Informação

Auditores da Receita Federal pedem reforço na fronteira de Roraima após ação dos EUA na Venezuela

Auditores-fiscais da Receita Federal solicitaram reforço imediato na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, no último fim de semana. O alerta foi formalizado nesta segunda-feira (5) pelo Sindifisco Nacional, que cobra apoio operacional e medidas de segurança diante do risco de aumento no fluxo migratório para o território brasileiro.

Sindifisco cobra apoio e segurança aos auditores

Em ofício encaminhado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o sindicato pede “máximo empenho” da instituição para garantir condições adequadas de trabalho aos servidores que atuam na linha de frente da fiscalização. O documento destaca a situação do município de Pacaraima (RR), principal ponto de entrada terrestre de venezuelanos no Brasil.

Segundo a entidade, o cenário exige atenção especial para assegurar o controle aduaneiro, a fiscalização de mercadorias e a proteção da soberania nacional.

Risco à soberania e ao controle das fronteiras

No texto assinado pelo presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos, o sindicato manifesta preocupação com os possíveis impactos da ofensiva norte-americana sobre o Brasil. Para a entidade, a instabilidade política na Venezuela pode gerar efeitos diretos sobre a segurança das fronteiras brasileiras.

O ofício reforça que os auditores-fiscais são autoridades públicas responsáveis por coordenar e presidir as atividades de fiscalização no Ponto de Fronteira Alfandegado de Pacaraima, considerado estratégico para o país.

Nota de repúdio à ação dos Estados Unidos

Além do pedido formal, o Sindifisco divulgou uma nota de repúdio à atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O sindicato classificou a operação como um “ato injustificável de agressão internacional” e alertou para o que considera um precedente perigoso para países da América do Sul, incluindo o Brasil.

A entidade sustenta que a intervenção violaria a Carta das Nações Unidas e normas do próprio ordenamento jurídico norte-americano, afirmando ser inaceitável o uso da força militar sem autorização internacional.

Interesse econômico e alerta regional

Na avaliação do sindicato, a ofensiva teria motivações econômicas, com destaque para o petróleo venezuelano, citado em declarações públicas do presidente dos Estados Unidos. O texto também relembra a imposição de sobretaxas sobre exportações brasileiras em 2025, apontada como sinal de alerta para possíveis pressões externas.

Para o Sindifisco, países com grandes reservas minerais estratégicas, como o Brasil, devem redobrar a vigilância e fortalecer sua presença institucional nas fronteiras.

Cenário político instável na Venezuela preocupa Brasil

Após a operação, a Venezuela passou a viver um período de incerteza política, com a vice-presidente Delcy Rodríguez declarada presidente interina. As Forças Armadas seguem controlando áreas do país, enquanto os Estados Unidos articulam a formação de uma nova administração.

No cenário internacional, a China pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro. Já o governo brasileiro manifestou preocupação com os impactos regionais da ofensiva e seus possíveis reflexos diretos nas fronteiras nacionais.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA caem 6,6% em 2025 após tarifaço de Trump

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, em um ano fortemente impactado pelo tarifaço do governo Donald Trump. Em 2024, as vendas ao mercado norte-americano haviam alcançado US$ 40,368 bilhões. No sentido oposto, as importações de produtos dos EUA cresceram 11,3% e somaram US$ 45,246 bilhões, ante US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com esse movimento, o Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Tarifas ainda atingem parte relevante das exportações

O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas impostas durante o governo Trump. Embora em novembro tenha sido anunciada a retirada da sobretaxa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros, 22% das exportações para os EUA, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas adotadas em julho, segundo cálculos do Mdic.

Dentro desse grupo, há produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% e outros que acumulam esse percentual com a tarifa-base de 10%. Além disso, 15% das exportações, cerca de US$ 6,2 bilhões, seguem submetidas exclusivamente à taxa de 10%.

Outro ponto de pressão vem das tarifas da Seção 232, aplicadas a produtos considerados estratégicos para a segurança nacional dos Estados Unidos. Essas medidas atingem 27% das vendas brasileiras, aproximadamente US$ 10,9 bilhões. Apenas 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Desempenho em dezembro mantém tendência de queda

Mesmo após a redução parcial das tarifas, as exportações brasileiras para os EUA caíram 7,2% em dezembro, somando US$ 3,449 bilhões, contra US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta retração mensal consecutiva desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho.

