Exportação

Exportação de café brasileiro cresce 3,1% em volume, mas receita recua 7,1% em setembro

As exportações brasileiras de café alcançaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro de 2026, um avanço de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação do volume exportado está relacionada à retomada dos embarques para os Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas aplicadas ao café brasileiro.

Ferreira explicou que, em novembro de 2025, os norte-americanos retiraram as tarifas sobre a maior parte do café importado do Brasil. No entanto, o café solúvel brasileiro permaneceu sujeito à taxação até julho de 2026.

Exportações de café acumulam US$ 10,1 bilhões em 2026

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, resultado praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com recuo de 0,2%.

No período, a receita cambial somou US$ 10,113 bilhões, queda de 8,6% na comparação anual.

De acordo com o presidente do Cecafé, a chegada de novos cafés disponíveis para exportação, observada desde agosto, tem contribuído para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa da entidade é de que o ritmo das vendas externas avance nos próximos meses e possa superar, até o fim de 2026, o desempenho registrado no ano passado.

Café arábica lidera os embarques brasileiros

O café arábica permaneceu como a principal variedade exportada pelo Brasil nos nove primeiros meses de 2026. Foram embarcadas 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total. Apesar da liderança, o volume apresentou retração de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações de café conilon e robusta alcançaram 5,162 milhões de sacas, correspondentes a 17,7% dos embarques. O resultado representa crescimento de 68,3% na comparação anual.

O segmento de café solúvel registrou exportações de 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Por sua vez, os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53,412 mil sacas, representando aproximadamente 0,2% das vendas externas brasileiras.

Estados Unidos voltam à liderança entre os destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos reassumiram a posição de principal destino do café brasileiro entre janeiro e setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

No período, o mercado norte-americano comprou 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025. Ainda assim, o país respondeu por 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no acumulado do ano.

A Alemanha ocupou a segunda posição, com a aquisição de 3,307 milhões de sacas, equivalente a 11,4% do total. O resultado representa uma queda de 11,4% na comparação anual.

Na sequência, aparecem Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos distintos no período.

Confira os principais compradores de café do Brasil

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, queda de 12,8%.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4%.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, crescimento de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

Os números mostram que, embora o volume das exportações brasileiras de café tenha apresentado crescimento em setembro, a receita acumulada no ano segue abaixo da registrada em 2025. Ao mesmo tempo, a recuperação dos embarques para os Estados Unidos e o avanço das vendas de conilon e robusta indicam mudanças no desempenho dos mercados compradores e na composição das exportações do setor.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Exportação

RS bate recorde histórico de exportações em setembro e China lidera destinos

O Rio Grande do Sul registrou recorde histórico de exportações em setembro, com vendas externas de US$ 2,5 bilhões. O resultado representa o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 1997, e supera em 0,7% o recorde anterior, alcançado em agosto de 2021.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e mostram o desempenho positivo do comércio exterior gaúcho, mesmo diante das turbulências no cenário internacional.

Soja, celulose e transformadores impulsionam exportações gaúchas

O avanço das vendas internacionais foi impulsionado principalmente pela soja, celulose e transformadores elétricos. Entre os destaques está a soja, um dos principais produtos do agronegócio do Estado e uma mercadoria estratégica nas relações comerciais com a China.

Principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, o país asiático ampliou as compras de soja gaúcha em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 23,2%, após um período de desempenho menos favorável ao longo de 2026.

Para o professor Marcos Lélis, da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos, a recuperação das compras chinesas pode ter compensado parte dos resultados mais fracos registrados anteriormente.

“É possível que tenha compensado o ano todo e qualquer movimento deles estoura o total da exportação gaúcha”, avalia o especialista.

União Europeia amplia compras de produtos do Estado

A União Europeia também registrou, em setembro, o maior valor de compras de produtos gaúchos para o mês. Entre os itens que contribuíram para o resultado estão o farelo de soja e outros derivados do grão.

O desempenho ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos, após o acordo entre Mercosul e União Europeia mencionado no levantamento.

Exportações para os Estados Unidos quase dobram

Mesmo diante das tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, os Estados Unidos também se destacaram como destino das exportações gaúchas.

