Economia, Internacional

Ataque dos EUA ao Irã ocorre em momento frágil para a economia global

O maior impacto econômico de um conflito prolongado no Oriente Médio provavelmente se daria pelo aumento expressivo dos preços do petróleo

Os ataques dos EUA às três principais instalações nucleares do Irã ocorrem em um momento frágil para a economia global, e as perspectivas agora dependem da forma e da intensidade com que a República Islâmica revidará.

O Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziram suas projeções de crescimento global nos últimos meses. Qualquer aumento significativo nos preços do petróleo ou do gás natural — ou perturbações no comércio provocadas por uma escalada do conflito, funcionariam como mais um freio para a economia mundial.

“Veremos como Teerã responderá, mas o ataque provavelmente coloca o conflito em um caminho de escalada”, escreveram analistas da Bloomberg Economics, entre eles Ziad Daoud, em relatório. “Para a economia global, um conflito em expansão aumenta o risco de preços mais altos do petróleo e exerce um impulso altista sobre a inflação.”

Os crescentes riscos geopolíticos se cruzam com uma possível escalada nas tarifas nas próximas semanas, já que as suspensões das pesadas taxas “recíprocas” do presidente Donald Trump estão prestes a expirar. O maior impacto econômico de um conflito prolongado no Oriente Médio provavelmente se daria pelo aumento expressivo dos preços do petróleo.

Após o ataque dos EUA, um produto derivativo que permite aos investidores especular sobre as oscilações do preço do petróleo bruto subiu 8,8% no mercado IG Weekend Markets. Se esse movimento se mantiver na reabertura dos negócios, o estrategista da IG, Tony Sycamore, projeta que o futuro do WTI (West Texas Intermediate) abrirá em torno de US$ 80 o barril.

Muito dependerá de eventos de curto prazo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques dos EUA são “ultrajantes e terão consequências duradouras.” Ele citou a Carta das Nações Unidas quanto às disposições de autodefesa e disse que o Irã reserva todas as opções para defender sua soberania, seus interesses e seu povo.

A Bloomberg Economics identifica três opções de resposta pelo Irã:

  1. Ataques a pessoal e ativos norte-americanos na região
  2. Alvo em infraestrutura regional de energia
  3. Fechar o estreito de Ormuz usando minas subaquáticas ou assediando navios que passam pelo canal

No cenário extremo em que o estreito de Ormuz seja bloqueado, o petróleo bruto poderia disparar para além de US$ 130 o barril, segundo Daoud, Tom Orlik e Jennifer Welch. Isso poderia levar o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI) a cerca de 4% no verão, forçando o Federal Reserve e outros bancos centrais a adiarem o cronograma de cortes de juros.

Cerca de um quinto do suprimento diário de petróleo mundial passa pelo estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e vizinhos árabes do Golfo, como a Arábia Saudita.

Os EUA são exportadores líquidos de petróleo. Mas preços mais altos do petróleo apenas agravariam os desafios que a economia norte-americana já enfrenta. O Fed atualizou suas projeções econômicas na semana passada, revisando o crescimento dos EUA neste ano de 1,7% para 1,4%, à medida que os formuladores de políticas digeriam o impacto das tarifas de Trump sobre preços e crescimento.

Como maior comprador das exportações iranianas de petróleo, a China sofreria as consequências mais evidentes de qualquer interrupção no fluxo de petróleo, embora seus estoques atuais possam oferecer algum alívio.

Quaisquer interrupções no tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz também teriam impacto significativo no mercado global de gás natural liquefeito (GNL). O Catar, que responde por cerca de 20% do comércio global de GNL, usa essa rota para exportação e não dispõe de passagem alternativa. Isso deixaria o mercado global de GNL extremamente apertado, elevando significativamente os preços do gás na Europa, conforme observado pela Bloomberg Economics.

Embora os investidores possam temer que o fornecimento seja interrompido se as hostilidades se intensificarem, os membros da OPEP+, incluindo a liderança de fato do grupo, a Arábia Saudita, ainda dispõem de ampla capacidade ociosa que poderia ser ativada. Além disso, a Agência Internacional de Energia pode optar por coordenar a liberação de estoques de emergência para tentar acalmar os preços.

“As tensões no Oriente Médio representam mais um choque adverso para uma economia global já fraca”, disse Ben May, diretor de pesquisa macro global da Oxford Economics, em relatório divulgado antes da última escalada. “Preços mais altos do petróleo e o consequente aumento da inflação medida pelo CPI representariam uma grande dor de cabeça para os bancos centrais.”

