto Itapoá

A expansão internacional ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal catarinense. Em junho de 2026, o Porto Itapoá registrou o maior volume mensal de movimentação de contêineres desde o início das operações, há 15 anos, alcançando 74 mil unidades no período.

Segundo Ricardo Arten, o resultado reflete os investimentos realizados na ampliação da capacidade, melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência operacional.

“Alcançar o maior volume mensal da história justamente no mês em que o terminal completa 15 anos tem um significado especial”, afirmou o executivo.

Mercado chinês tem papel estratégico nas operações

No primeiro semestre de 2026, a China foi o principal parceiro comercial do Porto Itapoá. O país respondeu por 49,4% das importações movimentadas pelo terminal e por 17,9% das exportações.

Entre os destinos das cargas exportadas, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, representando 16,5% do total movimentado.

A abertura do escritório em Xangai reforça a estratégia do porto de ampliar sua presença internacional e aproveitar o crescimento das relações comerciais entre Santa Catarina, Brasil e o mercado asiático.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações de Santa Catarina no Sul do Brasil

A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia poderá abrir novas oportunidades para empresas brasileiras no comércio internacional, especialmente nos estados da Região Sul. Um estudo desenvolvido pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que Santa Catarina é o estado sulista com maior potencial de expansão das exportações para o bloco europeu.

A parceria comercial envolve um mercado estimado em US$ 24,2 trilhões e prevê a redução de barreiras tarifárias, criando novas possibilidades para setores industriais e do agronegócio brasileiro.

O levantamento analisou produtos com potencial de entrada no mercado europeu a partir dos códigos tarifários internacionais e identificou oportunidades de diversificação da pauta exportadora nacional. Atualmente, mais de 8 mil empresas brasileiras já vendem para a União Europeia, com liderança de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Indústria de transformação lidera perfil exportador do Sul

O estudo destaca que a Região Sul possui uma estrutura produtiva integrada entre indústria, tecnologia e agroindústria. Nos três estados, a indústria de transformação representa entre 73% e 91% das exportações, reforçando o potencial de produtos com maior valor agregado.

Entre os principais segmentos beneficiados pelo acordo estão máquinas e equipamentos, automotivo, madeira processada, alimentos, proteínas animais e produtos manufaturados.

Paraná tem potencial em setores industriais e agroindustriais

O Paraná apresenta uma balança comercial historicamente positiva e registra crescimento médio anual de 4,4% nas exportações.

A indústria de transformação responde por 73,4% das vendas externas do estado, enquanto o agronegócio representa 25,6%. Entre os principais produtos exportados em 2025 estão soja, carne de aves, farelo de soja, açúcar e milho.

O estudo identificou 76 códigos tarifários com oportunidades para o mercado europeu, sendo 45 ligados à indústria e 31 ao setor agrícola.

Atualmente, 744 empresas paranaenses exportam para a União Europeia. Entre os setores com maior possibilidade de crescimento estão a cadeia automotiva, a indústria madeireira, máquinas, equipamentos industriais, válvulas, bombas e produtos derivados da soja e do milho.

Rio Grande do Sul combina commodities e produtos de maior valor agregado

O Rio Grande do Sul mantém uma economia exportadora diversificada, reunindo produtos agrícolas e itens industriais mais complexos.

A indústria de transformação representa 76,7% das exportações gaúchas. Em 2025, os principais produtos vendidos ao exterior foram soja, tabaco, farelo de soja, carne de aves, celulose e carne suína.

A análise da ApexBrasil e do MDIC apontou 74 produtos com potencial de crescimento no mercado europeu, sendo 47 industriais e 27 ligados ao agronegócio.

Entre as oportunidades estão autopeças, polímeros de etileno, derivados de petróleo, calçados de couro e sintéticos, além da ampliação das vendas de carnes e produtos processados.

Santa Catarina concentra maior número de oportunidades no estudo

Apesar de apresentar déficit comercial desde 2009, Santa Catarina possui uma das bases industriais mais fortes do país. A indústria de transformação representa 91,4% da pauta exportadora estadual.