Em comparação com setembro do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano quase dobraram. A base de comparação, porém, foi influenciada pelo início da política tarifária de Trump naquele período.

Os Estados Unidos são compradores de transformadores produzidos no Rio Grande do Sul, um dos segmentos que ajudaram a impulsionar o resultado recorde do comércio exterior estadual.

Comércio exterior gaúcho alcança melhor resultado mensal da série histórica

O recorde de setembro evidencia a importância das exportações do agronegócio e da indústria para a economia do Rio Grande do Sul. A retomada das compras chinesas, o desempenho da União Europeia e o avanço das vendas aos Estados Unidos contribuíram para levar os embarques ao maior patamar mensal já registrado.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Valiente / Agencia RBS

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Agronegócio

Brasil amplia produção de sorgo e ganha espaço no mercado chinês, pressionando liderança dos EUA

O Brasil está ampliando sua participação no mercado global de sorgo e começa a disputar espaço com os Estados Unidos em um segmento estratégico para o comércio internacional de grãos. Com o aumento da produção nacional e a abertura do mercado chinês, o país fortalece sua posição entre os principais produtores e exportadores da cultura.

O avanço ocorre em um cenário de incertezas comerciais para os agricultores norte-americanos, que enfrentam oscilações na demanda chinesa e uma redução prevista na produção do cereal. Depois de conquistar posições de destaque em culturas como soja e algodão, além de ampliar sua presença no mercado de carne bovina, o Brasil passa a representar um concorrente cada vez mais relevante também no sorgo.

Tim Lust, diretor executivo da Associação Nacional de Produtores de Sorgo dos Estados Unidos, reconhece a velocidade desse crescimento. Segundo ele, a produção brasileira vem avançando rapidamente e reduzindo a distância em relação à norte-americana.

Além do Brasil, os produtores dos Estados Unidos enfrentam a concorrência da Austrália e da Argentina, que ocupam posições importantes entre os exportadores mundiais do grão.

China se torna peça-chave na disputa pelo mercado de sorgo

A China é um dos principais destinos do sorgo comercializado internacionalmente. O cereal é utilizado tanto na alimentação de suínos quanto na fabricação do baijiu, bebida alcoólica tradicional chinesa.

Historicamente, o mercado chinês teve grande importância para os produtores norte-americanos. As exportações dos Estados Unidos para o país asiático já superaram US$ 2 bilhões há mais de uma década. Entretanto, as relações comerciais entre as duas potências e as mudanças na demanda provocaram fortes oscilações nas compras.

Em 2019, durante a primeira guerra comercial entre os governos de Donald Trump e da China, as exportações norte-americanas de sorgo recuaram para aproximadamente US$ 186 milhões. Em 2025, o valor caiu ainda mais, chegando a US$ 86 milhões.

A demanda chinesa por importações continua enfraquecida diante da ampla disponibilidade de grãos no mercado doméstico. Esse cenário dificulta o planejamento dos agricultores dos Estados Unidos, que dependem de previsibilidade comercial para decidir quais culturas plantar.

Produtores dos EUA reduzem área e enfrentam queda na produção

A instabilidade das exportações tem levado parte dos agricultores norte-americanos a substituir o sorgo por culturas com maior potencial de retorno e mercados consumidores mais diversificados, como milho e soja.

Em estados como Nebraska, essa mudança já ocorre nas áreas de cultivo. Além disso, a produção de sorgo dos Estados Unidos deve diminuir 33% na safra atual em relação à anterior, segundo as estimativas citadas no levantamento. A redução da área plantada e os efeitos da seca nas Planícies do Sul estão entre os fatores que pressionam o resultado.

Diante das dificuldades, representantes do setor defendem a ampliação dos acordos comerciais. Lust enviou uma carta a Trump no mês passado solicitando que o governo buscasse compromissos para a compra anual de 5 milhões a 7 milhões de toneladas de sorgo norte-americano pela China.

Listas divulgadas pelos dois países após uma reunião entre Trump e Xi Jinping, realizada em setembro, também indicaram a previsão de redução de tarifas chinesas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo sorgo, trigo e milho.

Agricultores buscam alternativas ao mercado internacional

Enquanto parte dos produtores norte-americanos tenta recuperar o acesso à China, outros procuram reduzir a exposição às oscilações do comércio exterior.

