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EUA ampliam lista de restrições e incluem 43 empresas chinesas por suspeitas de trabalho forçado

Os Estados Unidos ampliaram a lista de empresas sujeitas a restrições comerciais ao incluir 43 companhias chinesas suspeitas de envolvimento com práticas relacionadas ao trabalho forçado na região de Xinjiang. A atualização representa a maior expansão desde a criação da relação de entidades monitoradas pela legislação norte-americana.

Com as novas inclusões, a lista passa a reunir 187 empresas, reforçando a aplicação da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), criada para impedir a entrada de produtos associados a violações de direitos humanos no mercado dos EUA.

Lei exige comprovação da origem dos produtos

A UFLPA, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2021, estabelece a presunção de que mercadorias produzidas em Xinjiang podem ter sido fabricadas com mão de obra forçada, principalmente de uigures e outras minorias étnicas.

Para reverter essa presunção, exportadores precisam apresentar documentação que comprove a rastreabilidade da cadeia de fornecimento e demonstre que os produtos não têm relação com trabalho compulsório.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a partir de 3 de agosto, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) passará a bloquear automaticamente a entrada de mercadorias produzidas pelas 43 empresas recém-incluídas na lista, salvo comprovação em contrário.

Empresas atuam em diversos setores industriais

As companhias adicionadas ao cadastro pertencem a diferentes segmentos da economia chinesa, incluindo as indústrias de alumínio, cobre, algodão, vestuário, além da produção de tomates e derivados.

De acordo com as autoridades norte-americanas, essas empresas são suspeitas de obter matérias-primas provenientes de Xinjiang ou de manter vínculos com programas governamentais relacionados ao recrutamento, transporte ou utilização de trabalhadores pertencentes a grupos étnicos considerados vulneráveis.

China reage e critica decisão dos Estados Unidos

O governo chinês contestou a ampliação das restrições e classificou a medida como uma forma de coerção econômica.

Em nota divulgada pelo Ministério do Comércio, Pequim afirmou que as sanções carecem de fundamentos concretos, prejudicam as cadeias globais de suprimentos e contrariam os entendimentos firmados anteriormente entre os líderes dos dois países para estabilizar as relações comerciais.

O governo chinês também declarou que adotará medidas para proteger os interesses de suas empresas diante das novas restrições impostas por Washington.

Pequim nega acusações sobre trabalho forçado

A embaixada da China em Washington voltou a rejeitar as acusações envolvendo violações de direitos humanos em Xinjiang.

Segundo representantes diplomáticos, a legislação chinesa proíbe o trabalho forçado, e os trabalhadores da região têm liberdade para escolher suas atividades profissionais. O governo também classificou as denúncias apresentadas pelos Estados Unidos como infundadas.

A ampliação da lista ocorre em um momento de persistente tensão entre as duas maiores economias do mundo, mantendo o tema dos direitos humanos, do comércio internacional e das cadeias globais de produção no centro das disputas entre Washington e Pequim.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Estreito de Ormuz amplia tensão entre EUA e Irã e aumenta incertezas sobre negociações

As perspectivas de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã voltaram a ficar indefinidas após um navio ser atingido nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia. O episódio elevou as preocupações do mercado e contribuiu para a recuperação dos preços do petróleo, que reagiram após a forte queda registrada na sessão anterior.

De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, uma embarcação foi atingida por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. O incidente ocorreu em meio às dúvidas sobre uma possível solução diplomática para o conflito envolvendo Washington e Teerã.

Irã nega negociações anunciadas por Trump

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversas com o governo iraniano estariam em andamento e classificou o momento como uma “última oportunidade” para que Teerã aceite um acordo.

O governo iraniano, no entanto, voltou a negar qualquer negociação direta com Washington. Segundo autoridades do país, os únicos contatos em andamento relacionados ao Estreito de Ormuz ocorrem com Omã, sem previsão de reuniões de alto nível com representantes norte-americanos.

Trump também declarou que as tratativas estariam sendo incentivadas por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, além do próprio Irã.

Petróleo reage após queda acentuada

As incertezas geopolíticas refletiram imediatamente no mercado internacional de energia. Após encerrar a sessão anterior com perdas de aproximadamente 7%, o contrato futuro do Brent voltou a subir quase 3%, com investidores revisando o otimismo sobre uma solução diplomática rápida.