Em 2025, os principais produtos enviados ao exterior foram carne de aves, carne suína, geradores elétricos, soja e madeira.

O estado foi o que apresentou o maior número de oportunidades identificadas pelo estudo para a União Europeia entre os três estados do Sul: são 167 produtos com potencial de expansão, sendo 128 industriais e 39 do agronegócio.

Santa Catarina já conta com 761 empresas exportadoras para o bloco europeu. Entre os segmentos considerados estratégicos estão bens de capital, motores elétricos, componentes automotivos, bombas, compensados de madeira, produtos plásticos e a cadeia consolidada de proteínas animais.

Acordo pode transformar cenário econômico regional

A expectativa é que o acordo comercial Mercosul-UE contribua para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado europeu e estimular setores estratégicos da economia sulista.

Para o economista e geógrafo Roberto Uebel, o Paraná tende a ser um dos principais beneficiados pela parceria, principalmente em áreas como agroindústria e setor automotivo. Segundo ele, além do impacto nas exportações, o acordo também pode favorecer consumidores brasileiros com maior acesso a produtos europeus.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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Comércio Internacional

Canal do Panamá reduz capacidade por seca e aumenta pressão sobre fretes internacionais

A seca no Canal do Panamá voltou a impactar a logística marítima global. A partir de 25 de julho, a Autoridade do Canal do Panamá suspenderá os leilões diários do terceiro período de reservas para as eclusas Panamax. A decisão, informada pela agência de transporte marítimo Norton Lilly, foi motivada pela queda no nível de água do Lago Gatún e pelo risco de intensificação do fenômeno El Niño.

Com a medida, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da restrição.

Histórico de restrições reforça vulnerabilidade da hidrovia

A nova limitação ocorre após uma sequência de episódios semelhantes registrados em 2023 e 2024. Naqueles anos, a escassez de água obrigou a adoção de restrições de calado e à diminuição do número diário de navios autorizados a cruzar o canal, afetando diretamente o comércio internacional.

No início de 2026, a Autoridade do Canal havia indicado uma recuperação das operações, com maior previsibilidade no planejamento logístico e sem reajustes tarifários. Entretanto, a retomada das restrições demonstra que a infraestrutura continua vulnerável às condições climáticas, especialmente diante das previsões relacionadas ao El Niño.

Problemas em rotas estratégicas elevam impacto no transporte marítimo

O cenário ganha ainda mais relevância porque coincide com dificuldades em outros importantes corredores marítimos. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos reduziram drasticamente a movimentação no Estreito de Ormuz, enquanto os ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho seguem obrigando companhias marítimas a redirecionar embarcações pelo Cabo da Boa Esperança.

A combinação desses fatores amplia a pressão sobre as principais rotas do transporte marítimo, elevando custos logísticos, aumentando os prazos de entrega e pressionando os fretes internacionais.

Brasil pode enfrentar aumento de custos e atrasos nas operações

Para o Brasil, o Canal do Panamá é uma das principais ligações comerciais com a Ásia e a costa oeste dos Estados Unidos, além de desempenhar papel importante no escoamento de commodities agrícolas.

Com a suspensão do terceiro período de reservas, a disputa por vagas disponíveis nos dois primeiros períodos tende a aumentar, encarecendo as reservas antecipadas. Navios que não conseguirem confirmar um slot poderão enfrentar filas de espera ou optar por rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, solução que aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos operacionais.

Agronegócio e indústria estão entre os setores mais afetados

Os efeitos da medida devem ser sentidos principalmente pelo agronegócio exportador e pelas empresas que importam insumos industriais, segmentos que dependem de cronogramas logísticos rigorosos.

Além do risco de atrasos nas entregas, a instabilidade nos prazos pode ampliar a exposição cambial em contratos vinculados à data de recebimento das cargas. O cenário também pode levar empresas a revisar cláusulas contratuais relacionadas à força maior e aos limites de tolerância para atrasos logísticos.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Comércio Exterior

Brasil Soberano: governo anuncia pacote de R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

O governo federal apresentou, nesta quarta-feira (22), uma nova etapa do programa Brasil Soberano, destinando até R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito, garantias e instrumentos financeiros para apoiar empresas prejudicadas pelas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A medida tem como foco os setores com maior dependência do mercado norte-americano e busca minimizar os efeitos das barreiras comerciais enquanto seguem as negociações entre Brasil e EUA.

