Internacional, Mercado Internacional

Trump: tarifas via cartas valerão a partir de 1 de agosto e podem chegar a 70%

Presidente dos EUA disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua administração provavelmente começará a notificar os parceiros comerciais na sexta-feira sobre a nova tarifa dos EUA, que entrará em vigor em 1º de agosto, enquanto reafirma a preferência pela simplicidade em vez de negociações complicadas, cinco dias antes do prazo para acordos.

Trump disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

“Até o dia nove estarão totalmente cobertas”, acrescentou Trump, referindo-se ao prazo de 9 de julho que ele estabeleceu inicialmente para que os países fechassem acordos com os EUA para evitar tarifas mais altas que ele ameaçou. “Elas vão variar de talvez tarifas de 60 ou 70% até tarifas de 10 e 20%”, completou.

As negociações dos EUA com economias da Indonésia e Coreia do Sul até a União Europeia e Suíça estão chegando a estágios críticos, onde as questões mais controversas são resolvidas. A última ameaça de Trump, que segue seu padrão de emitir ultimatos para romper impasses, está alinhada com declarações anteriores de que alguns países não terão voz no nível de suas tarifas.

O topo da nova faixa de tarifas, se formalizado, seria maior do que qualquer uma das tarifas que o presidente inicialmente anunciou durante o lançamento do “Dia da Libertação” no início de abril. Essas variavam de uma tarifa base de 10% para a maioria das economias até um máximo de 50%. Trump não detalhou quais países receberiam as tarifas ou se isso significaria que certos produtos seriam taxados a uma taxa maior que outros.

Trump disse que os países “começarão a pagar em 1º de agosto. O dinheiro começará a entrar nos Estados Unidos em 1º de agosto.” As tarifas são normalmente pagas pelo importador, ou por um intermediário agindo em nome do importador. Mas frequentemente são as margens de lucro ou o consumidor final que acabam absorvendo grande parte do custo.

As ações na Ásia e Europa caíram junto com o dólar. Os mercados de ações e títulos dos EUA estavam fechados pelo feriado do 4 de julho.

O efeito retardado das tarifas sobre a inflação deixa alguns membros do Federal Reserve cautelosos quanto a cortes nas taxas de juros. O Fed tem evitado reduzir as taxas este ano — apesar da forte pressão de Trump — em parte para determinar se os aumentos de preços causados pelas tarifas podem evoluir para pressões mais persistentes no custo de vida.

Trump há muito ameaça que, se os países não fecharem acordos com os EUA antes do prazo da próxima semana, ele simplesmente imporá as tarifas, aumentando a pressão sobre os parceiros comerciais que têm corrido para garantir acordos com sua administração.

Ele anunciou inicialmente suas tarifas “recíprocas” mais altas em 2 de abril, mas as pausou por 90 dias para dar tempo para negociações, mantendo uma taxa de 10% durante esse período.

A Bloomberg Economics estima que, se todas as tarifas recíprocas forem elevadas ao nível ameaçado em 9 de julho, as tarifas médias sobre todas as importações dos EUA poderiam subir para cerca de 20%, ante quase 3% antes da posse de Trump em janeiro. Isso aumentaria os riscos de crescimento e inflação para a economia dos EUA.

Até agora, a administração Trump anunciou acordos com o Reino Unido e Vietnã e concordou com tréguas com a China, que viram as duas maiores economias do mundo aliviar tarifas retaliatórias e reduzir controles de exportação.

Questionado na quinta-feira se mais acordos estavam a caminho, Trump respondeu que “temos alguns outros acordos, mas sabe, minha inclinação é enviar uma carta dizendo quais tarifas eles vão pagar.”

“É muito mais fácil,” disse ele. “Prefiro fazer um acordo simples que você possa manter e controlar.”

Trump anunciou o acordo com o Vietnã na quarta-feira, dizendo que os EUA aplicariam uma tarifa de 20% sobre as exportações vietnamitas para os EUA e uma taxa de 40% sobre produtos considerados “transbordados” pelo país — uma referência à prática em que componentes da China e possivelmente de outras nações são redirecionados por terceiros países a caminho dos EUA.