Brad Dusenbery, agricultor de Nebraska, cultiva cerca de 700 acres e está construindo um pequeno moinho em Beatrice, no sudeste do estado. O projeto prevê a fabricação de farinha de sorgo para diferentes aplicações alimentícias, incluindo biscoitos e pães para hambúrgueres.

O produtor também está migrando para métodos de cultivo orgânico e pretende priorizar o mercado interno, em vez de depender das exportações.

A estratégia reflete a preocupação com a falta de estabilidade nas relações comerciais e a busca por alternativas que permitam agregar valor ao cereal dentro do próprio país.

Brasil amplia cultivo de sorgo na segunda safra

No Brasil, o movimento é de expansão. O sorgo vem conquistando espaço como alternativa de segunda safra, cultivada após a colheita da soja. A cultura apresenta boa adaptação a diferentes condições de clima e solo, característica que favorece sua utilização em diversas regiões agrícolas.

Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no ano passado, destacou a ampla adaptação do cereal às condições brasileiras.

Outro fator que impulsiona o setor é a demanda da indústria de biocombustíveis. Grandes fabricantes de etanol, como a Inpasa, ampliaram sua capacidade industrial com unidades preparadas para processar tanto milho quanto sorgo.

Essa combinação de condições agronômicas favoráveis, demanda industrial e oportunidades de exportação contribui para o crescimento da cultura no país.

Produção brasileira pode atingir 10 milhões de toneladas até 2031

A produção de sorgo no Brasil mais que dobrou nos últimos quatro anos, e as perspectivas indicam continuidade desse avanço.

Estimativa do Rabobank aponta que o país poderá alcançar uma produção de 10 milhões de toneladas até 2031. O volume representa um crescimento expressivo em relação às aproximadamente 6 milhões de toneladas registradas na última safra mencionada.

Para Frederico Botelho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o ritmo de expansão abre a possibilidade de o Brasil superar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial na produção do cereal nos próximos anos.

A evolução dependerá da continuidade dos investimentos, da expansão da área cultivada, da demanda industrial e da consolidação de novos mercados consumidores.

Primeiro embarque para a China abre nova oportunidade para o Brasil

A expansão da produção brasileira ganhou um impulso importante com a abertura do mercado chinês. Em agosto, a Cofco, empresa estatal chinesa de comercialização de grãos, embarcou a primeira carga de sorgo brasileiro com destino à China.

A operação marcou o início de uma nova etapa para o setor e reforçou as expectativas de crescimento das exportações nacionais.

Dados compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicavam a previsão de embarques de até 2,4 milhões de toneladas de sorgo a partir dos portos brasileiros até o fim de outubro daquele ano, principalmente para o mercado chinês. Em 2025, não haviam sido registrados embarques significativos, segundo as informações apresentadas.

A abertura comercial cria uma alternativa adicional para o escoamento da produção e pode estimular novos investimentos na cadeia produtiva.

Diversificação de fornecedores favorece o sorgo brasileiro

A estratégia chinesa de diversificar suas fontes de abastecimento pode beneficiar diretamente o Brasil. Ao evitar a dependência de um único fornecedor, o país asiático abre espaço para ampliar as compras de outros produtores internacionais.

Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom, empresa mineira de armazenamento e comercialização de grãos, avalia que essa política favorece a consolidação do mercado brasileiro de sorgo.

Com o crescimento da oferta nacional, o avanço da indústria de etanol e a abertura de novos destinos comerciais, o Brasil reúne condições para ampliar sua participação no comércio internacional do cereal.

O desafio será transformar o aumento da produção em presença duradoura no mercado externo, em um ambiente marcado pela concorrência internacional e pelas mudanças nas relações comerciais.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edwin Remsberg/VWPics/AP

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações brasileiras de café em 2026

O Porto de Santos foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de café entre janeiro e setembro de 2026, consolidando sua liderança na logística do setor cafeeiro. No período, o complexo portuário embarcou 20,573 milhões de sacas de 60 quilos, o equivalente a 70,7% de todo o café enviado pelo Brasil ao mercado internacional.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também aponta mudanças no desempenho das exportações, na receita obtida pelo setor e nos principais destinos do produto nacional.