Fonte: InfoMoney

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Economia

Petróleo e Estreito de Ormuz: entenda possíveis efeitos na economia dos EUA

A economia americana enfrenta a perspectiva indesejada de inflação reativa depois que os Estados Unidos lançaram ataques a três instalações nucleares no Irã. Os altos preços do petróleo e do gás são quase uma certeza, dizem os especialistas. A grande questão agora: quanto tempo durará a alta dos preços dos combustíveis fósseis? “Estamos olhando para o petróleo a US$ 80 na abertura”, disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O petróleo dos EUA não fechou acima de US$ 80 o barril desde janeiro e tem oscilado entre US$ 60 e US$ 75 o barril desde agosto de 2024. Os preços relativamente baixos do petróleo reduziram os preços da gasolina para menos de US$ 3 o galão em muitas partes do país, uma importante fonte de alívio de preços para consumidores preocupados com a inflação. Não está claro se qualquer alta significativa nos preços do petróleo se manterá por um longo período.

Os preços do petróleo subiram cerca de 10% desde o ataque surpresa de Israel em 13 de junho e caíram na sexta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um prazo de duas semanas para decidir se atacaria o Irã. “Não se deve necessariamente presumir que só porque o preço do petróleo sobe, ele vai permanecer nesse patamar. Não vai”, disse Joe Brusuelas, economista-chefe da empresa de contabilidade RSM.

A direção que os preços do petróleo tomarão provavelmente dependerá da decisão do parlamento iraniano de bloquear o Estreito de Ormuz, uma importante rota comercial responsável por cerca de 20% do petróleo bruto do mundo. No domingo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que seu país tem “uma variedade de opções” ao decidir como responder aos ataques dos EUA e um importante conselheiro do líder supremo do Irã já pediu o fechamento do Estreito de Ormuz.

Bob McNally, presidente da consultoria Rapidan Energy Group e ex-assessor de energia do presidente George W. Bush, afirmou que, caso o Irã interrompa o fornecimento mundial de petróleo fechando o estreito, correrá o risco de receber mais força militar dos Estados Unidos e seus aliados.

O Irã também poderia atacar a infraestrutura no Golfo Pérsico que processa e exporta petróleo e gás. “É possível que eles decidam que a única coisa que pode dissuadir o presidente Trump é o medo de uma alta no preço do petróleo”, disse ele. “Eles precisam realmente criar esse medo.”

Em entrevista à Fox News no domingo, o Secretário de Estado Marco Rubio pediu à China que impeça o Irã de fechar o Estreito de Ormuz, acrescentando que o fechamento causaria mais danos a outras economias do que à economia americana. A China compra um terço de todo o petróleo proveniente do Golfo Pérsico, enquanto os Estados Unidos compram menos de 3%. “Eu encorajo o governo chinês em Pequim a contatá-los sobre isso, porque eles dependem muito do Estreito de Ormuz para seu petróleo”, disse Rubio.

Rubio acrescentou que fechar o estreito prejudicaria mais as economias de outros países do que a economia dos EUA. Enquanto isso, os consumidores americanos podem em breve sentir um choque de preços nas bombas. “Os postos levam cerca de cinco dias para repassar os preços que veem em um dia. Se os mercados de petróleo subirem hoje e amanhã, os preços podem começar a aparecer nas bombas em questão de horas”, disse Patrick De Haan, vice-presidente de análise de petróleo da GasBuddy, uma plataforma de rastreamento de combustível.

Segundo Lipow, caso o Estreito de Ormuz seja afetado, o preço do petróleo pode subir para US$ 100 o barril, o que aumentaria os preços da gasolina e do diesel em cerca de 75 centavos por galão em relação aos níveis recentes. Enquanto isso, as políticas comerciais dos EUA, combinadas com o conflito entre Israel e Irã, “sugerem fortemente que a inflação se moverá mais rápido e mais alto nos próximos 90 dias”, segundo Brusuelas.

Muitos economistas tradicionais argumentam que a baixa inflação da primavera representa uma calmaria antes da tempestade de verão, quando esperam que os preços subam devido às tarifas de Trump. 

Fonte: CNN Brasil

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Notícias

Companhias aéreas avaliam cancelamentos no Oriente Médio após ataques dos EUA no Irã

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes de desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação

As companhias aéreas estão avaliando nesta segunda-feira por quanto tempo suspenderão os voos no Oriente Médio, já que o conflito na região entrou em uma nova fase após os Estados Unidos atacarem as principais instalações nucleares iranianas e a promessa de Teerã de se defender.

