Tecnologia

MDIC lança Chatbot Comex para agilizar informações sobre comércio exterior

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apresentou o Chatbot Comex, uma ferramenta digital desenvolvida para simplificar o acesso a informações oficiais sobre importação e exportação.

O novo assistente virtual funciona 24 horas por dia, com acesso gratuito e sem necessidade de login, e oferece respostas baseadas em legislação, portais e manuais oficiais do governo federal. Quando necessário, o sistema direciona o usuário para o Comex Responde, serviço que conta com suporte humano especializado.

Tecnologia a serviço da gestão pública

Com o Chatbot Comex, o MDIC busca tornar o atendimento mais rápido e transparente, integrando órgãos anuentes e usuários dos sistemas de comércio exterior. A solução também contribui para a redução de atendimentos repetitivos, otimizando a gestão pública e melhorando a experiência de quem atua no setor.

“Estamos aproximando o governo das pessoas e reduzindo barreiras para quem quer empreender e exportar. É uma ação que traz mais tecnologia para o setor público e amplia a nossa capacidade de atender mais brasileiros que desejam participar do comércio exterior”, afirmou Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior.

Público escolhe o nome do Chatbot

Para envolver os usuários, o MDIC abriu uma enquete nas redes sociaisInstagram e LinkedIn — para escolher o nome da nova assistente virtual. As opções são:

  • Tai – simboliza generosidade e sociabilidade;
  • Elisa – remete à sensibilidade, fé e elegância;
  • Duda – em espanhol, significa “dúvida”;
  • Lina – em grego, quer dizer “mensageira” ou “portadora de luz”.

📅 Votação: 16 e 17 de outubro
📅 Resultado: 20 de outubro

Como funciona o Chatbot Comex

  • 💬 Interação por texto: o usuário envia a dúvida e recebe respostas fundamentadas em fontes oficiais;
  • 🗣️ Linguagem acessível: comunicação clara e empática, sem jargões técnicos;
  • 👩‍💼 Encaminhamento humano: quando necessário, o sistema redireciona ao Comex Responde;
  • 🌐 Disponibilidade total: acesso direto pelo portal do Siscomex, sem login, 24 horas por dia.

Experiência humanizada e linguagem clara

Para tornar a experiência mais próxima e agradável, o Chatbot Comex ganhou um avatar moderno e acolhedor, com traços suaves e comunicação empática. O objetivo é humanizar o atendimento digital, mantendo um tom cordial e educativo.

Segundo Janaína Batista, diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex, a base de conhecimento do chatbot é composta por normas, manuais e sistemas oficiais, o que garante respostas precisas e confiáveis, apresentadas de forma ágil e acessível.

A Secex segue empenhada em fortalecer a competitividade das empresas brasileiras, promovendo facilitação do comércio, transparência regulatória e inovação, com foco na inclusão e expansão das exportações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos será ampliada com nova regra do Sisbi

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite às empresas inscritas no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) exportar subprodutos do abate de bovinos e bubalinos sem demanda no mercado interno. A proposta busca estimular o comércio internacional e ampliar o aproveitamento de produtos de origem animal.

Padronização e equivalência sanitária

Criado pelo governo federal, o Sisbi-POA tem como objetivo padronizar os procedimentos de inspeção sanitária em todo o país — englobando municípios, estados e o Distrito Federal. Com o projeto, empresas que atuam sob a fiscalização do Sisbi passarão a ter equivalência sanitária com as unidades registradas sob inspeção federal, o que abrirá novas oportunidades de exportação.

Projeto aprovado com ajustes de redação

O texto aprovado segue a versão analisada anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, de autoria do ex-deputado Jerônimo Goergen (RS), com relatoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). A proposta faz alterações na Lei nº 1.283/1950, que regula a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal, e determina que as exportações deverão ser realizadas por meio de estabelecimentos com fiscalização federal.