Analistas do banco ING consideraram que a forte desvalorização registrada anteriormente foi precipitada, destacando que o cenário continua cercado por riscos e elevada imprevisibilidade.

Estreito de Ormuz segue com tráfego reduzido

O conflito também continua afetando a movimentação no Estreito de Ormuz, passagem por onde normalmente circula cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Enquanto o Irã mantém restrições à navegação na região e os Estados Unidos preservam medidas de bloqueio relacionadas ao país, o fluxo de embarcações permanece abaixo do normal.

Dados da empresa Kpler indicam que apenas três petroleiros e três navios graneleiros cruzaram o estreito na segunda-feira. Em períodos de estabilidade, mais de 100 embarcações utilizam diariamente essa rota estratégica.

Segundo fontes do setor marítimo ouvidas pela Reuters, o navio atingido era um graneleiro. Após o ataque, a tripulação abandonou a embarcação, e um dos tripulantes foi dado como desaparecido.

Irã diz não querer ampliar o conflito

Apesar da escalada da tensão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não pretende expandir o confronto militar.

Segundo ele, o objetivo do governo é proteger suas fronteiras, sem buscar uma ampliação da guerra na região.

Ainda assim, especialistas avaliam que Teerã continua utilizando sua posição estratégica no Golfo Pérsico como forma de aumentar a pressão sobre os adversários e elevar os custos econômicos do conflito.

Mediação internacional tenta reaproximar os dois países

Nos bastidores, seguem os esforços diplomáticos para restabelecer o diálogo entre Washington e Teerã.

Autoridades do Paquistão, que participam das tentativas de mediação, afirmaram que mantêm contato com ambos os governos na tentativa de criar condições mínimas para uma nova rodada de negociações.

O objetivo, segundo fontes ligadas às conversas, é convencer os dois lados a retomarem o diálogo antes que novos episódios de violência agravem ainda mais a crise.

Impasse sobre Ormuz continua no centro da disputa

O controle do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Os Estados Unidos sustentam que um memorando firmado anteriormente previa a reabertura plena da rota marítima. Já o governo iraniano afirma que o documento preserva sua autoridade sobre a gestão do tráfego na região.

Enquanto não há consenso, permanecem as dúvidas sobre o futuro das negociações, mantendo elevados os riscos para o comércio internacional de energia e para a estabilidade no Oriente Médio.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Exportação

Tarifa do açúcar nos EUA é mantida, mas Brasil perde espaço em cota de exportação

As exportações de açúcar brasileiro destinadas aos Estados Unidos dentro da cota tarifária permanecerão isentas da nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano para diversos produtos importados. Apesar da manutenção das regras atuais para esse volume, o Brasil terá uma redução expressiva na quantidade de açúcar que poderá exportar com condições preferenciais a partir do próximo ano fiscal.

Cota tarifária é reduzida para o Brasil

De acordo com decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o açúcar embarcado dentro da cota continuará sujeito apenas à tarifa já existente, de 25%.

Já os embarques que ultrapassarem esse limite passarão a enfrentar uma carga tributária de 37,5%, resultado da soma da tarifa atual com a nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos.

Embora o regime de cotas tenha sido preservado, a principal alteração está na redução do volume reservado ao Brasil.

Volume de exportação cairá em 2027

No ano fiscal de 2027, que começa em outubro deste ano, a participação brasileira na cota será reduzida de 156 mil toneladas para 100 mil toneladas.

Atualmente, esse benefício atende exclusivamente usinas das regiões Norte e Nordeste, conforme prevê a Lei nº 9.362/1996, que garante acesso preferencial desses produtores aos mercados internacionais de derivados da cana-de-açúcar.

Setor vê aumento da insegurança comercial

Para representantes da indústria sucroenergética, a diminuição da cota amplia as incertezas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente-executivo da NovaBio (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia), Renato Cunha, afirma que ainda não é possível saber se a redução será definitiva ou temporária. Segundo ele, o volume poderá ser restabelecido futuramente ou redistribuído entre os demais países participantes do sistema de cotas.

Na avaliação do dirigente, a mudança dificulta o planejamento das empresas do setor e aumenta a imprevisibilidade para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Etanol também preocupa produtores brasileiros

Além do impacto sobre o açúcar, o setor acompanha com atenção as discussões envolvendo o comércio de etanol entre os dois países.

