Exportação

Plano Brasil Soberano: veja lista de produtos exportados aptos a receber crédito especial

Exportadores interessados deverão apresentar volume de exportação para os EUA no período de julho de 2024 a junho de 2025; entenda

O Governo Federal publicou a lista dos produtos beneficiados e as regras para a obtenção de crédito dentro do Plano Brasil Soberano. Todos os produtos estão inclusos na Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4 , divulgada na última sexta-feira (12/09).

São duas listas de códigos de Nomenclaturas Comum do Mercosul (NCMs) : a primeira é composta por NCMs de produtos afetados e a segunda por NCMs de produtos potencialmente afetados pela imposição de tarifas adicionais.https://vpaid.vidoomy.com/amp/production/index.html?zoneId=66f12c77-080d-4e10-a85f-852a24beb4f1&pid=100584&pageUrl=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fbrasil%2F2025%2F9%2F19%2Fplano-brasil-soberano-veja-lista-de-produtos-exportados-aptos-receber-credito-especial-188042.html&appearAt=bottom%20right&appearAtMbl=bottom%20right&zoneIdMbl=d5e282d4-f6aa-44fa-a7fc-c45b60d9e80a&usePrebidTags=true&scalePrebidTags=true&loop=12#amp=1

Na Lista 1, encontram-se mais de 300 códigos de produtos relacionados à pesca e à aquicultura. Dessa forma, diferentes cadeias produtivas do pescado brasileiro podem ser contempladas pelas ações do Plano Brasil Soberano. Os critérios de priorização do plano já haviam sido divulgados na Portaria Conjunta MF/MDIC nº 17, de 22 de agosto de 2025 .

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável pela operacionalização do crédito, dentro do Programa BNDES Brasil Soberano Crédito Emergencial. Os financiamentos serão feitos por instituições financeiras credenciadas, de acordo com a lista disponibilizada, permitindo acesso ao recurso de R$30 bilhões.

Os exportadores interessados deverão apresentar o volume de exportação para os EUA no período de julho de 2024 a junho de 2025, obedecendo os critérios de priorização estabelecidos pelo governo.

Além disso, o enquadramento das empresas exportadoras será feito com base em sua receita bruta ou faturamento bruto anual, que serão calculados segundo as políticas operacionais do BNDES ou regulamentação relativa ao fundo garantidor. O acesso ao crédito prevê cláusula de manutenção ou ampliação de empregos conforme a Portaria MF nº 1.861, de 22 de agosto de 2025 .

Auxílio às pequenas empresas e produtores pesqueiros e aquícolas – As operações para acesso ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) com pessoas físicas e jurídicas, bem como seus fornecedores, especialmente os impactados pela imposição de tarifas adicionais estão disciplinadas conforme a Portaria MF nº 1.863, de 22 de agosto de 2025 .

Fonte: Revista Fórum


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Portos

Porto de Paranaguá amplia calado para navios graneleiros e aumenta capacidade de exportação

Com a nova medida, os navios poderão receber 1,5 mil toneladas a mais a cada atracação

Os navios graneleiros sairão ainda mais carregados do Porto de Paranaguá após autorização dos órgãos competentes para o aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m. O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação (quilha). A liberação foi publicada pela Portos do Paraná na Portaria nº 188/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência, nesta quarta-feira (17).

Com o acréscimo de 20 centímetros, a capacidade de carregamento de granéis sólidos — como soja, milho e farelos — aumenta em até 1,5 mil toneladas por navio. A medida representa vantagem competitiva para os operadores, que passam a movimentar mais carga sem acréscimo de custos.

Desde a última atualização do calado, em dezembro de 2024, quando passou de 12,80m para 13,10m, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá ampliou sua capacidade em mais de 5%. Isso significou pouco mais de 800 mil toneladas adicionais movimentadas até agosto deste ano.

“O nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento às constantes demandas do mercado”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A medida foi aprovada pela praticagem e pela Marinha do Brasil e se aplica aos berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213, destinados à movimentação de cargas como açúcar, farelo, fertilizantes, milho e soja em grão.

