Portos

Porto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), utiliza uma estrutura de grande porte para manter o transporte de minério de ferro em operação contínua. O terminal reúne equipamentos de alta capacidade, como viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios, formando uma cadeia logística que conecta a ferrovia aos embarques marítimos sem interrupções.

Especializado na movimentação de granéis sólidos, o complexo foi projetado para operar grandes volumes de carga com máxima eficiência, reduzindo paradas e aumentando a produtividade.

Viradores de vagões iniciam a movimentação do minério

A operação começa com a chegada dos trens carregados de minério. No terminal, dois viradores de vagões descarregam o material a uma capacidade de até 8.880 toneladas por hora cada.

Essa etapa é considerada estratégica, pois abastece toda a estrutura seguinte. Qualquer redução no ritmo da descarga impacta diretamente o transporte interno, o armazenamento e o carregamento dos navios.

Correias transportadoras conectam toda a operação

Após a descarga ferroviária, o minério segue por uma extensa rede de correias transportadoras, responsáveis por levar a carga até os pátios de estocagem e, posteriormente, aos berços de atracação.

Segundo informações do Porto Sudeste, essas estruturas podem alcançar 12 quilômetros de extensão e transportar até 12 mil toneladas por hora.

Diferentemente da movimentação feita por caminhões, o sistema funciona de forma contínua, garantindo maior eficiência no deslocamento de grandes volumes de minério ao longo do terminal.

Empilhadeiras recuperadoras organizam os estoques

Nos pátios de armazenagem, quatro empilhadeiras recuperadoras entram em ação para organizar o minério e devolvê-lo ao sistema quando chega o momento do embarque.

Cada equipamento possui lança de 60 metros e capacidade operacional de até 12 mil toneladas por hora.

Além de formar pilhas de estocagem, essas máquinas recuperam o material e o encaminham novamente às correias transportadoras, mantendo o fluxo constante da operação logística.

Carregadores de navios encerram o ciclo operacional

Na etapa final, dois carregadores de navios recebem o minério transportado pelas correias e realizam a distribuição da carga nos porões das embarcações.

Cada equipamento movimenta até 12 mil toneladas por hora, permitindo que o carregamento acompanhe o ritmo iniciado na ferrovia.

Essa sincronização evita gargalos e garante que toda a cadeia logística funcione de maneira integrada, desde a chegada do minério ao terminal até sua exportação.

Terminal movimenta granéis sólidos e líquidos

Além das operações com minério de ferro, o Porto Sudeste também atua na movimentação de granéis líquidos, especialmente produtos ligados à cadeia de óleo do pré-sal.

A capacidade atual do terminal é de até 50 milhões de toneladas por ano, entre granéis sólidos e líquidos, com licença ambiental que permite futura expansão para 100 milhões de toneladas anuais.

A localização estratégica em Itaguaí fortalece a integração entre o transporte ferroviário e o comércio marítimo internacional.

Integração das máquinas garante alta produtividade

O desempenho do Porto Sudeste depende da perfeita coordenação entre todos os equipamentos. Cada etapa possui capacidade compatível para impedir interrupções no fluxo da carga.

Enquanto terminais de contêineres trabalham com unidades individuais movimentadas por guindastes, a logística do minério opera em fluxo contínuo, semelhante a uma grande esteira industrial.

Nesse modelo, viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios atuam como partes de um único sistema, permitindo embarques em larga escala e sustentando uma operação essencial para as exportações brasileiras de minério de ferro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto SudestePorto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

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Exportação

Elas Exportam inicia nova edição com 117 empreendedoras e fortalece a internacionalização feminina

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deu início à sexta edição do Programa Elas Exportam, iniciativa que incentiva a participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior.

Nesta edição, 117 empreendedoras foram selecionadas para participar de uma jornada de capacitação e mentoria voltada ao desenvolvimento de estratégias para ampliar a presença de seus negócios no mercado internacional.

Mentorias e capacitação impulsionam empresas lideradas por mulheres

Ao longo do programa, cada participante contará com o acompanhamento de uma mentora especializada em exportação e negócios internacionais. A programação reúne conteúdos técnicos, atividades práticas e orientações estratégicas para preparar as empresas para competir em mercados globais.

Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a iniciativa integra uma trilha de desenvolvimento que acompanha as empresas desde a capacitação até a promoção comercial, fortalecendo a inserção dos produtos brasileiros no exterior.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa já se consolidou como uma importante política pública para ampliar a participação feminina no comércio internacional e tornar esse ambiente mais inclusivo.

Nova edição amplia setores atendidos

Entre as novidades deste ano está a expansão da programação, que passa a oferecer mais encontros coletivos, conteúdos voltados ao desenvolvimento socioemocional e à gestão estratégica, além do fortalecimento das parcerias institucionais.

Outra inovação é a criação de vagas específicas para empresas dos setores de tecnologia da informação, audiovisual e games, ampliando o alcance da iniciativa para segmentos de alto potencial de crescimento.

Procura pelo programa cresce em todo o Brasil

O interesse pelo Elas Exportam aumentou significativamente nesta edição. O programa recebeu quase 600 manifestações de interesse de empreendedoras e contabilizou 374 inscrições para o Banco de Mentoras.

As participantes representam todas as regiões do país, sendo que aproximadamente 30% das selecionadas são dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando o compromisso com a diversidade regional.

Programa já beneficiou centenas de empresas

Desenvolvido dentro da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), o programa conta com o apoio do Banco do Brasil, Sebrae, INPI e de diversas instituições parceiras que contribuem com mentorias e capacitações.

Desde sua criação, o Elas Exportam já apoiou 219 empresas e reuniu 196 mentoras, formando uma ampla rede de incentivo ao empreendedorismo feminino e à internacionalização de pequenos e médios negócios.

Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria dedicada às mulheres empreendedoras.

Com o avanço de cada edição, o programa fortalece o ambiente de apoio às empresárias brasileiras, ampliando as oportunidades para que mais negócios liderados por mulheres conquistem espaço no mercado global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportação de farelo de soja ganha nova rota pelo Porto de Itaqui

O Brasil passa a contar com uma nova alternativa logística para impulsionar a exportação de farelo de soja. A operadora ferroviária VLI S.A. iniciará uma operação permanente de transporte do produto até o Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a dependência dos portos do Sul do país.

A iniciativa busca solucionar gargalos logísticos em um momento de crescimento da produção nacional de farelo, resultado do aumento do processamento da soja para atender à demanda da indústria de biodiesel.

Nova rota ferroviária amplia capacidade de exportação

Segundo a diretora comercial da VLI, Carolina Hernandez Tascon, a empresa passará a operar o transporte de farelo de soja durante todo o ano pela ferrovia que liga importantes regiões produtoras ao Porto de Itaqui.

Até então, os embarques eram realizados apenas de forma pontual. Com a mudança, a operação se tornará contínua, oferecendo uma alternativa aos terminais portuários tradicionalmente mais congestionados das regiões Sul e Sudeste.

A nova rota atende áreas estratégicas da produção agrícola brasileira, incluindo Mato Grosso — maior produtor de soja do país —, além de Tocantins, Piauí e Bahia.

Produção crescente aumenta pressão sobre a logística

O fortalecimento da infraestrutura ocorre em um cenário de expansão da produção de farelo de soja no Brasil. O aumento do esmagamento da soja, impulsionado pela demanda da cadeia de biodiesel, tem elevado a oferta do coproduto destinado principalmente à fabricação de ração animal.

Com maior volume disponível para exportação, cresce também a necessidade de ampliar a capacidade de transporte, armazenagem e movimentação da carga.

De acordo com Carolina Tascon, a redução dos custos logísticos será determinante para elevar a competitividade do produto brasileiro frente à Argentina, atualmente a maior exportadora mundial de farelo de soja.

Outro fator considerado estratégico é a localização dos portos da região Norte, que oferecem menor distância marítima até a Europa, reduzindo custos e tempo de viagem para esse importante mercado consumidor.

Estrutura de armazenagem ainda é um desafio

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos para ampliar os embarques de soja e milho pelos portos do Norte, o farelo de soja exige instalações específicas para armazenamento e movimentação, já que precisa permanecer segregado de outras cargas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) alertou recentemente que, durante os períodos de safra, a elevada movimentação de soja no primeiro semestre e de milho na segunda metade do ano limita a disponibilidade de espaços para armazenagem, tornando a logística ainda mais desafiadora.

