Logística

Cabotagem e navegação de longo curso: entenda as diferenças e a importância para a logística brasileira

Apesar de utilizarem a mesma infraestrutura portuária, a cabotagem e a navegação de longo curso desempenham funções distintas no transporte marítimo. Enquanto uma é voltada ao deslocamento de cargas entre portos brasileiros, a outra conecta o país ao mercado internacional por meio das exportações e importações.

Um exemplo dessa diferença é o transporte de contêineres com eletrodomésticos entre Manaus e o Porto de Santos, operação típica da cabotagem. Já um navio que parte de Santos carregado de soja com destino à Ásia realiza uma viagem de longo curso, voltada ao comércio exterior.

Navegação de longo curso impulsiona exportações brasileiras

A navegação de longo curso é a principal responsável pela movimentação de cargas destinadas ao mercado internacional. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, em 2025, mais de 80% do volume transportado nessa modalidade foi destinado às exportações, enquanto aproximadamente 20% correspondeu às importações.

No período, esse segmento movimentou mais de 1 bilhão de toneladas, com destaque para granéis sólidos, como minério de ferro, soja, milho e açúcar, produtos que representam parcela significativa da pauta exportadora brasileira.

Cabotagem fortalece o abastecimento interno

Já a cabotagem atende principalmente à logística nacional, conectando diferentes regiões do país por via marítima. Nessa modalidade predominam os granéis líquidos e gasosos, que representam cerca de 75% da carga transportada, incluindo petróleo e gás natural enviados de plataformas marítimas para refinarias brasileiras.

Além disso, a cabotagem também movimenta cargas em contêineres, transportando produtos como eletrodomésticos, biocombustíveis, alimentos, vestuário e diversos bens destinados ao abastecimento do mercado interno.

Em 2025, a modalidade registrou a movimentação de aproximadamente 223 milhões de toneladas, segundo o Estatístico Aquaviário da Antaq.

Integração logística amplia eficiência do transporte

A cabotagem faz parte da logística multimodal brasileira ao operar de forma integrada com rodovias, ferrovias e hidrovias, facilitando o transporte de mercadorias entre polos industriais, centros de distribuição e mercados consumidores.

Essa integração contribui para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência no transporte de cargas e diminuir os impactos ambientais em comparação com outros modais.

Modalidades complementares para o desenvolvimento do país

Embora tenham finalidades distintas, cabotagem e navegação de longo curso são fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Enquanto a cabotagem garante o abastecimento interno, melhora a distribuição de mercadorias e fortalece a integração entre as regiões brasileiras, a navegação de longo curso amplia a presença do país no comércio internacional, impulsionando as exportações e assegurando a chegada de produtos importados aos portos nacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Medeiros

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Eventos

Meeting Comex 2026 é lançado e reforça protagonismo como um dos maiores eventos de comércio exterior do Brasil

O Meeting Comex 2026 já tem data marcada e promete consolidar ainda mais sua posição entre os principais eventos de comércio exterior da América Latina. A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) lançou oficialmente a 13ª edição do encontro nesta terça-feira (4), durante um café da manhã que reuniu patrocinadores, parceiros, autoridades e lideranças empresariais para apresentar as novidades da programação.

Marcado para os dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC), o evento deve reunir mais de três mil participantes entre executivos, empresários, operadores logísticos, importadores, exportadores, representantes de órgãos públicos e especialistas que atuam diretamente nas cadeias globais de suprimentos.

Durante o lançamento, a presidente do Meeting Comex 2026 e vice-presidente da ACIJ, Carolina Botelho, apresentou a programação oficial e destacou o fortalecimento da presença internacional, uma das principais novidades desta edição. Delegações empresariais de diversos continentes já confirmaram participação, representando países como Alemanha, Portugal, Espanha, Paraguai, China, Panamá, Rússia, África do Sul, Guatemala, Moçambique, Austrália, Colômbia e Marrocos. A expectativa é ampliar a geração de negócios, estimular novas parcerias comerciais e fortalecer o relacionamento entre empresas brasileiras e mercados estratégicos ao redor do mundo.