Acordo com o Vietnã

Embora as taxas sejam menores que a tarifa de 46% que Trump impôs inicialmente ao Vietnã, são maiores que o nível universal de 10%. Muitos detalhes do acordo ainda são incertos, com a Casa Branca ainda não tendo divulgado um termo ou publicado qualquer proclamação formalizando o acordo.

Após o anúncio de Trump, o Vietnã disse que as negociações ainda estavam em andamento.

A Indonésia está confiante de que está perto de garantir um acordo comercial “audacioso” com os EUA que abrangerá minerais críticos, energia, cooperação em defesa e acesso ao mercado antes do iminente prazo das tarifas, segundo o principal negociador do país na sexta-feira.

No entanto, muitos parceiros comerciais importantes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, ainda trabalham para finalizar seus acordos.

O principal negociador comercial da Coreia do Sul visitará os EUA neste fim de semana com novas propostas em uma tentativa de última hora para evitar as tarifas mais altas que devem entrar em vigor.

O presidente dos EUA expressou otimismo sobre um acordo com a Índia, mas falou duramente sobre as perspectivas de um acordo com o Japão, classificando Tóquio como um parceiro difícil nas negociações. Ele intensificou suas críticas esta semana, dizendo que o Japão deveria ser forçado a “pagar 30%, 35% ou qualquer que seja o número que determinarmos.”

Trump também disse na terça-feira que não está considerando adiar o prazo da próxima semana. Questionado sobre uma possível extensão das negociações, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quinta-feira que Trump tomaria a decisão final.

“Faremos o que o presidente quiser, e ele será quem determinará se estão negociando de boa fé,” disse Bessent à CNBC quando questionado se o prazo poderia ser estendido.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional, Negócios

Ibovespa Futuro cai com feriado nos EUA e foco em tarifas de Trump e cenário interno

As atenções estão voltadas para declarações do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (4), em um dia sem a referência dos Estados Unidos, com os mercados fechados devido ao feriado do Dia da Independência. Com isso, as atenções se voltam para o cenário doméstico, com destaque para declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e para a divulgação de dados econômicos.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha queda de 0,29%, cotado aos 141.005 pontos.

Lula e o ministro Fernando Haddad participarão de evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pela manhã no Rio de Janeiro. Mais tarde, o presidente ainda estará presente na cerimônia de retomada de grandes investimentos da Petrobras PETR4.SA na Reduc, em Duque de Caxias, às 11h30.

Na agenda de dados do dia, o mercado avaliará números de inflação ao produtor para maio, divulgado pelo IBGE às 9h, e sobre a balança comercial brasileira em junho, às 15h.

No cenário externo, as negociações tendem a ser mais calmas por conta do feriado nos EUA, mas os agentes financeiros seguem de olho nas discussões comerciais do país com seus parceiros, conforme se aproxima o prazo de 9 de julho para os países evitarem a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington começará a enviar cartas aos países nesta sexta especificando as taxas tarifárias que eles terão de pagar sobre as exportações, uma clara mudança em relação às promessas anteriores de fechar dezenas de acordos individuais.

Já nesta sexta, Trump disse que as tarifas que constarem nas cartas entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto e podem chegar a 70% em alguns casos. “Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos”, disse, referindo-se ao prazo de 9 de julho, que marca o fim da pausa das tarifas recíprocas e, consequentemente, do período estabelecido para que parceiros comerciais chegassem a acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,53%, o S&P Futuro recuava 0,62% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,60%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, aos 5.454 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4), com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.

Os mercados europeus operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre China e União Europeia. Segundo fontes, o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês.

Além disso, Pequim impôs tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.

Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da OPEP+, que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o final do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda semana consecutiva, com promessa de Pequim de reprimir guerras de preços.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Bolsa fecha em alta recorde e dólar cai ao menor valor em um ano, a R$ 5,40

Dados dos EUA e movimento da bolsa norte-americana impulsionaram negócios por aqui

O Ibovespa bateu novo recorde nesta quinta-feira (3), com blue chips como Itaú e Vale entre os principais suportes, enquanto agentes também repercutem dados do mercado de trabalho norte-americano mais fortes do que as expectativas.

O índice referência do mercado acionário brasileiro fechou o dia em alta de 1,35%, a 140.927,86 pontos, tendo alcançado 141.303,55 pontos no melhor momento.

Enquanto isso, o dólar a vista caiu 0,27%, cotado em R$ 5,4047, no menor valor desde 24 de junho de 2024, quando encerrou aos R$ 5,3904. No ano, a divisa acumula baixa de 12,53%.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a força da divisa norte-americana no exterior, depois que o governo dos EUA informou que foram criados 147 mil postos de trabalho no país em junho, acima dos 144 mil empregos abertos em maio, em dado revisado para cima.

O resultado veio bem acima do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que projetavam a criação de 110 mil vagas. O relatório ainda mostrou que a taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho, de 4,2% em maio. A expectativa era de que a taxa subiria para 4,3%.

Os números de emprego, que eram amplamente aguardados durante toda a semana, vieram na contramão de dados recentes que mostraram uma inflação moderada e uma desaceleração do mercado de trabalho, o que vinha fomentando as apostas em cortes de juros pelo Fed.

Com o novo sinal de força do mercado de trabalho desta quinta, operadores passaram a precificar 53 pontos-base de afrouxamento monetário neste ano, de 66 pontos antes do relatório. As chances de um corte já na próxima reunião, em julho, estavam em 6%, de 24% mais cedo.

Os dados ainda devem reforçar a atual postura defendida pelo chair do Fed, Jerome Powell, que tem dito que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir os juros, uma vez que aguarda evidências dos impactos de tarifas sobre a inflação.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,62%, a 97,357.

Para moedas mais arriscadas, como o real, o adiamento das apostas em cortes de juros era um fator de pressão, já que indica um diferencial de juros menos atrativo para investimentos estrangeiros do que o esperado anteriormente.

Para além da agenda de dados, as negociações comerciais em andamento dos EUA com seus parceiros também pode afetar as negociações ao longo do dia, à medida que se aproxima o prazo de 9 de julho para que os países fechem acordos a fim de evitar a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente Donald Trump anunciou um acordo comercial com o Vietnã, mas ainda negociava com Japão, União Europeia e Índia.

Mais tarde, as negociações podem ter menor liquidez, uma vez que os mercados dos EUA fecham mais cedo, às 14h, e permanecerão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Dia.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

O acordo de Trump com o Reino Unido envia uma mensagem clara: tarifas de 10% vieram para ficar

O Reino Unido e os Estados Unidos fecharam um acordo comercial histórico na quinta-feira — mas o acordo está longe de estar livre de tarifas.

Este é o primeiro acordo feito pelos Estados Unidos desde que o presidente Donald Trump anunciou no mês passado suas chamadas tarifas recíprocas sobre diversos países ao redor do mundo.

A posição do Reino Unido como um dos poucos países com os quais os EUA têm superávit comercial em bens — ou seja, os EUA exportam mais para o Reino Unido do que importam — colocou o país no topo da lista para que autoridades negociassem com o governo Trump.

No entanto, nem mesmo o Reino Unido, com sua “relação especial” com os EUA, conseguiu convencer Trump a eliminar totalmente as tarifas durante as negociações.

Pelo acordo, o Reino Unido poderá exportar 100.000 veículos por ano com uma tarifa de 10%; veículos adicionais estarão sujeitos a uma tarifa de 25%. Já os produtores britânicos de aço e alumínio poderão exportar sem tarifas, uma redução em relação à tarifa de 25% imposta pelos EUA em fevereiro.

No entanto, todos os outros bens importados do Reino Unido pelos EUA continuarão sujeitos a uma tarifa básica de 10% — que, segundo Trump, é a menor tarifa específica por país que será aplicada aos parceiros comerciais.