Empresas investem em novos terminais

Além da iniciativa da VLI, outras companhias também ampliam investimentos para fortalecer a infraestrutura de exportação.

As empresas 3Tentos Agroindustrial e Caramuru Alimentos desenvolvem um novo terminal de embarque em Miritituba, no Pará. A expectativa é que a estrutura entre em operação no último trimestre de 2026, ampliando a capacidade logística da região.

No caso da VLI, os primeiros testes com cargas de farelo de soja começam ainda neste mês. A empresa prepara áreas exclusivas de armazenagem em terminais ferroviários ligados ao corredor Norte. Os terminais portuários TPSL e Tegram, localizados no Maranhão, também passarão a operar com armazenamento e movimentação do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Comércio Internacional

Argentina zera imposto de exportação para produtos da mineração e indústria

O governo da Argentina oficializou a redução para 0% dos direitos de exportação incidentes sobre diversos produtos ligados aos setores de mineração e indústria. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 566/2026, publicado em 1º de julho de 2026 no Boletim Oficial do país.

A nova regra elimina imediatamente a cobrança sobre exportações de aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais relacionados no Anexo I do decreto. O benefício também passa a valer para diferentes produtos da indústria automotiva, fortalecendo a competitividade desses segmentos no mercado internacional.

Redução será gradual para outros produtos

Além das mudanças imediatas, o decreto prevê um cronograma de redução progressiva das alíquotas para outro grupo de produtos dos mesmos setores, listados no Anexo II, além de determinados hidrocarbonetos constantes no Anexo III.

Segundo o governo argentino, a diminuição ocorrerá de forma escalonada até que a alíquota alcance 0% em junho de 2027, ampliando o alcance da política de incentivo às exportações.

Governo aposta no fortalecimento das exportações

A iniciativa integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da economia argentina, com foco na ampliação das exportações, no aumento da competitividade internacional e na geração de divisas.

De acordo com o Poder Executivo, a redução dos tributos também busca diminuir os custos fiscais e financeiros enfrentados pelos exportadores, mantendo, ao mesmo tempo, o equilíbrio das contas públicas.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Informação

Aprendendo a Exportar lança módulo sobre União Europeia para orientar empresas brasileiras

Empresas interessadas em ampliar sua presença no mercado internacional passam a contar com um novo conteúdo na plataforma Aprendendo a Exportar. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um módulo dedicado à União Europeia, reunindo informações práticas para quem pretende exportar ao bloco econômico.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o material foi criado para esclarecer as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e orientar empresários sobre os principais procedimentos necessários para acessar um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Conteúdo atende empresas de todos os portes

O novo módulo foi estruturado para apoiar negócios de diferentes segmentos e tamanhos, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é facilitar a compreensão das exigências do mercado europeu e contribuir para que mais empresas brasileiras ingressem no comércio exterior.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o acesso a informações confiáveis é um dos fatores essenciais para ampliar a participação das empresas brasileiras nas exportações.

Ela destaca que atuar no mercado internacional exige planejamento e conhecimento sobre normas, procedimentos e exigências específicas de cada destino. Segundo a secretária, a plataforma concentra essas informações de forma acessível e agora passa a oferecer um conteúdo voltado exclusivamente ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Plataforma reúne orientações práticas para exportadores

O material foi elaborado em linguagem simples e objetiva, voltada a empresários, empreendedores e profissionais da área de comércio internacional. Entre os temas abordados estão acesso ao mercado, regras de origem, adequação de produtos às normas europeias, requisitos técnicos e sanitários, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, sustentabilidade e mecanismos de apoio às exportações.

Além disso, o módulo disponibiliza referências para estudos, ferramentas oficiais e bases de dados brasileiras e europeias, auxiliando as empresas na identificação de novas oportunidades de negócios.

Plataforma soma quase 20 anos de atuação

Com a novidade, o MDIC amplia o conteúdo da plataforma Aprendendo a Exportar, iniciativa que integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e tem como foco incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Criada há quase duas décadas, a plataforma já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e se consolidou como uma referência para empreendedores que desejam iniciar ou expandir suas atividades de exportação. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser consultado sem necessidade de cadastro ou login.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suno Research

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Evento

FIESC promove seminário sobre novas regras de financiamento às exportações

A FIESC realiza, no próximo dia 2 de julho, um seminário online para apresentar as mudanças na legislação que atualiza os mecanismos de financiamento às exportações no Brasil. O evento é direcionado a empresários, executivos e profissionais ligados ao comércio exterior que desejam compreender como as novas regras podem ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade das empresas no mercado internacional.