Próximos passos no Congresso

Como o projeto tramitou em caráter conclusivo, ele seguirá para o Senado Federal, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara. Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado nas duas Casas Legislativas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Sistema para devolução de tributos pagos por pequenos exportadores já está disponível

Pedidos poderão ser apresentados para compensar o pagamento de tributos federais ou obter o ressarcimento em dinheiro

Micro e pequenas empresas exportadoras, inclusive as optantes pelo Simples Nacional, poderão, a partir desta terça-feira (14/10), apresentar pedidos para devolução de tributos pagos na cadeia produtiva de suas vendas externas, no âmbito do Programa Acredita Exportação.

“A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa e ganhem escala. Com o Acredita Exportação, o governo devolve parte do impostos pagos na cadeia de insumos do produto exportado, aumentando a competitividade dessas empresas no mercado internacional”, garantiu o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. 

A medida representa um passo importante na redução de custos e no estímulo à competitividade das empresas de menor porte no comércio exterior, antecipando efeitos positivos da reforma tributária sobre a desoneração das exportações.

“O objetivo do governo federal é aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas no mercado internacional e ampliar a base exportadora do país”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Crescimento dos pequenos exportadores

Em 2024, o Brasil registrou 11.432 pequenas empresas exportadoras, equivalentes a 39,6% do total de empresas exportadoras do país. Em 2014, eram 5.381, representando 28,6%, o que demonstra a crescente presença dos pequenos negócios nas vendas externas.

A devolução, equivalente a 3% do valor das exportações, poderá ser utilizada para compensar tributos federais vencidos ou vincendos ou ainda obter o ressarcimento dos valores em dinheiro. O primeiro período de referência para a solicitação será composto pelas vendas externas realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025.

Para operacionalizar a medida, o sistema de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) foi atualizado e passará a receber e processar automaticamente os pedidos de compensação ou ressarcimento.

“Não havia mecanismo de recuperação de tributos relacionados à cadeia de exportação para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Com a mudança, oferecemos um benefício essencial neste momento de transição para o novo modelo tributário”, destacou Renato Agostinho, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior do MDIC.

Segurança e transparência

De acordo com a Receita Federal, a transmissão da Declaração de Compensação extingue, em princípio, o débito tributário. No entanto, para evitar fraudes, o órgão tem prazo de até cinco anos para homologar os pedidos, podendo reverter compensações que não atendam às exigências legais. A medida foi anunciada em julho de 2025 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a sanção do Programa Acredita Exportação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o ministro destacou que a iniciativa corrigia uma distorção histórica e que era “mais um impulso importante para aumentar a competitividade e ampliar a base de empresas exportadoras brasileiras”.

>> Mais informações no SISCOMEX 

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/SEBRAE

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Exportação

Exportações de carnes de Santa Catarina batem recorde histórico de receita em setembro

Santa Catarina encerrou o mês de setembro de 2025 com resultados históricos nas exportações de carnes. O Estado exportou 197,7 mil toneladas em carnes (frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) totalizando US$ 438,1 milhões em receitas — o maior valor mensal já registrado na série histórica, iniciada em 1997 e o segundo melhor desempenho em quantidade.

Na comparação com agosto deste ano, a alta foi de 29,9% na quantidade e de 29,5% no faturamento. Em relação a setembro de 2024, os embarques das carnes cresceram 14% em volume e 13,5% em receita. Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Eu não tenho dúvida de que o que a gente produz em Santa Catarina, todos os países do mundo querem comprar. É reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias. São centenas de milhares de catarinenses envolvidos nessa produção que começa lá em uma pequena propriedade familiar e chega a mais de 150 países”, comemora o governador Jorginho Mello.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números refletem a força do agronegócio catarinense.“Santa Catarina demonstra, mais uma vez, sua capacidade de reagir com agilidade aos desafios e manter a confiança dos mercados internacionais. Esses resultados comprovam o trabalho sério do setor e a eficiência da nossa sanidade animal e de toda cadeia produtiva”, destaca Chiodini.