Trump também sugeriu que esse acordo será raro, devido ao equilíbrio na relação comercial entre os dois países e aos laços políticos estreitos — ou seja, é improvável que algum país consiga isenção total de tarifas em um possível segundo mandato seu.

Quando questionado se a tarifa básica de 10% servirá de modelo para futuros acordos comerciais, Trump respondeu: “Esse é um número baixo.”

“Eles conseguiram um bom acordo”, acrescentou. “Outros terão tarifas muito mais altas porque têm enormes superávits comerciais.”

O que Wall Street está dizendo?
Analistas interpretaram isso como um sinal de que tarifas de pelo menos 10% são o melhor cenário que outros países ou blocos comerciais poderão alcançar.

“Os detalhes do acordo EUA-Reino Unido sugerem que a tarifa básica de 10% deve permanecer em vigor para outros parceiros comerciais, com praticamente nenhuma exceção, embora indique uma flexibilidade maior do que o esperado em tarifas setoriais”, disse Jan Hatzius, economista-chefe e chefe de pesquisa global de investimentos do Goldman Sachs.

O economista dos EUA do JPMorgan, Abiel Reinhart, também observou em um relatório a clientes que “há chances de que uma taxa de pelo menos 10% sobre a maioria dos bens de maioria dos países seja mantida neste ano.”

Acordos setoriais e impacto nos EUA
Reinhart também destacou que as exceções que o Reino Unido conseguiu para seus setores de automóveis, aço e alumínio indicam que os EUA podem estar dispostos a firmar acordos sob medida — embora mais restritos — com outras nações.

“Esse tem sido um ponto central nas negociações comerciais recentes com o Japão, dado o peso do setor automotivo japonês”, acrescentou Reinhart. “Mas também é possível que os EUA tenham estado mais dispostos a fazer concessões com o Reino Unido nesse setor, já que o país representa apenas cerca de 2,5% das importações americanas de veículos e peças. Em comparação, o Japão representa quase 12%.”

No entanto, Rella Suskin, analista de ações e especialista em automóveis da Morningstar, observou que o acordo para reduzir tarifas em apenas 100.000 carros, na prática, limita a fatia de mercado de muitos dos maiores fabricantes britânicos, incluindo a Jaguar Land Rover, pertencente ao grupo Tata Motors.

Em vez disso, quem mais se beneficia, segundo Suskin, são montadoras como a BMW, que importam algumas peças com isenção tarifária e montam veículos diretamente nos EUA.

“A limitação do benefício do Reino Unido poder exportar 100.000 carros anualmente para os EUA com uma tarifa de 10% significa que a Jaguar não consegue conquistar participação de mercado com uma tarifa ‘preferencial’ em relação às montadoras europeias,” disse Suskin.

Andrew Hood, chefe de comércio internacional do escritório de advocacia europeu Fieldfisher e ex-assessor do primeiro-ministro britânico David Cameron, afirmou que o acordo fez mais para apoiar “a relação mais ampla entre Reino Unido e EUA” do que para facilitar o comércio entre os dois países.

“É notável que o acordo seja muito mais restrito do que a maioria dos Acordos de Livre Comércio,” disse Hood. “Na verdade, o foco está em apoiar setores específicos — notadamente a indústria automotiva, os produtores de etanol e os fabricantes de aço e alumínio — onde as tarifas foram substancialmente reduzidas ou eliminadas.”

Embora as tarifas residuais de 10% possam ser prejudiciais para o Reino Unido, outros apontam que o acordo também pode afetar negativamente o crescimento econômico dos EUA.

“Embora as isenções reduzam um pouco a tarifa efetiva, com a tarifa básica de 10% permanecendo, a tarifa média dos EUA continuará em dois dígitos, o que causará uma grande redução na renda real dos americanos e fará com que o crescimento desacelere fortemente na segunda metade do ano,” afirmou Michael Pearce, economista-chefe adjunto dos EUA na Oxford Economics.

