Comércio Exterior

CNI defende diálogo técnico para reduzir tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo brasileiro aposta em um trabalho técnico de negociação para tentar reduzir os impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva, Alban destacou que representantes da indústria e de segmentos afetados participarão das discussões em busca de argumentos que possam convencer as autoridades norte-americanas a rever as medidas tarifárias.

Missão brasileira terá apoio de Roberto Azevêdo

Segundo o presidente da CNI, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, representará o Brasil nas negociações técnicas ao lado de integrantes dos setores mais impactados pelas sobretaxas.

O objetivo, de acordo com Alban, é demonstrar que as tarifas anunciadas não refletem a realidade da relação comercial entre os dois países.

“O Brasil continua registrando déficit comercial crescente com os Estados Unidos, o que mostra que não há vantagem brasileira nessa relação”, afirmou.

CNI destaca complementariedade entre as economias

Ricardo Alban ressaltou que a pauta comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada pela complementariedade econômica, característica que, segundo ele, diferencia a relação bilateral de outros parceiros comerciais.

O dirigente observou que, entre os principais produtos que podem ser atingidos pelas novas tarifas, o Brasil figura como principal fornecedor da economia norte-americana em 11 dos 13 itens mais relevantes.

Na avaliação da entidade, esses dados reforçam a importância de uma análise técnica da medida, reduzindo a influência de fatores geopolíticos nas decisões comerciais.

Ampliação das exceções é prioridade nas negociações

A CNI defende que, mesmo que não seja possível reverter integralmente as tarifas antes do prazo previsto, o governo brasileiro busque ampliar significativamente a lista de produtos isentos das sobretaxas.

Para Alban, o diálogo entre os dois países deve continuar mesmo após a data inicialmente prevista para a implementação das medidas.

Ele também lembrou que, no fim deste mês, expira a tarifa geral de 10% aplicada pelos Estados Unidos a diversos países, cenário que pode ampliar ainda mais a perda de competitividade dos produtos brasileiros caso permaneçam em vigor as alíquotas adicionais de 25% e 12,5%.

Indústria vê risco para exportações de manufaturados

Na avaliação da CNI, a manutenção das tarifas representa um desafio para a indústria nacional, especialmente porque os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados.

A entidade afirma que continuará defendendo negociações técnicas e permanentes para minimizar os impactos sobre a competitividade das empresas brasileiras e preservar o comércio bilateral.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Comércio Internacional

Tarifaço dos EUA reduz participação americana nas exportações brasileiras e fortalece a China

Um ano depois da imposição do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada em 9 de julho de 2025 pelo presidente Donald Trump, o comércio exterior do Brasil apresenta uma mudança significativa. A participação norte-americana nas exportações brasileiras caiu ao menor nível desde o início da série histórica da balança comercial, enquanto a China ampliou sua liderança como principal destino dos produtos nacionais.

Levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) mostra que, no primeiro semestre de 2026, a fatia dos Estados Unidos nas exportações do país recuou de 12,1% para 9,4%, uma redução de 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

No sentido contrário, a participação chinesa aumentou de 28,9% para 31,5%, consolidando quase um terço de todas as vendas externas brasileiras.

Exportações para os EUA caem enquanto outros mercados avançam

Os embarques brasileiros destinados aos Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões entre janeiro e junho de 2026, representando retração de 13% na comparação anual.

O desempenho contrasta com a expansão das exportações para outros mercados relevantes. As vendas para a China cresceram 21,9%, enquanto os embarques destinados à União Europeia avançaram 12,8%. No total, as exportações brasileiras registraram crescimento de 11,5% no período.

Mesmo permanecendo como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos perderam espaço nas transações internacionais. A Argentina continua na terceira posição, apesar de também registrar redução em sua participação.

Outro dado apontado pelo estudo indica que o Brasil manteve déficit comercial com os Estados Unidos. No semestre, as importações superaram as exportações em aproximadamente US$ 1,5 bilhão.

Além disso, tanto as vendas quanto as compras entre os dois países recuaram 13%, reduzindo a participação norte-americana na corrente total de comércio para 11,1%, o menor índice desde 1997.

Produtos brasileiros ainda enfrentam barreiras tarifárias

Segundo o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA, divulgado nesta semana pela ApexBrasil, cerca de 25% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano continuam sujeitas a tarifas entre 12,5% e 25%.

Outros 20% dos produtos permanecem enquadrados na Seção 232, legislação que estabelece restrições para setores considerados estratégicos pelos Estados Unidos, como aço, alumínio, automóveis, autopeças e derivados de cobre.