Carne de frango

As exportações de carne de frango somaram 116,7 mil toneladas em setembro, movimentando US$ 232 milhões. Esse é o melhor desempenho mensal desde maio de 2019, tanto em volume quanto em receita. O crescimento foi de 30% em quantidade e 30,2% em valor na comparação com agosto. Em relação a setembro de 2024, os aumentos foram de 10,7% e 4%, respectivamente.

No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 874 mil toneladas de carne de frango, com receitas de US$ 1,78 bilhão, altas de 2,1% em volume e 6,6% em valor. O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que os volumes de setembro também demonstram a gradativa recuperação das exportações brasileiras e catarinenses, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado.

“Santa Catarina respondeu por 25,5% da receita e 23,3% da quantidade das exportações brasileiras de carne de frango no acumulado de janeiro a setembro, reforçando sua posição como segundo principal estado exportador do produto. A participação do estado vem crescendo ao longo deste ano, superando os patamares registrados no ano passado (23,5% da receita e 20,6% da quantidade)”, explica Giehl.

De janeiro a setembro, os principais mercados foram Arábia Saudita, Japão, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos.

Carne suína

A carne suína catarinense alcançou em setembro o maior valor mensal de exportação já registrado: US$ 181,6 milhões, com 72,3 mil toneladas embarcadas. O volume representa um aumento de 28,3% em relação a agosto e de 17,7% frente a setembro de 2024. Em quantidade, esse foi o segundo maior volume já exportado pelo Estado, atrás apenas de julho de 2022.

De janeiro a setembro, Santa Catarina exportou 562,2 mil toneladas, gerando US$ 1,39 bilhão em receita — aumentos de 6,6% e 14%, respectivamente, comparados ao mesmo período de 2024.

Os principais mercados da carne suína catarinense no período foram: Japão, Filipinas, China, Chile e México. Santa Catarina consolidou sua liderança nacional nas exportações de carne suína, respondendo por 51,5% da quantidade e 52% da receita do país.

No acumulado do ano

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o Estado exportou 1,49 milhão de toneladas de carnes, com faturamento de US$ 3,30 bilhões — altas de 3,0% em volume e 9,9% em valor em comparação com o mesmo período de 2024. Esses são os melhores resultados já registrados para o período, tanto em valor quanto em quantidade, desde o início da série histórica, em 1997.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Jonatã Rocha / SECOM GOVSC

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Soja/Cepea: Exportação é recorde para setembro; agentes estão atentos ao clima

As exportações brasileiras de soja atingiram em setembro volume recorde para o mês, sendo impulsionadas pela firme demanda externa, indicam pesquisadores do Cepea. 

Em setembro/25, o País embarcou 6,5 milhões de toneladas do grão, recorde histórico para o mês e 6,6% acima do escoado em setembro/24, segundo dados parciais da Secex. Frente a agosto, no entanto, houve retração de 30,3%, movimento típico do segundo semestre, quando os estoques nacionais são menores. Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a maior disponibilidade de soja na Argentina limitou parte dos embarques brasileiros em setembro.

Ainda assim, de janeiro a setembro, o Brasil exportou 93 milhões de toneladas, recorde para o período. Além da firme demanda pelo grão brasileiro, o clima segue no radar dos produtores. O avanço da semeadura da safra 2025/26 no Paraná vem contrastando com o ritmo ainda lento das atividades no Centro-Oeste e Sudeste, devido à falta de chuvas. 

FONTE: Cepea
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Hidrovias ganham protagonismo na exportação de soja e milho

Integração logística fluvial encurta distâncias, reduz custos e amplia a competitividade do agronegócio brasileiro

As hidrovias ganham protagonismo na matriz de exportação brasileira e já se consolidam como corredores estratégicos para o escoamento de soja e milho. Boa parte da produção tem origem no Centro-Oeste, principal polo agrícola do país, e segue em direção aos portos do Arco Norte, reduzindo custos logísticos, encurtando distâncias e ampliando a competitividade do agronegócio no cenário global.