A programação foi estruturada para discutir alguns dos temas mais relevantes do cenário atual do comércio exterior. Questões como os impactos da Reforma Tributária nas operações de importação, o acordo entre Mercosul e União Europeia, a geopolítica internacional, a competitividade da logística brasileira, o transporte marítimo e aéreo de cargas, além do tratamento administrativo das importações, estarão entre os principais assuntos debatidos ao longo dos dois dias.

O encontro contará com a presença de autoridades governamentais, representantes de órgãos anuentes, executivos de grandes empresas e especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente. Entre os destaques da programação estão o economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos BRICS, que abordará os desafios e as oportunidades do comércio exterior brasileiro diante das novas exigências globais relacionadas ao ESG, e o General André Novaes, que fará uma análise sobre como os atuais movimentos geopolíticos influenciam diretamente as estratégias das empresas que atuam no mercado internacional.

Além do conteúdo técnico, o Meeting Comex mantém sua proposta de promover conexões estratégicas entre os diferentes agentes da cadeia logística e do comércio exterior. A feira de negócios, os espaços de relacionamento e os momentos dedicados ao networking devem reunir empresas, fornecedores, operadores logísticos, despachantes aduaneiros e representantes de instituições públicas em um ambiente voltado à geração de oportunidades comerciais e ao fortalecimento de parcerias.

Ao longo de doze edições, o Meeting Comex tornou-se um dos mais importantes fóruns brasileiros para discussão de tendências, inovação e desenvolvimento do comércio internacional. O evento reúne um público altamente qualificado, formado por executivos, diretores, CEOs, gestores de supply chain e tomadores de decisão que movimentam bilhões de reais em operações de importação e exportação todos os anos.

As inscrições para a edição de 2026 já estão abertas. Os participantes terão acesso aos dois dias de programação, que somam mais de vinte horas de conteúdo técnico, além de workshops, painéis, feira de negócios, espaços de networking, coffee breaks, brunch oficial, Happy Comex, estacionamento durante todo o evento e certificado de participação.

Garante seu ingresso aqui: https://weox.com.br/eventos/meeting-comex-2026/19

Fonte: ACIJ

Texto: Redação

Imagens: Giovana Santos

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Evento

SINDAPE e FEADUANEIROS reforçam protagonismo do Despachante Aduaneiro na Multimodal Nordeste 2026

O Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Pernambuco (SINDAPE), em parceria com a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (FEADUANEIROS), marcará presença na Multimodal Nordeste 2026 com um espaço dedicado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à valorização da profissão de Despachante Aduaneiro. Durante os três dias de evento, as entidades receberão visitantes no estande 34, localizado na Rua D, promovendo debates, networking e troca de experiências com empresas, autoridades e profissionais da cadeia logística.

Para o presidente do SINDAPE e da FEADUANEIROS, José Carlos Raposo, participar da Multimodal Nordeste é uma forma de ampliar o diálogo com todo o ecossistema do comércio exterior e reforçar a relevância da categoria em um momento de importantes transformações para o setor. “O SINDAPE participa da Multimodal Nordeste por entender que este é um dos principais eventos de logística, transporte e comércio exterior da região. Nosso objetivo é fortalecer o relacionamento com importadores, exportadores, operadores logísticos, terminais, autoridades públicas e demais profissionais, valorizando o trabalho desenvolvido pelos Despachantes Aduaneiros”, destaca Raposo.

Espaço para debater o futuro do comércio exterior

A programação no estande reunirá discussões sobre temas estratégicos que impactam diretamente as operações de comércio internacional. Entre os assuntos em evidência estão os efeitos da Reforma Tributária sobre os serviços de comércio exterior, o projeto de criação do Conselho Federal dos Despachantes Aduaneiros, o Programa de Conformidade desenvolvido em parceria com a Receita Federal, além da modernização dos processos aduaneiros, da digitalização das operações e da qualificação profissional.

Segundo José Carlos Raposo, essas pautas vão além dos interesses da categoria e refletem desafios enfrentados por toda a cadeia logística. “São temas que interessam a todas as empresas que atuam no comércio internacional e que exigem diálogo entre os diversos atores do setor para construir soluções que tragam mais eficiência, segurança jurídica e competitividade às operações”, afirma.