As importações de produtos norte-americanos, por sua vez, tiveram queda de 1,5% em dezembro na comparação anual.

Governo aposta no diálogo com Washington

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro mantém a estratégia de negociação e diálogo com os Estados Unidos. Segundo ele, as conversas já permitiram reduzir o número de itens afetados pelas tarifas.

Alckmin ressaltou que o objetivo agora é avançar na flexibilização das tarifas que ainda atingem 22% da pauta exportadora brasileira. Ele destacou o relacionamento entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um fator que pode destravar novos acordos, incluindo temas como tarifas, barreiras não tarifárias, terras raras, datacenters e o regime especial para centros de dados, o Redata.

China e União Europeia compensam perdas

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, o Brasil ampliou as trocas com outros parceiros estratégicos. As exportações para a China cresceram 6% em 2025 e alcançaram US$ 100,021 bilhões. As importações chinesas avançaram 11,5%, somando US$ 70,930 bilhões, o que garantiu superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já o comércio com a União Europeia teve crescimento mais moderado. As exportações brasileiras ao bloco subiram 3,2%, totalizando US$ 49,810 bilhões, enquanto as importações avançaram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, resultando em déficit de US$ 480 milhões. Em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as vendas brasileiras ao bloco europeu registraram alta expressiva de 39% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © MAPA/Divulgação

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Internacional

Lake Pontchartrain Causeway: a ponte de quase 40 km sustentada por mais de 9.500 pilares sobre a água

A Lake Pontchartrain Causeway é uma das maiores pontes contínuas sobre a água já construídas no mundo. Com quase 40 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o lago Pontchartrain, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, apoiada em mais de 9.500 pilares de concreto. O que impressiona não é apenas o tamanho, mas a precisão técnica envolvida em sua construção.

Ao cruzar a ponte, muitos motoristas relatam uma sensação curiosa: em diversos trechos, não é possível ver terra em nenhuma direção. O horizonte se confunde com a água, criando a impressão de que a estrada se estende infinitamente.

Uma das maiores pontes contínuas do mundo sobre a água

A Causeway se destaca por sua extensão e pela regularidade de sua estrutura. Diferente de pontes estaiadas ou suspensas, ela apresenta um traçado reto e repetitivo, que esconde um nível elevado de complexidade técnica. Cada segmento depende de uma execução precisa para garantir estabilidade ao longo de dezenas de quilômetros.

Uma obra marcada pela repetição estrutural extrema

O grande desafio do projeto foi repetir a mesma solução estrutural milhares de vezes sem margem para erro. Cada trecho da ponte segue o mesmo padrão construtivo, exigindo alinhamento rigoroso e controle absoluto de qualidade.

Essa repetição em larga escala transformou a obra em um dos maiores exemplos de engenharia baseada em padronização e precisão.

Mais de 9.500 pilares sustentando a travessia

O verdadeiro coração da Lake Pontchartrain Causeway está abaixo da superfície. São mais de 9.500 pilares de concreto cravados no fundo do lago, formando uma base contínua e invisível para quem atravessa a ponte.

Esses pilares foram projetados para resistir à ação da água, às variações de carga e ao desgaste provocado pelo tempo, garantindo estabilidade mesmo em condições ambientais adversas.

Desafios de construir sobre um lago raso e instável

Embora o lago Pontchartrain não seja profundo, seu solo é formado por sedimentos macios, o que exige técnicas específicas de fundação. Além disso, a região sofre influência de tempestades tropicais e furacões, o que impõe esforços laterais significativos sobre a estrutura.

A solução foi distribuir o peso da ponte em milhares de pontos de apoio, reduzindo riscos localizados e aumentando a segurança estrutural.

Dois tabuleiros paralelos e décadas de expansão

A ponte é composta por dois tabuleiros paralelos, construídos em épocas diferentes. O primeiro foi inaugurado em 1956, enquanto o segundo entrou em operação em 1969 para atender ao aumento do tráfego.

Cada tabuleiro possui sua própria linha de pilares, o que dobra a complexidade tanto da construção quanto da manutenção ao longo dos anos.

Simples na aparência, complexa na execução

Visualmente, a Causeway parece apenas uma estrada reta sobre a água. No entanto, sua construção exigiu logística avançada, transporte preciso de materiais e posicionamento milimétrico de cada elemento estrutural.