Segundo Renato Cunha, enquanto o açúcar brasileiro continua sujeito a restrições de acesso ao mercado norte-americano, os Estados Unidos defendem maior abertura para exportar etanol ao Brasil.

Para o executivo, o cenário demonstra uma relação comercial desequilibrada, já que os produtores brasileiros enfrentam limitações para vender açúcar aos EUA, enquanto os norte-americanos buscam ampliar o acesso do biocombustível ao mercado brasileiro.

Decisão mantém benefício, mas aumenta incertezas

A manutenção da tarifa atual para o açúcar exportado dentro da cota evita um impacto imediato sobre parte das vendas brasileiras aos Estados Unidos.

No entanto, a redução do volume disponível no regime preferencial e o aumento da tributação para embarques acima desse limite reforçam o ambiente de incerteza para o setor, que agora aguarda os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre os dois países.

FONTE: AgroRevenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

EUA isentam 471 produtos brasileiros da nova tarifa de 12,5%; veja quais ficam de fora

Os Estados Unidos divulgaram a lista oficial de 471 produtos brasileiros que não serão atingidos pela nova tarifa de 12,5%, anunciada sob a justificativa de reforçar o combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Entre os principais itens beneficiados estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 categorias de produtos.

A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24). Para os produtos que ficaram fora da lista de isenção, a nova cobrança será somada à sobretaxa de 25% aplicada desde quarta-feira (22), elevando a tributação para até 37,5% em parte das exportações brasileiras.

Quais produtos foram isentos da nova tarifa

Segundo o USTR, os itens excluídos da nova cobrança foram selecionados por sua relevância para o comércio bilateral e pela importância como insumos para a indústria norte-americana.

Entre os principais produtos isentos estão:

  • café;
  • petróleo e derivados;
  • gás natural;
  • fertilizantes;
  • madeira e produtos florestais;
  • suco de laranja;
  • derivados de açaí;
  • defensivos agrícolas;
  • couros e peles;
  • ferro-gusa;
  • resíduos e sucata de alumínio;
  • equipamentos destinados à fabricação de semicondutores;
  • determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Além desses segmentos, também foram excluídos da medida diversos minerais, resíduos metálicos e matérias-primas utilizadas pelas indústrias de tecnologia e farmacêutica.

Entenda como a medida será aplicada

A nova sobretaxa foi definida após investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Na avaliação do USTR, o Brasil integra o grupo de países que não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados.

Mesmo com essa conclusão, o órgão decidiu preservar centenas de mercadorias da nova cobrança. Segundo o governo americano, as exceções levam em conta fatores como a relevância econômica dos produtos, compromissos comerciais vigentes e características específicas de determinados setores produtivos.

Produtos sem isenção poderão pagar até 37,5%

Os produtos brasileiros que não constam na lista de exceções estarão sujeitos à nova tarifa adicional de 12,5%.

Como essa alíquota será aplicada de forma cumulativa à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, parte das exportações do Brasil para os Estados Unidos poderá enfrentar uma carga tributária total de 37,5%.

A nova medida também substitui a tarifa global temporária de 10% que vinha sendo aplicada desde fevereiro deste ano.

Outros parceiros comerciais receberam tratamento diferenciado

Além das isenções concedidas por produto, os Estados Unidos estabeleceram regras específicas para alguns países e blocos econômicos.

Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido receberam tratamento diferenciado em razão de acordos comerciais ou por manterem mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Em alguns casos, como nas importações de vestuário e produtos têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada das mercadorias sem a tarifa prevista na Seção 301, desde que sejam utilizados algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros para 12,5% e carga pode chegar a 37,5%

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, medida que passa a valer na madrugada desta sexta-feira (24). Segundo o governo norte-americano, a decisão foi motivada pela avaliação de que o Brasil não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A nova cobrança substitui a tarifa global temporária de 10%, vigente desde fevereiro, e será somada à sobretaxa de 25% aplicada recentemente sobre parte das exportações brasileiras. Na prática, alguns produtos enviados ao mercado americano poderão ser tributados em até 37,5%.

A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Entenda os motivos da nova tarifa

De acordo com o USTR, o Brasil faz parte de um grupo de 54 países que, na avaliação dos Estados Unidos, não adotam controles suficientes para impedir a importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

O órgão norte-americano argumenta que essa situação cria uma vantagem competitiva para mercadorias fabricadas com custos reduzidos, afetando empresas e trabalhadores dos EUA.