Atuação conjunta fortalece a categoria

A presença na feira também evidencia o trabalho integrado entre o SINDAPE e a FEADUANEIROS. Enquanto a Federação atua nacionalmente na defesa institucional da profissão, mantendo interlocução com a Receita Federal, Governo Federal, Congresso Nacional e Confederação Nacional do Comércio (CNC), o sindicato concentra esforços no atendimento aos profissionais de Pernambuco, oferecendo orientação técnica, capacitação e representação institucional.

Essa atuação conjunta permite que as demandas regionais sejam levadas às discussões em âmbito nacional, ao mesmo tempo em que as conquistas obtidas em Brasília chegam rapidamente aos profissionais que atuam diariamente nas operações de importação e exportação.

Durante a Multimodal Nordeste, o SINDAPE e a FEADUANEIROS convidam despachantes aduaneiros, importadores, exportadores, operadores logísticos, representantes de terminais, estudantes e demais profissionais do comércio exterior para visitar o estande 34, na Rua D, conhecer as iniciativas desenvolvidas pelas entidades e participar das discussões sobre os desafios e oportunidades que estão transformando o setor.

Texto: ReConecta News

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Logística

Expansão dos portos de Itajaí e Navegantes acelera demanda por galpões logísticos no Litoral Norte de SC

Crescimento da atividade portuária impulsiona investimentos imobiliários e amplia valorização de áreas estratégicas

A expansão dos portos de Itajaí e Navegantes está transformando o mercado logístico do Litoral Norte de Santa Catarina. O fortalecimento das operações portuárias, aliado ao avanço de grandes obras de infraestrutura, vem aumentando a procura por galpões logísticos e impulsionando novos investimentos na região, que concentra mais de R$ 54 bilhões em projetos públicos e privados.

O cenário reúne dois fatores decisivos para o setor: a retomada das operações do Porto de Itajaí, sob administração da JBS Terminais, e o desempenho da Portonave, em Navegantes, que mantém a liderança nacional em produtividade entre os terminais portuários brasileiros.

Portonave mantém liderança em eficiência operacional

A Portonave encerrou 2025 com a movimentação superior a 1,1 milhão de TEUs e produtividade média de 114 movimentos por hora de navio, desempenho que a coloca novamente como o terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao completar 18 anos de operação, o terminal acumula aproximadamente 14 milhões de TEUs movimentados e cerca de 10 mil escalas de embarcações. Outro destaque foi a conclusão da primeira etapa da modernização do cais, investimento estimado em R$ 2 bilhões que permitirá receber navios de até 400 metros de comprimento, ampliando a capacidade operacional para atender às novas demandas do comércio exterior.

Porto de Itajaí retoma crescimento após nova gestão

Enquanto Navegantes amplia sua capacidade, o Porto de Itajaí vive um novo ciclo de expansão desde que passou a ser administrado pela JBS Terminais, em outubro de 2024.

Após um período de aproximadamente um ano e meio sem operações regulares de contêineres, o terminal registrou crescimento expressivo. A capacidade operacional aumentou cerca de 330% desde o início da nova gestão, ultrapassando a marca de 560 mil TEUs movimentados.

Os números mais recentes também refletem essa recuperação. No primeiro trimestre de 2026, a movimentação de contêineres cresceu mais de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já entre janeiro e abril, o complexo portuário movimentou 1,67 milhão de toneladas de cargas, avanço próximo de 40% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Para acompanhar essa evolução, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Antaq trabalham na concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões ao longo de 25 anos, com expectativa de elevar a capacidade anual para até 3,43 milhões de TEUs, mais que triplicando o potencial atual do terminal.

Mercado de galpões vive baixa vacância e forte valorização

O crescimento simultâneo dos dois principais portos da região já provoca reflexos no mercado imobiliário logístico.

Santa Catarina figura entre os estados com menor índice de vacância em condomínios logísticos do Brasil, cenário impulsionado pelo aumento das operações de importação e exportação e pela limitação de áreas disponíveis para novos empreendimentos.

Levantamentos do setor apontam valorização de até 20% no metro quadrado dos galpões localizados no eixo formado por Itajaí, Navegantes, Araquari e Garuva. Em Navegantes, a valorização acumulada dos ativos logísticos chega a aproximadamente 300% na última década.

No início de 2026, a taxa nacional de vacância dos condomínios logísticos era de cerca de 7%, segundo dados da consultoria Colliers, reforçando o cenário favorável para novos investimentos.