Nos últimos dias, os cancelamentos de voos por parte de companhias aéreas internacionais em centros de aviação resilientes, como os aeroportos de Dubai e de Doha, mostram como as preocupações do setor de aviação com a região aumentaram.

O espaço aéreo normalmente movimentado que se estende do Irã e do Iraque até o Mediterrâneo tem estado praticamente vazio de tráfego aéreo comercial por 10 dias desde que Israel começou a atacar o Irã em 13 de junho, já que as companhias aéreas desviam, cancelam e atrasam voos pela região devido ao fechamento do espaço aéreo e às preocupações com a segurança.

A principal companhia aérea asiática, a Singapore Airlines, que descreveu a situação como “fluida”, cancelou os voos para Dubai até terça-feira, tendo anteriormente cancelado apenas seu serviço de domingo.

A Iberia, membro do grupo IAG, cancelou os voos de domingo e segunda-feira para Doha após fazer sua própria avaliação, informou um porta-voz. A empresa ainda não tomou uma decisão com relação aos voos posteriores.

A Air France KLM cancelou os voos de e para Dubai e Riad no domingo e na segunda-feira, e a Finnair cancelou os voos de Doha pelo menos até terça-feira.

A Air Astana, do Cazaquistão, cancelou os voos para Dubai na segunda-feira.

No entanto, algumas companhias aéreas internacionais esperavam retomar os serviços.

Os painéis de partidas do Flightradar24 mostram que a British Airways, de propriedade da IAG, estava pronta para retomar os voos para Dubai e Doha na segunda-feira, depois de cancelar as rotas de e para esses aeroportos no domingo.

Com o espaço aéreo russo e ucraniano fechado para a maioria das companhias aéreas devido a anos de guerra, o Oriente Médio se tornou uma rota mais importante para voos entre a Europa e a Ásia. Em meio a ataques aéreos e de mísseis nos últimos 10 dias, as companhias aéreas seguiram para o norte, via Mar Cáspio, ou para o sul, via Egito e Arábia Saudita.

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes dos desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação, já que os preços do petróleo subiram após os ataques dos EUA.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio, Economia, Internacional

Entenda como ataque dos EUA ao Irã afeta a economia e aumenta incerteza global

O bombardeio dos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã injetou novas incertezas nas perspectivas para inflação e atividade econômica em uma semana repleta de dados econômicos e comentários de autoridades, incluindo dois dias de depoimentos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso.

As consequências negativas podem ser a parte mais fácil de ser vista: a possibilidade de um aumento nos preços de energia, a continuação da hesitação que tem dominado as famílias e as empresas e que pode prejudicar os gastos, e a chance de uma resposta do Irã que se materialize bem fora do Golfo.

Como já se espera que a economia dos EUA desacelere sob a pressão das altas tarifas de importação do governo Trump, um aumento nos preços do petróleo “poderia exercer uma forte pressão para baixo sobre a capacidade de gastos das famílias… e isso poderia desacelerar o PIB ainda mais”, disse Ellen Zentner, estrategista econômica chefe do Morgan Stanley.

Há também o caso mais otimista, caso os ataques abram caminho para uma eventual estabilidade na região.

“Prever os acontecimentos geopolíticos no Oriente Médio é um exercício traiçoeiro”, escreveram analistas da Yardeni Research após os ataques. “No entanto, o mercado de ações israelense sugere que podemos estar testemunhando uma transformação radical do Oriente Médio, agora que o Irã foi desnuclearizado.”

O principal índice acionário de Israel, o TA125, atingiu o maior nível de todos os tempos após os ataques.

Dito isso, o mercado de trabalho dos EUA está claramente perdendo força, mesmo que as pressões inflacionárias pareçam estar prestes a aumentar.

Os dados de pedidos contínuos de auxílio-desemprego de quinta-feira serão considerados no relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho para junho.

Até o momento, esses relatórios têm apontado para um mercado de trabalho mais fraco, mas ainda sólido, com a taxa de desemprego em um nível relativamente baixo de 4,2%, embora os membros do Fed estejam atentos a sinais de deterioração.

A expectativa é de que dados a serem publicados na sexta-feira mostrem o crescimento mais fraco dos gastos dos consumidores dos EUA desde janeiro. E, embora também se espere que a inflação se aproxime da meta de 2% do Fed no mês passado, muitas autoridades esperam que as tarifas se transformem em preços mais altos nos próximos meses.

Inflação e taxa de juros

Um aumento acentuado nos preços de energia poderia atiçar ainda mais a inflação.

Powell será pressionado sobre essa possibilidade e sobre outras ramificações dos acontecimentos no Oriente Médio durante dois dias de depoimentos ao Congresso, que começam na terça-feira no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados e continuam na quarta-feira no Comitê Bancário do Senado.