Fonte: CNBC

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Internacional, Mercado Internacional

Manufatura dos EUA segue fraca em junho por tarifas

Esse foi o quarto mês consecutivo em que o PMI ficou abaixo da marca de 50, o que indica contração no setor que responde por 10,2% da economia

A manufatura dos Estados Unidos permaneceu lenta em junho, com o volume de novos pedidos mostrando fraqueza e os preços pagos pelos insumos aumentando, sugerindo que as tarifas do governo Trump sobre produtos importados continuaram a prejudicar a capacidade de planejamento das empresas.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou nesta terça-feira que seu PMI de manufatura subiu para 49,0 no mês passado, em comparação com a mínima de seis meses de 48,5 em maio.

Esse foi o quarto mês consecutivo em que o PMI ficou abaixo da marca de 50, o que indica contração no setor que responde por 10,2% da economia. Economistas consultados pela Reuters previam leitura de 48,8.

A pesquisa juntou-se aos dados fracos sobre o mercado imobiliário, os gastos dos consumidores e o aumento do número de desempregados, sugerindo que o impulso da economia desacelerou ainda mais no segundo trimestre, mesmo com a provável recuperação do Produto Interno Bruto uma vez que o peso de um déficit comercial recorde diminuiu devido à queda das importações.

Uma medida da demanda doméstica cresceu em seu ritmo mais lento em mais de dois anos no trimestre de janeiro a março. As tarifas abrangentes do presidente Donald Trump, que levaram as empresas e as famílias a antecipar as importações e as compras de produtos para evitar preços mais altos decorrentes das tarifas, confundiram o cenário econômico.

Economistas alertaram que pode levar algum tempo para que as distorções relacionadas às tarifas sejam eliminadas dos dados econômicos.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

Xi Jinping favorece Trump contra Lula ao não vir ao BRICS

O presidente chinês, Xi Jinping, estaria ou não cometendo erro estratégico ao não comparecer à reunião dos BRICS, na próxima semana, presidida pelo presidente Lula?

Também, será sentida a ausência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas esta tem justificativa compreensível, porque ele poderia ser preso por ordem do Tribunal Penal Internacional, sob acusação de sequestros de crianças ucranianas, na guerra na Ucrânia.

Igualmente, não comparecerá o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, provavelmente, solidário com a decisão dos seus dois maiores aliados na agressão dos Estados Unidos contra seu país, para evitar a derrota de Israel para os iranianos.

Sem esses três importantes integrantes do BRICS, formado por 11 países( Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia), a reunião mais importante do bloco, em 2025, esvazia-se, politicamente.

TRUMP SE FORTALECE

A consequência óbvia desse esvaziamento político, que enfraquece Lula, é o fortalecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera o BRICS principal perigo à desestabilização do dólar nas relações de trocas internacionais.

Justificativas para as importantes ausências de Xi Jinping: conflito de agendas.

Trata-se de algo questionável, porque não haveria, por suposto, fato internacional mais relevante do que a reunião dos BRICS, considerado força internacional emergente que supera em poder econômico efetivo o G7, graças ao peso da China como nova potência mundial que ameaça a hegemonia americana.

Fonte: MSN

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Internacional, Mercado Internacional

China e EUA confirmam acordo para encerrar disputa comercial

Negociação põe fim a retaliações tarifárias e estabelece o envio de terras raras aos EUA depois de negociações em Genebra e em Londres

O Ministério do Comércio da China confirmou nesta 6ª feira (27.jun.2025) a assinatura do acordo com os Estados Unidos para encerrar a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. As informações são da Al Jazeera.

“Depois das conversas em Londres, as equipes de ambos os lados mantiveram comunicação próxima. Recentemente, ambos os lados confirmaram os detalhes da estrutura [do acordo]”, declarou um porta-voz do ministério chinês.

Na noite de 5ª feira (26.jun), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou durante evento na Casa Branca para promover sua política interna e agenda orçamentária que “acabamos de assinar com a China outro dia”. Ele não forneceu mais detalhes.