As obras de derrocagem concluídas no ano passado e os investimentos frequentes em dragagem realizados pela empresa pública são os principais responsáveis pelos sucessivos avanços no calado.

Concessão do canal de acesso e calado de 15,5m

No próximo dia 22 de outubro será realizado, na Bolsa de Valores do Brasil (B3), o leilão para concessão do canal de acesso aos portos paranaenses. Entre as melhorias previstas está a ampliação do calado para 15,5m nos cinco primeiros anos da concessão e a manutenção do mesmo até o final do contrato.

A concessão também prevê um desconto de 12,63% na taxa Inframar, paga pelas embarcações para acessar os portos. A arrendatária só passará a receber a tarifa completa — e poderá solicitar ajustes gradativos — após cumprir o cronograma de melhorias estipulado no edital e no contrato de concessão.

A vencedora terá ainda o compromisso de realizar estudos e levantamentos hidrográficos, dragagem, derrocagem, sinalização, entre outras ações de manutenção e modernização do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

O investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão, a ser executado nos cinco primeiros anos do contrato, que terá vigência de 25 anos.

Flexibilidade de manobras

A última atualização da Norma de Tráfego ocorreu em agosto, quando a Portos do Paraná divulgou a flexibilização das manobras de desatracação nos berços que movimentam, preferencialmente, cargas de granéis vegetais sólidos de exportação, como soja em grão, farelo, milho e açúcar.

A Portaria nº 144/2025 passou a valer no dia 1º de agosto, abrangendo os berços 201, 204, 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá. A medida foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a revisão da sinalização do Canal de Acesso, com base em simulações de manobras que garantiram segurança às embarcações no momento da saída do cais, sem restrições de maré ou corrente.

Fonte: Portos do Paraná

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Exportação

Embargos ainda prevalentes na exportação, ocasionam retração no volume e no preço dos cortes de frango

Carne de frango in natura – está provado – não é agente de disseminação da IAAP. Mas, pelo quadro de distribuição das exportações brasileiras fica claro que o mundo ainda não entendeu essa verdade científica, pois, neste ano, apenas os industrializados de frango registraram exportações maiores que as do mesmo período de 2024. Ou seja: embora a questão da IAAP na avicultura comercial tenha sido equacionada há bom tempo, o péssimo entendimento da questão continua prejudicando o setor.

Não por menos, pois, as exportações de carne de frango salgada registram no ano (oito meses) queda superior a 9%, enquanto as do frango inteiro acumulam retração já próxima de 6%. É verdade, aqui, que a retração envolvendo os cortes não chega a meio por cento. Mas os cortes representam a maior parcela (quase três quartos, ou 74,96%) do volume total exportado.

No tocante ao preço médio, agora os cortes de frango também apresentam retração (de pouco mais de 1%) em relação ao mesmo período de 2024. Não era o que ocorria até julho último, quando seus preços evoluíam positivamente. Mas a necessidade de encontrar mercados capazes de absorver produtos originalmente destinados ao mercado chinês forçou o setor a aplicar descontos sobre vários dos itens exportados. Foi o que determinou a baixa ora registrada.

De toda forma, os outros três itens contam com preços em evolução, o mais significativo deles recaindo sobre a carne de frango salgada, cujo preço médio no ano se encontra 37% acima do alcançado nos mesmos oito meses de 2024. Por sinal, no bimestre julho/agosto os preços da carne salgada atingiram recordes históricos.

Em função desse desempenho, a carne salgada, junto com os industrializados, registra aumento na receita cambial, com avanços sem dúvida expressivos – de 24,39% e 8,56%, respectivamente. Mas, juntos, esses dois índices respondem por menos de 10% da receita cambial do setor. Assim, não conseguiram neutralizar as quedas enfrentadas pelo frango inteiro e pelos cortes (de, respectivamente, 4,72% e 1,61%) e, com isso, a receita cambial dos oito primeiros meses de 2025 apresenta pequena retração, inferior a 1%.


Fonte: AviSite

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Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

LOGCOMEX ACELERA EXPANSÃO EM TECNOLOGIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AMÉRICA LATINA COM A AQUISIÇÃO DA UXCOMEX.

