Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Comércio Exterior

Programa OEA é reformulado e ganha novos níveis de conformidade no Brasil

A Receita Federal do Brasil anunciou uma série de mudanças estruturais no Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), com foco na modernização, alinhamento a padrões internacionais e fortalecimento da facilitação do comércio exterior. As atualizações acompanham diretrizes do Organização Mundial das Aduanas e do Acordo sobre Facilitação do Comércio.

Nova estrutura do Programa OEA

A principal mudança está na reformulação da modalidade OEA-Conformidade, que passa a ser organizada em três níveis: OEA-C Essencial, OEA-C Qualificado e OEA-C Referência. A nova estrutura busca classificar os operadores conforme o grau de conformidade tributária e aduaneira, garantindo benefícios proporcionais.

O nível Essencial será destinado exclusivamente às empresas comerciais exportadoras, com um processo de adesão simplificado. Já o nível Qualificado corresponde ao modelo atual do programa. Por sua vez, o nível Referência será voltado a empresas com alto grau de conformidade, incluindo aquelas certificadas no programa Confia ou classificadas como A+ no Sintonia.

Benefícios e facilitação para empresas

Com a reformulação, empresas enquadradas no nível Essencial poderão acessar a suspensão de tributos como IBS e CBS nas operações previstas em lei. Já os operadores classificados como Referência terão vantagens adicionais, como o pagamento de tributos de importação até o dia 20 do mês seguinte e maior agilidade no despacho aduaneiro, com direcionamento preferencial ao canal verde.

Apesar das mudanças, os benefícios já existentes no programa foram mantidos e ajustados para se adequar à nova estrutura, garantindo continuidade e segurança jurídica às empresas participantes.

Integração com programas de conformidade

A atualização do Programa OEA também reforça a integração com outras iniciativas da Receita Federal, como o Programa Confia e o Sintonia. Essa convergência permite uma atuação coordenada entre as áreas tributária e aduaneira, promovendo um tratamento mais eficiente e personalizado aos contribuintes. Para viabilizar essa integração, foi criada uma equipe dedicada à análise de empresas em processo de certificação simultânea no OEA e no Confia, priorizando a tramitação desses pedidos.

As mudanças incluem ainda ajustes nos critérios de exclusão do programa, alinhados à legislação vigente, garantindo direito à ampla defesa e revisão de decisões. Também foi estabelecida a restrição à participação de devedores contumazes.

Outro avanço importante está na simplificação de procedimento: documentos que já constam nas bases da Receita Federal, como dados cadastrais e regularidade fiscal, deixam de ser exigidos no sistema, reduzindo a burocracia.

Além das mudanças operacionais, a Receita Federal também atualizou o manual de identidade visual do programa, estabelecendo regras para o uso do selo OEA por empresas certificadas. A medida visa assegurar padronização e credibilidade na comunicação institucional.

Impactos no comércio exterior

Com as novas normas, o Programa OEA se consolida como uma ferramenta estratégica para o comércio exterior brasileiro, promovendo maior eficiência logística, segurança nas operações e estímulo à conformidade fiscal e aduaneira. A iniciativa reforça a parceria entre o setor público e privado, contribuindo para um ambiente de negócios mais competitivo.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Texto: Redação

Imagem: Receita Federal do Brasil

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de DDGS cresce e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um carregamento de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) saiu de Sinop, no médio-norte de Mato Grosso, com destino ao mercado da Turquia. A operação foi conduzida pela Inpasa e reforça uma rota comercial considerada estratégica, que já acumulou cerca de 600 mil toneladas exportadas para o país desde 2023.

Atualmente, a Turquia ocupa a posição de segundo maior comprador global do insumo produzido pela companhia, ficando atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte ganha protagonismo

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem ganhando espaço no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por rodovia até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA). Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi embarcado no navio Ionic para a viagem internacional.

Esse modelo logístico reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, ampliando a eficiência no transporte de grandes volumes.

Demanda externa impulsiona embarques

A exportação ocorre em meio ao avanço da procura internacional por coprodutos do milho, especialmente na nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou o envio de 62 mil toneladas do produto para a China, indicando uma tendência de crescimento nas vendas externas.

