Comércio Exterior

Mercosul-UE: cronograma de redução de tarifas será específico por produto, alerta FIESC

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) promoveu nesta quinta-feira um workshop online reunindo mais de 100 empresários para detalhar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado após 26 anos de negociações. O encontro destacou o cronograma de implementação e os pontos estratégicos que as empresas devem acompanhar para aproveitar as oportunidades comerciais.

Redução gradual de tarifas por produto

Um dos principais temas abordados foi o cronograma de desgravação, ou seja, a redução progressiva das tarifas de importação e exportação. Cada produto terá um calendário específico, permitindo que empresas planejem estratégias de entrada em novos mercados.

Além disso, foram discutidos:

  • Validação de certificações ambientais e de qualidade;
  • Condições para aplicação de barreiras não-tarifárias;
  • Regras para acionamento de salvaguardas, incluindo produtos industrializados de ambos os blocos.

Material exclusivo para empresas

A FIESC está preparando uma compilação detalhada do cronograma de redução de tarifas dos principais produtos exportados por Santa Catarina. O material será disponibilizado gratuitamente a empresas cadastradas na Plataforma de Internacionalização da FIESC a partir da próxima semana: fiesc.com.br/internacionalizacao.

Preparação estratégica para o mercado europeu

Para Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, o adiamento da implementação do acordo, motivado pelo envio do tratado à análise do Tribunal Europeu, oferece às empresas brasileiras uma oportunidade de preparação.

“As companhias podem aproveitar esse tempo para estudar os textos do acordo, discutir ajustes internos e se preparar para maximizar os benefícios do mercado europeu”, destacou Bustamante.

Ela também ressaltou a importância de monitorar quais produtos e fabricantes europeus terão vantagens de acesso ao Brasil, permitindo que a indústria catarinense se antecipe à concorrência.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti.

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Portos

Terminal de R$ 1 bilhão em Rio Grande avança com assinatura de contrato e reforça logística portuária no Sul

A instalação de um novo terminal portuário em Rio Grande, no Sul do Brasil, deu um passo decisivo com a assinatura do contrato de adesão entre a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A., por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. O acordo autoriza a implantação de um terminal de uso privado dentro da área do Porto de Rio Grande, voltado principalmente à movimentação e armazenagem de celulose.

O empreendimento é estratégico para viabilizar a operação da nova fábrica da CMPC, em construção no município de Barra do Ribeiro, e deve fortalecer a logística hidroviária no estado.

Investimento bilionário e geração de empregos

Com a formalização do contrato, o próximo passo é a assinatura da concessão, etapa necessária para o início do investimento estimado em R$ 1 bilhão na construção do terminal. A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos dias, após alinhamentos finais com o governo federal.

O projeto prevê a geração de mais de mil empregos diretos durante a fase de implantação, além de impactos positivos indiretos em toda a cadeia logística e industrial da região.

Maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul

A nova unidade industrial da CMPC, empresa chilena do setor de celulose, representa o maior investimento privado já realizado no Rio Grande do Sul, com aporte superior a R$ 25 bilhões. A planta será construída a partir de 2026, em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Durante a fase de obras, a expectativa é de mais de 10 mil empregos diretos. Já na etapa operacional, prevista para 2029, a fábrica deve manter cerca de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Em 2024, a CMPC foi responsável por mais de 40% da movimentação de exportações por hidrovias no estado, sendo que mais de 90% desse volume passou pelo Porto de Rio Grande.

Obras no Porto de Rio Grande ampliam capacidade logística

Além da construção do novo terminal, o projeto prevê investimentos estruturais relevantes no porto. Estão programados R$ 140 milhões em dragagem, o que permitirá ampliar o calado de 9,5 metros para 12 metros, aumentando a capacidade operacional e a segurança da navegação.

Paralelamente, o governo estadual anunciou o maior investimento já realizado em dragagem no Rio Grande do Sul. Em outubro, o governador Eduardo Leite confirmou o aporte de R$ 432,2 milhões, por meio do Funrigs, para obras no canal de acesso ao Porto de Rio Grande.