Do total anunciado, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. O programa também prevê mecanismos de garantias públicas para facilitar o acesso ao crédito e reduzir os custos das operações para as empresas.

Recursos poderão financiar capital de giro, inovação e expansão de mercados

As empresas contempladas poderão utilizar os recursos para diversas finalidades, entre elas:

  • Capital de giro;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Investimentos produtivos;
  • Inovação tecnológica;
  • Adequação de produtos às exigências internacionais;
  • Expansão e abertura de novos mercados para exportação.

O anúncio foi realizado no mesmo dia em que entrou em vigor a tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.

Além disso, o governo acompanha a possibilidade de uma nova sobretaxa de 12,5%, que poderá ser anunciada pela administração do presidente Donald Trump na sexta-feira (24), em decorrência de uma investigação relacionada ao uso de trabalho forçado. Ainda não há confirmação se essa cobrança será cumulativa à tarifa já vigente.

Lula afirma que Brasil seguirá crescendo apesar das barreiras comerciais

Durante o lançamento da nova fase do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país já enfrentou outras crises e voltou a crescer, defendendo que o atual cenário não impedirá o avanço da economia brasileira.

Segundo o presidente, o Brasil continuará buscando alternativas para fortalecer sua presença no comércio internacional, destacando que existem novos mercados, moedas e parceiros comerciais dispostos a ampliar relações com o país.

Lula também ressaltou que a estratégia dos Estados Unidos de ampliar tarifas contra diferentes países faz parte de um contexto geopolítico mais amplo, mas afirmou que o Brasil seguirá diversificando suas oportunidades comerciais.

Setores mais afetados terão prioridade no acesso aos recursos

O pacote concentra apoio nos segmentos considerados mais vulneráveis às novas restrições impostas pelos Estados Unidos.

Entre os principais setores beneficiados estão:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Siderurgia;
  • Metalurgia;
  • Autopeças;
  • Papel e celulose;
  • Produtos químicos;
  • Madeira;
  • Móveis;
  • Demais bens industriais de maior valor agregado.

Segundo o governo, essas atividades concentram parte significativa das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano e podem enfrentar dificuldades para manter investimentos e competitividade caso o conflito comercial se prolongue.

Programa Brasil Soberano amplia alcance na terceira etapa

Esta é a terceira fase do Brasil Soberano, criado após o anúncio das primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

As etapas anteriores priorizaram ações emergenciais e diálogo com representantes da indústria. Agora, a estratégia passa a ampliar a participação dos bancos públicos e fortalecer instrumentos financeiros para dar suporte às empresas exportadoras.

O programa também passa a atender novos segmentos do setor produtivo, incluindo exportadores ligados à:

  • Agricultura;
  • Pecuária;
  • Florestas plantadas;
  • Pesca;
  • Aquicultura;
  • Mineração;
  • Cooperativas e associações desses setores.

MP define grupos prioritários para receber apoio

A medida provisória estabelece três grupos de atendimento.

Grupo 1 – Setores diretamente atingidos pelas tarifas dos EUA

Inclui segmentos enquadrados nas Seções 232 e 301 da legislação americana, como:

  • Aço;
  • Alumínio;
  • Automotivo;
  • Móveis;
  • Madeira;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Papel;
  • Açúcar;
  • Plásticos;
  • Cerâmica;
  • Calçados;
  • Carvão.

Grupo 2 – Setores industriais estratégicos

Estão contemplados:

  • Têxtil;
  • Químicos;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Equipamentos de informática;
  • Produtos eletrônicos e ópticos;
  • Máquinas e materiais elétricos;
  • Equipamentos de transporte;
  • Borracha e plástico;
  • Máquinas industriais;
  • Minerais críticos;
  • Fertilizantes.

Grupo 3 – Exportadores para países do Golfo Pérsico

O programa também contempla empresas que exportam para:

  • Arábia Saudita;
  • Catar;
  • Bahrein;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Iraque;
  • Irã;
  • Kuwait;
  • Omã.

