Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Tributação

Exportação de carne bovina do Brasil aos EUA dispara 498% apesar das tarifas de Trump

Em abril, Trump anunciou uma sobretaxa de 10% sobre as importações de carne bovina.

Em abril de 2025, as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos registraram um crescimento impressionante de 498% em relação ao mesmo período de 2024, saltando de 8 mil para cerca de 48 mil toneladas. Esse aumento, descrito como “surpreendente” por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), ocorreu mesmo após a imposição de tarifas mais altas pelo governo de Donald Trump.

Mas o que explica esse fenômeno? E quais são as implicações para o mercado global de carne? Este artigo explora as razões por trás desse salto, os desafios das tarifas e o futuro das exportações brasileiras.

Por que as exportações brasileiras dispararam?

O crescimento das exportações de carne bovina do Brasil para os EUA está diretamente ligado a uma combinação de oferta escassa nos Estados Unidos e alta demanda por carne. Segundo Perosa, o rebanho bovino americano atingiu seu menor nível em 80 anos, impactado por fatores como secas intensas e a migração de produtores para atividades mais lucrativas. Enquanto isso, a demanda por carne bovina nos EUA permanece robusta. “Nos Estados Unidos, eles comem hambúrguer todo dia. É cultural”, destaca Perosa, comparando a situação ao hábito brasileiro de consumir arroz e feijão.

Essa escassez elevou os preços da carne americana, com a arroba do boi gordo custando entre US$ 115 e US$ 120, contra US$ 54 a US$ 55 no Brasil, conforme explica Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. Mesmo com tarifas de importação, a carne brasileira segue competitiva.“ A carne americana está tão cara que, mesmo com a tarifa de 36,4%, o Brasil continua nadando de braçada nesse mercado”, afirma Iglesias.

Como funcionam as novas tarifas de trump?

Em abril de 2025, o presidente Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 10% sobre as importações de carne bovina, elevando a tarifa total para 36,4% sobre o volume que excede a cota anual de 65 mil toneladas. Dentro dessa cota, a tarifa passou de zero para 10%. Segundo Perosa, o Brasil domina essa cota, que geralmente é preenchida até meados de janeiro, devido à limitada capacidade de outros países concorrentes.

Apesar do aumento tarifário, o impacto sobre as exportações brasileiras foi mínimo. “A carne americana está tão cara que essas tarifas não estão freando as compras”, explica Perosa. No primeiro quadrimestre de 2025, os EUA importaram 135,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, quase cinco vezes mais que no mesmo período de 2024, com um faturamento adicional de US$ 402 milhões.

Brasil x Austrália: quem lidera o mercado americano?

Embora o Brasil tenha se destacado, a Austrália permanece como o maior fornecedor de carne bovina para os EUA, seguida por Canadá, México e, agora, o Brasil em quarto lugar. A diferença está no tipo de produto: enquanto os australianos fornecem cortes prontos para as prateleiras, o Brasil atende principalmente a indústria de carne processada, como hambúrgueres. “A Austrália opera em um canal diferente, mas o Brasil está conquistando espaço”, observa Perosa.

Essa complementaridade reduz a concorrência direta e reforça a posição do Brasil como um parceiro estratégico. Com a produção de carne bovina brasileira projetada para atingir 10,2 milhões de toneladas em 2025, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país está bem posicionado para atender à crescente demanda americana.

Quais são os desafios e oportunidades para o futuro?

O aumento das exportações para os EUA é uma oportunidade significativa para o setor pecuário brasileiro, que já exporta para mais de 150 países. No entanto, desafios persistem. A dependência de mercados como China (44,5% das exportações brasileiras) e EUA expõe o setor a riscos de mudanças políticas ou econômicas. Além disso, possíveis mudanças regulatórias, como a proposta de rotulagem de origem defendida por Robert F. Kennedy Jr., poderiam influenciar a preferência dos consumidores americanos por carne nacional, impactando as exportações brasileiras.