A dragagem, já em execução, tem prazo estimado de 15 meses e está sendo realizada pela multinacional Van Oord, com a draga Utrecht. O projeto prevê a remoção de cerca de 15 milhões de metros cúbicos de sedimentos, garantindo um calado oficial de 15 metros em todo o canal de navegação, incluindo áreas externas, internas e berços do Porto Novo.

Infraestrutura portuária e competitividade internacional

Com os novos investimentos, o Porto de Rio Grande consolida sua posição como um dos principais hubs logísticos do país, ampliando a capacidade de exportação, reduzindo custos operacionais e fortalecendo a competitividade do setor industrial gaúcho no mercado internacional.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Empresas exportadoras: como aproveitar as Áreas de Livre Comércio para reduzir impostos em 2026

Empresas que atuam com exportação ou prestam serviços ao mercado internacional buscam, cada vez mais, alternativas legais para diminuir a carga tributária e ampliar a competitividade. Nesse cenário, as Áreas de Livre Comércio (ALCs) surgem como uma estratégia eficiente e ainda pouco explorada no Brasil.

Em 2026, essas regiões seguem oferecendo benefícios fiscais relevantes para negócios que operam com industrialização, logística e comércio exterior, tornando-se uma ferramenta importante de planejamento tributário.

O que são as Áreas de Livre Comércio (ALCs)

As Áreas de Livre Comércio são regiões estrategicamente localizadas, principalmente na Região Norte, criadas com o objetivo de:

  • Promover o desenvolvimento econômico regional
  • Estimular a industrialização e o comércio internacional
  • Conceder incentivos fiscais para empresas voltadas à exportação

Na prática, funcionam como zonas econômicas especiais, semelhantes à Zona Franca de Manaus, mas com regras próprias adaptadas à realidade de cada localidade.

Principais Áreas de Livre Comércio ativas em 2026

Boa Vista (RR)
Empresas instaladas na região podem contar com:

  • Isenção de IPI, PIS e COFINS na entrada de mercadorias destinadas à industrialização ou revenda
  • ICMS reduzido, conforme incentivos estaduais
  • Reconhecimento de imunidade de PIS e COFINS sobre receitas locais, conforme entendimento do TRF1

Macapá e Santana (AP)
Essas ALCs se destacam por:

  • Isenção de tributos federais sobre produtos nacionais ou importados
  • Forte integração logística com Guiana e Caribe
  • Ambiente favorável para distribuidores e operadores logísticos

Tabatinga (AM), Guajará-Mirim (RO) e Cruzeiro do Sul (AC)
Essas regiões atuam como polos estratégicos para:

  • Exportação e industrialização leve
  • Aplicação de isenções federais combinadas com incentivos estaduais de ICMS
  • Operações com commodities, produtos naturais e cadeias logísticas integradas

Benefícios fiscais para empresas exportadoras

Ao se instalar ou operar por meio de uma ALC, a empresa pode acessar vantagens como:

  • Redução ou alíquota zero de IPI, PIS e COFINS
  • ICMS diferenciado, conforme a legislação estadual
  • Suspensão ou isenção de tributos na importação de insumos
  • Utilização de regimes aduaneiros especiais que facilitam exportações

Esses incentivos impactam diretamente a margem de lucro e a competitividade internacional.

Oportunidades para contadores e advogados tributaristas

As Áreas de Livre Comércio também representam um campo estratégico de atuação profissional. Contadores e advogados podem:

  • Avaliar a viabilidade de filiais, centros de distribuição ou operações remotas em ALCs
  • Estruturar o planejamento tributário mais eficiente para empresas exportadoras
  • Garantir conformidade legal para acesso aos incentivos fiscais
  • Desenvolver soluções personalizadas com foco em redução de custos e expansão internacional

Trata-se de uma atuação consultiva de alto valor agregado, especialmente relevante para empresas em fase de crescimento ou internacionalização.

Conclusão

As Áreas de Livre Comércio seguem como uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a carga tributária e ampliar a competitividade das empresas exportadoras em 2026. Ao operar nessas zonas especiais, é possível acessar regimes fiscais diferenciados, reduzir custos e fortalecer a presença no mercado internacional.

Para profissionais da área contábil e jurídica, trata-se de uma oportunidade estratégica de oferecer soluções inovadoras, seguras e ainda pouco exploradas no cenário brasileiro.