O pacto representa um avanço nas negociações entre os países. Um funcionário da Casa Branca explicou que “o governo [dos EUA] e a China concordaram com um entendimento adicional para uma estrutura de implementação do acordo de Genebra”.

O acordo se dá depois das negociações em Genebra, na Suíça, que levaram os 2 países a adiarem por 90 dias a implementação de aumentos tarifários enquanto buscavam um acordo comercial mais amplo. Posteriormente, conversas em Londres estabeleceram uma estrutura para as negociações.

Ainda na 5ª feira (26.jun), o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, informou à emissora norte-americana Bloomberg que o acordo havia sido “assinado e selado” 2 dias antes.

De acordo com um funcionário da Casa Branca, o entendimento se trata de “como implementar a aceleração de envios de terras raras para os EUA novamente”. Durante as conversas de Genebra, a China havia se comprometido a remover contramedidas não tarifárias impostas contra os EUA desde 2 de abril.

O país asiático havia suspendido exportações de minerais críticos e ímãs como retaliação a novas tarifas norte-americanas. Essa medida afetou cadeias de suprimentos para fabricantes de automóveis, empresas aeroespaciais, de semicondutores e contratos militares em todo o mundo.

Segundo o acordo, a China “revisará e aprovará solicitações para os itens de controle de exportação que atendam aos requisitos conforme a lei”. Em contrapartida, “o lado norte-americano cancelará correspondentemente uma série de medidas restritivas contra a China”, declarou o porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

Fonte: Poder 360

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Internacional

Qual é a importância do Estreito de Ormuz e por que os EUA pediram à China que impedisse o Irã de fechá-lo?

É uma das rotas marítimas mais importantes e estratégicas do mundo.

Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma via commercial que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte.

Trata-se de um canal estreito que, em seu ponto mais apertado, separa Omã do Irã por apenas 33 quilômetros.

Essa rota marítima, crucial para o comércio global, está agora no centro das atenções dos mercados.

Após os ataques sem precedentes dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã no último sábado (21/06), e oito dias depois de Israel lançar a maior ofensiva militar contra a República Islâmica, o mundo espera a reação iraniana, e tudo indica que o Estreito de Ormuz é uma das cartas que o país pode usar.

O parlamento iraniano já aprovou uma medida que autoriza o fechamento da passagem, ainda que a decisão final seja do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Agora, os Estados Unidos estão pedindo à China para impedir que o Irã concretize essa ameaça.

Mas, qual é a importância estratégica desse estreito e quais seriam as consequências de um eventual fechamento?

Uma passagem estratégica

Limitado ao norte pelo Irã e ao sul por Omã e pelos Emirados Árabes Unidos, esse corredor — que tem cerca de 50 km de largura na sua entrada e saída, e aproximadamente 33 km em seu ponto mais estreito — conecta o Golfo ao mar da Arábia.

O canal possui duas rotas marítimas, e cada uma mede 3 km.

Mas, apesar de sua extensão, o estreito é profundo o suficiente para permitir a passagem dos maiores petroleiros do mundo.

Na primeira metade de 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo estimativa da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), o que representa um comércio energético anual de quase US$ 600 bilhões.

Isso faz do estreito a passagem mais importante para a produção de petróleo no mundo, incluindo o petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), formada pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, além da maior parte do gás natural liquefeito do Catar.

Qualquer interrupção no estreito restringiria o comércio e impactaria em um aumento dos preços do petróleo a nível mundial.

Mas seu eventual fechamento teria um impacto particular sobre a China, que é o maior comprador global de petróleo iraniano e mantém uma estreita relação com Teerã.

Foi com esse argumento que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu à China que intervenha e impeça um possível bloqueio por parte do Irã.

“Eu incentivo o governo chinês, em Pequim, a conversar com o Irã sobre isso, porque eles dependem fortemente do Estreito de Ormuz para obter seu petróleo”, disse em uma entrevista à Fox News no domingo (22/06).

“Se fecham o estreito, será um suicídio econômico para eles. Nós temos opções para lidar com isso, mas outros países também deveriam prestar atenção. Isso os afetaria economicamente muito mais que a nós”, acrescentou.