Com o tema “Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação”, o webinar será realizado às 10h, em formato virtual.

Nova legislação amplia acesso ao crédito para exportadores

Durante o encontro, especialistas vão detalhar as principais alterações introduzidas pela nova legislação, que amplia as possibilidades de financiamento para empresas exportadoras.

Um dos destaques será o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ferramenta considerada estratégica para reduzir riscos nas operações internacionais e facilitar a expansão das empresas brasileiras em mercados externos.

A proposta do seminário é esclarecer como esses instrumentos podem contribuir para aumentar a segurança financeira das operações e incentivar novos negócios no cenário global.

Especialistas discutem impactos para a indústria

O debate contará com a participação de Afonso de Carvalho Costa Lopes, especialista em Políticas e Indústria da CNI, de Nátany Boldo, diretora de Garantias da ABGF, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Os convidados abordarão os reflexos das mudanças para a indústria brasileira, com foco nos ganhos de competitividade e nas oportunidades para as empresas catarinenses que atuam ou pretendem atuar no mercado internacional.

Como participar

A participação é gratuita e destinada a profissionais interessados em conhecer os novos instrumentos de financiamento à exportação e suas aplicações práticas.

Serviço

  • Evento: Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação
  • Data: 2 de julho
  • Horário: 10h
  • Formato: Online
  • Inscrições: mediante preenchimento de formulário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Tecnologia

Acordo Mercosul-UE impulsiona exportação de tecnologia brasileira para a indústria da moda

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia abre novas oportunidades para empresas brasileiras que atuam na cadeia da moda. Mais do que ampliar as exportações de roupas, calçados e produtos manufaturados, o tratado cria um ambiente favorável para a venda de tecnologia, automação industrial, rastreabilidade e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Com acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, o Brasil passa a fortalecer também sua posição como fornecedor de inovação para a indústria têxtil internacional.

Mercado europeu amplia espaço para soluções brasileiras

Em vigor desde 1º de maio, o acordo reduziu ou eliminou tarifas sobre mais de 5 mil categorias de produtos, o equivalente a 54,3% das linhas tarifárias contempladas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passaram a entrar no bloco com tarifa de importação zerada já nesta primeira fase.

O tratado conecta o Brasil a um mercado formado por mais de 700 milhões de consumidores e cria novas possibilidades para empresas que desenvolvem tecnologias voltadas à produtividade e à transformação digital da indústria.

Além da redução de custos comerciais, o cenário favorece fornecedores capazes de entregar soluções alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional.

Indústria da moda movimenta US$ 190 bilhões por ano

A oportunidade é considerada estratégica diante da dimensão do setor europeu. Dados da Euratex apontam que a indústria de têxtil e vestuário da União Europeia movimenta cerca de US$ 190 bilhões por ano, reúne aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores e quase 200 mil empresas distribuídas pelos 27 países do bloco.

Ao mesmo tempo em que enfrenta forte concorrência de fabricantes asiáticos, o mercado europeu busca acelerar processos de digitalização e atender normas ambientais cada vez mais rigorosas, ampliando a demanda por tecnologias capazes de otimizar a produção.

Tecnologia brasileira ganha protagonismo

Nesse contexto, empresas brasileiras especializadas em soluções para a indústria da moda enxergam espaço para ampliar sua presença internacional.

A Audaces, multinacional de origem ítalo-brasileira fundada em Santa Catarina, atua hoje em mais de 120 países desenvolvendo softwares, equipamentos, inteligência artificial e sistemas de automação para integrar todas as etapas da produção de vestuário, desde o desenvolvimento das coleções até o corte das peças.

Segundo o CEO global da empresa, Matheus Fagundes, o novo ambiente comercial favorece não apenas a exportação de produtos, mas também de conhecimento e inovação.

A companhia afirma que suas soluções permitem reduzir em até 20% o desperdício de matéria-prima, além de aumentar a produtividade e oferecer maior precisão aos processos industriais.