FONTE: Contábeis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Portos

J&F aposta no Porto de Santos e mira expansão logística com o STS 10

A J&F Investimentos, uma das maiores holdings empresariais do país, mantém o Porto de Santos como eixo central de sua estratégia de crescimento. O grupo, com atuação nos setores de proteína animal, celulose, energia, financeiro e logística, combina operações industriais altamente dependentes do porto com investimentos diretos em infraestrutura portuária, reforçando sua presença no maior complexo da América Latina.

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância diante da perspectiva de novos projetos e arrendamentos estratégicos no porto, como o STS 10, considerado um dos ativos mais relevantes do atual ciclo de expansão santista.

Eldorado Celulose integra a estrutura da J&F

A Eldorado Brasil Celulose faz parte da estrutura societária da J&F, que retomou o controle integral da companhia após o encerramento de uma disputa societária prolongada. A empresa opera uma das fábricas de celulose mais modernas do mundo, localizada em Três Lagoas (MS), com produção majoritariamente voltada ao mercado externo.

Nesse contexto, o Porto de Santos é fundamental para o escoamento da celulose, seja por operações diretas, contratos logísticos de longo prazo ou terminais dedicados. A ampliação da capacidade produtiva e a avaliação de novos projetos industriais reforçam a necessidade de expansão da infraestrutura portuária associada ao grupo.

Logística portuária e interesse em novos arrendamentos

Além da atuação industrial, a J&F possui presença relevante no setor de logística portuária, por meio de empresas do grupo especializadas na gestão e operação de terminais. Esse posicionamento se fortalece em um momento de definição de novos modelos regulatórios e arrendamentos no Porto de Santos.

Decisões recentes de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), contribuíram para um ambiente mais favorável à participação de grupos com grande capacidade financeira e perfil integrado de produção e logística — características que colocam a J&F entre os principais interessados em novos ativos estratégicos no porto.

Portfólio diversificado gera sinergias logísticas

A força da J&F no setor portuário está diretamente ligada ao seu portfólio diversificado, que demanda soluções logísticas robustas e eficientes:

JBS: maior empresa de proteínas do mundo, com forte dependência de exportações via portos
Eldorado Brasil Celulose: produtora de celulose com foco no mercado internacional
Âmbar Energia: braço energético do grupo, com ativos de geração e comercialização
Banco Original: instituição financeira digital
Flora: empresa de bens de consumo, com marcas de higiene e limpeza
JBS Terminais e outros investimentos em logística e infraestrutura

Esse conjunto de ativos gera sinergias operacionais, favorece a verticalização logística, reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações, ampliando a competitividade global das empresas do grupo.

Porto de Santos se consolida como hub estratégico

A expansão da J&F ocorre em paralelo a um novo ciclo de investimentos no Porto de Santos, voltado à modernização de terminais, aumento de capacidade e atração de grandes operadores. Para conglomerados industriais, participar diretamente da infraestrutura portuária tornou-se um diferencial competitivo relevante.

Nesse cenário, a J&F se destaca como um dos grupos com maior capacidade de investir, operar e integrar cadeias logísticas completas, reforçando a percepção de que deve ampliar sua presença no porto — seja por meio da Eldorado Celulose, da JBS ou de novos projetos ligados ao STS 10 e a outros ativos portuários.

Perspectivas para a expansão do grupo

Com a consolidação do controle da Eldorado, a retomada de projetos industriais e o fortalecimento da estratégia logística, a J&F sinaliza que o Porto de Santos seguirá como elemento central de seus planos de expansão. O movimento acompanha uma tendência global de grandes grupos exportadores buscarem maior controle sobre seus fluxos logísticos.

Para o setor portuário, a presença ampliada da J&F reforça a atratividade do Porto de Santos como hub logístico e industrial de alcance internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança iniciativa para fortalecer exportações de cooperativas

Programa Cooperar para Exportar amplia oportunidades para cooperativas brasileiras.

A ApexBrasil lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o Programa Cooperar para Exportar, criado para ampliar a presença das cooperativas brasileiras — especialmente as da agricultura familiar — no mercado internacional. A meta é atender 450 cooperativas até 2026, oferecendo capacitação, qualificação em comércio exterior e participação em feiras, missões e rodadas internacionais.