Qual seria o impacto do fechamento do estreito?

O ex-chefe da agência de inteligência britânica MI6, Alex Younger, disse à BBC que o pior cenário possível em um conflito em curso entre Irã e Israel incluía um bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Fechar o estreito seria, obviamente, um problema econômico enorme, considerando o efeito que isso teria sobre o preço do petróleo”, afirmou.

Seria um “território desconhecido”, segundo Bader Al-Saif, professor adjunto da Universidade de Kuwait e especialista em geopolítica da Península Arábica.

“Isso teria consequências diretas nos mercados mundiais, porque veríamos uma alta no preço do petróleo e uma reação bastante nervosa das bolsas diante do que está acontecendo”, disse Al-Saif.

Naturalmente, também afetaria os países do Golfo, cujas economias dependem fortemente das exportações de energia.

A Arábia Saudita, por exemplo, usa o estreito para exportar cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mais do que qualquer país vizinho, segundo dados da empresa de análise Vortexa.

Como o Irã poderia fechar o estreito?

As normas das Nações Unidas permitem aos países exercer controle de até 12 milhas náuticas (cerca de 22,2 km) a partir de sua costa.

Isso significa que, em seu ponto mais estreito, Ormuz e suas rotas de navegação se encontram completamente dentro das águas territoriais de Irã e Omã.

Se o Irã tentasse bloquear os aproximadamente 3.000 navios que passam mensalmente pelo estreito, uma das formas mais eficazes de fazer isso, segundo especialistas, seria colocar minas navais usando lanchas rápidas de ataque e submarinos.

A marinha regular do Irã e a marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica poderiam, em teoria, lançar ataques contra navios de guerra estrangeiros e embarcações comerciais.

Contudo, esses grandes navios militares poderiam, por sua vez, se tornar alvos fáceis para ataques aéreos dos Estados Unidos.

As lanchas rápidas do Irã geralmente estão armadas com mísseis antinavio, e o país também opera uma variedade de navios de superfície, embarcações e semissubmersíveis e submarinos.

Especialistas concordam que o Irã poderia bloquear o estreito temporariamente, mas muitos também acreditam que os Estados Unidos e seus aliados conseguiriam restabelecer rapidamente o tráfego marítimo por meios militares.

Os EUA já fizeram isso antes.

No final da década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, os ataques às instalações petroleiras escalaram até se transformarem em uma “guerra dos petroleiros”, na qual ambos os países atacavam navios neutros para exercer pressão econômica.

Os petroleiros do Kuwait que transportavam petróleo iraquiano eram especialmente vulneráveis e, eventualmente, navios de guerra americanos começaram a escoltá-los pelo Golfo, no que se tornou a maior operação de comboios navais desde a Segunda Guerra Mundial.

O Irã vai bloquear o estreito?

Embora o Irã tenha ameaçado, em conflitos anteriores, fechar o Estreito de Ormuz, nunca chegou a realizar a ação.

O momento mais próximo disso foi durante a “guerra dos petroleiros” no fim dos anos 80, mas, mesmo naquela época, o tráfego pelo estreito de Ormuz não foi interrompido de maneira grave.

Se, desta vez, o Irã cumprir a ameaça, o resultado pode ser diferente.

Apesar da China não ter respondido ao chamado dos Estados Unidos, é muito pouco provável que Pequim receba bem um possível aumento nos preços do petróleo ou interrupções nas rotas de navegação, e poderia usar seu peso diplomático para dissuadir o governo iraniano de fechar o estreito.

A analista energética Vandana Hari disse que o governo iraniano tem “pouco a ganhar e muito a perder” se fechar o estreito.

“O Irã corre o risco de transformar em inimigos seus vizinhos produtores de petróleo e gás no Golfo, e provocar a ira do seu principal mercado, a China, ao interromper o tráfego no estreito.”