Movimento reforça a missão de transformar o comércio exterior, ampliando soluções para supply chain.

A Logcomex, líder em tecnologia para o comércio exterior na América Latina, anuncia a aquisição da UXComex, plataforma especializada em agentes de carga e despachantes aduaneiros. A operação integra o know-how da Logcomex à especialização operacional da UXComex, acelerando a entrega de um ecossistema único que elimina complexidade e conecta toda a cadeia de importação e exportação.

“Esta aquisição é um movimento estratégico na construção do nosso sistema operacional para o comércio exterior. Ao unir nossa infraestrutura de tecnologia e IA à experiência da UXComex, ampliando o portfólio de produtos da Logcomex, simplificando o Comex e criando produtividade real para todo o supply chain global”, afirma Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

Fundada em 2017, a UXComex simplifica rotinas do agenciamento de carga e desembaraço aduaneiro — tarefas que antes dependiam de planilhas e e-mails. “Criamos a UXComex para ajudar agentes de carga e despachantes aduaneiros a escalar suas operações, eliminando o trabalho repetitivo. Com a expertise e o reconhecimento da Logcomex, esse impacto é potencializado”, destaca Cleber Moschini, diretor de tecnologia da UXComex.

Para Carlos Souza, cofundador e COO da Logcomex, o valor ao cliente é imediato: “Execução e inteligência integrados significam menos custos, mais eficiência e decisões muito mais rápidas.”

A UXComex continuará operando com autonomia, mantendo sua tecnologia separada e estrutura de atendimento ao cliente. Isso garante que a empresa mantenha sua identidade, equipe e a relação próxima com seus clientes, agora com a Logcomex como catalisadora de inovação e crescimento.

A Logcomex já atende milhares de clientes em mais de 30 países — com expansão acelerada na América Latina, especialmente no México — e reforça sua presença global ao incorporar os fluxos de agentes de carga e despachantes da UXComex.

Sobre a Logcomex
A Logcomex oferece um ecossistema de soluções de tecnologia e IA, que impulsiona o Comércio Exterior na América Latina, eliminando a complexidade e aumentando a produtividade das operações globais. Presente em diferentes mercados e com uma base crescente de clientes, a Logcomex é referência em inovação para o comércio exterior e supply chain.

Sobre a UXComex
Fundada em 2017, a UXComex simplifica rotinas do agenciamento de carga e desembaraço aduaneiro com módulos de importação e exportação, aérea e marítima, CRM, web-tracking e gestão financeira – reduzindo erros e acelerando processos globais.

Da esquerda para direita: Helmuth Hofstatter – CEO e cofundador Logcomex ; Giancarlo Fiorotti – CPO, Chief Product Officer da UXComex; Rodrigo Loretti – CSO, Chief Sales Officer da UXComex; Cleber Moschini – CTO, Chief Technology Officer da UXComex; Carlos Souza – COO e confundador da Logcomex – Crédito: Yow Filmes

Danilo Camarini – diretor de tecnologia da Logcomex ; Giancarlo Fiorotti – CPO, Chief Product Officer da UXComex; Carlos Souza – COO e confundador da Logcomex; Mônica Gabriella – head de tecnologia da Logcomex ; Rodrigo Loretti – CSO, Chief Sales Officer da UXComex; Cleber Moschini – CTO, Chief Technology Officer da UXComex; Helmuth Hofstatter – CEO e cofundador Logcomex – Crédito: Yow Filmes

Texto e fotos: Assessoria de Imprensas

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Tributação

Alckmin: “A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa, ganhem escala e avancem mais”.

Fala do vice-presidente e ministro do MDIC se deu durante debate sobre a força dos pequenos exportadores promovido pelo SBT News.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a necessidade de ampliar a participação de micro e pequenas empresas nas exportações durante a abertura do evento “Os pequenos também exportam”, realizado nesta quarta-feira (17/09) pelo SBT News. Alckmin destacou medidas de apoio aos pequenos empreendedores como o Acredita Exportação, o Portal Único de Comércio Exterior e o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da Apex Brasil.