Portos do Rio de Janeiro e Paranaguá aparecem na sequência

Depois de Santos, o Porto do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os principais pontos de saída do café brasileiro. De janeiro a setembro, o terminal respondeu por 25,2% dos embarques, com 7,335 milhões de sacas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, aparece em terceiro lugar, com 312.128 sacas exportadas, correspondentes a 1,1% do volume nacional.

A concentração das operações em Santos reforça a importância da infraestrutura portuária paulista para o escoamento da produção cafeeira e para o atendimento da demanda internacional.

Exportações de café crescem em setembro, mas receita recua

Em setembro de 2026, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café, volume 3,1% superior às 3,778 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento na quantidade embarcada, o faturamento com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação das exportações no mês está diretamente relacionada à retomada das compras dos Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas comerciais aplicadas ao café brasileiro.

O governo norte-americano havia retirado, em novembro de 2025, a taxação sobre a maior parte do café verde brasileiro. O café solúvel, entretanto, continuou sujeito à tarifa até julho de 2026.

Ferreira destacou a atuação conjunta do Cecafé, de outras entidades do setor, da National Coffee Association (NCA) e do governo brasileiro para preservar a isenção do café verde e incluir o produto solúvel nas listas de exceção tarifária.

Compras dos Estados Unidos avançam 86,4% em setembro

Com maior clareza nas regras comerciais, os Estados Unidos ampliaram significativamente as aquisições de café brasileiro.

Em setembro, o mercado norte-americano importou 625.192 sacas, alta de 86,4% na comparação com as 335.339 sacas compradas no mesmo período do ano anterior.

A recuperação contribuiu para recolocar os Estados Unidos na liderança entre os destinos do café nacional no acumulado de 2026, superando a Alemanha.

O desempenho também ajudou a compensar as dificuldades enfrentadas no início da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional.

Embarques aumentam 15,5% no primeiro trimestre da safra 2026/27

O resultado de setembro impulsionou o desempenho das exportações no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

Nesse intervalo, o Brasil embarcou 11,21 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em relação às 9,707 milhões de sacas exportadas no mesmo trimestre de 2025.

A receita cambial do período também apresentou avanço, embora mais moderado, de 0,8%, alcançando US$ 3,561 bilhões.

De acordo com o cenário apresentado pelo Cecafé, os embarques da nova safra enfrentaram atrasos iniciais provocados pelas chuvas durante a colheita, especialmente em julho. A partir de agosto, porém, o ritmo das exportações começou a se normalizar.

A expectativa da entidade é que o volume exportado ao longo de 2026 supere o resultado do ano anterior, impulsionado pela recuperação dos embarques e pela entrada de novos lotes no mercado externo.

Volume exportado permanece estável no acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 29,095 milhões de sacas, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, com variação negativa de apenas 0,2%.

O faturamento, por outro lado, apresentou retração mais expressiva. A receita cambial caiu de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões, recuo de 8,6%.

A diferença entre o desempenho do volume e o da receita está associada principalmente à redução das cotações internacionais do café. Outros fatores incluem problemas de qualidade nos primeiros lotes de café arábica, afetados pelas chuvas, e uma participação maior dos cafés canéforas, como conilon e robusta, na composição das exportações.

Como essas variedades apresentam preço médio inferior ao do arábica, a mudança no perfil dos embarques também contribuiu para diminuir o valor obtido por saca exportada.

Estados Unidos retomam liderança entre os compradores de café brasileiro

No acumulado de janeiro a setembro, os Estados Unidos voltaram a ocupar o primeiro lugar entre os principais destinos do café brasileiro.

Confira os cinco maiores mercados compradores no período:

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, equivalentes a 13,1% das exportações nacionais. Apesar da liderança, o volume caiu 12,8% em relação a 2025.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, representando 11,4% do total exportado.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, com crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, avanço de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

A recuperação das compras norte-americanas nos últimos meses foi decisiva para a mudança no ranking dos principais destinos. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações para países europeus, especialmente Bélgica e Itália, demonstra a importância da diversificação dos mercados consumidores.