Entre os segmentos mais impactados estão os de couro e revestimentos cerâmicos, além de produtos com forte dependência do mercado americano, como mel, sebo bovino, filé de tilápia e madeiras de coníferas.

Empresas ampliam presença em novos mercados internacionais

Como resposta às restrições comerciais, a ApexBrasil intensificou ações de promoção internacional.

De acordo com a agência, foram realizadas mais de 80 iniciativas de apoio às exportações ao longo do último ano, permitindo que 72% das empresas atendidas conquistassem pelo menos um novo mercado consumidor.

Além das ações comerciais, setores produtivos receberam treinamento técnico para participar de consultas públicas e apresentar defesas em processos conduzidos pelas autoridades norte-americanas.

A agência também destaca que a dependência brasileira do mercado dos Estados Unidos já vinha diminuindo nas últimas duas décadas. Em 2005, os norte-americanos absorviam 19% das exportações nacionais; em 2025, essa participação havia recuado para 11%.

Nesse mesmo período, a China tornou-se o principal parceiro comercial de 14 estados brasileiros, enquanto os Estados Unidos passaram a liderar as exportações de apenas seis unidades da federação.

Café e frutas buscam recuperar espaço no mercado americano

O café brasileiro foi um dos produtos mais afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. As exportações de café verde registraram queda de 35% no primeiro semestre.

Após negociações, o produto in natura passou a integrar a lista de exceções tarifárias no fim de 2025, enquanto o setor continua buscando o mesmo tratamento para o café solúvel.

Segundo representantes do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), existe expectativa de recuperação das vendas ao mercado americano com o avanço da colheita deste ano e a possibilidade de ampliação da lista de produtos isentos.

Ao mesmo tempo, as exportações de café para a Europa ganharam força. A participação do continente nas vendas do setor subiu de 43% para 54%, com a Alemanha ultrapassando os Estados Unidos como principal comprador.

O segmento de frutas também diversificou seus destinos. Produtores ampliaram negócios com países da Ásia, especialmente Índia e mercados do Sudeste Asiático.

Enquanto a manga obteve isenção das tarifas, as exportações de uva seguem submetidas às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

Incerteza permanece nas relações comerciais

Dados da Amcham Brasil apontam que os produtos brasileiros sujeitos às tarifas registraram retração de 20,5% nas exportações nos últimos 12 meses.

No primeiro semestre de 2026, as vendas de itens sobretaxados caíram 17%, enquanto os produtos não atingidos pelas medidas tiveram redução de 9%.

Atualmente, permanecem em vigor tarifas adicionais previstas nas Seções 122 e 232 da legislação comercial norte-americana, enquanto investigações conduzidas com base na Seção 301 continuam em andamento, mantendo incertezas sobre a evolução das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

FONTE: O Tempo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mandel Ngan/AFP

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros: governo pede retirada de cobrança adicional de 12,5%

O governo brasileiro solicitou oficialmente aos Estados Unidos a retirada da proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre diversos produtos brasileiros. A manifestação foi enviada na segunda-feira (6) como resposta à investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Na avaliação do Brasil, a medida teria caráter punitivo, provocaria prejuízos econômicos desnecessários e comprometeria o ambiente de cooperação entre os dois países.

Governo brasileiro contesta conclusões da investigação

A resposta brasileira foi formalizada em um documento de 13 páginas assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

No texto, o Itamaraty argumenta que as conclusões apresentadas pelo USTR não podem ser consideradas arbitrárias e defende que o Brasil não deve sofrer sanções comerciais relacionadas às alegações feitas pelos Estados Unidos.

A investigação norte-americana sustenta que o Brasil, assim como outras 59 nações, não teria adotado mecanismos suficientes para impedir ou fiscalizar a entrada de produtos produzidos com trabalho infantil ou trabalho forçado.

Brasil defende cooperação em vez de medidas comerciais

Segundo o governo brasileiro, a imposição da nova tarifa não contribuiria para eliminar práticas de trabalho forçado nem fortaleceria as políticas já implementadas pelo país nessa área.

O documento também afirma que eventuais aperfeiçoamentos devem ocorrer por meio da cooperação internacional, do diálogo entre os governos e da atuação conjunta, em vez da adoção de barreiras comerciais.

Para o Itamaraty, manter a proposta de sobretaxa contraria o histórico de colaboração entre Brasil e Estados Unidos em temas ligados ao comércio e aos direitos trabalhistas.