Qualidade do DDGS amplia mercado

O DDGS é um concentrado proteico obtido durante a produção de etanol de milho e tem conquistado espaço em mercados exigentes. O produto exportado apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta, além de não conter antibióticos e passar por rigoroso controle de micotoxinas.

Essas características permitem sua utilização em diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite.

Estratégia fortalece competitividade

Segundo a empresa, a operação evidencia a capacidade de atuação em múltiplas rotas logísticas e reforça a confiabilidade no atendimento ao mercado externo. A combinação entre qualidade do produto, regularidade nas entregas e flexibilidade logística tem sido determinante para ampliar a presença internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Inpasa

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Agricultura

Soja dispara em Chicago com greve na Argentina e alta do farelo acima de 4%

Após uma semana de oscilações limitadas, os preços da soja em Chicago voltaram a subir com força na última sexta-feira (10). Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam valorização entre 6,25 e 10,25 pontos. O vencimento de maio era negociado a US$ 11,75 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,90.

O principal motor dessa alta foi o avanço expressivo do farelo de soja, que acumulava ganhos superiores a 4% no dia. A valorização do derivado impulsionou diretamente o mercado do grão.

Greve na Argentina reduz oferta e favorece EUA

A paralisação de caminhoneiros na Argentina tem provocado impacto direto na oferta global. Com dificuldades logísticas, o país — um dos maiores exportadores mundiais — reduz sua presença no mercado, abrindo espaço para a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

Esse cenário fortalece as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e melhora as margens das indústrias processadoras norte-americanas. No mercado de farelo, o contrato de maio era cotado a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto o de julho marcava US$ 328,10.

Fundamentos e clima nos EUA entram no radar

Diante de incertezas no cenário geopolítico, os agentes de mercado voltam a priorizar os fundamentos. O início da safra dos Estados Unidos passa a ser um fator central, com atenção redobrada para o clima no Meio-Oeste, o ritmo do plantio e o comportamento da demanda internacional.

Outro elemento que contribui para a sustentação dos preços é a queda do dólar frente ao real, que recuava 0,7% na tarde desta sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,03.

Protestos travam logística na Argentina

A greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina começou no meio da semana e já provoca bloqueios em regiões estratégicas como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé — áreas-chave para o escoamento da produção agrícola.

Os trabalhadores reivindicam reajustes nas tarifas de transporte de grãos, pressionados pela disparada dos custos. Segundo relatos, o diesel teve aumento significativo, comprometendo a rentabilidade da atividade.

“Em janeiro, nossa tarifa caiu 10% e o diesel subiu quase 18%. Não há como sustentar os custos”, afirmou o caminhoneiro Mariano Gorosito.

A categoria pede um reajuste entre 25% e 30% nas tarifas, alegando que o combustível já representa cerca de 60% do custo das viagens. Além disso, os prazos longos para pagamento agravam a situação financeira dos transportadores.

Risco para exportações e entrada de divisas

Sem acordo até o momento, a paralisação ameaça comprometer a logística da colheita e o abastecimento dos portos argentinos. O impasse ocorre em um período crucial para o país, que depende das exportações agrícolas para a entrada de divisas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clarin

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Eventos

Global Trade Summit é apoiador institucional do ReConecta na Intermodal 2026 e amplia conexões no comércio exterior

O fortalecimento do ecossistema logístico e de comércio exterior passa pela união de iniciativas estratégicas — e é com esse propósito que o Global Trade Summit se junta ao ReConecta como apoio institucional na Intermodal South America 2026. A parceria conecta dois importantes movimentos do setor, ampliando oportunidades de networking, conteúdo e geração de negócios.

Um dos principais encontros do comércio exterior no Brasil

O Global Trade Summit consolidou-se como um dos principais pontos de encontro do ecossistema de comércio exterior, logística e supply chain no país. O evento reúne especialistas, empresas e lideranças para discutir tendências, cenários e estratégias que impactam diretamente as relações comerciais nacionais e internacionais.