Na semana passada, autoridades do Fed mantiveram a taxa de juros na faixa atual de 4,25% a 4,50% e, embora tenham sinalizado que achavam que as condições econômicas provavelmente justificariam alguns cortes de juros ainda neste ano, Powell disse que essa previsão é pouco convincente, dada toda a incerteza sobre a política tarifária e como a economia reagirá.

Os acontecimentos entre os EUA e o Irã no fim de semana levantam novas questões sobre como a incerteza afetará a tomada de decisões do Fed, escreveu Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo.

“Os mercados estarão atentos a pistas sobre como o Fed recalibra os riscos inflacionários dos preços mais altos de energia e das tarifas contra as pressões desinflacionárias da desaceleração do crescimento”, disse ele.

Preço do petróleo

Os preços subiram desde o início do conflito, em 13 de junho, em meio a temores crescentes de que uma retaliação iraniana possa incluir o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo bruto.

Entretanto, os investidores estão avaliando a extensão do prêmio de risco geopolítico nos mercados de petróleo, uma vez que a crise do Oriente Médio ainda não teve impacto sobre a oferta.

E para o Brasil?

No Brasil, uma alta nos preços do petróleo tende a ser amenizada pelo política de preços ‘abrasileirada’ da Petrobras, que evita o repasse imediato da volatilidade nas cotações internacionais.

A escalada da tensão global e o risco de nova pressão inflacionária ocorrem logo após o Banco Central ter sinalizado o fim do ciclo de alta de juros no Brasil.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, reconheceu que é importante considerar o risco da guerra sobre o cenário inflacionário no Brasil, mas reforçou que não deve haver um aumento fora de controle.

“A gente vem olhando para o risco de inflação não é de agora. A gente tem seca prolongada no Brasil. No ano de 2024, a gente teve uma desvalorização do real de 24%. E nem por isso a inflação saiu do controle. Ela teve um aumento preocupante que a gente está acompanhando de perto”, disse.

“Tanto que eu estou dizendo que agora está caindo no período agregado de 12 meses. Com toda essa instabilidade e volatilidade global, impactando o preço dos alimentos, o custo logístico das cadeias. Então acho que, mesmo com tudo isso, a gente tem mostrado bastante resiliência no Brasil”, emendou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Economia, Internacional

Fed mantém juros inalterados nos EUA entre 4,25% e 4,5% ao ano

Foi a quarta decisão seguida de manutenção da taxa, em movimento amplamente esperado pelo mercado financeiro

O Federal Reserve (Fed) manteve inalterados os juros nos Estados Unidos entre a faixa de 4,25% e 4,5% ao ano, conforme decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) publicada nesta quarta-feira (18).

A decisão foi unânime, segundo comunicado. Os membros sinalizaram que os custos dos empréstimos ainda devem cair neste ano, mas reduziram o ritmo geral dos futuros cortes esperados diante da estimativa de inflação mais alta decorrente das tarifas do governo de Donald Trump.

Nas novas projeções econômicas, as autoridades esboçaram um quadro modestamente “estagflacionário” para a economia dos Estados Unidos, com o crescimento econômico desacelerando para 1,4% neste ano, o desemprego subindo para 4,5% até o fim do ano e a inflação encerrando 2025 em 3%, bem acima do nível atual.

Embora os membros ainda prevejam cortar os juros em 0,5 ponto percentual neste ano, conforme projetado em março e dezembro, eles reduziram um pouco o ritmo para um único corte de 0,25 ponto percentual em cada um dos anos de 2026 e 2027, em uma batalha prolongada para que a inflação volte à meta de 2%.

Foi a quarta decisão seguida de manutenção da taxa, em movimento amplamente esperado pelo mercado financeiro. O Fed segura os juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado, quando interrompeu o ciclo de queda iniciado em setembro de 2024.

Os analistas do mercado projetam que a inércia na taxa de juros se estenda até a próxima reunião do Fed, entre 29 e 30 de julho, com a retomada do afrouxamento monetário a partir de setembro, mostram dados da CME Group.

O mercado já previa a manutenção da taxa, conforme membros do Fomc avaliam os sinais de arrefecimento da economia e o risco de aumento da inflação devido às tarifas de importação dos Estados Unidos e à escalada da crise no Oriente Médio.

Desde que definiu sua taxa na faixa atual de 4,25% a 4,5% em dezembro, o Fed tem observado as perspectivas econômicas ficarem nebulosas, principalmente depois que o presidente Donald Trump voltou ao poder em janeiro e reformulou a política comercial dos EUA, anunciando taxas sobre produtos importados.