A ação é desenvolvida em parceria com o Sebrae, reforçando o apoio estruturado às pequenas e médias organizações do setor.

Capacitação e acesso a mercados internacionais

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o programa terá duas frentes principais:

  • 200 cooperativas serão incluídas no Qualifica Exportação, etapa de habilitação para operações internacionais;
  • 250 cooperativas participarão de feiras globais, eventos e rodadas de negócios organizadas pela agência.

Lançamento na Bahia reforça simbolismo do cooperativismo

O anúncio ocorreu durante a abertura do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento reuniu Viana, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de lideranças do cooperativismo.

Viana destacou o significado do lançamento no estado:
A ApexBrasil trouxe 30 compradores de 22 países para encontros com cooperativas locais. “Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros”, afirmou.

Agricultura familiar e transição agroecológica em foco

O ministro Paulo Teixeira reforçou o compromisso do governo com uma produção mais sustentável. Segundo ele, o país avança na construção de um sistema alimentar saudável, guiado pela agroecologia. “Queremos uma nova agricultura e vamos acelerar os instrumentos necessários para essa transição”, disse.

Exporta Mais Brasil – Cooperativas reúne mais de 200 organizações

O lançamento do novo programa integrou a maior edição já realizada do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, que acontece entre os dias 10 e 12. O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, entre eles Portugal, Bélgica, França, Itália, México, Canadá, EUA, Emirados Árabes e China.

As atividades incluem rodadas de negócios, mentorias e ações de qualificação. Participam cooperativas de segmentos como café, cacau e chocolate, castanha, frutas, mel, proteína animal, açaí, artesanato, entre outros.

Rede de parceiros fortalece o programa

O Exporta Mais Brasil é realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae e, nesta edição, conta com apoio do Governo da Bahia, MAPA, MDA, UNICAFES, OCB, CAR, UNICRAB, UNISOL e Consórcio Nordeste.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Criado pela ApexBrasil, o programa conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais, ampliando oportunidades de exportação e estimulando novos negócios para diversos setores produtivos.
Fonte: Com informações da ApexBrasil.
Texto: Redação

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Exportação

Anel Ferroviário do Sudeste deve impulsionar exportações do agronegócio e reduzir gargalos logísticos

A implantação da Estrada de Ferro 118 (EF-118), conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste, tem potencial para transformar o escoamento da produção agrícola brasileira e reorganizar a cadeia de insumos do agronegócio. O projeto prevê até 575 km de extensão, conectando portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo à EFVM e à Malha Ferroviária do Sudeste (MRS).

Com leilão marcado para junho, a ferrovia deverá ligar Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), ponto estratégico de integração com a EFVM. A primeira fase — entre São João da Barra e Santa Leopoldina — terá 246 km de trilhos e conclusão prevista para 2035. A etapa seguinte, conectando São João da Barra a Nova Iguaçu, será analisada após o início da operação inicial.

Investimentos e impacto na movimentação de cargas

Os investimentos previstos somam R$ 6,6 bilhões, entre recursos públicos e privados. A demanda estimada é de 24 milhões de toneladas por ano, contemplando carga geral, granéis líquidos, sólidos agrícolas e minérios.

Segundo João Braz, diretor de logística e terminais do Porto do Açu, a ferrovia deve ampliar a eficiência logística, permitindo a entrada de fertilizantes e a saída de grãos, reduzindo fretes de retorno vazios das regiões produtoras. A Firjan também avalia que a infraestrutura trará ganhos de competitividade.

Redução de gargalos e nova dinâmica portuária

Para Tatiana Gruenbaum, sócia-líder de infraestrutura da KPMG, a nova via deve aliviar gargalos rodoviários do Sudeste e reduzir o efeito “funil” em portos como Santos e Paranaguá. Além disso, amplia a diversificação logística do Rio e do Espírito Santo, tornando os portos capixabas mais atrativos para o agronegócio.

O Porto Central, previsto para iniciar operações em 2027 em Presidente Kennedy (ES), poderá receber granéis, fertilizantes, grãos, minerais, gás natural e cargas gerais. O terminal será implantado em fases, começando por uma área de granéis líquidos em águas profundas para transbordo de petróleo. O Porto de Ubu, operado pela Samarco, também tende a ser favorecido pela nova ferrovia.