Carta alerta para possível classificação de facções como organizações terroristas

Em outra frente diplomática, o Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Câmara dos Deputados uma carta abordando a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.

O documento foi enviado em 1º de julho em resposta a um pedido de informações do deputado federal Evair de Melo (Republicanos).

Segundo o Itamaraty, embora o Brasil não tenha sido oficialmente comunicado sobre essa intenção, uma eventual decisão unilateral por parte de Washington poderia gerar consequências relevantes para as relações entre os dois países.

Itamaraty cita riscos para soberania e economia

Na avaliação apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores, a classificação das facções como organizações terroristas poderia servir de base para medidas extraterritoriais adotadas pelos Estados Unidos.

Entre os possíveis efeitos mencionados estão ações nas áreas financeira, migratória e criminal, além da possibilidade de justificativas para operações envolvendo o território brasileiro.

O governo brasileiro também argumenta que essa medida não representaria ganhos concretos no combate ao crime organizado, destacando que Brasil e Estados Unidos já mantêm mecanismos de cooperação internacional considerados eficazes para enfrentar organizações criminosas transnacionais.

Deputado cobra esclarecimentos adicionais

Autor do requerimento de informações, o deputado Evair de Melo afirmou considerar insuficientes os esclarecimentos enviados pelo Itamaraty.

Segundo o parlamentar, a resposta do ministro Mauro Vieira não informa se as avaliações sobre os possíveis impactos da classificação das facções foram fundamentadas em pareceres técnicos, estudos especializados, notas diplomáticas ou outros documentos oficiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Indústria

Tarifa de 25% dos EUA pode atingir principalmente a indústria brasileira, aponta análise

O governo dos Estados Unidos iniciou, nesta segunda-feira (6), uma série de audiências com representantes do setor produtivo para discutir a possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações vindas do Brasil. Caso a medida seja confirmada, a indústria brasileira tende a ser o segmento mais afetado, segundo avaliação da editora e analista de Economia da CNN, Lucinda Pinto.

Impacto na economia brasileira deve ser limitado

Apesar da preocupação com alguns setores, a analista considera que os efeitos sobre a economia brasileira como um todo não seriam significativos.

Atualmente, apenas 10,8% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos. Além disso, a proposta de sobretaxa atingiria cerca de 31% desse volume, o equivalente a aproximadamente US$ 11,7 bilhões.

Na avaliação de Lucinda Pinto, mesmo com a cobrança da tarifa de 25%, o impacto macroeconômico tende a ser restrito devido ao alcance limitado da medida.

Outro fator que reduz os efeitos gerais é que importantes produtos da pauta de exportação brasileira, como petróleo, café, suco de laranja e carne, não fazem parte da relação de itens que poderão ser tarifados.

Produtos industrializados estão no foco da proposta

A proposta norte-americana concentra-se principalmente sobre produtos industrializados. Entre os itens citados estão madeira perfilada, sebo bovino, portas e caixilhos de madeira, mel natural, transformadores elétricos, além de espingardas e carabinas de caça.

De acordo com a análise, aproximadamente metade dos produtos incluídos na lista possui alto valor agregado e é classificada como de elevada tecnologia, o que amplia a preocupação do setor.

Regiões mais dependentes das exportações sentirão maior impacto

Embora o reflexo sobre a economia nacional seja considerado moderado, os efeitos podem ser bastante expressivos em determinadas regiões do país.

Levantamento da consultoria Integra Associados indica que estados como Santa Catarina, Alagoas e Paraíba estão entre os mais vulneráveis por apresentarem maior dependência das exportações destinadas ao mercado norte-americano. Já São Paulo, apesar do elevado volume exportado para os Estados Unidos, possui uma economia mais diversificada e menor dependência desse destino.

Redirecionamento das exportações é um dos principais desafios

Outro ponto destacado pela analista é a dificuldade enfrentada pelas empresas para encontrar novos mercados em curto prazo.

Ao contrário das commodities, que costumam ser redirecionadas com maior facilidade, muitos produtos industrializados são desenvolvidos sob encomenda para atender especificações técnicas de clientes específicos. Essa característica reduz a possibilidade de substituir rapidamente o mercado norte-americano por outros compradores.

Segundo Lucinda Pinto, máquinas e equipamentos produzidos para atender linhas de produção específicas dificilmente encontram novos destinos de forma imediata.