Os preços do petróleo também têm subido após o ataque de Israel ao Irã na semana passada e trocas de mísseis entre os dois inimigos regionais, enquanto os dados sobre o mercado de trabalho, as vendas no varejo e outros aspectos da economia dos EUA sugerem que o crescimento pode estar enfraquecendo.

As autoridades do Fed disseram que buscam clareza sobre o caminho da economia rumo a uma inflação mais alta ou a um crescimento mais fraco antes de dar novas orientações sobre os juros, mas, até o momento, a perspectiva de aumento dos preços e de desaceleração do emprego continua sendo uma possibilidade.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Mercado Internacional

A China está desencadeando um novo choque de exportações no mundo

Com as tarifas do presidente Trump fechando o mercado dos EUA, os produtos chineses estão inundando países do Sudeste Asiático à Europa e à América Latina

Há duas décadas, a China surpreendeu os Estados Unidos com sua capacidade de produzir e exportar rapidamente, em grande escala e a baixo custo — algo nunca visto antes. O consequente aumento nas exportações remodelou a economia e a política dos EUA.

Hoje, um novo “choque da China” está se espalhando pelo mundo, de países como Indonésia à Alemanha e ao Brasil.

À medida que as tarifas impostas pelo presidente Trump começam a excluir a China dos Estados Unidos — seu maior mercado — as fábricas chinesas estão enviando brinquedos, carros e sapatos para outros países em um ritmo que está transformando economias e a geopolítica global.

Neste ano, até agora, o superávit comercial da China com o mundo já chega a quase 500 bilhões de dólares — um aumento de mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto as duas superpotências travam uma disputa comercial, o restante do mundo se prepara para um choque ainda maior vindo da China.

“A China tem uma enorme quantidade de produtos que precisa exportar, e independentemente de os EUA aplicarem tarifas ou não, é praticamente impossível impedir essas mudanças nos fluxos comerciais”, disse Leah Fahy, economista especializada em China na Capital Economics.

A worker wearing a short-sleeve button-up shirt and glasses fixing a car. There is a of China Communist Party symbol on the wall behind him.

A enxurrada de exportações da China é consequência de políticas governamentais e de uma economia doméstica em desaceleração. Para amenizar os impactos de uma crise imobiliária que reduziu a riqueza de milhões de famílias, Pequim tem, há vários anos, injetado dinheiro em seus setores manufatureiros — que agora produzem muito mais do que a demanda interna comporta.

Segundo uma análise de Leah Fahy, a participação da China no mercado global em todas as categorias de bens aumentou significativamente. Essa tendência deve continuar apesar das tarifas, pois é improvável que Pequim mude o rumo de suas políticas voltadas para a exportação.

Ao redirecionar o fluxo de seus produtos para o Sudeste Asiático, América Latina e Europa, a China já conseguiu suavizar os efeitos econômicos da queda na demanda dos Estados Unidos. No entanto, isso a coloca em potencial conflito com parceiros comerciais que também estão sob pressão de Washington.

O presidente Trump está ameaçando impor tarifas pesadas justamente aos países que estão sendo inundados com mais produtos chineses, como Vietnã, Camboja e Indonésia. Essas tarifas, por enquanto, foram suspensas para permitir negociações. Alguns desses países têm se beneficiado com o aumento de investimentos por parte de empresas estrangeiras que estão tentando transferir sua produção da China o mais rápido possível.

Outros países também conseguiram reexportar alguns produtos chineses para os Estados Unidos. Mas, se não conseguirem negociar tarifas significativamente mais baixas, empresas locais em países do Sudeste Asiático e de outras regiões que enfrentam tarifas severas dos EUA podem ser esmagadas pela concorrência das companhias chinesas.

Embora Trump tenha causado grandes rupturas no comércio com níveis de tarifas não vistos em um século, a mudança drástica nas exportações da China já estava em curso muito antes de ele assumir o cargo em janeiro.

A crise imobiliária da China — com excesso de oferta de moradias, queda acentuada nos preços e falências generalizadas — começou a repercutir na economia em 2021. Os formuladores de políticas em Pequim não perderam tempo: desviaram rapidamente empréstimos baratos dos incorporadores imobiliários para os setores de exportação e manufatura. Essa estratégia acabou compensando o colapso no setor de construção civil, que em seu auge chegou a representar um terço do crescimento econômico do país.

Para Pequim, foi uma estratégia já conhecida: jogar dinheiro no problema.