Qualquer erro repetido milhares de vezes poderia comprometer toda a obra, tornando o controle de qualidade um dos fatores mais críticos do projeto.

Manutenção constante em ambiente agressivo

A exposição contínua à umidade, à salinidade e às variações climáticas exige inspeções frequentes. A integridade do concreto, a proteção contra corrosão e a estabilidade das fundações são monitoradas constantemente.

Por isso, a ponte não é apenas uma obra concluída, mas um sistema em manutenção permanente.

Uma experiência visual única para quem atravessa

Para quem dirige pela Causeway, a travessia é marcante. Em dias de céu limpo ou neblina, o encontro entre água e horizonte cria a sensação de que a estrada não tem fim.

Esse efeito visual ajudou a transformar a ponte em uma curiosidade mundial, frequentemente citada entre as obras de engenharia que parecem irreais.

Uma solução prática que virou símbolo

Antes da construção da ponte, a travessia do lago dependia de rotas longas ou balsas. A Causeway reduziu significativamente o tempo de deslocamento e se tornou essencial para a mobilidade regional, conectando comunidades ao entorno de Nova Orleans.

Mesmo sem ter sido pensada como atração turística, acabou se consolidando como um símbolo da engenharia funcional em grande escala.

Quando a repetição se transforma em grandiosidade

A Lake Pontchartrain Causeway mostra que grandiosidade não depende apenas de formas ousadas. Em muitos casos, o verdadeiro desafio está em repetir uma solução simples milhares de vezes, com precisão absoluta, em um ambiente hostil.

Essa combinação de simplicidade aparente e complexidade técnica faz da ponte uma das obras mais impressionantes já construídas sobre a água.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior, Economia

Governo encerra o ano com cortes no imposto de importação e reforço à proteção da indústria brasileira.

O governo federal fechou o ano com um conjunto de medidas voltadas ao comércio exterior, combinando redução de tarifas, ampliação de incentivos e fortalecimento de instrumentos de defesa comercial. O objetivo é proteger a indústria brasileira, garantir o abastecimento de insumos estratégicos e enfrentar práticas consideradas desleais no mercado internacional.

As decisões foram tomadas durante a 232ª reunião ordinária do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), realizada em 18 de dezembro, e envolvem cortes no imposto de importação, ampliação de Ex-tarifários, aumento temporário de tarifas e avanços na aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica.

Redução do imposto de importação assegura insumos estratégicos

Um dos principais pontos do pacote foi a diminuição temporária do Imposto de Importação para matérias-primas essenciais, por meio da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) e de mecanismos voltados ao combate ao desabastecimento.

A medida busca garantir previsibilidade a setores dependentes de insumos importados, reduzindo custos em momentos de escassez global. Segundo o governo, a iniciativa ajuda a evitar gargalos produtivos, preservar empregos e minimizar impactos de oscilações internacionais de preços sobre a economia doméstica.

Ampliação de Ex-tarifários estimula investimento e modernização

Outro destaque foi a liberação de um volume expressivo de Ex-tarifários, instrumento que reduz o imposto de importação quando não há produção nacional equivalente.

Ao todo, foram aprovados:

  • 1.206 Ex-tarifários para bens de capital;
  • 119 Ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações;
  • 3 Ex-tarifários para bens de capital autopropulsados.

As concessões, que incluem novos pedidos, prorrogações e renovações, terão validade de até dois anos. A expectativa é impulsionar investimentos, ampliar a automação e elevar a produtividade industrial, fortalecendo setores estratégicos da indústria nacional.

Medidas antidumping são reforçadas contra concorrência desleal

Na área de defesa comercial, o Gecex aprovou a aplicação e a prorrogação de medidas antidumping, com base em análises técnicas do Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Entre as decisões estão:

  • Aplicação de direito antidumping sobre cabos de fibras ópticas, com modulação por interesse público;
  • Imposição de medidas sobre fibras ópticas;
  • Prorrogação de ações antidumping contra fios de náilon, louças de mesa e pneus automotivos.

Por outro lado, os direitos antidumping sobre luvas para procedimentos não cirúrgicos foram suspensos, também por razões de interesse público. Segundo o governo, o equilíbrio entre proteção industrial e impacto sobre consumidores orientou as decisões.