Por outro lado, a competitividade do Brasil, impulsionada por custos de produção mais baixos e investimentos em qualidade e sustentabilidade, deve sustentar o crescimento. “Estamos preparados para atender à demanda por alimentos de alta qualidade e segurança”, afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec.

O que isso significa para os brasileiros?

Para o consumidor brasileiro, o aumento das exportações pode gerar preocupações sobre os preços internos. Em 2025, os preços da carne no mercado doméstico já subiram 7% entre novembro e dezembro, segundo dados da Comex Stat. No entanto, a produção recorde prevista para este ano deve garantir o abastecimento interno, conforme destaca Edegar Pretto, presidente da Conab: “Com a produção recorde, teremos mais carne no mercado, o que pode reduzir os preços ao consumidor.” Para os pecuaristas e a economia brasileira, o salto nas exportações reforça a importância do setor, que movimentou US$ 4,1 bilhões no primeiro quadrimestre de 2025, um recorde para o período.

Fonte: AF Notícias

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Importação, Internacional, Mercado Internacional

Tarifas dos Estados Unidos sobre as importações da China cairão de 145% para 30% após acordo

Representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12)

Os Estados Unidos e a China chegaram em um acordo para reduzir temporariamente as “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias. Os representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12). Eles encontraram no fim de semana em Genebra, na Suíça, para discutir as taxas sobre importações. As informações são do g1.

Segundo o anúncio dos representantes, as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas cairão de 145% para 30%, e as taxas da China sobre os produtos americanos serão reduzidas de 125% para 10%. A redução entrará em vigor até quarta-feira (14).

— Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais. Temos um interesse comum em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão caminhando nessa direção. O consenso das delegações neste fim de semana é de que nenhum dos lados deseja um desacoplamento. E o que havia ocorrido com essas tarifas altíssimas era o equivalente a um embargo e nenhum dos lados quer isso. Queremos o comércio — afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Bessent explicou que o acordo não inclui tarifas específicas para cada setor e que os Estados Unidos continuarão o “reequilíbrio estratégico” em áreas como medicamentos, semicondutores e aço, onde identificaram vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

O secretário do Tesouro acrescentou que acredita que os negociadores dos EUA e da China se reunirão novamente nas próximas semanas para discutir um acordo comercial mais detalhado.

Como o mercado reagiu ao anúncio

No mês passado, a escalada das medidas tarifárias de Donald Trump, com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, abalou os mercados financeiros no mundo todo.

Entretanto, após o anúncio de um acordo entre EUA e China, o dólar passou a subir em relação a outras moedas importantes e os mercados de ações se recuperaram. O cenário é positivo com a diminuição da possibilidade de recessão global por conta do tarifaço.

O acordo foi mais longe do que muitos analistas esperavam.

— Eu achava que as tarifas seriam reduzidas para algo em torno de 50%. Obviamente, essa é uma notícia muito positiva para as economias de ambos os países e para a economia global, e deixa os investidores muito menos preocupados com os danos às cadeias de suprimentos globais no curto prazo — disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management em Hong Kong, à Reuters.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Internacional, Mercado Internacional

Nos EUA, secretária do MDIC defende aprofundamento de laços comerciais

Em plenária do Conselho Empresarial Brasil-EUA, Tatiana Prazeres destaca importância estratégica da parceria entre os dois países

O diálogo permanente com os EUA e a importância estratégica daquele país como principal parceiro econômico do Brasil – considerando bens, serviços e investimentos – foram destaques da fala da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante reunião plenária anual do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, realizada Washington D.C. (EUA) nesta sexta-feira (9/5).

“Os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras de produtos industrializados. O Brasil valoriza essa relação mutuamente benéfica e trabalha para aprofundar ainda mais os laços comerciais e industriais entre os dois países”, afirmou.

 O evento foi promovido pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), reunindo altos executivos de empresas, presidentes de associações setoriais e autoridades governamentais de ambos os países.