“Eles costumam investir demais para atingir escala primeiro, e depois o processo é impulsionado por políticas governamentais”, disse Tommy Wu, economista do Commerzbank. “Isso ajuda a explicar por que estamos enfrentando esse problema hoje.”

A China já havia iniciado uma política industrial interna em 2015, conhecida como Made in China 2025, com o objetivo de produzir bens mais qualificados e de maior valor agregado, como chips de computador sofisticados e veículos elétricos. Essa iniciativa levou os Estados Unidos e a Europa a aumentarem tarifas sobre carros elétricos, painéis solares e outros produtos de alta tecnologia.

Mas o esforço da China para impulsionar a manufatura desde o colapso do mercado imobiliário foi muito além disso. Mesmo com a produção de produtos mais avançados, os fabricantes chineses reforçaram a fabricação de tchotchkes — aquelas bugigangas e itens baratos nos quais a China se destacou há duas décadas. A China reescreveu o manual, deixando os economistas perplexos.

“A China não está se desenvolvendo da forma como a teoria econômica sugere, e agora estamos diante de um novo modelo”, disse Priyanka Kishore, economista em Cingapura, referindo-se à trajetória tradicional das economias, que costumam se afastar da manufatura de baixo valor à medida que amadurecem e se desenvolvem.

“Isso é um desafio porque agrava as pressões sobre o restante do mundo”, afirmou Kishore.

Com as tarifas começando a realinhar os fluxos comerciais e as cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos já começam a aparecer.

Na Alemanha, onde as importações de produtos chineses aumentaram 20% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, empresas têm manifestado preocupação a Tommy Wu, economista do Commerzbank. As montadoras de automóveis sentem isso de forma especialmente intensa.

A China produziu 45% mais veículos elétricos este ano, mesmo com as empresas enfrentando uma guerra de preços brutal no mercado interno devido à queda no apetite dos consumidores. As exportações de veículos elétricos dispararam 64,6% neste ano, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Países que sofreram os maiores impactos com o aumento das importações chinesas também registraram quedas acentuadas na própria produção industrial, resultando em perdas de empregos e falências.

Na Indonésia, fábricas de vestuário estão fechando, alegando não conseguir competir com as roupas mais baratas vindas da China. Cerca de 250 mil pessoas perderam seus empregos na indústria têxtil entre 2023 e 2024, segundo Redma Gita Wirawasta, presidente da Associação Indonésia de Produtores de Fios e Fibras de Filamento. Fabricantes de autopeças na Tailândia fecharam por causa da concorrência com veículos elétricos chineses. Montadoras brasileiras pediram ao governo que iniciasse uma investigação antidumping contra os carros chineses vendidos no país.

Para a maioria dos países, há duas opções. A primeira é não fazer nada e assistir à desindustrialização, segundo Sonal Varma, economista-chefe para a Ásia (com exceção do Japão) no banco japonês Nomura.

A outra opção é aumentar tarifas e adotar medidas protecionistas em setores específicos, como os Estados Unidos fizeram com a China. Isso, no entanto, corre o risco de provocar a ira da própria China — que usa o comércio e os investimentos como instrumentos de influência diplomática — ou dos Estados Unidos.

“As cadeias de suprimentos estão se dividindo ao longo de linhas geopolíticas”, disse Varma. “Está muito mais difícil para os países decidirem: com quem você vai se alinhar?”

Fonte: The New York Times

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Trump diz ter expectativa de que acordos comerciais sejam feitos no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) a repórteres na Casa Branca que ele tem expectativa de que acordos comerciais sejam feitos na Cúpula do G7, no Canadá.

“Eu acho que nós vamos ter alguns novos acordos comerciais”, disse Trump a um repórter, que questionou sobre a possibilidade durante a Cúpula do G7.

A declaração foi feita antes de o presidente embarcar no helicóptero Marine One, partindo da Casa Branca a caminho da Cúpula do G7 no Canadá.

Fonte: Band

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Internacional, Mercado Internacional

Tensões entre EUA e China continuam altas e impactam previsões de crescimento global

Contratos para julho e dezembro para o algodão encerraram a semana em queda em Nova York

As tensões entre os Estados Unidos e a China seguem causando preocupações. Diante das incertezas e tarifas, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento global para 2,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (13).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quinta 12/jun cotado a 65,14 U$c/lp (-0,3% vs. 05/jun). O contrato Dez/25 fechou em 67,47 U$c/lp (-0,8% vs. 05/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 1.028 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 12/jun/25).