Em comunicado, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou que a ausência de medidas mais rígidas obriga trabalhadores americanos a competir em condições desiguais.

Produtos apontados pelos Estados Unidos

O relatório divulgado pelo governo norte-americano cita que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco setores:

  • alumínio;
  • algodão;
  • eletrônicos;
  • baterias de lítio;
  • tabaco.

Segundo o documento, esses itens poderiam ingressar no mercado brasileiro com preços artificialmente menores, influenciando posteriormente a competitividade das exportações brasileiras.

O USTR também reconhece que o Brasil integra acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantém a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo. No entanto, o órgão considera que essas medidas ainda não são suficientes para impedir a entrada dessas mercadorias.

Outros países também foram atingidos

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. Além do Brasil, outros 53 países passarão a pagar a sobretaxa de 12,5%, incluindo China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Já Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em uma categoria diferente e receberão uma tarifa adicional de 10%, por já possuírem mecanismos legais de fiscalização, embora considerados insuficientes pelas autoridades norte-americanas.

Carga tributária pode chegar a 37,5%

A nova tarifa se soma aos 25% anunciados nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, os Estados Unidos apontaram supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com isso, determinados produtos exportados pelo Brasil poderão enfrentar uma tributação total de até 37,5% ao entrarem no mercado norte-americano.

As novas tarifas também substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente Donald Trump em fevereiro, após mudanças relacionadas às chamadas tarifas recíprocas.

Governo brasileiro contesta decisão

Em nota oficial, o governo brasileiro classificou a nova tarifa como “arbitrária” e “injustificada”. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o Brasil apresentou às autoridades norte-americanas informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização destinados a impedir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

O governo também ressaltou que o país possui reconhecimento internacional pelas políticas de combate ao trabalho escravo.

Além disso, informou que pretende recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levar a disputa ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia contestado as conclusões da investigação, afirmando que eventuais sanções seriam desproporcionais e destacando que o Brasil mantém legislação específica, fiscalização ativa e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho em condições análogas à escravidão.

Enquanto busca uma solução diplomática para o impasse, o governo federal informou que seguirá oferecendo apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivos para a abertura de novos mercados.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal JrAgência Brasil

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Comércio Internacional

EUA e México avançam em negociações comerciais enquanto Trump amplia tarifas contra o Canadá

Os governos dos Estados Unidos e do México iniciam nesta terça-feira (21) a terceira rodada de negociações bilaterais para revisar o USMCA, acordo que rege o comércio na América do Norte. As conversas acontecem em meio ao aumento das tensões comerciais após o presidente Donald Trump anunciar novas tarifas sobre produtos canadenses.

O encontro, que terá duração de três dias, ocorre sem a participação do Canadá e marca a primeira discussão formal sobre mudanças no tratado desde que o governo norte-americano decidiu não renovar automaticamente o acordo em 1º de julho.

Revisão do USMCA entra em fase decisiva

A decisão de Washington abriu o processo que pode levar ao encerramento do USMCA dentro de dez anos, caso Estados Unidos, México e Canadá não cheguem a um entendimento sobre a atualização do tratado.

Representantes de diversos setores econômicos defendem a manutenção da estrutura trilateral do acordo, considerada essencial para preservar um fluxo comercial anual de aproximadamente US$ 1,6 trilhão, sustentado por regras que reduzem barreiras tarifárias entre os três países.

México busca novo acordo até o fim do ano

O novo embaixador do México nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, afirmou que o governo mexicano trabalha para concluir um novo entendimento ainda este ano e acredita que Canadá e Estados Unidos compartilham do mesmo objetivo.

Segundo o diplomata, a demora nas negociações pode reduzir a competitividade da região, afetando investimentos e participação de mercado. Para ele, acelerar as tratativas interessa aos três parceiros comerciais.

Tarifas continuam sendo principal obstáculo

Entre as prioridades do governo mexicano está a redução das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base em argumentos de segurança nacional. Atualmente, produtos como automóveis fabricados no México enfrentam sobretaxas de 25%, enquanto aço e alumínio são taxados em 50% — medidas que também atingem exportações canadenses.

Ao mesmo tempo, o México afirma compartilhar da estratégia norte-americana de fortalecer a produção industrial na América do Norte, ampliando a capacidade manufatureira da região.