“A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa, ganhem escala e avancem mais”, afirmou o ministro. “O Brasil é um importante exportador, mas pequenos empreendedores ainda exportam pouco. A Itália é um bom exemplo de um país onde os pequenos exportam muito”, complementou.

Para o ministro, oferecer estímulos para que os pequenos empreendedores exportem mais faz parte da estratégia para tornar o Brasil um país mais competitivo no exterior. “Com o Acredita Exportação, a micro e a pequena empresa ganha um crédito automático de 3,1% do valor exportado, que é uma maneira do governo devolver parte do imposto pago pelos insumos dos produtos exportados”, exemplificou.

Outra medida importante elencada pelo ministro diz respeito ao Portal Único de Comércio Exterior, que permite o uso de uma mesma licença tanto para exportação como para importação, além de reduzir a burocracia e o uso de papel. “Isso deve reduzir o Custo Brasil em R$ 40 bilhões por ano”, ressaltou Alckmin. “Uma carga parada no porto por um dia custa 0,8% do valor da carga. Se ficar três dias parada, já foi 2,5%. O Portal Único vai dar mais agilidade, reduzir esse tempo e permitir maiores ganhos para os empreendedores”, detalhou.

O ministro ainda citou o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), promovido pela Apex Brasil com o objetivo de preparar micro e pequenas empresas para o mercado externo. “O PEIEX é um programa só para capacitação dos pequenos, para que eles possam exportar e, com isso, ganhar mais mercado”, lembrou.

“Tem também a promoção dos produtos, que traz compradores para o Brasil, para comprarem das pequenas empresas aqui e faz participação também lá fora, em feiras de negócios, para poder colocar o produto das pequenas empresas”, acrescentou.

Tarifaço

Ao mencionar os problemas provocados pela imposição de tarifas a produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o ministro destacou o programa de mitigação implantado pelo governo federal para amenizar o impacto na economia. “O que o governo está fazendo? Primeiro, R$ 40 bilhões de crédito pelo fundo garantidor. Dois, compras governamentais. Três, prorrogação do drawback por um ano. E quatro, o reintegra para pequenas empresas que oferece crédito de 6,1% do valor exportado”, enumerou.

Fonte: MDIC gov.br

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Exportação

Exportação de carne de Mato Grosso tem leve alta; Russia compra mais que EUA

As exportações de carne bovina mato-grossenses, mês passado, se mantiveram próximas em relação a julho, sendo enviadas 89,68 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) segundo a Secex (secretaria de Comércio Exterior), alta de 0,22% no comparativo mensal, representando o maior volume já enviado pelo Estado.

O preço médio por carne exportada, que foi de US$ 4.368/tonelada, resultou no faturamento de US$ 391,80 milhões em agosto. Cabe ressaltar que a demanda chinesa ainda se mantém aquecida, com aumento de 1,71% em relação a julho, mas um ponto de destaque foi a Rússia, que ultrapassou os Estados Unidos nas exportações totais, sendo responsável por 6,47% de toda exportação de carne bovina de Mato Grosso, em 2025. Por fim, o aumento na demanda externa no segundo semestre tende a aumentar a intensidade da alta nos preços do boi gordo, dado que a demanda interna também é maior neste período.

Fonte: Só Notícias

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Exportação

Algodão: agosto registra menor volume exportado em cinco anos

As exportações da safra 2024/25 de algodão tiveram início em agosto com desempenho abaixo do esperado. Segundo dados divulgados pelo Imea, Mato Grosso embarcou 40,39 mil toneladas no período, o que representou 52,14% do total nacional. O volume, no entanto, foi 36,78% menor em comparação ao mesmo mês do ciclo anterior.

Mato Grosso lidera, mas embarques recuam

Mesmo com retração, Mato Grosso manteve protagonismo. O estado concentrou mais da metade das exportações, mas o desempenho refletiu um movimento geral de queda. Considerando os últimos cinco anos, agosto de 2025 registrou o menor volume do período, ficando 14,18% abaixo da média histórica.