Linhas de crédito terão juros diferenciados

As condições de financiamento variam conforme o setor e a modalidade de crédito.

As taxas anunciadas são:

  • Giro Grande: 9,80%;
  • Giro MPME: 8,30%;
  • Giro Exportação: 8,30%;
  • BK: 8,00%;
  • Linha para Minerais Críticos: 3,00%;
  • Investimento: 6,50%.

Os grupos 1 e 3 terão acesso a todas as modalidades de financiamento, enquanto o grupo 2 poderá utilizar apenas as linhas de Investimento e BK.

Governo mantém negociações com os Estados Unidos

Além das medidas de apoio financeiro, o governo brasileiro segue atuando na frente diplomática para tentar reduzir ou reverter as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Paralelamente, Brasília aguarda a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que poderá definir a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Enquanto o cenário comercial permanece indefinido, o pacote anunciado busca preservar empregos, investimentos, a competitividade da indústria brasileira e a capacidade de exportação das empresas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Informação

FIESC e Governo de Santa Catarina criam grupo de trabalho para enfrentar novo tarifaço dos EUA

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e o Governo de Santa Catarina deram início a uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras catarinenses. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta terça-feira (21), que reuniu representantes da indústria, quatro secretários estaduais e equipes técnicas do governo.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos começam a valer nesta quarta-feira (22) e acendem um alerta para setores com forte presença no mercado internacional.

Mais da metade das exportações catarinenses pode ser afetada

Durante o encontro, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, ressaltou que o impacto da nova rodada de tarifas deverá ser semelhante ao registrado anteriormente.

Segundo levantamento da entidade, 54,5% da pauta de exportações de Santa Catarina poderá ser atingida pelas novas alíquotas. Para Seleme, o momento exige atuação conjunta entre o poder público e o setor produtivo, especialmente porque muitas empresas ainda enfrentam reflexos das medidas anteriores.

Grupo técnico vai avaliar medidas de apoio à indústria

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, reafirmou o compromisso do governo em manter diálogo permanente com a indústria para identificar alternativas que possam minimizar os efeitos econômicos das novas barreiras comerciais.

De acordo com o secretário, foi criado um grupo de trabalho que reunirá informações técnicas para analisar os impactos da medida e subsidiar futuras decisões voltadas à preservação da competitividade das empresas catarinenses.

Siewert destacou ainda a relevância da indústria para a economia estadual, lembrando que o setor responde por cerca de 35% dos empregos formais e por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina.

Diversificação de mercados ganha força na estratégia estadual

Outro tema discutido durante a reunião foi a necessidade de ampliar a presença das empresas catarinenses em novos mercados internacionais.

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, afirmou que o comércio exterior continuará sendo um fator decisivo para o crescimento econômico do estado. Segundo ele, as mudanças no cenário geopolítico e nas cadeias globais de suprimentos exigirão uma atuação permanente dos setores público e privado.

Na avaliação do secretário, o grupo criado para acompanhar os impactos do tarifaço poderá se tornar uma estrutura permanente para monitorar questões relacionadas ao comércio internacional.

Internacionalização de empresas está entre as prioridades

Além das ações voltadas às empresas já exportadoras, FIESC e governo estadual defenderam o fortalecimento de programas de promoção comercial e de internacionalização, com o objetivo de ampliar a participação de novas empresas catarinenses no mercado externo.

O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, destacou que a expansão da presença internacional das empresas deve integrar a estratégia de desenvolvimento econômico de longo prazo do estado.

Também participou da reunião o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski.

Próximos passos

Como encaminhamento, as equipes técnicas da FIESC e do Governo de Santa Catarina iniciarão a troca de informações para avaliar os desdobramentos das novas tarifas e elaborar medidas que possam reduzir os impactos sobre a indústria catarinense, preservar a competitividade das empresas e fortalecer o comércio exterior do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos do Brasil entra em vigor e amplia tensão comercial

Começou a valer à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22) a tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que intensifica as tensões comerciais entre os dois países. A decisão havia sido oficializada na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após a conclusão de uma investigação conduzida pelo órgão.