A China, em particular, compra mais petróleo do Irã do que qualquer outro país: suas importações superaram os 1,8 milhão de barris por dia no mês passado, segundo dados da empresa de análises Vortexa.

Outras importantes economias asiáticas, incluindo Índia, Japão e Coreia do Sul, também dependem fortemente do petróleo bruto que passa pelo estreito.

Nesta segunda-feira, o governo chinês declarou que os ataques dos Estados Unidos prejudicaram a credibilidade de Washington e pediu um cessar-fogo imediato.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que todas as partes deveriam conter “o ímpeto da força”, segundo um relatório da televisão estatal.

Em um editorial, o jornal estatal de Pequim, Global Times, também opinou que a participação dos Estados Unidos no Irã “complicou e desestabilizou ainda mais a situação no Oriente Médio e que estava levando o conflito a um “estado incontrolável”.

Fonte: BBC

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Comércio Exterior, Economia, Internacional

JPMorgan prevê desaceleração “estagflacionária” dos EUA com tarifas

As políticas comerciais dos EUA provavelmente vão desacelerar o crescimento econômico global e reacender a inflação nos Estados Unidos, onde há 40% de probabilidade de recessão no segundo semestre deste ano, disseram analistas do JPMorgan nesta quarta-feira (25).

O crescimento dos EUA deve ser de 1,3% neste ano, abaixo da previsão de 2% do início de 2025, com as tarifas mais altas vistas como choques negativos para a economia, disse o banco em uma nota de pesquisa de perspectiva de três meses.

“O impulso estagflacionário das tarifas mais altas foi o que impulsionou nossa perspectiva reduzida de crescimento do PIB para este ano”, afirmou. “Ainda consideramos os riscos de recessão elevados.” Estagflação é uma mistura preocupante de crescimento lento e inflação implacável, um fenômeno que assombrou os EUA na década de 1970.

O banco norte-americano tem uma perspectiva pessimista em relação ao dólar devido ao avanço mais lento dos EUA, na comparação com as políticas de apoio ao crescimento fora do país, que impulsionarão outras moedas, inclusive em mercados emergentes.

A instituição também espera que a parcela da demanda por títulos do Tesouro dos EUA por parte de investidores estrangeiros, do Federal Reserve e de bancos comerciais diminua devido ao tamanho crescente do mercado de dívida norte-americano. A compensação exigida dos investidores pelo risco de manter títulos do Tesouro dos EUA, conhecida como prêmio de prazo, pode aumentar em 40-50 pontos-base ao longo do tempo, disse o banco, embora ele não espere aumentos acentuados nos rendimentos dos títulos do Tesouro como os vistos no primeiro semestre deste ano.

Em abril, os rendimentos dos títulos do Tesouro dispararam em meio à volatilidade mais ampla do mercado, causada pelo anúncio de tarifas comerciais feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O JPMorgan espera que os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos encerrem o ano em 3,5% e os dos papeis de 10 anos terminem em 4,35%.

Nesta quarta-feira, eles estavam em 3,8% e 4,3%, respectivamente. Devido à inflação persistente causada por tarifas e à resiliência da economia, o banco espera que o Federal Reserve corte as taxas de juros em 100 pontos-base entre dezembro e a primavera de 2026 (do fim de março ao fim de junho) — mais tarde do que o consenso entre os operadores de futuros de juros, que até esta quarta-feira apostavam em dois cortes de 25 pontos-base neste ano.

Uma recessão ou uma desaceleração econômica mais acentuada do que o previsto desencadearia um ciclo de cortes mais agressivo, disseram os analistas do JPMorgan. Ainda assim, o banco seguiu otimista em relação às ações dos EUA, dada a contínua resiliência econômica e do consumidor, apesar da incerteza política.

“Na ausência de grandes surpresas políticas e/ou geopolíticas… acreditamos que o caminho de menor resistência para novas máximas será apoiado por fundamentos fortes liderados por tecnologia/IA, uma oferta constante de estratégias sistemáticas e fluxos de investidores ativos durante as quedas (dos mercados)”, disse.

Fonte: MSN

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Internacional

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil


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