Os principais compradores da safra 23/24 seguiram relevantes neste início do novo ciclo. Vietnã, Paquistão e Bangladesh absorveram 13,65%, 22,92% e 18,40% das exportações em agosto, respectivamente, consolidando-se como mercados estratégicos para o grão mato-grossense.

Apesar do arranque enfraquecido, a expectativa do setor é positiva. A projeção do Imea é que a safra 24/25 registre novo recorde de exportações, sustentada pela competitividade do grão brasileiro e pela manutenção da demanda asiática.

Para produtores e tradings, o cenário exige atenção redobrada à logística e às variações cambiais. Se confirmado o ritmo de aceleração nas próximas janelas de embarque, o Brasil deve reforçar sua posição como principal fornecedor global, ampliando receitas para o agronegócio e fortalecendo a balança comercial.

Fonte: AgroLink

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Exportação

EUA retiram taxa das exportações de celulose e ferro-níquel

Em 2024, Brasil exportou quase US$ 1,84 bilhão desse grupo de produtos

A Ordem Executiva nº 14.346, divulgada pelo governo dos Estados Unidos no último dia 5, tornou livre de tarifas adicionais a maior parte das exportações brasileiras aos EUA de celulose e de ferro-níquel. Na prática, nesses produtos não incidirão nem a alíquota de 10%, anunciada em abril, nem a sobretaxa de 40%, aplicada em 30 de julho.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,84 bilhão desse grupo de produtos aos EUA, o que representa 4,6% do total exportado para aquele país, com destaque para celulose, em particular pastas químicas de madeira não conífera e pastas químicas de madeira conífera, no valor de US$ 1,55 bilhão.

Com a nova exclusão, no total, chega a 25,1% o montante das exportações brasileiras aos EUA livre da alíquota de 10% e da sobretaxa de 40% impostas pelo governo estadunidense aos produtos brasileiros.

“O governo segue empenhado em diminuir a incidência de tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros. A mais recente ordem executiva dos EUA representa um avanço sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para isso”, afirmou o vice-presidente e mMinistro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

Dados do ministério, do último dia 11, mostram que, do total de exportações brasileiras aos Estados Unidos, que soma US$ 40 bilhões, 34,9% (US$ 14,1 bilhões) estão sujeitas às tarifas adicionais de 10% e 40% (totalizando 50%); 16,7% (US$ 6,8 bilhões), a 10%; 25,1% (US$ 10,1 bilhões) estão livres de tarifas adicionais; e 23,3% ou US$ 9,4 bilhões, sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países.

Fonte: Modais em Foco

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Exportação

Ovos: exportação brasileira cai e EUA perde posto para Japão após tarifaço, aponta estudo da USP

Segundo o Cepea da Esalq de Piracicaba (SP), volume embarcado da proteína brasileira em agosto de 2024 é 60% menor que o de julho.

Pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de ovos tiveram queda em agosto de 2025. O motivo se repete. O recuo nos embarques da proteína in natura pelos Estados Unidos ocorre após as tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Os Estados Unidos era o principal comprador de ovos brasileiros desde março deste ano, mas perderam a liderança dentre os principais destinos da proteína brasileira para o Japão. Veja os dados, abaixo.

A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgada nesta sexta-feira (12).

Os EUA compraram 2,13 mil toneladas de ovos in natura e processados produzidos pelo agronegócio brasileiro em agosto deste ano. O volume 60% menor que o de julho. No entanto, a marca ainda é 72% superior ao de agosto de 2024, apontam os pesquisadores do Cepea.

“O Japão tornou-se o principal destino da proteína nacional no último mês, adquirindo 578 toneladas de ovos, 29% a mais que em julho. Mesmo com a retração nos últimos dois meses, o desempenho da parcial deste ano segue positivo”, observa o Centro de Estudos da Esalq-USP.

1ª queda nos embarques em julho

balanço das exportações brasileiras de ovos interrompeu o movimento de alta no primeiro semestre de 2025. O primeiro recuo ocorreu em julho deste ano, com queda de 20% nas vendas para o exterior.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada de ovos para os Estados Unidos.