Novos empreendimentos ampliam oferta logística

Com a demanda crescente, incorporadoras aceleram o lançamento de novos projetos voltados ao setor logístico.

Entre eles está o Navepark, empreendimento desenvolvido pelo Grupo ABC.inc & Embralot, em Navegantes. O complexo reúne galpões modulares e estrutura de serviços em uma localização estratégica, distante cerca de 9 quilômetros da Portonave, 13 quilômetros do Porto de Itajaí e 11 quilômetros do Aeroporto Internacional de Navegantes.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o empreendimento já opera com ocupação total e faz parte de um plano de expansão que prevê seis novos lançamentos ao longo de 2026.

Também em Navegantes, a Ciway, empresa do Grupo Saes Empreendimentos, desenvolve o complexo logístico Ciway 470. O projeto contará com aproximadamente 200 mil metros quadrados distribuídos em 94 módulos e terá certificação ambiental LEED, evidenciando a crescente busca por empreendimentos sustentáveis no segmento.

Infraestrutura viária é desafio para acompanhar crescimento

Apesar da expansão portuária e do avanço do mercado imobiliário, a infraestrutura rodoviária continua sendo um dos principais desafios da região.

A BR-101, principal corredor de acesso aos portos do Litoral Norte catarinense, deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 382 milhões no trecho entre Balneário Camboriú e Penha.

O pacote contempla a implantação de 46 quilômetros de terceiras faixas, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu e melhorias em acessos considerados críticos para o fluxo de caminhões.

Especialistas apontam que a competitividade logística da região dependerá não apenas da ampliação da capacidade portuária, mas também da modernização da infraestrutura viária, essencial para garantir maior eficiência no transporte de cargas.

Fonte: Portogente.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels / Arquivo

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Eventos

FALTAM 5 DIAS: Multimodal Nordeste 2026 destaca inovação, infraestrutura e negócios

Em um momento em que o Nordeste amplia sua relevância no cenário logístico nacional, a Multimodal Nordeste 2026 se consolida como um dos principais encontros de negócios, inovação e conhecimento do setor. Entre os dias 4 e 6 de agosto, o Recife Expo Center reunirá executivos, embarcadores, operadores logísticos, transportadoras, autoridades, fornecedores de tecnologia e especialistas para discutir as tendências que estão moldando o futuro da cadeia de suprimentos no Brasil.

Mais do que uma feira de negócios, a Multimodal Nordeste promove conexões estratégicas, apresenta soluções para transporte e logística, impulsiona o networking e abre espaço para debates sobre os desafios e oportunidades do mercado. Um dos destaques da programação é o Conecta Multimodal, painel de palestras realizado em parceria com o Movimento Econômico e a Folha de Pernambuco, reunindo grandes nomes do setor para discutir temas que impactam diretamente a competitividade das empresas.

Para visitar a feira é preciso fazer credenciamento. Os leitores do ReConecta News podem garantir o acesso gratuito utilizando o cupom CONVITECONECTA durante a inscrição. Já a participação nas palestras do Conecta Multimodal é paga e requer a aquisição do ingresso no site oficial da Multimodal Nordeste.

CONECTA MULTIMODAL: Programação reúne especialistas em logística, tecnologia e infraestrutura

Durante os três dias de evento, o Conecta Multimodal promoverá nove palestras voltadas aos principais desafios da logística moderna, abordando desde a valorização dos profissionais até inteligência artificial, infraestrutura, cabotagem, geopolítica e sustentabilidade.

4 de agosto: pessoas, tecnologia e desenvolvimento regional

A programação começa às 15h com a palestra “Pessoas no Centro da Estrada: Como a Humanização do Motorista Transforma Risco em Performance”, ministrada por Wiker Lytiery, gestor do Grupo Tombini. O painel discutirá como a valorização dos profissionais do transporte influencia a segurança e os resultados operacionais.

Às 16h30, Carlos Menchik, professor de Logística e Supply Chain da ESPM, apresenta “Como a Tecnologia Está Mudando a Logística no Mundo – Uma Visão Externa das Boas Práticas de Tecnologia Aplicada à Logística”, trazendo exemplos internacionais e tendências que vêm transformando a gestão logística.