Especialistas ainda apostam em mudanças na proposta

Apesar do avanço das discussões nos Estados Unidos, ainda há incertezas sobre o alcance da medida e sobre os objetivos do governo norte-americano.

Especialistas ouvidos pela analista acreditam que existe a possibilidade de a tarifa não ser aplicada integralmente ou de atingir apenas parte dos produtos inicialmente previstos, reduzindo os impactos para o setor exportador brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA pode afetar mais de 4 mil produtos brasileiros, alerta CNI

Mais de 4 mil produtos exportados pelo Brasil podem ser impactados caso os Estados Unidos confirmem a adoção de novas tarifas sobre mercadorias brasileiras. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calcula que cerca de 4,1 mil itens, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, poderão ser atingidos pelas medidas.

A audiência que discute a aplicação das novas tarifas começou nesta segunda-feira (6) e segue até terça-feira (7). A decisão final do governo norte-americano está prevista para o próximo dia 15 de julho.

Tarifas podem elevar taxação para 37,5%

De acordo com a CNI, a combinação das medidas propostas pode elevar a tributação adicional sobre produtos brasileiros para até 37,5%.

Há pouco mais de um mês, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta de tarifa extra de 25% para produtos brasileiros, com exceção daqueles enquadrados nas regras de segurança nacional.

Além disso, outra proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% após a conclusão de uma investigação sobre trabalho forçado em cerca de 90 países, incluindo o Brasil. Segundo o USTR, essas nações não adotariam ou aplicariam de forma eficaz restrições à importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

Caso as duas medidas sejam implementadas simultaneamente, a taxação adicional poderá atingir 37,5%.

Produtos industriais estão entre os mais expostos

Segundo o levantamento da CNI, o Brasil é o principal fornecedor dos Estados Unidos em 11 importantes produtos industriais, o que amplia os impactos potenciais das novas tarifas.

Entre os itens mais afetados estão:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Sebo não comestível;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Molduras de madeira de pinho;
  • Tabaco curado por fumaça ou processado;
  • Peptonas e derivados;
  • Compensado de pinus;
  • Granito monumental ou de construção;
  • Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira;
  • Hidróxido de alumínio.

CNI alerta para impactos na cadeia produtiva

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção das novas tarifas pode gerar prejuízos tanto para empresas brasileiras quanto para companhias norte-americanas.

Segundo ele, o aumento da tributação compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e afeta cadeias produtivas integradas, nas quais diversos insumos brasileiros são considerados estratégicos para a indústria dos Estados Unidos.

Audiência em Washington reúne representantes contrários à medida

A audiência pública realizada em Washington contará com a participação do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, que representará a CNI na sessão desta terça-feira (7).

Dos 80 inscritos para se manifestar durante o processo, 66 devem apresentar posicionamento contrário às novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 4,3% e somam US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a ampliação e diversificação dos mercados compradores, com avanço expressivo das vendas para a União Europeia, Japão e México.

A estratégia de redirecionamento dos embarques ajudou a minimizar os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, além das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a indústria catarinense demonstrou capacidade de adaptação diante dos desafios do comércio internacional.

“A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência e a agilidade da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos Estados Unidos”, afirmou.

União Europeia lidera crescimento das exportações

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 31,3% entre janeiro e junho, a União Europeia tornou-se o principal destino dos produtos catarinenses, com crescimento de 11,5%, impulsionado pelos efeitos do acordo entre Mercosul e o bloco europeu.

Além disso, outros mercados registraram expansão nas compras de produtos catarinenses, como Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).

Proteína animal impulsiona desempenho das exportações

O segmento de proteína animal foi o principal responsável pelo desempenho positivo da balança comercial catarinense.

As exportações de carne de aves atingiram US$ 1,13 bilhão no semestre, sustentadas pela demanda de países como China, México, Chile, Coreia do Sul e Japão.

Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 873,9 milhões, com destaque para o crescimento das exportações destinadas ao mercado japonês.

Apesar dos bons resultados no setor, segmentos tradicionais da indústria catarinense enfrentaram dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Setor madeireiro sofre forte impacto das tarifas dos EUA

As exportações catarinenses para os Estados Unidos totalizaram US$ 582,9 milhões no primeiro semestre, representando queda de 31,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Gilberto Seleme, o maior impacto foi sentido pela indústria de madeira, cujas vendas ao mercado norte-americano caíram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que parte dos produtos que sofreram tarifa adicional de 50% em 2025 começou a apresentar sinais de recuperação após o encerramento da cobrança, em março deste ano. No entanto, os itens enquadrados na Seção 232 seguem enfrentando dificuldades.