“De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho”, aponta o Cepea.

O volume de ovos exportados foi menor entre junho e julho deste ano, mas supera em 305% o montante embarcado em julho de 2024.

Os pesquisadores do Cepea reforçam que, mesmo com a queda, o Brasil se mantém como o principal destino da proteína brasileira.

Apesar do recuo

De janeiro a agosto, o Brasil exportou cerca de 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados.

O volume é 192,2% acima da quantidade registrada nos oito primeiros meses de 2024. E, já supera, em 75%, o total embarcado em todo o ano passado, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.

Agosto com alta nas cotações

No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Veja, abaixo.

Preços Médios – Ovos

DataRegiãoOvo BrancoVariação DiáriaOvo VermelhoVariação Diária
08/08/2025Bastos (SP)R$ 154,873,88%R$ 170,105,95%
08/08/2025Grande BH – MGR$ 164,083,37%R$ 179,93,30%
08/08/2025Recife (PE)R$ 170,155,83%R$ 182,925,12%
08/08/2025Grande SP – SPR$ 162,424,38%R$ 177,285,01%
08/08/2025S.M. de Jequitibá (ES)R$ 161,153,71%R$ 172,151,02%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

“Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar”, analisa o Cepea.

Preços dos ovos caíram em junho

Os preços do ovos caíram e atingiram o menor patamar diário nas principais regiões produtoras no Brasil em junho, segundo boletim do Cepea, divulgado no fim do primeiro semestre de 2025 . 📝Entenda cenário, abaixo.

🐔Gripe aviária na Europa: As restrições às importações de produtos avícolas do país, incluindo os ovos, também afetou o mercado, com a interrupção da compra de carne de frango pela China, Europa e Argentina, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.

Embora o Brasil já tenha recuperado o status de livre da gripe aviária, pesquisadores do Cepea ressaltam que a retomada das importações dos produtos avícolas, incluindo ovos, ainda não foi totalmente reestabelecida até o momento.

📉Movimento de queda nos preços: O movimento de queda já tinha começado em abril de 2025, quando o ovo alcançou o menor preço do ano após recordes de 40% de alta nas cotações. Em maio, o recuo nas cotações fez o mercado de ovos encerrar o mês com baixa liquidez em todas as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos já registram queda de mais de 10% em maio, com as médias mensais nos menores patamares desde janeiro de 2025 em todas as praças acompanhadas.

“Essa desvalorização esteve relacionada à retração da demanda e ao aumento da oferta em algumas áreas, e não ao registro de Influenza Aviária de Alta Patogenecidade (IAAP) em granja comercial de Montenegro (RS)”, apontava boletim do Cepea.

💰Cotações

Agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas nas regiões de Bastos (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Grande São Paulo (SP), Santa Maria do Jequitibá (ES) explicaram que ritmo mais lento das vendas aumentou os estoques nas granjas em diversas praças em maio deste ano.

“Esse cenário levou à desvalorização da proteína, diante da dificuldade de escoamento da produção. Além disso, há relatos de descarte de poedeiras mais velhas em algumas regiões, medida que pode influenciar no controle da oferta no mercado interno e ajudar a sustentar os valores da proteína”, observam os produtores.

📈Preços: Entre os dias 16 e 26 de junho, a cotação dos ovos vermelhos caiu mais de 10,6% no atacado na região produtora de de Santa Maria de Jetibá (ES), passando de R$ 207 para R$ 185 a caixa com 30 dúzias. No início do ano, em fevereiro, o produto custava R$ 276.

🥚Na região de Bastos (SP), o preço da caixa de ovos brancos passou de R$169,52 para R$ 159 entre os dias 16 e 26 de junho. As cotações dos ovos vermelhos na praça do interior paulista caíram de R$ 191 para R$ 177 no mesmo período.

Na Grande São Paulo, a valor dos ovos brancos diminuiu de R$ 179 para R$ 164 em dez dias, queda de 7,3. Já os vermelhos, recuaram de 199,95 para R$ 182 entre os dias 16 e 26 de junho.