Do lado americano participaram representantes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, Departamento de Energia, Departamento de Estado. A Embaixada do Brasil em Washington também este acompanhou o evento.

A programação do encontro contou com painéis sobre políticas públicas, soluções empresariais e perspectivas de investimentos no cenário bilateral.

Tatiana participou do painel “Uma Nova Era de Comércio e Integração Econômica”. Em sua fala, ela reforçou que o governo brasileiro tem mantido diálogo técnico e político contínuo com as autoridades norte-americanas, ressaltando elementos centrais da relação bilateral, como o baixo nível tarifário médio aplicado pelo Brasil (2,73%) e o superávit comercial mantido pelos EUA nesse intercâmbio.

A secretária também destacou o papel do setor privado. “A cooperação com as empresas é essencial para o fortalecimento do fluxo comercial e a identificação de novas oportunidades”, disse.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA e China concordam em reduzir tarifas recíprocas

Anúncio ocorre após um fim de semana de intensas negociações comerciais em Genebra

Os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir drasticamente as tarifas sobre os produtos um do outro por um período inicial de 90 dias, de acordo com um comunicado conjunto divulgado pelos dois países nesta segunda-feira (12).

O anúncio, feito em um comunicado conjunto, ocorre após um fim de semana de negociações comerciais intensas em Genebra, Suíça, por autoridades das duas maiores economias do mundo, onde ambos os lados elogiaram “progresso substancial”.

Até 14 de maio, os EUA reduzirão temporariamente suas tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China reduzirá seus impostos sobre importações americanas de 125% para 10%, de acordo com o comunicado.

Ambos os lados reconhecem “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”, afirmaram.

Os dois lados também concordaram em estabelecer “um mecanismo para dar continuidade às discussões sobre as relações econômicas e comerciais”, liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, segundo o comunicado.

“Essas discussões podem ser conduzidas alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em um terceiro país, mediante acordo entre as Partes. Conforme necessário, as duas partes podem realizar consultas em nível de trabalho sobre questões econômicas e comerciais relevantes”, acrescentou.

Investidores globais comemoram a pausa na guerra comercial desencadeada pelas tarifas massivas do presidente dos EUA, Donald Trump, que agitaram os mercados financeiros, interromperam as cadeias de suprimentos e alimentaram temores de recessão.

Os futuros do Dow Jones subiram mais de 2%, enquanto os futuros do S&P 500 subiram quase 3%, e os futuros do Nasdaq Composite, com forte peso nas ações de tecnologia, subiram mais de 3,5% durante as negociações da tarde na Ásia.

Os mercados asiáticos também apresentaram alta, com o índice Hang Seng de Hong Kong avançando mais de 3%.

Fonte: CNN Brasil

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Gestão, Internacional, Negócios

Jorginho apresenta SC nos EUA e Marilisa assume o governo

Governador busca atrair investimentos e negócios para o estado

Marilisa Boehm estará a frente do governo de Santa Catarina nos próximos dias até 17 de maio. O cargo foi transmitido à vice pelo governador Jorginho Mello, em ato na última sexta-feira (9) na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. No período, Jorginho estará em Nova York e Washington, nos Estados Unidos, em uma missão de apresentação da economia catarinense para investidores estrangeiros.

Acompanham o governador, os secretários Cleverson Siewert (Fazenda), Paulo Borhausen (Articulação Internacional), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias), o diretor de atração de investimentos da Invest SC, Rodrigo Prisco, e lideranças empresariais catarinenses.

A agenda na América do Norte inicia nessa segunda-feira (12), quando a comitiva de Santa Catarina, liderada por Jorginho, estará no SC Day in New York, durante a tradicional Brazilian Week, e em reuniões no Banco Mundial e outras instituições.

O SC Day é um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado (FIESC) e pelo governo de Santa Catarina, com o objetivo de promover a indústria catarinense e atrair investimentos, negócios e conhecimento em diferentes países e mercados.