Brasil busca ampliar presença global

Criada em 1992, a Audaces tornou-se uma das principais fornecedoras de tecnologia para o setor de confecção no Brasil. Atualmente, sete em cada dez peças produzidas no país utilizam alguma solução desenvolvida pela empresa durante o processo produtivo.

Com mais de 100 mil profissionais utilizando diariamente suas plataformas, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa: conquistar até 70% do mercado global de tecnologias multiplataforma para a indústria da moda até 2030.

Para atingir esse objetivo, a empresa pretende investir cerca de R$ 1 bilhão até o fim da década em pesquisa, desenvolvimento, novos produtos, expansão internacional, marketing e ampliação de participação de mercado.

Sustentabilidade e rastreabilidade se tornam diferenciais

O acordo entre Mercosul e União Europeia também eleva o nível de exigência para empresas que desejam exportar ao bloco europeu.

Além da competitividade em custos, fabricantes precisarão demonstrar controle sobre a origem das matérias-primas, redução de desperdícios, conformidade ambiental e rastreabilidade dos processos produtivos.

Nesse cenário, plataformas digitais e sistemas integrados passam a desempenhar papel fundamental ao fornecer indicadores capazes de apoiar certificações, auditorias e o cumprimento das chamadas barreiras não tarifárias impostas pela legislação europeia.

Santa Catarina fortalece vocação em tecnologia para a moda

A trajetória da Audaces reflete uma transformação da economia catarinense, tradicionalmente ligada à produção de roupas e tecidos. Além da indústria têxtil, o estado vem consolidando um polo de empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologias para o próprio setor de confecção.

A empresa mantém sua fábrica em Palhoça, na Grande Florianópolis, e inaugurou recentemente uma nova sede corporativa na capital catarinense, voltada à integração entre clientes, universidades, startups e parceiros de inovação.

Em 2025, a companhia também ampliou sua presença internacional com novos canais de distribuição na Colômbia, México e Índia, reforçando a estratégia de expansão global.

Inovação deve impulsionar competitividade internacional

Para especialistas do setor, o novo acordo comercial representa uma oportunidade para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de produtos e passe a ganhar espaço como fornecedor de tecnologia para a indústria da moda.

A combinação entre inteligência artificial, automação, digitalização e processos sustentáveis tende a aumentar a competitividade das empresas brasileiras em mercados mais exigentes, consolidando o país como referência em soluções voltadas à transformação da cadeia global de vestuário.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Informação

Governo de Santa Catarina lança edital de concessão da ZPE de Imbituba

O Governo de Santa Catarina publicou nesta quinta-feira, 25, o Edital de Licitação da ZPE de Imbituba. A empresa que vencer o processo será responsável pela construção, operação, exploração e gestão da Zona de Processamento de Exportação, pelo prazo de 35 anos. A previsão é de que o projeto receba investimentos exclusivamente do setor privado na ordem de R$ 66 milhões neste período. A vencedora será a empresa que oferecer o maior valor de outorga fixa.

“Ouvi muitos ‘não tem como’, ‘não vai dar para fazer”, ‘já tentaram e não deu’. Sempre é impossível até alguém ir lá e fazer. E estamos fazendo muitas coisas que diziam ser impossível de saírem do papel. A ZPE de Imbituba é exemplo disso. Há décadas ela era uma promessa adormecida. Nós vamos transformar em realidade. Foi necessário muito trabalho dos nossos técnicos, mas uma a uma cada dificuldade e entrave foi superada. Queremos que, em breve, ela ajude a trazer ainda mais desenvolvimento pro Sul de Santa Catarina”, afirma o governador Jorginho Mello.

A ZPE de Imbituba foi criada em 1994, mas sem operação efetiva. A retomada do processo de concessão, teve a participação da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Secretaria da Fazenda (SEF/SC) e InvestSC, que a partir do novo marco legal (Lei 14.184/2021), deu ao modelo mais atratividade, pois não há mais obrigatoriedade de exportação. Desde então foi contratado o master plan e licenciamento, bem como um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico-financeira e Ambiental (EVTEA) e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que definiu o modelo da concessão.