A nova cobrança é resultado de um processo iniciado depois que o governo norte-americano anunciou, em julho de 2025, um primeiro tarifaço contra o Brasil, com alíquota de 50% sobre determinados produtos.

Investigação apontou supostas práticas comerciais consideradas inadequadas

Em junho deste ano, o USTR propôs a aplicação da tarifa com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para investigar e responder a práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Mesmo diante de audiências públicas em que representantes da sociedade civil manifestaram oposição à medida, o governo dos EUA concluiu que políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, sistema de patentes, combate à pirataria, etanol e desmatamento ilegal criariam insegurança jurídica e prejudicariam a competitividade de empresas americanas.

Durante as negociações, integrantes do governo dos Estados Unidos criticaram o nível de participação do Brasil nas tratativas. Já representantes brasileiros classificaram as exigências apresentadas por Washington como desfavoráveis para os setores da indústria e do agronegócio, além de relatarem falta de clareza nas demandas norte-americanas.

Governo brasileiro mantém negociações e avalia medidas de resposta

Em reação ao anúncio da nova tarifa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão representa um episódio negativo nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O Palácio do Planalto também informou que poderá recorrer aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade.

Apesar disso, a estratégia adotada pelo Executivo prioriza o diálogo. Entre as ações planejadas estão:

  • Manter as negociações com o governo dos Estados Unidos;
  • Intensificar a busca por novos mercados para exportação;
  • Adotar respostas baseadas em critérios técnicos.

O posicionamento foi reforçado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, que destacaram a continuidade das conversas com autoridades americanas e o trabalho conjunto com o setor produtivo.

Brasil busca reduzir impactos sobre exportadores

Segundo o governo, além de tentar reverter a decisão norte-americana, o foco é minimizar os prejuízos para empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas.

Marcio Elias Rosa afirmou que a medida adotada pelos Estados Unidos é considerada injustificada pelo governo brasileiro, mas ressaltou que o país continuará negociando e oferecerá apoio aos setores impactados.

Lei da Reciprocidade segue em análise com cautela

Inicialmente, integrantes da equipe econômica indicaram que a aplicação da Lei da Reciprocidade era uma possibilidade caso a tarifa fosse confirmada. Posteriormente, o discurso passou a enfatizar uma postura mais cautelosa.

O governo avalia estudos de impacto antes de qualquer decisão, buscando evitar novos desgastes diplomáticos, impedir um eventual aumento das tarifas e reduzir riscos de alta nos preços ao consumidor brasileiro.

Setor produtivo defende diálogo e evita escalada comercial

Nos últimos dias, representantes da indústria e do agronegócio participaram de reuniões com o governo federal para discutir os efeitos da medida. A principal preocupação é preservar as exportações brasileiras sem provocar uma escalada nas disputas comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o objetivo não é promover retaliações, mas buscar uma solução negociada. Ainda assim, destacou que o Brasil possui instrumentos legais para defender seus interesses caso seja necessário.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Portos

Porto de Fortaleza registra alta na movimentação de cargas e projeta novo recorde em 2026

O Porto de Fortaleza encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados acima das expectativas e reforçou a perspectiva de um ano histórico para a movimentação de cargas. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal 2,59 milhões de toneladas, volume 10,06% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 6,87% acima da meta estabelecida pela Companhia Docas do Ceará (CDC).

Além do desempenho operacional, a administração do porto prevê um avanço expressivo no turismo marítimo. Para a temporada de cruzeiros 2026/2027, a expectativa é de um crescimento de 70% no número de escalas, passando de cinco para nove navios entre outubro e abril, com estimativa de aproximadamente 14 mil passageiros.

Segundo o presidente da CDC, Quintino Vieira, o aumento reflete a recuperação do setor e o fortalecimento de Fortaleza como destino no roteiro dos cruzeiros marítimos.

Trigo, combustíveis e contêineres impulsionam a movimentação

O crescimento foi registrado em praticamente todos os segmentos de carga. A carga geral avançou 30,14%, impulsionada principalmente pelo transporte de equipamentos destinados ao setor de energia eólica, como pás e maquinários.