De janeiro a julho deste ano, a região movimentou 19,9 milhões de toneladas de grãos pelos portos organizados da Amazônia, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A maior parte percorreu a hidrovia do Rio Amazonas, com 10,26 milhões de toneladas, seguida pelos rios Pará (4,65 milhões), Tocantins (4,59 milhões) e Tapajós (430,1 mil).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca que esse desempenho reforça o papel estratégico da navegação interior. “A navegação interior é um vetor estratégico para o Brasil. Com o trabalho da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, temos investido em dragagens, derrocamentos e integração logística para transformar os rios em protagonistas da exportação de grãos. Isso reduz custos, gera competitividade e garante previsibilidade aos exportadores.”, disse.

Destaques

Os embarques se concentraram em cinco principais portos:

  • Terminal de Vila do Conde (PA), com 3,94 milhões de toneladas;
  • Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena (PA), com 3,79 milhões;
  • Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 3,70 milhões;
  • Santarém (PA), com 3,60 milhões;
  • Terminal Portuário Novo Remanso (AM), com 2,35 milhões.

Grande parte desse volume percorreu quatro das principais hidrovias do país. O Rio Amazonas atua como o grande corredor de integração, ligando diversos terminais fluviais aos portos do Arco Norte. O Rio Pará conecta as regiões de Miritituba e Santarém ao Porto de Vila do Conde, um dos mais importantes para a exportação de grãos, que lidera a movimentação de cargas na região Norte em 2025.

O Rio Tocantins permite o escoamento da produção do Centro-Oeste em direção ao Norte, favorecendo a integração logística. Já o Rio Tapajós é fundamental para o transporte de cargas entre Miritituba, Santarém e Vila do Conde, consolidando a rota de grãos pela região.

Essas rotas fluviais fortalecem o papel do Arco Norte, que, em 2024, respondeu por 34,8% das exportações de soja e por 46% das exportações de milho, segundo o Anuário Agrologístico 2025, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, reforça que os investimentos em navegação interior estão mudando a matriz de exportação brasileira. “As hidrovias são um ativo estratégico de grande potencial. Cada investimento amplia a eficiência, aproxima regiões produtoras dos portos do Arco Norte e garante um transporte mais limpo e competitivo. Nosso objetivo é que a navegação interior deixe de ser alternativa e se consolide como eixo central da logística nacional”, referiu.

“Cada investimento amplia a eficiência, aproxima regiões produtoras dos portos do Arco Norte e garante um transporte mais limpo e competitivo” Dino Antunes

A China segue como principal destino das exportações, com 7,49 milhões de toneladas até julho. Em seguida aparecem Espanha (2,85 mi/ton), Turquia (1,63 mi/ton), Argélia (829,4 mil/ton) e México (768,9 mil/ton), confirmando a diversificação de compradores e a solidez da cadeia logística nacional.

Desenvolvimento e futuro

O fortalecimento das hidrovias é parte central da política pública de modernização da logística nacional. Além de reduzir a pressão sobre rodovias, aumentar a segurança do transporte e gerar empregos em toda a cadeia do agronegócio, a navegação interior garante eficiência estrutural ao escoamento da produção.

O Ministério de Portos e Aeroportos vem direcionando recursos, com a meta de manter rios estratégicos navegáveis durante todo o ano. O objetivo é oferecer previsibilidade aos operadores, segurança para os exportadores e sustentação à expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que corredores de exportação, as hidrovias representam a integração entre o interior produtivo e os mercados globais. Ao transformar rios em vias permanentes de comércio exterior, o Brasil fortalece sua infraestrutura logística e consolida sua liderança mundial não apenas na produção e exportação de soja e milho, mas também de outras commodities agrícolas estratégicas.