Mais do que um evento, o Global Trade Summit atua como um hub de conexões e inteligência de mercado, transformando conteúdo técnico em oportunidades reais de negócios e desenvolvimento para o setor. Nesse ano de 2026, o Global Trade Summit está programado para os dias 13, 14 e 15 de maio, no Centro de Convenções Júlio Tedesco, em Balneário  Camboriú.

Conteúdo, networking e protagonismo no setor

Com uma programação que inclui palestras, painéis e momentos de networking, o Global Trade Summit se destaca por reunir profissionais do setor público e privado em um ambiente altamente qualificado. A proposta é promover discussões aprofundadas e gerar conexões que impulsionam o comércio exterior brasileiro.

O evento também ganha relevância por sua atuação em Santa Catarina, posicionando-se como um dos principais encontros do segmento no estado e ampliando seu alcance para um cenário nacional e global.

Apoio institucional ao ReConecta na Intermodal 2026

Na Intermodal 2026, o Global Trade Summit integra o ReConecta como apoio institucional, fortalecendo o ambiente colaborativo que reúne empresas, especialistas e iniciativas voltadas à inovação e ao desenvolvimento do setor logístico.

A conexão entre as duas iniciativas amplia o alcance das discussões e cria um espaço ainda mais estratégico para troca de experiências, geração de insights e construção de novas oportunidades de negócios.

Conexões que impulsionam o futuro do comércio exterior

A parceria entre o ReConecta e o Global Trade Summit reforça a importância de iniciativas que vão além do conteúdo, promovendo conexões reais e impactando diretamente o mercado. Em um cenário global cada vez mais dinâmico, integrar conhecimento, relacionamento e estratégia é essencial para o crescimento sustentável do setor.

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Eventos

Schryver Logistics leva expertise global à Intermodal 2026

Com uma trajetória consolidada no transporte internacional, a Schryver Logistics chega à Intermodal South America 2026 como um dos nomes de destaque em soluções logísticas globais. A empresa marca presença no estande J050 e também integra o ecossistema do ReConecta, ampliando as conexões estratégicas que movimentam o setor durante o evento.

Tradição e atuação global em logística

Fundada em 1929, a Schryver Logistics construiu uma sólida reputação no mercado internacional como especialista em agenciamento de cargas e soluções logísticas personalizadas. Com origem na Alemanha e atuação global, a empresa opera nos modais marítimo, aéreo e terrestre, atendendo operações de diferentes complexidades.

Seu diferencial está na capacidade de desenvolver soluções sob medida, com foco em eficiência, segurança e integração completa da cadeia logística, conectando empresas a mercados em todo o mundo.

Presença estratégica no Brasil

No Brasil desde 1994, a Schryver Logistics possui atuação em importantes polos logísticos, como São Paulo, Curitiba, Joinville, Paranaguá e Porto Alegre. Essa presença garante proximidade com clientes e maior agilidade na gestão de operações, incluindo processos aduaneiros e transporte internacional.

A empresa atende diversos segmentos, com destaque para cargas industriais, máquinas, equipamentos e produtos que exigem operações logísticas especializadas.

Presença na Intermodal 2026 e conexão com o ReConecta

Durante a Intermodal 2026, a Schryver Logistics estará no estande J050, apresentando suas soluções e reforçando sua atuação no mercado global. Além disso, a empresa faz parte do ecossistema do ReConecta, iniciativa que reúne empresas, especialistas e lideranças em um ambiente voltado à inovação, networking e geração de negócios.

O ReConecta, que terá como ponto central o estande G100, amplia sua atuação para além do espaço físico, conectando diferentes empresas presentes na feira — como a Schryver — e fortalecendo um ambiente integrado de relacionamento e troca de experiências.

Conexões que vão além do estande

A participação da Schryver Logistics evidencia a proposta do ReConecta de criar pontes dentro da Intermodal, conectando empresas em diferentes espaços e ampliando as oportunidades de negócios. Mais do que presença física, trata-se de um ecossistema vivo, que integra soluções, pessoas e ideias para impulsionar o futuro da logística.

SAIBA MAIS: https://www.schryver.com/pt/locais/brazil

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