Esta é a quinta vez que Marilisa assume o Governo. A primeira foi no início de dezembro de 2023, quando Jorginho Mello viajou em missão oficial para a Argentina, onde tratou, em Buenos Aires, de assuntos de interesse do estado e participou da posse do presidente eleito Javier Milei.

Em 17 de fevereiro de 2024 a vice voltou a assumir o cargo por uma semana, enquanto o governador realizou uma missão oficial em Dubai, nos Emirados Árabes. Em setembro ela ocupou o cargo durante a licença não remunerada de Jorginho.

Mais recentemente, no dia 17 de novembro do ano passado, ela ficou à frente do comando do estado durante a ida do governador para Santiago, no Chile, para participar do SC Day, com objetivo de ampliar a relação comercial entre Santa Catarina e aquele país.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China querem retomar negociações sobre tarifas neste domingo

Autoridades dos Estados Unidos e da China tiveram o primeiro dia de negociações, em Genebra, Suíça, neste sábado (10/5), para iniciar as conversas para dar fim à guerra comercial entre as duas nações. No entanto, não foi sinalizado nesse primeiro dia qualquer progresso em direção à redução das tarifas sobre importações. Nenhum líder comentou sobre o encontro.

Diante do impasse inical, os líderes planejam retomar as negociações neste domingo (11/5). Durante o encontro deste sábado, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, se reuniu por cerca de oito horas com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Genebra.

Este foi o primeiro encontro presencial entre autoridades de ambas as nações desde que as duas maiores economias do mundo iniciaram uma guerra comercial que culminou em tarifas recíprocas acima de 100% sobre os produtos uma da outra.

Expectativa de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a rede Truth Social, nessa sexta-feira (9/5), para comentar sobre possíveis acordos entre o governo e a China com o intuito de remediar a guerra comercial entre os países.

“A China deveria abrir seu mercado para os EUA — seria muito bom para eles. Mercados fechados não funcionam mais. Tarifa de 80% sobre a China parece certa. Até Scott B [Bessent, secretário do Tesouro]. Muitos acordos comerciais no funil, todos bons (ótimos)”, escreveu Trump.

Atualmente, sobre os produtos chineses que entram nos EUA é aplicada uma tarifa de 145%. Enquanto isso, a China impôs uma tarifa mínima de 125% sobre a maioria dos produtos dos EUA

Esta foi a primeira vez, desde que o presidente Trump intensificou a guerra comercial com a China, que ele diz estar disposto a se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.

“Talvez sim, claro, dependendo do que Scott disser”, respondeu Trump a um repórter que perguntou se ele falaria com Xi depois de Scott Bessent. Trump ainda destacou que espera que a reunião seja “muito substancial”.

Fonte: Metrópoles 

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Exportações da China superam expectativas e saltam 8,1% em abril

As exportações da China superaram as previsões em abril, impulsionadas pela demanda de fabricantes estrangeiros que se apressaram em lançar produtos para aproveitar ao máximo a pausa de 90 dias nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma guerra tarifária contundente, e as empresas de ambos os lados do Pacífico buscarão algum tipo de solução nas negociações comerciais na Suíça, neste fim de semana.

Dados da alfândega mostraram nesta sexta-feira que os embarques da China aumentaram 8,1% em abril em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 1,9% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas desacelerando em relação ao salto de 12,4% em março.

Trump anunciou “tarifas recíprocas” abrangentes de 10% em 2 de abril, antes de oferecer uma pausa para a maioria dos países enquanto a Casa Branca trabalha em vários acordos comerciais. A China, no entanto, foi excluída e recebeu tarifas de 145%, dando início a um prolongado jogo de gato e rato que abalou os mercados globais e as cadeias de oferta.

Os fabricantes chineses também anteciparam os envios em antecipação às tarifas, mas agora estão apostando em negociações para quebrar o gelo entre autoridades norte-americanas e chinesas em Genebra no sábado.