Altistas 1 – De acordo com o relatório do USDA (WASDE) de junho, a produção de algodão nos EUA em 2025/26 será de 14 milhões de fardos (3 milhões tons), abaixo do estimado em mai/25 (14,5 milhões de fardos) e do realizado em 2024/25 (14,4 milhões de fardos). É a segunda menor produção dos últimos 10 anos.

Altistas 2 – Os estoques finais nos EUA para 2025/26 estão projetados em 4,3 milhões de fardos (936 mil tons), uma redução acentuada em relação à estimativa de mai/25 (5,2 milhões de fardos).

Altistas 3 – A produção mundial foi estimada em 25,47 milhões tons (-178,5 mil tons em relação a mai/25). Com o consumo levemente menor, a projeção para os estoques finais caiu -344 mil tons, ficando em 16,7 milhões tons.

Baixistas 1 – Tensões EUA-China continuam altas. O novo acordo preliminar anunciado pelo presidente Trump (com 55% de tarifas sobre exportações chinesas e 10% no sentido inverso) foi recebido com ceticismo. O mercado acredita que os chineses não vão aceitar.

Baixistas 2 – O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento global para 2,3% devido às tarifas e às incertezas. A projeção para os EUA caiu para 1,4%, para a Zona do Euro para 0,7%. No entanto, a China manteve-se com 4,5%, devido a estímulos internos.

Baixistas 3 – A demanda por algodão das fiações continuou muito fraca na última semana, impactada pelos feriados muçulmanos e pela incerteza em relação à economia e comércio mundial.

Missão Ásia 1 – Em missão à Ásia, delegação da Abrapa e Anea participou da 2025 China International Cotton Conference em Guangzhou (China) nesta semana. Durante o evento, foi promovido um coquetel Cotton Brazil, entre outras interações com clientes.

Missão Ásia 2 – Na plenária principal do evento, Marcelo Duarte, diretor da Abrapa e responsável pelo Cotton Brazil, fez uma palestra sobre avanços e principais diferenciais do algodão brasileiro.

Missão Ásia 3 – As percepções de mercado colhidas durante o evento foram via de regra baixistas, com pouco ânimo para negócios, margens ruins e cenário incerto.

Missão Ásia 4 – Os poucos negócios relatados foram com algodão do Brasil, que está muito em evidência no momento. Abaixo alguns pontos de destaque:

  • O clima entre os chineses é de muita insatisfação com os EUA. A apresentação do representante dos EUA no evento sequer foi aplaudida.
  • O ano de 2025/26 tende a ser de excesso de oferta no mercado global de algodão.
  • Mesmo com preços baixos, grandes produtores como Brasil, China e Austrália seguem incentivados a plantar, mantendo o volume elevado de produção.
  • Grandes safras na Austrália e Brasil (mais de 5 milhões tons juntos) devem limitar altas nos preços neste ciclo.
  • A China aumentou muito a produtividade e reduziu a necessidade de importar. Além disso, o país não emitiu cotas adicionais este ano ainda.
  • Neste ano, a safra na China está se desenvolvendo muito bem e pode ser maior que as 7 milhões tons do último ciclo.
  • Produtores dos EUA reclamam de altos custos e margens negativas. O ponto de equilíbrio seria acima de USc80/lp.
  • A safra dos EUA ainda está incerta, dependente do clima e furacões (ago/nov).
  • A demanda global continua incerta e fraca, impactada por tarifas, tensões geopolíticas e falta de confiança na cadeia de consumo.
  • A China seguirá como fator decisivo, tanto pela produção interna quanto pela política de importação. Um eventual acordo comercial com os EUA poderia estimular compras chinesas.
  • Sem acordos comerciais específicos com os EUA, a projeção do USDA de 12,5 milhões de fardos a serem exportados pelos americanos parece exagerada diante da concorrência da Austrália e do Brasil.
  • Podem ser necessários programas governamentais para apoiar o produtor dos EUA caso as exportações não se realizem como previsto.
  • O Brasil foi muito citado pelo enorme potencial de produção e crescimento contínuo da produção tanto em termos de quantidade quanto qualidade.
  • O crescimento da demanda global depende de reconquistar mercado perdido para fibras sintéticas, principalmente o poliéster.
  • O grande desafio do setor será encontrar um equilíbrio entre preços e rentabilidade ao longo da cadeia (do produtor ao varejo), garantindo viabilidade econômica sem perder competitividade.

Missão Ásia 5 – A comitiva visitou também o Haid Group, empresa especializada em alimentação animal. Em pauta, o investimento em uma planta de esmagamento de caroço de algodão no Brasil.

Missão Ásia 6 – A comitiva da Abrapa e da Anea foi acompanhada na China pelo adido agrícola brasileiro em Pequim, Leandro Feijó, que juntamente com o adido Jean Gouhie e equipe do MAPA, têm atuado em prol do setor na China.