Segundo ele, essa restrição reduziu pela metade o volume exportado desses produtos — de 22 mil para 11,7 mil toneladas — afetando principalmente a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte de Santa Catarina.

Importações de Santa Catarina avançam 7,9%

No primeiro semestre de 2026, as importações de Santa Catarina chegaram a US$ 18,15 bilhões, crescimento de 7,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos importados estão o cobre em formas brutas, que movimentou US$ 819,5 milhões, alta de 24,6%, e os pneus, com US$ 496,5 milhões e expressivo avanço de 86,5%.

O setor automotivo também apresentou expansão. As compras de autopeças totalizaram US$ 533,1 milhões, aumento de 17,3%, enquanto as importações de automóveis de passageiros cresceram 22,6%, alcançando US$ 416,3 milhões entre janeiro e junho.

Perspectivas para o comércio exterior catarinense

A expectativa da FIESC é de que o Acordo União Europeia–Mercosul continue favorecendo as exportações catarinenses, ampliando oportunidades para os produtos fabricados no estado.

Por outro lado, a permanência das tensões comerciais com os Estados Unidos e a possibilidade de novas tarifas seguem no radar dos setores exportadores.

Na avaliação de Pablo Bittencourt, a continuidade do crescimento dependerá da capacidade de segmentos como o madeireiro e o moveleiro de ampliar sua presença em novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de parceiros comerciais tradicionais e diminuindo os impactos de oscilações externas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

EUA iniciam audiência sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros antes de decisão final

Representantes do setor produtivo brasileiro e autoridades dos Estados Unidos iniciam, nesta segunda-feira (6), uma audiência pública para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. O encontro representa a última etapa do processo antes da definição oficial das medidas, prevista para o próximo dia 15.

A audiência começa às 11h (horário de Brasília) e reúne empresas, entidades de classe, importadores e representantes da indústria dos dois países para apresentar argumentos técnicos sobre os impactos da nova política tarifária.

Investigação do USTR fundamenta proposta de novas tarifas

A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

Entre os fatores apontados pelo órgão estão supostos benefícios concedidos ao sistema de pagamentos Pix, acordos comerciais considerados preferenciais, questões relacionadas ao etanol, desmatamento, corrupção e combate à pirataria. Esses pontos serviram de base para a recomendação das novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Os debates acontecem na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington, e serão distribuídos em 14 painéis. Sete sessões estão programadas para esta segunda-feira e outras sete ocorrerão na terça-feira (7), sempre a partir das 11h (horário de Brasília).

Cada participante inscrito terá cinco minutos para apresentar um resumo executivo defendendo os interesses do setor que representa. Após as exposições, integrantes do USTR poderão realizar questionamentos, seguidos das respostas das entidades participantes.

O processo de preparação da audiência começou no mês passado. As inscrições para participação ficaram abertas até 22 de junho, enquanto o envio das manifestações técnicas por escrito foi encerrado em 1º de julho. Os documentos servirão como base para as apresentações durante os painéis.

Agronegócio e indústria lideram mobilização brasileira

A audiência é considerada pelo setor privado brasileiro como a principal oportunidade para tentar reduzir ou evitar a adoção das tarifas antes da decisão definitiva. Entre os participantes estão representantes do agronegócio, que deve concentrar boa parte das discussões devido à forte relação comercial com compradores norte-americanos.

Também confirmaram participação entidades da indústria, como a Sindifer, a Fiesp, a Abimaq e o Centrorochas, que pretendem apresentar argumentos sobre os possíveis impactos econômicos da medida para a cadeia produtiva e para o comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração Dado Ruvic – Reuters

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Internacional

USMCA: governo Trump muda estratégia e prevê negociações anuais do acordo comercial

O governo do presidente Donald Trump decidiu alterar a forma de revisão do USMCA, acordo comercial que reúne Estados Unidos, México e Canadá. Em vez de seguir o modelo de renovação automática previsto no tratado, a Casa Branca pretende adotar negociações anuais, aumentando a pressão sobre seus principais parceiros comerciais.

O anúncio foi feito pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e indica uma mudança na política comercial americana. Embora o acordo permaneça em vigor, a nova estratégia amplia a incerteza para empresas que dependem das cadeias produtivas integradas da América do Norte.

Nova política amplia poder de negociação dos Estados Unidos

O USMCA entrou em vigor em 2020 para substituir o antigo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), após uma renegociação conduzida por Donald Trump durante seu primeiro mandato.