Encerrando o primeiro dia, às 18h, Tiago Veras, gerente executivo de Inteligência em Transporte da Confederação Nacional do Transporte (CNT), abordará “O Papel da Infraestrutura de Transporte no Desenvolvimento Regional”, destacando como investimentos em mobilidade e logística impulsionam a economia.

5 de agosto: inteligência artificial, dados e combustíveis sustentáveis

No segundo dia, às 15h, Juliano Maia, especialista em Logística, Supply Chain e Operações da TOTVS, apresentará “Inteligência Artificial Além do Hype: Impactos e Oportunidades da IA nas Operações Logísticas e na Cadeia de Supply”, mostrando aplicações práticas da tecnologia para aumentar eficiência e produtividade.

Às 16h30, será a vez de Thiago Bona, CEO da Gobrax, com a palestra “Dados no TRC: Como Transformar Números em Decisões para Motoristas e Gestores”, destacando o papel da análise de dados na gestão do transporte rodoviário de cargas.

Fechando a programação do dia, às 18h, Sóstenes Alcoforado, diretor de Sustentabilidade e Inovação do Complexo Industrial Portuário de Suape, apresentará “Suape: Hub de Combustíveis Sustentáveis”, mostrando o protagonismo do porto pernambucano na transição energética e na logística sustentável.

6 de agosto: geopolítica, cabotagem e experiência do cliente

O último dia começa às 15h com Igor Muniz, Chief Commercial Officer da Scan Global Logistics para a América Latina, que ministrará a palestra “Como Reduzir os Impactos da Geopolítica e da Sazonalidade nos Fretes Internacionais da Ásia para o Brasil”. O painel discutirá estratégias para enfrentar oscilações de mercado, conflitos internacionais e variações na oferta de transporte marítimo.

Às 16h30, Luis Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), conduzirá o debate “Navegando o Futuro: Cabotagem como Motor de Competitividade e Sustentabilidade”, apresentando o potencial do modal para ampliar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

O encerramento acontece às 18h, com Fernando Trigueiro, presidente da Anelog, que abordará o tema “Gerenciamento das Expectativas e Percepções dos Clientes”, destacando a importância da comunicação, da previsibilidade operacional e da excelência no atendimento para fortalecer relacionamentos comerciais.

Com uma programação focada em inovação, infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento sustentável, o Conecta Multimodal reforça a proposta da Multimodal Nordeste de promover conhecimento, networking e soluções para os desafios atuais da logística brasileira.

Com informações da organização da Multimodal Nordeste.

Texto e Imagem: ReConecta News

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Negócios

Villa Germania aposta em carnes de aves gourmet e amplia presença em mais de 30 países

Enquanto grande parte da avicultura brasileira concentra sua produção em commodities, a Villa Germania, de Indaial (SC), consolidou uma estratégia voltada para o mercado premium. Ao investir em carnes de aves especiais e produtos de alto valor agregado, a empresa conquistou espaço no Brasil e no exterior, tornando-se a maior produtora e exportadora de carne de pato da América Latina.

Celebrando 30 anos de atuação, a companhia aposta em um portfólio voltado à alta gastronomia, atendendo clientes em mais de 30 países distribuídos por todos os continentes. A estratégia permitiu à empresa crescer de forma sustentável e reduzir a dependência da competitividade baseada apenas em preços.

Portfólio atende mercados exigentes

Além da carne de pato, a empresa oferece uma linha diversificada de proteínas gourmet, desenvolvida para atender às exigências de restaurantes, distribuidores e consumidores que buscam produtos diferenciados.

Segundo o presidente da holding, Armando Nogueira, a evolução da empresa foi além da especialização em uma única proteína. De acordo com o executivo, a Villa Germania passou a oferecer soluções completas para o segmento gourmet, levando a qualidade da indústria catarinense a mercados internacionais e registrando um crescimento de dez vezes nos últimos dez anos.

Certificações garantem acesso ao mercado internacional

A expansão global da empresa é sustentada por um rigoroso sistema de qualidade e rastreabilidade, considerado essencial para atender às normas sanitárias dos principais mercados consumidores.

Por atuar em um segmento altamente regulado, a planta industrial reúne um dos mais completos conjuntos de certificações internacionais da indústria brasileira de proteína animal, permitindo a exportação para países com elevados padrões sanitários.