As importações caíram 0,2%, em comparação com expectativas de queda de 5,9%, sugerindo que a demanda doméstica pode estar melhor do que o esperado, uma vez que as autoridades continuam a tomar medidas para sustentar a economia de US$19 trilhões.

“Os países da ASEAN estão acelerando sua produção para vencer o prazo de julho, o intervalo de negociação de 90 dias. Sua produção é altamente dependente das exportações da China em matérias-primas e insumos industriais, de modo que as exportações da China receberam suporte”, disse Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group.

“Nos próximos dois meses, as exportações da China podem continuar fortes devido à realocação da capacidade industrial, mas os dados comerciais podem se deteriorar rapidamente se as tarifas de 145% sobre a China ainda estiverem em vigor e as negociações dos países da ASEAN (com o governo Trump) não progredirem”, acrescentou.

As exportações para os países do sudeste asiático aumentaram 20,8% em abril.

As exportações da China para os EUA, por sua vez, caíram 21%. Isso significou que o superávit comercial com os EUA caiu de US$27,6 bilhões em março para US$20,5 bilhões, uma vitória para Trump, que tem dito repetidamente que quer reduzir a diferença.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Agronegócio, Comércio, Comércio Exterior

Venda de carne bovina do Brasil aos EUA dispara 500% em abril em meio a tarifaço de Trump

Para exportadores, alta foi ‘grande surpresa’. Rebanho bovino dos EUA diminuiu, mas demanda por carne é alta.

As vendas de carne bovina do Brasil para os EUA dispararam 498% em abril, em relação a igual mês de 2024, uma alta que causou “grande surpresa” no setor.

Foi o que disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, nesta quinta-feira (8).

“Os Estados Unidos, apesar de já estarem vindo numa crescente, compraram um grande volume. Nós saímos de 8 mil toneladas em abril de 2024, para um volume em torno de 48 mil toneladas em abril de 2025”, detalhou Perosa.

A disparada ocorreu no mesmo mês em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um aumento das taxas de importação para os seus parceiros comerciais.

O presidente da Abiec e o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias dizem que a alta nas vendas para os EUA aconteceu porque:

  • a oferta de bois dos EUA está em seu menor nível em 80 anos;
  • mas a demanda é muito alta: americano “come hambúrguer todo o dia”, diz Perosa;
  • a carne dos EUA está mais cara do que a brasileira, mesmo com as tarifas.

As compras dos americanos já vinham crescendo em meses anteriores. De janeiro a abril, eles importaram 135,8 mil toneladas de carne do Brasil, um volume quase cinco vezes maior do que no mesmo período de 2024.

Como ficaram as tarifas para a carne bovina brasileira

➡️Com o anúncio, os importadores americanos estão pagando uma taxa de 36,4% para importar a carne brasileira. Isso porque a tarifa anterior era de 26,4%, mas Trump adicionou uma sobretaxa de 10%.

➡️Somente as carnes que entram nos EUA a partir de cotas estão sendo taxadas em 10%.

“O Brasil participa de um grupo de outros 10 países que têm direito a uma cota de exportação de 65 mil toneladas com zero de tarifa. [A taxa] Era zero, mas agora passou para 10%. Mas essa cota, geralmente, se atinge até 15 de janeiro”, explica Perosa.

“Majoritariamente, é o Brasil que se apropria dessa cota porque os outros países não tem capacidade de se apropriar”, acrescenta.

🚢Os EUA são o segundo maior destino das exportações de carne bovina brasileira, depois da China, que é o nosso maior comprador, de acordo com o Ministério da Agricultura.

A Austrália, porém, é a maior fornecedora de carne para os EUA, seguida por Canadá, México e Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

Por que a exportação do Brasil para os EUA disparou?

Perosa diz que o rebanho bovino dos EUA atingiu o seu menor nível em 80 anos, ao mesmo tempo em que a demanda por carne bovina no país continua em alta.