Porto de Santos mantém papel estratégico para o café brasileiro

Com 20,573 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano, o Porto de Santos permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café.

A liderança do terminal ocorre em um cenário de recuperação gradual dos embarques, mudanças na demanda internacional e redução da receita cambial em comparação com 2025.

Os próximos meses serão importantes para avaliar se a normalização do fluxo da nova safra e a retomada das compras dos Estados Unidos permitirão ao Brasil ampliar o volume exportado até o encerramento de 2026.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Comércio Exterior

Balança comercial: governo reduz previsão de superávit do Brasil em 2026 para US$ 84,4 bilhões

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para baixo a estimativa para o desempenho da balança comercial brasileira em 2026. A projeção atual aponta para um superávit de US$ 84,4 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 420,3 bilhões.

Em julho, a expectativa do governo era de um saldo positivo de US$ 90 bilhões. Mesmo com a redução, o resultado projetado ainda representa uma alta de aproximadamente 24% em relação ao superávit registrado em 2025, de US$ 68,1 bilhões.

Queda do petróleo reduz projeção para o comércio exterior

A revisão está relacionada principalmente ao comportamento dos preços do petróleo. O barril chegou a disparar para US$ 138 em abril, após a entrada dos Estados Unidos em conflito com o Irã, mas perdeu valor posteriormente.

A oscilação da commodity afeta tanto as exportações quanto as importações brasileiras. O país está entre os grandes vendedores de petróleo bruto, mas também depende da compra de derivados no mercado internacional.

Com isso, a estimativa para as exportações brasileiras em 2026 caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. Apesar do corte, o valor projetado ainda representa crescimento de 9,8% sobre o resultado de 2025.

Para as importações, a previsão passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões, alta de 6,4% em relação ao ano anterior.

Na comparação entre as duas revisões, a expectativa de vendas externas perdeu US$ 11,9 bilhões, enquanto a previsão para as compras externas foi reduzida em US$ 6,3 bilhões. A diferença explica a redução da estimativa para o saldo comercial.

Governo já revisou previsão duas vezes em 2026

Esta é a segunda alteração feita pelo Mdic na estimativa para o ano. A projeção inicial apontava para um superávit de US$ 72,1 bilhões, número que subiu para US$ 90 bilhões em julho.

Para alcançar o novo resultado de US$ 84,4 bilhões, o Brasil precisará registrar um saldo positivo próximo de US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, segundo cálculos baseados nos dados divulgados pelo ministério.

O montante é praticamente igual ao registrado no último trimestre de 2025, quando o superávit comercial chegou a US$ 21,8 bilhões.

Superávit de setembro cresce 146,4%

O desempenho mais recente da balança comercial também contribuiu para o cenário positivo. Em setembro, o Brasil registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, avanço de 146,4% sobre os US$ 3,14 bilhões contabilizados no mesmo mês de 2025.

Foi o melhor resultado mensal desde junho, quando o saldo positivo alcançou US$ 9 bilhões.

As exportações brasileiras somaram US$ 34,42 bilhões em setembro, crescimento de 12,9% na comparação anual. Já as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio — resultado da soma das exportações e importações — alcançou US$ 61,1 bilhões, alta de 5,6%.

Petróleo impulsiona exportações

O avanço das vendas externas em setembro ocorreu principalmente devido à valorização dos produtos exportados. Em média, os preços aumentaram 9,9%, enquanto o volume embarcado cresceu 2,3%.

O mês teve 21 dias úteis, um a menos que setembro de 2025. Considerando a média diária, as exportações apresentaram crescimento de 18,3%.

O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pelo desempenho das vendas externas.

Europa amplia compras de produtos brasileiros

Entre os principais destinos das exportações, a Europa registrou o maior crescimento. As vendas brasileiras para o continente avançaram 51,9% em setembro, chegando a US$ 8,3 bilhões.

As exportações de petróleo bruto para a região tiveram alta ainda mais expressiva, de 143,8%.

Para os Estados Unidos, as vendas cresceram 31,9% no mês, alcançando US$ 3,5 bilhões. Apesar do avanço registrado em setembro, o acumulado do ano ainda apresenta queda de 6,5% nas exportações brasileiras para o mercado americano.