O controle acompanha todas as etapas da produção, desde o melhoramento genético e a criação das aves até o processamento, o abate e a distribuição dos produtos.

Expansão mira novos mercados

Com o avanço de seu plano de crescimento, a Villa Germania pretende ampliar sua atuação internacional e aumentar a oferta de produtos nos próximos anos. A estratégia inclui novos investimentos para fortalecer a presença da marca em mercados já consolidados e conquistar novos clientes no segmento de proteínas premium.

Ao apostar na inovação, na qualidade e na diferenciação de seus produtos, a empresa busca consolidar sua posição como referência em carnes de aves especiais no mercado global.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 48,9 bilhões até a quarta semana de julho

O comércio exterior brasileiro manteve desempenho positivo em 2026. Até a quarta semana de julho, as exportações somaram US$ 27,59 bilhões, crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 21,05 bilhões, alta de 7%, resultando em um superávit de US$ 6,54 bilhões, avanço de 19,4%. A corrente de comércio alcançou US$ 48,63 bilhões, aumento de 8,5%.

No acumulado entre janeiro e a quarta semana de julho, o Brasil exportou US$ 212,36 bilhões, crescimento de 11,2% sobre igual período do ano passado. As importações atingiram US$ 163,46 bilhões, alta de 5,4%, elevando o superávit da balança comercial para US$ 48,90 bilhões, expansão de 36,2%. A corrente de comércio chegou a US$ 375,82 bilhões, avanço de 8,6%.

Exportações foram impulsionadas pelo agronegócio, mineração e indústria

As exportações cresceram em todos os principais setores da economia. A agropecuária avançou 14,3%, movimentando US$ 6,40 bilhões. A indústria extrativa registrou alta de 11,4%, com US$ 6,48 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 6,4%, alcançando US$ 14,50 bilhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para esse resultado estão soja (+24,6%), algodão em bruto (+33,9%), produtos hortícolas (+18,3%), minérios de níquel (+88%), petróleo bruto (+31,4%), carnes de aves (+43,4%), farelo de soja (+42,3%) e óleos combustíveis (+73,6%).

Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações, como milho (-20,7%), café não torrado (-20,4%), minério de ferro (-10,5%), minério de cobre (-29,5%), açúcar (-19,9%), automóveis de passageiros (-33,8%) e aeronaves (-49,8%).

Nas importações, a indústria de transformação respondeu pela maior movimentação, com US$ 19,54 bilhões e crescimento de 6,4%. A indústria extrativa avançou 29,5%, enquanto a agropecuária apresentou retração de 9,8%.

Os principais aumentos ocorreram nas compras de máquinas para processamento de dados (+230,2%), componentes eletrônicos (+52,4%), óleos combustíveis (+38,6%), petróleo bruto (+34,5%), gás natural (+23%) e outros minérios de metais de base (+113,9%). Em contrapartida, diminuíram as importações de soja (-55,6%), trigo e centeio (-5,8%), fertilizantes brutos (-8%), defensivos agrícolas (-16,6%), motores e máquinas não elétricas (-75,7%) e plataformas e embarcações flutuantes (-90,1%).

Saldo comercial reforça desempenho do comércio exterior

Os resultados confirmam o ritmo de crescimento do comércio exterior brasileiro em 2026, impulsionado pelo avanço das exportações e pela expansão da corrente de comércio. O aumento do superávit evidencia o fortalecimento da balança comercial e o bom desempenho de setores estratégicos da economia, como agronegócio, mineração e indústria de transformação.

Com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Texto: Matéria elaborada com auxílio de Inteligência Artificial, sob curadoria jornalística da equipe do ReConecta News.

Imagem Ilustrativa: Arquivo ReConecta News

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Informação

VLI bate recorde na movimentação de grãos e farelos no primeiro semestre de 2026

A VLI alcançou um novo marco em suas operações logísticas ao registrar o maior volume de grãos e farelos transportado em um primeiro semestre desde o início de suas atividades. Entre janeiro e junho de 2026, a empresa movimentou 12,4 milhões de toneladas úteis (MTU), resultado que representa um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo trimestre também registra desempenho histórico

O avanço foi impulsionado por um segundo trimestre de forte desempenho. No período entre abril e junho, a companhia transportou 7,9 milhões de MTU de grãos e farelos, volume 8% superior ao registrado no segundo trimestre do ano anterior e o maior já alcançado pela empresa para esse intervalo.