Tarifas sobem para parafusos e produtos químicos

O pacote inclui ainda a elevação temporária do imposto de importação para parafusos e produtos químicos, no âmbito da Lista de Elevações Tarifárias por Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (Lista DCC).

A medida responde a aumentos atípicos das importações, que pressionam a produção nacional. Com a alta das tarifas, o governo pretende conter surtos de importação, dar fôlego aos fabricantes locais e restabelecer condições mais equilibradas de concorrência.

Lei de Reciprocidade Econômica avança na relação com os EUA

No campo diplomático, o Gecex analisou um pleito relacionado à Lei de Reciprocidade Econômica em relação aos Estados Unidos. A legislação autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes diante de restrições impostas por outros países a produtos e empresas nacionais.

O comitê decidiu aguardar o avanço das negociações diplomáticas antes de criar o grupo de trabalho previsto em decreto. A eventual aplicação da norma pode abrir caminho para respostas simétricas às barreiras enfrentadas pela indústria brasileira no mercado norte-americano.

Estratégia combina abertura comercial e proteção à indústria

No conjunto, as decisões refletem uma estratégia que equilibra abertura comercial e proteção da produção nacional. A combinação de redução de tarifas para insumos, ampliação de Ex-tarifários, reforço do antidumping e uso de instrumentos de reciprocidade econômica busca garantir concorrência justa e segurança no abastecimento.

Ao encerrar o ano com esse pacote, o governo sinaliza que a indústria brasileira permanece no centro da política de comércio exterior, tanto no aspecto técnico quanto no diplomático.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Texto: Redação

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Exportação

Exportações para a China crescem 28,6% e neutralizam impacto do tarifaço dos EUA

O crescimento das exportações brasileiras para a China ajudou a compensar a forte retração nas vendas ao mercado americano após a entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, iniciado em agosto. No período entre agosto e novembro, o Brasil conseguiu equilibrar sua balança externa ao ampliar o fluxo comercial com o principal parceiro asiático.

Dados mostram que o valor exportado para a China avançou 28,6% em comparação com o mesmo intervalo de 2024. No sentido oposto, as exportações destinadas aos Estados Unidos recuaram 25,1% no mesmo período.

Volume exportado segue tendência semelhante

O comportamento se repete quando analisado o volume das exportações. As vendas brasileiras para portos e aeroportos chineses registraram alta de 30%, enquanto os embarques para os Estados Unidos caíram 23,5%. A diferença entre valor e volume está relacionada, sobretudo, à variação dos preços dos produtos exportados.

As informações constam no Indicador de Comércio Exterior (Icomex), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

China consolida liderança como principal destino das exportações

A China, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras, manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos. Segundo o Icomex, esse peso foi decisivo para mitigar os efeitos negativos do tarifaço americano.

O relatório aponta que o governo dos EUA superestimou sua capacidade de provocar danos amplos às exportações brasileiras, ao considerar que o país possui elevada diversificação de mercados.

Setores mais afetados pelas tarifas americanas

Entre agosto e novembro, alguns segmentos registraram quedas expressivas nas vendas aos Estados Unidos, com destaque para:

Extração de minerais não metálicos, com retração de 72,9%
Fabricação de bebidas, queda de 65,7%
Fabricação de produtos do fumo, recuo de 65,7%
Extração de minerais metálicos, redução de 65,3%
Produção florestal, baixa de 60,2%
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, queda de 51,2%
Produtos de madeira, recuo de 49,4%

Evolução mensal das exportações em 2025

O levantamento da FGV mostra que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram de abril a julho, sempre na comparação anual. No entanto, após a adoção das tarifas, o país acumulou quatro meses consecutivos de retração.

Já as exportações para a China aceleraram de forma significativa a partir de agosto, com taxas mensais expressivas, impulsionadas principalmente pelo embarque de soja, concentrado no segundo semestre.

Segundo a pesquisadora do Ibre/FGV Lia Valls, o redirecionamento dos embarques teve papel relevante no desempenho global do comércio exterior brasileiro. Ela explica que o aumento das vendas à China ocorreu justamente quando as exportações aos Estados Unidos começaram a cair.

No acumulado até novembro, as exportações totais do Brasil cresceram 4,3% em relação aos mesmos 11 meses de 2024.