Novas tarifas ampliam tensão entre EUA e Canadá

As negociações entre Washington e Cidade do México acontecem um dia após o governo Trump anunciar novas tarifas sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos importados do Canadá.

A medida foi apresentada como resposta às tarifas retaliatórias impostas por Ottawa sobre automóveis, aço, alumínio, bebidas alcoólicas e às barreiras aplicadas ao setor de laticínios dos Estados Unidos.

O novo pacote aprofunda o distanciamento entre os governos norte-americano e canadense durante o processo de revisão do acordo comercial da América do Norte.

Canadá cobra solução para impasse

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, informou que seu governo apresentou propostas para solucionar os conflitos comerciais com Washington. Segundo ele, as tarifas adotadas anteriormente pelos Estados Unidos violam os compromissos previstos no USMCA.

Já o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que houve poucos avanços nas negociações com o Canadá, mas elogiou a postura do México por não adotar medidas retaliatórias.

Greer também destacou a cooperação mexicana em temas como o alinhamento de controles de exportação, a proteção da propriedade intelectual e ações para impedir a exportação de abacates produzidos em áreas desmatadas ilegalmente.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secretaria de Economia do México/AFP

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Internacional

EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Comércio Exterior

Produtos brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA: veja a lista do que será taxado

O novo tarifaço dos Estados Unidos atingirá principalmente produtos industriais, máquinas e parte do setor agroindustrial brasileiro. A lista divulgada pelo governo norte-americano inclui desde etanol e calçados até máquinas agrícolas, papel e diversos bens manufaturados.

Por outro lado, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil, como carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves, ficaram fora da nova lista de sobretaxação.

Produtos brasileiros que serão afetados

Os itens que passarão a ser taxados pelos Estados Unidos incluem:

  • Etanol;
  • Calçados;
  • Vestuário;
  • Açúcar orgânico;
  • Papel;
  • Máquinas agrícolas;
  • Equipamentos de mineração;
  • Ferramentas de jardinagem;
  • Máquinas e equipamentos elétricos;
  • Bens de capital;
  • Produtos químicos;
  • Produtos industriais processados;
  • Manufaturados em geral.

A lista concentra principalmente produtos do setor industrial e bens utilizados na produção, além de alguns itens do agronegócio.

Produtos brasileiros que ficaram de fora

Apesar da ampliação das restrições comerciais, os Estados Unidos mantiveram uma série de exceções. Entre os principais produtos brasileiros isentos estão:

  • Carne bovina;
  • Café;
  • Laranja e suco de laranja;
  • Petróleo bruto;
  • Gás natural;
  • Peixes e crustáceos;
  • Castanhas;
  • Mel orgânico;
  • Celulose de madeira;
  • Pastas químicas de madeira;
  • Alguns produtos de madeira tropical;
  • Minérios selecionados;
  • Ferro-gusa;
  • Produtos metálicos considerados estratégicos para a indústria americana;
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
  • Helicópteros;
  • Produtos farmacêuticos;
  • Insumos químicos para medicamentos;
  • Semicondutores e equipamentos para sua fabricação.

Lista poderá sofrer alterações

O governo dos Estados Unidos informou que a relação de produtos poderá ser revisada ao longo das negociações com o Brasil. Além disso, mercadorias que já estiverem em trânsito para o mercado norte-americano antes da entrada em vigor da medida não serão atingidas.

O governo brasileiro contestou a decisão e afirmou que recorrerá aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade e na Organização Mundial do Comércio (OMC).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

EUA impõem tarifa de 25% sobre importações do Brasil e ampliam pressão na política comercial

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações provenientes do Brasil, marcando o início de uma nova ofensiva comercial liderada pelo governo do presidente Donald Trump. A medida faz parte da reformulação da política tarifária norte-americana e pode atingir outros importantes parceiros comerciais ao redor do mundo.

Nova política tarifária pode alcançar outros países

A decisão foi divulgada na noite de quarta-feira e integra uma estratégia mais ampla da administração Trump para reestruturar as relações comerciais dos EUA. Além do Brasil, países como Índia, China, membros da União Europeia, Japão e Coreia do Sul também podem ser afetados por futuras medidas semelhantes.

A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar uma rodada anterior de tarifas globais, levando o governo a recorrer a novos instrumentos legais para sustentar sua política comercial.