Agronegócio impulsiona crescimento da logística

Segundo Carolina Hernandez, diretora Comercial, de Projetos e Planejamento Estratégico da VLI, os números refletem a importância da empresa para a cadeia logística do agronegócio brasileiro.

De acordo com a executiva, a companhia atua como parceira estratégica ao oferecer soluções logísticas integradas, contribuindo para o escoamento das safras, o aumento da eficiência operacional e o fortalecimento da competitividade do setor. Ela destacou ainda que a VLI seguirá investindo para apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas do país.

Corredores logísticos sustentam expansão das operações

Os resultados foram alcançados com o desempenho dos três principais corredores logísticos operados pela empresa.

O Corredor Norte conecta as regiões produtoras do Matopiba e do Centro-Oeste ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão. Já o Corredor Leste atende áreas produtoras de Minas Gerais e do Espírito Santo, com acesso aos terminais portuários capixabas.

No Corredor Sudeste, a operação integra as regiões agrícolas do Centro-Oeste ao Porto de Santos, um dos principais canais de exportação do agronegócio brasileiro.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portos brasileiros: entenda como funciona a entrada e saída de mercadorias no país

Os portos brasileiros desempenham papel estratégico na economia nacional. Cerca de 95% do comércio exterior do Brasil é realizado por via marítima, tornando a infraestrutura portuária essencial para a movimentação de produtos entre o mercado interno e os parceiros internacionais.

Por trás desse fluxo existe uma ampla cadeia logística, que envolve o transporte da carga até o porto, a movimentação nos terminais, procedimentos de fiscalização, armazenagem temporária e, por fim, o embarque ou a retirada das mercadorias.

Como funciona a operação dentro dos portos

Na prática, um porto reúne diversas estruturas destinadas à movimentação de cargas e passageiros. Entre elas estão cais, berços de atracação, armazéns, pátios, acessos terrestres e terminais especializados.

É por meio dessas instalações que chegam ao Brasil produtos como equipamentos, combustíveis, matérias-primas, insumos industriais e bens de consumo. No sentido oposto, embarcam para o exterior mercadorias como grãos, minérios, carnes, celulose e cargas conteinerizadas.

Embora cada tipo de carga tenha exigências específicas, o processo operacional segue uma sequência semelhante: recebimento da mercadoria, movimentação segura, fiscalização, armazenamento e liberação para transporte.

Como funciona a importação pelos portos

No caso da importação, o processo começa com a chegada do navio ao porto. Após a atracação, as mercadorias são descarregadas e encaminhadas para um terminal portuário ou área alfandegada, onde permanecem armazenadas até a conclusão dos procedimentos obrigatórios.

Nessa etapa, são realizadas análises documentais, conferências das informações e, quando necessário, inspeções físicas da carga pelos órgãos responsáveis. O objetivo é verificar se a mercadoria atende às exigências legais para ingressar no país.

Depois da liberação, os produtos seguem para o destino final por diferentes modais de transporte, como rodovias, hidrovias ou outras conexões logísticas.

Etapas da exportação de mercadorias

Na exportação, o fluxo ocorre no sentido inverso. As mercadorias produzidas no Brasil são transportadas até o porto por meio de caminhões, trens, embarcações ou pela integração entre diferentes modais.

Ao chegar ao terminal, a carga passa por conferência, armazenamento temporário e pelos procedimentos de controle exigidos para cada operação. Após a autorização dos órgãos competentes, os produtos são embarcados nos navios e seguem para seus destinos no mercado internacional.

Esse processo garante a integração da produção brasileira às cadeias globais de abastecimento e reforça a importância da logística portuária para a competitividade do país no comércio internacional.

Infraestrutura portuária é essencial para a economia

A eficiência dos portos influencia diretamente os custos logísticos, os prazos de entrega e a competitividade das empresas brasileiras. Com operações integradas entre diferentes modais de transporte e sistemas de controle, os complexos portuários são fundamentais para manter o fluxo de importações e exportações que abastece a economia nacional e conecta o Brasil ao mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itaguaí (RJ)

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Informação

Preços de transferência: Receita Federal prepara fiscalização em exportadoras e multinacionais

A Receita Federal deve iniciar, nos próximos meses, as primeiras auditorias voltadas ao novo regime de preços de transferência, instituído pela Lei nº 14.596/2023. A expectativa é que as fiscalizações tenham impacto não apenas na área tributária, mas também na gestão de empresas exportadoras, importadoras e multinacionais que atuam em cadeias globais de suprimentos.