Argentina tem crescimento, mas impacto limitado

O Icomex também analisou o desempenho das exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Entre agosto e novembro, houve crescimento de 5% em valor e 7,8% em volume.

Apesar do avanço, Lia Valls ressalta que o peso da Argentina na pauta exportadora brasileira é reduzido e não tem capacidade de compensar perdas geradas pelo tarifaço americano, sobretudo porque o comércio bilateral é concentrado no setor automotivo.

Entenda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos

O tarifaço de Donald Trump entrou em vigor em agosto de 2025, elevando impostos sobre produtos importados com o objetivo declarado de estimular a produção interna americana. No caso do Brasil, a medida incluiu sobretaxas de até 50%, uma das mais elevadas aplicadas pelo governo dos EUA.

Além de razões econômicas, Trump chegou a justificar a medida como retaliação política ao Brasil, em meio às críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde então, os dois países negociam ajustes no acordo comercial. No último dia 20, o governo americano retirou uma sobretaxa adicional de 40% sobre 269 produtos, principalmente do setor agropecuário, como carnes e café. Segundo o Icomex, os efeitos dessa decisão devem ser percebidos apenas a partir de dezembro e janeiro.

O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, estima que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda seguem sujeitas às tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Exportação

Brasil lidera produção de carne bovina e supera os EUA pela primeira vez

O Brasil alcançou um marco histórico ao ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor mundial de carne bovina, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). A liderança consolida uma mudança estrutural no mercado internacional de proteínas e reforça o papel estratégico do país, que já ocupa a primeira posição nas exportações globais de carne bovina há mais de 20 anos.

As projeções indicam que a produção brasileira de carne bovina deve atingir 12,35 milhões de toneladas em 2025, considerando o peso de carcaça, o que representa um crescimento de 4% em relação a 2024. O resultado contrariou expectativas iniciais do mercado, que previam retração, especialmente diante do aumento no abate de fêmeas, cenário que não se confirmou.

Ganhos de produtividade impulsionam a pecuária brasileira

O avanço brasileiro está diretamente ligado ao aumento da produtividade por animal. Em setembro, o peso médio do macho abatido chegou a 303 quilos, o maior já registrado no país. Esse desempenho permitiu que, em alguns meses, a produção nacional ultrapassasse 1 milhão de toneladas mensais.

De acordo com Maurício Nogueira, da consultoria Athenagro, o resultado reflete o uso crescente de tecnologia no campo, com melhorias em alimentação, manejo e eficiência produtiva. Os dados consideram abates sob inspeção municipal, estadual e federal, o que amplia a confiabilidade das estatísticas.

Estados Unidos enfrentam retração do rebanho

Enquanto o Brasil avança, a pecuária dos Estados Unidos passa por um momento de retração. O USDA estima que a produção americana fique em 11,81 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 4% na comparação com 2024. O rebanho norte-americano está no menor nível desde os anos 1970, pressionado por fatores como eventos climáticos, custos elevados e redução das áreas de pastagem.

Para 2026, o órgão projeta queda na produção tanto do Brasil quanto dos EUA, com volumes próximos de 11,7 milhões de toneladas, o que configuraria um empate técnico. Nogueira, no entanto, avalia que a retração brasileira pode não se concretizar, apontando espaço para novos ganhos no rendimento de carcaça e impacto positivo da recuperação dos preços ao produtor nos últimos 18 meses.

Mercado global deve desacelerar em 2026

No cenário internacional, após cinco anos de crescimento, as exportações globais de carne bovina devem recuar 1% em 2026, segundo o USDA. A produção mundial, estimada em 61,9 milhões de toneladas em 2025, tende a cair para 61 milhões no ano seguinte. As exportações devem passar de 13,7 milhões para 13,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo global também deve diminuir cerca de 1%.

Esse movimento pode favorecer a substituição por proteínas mais acessíveis, como o frango, cujas exportações globais têm previsão de crescimento de 3,3%.

Brasil reúne escala, eficiência e diferencial sanitário

Mesmo diante desse cenário, o Brasil ocupa uma posição estratégica no mercado internacional. O país combina escala produtiva, custos competitivos, eficiência na produção de bezerros e um diferencial sanitário relevante, estando livre de gripe aviária, peste suína africana e língua azul.