“O trabalho realizado conjuntamente pelas equipes da SPAF, Fazenda e InvestSC, resultou num processo de concessão atraente e interessante para o mercado. Imbituba e região esperam há mais de três décadas pela materialização da ZPE e acredito que agora estamos próximos de ver esta operação em atividade”, argumenta o secretário da SPAF, Ivan Amaral.

“O projeto oferece ao mercado uma oportunidade pioneira, ampliando as possibilidades de exploração de atividades industriais e de serviços voltadas à exportação em área estratégica próxima ao Porto de Imbituba”, explica a Diretora de Atração de Investimentos, Parcerias e Recursos da SEF, Débora Müller.

Sobre o projeto

O projeto da ZPE de Imbituba prevê uma plataforma industrial com 190 lotes com uma área alfandegada própria que tem potencial logístico e para empresas dos setores automotivo, de eletrônicos, produtos mecânicos, produtos elétricos, química, cerâmica, agroindústria, têxtil, móveis,  e tecnologia. A ZPE é próxima ao Porto de Imbituba, possibilitando integração e facilidade para exportação. A movimentação projetada para os próximos 35 anos é de cerca de 160 mil ton/ano.

“O lançamento do edital representa um passo histórico para Imbituba. Estamos criando as condições para que a nossa ZPE se torne uma realidade, atraindo investimentos, gerando empregos e fortalecendo a economia local e regional. A ZPE tem potencial para transformar Imbituba em um dos principais polos de desenvolvimento e comércio exterior do país, aproveitando toda a nossa vocação logística e a força do nosso porto. Além disso, estamos vendo sair do papel uma promessa aguardada há muitos anos pela nossa população e por todo o setor produtivo. O Governo do Estado está conduzindo esse importante avanço e nós, como gestão municipal, apoiamos e trabalhamos de forma integrada para que esse projeto se concretize e gere desenvolvimento para Imbituba e toda a região”, completa o prefeito de Imbituba, Michel Nunes.

Roadshow

Após a publicação do edital no Portal de Compras do Estado, será organizado um roadshow em data e local ainda a serem divulgados. O roadshow é um evento em que o Estado apresenta o projeto a interessados, buscando ampliar a divulgação e o alcance do maior número de investidores possível. As propostas poderão ser realizadas até o dia 29 de outubro e o leilão também será realizado na Secretaria de Estado de Administração no dia 4 de novembro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SPAF

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Importação

Importações de aço caem 17% com medidas de defesa comercial e setor produtivo registra novos movimentos

As importações de aço no Brasil apresentaram forte retração nos cinco primeiros meses de 2026. O país importou 2,4 milhões de toneladas de produtos laminados e semiacabados, volume 17% menor em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A redução está diretamente ligada às medidas de defesa comercial adotadas pelo governo federal, entre elas a aplicação de direitos antidumping sobre produtos provenientes da China e da Índia, implementadas entre janeiro e fevereiro. As ações buscam proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência internacional.

Castanha de baru do Cerrado Mineiro chega à Europa pela primeira vez

A castanha de baru produzida no Cerrado de Minas Gerais alcançou um novo mercado internacional. A Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase) realizou a primeira exportação direta de 200 quilos do produto para a Áustria.

O embarque ocorreu em junho de 2026, poucas semanas após uma remessa de 800 quilos destinada a Dubai. A operação foi possível graças à autorização para comercialização no mercado europeu, concedida em julho de 2025.

De acordo com representantes da cooperativa e do Sebrae Minas, a iniciativa faz parte de uma estratégia de expansão internacional de longo prazo. O principal desafio, no entanto, continua sendo ampliar a produção artesanal para atender à crescente demanda antes da safra 2026/27.

Juros elevados e Copa do Mundo reduzem ritmo do setor moveleiro em Minas Gerais

A indústria de móveis em Minas Gerais registrou desempenho abaixo do esperado entre janeiro e maio de 2026. Segundo o Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais, o cenário foi impactado principalmente pelas altas taxas de juros e pelos efeitos da Copa do Mundo, que reduziram o consumo e dificultaram o acesso ao crédito.

O elevado custo dos financiamentos também limitou investimentos em expansão por parte das empresas durante o primeiro semestre. Apesar do momento de desaceleração, a expectativa da entidade é de recuperação gradual da atividade a partir de agosto de 2026.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Instituto Aço Brasil

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