Na ocasião, o presidente classificou o tratado como um dos mais importantes já firmados pelos Estados Unidos. Agora, a administração americana pretende utilizar as revisões periódicas como instrumento permanente para renegociar regras comerciais e buscar novas concessões de México e Canadá.

Na prática, temas como tarifas, regras de origem, cadeias de suprimentos e exigências de conteúdo regional poderão ser discutidos todos os anos, afetando setores estratégicos como a indústria automobilística, agricultura e energia.

Empresas podem adiar investimentos

A mudança reduz a previsibilidade para empresas que organizaram sua produção de forma integrada entre os três países.

Especialistas avaliam que a possibilidade de alterações frequentes nas regras comerciais pode levar companhias a postergar investimentos até que haja maior clareza sobre tarifas, exigências regulatórias e acesso aos mercados.

A estabilidade proporcionada pelo tratado vinha sendo considerada um dos principais fatores para estimular novos projetos industriais na região.

Bloco comercial movimenta mais de US$ 1,6 trilhão

O impacto da decisão alcança um dos maiores blocos econômicos do mundo.

Juntos, Estados Unidos, México e Canadá respondem por cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) global. Em 2024, o comércio entre os três países superou US$ 1,6 trilhão, crescimento significativo em relação aos aproximadamente US$ 1 trilhão registrados em 2020.

A integração econômica consolidou cadeias produtivas compartilhadas, nas quais um mesmo produto é fabricado em diferentes etapas nos três países. Um veículo produzido nos Estados Unidos, por exemplo, pode utilizar motores fabricados no México e componentes eletrônicos desenvolvidos no Canadá.

Casa Branca endurece postura com parceiros comerciais

A adoção de negociações anuais reforça uma característica recorrente da política comercial de Donald Trump: utilizar possíveis mudanças tarifárias como ferramenta de negociação.

Segundo o governo americano, o atual formato do USMCA limita a capacidade dos Estados Unidos de aplicar tarifas e não foi suficiente para reduzir os déficits comerciais com seus vizinhos.

Enquanto mantém diálogo com o governo mexicano, Washington passou a adotar uma postura mais rígida em relação ao Canadá. Trump tem criticado a estratégia do primeiro-ministro Mark Carney de ampliar relações comerciais com outros mercados e reduzir a dependência da economia americana.

Neste ano, o presidente norte-americano chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% sobre produtos canadenses caso Ottawa aprofundasse sua cooperação econômica com a China.

China ganha protagonismo nas negociações

Embora o tratado envolva apenas os três países norte-americanos, a China tornou-se um dos principais fatores que influenciam as discussões.

O crescimento dos investimentos chineses na região e a expansão de montadoras do país aumentaram as preocupações de Washington com o chamado transshipment, prática em que componentes produzidos na China entram nos Estados Unidos por meio de terceiros países para contornar restrições comerciais.

Diante desse cenário, o governo americano pretende endurecer as regras de origem dos veículos e ampliar a exigência de componentes fabricados na própria América do Norte.

Além disso, a Casa Branca busca maior alinhamento de México e Canadá em relação aos investimentos chineses considerados estratégicos para a segurança nacional.

Setor privado demonstra preocupação

Representantes da iniciativa privada receberam a mudança com cautela.

Entidades empresariais como a Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Business Roundtable defendem a preservação do acordo e alertam que alterações frequentes nas regras podem reduzir a confiança dos investidores.

A preocupação é que empresas deixem de anunciar novos projetos enquanto aguardam definições sobre o futuro das relações comerciais entre os três países.

Em maio, associações ligadas à indústria automobilística solicitaram ao governo americano a manutenção do tratado. No mês seguinte, dezenas de representantes do setor estiveram no Capitólio defendendo uma revisão rápida e previsível do acordo.

O que muda para o futuro do USMCA

Apesar da nova estratégia anunciada pela Casa Branca, o USMCA continua em vigor.

Pelas regras atuais, Estados Unidos, México e Canadá têm até 2036 para alcançar um entendimento durante o processo de revisão previsto pelo tratado. Caso não haja consenso até esse prazo, o acordo poderá perder sua validade.

Com a decisão do governo Trump, no entanto, o cenário passa a ser de negociações contínuas. A estratégia sinaliza que Washington pretende utilizar o acesso ao mercado americano como instrumento permanente de negociação, tanto nas relações com seus vizinhos quanto na disputa econômica global envolvendo a China.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: KENT NISHIMURA/AFP

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