Especialistas apontam que o novo modelo exigirá maior controle sobre operações internacionais, reforçando a necessidade de documentação consistente, políticas de precificação bem definidas e práticas de governança alinhadas às novas regras.

Commodities devem ser prioridade nas auditorias

Entre os principais focos da Receita estão as operações envolvendo commodities e empresas brasileiras que registram prejuízos recorrentes enquanto suas controladoras no exterior concentram boa parte dos lucros do grupo econômico.

As commodities representam cerca de 60% das exportações do Brasil, abrangendo produtos como minério de ferro, petróleo, açúcar, café, celulose e grãos.

Com a nova legislação, o conceito de commodity foi ampliado. Além de produtos negociados em bolsas internacionais, passam a ser considerados também aqueles cujos preços são definidos por índices publicados por agências especializadas e entidades reconhecidas mundialmente.

Registro mensal amplia controle da Receita

Segundo Denise Beccare, sócia de tributos internacionais da RSM Brasil, o monitoramento desse segmento será reforçado com a criação do Registro de Transações com Commodities (RTC), uma obrigação acessória de envio mensal para empresas enquadradas nas novas regras.

De acordo com a especialista, inconsistências nas informações ou o descumprimento da entrega poderão gerar penalidades semelhantes às previstas para as demais normas de preços de transferência.

Para empresas ligadas ao comércio exterior, a medida amplia as exigências relacionadas à rastreabilidade das operações, comprovação dos critérios de precificação e fortalecimento da governança corporativa.

Distribuidoras de risco limitado entram no radar

Outro grupo que deve receber atenção especial da fiscalização são as chamadas distribuidoras de risco limitado, estrutura bastante utilizada por multinacionais para importar e distribuir produtos no mercado brasileiro.

Nesse modelo, a subsidiária nacional costuma desempenhar funções comerciais e logísticas, enquanto riscos financeiros, cambiais e estratégicos permanecem sob responsabilidade da matriz no exterior.

A Receita deverá analisar casos em que essas empresas operam de forma contínua com baixa rentabilidade ou prejuízo, enquanto as controladoras apresentam resultados elevados fora do país.

Segundo Denise Beccare, a fiscalização buscará identificar se a subsidiária brasileira realmente atua apenas como distribuidora ou se, na prática, assume riscos e funções que justificariam uma remuneração maior no Brasil. A análise deverá privilegiar a realidade das operações, e não apenas a estrutura contratual.

Setores como tecnologia, máquinas e equipamentos, autopeças, químicos e eletrônicos aparecem entre os mais suscetíveis às novas verificações.

Receita amplia análise sobre cadeias globais

As auditorias também devem concentrar esforços na avaliação dos estudos de benchmarking utilizados pelas empresas para demonstrar que os preços praticados entre companhias do mesmo grupo seguem condições equivalentes às observadas entre empresas independentes.

Além disso, a Receita pretende intensificar o acompanhamento das margens de lucro por segmento econômico utilizando o Painel Receita, ferramenta que permite comparar indicadores financeiros entre empresas de um mesmo setor.

O monitoramento deverá alcançar também operações envolvendo ativos intangíveis, como tecnologia, propriedade intelectual, marcas e desenvolvimento de software, áreas que passaram a receber tratamento mais detalhado com o novo modelo.

Transfer pricing ganha papel estratégico

Na avaliação da especialista, o novo regime transforma o transfer pricing em um instrumento estratégico para as empresas, indo além do simples cumprimento das obrigações fiscais.

A tendência é que a Receita avalie com maior profundidade o perfil funcional das empresas brasileiras, considerando os riscos efetivamente assumidos em suas operações. Quanto maior a participação na cadeia de valor, maior poderá ser a expectativa de geração de resultados tributáveis no país.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que empresas revisem suas políticas de preços de transferência, fortaleçam a documentação das operações internacionais e adequem seus processos internos para reduzir riscos fiscais durante as futuras fiscalizações.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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