“Nos Estados Unidos, eles comem hambúrguer todo os dias. Então, não dá para você falar ‘olha, para de consumir hambúrguer’. É cultural”, destaca Perosa.

“Eu costumo fazer uma brincadeira que é a mesma coisa de você dizer no Brasil: ‘a partir de hoje, ninguém mais come arroz e feijão’. Não tem como”, compara.

Segundo ele, a redução do rebanho bovino nos EUA aconteceu por uma série de fatores, como problemas climáticos, como secas intensas, e a migração de alguns produtores para atividades mais lucrativas do que a pecuária.

Mas e as taxas?

“Mesmo com uma tarifa de 36,4%, […] o Brasil vai nadando de braçada nesse mercado norte-americano. Eles estão comprando grandes quantidades de carne realmente”, diz Iglesias, do Safras.

“A carne norte-americana está mais cara do que a do Brasil, mesmo com as tarifas. Para você ter uma ideia, uma arroba do boi gordo no Brasil está na média de US$ 54, US$ 55. Nos EUA está US$ 115, US$ 120 por arroba. Então, está bem mais caro produzir lá”, destaca Iglesias.

Perosa tem a mesma avaliação. “A carne própria americana está tão cara que, mesmo aumentando a tarifa em 10%, isso não está tendo impacto no volume de exportação [do Brasil]”, diz o presidente da Abiec.

Segundo ele, as exportações do Brasil para os EUA devem continuar em alta, mesmo com o protagonismo da Austrália como o maior fornecedor para os norte-americanos.

“A Austrália fornece muita carne para os Estados Unidos, mas em um canal diferente do Brasil”, diz Perosa.

Segundo ele, os australianos vendem carnes que vão direto para as prateleiras dos EUA, ao passo que o Brasil fornece produtos para a indústria de carne processada.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional

Europa endurece o jogo tarifário contra os EUA — e mira o coração político de Trump

A UE ameaça tarifas adicionais de € 95 bi sobre carros, aviões e bourbon, produtos-chave em redutos eleitorais do presidente americano

A Comissão Europeia ameaçou, nesta quinta-feira, 8, impor tarifas adicionais de até € 95 bilhões (cerca de US$ 108 bilhões ou R$ 612 bilhões) sobre exportações americanas. Na mira de Bruxelas estão automóveis fabricados nos Estados Unidos, aeronaves da Boeing e até o famoso uísque bourbon — símbolo líquido da camaradagem transatlântica que agora amarga sob o novo clima protecionista.

A represália não surgiu do nada. Ela é uma resposta ao arsenal tarifário de Donald Trump, cujas medidas atingem mais de 180 países e oscilam entre suspensão e retaliação, criando um clima de incerteza crônica. A nova rodada de tarifas proposta pela União Europeia — ainda em fase de consulta com os Estados-membros — ampliaria os €21 bilhões já em vigor sobre exportações americanas. Para isso, a Comissão Europeia lançou uma consulta pública com os 27 países do bloco e representantes dos principais setores econômicos, em busca de identificar vulnerabilidades e reunir respaldo político à ofensiva tarifária. Carros fabricados nos EUA e aeronaves da Boeing encabeçam a lista preliminar.

Se implementadas, as medidas europeias afetarão não apenas grandes conglomerados americanos, como a Boeing e montadoras com produção nos EUA, mas também símbolos culturais da América, como o uísque bourbon. Bruxelas lança mão de uma velha tática: pressionar distritos eleitorais decisivos para Trump, onde a indústria automobilística e a produção de uísque têm peso político considerável.