Já a movimentação de contêineres aumentou 14,57%, enquanto os granéis líquidos cresceram 7,63%. Os granéis sólidos agrícolas tiveram alta de 9,93% e os granéis sólidos minerais avançaram 1,40%, alcançando recorde mensal em maio deste ano.

A meta da CDC é movimentar 5,083 milhões de toneladas até o fim de 2026, superando em 2,51% o desempenho do ano anterior. No entanto, o resultado do primeiro semestre já ultrapassa o ritmo inicialmente previsto.

Porto lidera movimentação de trigo no Brasil

Os combustíveis, incluindo diesel, gasolina, GLP e querosene de aviação (QAV), representam 48,4% de toda a carga movimentada no semestre.

Os granéis sólidos respondem por outros 36,3% do volume, com destaque para o trigo, que corresponde a boa parte da movimentação agrícola.

De acordo com a Companhia Docas do Ceará, o Porto de Fortaleza movimenta cerca de 1,2 milhão de toneladas de trigo por ano, consolidando-se como o maior terminal brasileiro nesse segmento, à frente de outros importantes portos nacionais. O desempenho é atribuído à presença de três grandes moinhos instalados dentro da área portuária.

Grande parte do trigo chega da Argentina, por meio dos portos de Rosário, San Lorenzo e San Pedro. Já o coque de petróleo é importado dos Estados Unidos e da Colômbia, enquanto combustíveis são recebidos principalmente do México e do Caribe.

Nas exportações, as frutas destinadas ao mercado europeu, especialmente ao porto de Roterdã, na Holanda, continuam entre os principais produtos embarcados.

Outro fator apontado pela administração para manter o crescimento é a nova rota de cabotagem, iniciada em abril pelo grupo CMA CGM em parceria com a Mercosul Line.

Terminal de passageiros recebe investimento de R$ 6 milhões

O Terminal Marítimo de Passageiros passou por uma requalificação em seu acesso viário, com investimento de R$ 6 milhões realizado pela concessionária ABA Infra.

A obra teve como objetivo melhorar a segurança, facilitar o fluxo de veículos e oferecer mais conforto a passageiros, turistas, organizadores de eventos e operadores logísticos.

Além da intervenção, a CDC também executa a modernização do sistema de iluminação em LED em toda a área portuária e amplia a estrutura de videomonitoramento.

Embora o terminal seja utilizado para diferentes tipos de eventos, sua principal função continua sendo receber navios de cruzeiro durante a temporada turística, tradicionalmente realizada entre outubro e abril.

Atratividade turística ainda é desafio para ampliar cruzeiros

Apesar de possuir estrutura capaz de receber embarcações de grande porte, a administração do porto reconhece que o principal obstáculo para aumentar o número de escalas não está na infraestrutura.

Segundo a CDC, os desafios estão relacionados ao fortalecimento da atratividade turística de Fortaleza, aos custos operacionais e à integração da capital cearense com outras rotas internacionais de cruzeiros.

Plano de expansão prevê novos terminais e melhorias no canal

Nos próximos cinco anos, a Companhia Docas do Ceará pretende ampliar a capacidade operacional do porto por meio do arrendamento de três novos terminais: dois voltados para granéis sólidos minerais e um destinado à movimentação de contêineres e carga geral.

Outra frente de investimento envolve melhorias na infraestrutura aquaviária. Estudos conduzidos pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia da USP permitiram ampliar o calado operacional do Canal Oeste de 8 para 11,75 metros, possibilitando a atracação de navios maiores independentemente da maré.

Também está em processo de atualização junto à Marinha do Brasil um novo canal natural, denominado Canal Norte-Sul, com profundidade de até 12 metros. Além disso, a largura do Canal Oeste foi ampliada de 160 para 220 metros, aumentando a segurança e a eficiência das operações.

Mesmo com os investimentos, a administração reconhece que a expansão física do porto possui limitações por estar inserido em área urbana. Por isso, a estratégia de crescimento está concentrada na modernização da infraestrutura existente, na melhoria da eficiência operacional e na atração de investimentos privados.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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