A liderança simultânea em produção e exportação de carne bovina reforça o papel brasileiro no abastecimento global de alimentos e amplia sua influência nas decisões do mercado internacional do setor.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

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Internacional

Pesquisa mundial mostra avanço da imagem da China e surpreende países ocidentais

Uma nova pesquisa internacional destacada pela revista The Economist apontou uma virada significativa na forma como o mundo enxerga a China e os Estados Unidos. O levantamento ouviu 32 mil pessoas em 32 países e mostrou um aumento expressivo da preferência pela China como potência líder mundial. As informações são do jornal Global Times.

Segundo o estudo, houve um avanço de 11 pontos percentuais na parcela de entrevistados que veem a liderança chinesa de forma mais favorável — crescimento registrado em todos os países pesquisados, inclusive nos próprios Estados Unidos, o que chamou atenção da publicação britânica.

Jovens impulsionam apoio à liderança chinesa

A pesquisa revela que a simpatia pela China é maior entre os mais jovens, confirmando uma tendência observada em outros levantamentos recentes. O estudo do Morning Consult, realizado em 41 países, já mostrava vantagem chinesa na percepção global: favorabilidade líquida de +8,8 para a China contra -1,5 para os EUA. Outro levantamento, do Global Times Institute, apontou que quase 60% dos entrevistados têm visão positiva sobre o povo chinês — índice ainda mais alto entre jovens.

Tomadas em conjunto, essas análises indicam um avanço consistente da imagem internacional da China, especialmente entre gerações que devem assumir maior protagonismo social e político nos próximos anos.

Sul Global enxerga a China como parceira estratégica

Os dados também mostram dois movimentos claros: países do Sul Global enxergam a China de maneira mais positiva, e jovens demonstram maior afinidade. Esse cenário está ligado a iniciativas chinesas de cooperação internacional, como a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e outros programas de desenvolvimento promovidos por Pequim.

Projetos como a Ferrovia China-Laos, a linha de alta velocidade Jacarta-Bandung, a Ferrovia Hungria-Sérvia e o Porto de Pireu já criaram 420 mil empregos e ajudaram a tirar quase 40 milhões de pessoas da pobreza, fortalecendo a percepção de que a China promove crescimento real e compartilhado.

Cultura pop, inovação e expansão do “China Chic”

A presença chinesa também cresce no campo cultural e tecnológico. Tendências populares entre jovens — como Labubu, TikTok e o jogo Black Myth: Wukong — impulsionam o fenômeno chamado “China Chic”, ampliando a influência cultural do país. O editorial destaca ainda o aumento do número de estrangeiros que visitam a China, o que fortalece intercâmbios culturais e cria bases sociais para relações internacionais mais equilibradas.

Modelo próprio de desenvolvimento e estabilidade interna

Em meio às incertezas globais, o rápido crescimento econômico chinês e sua estabilidade social são apontados como fatores de previsibilidade. O texto destaca que o planejamento estratégico e a capacidade de mobilização nacional contrastam com o que chama de “fragmentação política” no Ocidente.

A chamada modernização chinesa reforça que desenvolvimento não precisa seguir o modelo ocidental, mostrando que é possível adotar caminhos próprios alinhados à identidade civilizacional do país — algo que inspira outras nações em desenvolvimento.

Diplomacia de paz e cooperação sem imposições

A China também aposta na diplomacia de paz como parte de sua estratégia global. O país participa de missões da ONU, atua como mediador em regiões de conflito e defende relações internacionais baseadas em igualdade, benefício mútuo e cooperação. Com países desenvolvidos, prega respeito mútuo; com países em desenvolvimento, oferece parceria sem condições políticas — ponto valorizado principalmente no Sul Global.

Críticas no Ocidente ainda persistem

Apesar do avanço na percepção internacional, o editorial do Global Times reconhece que parte da opinião pública ocidental mantém resistência à China, influenciada por narrativas distorcidas ou campanhas de desinformação. Ainda assim, as pesquisas mostram que cidadãos de diversas regiões identificam os efeitos concretos do crescimento chinês e de sua atuação diplomática.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Global Times

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Comércio

Comércio regional deve crescer em 2025, projeta Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que o comércio regional voltará a ganhar força em 2025, mesmo diante dos altos aranceles dos Estados Unidos. Segundo o organismo, o impacto dessas tarifas foi mais brando do que o estimado inicialmente, como aponta seu relatório mais recente.