O pano de fundo é uma negociação estagnada. Bruxelas e Washington têm mantido conversas comerciais, mas com pouco avanço. A União Europeia adiou por 90 dias a implementação de suas contramedidas depois que os EUA reduziram parcialmente suas tarifas sobre produtos europeus — de 20% para 10% em muitos casos —, num gesto interpretado como tentativa de pacificação. Como em outras ocasiões, a tática de Trump mistura confronto com promessas de acordo — ele acaba de anunciar um pacto com o Reino Unido — em uma dança diplomática que confunde adversários e parceiros. Mas a paciência europeia está chegando ao fim.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tenta manter um tom diplomático, afirmando que o bloco “continua comprometido com uma solução negociada”. Mas a abertura de uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) indica que Bruxelas não vê nas negociações atuais um terreno fértil. “Acreditamos que há bons acordos a serem feitos para o benefício dos consumidores e das empresas de ambos os lados do Atlântico”, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão. A questão é se há interlocutores dispostos ao compromisso — e se haverá tempo suficiente antes que as medidas entrem em vigor.

Fonte: Veja Negócios

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China injeta estímulo monetário antes de reunião com os EUA sobre comércio

O Banco central da China cortará suas taxas de juros e fará uma grande injeção de liquidez, conforme intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (7) uma série de medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e uma grande injeção de liquidez, conforme Pequim intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Os anúncios foram feitos logo depois que autoridades norte-americanas e chinesas disseram que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio, Jamieson Greer, irão se reunir neste fim de semana com a principal autoridade econômica da China, He Lifeng, na Suíça, para conversações.

As negociações serão a primeira oportunidade para os dois lados diminuírem as tensões comerciais, que agitaram os mercados globais e abalaram as cadeias de suprimentos.

A economia chinesa já está sentindo os efeitos das tarifas de três dígitos, com dados da semana passada mostrando que a atividade industrial contraiu em abril no ritmo mais rápido em 16 meses.

As preocupações têm aumentado em relação ao impacto que as tarifas terão sobre o mercado de trabalho e sobre as já fortes pressões deflacionárias na China, uma vez que os exportadores perdem seu maior cliente.

“A economia doméstica deve estar forte o suficiente antes que (a China) inicie qualquer negociação comercial prolongada”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da China no ANZ, sobre as medidas de estímulo desta quarta-feira.

O banco central da China reduzirá o custo de empréstimo de seus acordos de recompra reversa de sete dias, sua taxa de juros de referência, em 10 pontos-base, para 1,40%, a partir de 8 de maio. Outras taxas de juros cairão de acordo com a taxa básica.

O montante de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, conhecido como taxa de compulsório, também será reduzido em 50 pontos-base a partir de 15 de maio, levando o nível médio para 6,2%.

O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, disse em uma coletiva de imprensa que o primeiro corte do compulsório desde setembro do ano passado liberará 1 trilhão de iuanes (US$ 138 bilhões) em liquidez.

No mesmo evento, o presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China, Wu Qing, disse que as autoridades ajudarão empresas listadas afetadas pelas tarifas a enfrentar as dificuldades.

Li Yunze, chefe da Administração Nacional de Regulamentação Financeira, disse que Pequim expandirá um esquema piloto que permite que as companhias de seguros invistam nos mercados de ações mais 60 bilhões de iuanes (US$ 8,31 bilhões).

Além disso, Pan disse que o banco central criará mecanismos de empréstimo de baixo custo para a compra de títulos relacionados a tecnologia e para investimentos em cuidados com idosos e consumo de serviços. Ferramentas similares existentes para apoiar a agricultura e as pequenas empresas serão aprimoradas, disse Pan.

O banco central também vai reduzir os custos de hipoteca para alguns compradores.

As autoridades vinham sinalizando movimentos de afrouxamento da política monetária desde o final de 2024, mas evitaram adotá-las enquanto o iuan estava sob pressão, temendo saídas de capital, disseram analistas.

Um iuan ligeiramente mais forte nos últimos dias pode ter dado uma abertura ao banco central.

“Um dólar mais fraco certamente dá à China mais espaço para fazer ajustes monetários”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Não tenho expectativas muito altas em relação ao impacto dessas medidas sobre o crédito”, disse Xu, mas acrescentou que elas “injetam confiança renovada, o que dará suporte ao mercado de ações”.

Fonte: CNN Brasil

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