FONTE:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

IMAGEM:
Reprodução/Portos e Aeroportos

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Informação

Nova versão do PER/DCOMP estará disponível para exportadores em outubro de 2025

Atualização do sistema amplia acesso ao Programa Acredita Exportação

A Receita Federal anunciou que, a partir de 18 de outubro de 2025, estará no ar a nova versão do sistema PER/DCOMP. A atualização permitirá que micro e pequenas empresas exportadoras, inclusive aquelas optantes pelo Simples Nacional, solicitem de forma digital o ressarcimento de créditos do Programa Acredita Exportação.

Mais agilidade no processamento de créditos

Com a modernização, os pedidos passarão a ser recebidos e processados eletronicamente e de forma automática, o que deve garantir mais rapidez no acesso ao benefício fiscal.

As empresas terão direito à devolução de 3% sobre o valor das exportações elegíveis, apurados trimestralmente.

Primeiro período de referência já definido

O ressarcimento começará a valer para operações realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025, sendo este o primeiro período considerado para cálculo do crédito.

A expectativa é que a atualização do PER/DCOMP torne o processo mais simples, reduzindo burocracias e acelerando o fluxo de recursos para os exportadores.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Industria

Alckmin anuncia núcleo do PEIEX e destaca Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026 em São José dos Campos

O vice-presidente Geraldo Alckmin lançou nesta segunda-feira (29) o núcleo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) em São José dos Campos (SP) e apresentou os planos para o Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026, na Alemanha. A iniciativa marca um passo estratégico na internacionalização de empresas brasileiras, alinhada à política da Nova Indústria Brasil.

Conexão entre capacitação e projeção global

O novo núcleo do PEIEX foi criado em parceria com o Sebrae, a Faculdade Sebrae e o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). A proposta é ampliar a preparação de empresas para o comércio exterior e, ao mesmo tempo, conectar essa qualificação às oportunidades oferecidas pela Hannover Messe, onde o Brasil será País-Parceiro Oficial em 2026.

Alckmin ressaltou a importância da agenda:

“O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas precisam da exportação para ganhar escala e competitividade. Ao mesmo tempo, ela permite que pequenas empresas cresçam. Esse é o trabalho da Apex: promover produtos brasileiros e atrair investimentos”, afirmou.

Nova Indústria Brasil: inovação, sustentabilidade e competitividade

Durante o evento, o vice-presidente destacou os três pilares da Nova Indústria Brasil (NIB):

  • Inovação: R$ 110 bilhões disponíveis por meio de BNDES, Embrapii e Finep, com juros reduzidos;
  • Sustentabilidade: R$ 180 bilhões anunciados pela indústria automotiva para a mobilidade verde;
  • Competitividade: incentivo à renovação do parque industrial brasileiro, cuja idade média das máquinas é de 15 anos, para reduzir custos e aumentar eficiência energética.

Alckmin também ressaltou o papel estratégico do Vale do Paraíba, região considerada um dos maiores corredores industriais do mundo, comparável ao Vale do Ruhr, na Alemanha.

PEIEX já qualificou mais de 30 mil empresas

Criado em 2004, o PEIEX já apoiou mais de 30 mil empresas brasileiras, das quais 20 mil eram micro e pequenas. Entre 2017 e 2023, os negócios atendidos pelo programa exportaram cerca de US$ 3,6 bilhões, especialmente para mercados da Ásia, Europa e América do Sul.

Em São Paulo, o programa já preparou 3.900 empresas desde 2010. O convênio atual prevê atendimento recorde de 2.425 companhias até 2027, sendo que o novo núcleo em São José dos Campos vai atender 100 empresas do Vale do Paraíba.

Brasil como protagonista na Hannover Messe 2026

Com público estimado em 130 mil visitantes e 4 mil expositores de mais de 60 países, a Hannover Messe é considerada a maior feira industrial do mundo. O Pavilhão Brasil, coordenado pela ApexBrasil, terá 2.000 m² em áreas temáticas de automação, robótica, energia, sustentabilidade e indústria digital.