Competitividade ampliada no Sudeste e no Centro-Oeste

De acordo com Braz, o Anel Ferroviário do Sudeste ajudará a reequilibrar o sistema portuário, reduzir custos de transporte e conectar de forma mais eficiente os portos a Minas Gerais e ao Centro-Oeste, regiões centrais na produção de commodities. O Complexo do Açu já amplia sua capacidade com novos terminais, obras em andamento e uma unidade de mistura de fertilizantes prevista para iniciar operações no próximo trimestre.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Paranaguá registra seu maior carregamento de milho em uma única embarcação

A commodity também apresentou o maior volume de crescimento de janeiro a outubro deste ano, alcançando mais de 3,5 milhões de toneladas

O aumento do calado no Porto de Paranaguá é um dos principais responsáveis pelo primeiro recorde registrado no mês de dezembro. O navio MV Minoan Pioneer foi a embarcação que, na primeira semana de dezembro, estabeleceu o novo marco de movimentação de milho no Corredor de Exportação Leste: 77 mil toneladas embarcadas.

O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação, a quilha. Quanto maior o calado, maior a capacidade de carregamento. A disponibilidade de um calado maior favorece a produtividade geral do Porto de Paranaguá que neste ano vai bater, novamente, o próprio recorde de embarque e desembarque de mercadorias.  

“Nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento. Este recorde é prova de que estamos no caminho certo”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Em setembro de 2025, o calado operacional dos berços destinados a granéis sólidos — incluindo milho e soja — no Porto de Paranaguá subiu de 13,1 m para 13,3 m. Com esse aumento de 20 centímetros, cada embarcação pode transportar até 1,5 mil toneladas a mais do que na marca anterior. 

“A possibilidade de navios mais carregados, aliada à nossa eficiência operacional, consolida o Porto de Paranaguá como ponto estratégico para exportação de grãos, contribuindo para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional”, destacou o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O milho foi a commodity que mais cresceu em produtividade nos portos paranaenses entre janeiro e novembro deste ano. No acumulado de 2025, foram 4.571.970 toneladas movimentadas, um avanço de 351% em relação ao mesmo período de 2024 (1.013.174 toneladas). Entre os fatores que impulsionaram o crescimento no corredor de exportação estão a safra recorde e a maior demanda internacional.

O alto índice registrado em Paranaguá contrasta com o desempenho nacional, em que a exportação do produto não segue a mesma tendência.

O Brasil deve fechar 2025 com mais de 140 milhões de toneladas colhidas; porém, a maior parte foi absorvida pelo mercado interno, principalmente pela produção de etanol.

Cerca de 40 milhões de toneladas estão sendo destinadas à exportação — a maior parte embarcada em Paranaguá. Países do Oriente Médio e da Ásia estão entre os principais compradores.

Canal de Acesso

O resultado alcançado no embarque de milho, favorecido pelo novo calado, é apenas uma demonstração do que está por vir no Porto de Paranaguá com a efetivação da concessão do Canal de Acesso.

Com o leilão realizado em outubro deste ano na B3, o Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — deverá realizar investimentos de R$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros anos da concessão.

Entre as obrigações está a ampliação e o aprofundamento do canal, permitindo o aumento do calado para 15,5 metros. Esse acréscimo de mais de dois metros representa um adicional de 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais ou de mil contêineres em um único navio. A concessionária também deverá realizar a manutenção do canal, que possui 34,5 km de extensão.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Exportação

Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX em Itajaí projeta atender 150 empresas até 2027

A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura

A 1ª reunião do Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação em Itajaí – foi realizada nesta segunda-feira (24). A composição do Comitê é fundamental para fortalecer o ecossistema exportador regional, alinhando as instituições parceiras e contribuindo para o desenvolvimento de empresas com potencial de internacionalização. Entre suas atribuições estão a divulgação do programa, a mobilização da comunidade empresarial e a apresentação de soluções personalizadas às empresas a partir dos diagnósticos realizados.