Na praça produtora de Recife, os preços da caixa dos ovos vermelhos passaram de R$ 185 para R$ 161, uma queda de quase 13% em dez dias. Em Minas Gerais, o preços ovos vermelho cai de R$ 213 para R$ 188 a caixa.

📈Veja, abaixo, valores nas regiões consultadas pelo Cepea:

Preço Ovos comercias/ Caixa com 30 dúzias

Mês /Data da cotaçãoRegiãoOvos BrancosVariação/DiaOvos VermelhosVariação/Dia
24 de junhoBastos (SP)R$ 159,01-2,91%R$ 177,40-3,92%
24 de junhoGrande BH (MG)R$ 168,48-4,57%R$ 188,73-3,62%
24 de junhoRecife (PE)R$ 154,41– 5,10%R$ 161,28-5,87%
24 de junhoGrande São Paulo (SP)R$ 164,34-3,84%R$ 182,30-4,44%
24 de junhoS. M. de Jequitibá (ES)R$ 162,78-3,01%R$ 183,55– 4,28%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

Custos de produção

Segundo a pesquisadora, em 2024, os custos dos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, aumentaram, enquanto a queda nos preços dos ovos comprometeu a rentabilidade dos produtores. Sem falar da necessidade de investir em espaços climatizados.

“Além disso, outros custos, como embalagens, também pressionaram a cadeia produtiva. Diante desse cenário desafiador no ano passado, os produtores enfrentaram margens reduzidas. Agora, em 2025, com uma menor disponibilidade de ovos, foi possível repassar esses reajustes de forma mais intensa para as cotações”, analisou.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

A situação dos produtores de soja dos EUA é outro lembrete para Washington: editorial do Global Times.

No domingo, horário local, a China e os EUA iniciaram conversas em Madri, Espanha, para discutir questões como as medidas tarifárias unilaterais dos EUA, o abuso dos controles de exportação e o TikTok. Na véspera das negociações, surgiram notícias de que os produtores de soja dos EUA estão “perdendo bilhões de dólares em vendas de soja para a China na metade de sua principal temporada de comercialização”. Nos últimos anos, a guerra comercial de Washington contra a China tem sido um esforço de perde-perde, muitas vezes saindo pela culatra. A situação dos produtores de soja dos EUA é um exemplo típico.

Agora é a temporada de colheita de soja nos EUA, mas os debates sobre “soja invendável” estão crescendo em todo o país. Muitos agricultores estão profundamente preocupados em “se preparar para colher sua safra neste outono sem pedidos de compra da China pela primeira vez em muitos anos”. Alguns agricultores dos EUA até postaram vídeos nas redes sociais expressando desespero por não poderem vender suas safras para a China, apesar de colherem mais do que o normal. Desde a década de 1990, a vasta demanda do mercado chinês levou os produtores dos EUA a inovar na criação, atualizar as linhas de produção e melhorar os sistemas de transporte, criando vários empregos. Por muitos anos, metade de todas as exportações de soja dos EUA foi para a China, da qual os agricultores americanos se beneficiaram tremendamente. Uma única soja pode parecer pequena, mas reflete que a China e os EUA são parceiros naturais na cooperação agrícola e destaca a essência ganha-ganha das relações econômicas e comerciais bilaterais.

No entanto, nos últimos anos, quando os EUA impuseram tarifas excessivamente altas à China, Pequim foi forçada a cobrar tarifas sobre a soja e outros produtos dos EUA. Isso levou as empresas chinesas a recorrer ao fornecimento de soja do Brasil, Argentina e outros países, ao mesmo tempo em que promoveu a diversificação das importações e construiu reservas estratégicas para salvaguardar a segurança alimentar e a estabilidade da cadeia de suprimentos da China. Alguns meios de comunicação dos EUA recentemente divulgaram a alegação de que a China está usando a soja como uma “arma” na guerra comercial, tratando os agricultores americanos como “moeda de troca”. Tais narrativas ignoram completamente o fato de que Washington iniciou as tarifas injustificadas, ignoram que os compradores chineses naturalmente têm todos os motivos para diversificar as fontes de abastecimento e, o mais importante, não conseguem entender que a abordagem da China às relações com os EUA é baseada em “respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”.