Investigação aponta supostas práticas comerciais desleais

As novas tarifas dos EUA têm como base investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Atualmente, cerca de 80 processos envolvendo dezenas de países estão em andamento.

Entre os temas investigados estão alegações de excesso de capacidade industrial, comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, além de práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.

Em junho, o governo dos EUA já havia proposto a taxação de produtos brasileiros, alegando irregularidades relacionadas ao comércio digital, ao desmatamento ilegal e a outras questões comerciais.

Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, as negociações realizadas com o Brasil ao longo do último ano não produziram avanços suficientes, embora Washington afirme continuar aberto ao diálogo.

Governo brasileiro reage e promete recorrer

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão dos Estados Unidos como injustificada e anunciou que o Brasil recorrerá aos mecanismos previstos na chamada Lei da Reciprocidade.

Além disso, o governo brasileiro pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), utilizando o sistema de solução de controvérsias da entidade para contestar a medida.

Especialistas veem estratégia de negociação de Trump

Para analistas do mercado, a nova tarifa pode representar mais uma etapa da estratégia de negociação adotada por Donald Trump.

O economista-chefe da consultoria RSM US, Joe Brusuelas, avaliou que a medida tende a abrir espaço para negociações bilaterais, característica recorrente da política comercial do governo americano. Segundo ele, a intenção seria estabelecer acordos específicos com cada país, em vez de construir uma política comercial ampla e integrada.

A repercussão também chegou à Índia. O especialista Ajay Srivastava, fundador do Global Trade Research Initiative, afirmou que o caso brasileiro serve de alerta para outros parceiros dos Estados Unidos, mostrando que Washington pode utilizar sanções comerciais para contestar políticas consideradas desfavoráveis aos interesses das empresas americanas.

Marco Rubio critica Lula

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou o presidente Lula pelo impasse nas negociações.

Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou de boa-fé com Washington e declarou que Lula teria colocado interesses políticos acima da possibilidade de um acordo comercial entre os dois países.

Produtos afetados e itens isentos

A nova taxação sobre produtos brasileiros deverá atingir milhares de mercadorias exportadas para os Estados Unidos, incluindo:

  • açúcar;
  • máquinas agrícolas;
  • roupas;
  • equipamentos elétricos;
  • papel;
  • aço.

Por outro lado, diversos produtos permanecerão isentos da cobrança, entre eles:

  • carne bovina;
  • café;
  • terras raras;
  • produtos energéticos;
  • aeronaves e peças aeronáuticas.

Na atualização divulgada nesta quarta-feira, os EUA também incluíram na lista de exceções o mel orgânico, o ferro-gusa, o café solúvel sem aromatizantes e outros itens.

Pix também é alvo de investigação

A investigação aberta contra o Brasil em julho do ano passado cita diversas práticas consideradas desleais pelo governo norte-americano. Entre elas estão o desmatamento ilegal e o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Na avaliação das autoridades dos EUA, o Pix colocaria empresas de cartões de crédito em desvantagem competitiva. O governo brasileiro rejeitou integralmente essas acusações.

Além dessa investigação, o Brasil também integra outro processo baseado na Seção 301, relacionado ao uso de trabalho forçado em cadeias globais de fornecimento. A conclusão está prevista para 24 de julho e pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a carga total sobre determinados produtos brasileiros para 37,5%.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Internacional

Tensão no Golfo Pérsico aumenta e ameaça entendimento entre EUA e Irã

A escalada da tensão no Golfo Pérsico voltou a elevar o risco de um confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, o governo iraniano afirmou que responderá a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além de prometer retaliar em dobro contra alvos considerados inimigos.

Acordo firmado em junho perde força

A nova troca de ameaças acontece menos de um mês após os dois países assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento. O documento previa o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações militares ou conflitos diretos entre as nações.

No entanto, durante a reunião de cúpula da Otan realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo já não tem validade. “Não quero lidar com eles”, afirmou.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizou os Estados Unidos por descumprirem o cessar-fogo firmado entre os dois países.

De acordo com a Press TV, a crise se intensificou após forças norte-americanas realizarem ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas províncias iranianas de Hormozgan, no sul do país, e Khuzistão, no sudoeste.

Ataques e retaliações ampliam a crise

Em resposta às ações militares dos Estados Unidos, autoridades iranianas informaram ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.

Ainda segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques atingiram instalações no Porto Salman, onde está localizada a área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, além da Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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