Exportações devem subir 5%

A Cepal estima que o valor das exportações da região avançará 5% em 2025, superando a expansão de 4,5% registrada em 2024. O crescimento virá principalmente de um aumento de 4% no volume exportado, além de um acréscimo de 1% nos preços.

O documento destaca ainda que o México, maior exportador latino-americano, deverá registrar expansão similar, com alta de 5% em seus embarques neste ano.

A menor influência dos aranceles norte-americanos se deve, segundo a Cepal, à aceleração das importações dos EUA e à formação de estoques por parte de empresas do país no primeiro trimestre. O fortalecimento do comércio entre as economias asiáticas também ajudou a amortecer os efeitos das tarifas.

Serviços mantêm ritmo forte

Embora a perspectiva para 2026 seja menos favorável, a Cepal aponta que as exportações de serviços da região devem crescer 8% em 2025, ainda que em ritmo ligeiramente inferior ao do ano anterior.

Entre janeiro e junho de 2025, o comércio total da América Latina e do Caribe registrou altas interanuais de 4% nas exportações e de 7% nas importações. Nesse período, os preços dos produtos vendidos pela região aumentaram 1,7%, revertendo a queda de 2,1% vista em 2024.

Aranceles seguem baixos em comparação global

A região enfrenta hoje uma tarifa efetiva média de 10% nos Estados Unidos — sete pontos abaixo da média global. A Cepal, porém, alerta que esse cenário pode mudar conforme o balanço comercial e outros fatores externos.

O relatório recomenda que os países latino-americanos ampliem a diversificação comercial e aprofundem a integração regional para reduzir vulnerabilidades diante de choques externos.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Internacional

Argentina facilita importação de carros dos EUA com novo acordo comercial

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, e os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, anunciaram um acordo comercial que promete transformar o fluxo de carros importados dos EUA para o mercado argentino. O entendimento integra o “Marco de Acordo de Comércio Recíproco e Investimento”, criado para ampliar o acesso de produtos americanos ao país sul-americano.

Segundo comunicado conjunto da Casa Branca e do governo argentino, a Argentina concederá acesso preferencial a diversos itens dos EUA — incluindo veículos, maquinários e produtos agrícolas. Além disso, automóveis fabricados nos Estados Unidos que cumpram as normas federais de segurança e emissões passarão a ser aceitos sem necessidade de novos testes locais.

Homologação mais rápida e menos burocracia

A medida deve agilizar a homologação de veículos norte-americanos e reduzir custos operacionais. O INTI já havia sinalizado que reconheceria os testes feitos nos EUA, e o acordo agora oficializa essa prática. Com isso, modelos produzidos no mercado americano poderão chegar às concessionárias argentinas em menos tempo.

Outra pauta em debate é a criação de uma cota anual com tarifas reduzidas. Hoje, carros vindos dos EUA pagam 35% de imposto de importação, o que reduz sua competitividade diante de veículos do Brasil, México e Uruguai — todos com acordos de livre comércio. O novo regime poderá permitir a entrada de uma parcela de veículos americanos com redução ou isenção parcial de tarifas, contornando limites do Mercosul.

Acesso unilateral e impacto para montadoras

Apesar do nome, o acordo não estabelece benefícios recíprocos: carros fabricados na Argentina não receberão as mesmas facilidades para entrar nos EUA. Por ora, a vantagem é unilateral e direcionada unicamente aos produtos norte-americanos.

Montadoras como Ford, Ram e Jeep devem ser as principais beneficiadas, uma vez que já trazem ao país modelos como F-150, Mustang, Wrangler e Grand Cherokee. Marcas premium como BMW e Mercedes-Benz também importam linhas diretamente dos EUA. Analistas avaliam ainda que o pacto pode abrir espaço para a chegada oficial da Tesla ao mercado argentino — algo desejado pelo próprio Milei.

Próximos passos

O acordo ainda precisa passar por trâmites formais e regulamentação nos dois governos antes de vigorar. Segundo o comunicado, Argentina e Estados Unidos trabalharão “com celeridade” para finalizar o texto definitivo. Quando implementado, o pacto deve ampliar a presença de carros americanos nas concessionárias argentinas e fortalecer o país como destino estratégico no setor automotivo da região.

FONTE: Motor 1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Motor 1

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