O encontro, realizado no Giardino del Porto, reuniu representantes de instituições parceiras e apresentou metas e resultados no 3° ciclo – iniciado em junho de 2025 e com duração prevista até dezembro de 2027. Atualmente, 37 empresas da região são atendidas, e a meta é alcançar outras 36 no próximo semestre. A expectativa é beneficiar 150 empresas. Segundo o gestor do PEIEX, José Mendes, a maior dificuldade das empresas brasileiras é compreender por onde começar, quais são os desafios e como superá-los. “A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura”, destacou.

A capacitação é 100% subsidiada pelo Sebrae/SC e pela ApexBrasil. “As empresas saem do programa com um plano de exportação estruturado e prontas para iniciar seu acesso ao mercado internacional. No entanto, sabemos que ter um plano não garante sua execução. Por isso, o Sebrae/SC acompanha de perto cada negócio, oferecendo apoio para que essas empresas realmente consigam se conectar ao mercado externo”, esclareceu Gabriel Marchetti, coordenador estadual do programa.

“A participação no PEIEX representa uma oportunidade estratégica para as empresas que desejam ampliar sua competitividade e se preparar para novos mercados, com orientação especializada, diagnósticos precisos e um plano estruturado para fortalecer sua capacidade de exportação”, reforçou Juliana Bernardi Dall’antonia, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC.

“Para o Porto de Itajaí, participar do Comitê Consultivo do PEIEX é reforçar nosso compromisso com a internacionalização das empresas catarinenses e com o fortalecimento do ecossistema exportador regional. Vivemos um momento decisivo: a queda do tarifaço nos Estados Unidos abre uma janela concreta de oportunidades para o setor produtivo, e nossas projeções apontam para um impacto de até 30% na recuperação de movimentação e faturamento do Porto”, enfatizou João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí

As empresas interessadas em participar podem procurar as agências do Sebrae em Itajaí (47 3390-1400) ou Brusque (47 3351-3701), ou acessar https://sebrae.sc/peiex para mais informações.

FONTE: Assessoria de Imprensa do Sebrae
IMAGEM: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Sebrae

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Tecnologia

EUA avaliam autorizar exportação de chips de IA avançados para a China

O governo dos Estados Unidos estuda flexibilizar as regras que impedem a exportação de chips de IA avançados para a China. A decisão ocorre meses depois de Washington ter imposto, em maio, uma proibição às vendas de tecnologias de inteligência artificial a empresas chinesas, em uma tentativa de frear o avanço de Pequim no setor de semicondutores.

Agora, o Departamento de Comércio analisa permitir que a Nvidia exporte o chip H200 para o mercado chinês. A proposta marca uma possível mudança na política de restrições, tema que voltou à mesa após reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, que resultaram em uma trégua na disputa comercial.

Pressões e preocupações estratégicas
Embora a possível liberação seja vista como uma abertura diplomática, autoridades em Washington continuam temendo que o envio de chips de alta performance fortaleça o poderio militar da China. Do outro lado, Pequim segue pressionando os EUA ao impor controle rigoroso sobre a exportação de terras raras, insumo crucial para a indústria de tecnologia.

A Nvidia, apesar de evitar comentários formais, afirma que as regras atuais a afastam de um dos maiores mercados do mundo e ampliam o espaço para concorrentes internacionais.

O que é o chip H200
Lançado há dois anos, o H200 traz memória de alta largura de banda superior à do modelo anterior, o H100, garantindo velocidade maior no processamento de dados.

Segundo a fabricante, o H200 NVL oferece:

  • 1,5 vez mais memória
  • Até 1,7 vez mais desempenho em inferência de LLMs
  • Até 1,3 vez mais performance em tarefas de HPC

O chip também é estimado como cerca de duas vezes mais potente que o H20, atualmente o semicondutor mais avançado da Nvidia permitido para exportação à China.

Expansão das vendas para o Oriente Médio
Enquanto aguarda a revisão das regras para a China, a Nvidia avança em outros mercados. Nesta semana, durante a visita do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman à Casa Branca, o Departamento de Comércio autorizou o envio de até 70 mil chips Blackwell, próxima geração da empresa, para as companhias Humain (Arábia Saudita) e G42 (Emirados Árabes Unidos).

FONTE: Olhar Digital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Quality Stock Arts/Shutterstock

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