Missão Ásia 7 – A agenda prossegue hoje em Taipei (Taiwan) e nesta segunda (16) em Seul (Coreia do Sul), com a realização do seminário Cotton Brazil Outlook, em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK).

Missão Ásia 8 – A missão integra as ações do Cotton Brazil, programa da Abrapa em parceria com ApexBrasil e Anea para promover o algodão brasileiro em escala mundial.

Brasil – Safra 2024/25 – No 9º levantamento da safra 2024/25 divulgado ontem (12), a Conab manteve a projeção de produção de 3,91 milhões tons (+5,7% acima da safra passada).

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 35,5 mil tons na primeira semana de junho. A média diária de embarque é 11,5% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (12) foram colhidos no estado da BA (4,5%), GO (1,84%), MG (22%), MS (1,7%), PI (8,13%), PR (70%) e SP (63%). Total Brasil: 1,94%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Após ataque de Israel, Trump dá ultimato a Irã por acordo nuclear com os EUA e ameaça: ‘Antes que não sobre mais nada’

Presidente americano volta a pressionar Teerã a entrar em acordo para reduzir enriquecimento de urânio. Israel atacou infraestruturas nucleares do Irã na madrugada de sexta (13) para impedir o avanço do programa nuclear do rival.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã nesta sexta-feira (13) para chegar a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, e fez ameaças ao dizer que o regime iraniano “tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada”.

A declaração foi feita horas depois de Israel bombardear infraestruturas nucleares iranianas e matar lideranças militares e cientistas.

“O Irã precisa fazer um acordo, antes que não sobre nada, e salvar o que um dia foi conhecido como o Império Persa. Chega de mortes, chega de destruição, apenas façam isso antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em seu perfil na rede Truth Social.

Segundo Trump, ele disse que deu ao Irã várias oportunidades para fazer um acordo.

“Eu avisei que seria muito pior do que qualquer coisa que conhecessem, esperassem ou tivessem sido informados, que os Estados Unidos fabricam os melhores e mais letais equipamentos militares do mundo — de longe — e que Israel possui muitos deles, com muito mais a caminho — e eles sabem como usá-los”, escreveu.

“Alguns linhas-duras iranianos falaram com bravura, mas não sabiam o que estava prestes a acontecer. Agora estão todos mortos, e a situação só vai piorar”, continuou Trump.

Trump disse ainda que deu ao Irã, há dois meses, um ultimato de 60 dias para o acordo, e que esta sexta-feira “é o dia 61”. O governo iraniano tem criticado as ameaças do governo americano e afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.

O Exército israelense atingiu dezenas de alvos no território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país. Os militares afirmaram que o objetivo da operação é impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

O bombardeio da madrugada desta sexta, no horário local, matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram mortos.

“Já houve grande morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, pois os próximos ataques já planejados serão ainda mais brutais”, concluiu Trump.

O Irã afirmou que o ataque foi uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que “trate imediatamente dessa questão”.

➡️ Trump pressiona o Irã a fazer um acordo sobre seu programa nuclear desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro. Cinco rodadas de negociações diretas ocorreram desde abril.

A fala de Trump desta sexta é mais um passo das pressões que faz sobre o regime do Irã. Um sexto encontro entre as delegações dos dois países estava marcado para domingo (15), mas não se sabe se de fato acontecerá, dado o contexto.

Fonte: G1

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifas de Trump: EUA incluem eletrodomésticos em lista de derivados de aço importados com sobretaxa

Os Estados Unidos ampliaram o escopo das tarifas sobre o aço importado para incluir uma série de eletrodomésticos, segundo documento divulgado nesta quinta-feira, 12, pelo Departamento de Comércio americano.

A ordem inclui novas categorias de derivados de aço que serão alvos da sobretaxa a partir de 23 de junho. A decisão adiciona os seguintes produtos à lista de itens tarifados:

  1. Combinado de geladeira/refrigerador
  2. Secadoras grandes e pequenas
  3. Máquinas de lavar
  4. Máquinas de lavar louça
  5. Refrigeradores horizontais e verticais
  6. Fogões e fornos
  7. Máquinas de descartes de resíduos alimentares
  8. Painel de cerca de arame soldado

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou as tarifas a importações de aços poucas semanas após ter tomado posse, no começo deste ano. Inicialmente, os produtos estariam sujeitos a uma sobretaxa de 25%, mas o republicano dobrou a alíquota no início deste mês.

Fonte: MSN

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