A expectativa é reunir 450 representantes brasileiros, que terão acesso a rodadas de negócios, promoção internacional e matchmaking exclusivo. O espaço será vitrine da inovação, tecnologia e sustentabilidade da indústria nacional.

Apoio contínuo às empresas exportadoras

Segundo Ana Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a estratégia é preparar desde a base até a entrada em mercados globais:

“98% do mercado mundial está fora do Brasil. O PEIEX ajuda as empresas nessa jornada, desde a adaptação de produtos até certificações e rótulos. O consultor acompanha cada etapa”, explicou.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Exportação

Exportações de dispositivos médicos para os EUA caem 30,4% no pós-tarifaço de Trump

Após a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, as exportações de dispositivos médicos para o mercado norte-americano caíram 30,04% em relação a julho, atingindo US$ 21,2 milhões – o menor valor registrado no ano para esse destino.

O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em agosto de 2025, se referem exclusivamente a dispositivos médicos, categoria que reúne desde insumos de laboratório (reagentes e kits diagnósticos) até sondas, catéteres, válvulas cardíacas, suturas cirúrgicas, artigos ortopédicos e equipamentos odontológicos.

De acordo com a pesquisa, segmentos como odontologia (-93,09%), reabilitação (-85,02%) e equipamentos médicos (-59,94%) foram os mais prejudicados.

Segundo Paulo Henrique Fraccaro, CEO da ABIMO, esse resultado reforça um alerta para o setor: “A tarifa norte-americana trouxe um impacto imediato e profundo sobre nossas vendas, especialmente em segmentos de maior valor agregado. Isso mostra o quanto o Brasil ainda depende de poucos mercados estratégicos”, afirma.

Apesar da retração nos EUA, o setor demonstrou resiliência ao ampliar as exportações para outros destinos. As vendas para a Europa cresceram 44,51% em agosto, com destaque para Espanha (+632,59%), França (+238,77%) e Suíça (+130,72%). Na América Latina, mercados como México (+28,34%) e Bolívia (+56,18%) também ganharam relevância.

“O redirecionamento para América Latina e Europa comprova que existe demanda para a produção brasileira, mas precisamos garantir condições de competitividade para que esse movimento se sustente no longo prazo”, acrescenta Fraccaro.

Exportações em alta no acumulado

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de dispositivos médicos, para todos os países, somaram US$ 761,7 milhões, alta de 6,83% em relação ao mesmo período de 2024. Todos os segmentos registraram crescimento, com destaque para reabilitação (+26,64%), odontologia (+8,19%) e laboratório (+6,35%). O segmento médico-hospitalar segue como o mais representativo, respondendo por 64,49% do total.

Entre os itens que puxaram esse desempenho estão os categutes esterilizados para suturas (+96,25%), artigos e aparelhos ortopédicos (+33,56%) e sondas, catéteres e cânulas (+167,96%).

Importações em movimento

As importações, por sua vez, somaram US$ 889,7 milhões em agosto, queda de 6,16% em relação a julho e 11,02% abaixo de agosto de 2024. Ainda assim, o acumulado do ano já chega a US$ 7,23 bilhões, alta de 8,37% frente ao mesmo período do ano anterior. O segmento de laboratório concentra 50,78% do total, seguido por médico-hospitalar (39,59%) e odontologia (3,25%).

Os Estados Unidos seguem como principal origem das importações brasileiras (16,57% do total), mas em agosto houve retração de quase 20% nas compras oriundas do país. Em contrapartida, cresceram as importações vindas da China (+3,15%), Japão (+38,93%), França (+39,77%) e Reino Unido (+65,40%).

Para Fraccaro, esse cenário mostra a importância de políticas públicas voltadas à redução da vulnerabilidade externa do setor: “É fundamental avançar em acordos internacionais e na reciprocidade regulatória. Só assim nossas empresas poderão competir em igualdade de condições e planejar com previsibilidade”, conclui.

(*) Com informações a ABIMO

Fonte: Comex do Brasil

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