Os agricultores dos EUA não deveriam ter que pagar o preço pela guerra comercial de Washington com a China. O recente excesso de estoque de soja e a queda dos preços são uma prova inequívoca dos erros políticos de Washington. Em agosto, o presidente da Associação Americana de Soja, Caleb Ragland, escreveu ao presidente dos EUA, instando o governo a chegar a um acordo com a China o mais rápido possível para aliviar a crise enfrentada pelos produtores de soja. Atualmente, os efeitos sobrepostos de tarifas e controles de exportação causaram vários choques na cadeia industrial, na cadeia de suprimentos e na cadeia de inovação. O impacto negativo dos EUA empunhando arbitrariamente o “bastão tarifário” na economia global tornou-se cada vez mais evidente. Além disso, os próprios EUA estão experimentando alta inflação e alto desemprego devido a questões tarifárias, aumentando o risco de um “pouso forçado” econômico.

Infelizmente, Washington ainda precisa aprender o suficiente com os desafios enfrentados por seus produtores domésticos de soja e continua no caminho errôneo de politizar e armar questões econômicas e comerciais. Em 12 de setembro, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que vários chinesesAs entidades foram acrescentadas à sua lista de controlo das exportações. Como observou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, com a China e os EUA programados para realizar negociações econômicas e comerciais na Espanha a partir de 14 de setembro, a decisão dos EUA de sancionar as empresas chinesas levanta questões sobre suas verdadeiras intenções. O respeito igual é uma condição prévia necessária para iniciar uma nova ronda de negociações. Se um lado tentar forçar o outro a aceitar certos resultados por meio de sanções unilaterais, preocupações generalizadas de segurança, aplicação seletiva e outras formas de “pressão máxima” antes das negociações, isso só criará ruído e corroerá a confiança mútua. Isso aumentará os custos de chegar a um consenso nas negociações para ambos os países, resultando em uma perda para ambos os lados.

A cooperação igualitária é o caminho certo a seguir para as duas grandes potências. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, o investimento bidirecional entre a China e os EUA cresceu de quase zero para US$ 260 bilhões, e o comércio bilateral anual se expandiu de menos de US$ 2,5 bilhões para mais de US$ 680 bilhões em 2024, com ambos os países se beneficiando significativamente de sua cooperação. Os altos e baixos na relação entre os dois países nos últimos anos também ofereceram lições negativas. Abordar as questões por meio de pressão, sanções, isolamento, contenção e bloqueio só aumentará os custos e minará as expectativas. Politizar as trocas econômicas e tecnológicas normais e colocar todas as questões em um contexto de “segurança nacional” não apenas falhará em resolver “problemas internos”, mas também prejudicará a estabilidade das próprias cadeias industriais e de suprimentos. Recorrer a “culpar a China” pelas necessidades políticas domésticas só intensificará o confronto e prejudicará os interesses legítimos das empresas e do público.

Nos últimos meses, guiadas por importantes consensos alcançados pelos chefes de Estado da China e dos EUA, as equipes econômicas e comerciais de ambos os lados realizaram três rodadas de negociações em Genebra, Londres e Estocolmo, alcançando um consenso positivo. Isso demonstra que o diálogo igualitário é o caminho mais eficaz para aliviar o confronto e expandir o consenso, com os benefícios mútuos entre os dois países superando em muito seus conflitos e diferenças.

A posição da China tem sido consistente e clara: insistimos no respeito mútuo e na consulta igualitária, salvaguardando resolutamente nossos direitos e interesses legítimos, bem como o sistema de comércio multilateral, e promovendo um ambiente de negócios aberto, justo, justo e não discriminatório para que as empresas chinesas continuem operando nos EUA. A comunidade internacional saúda o progresso gradual feito nas consultas China-EUA e espera que ambos os lados continuem avançando no caminho do diálogo e da negociação, injetando energia positiva na manutenção da ordem econômica e comercial internacional.

Fonte: Globo Times

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