Já as vendas para a China recuaram 7,6% em setembro, para US$ 7,9 bilhões. Na Argentina, a retração foi de 25,2%.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Internacional

Brasil e EUA criam grupo de trabalho para negociar tarifas sobre produtos brasileiros

Brasil e Estados Unidos decidiram estabelecer um grupo de trabalho exclusivo para tratar das tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras e de outros assuntos relacionados à relação comercial entre os dois países.

O entendimento foi anunciado nesta quarta-feira (30), após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

A reunião aconteceu durante o encontro de ministros do Comércio do G20, que reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana.

Grupo vai discutir tarifas e barreiras comerciais

De acordo com o MDIC, os Estados Unidos devem apresentar nas próximas semanas um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá indicar os temas que serão tratados pelo novo grupo, incluindo questões tarifárias e não tarifárias que afetam o comércio bilateral.

A criação do mecanismo estabelece um canal específico para discutir os principais obstáculos ao comércio entre Brasil e EUA e buscar alternativas para avançar em um possível entendimento entre os governos.

Em comunicado, o governo brasileiro afirmou que os ministros reforçaram a disposição de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de defender os interesses do Brasil e ampliar as oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

Segundo o governo brasileiro, a reunião teve caráter construtivo. As duas partes reconheceram a necessidade de superar os entraves existentes e demonstraram disposição para continuar trabalhando em busca de um acordo.

Tarifas dos Estados Unidos estão no centro das negociações

A criação do grupo ocorre enquanto permanecem em vigor sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Em julho, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, aplicada com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.

Também foi estabelecida uma sobretaxa adicional de 10% ou 12,5% para produtos importados de países enquadrados pelos Estados Unidos em sua política relacionada ao trabalho forçado.

Segundo o MDIC, as duas medidas anunciadas em julho atingem parte das exportações brasileiras.

As tarifas comerciais estão entre os principais assuntos tratados pelos dois governos, mas a agenda de negociação também inclui barreiras e outras questões não tarifárias que afetam o fluxo de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos.

Lula e Trump já haviam retomado diálogo comercial

A nova etapa das negociações dá sequência aos contatos iniciados entre os dois governos nas últimas semanas.

Em 21 de agosto, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone. Depois da ligação, representantes brasileiros e norte-americanos retomaram as tratativas sobre a relação comercial.

Dez dias depois, ministros e equipes técnicas dos dois países participaram de uma reunião virtual para discutir os próximos passos.

O encontro realizado em Milwaukee representa a primeira etapa presencial dessa nova fase do diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Documento dos EUA deve definir próximos passos

Agora, a expectativa é pelo envio do documento norte-americano que deverá estabelecer o escopo das negociações.

Com base na proposta, o novo grupo de trabalho deverá analisar tarifas, barreiras não tarifárias e outros temas do comércio bilateral, além de avaliar possíveis caminhos para um entendimento entre os dois países.

A reunião ocorre paralelamente ao encontro ministerial do G20 sobre comércio, realizado em Milwaukee nos dias 30 de setembro e 1º de outubro. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, é o anfitrião do evento.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Internacional

Nova mina nos EUA pode reduzir demanda por pelotas de minério de ferro do Brasil

Um novo projeto de mineração e siderurgia nos Estados Unidos pode diminuir a dependência americana das pelotas de minério de ferro brasileiras. Anunciado pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (28), na Casa Branca, o empreendimento prevê a construção de uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, que será abastecida por minério produzido em uma nova mina em Minnesota.

A empresa Mesabi Metallics já destinou US$ 2,5 bilhões ao projeto da mina. Somados, os investimentos chegam a US$ 17,5 bilhões.

Projeto pretende substituir matéria-prima importada

Ao explicar a integração entre a mina e a futura siderúrgica, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, destacou a dependência do país em relação às importações brasileiras.

Segundo Lutnick, os Estados Unidos recorrem principalmente ao Brasil para adquirir as pelotas de minério de ferro, utilizadas como matéria-prima na produção de aço.

A proposta da Mesabi Metallics é utilizar na siderúrgica de Iowa as pelotas produzidas a partir do minério extraído e processado em Minnesota. Dessa forma, a cadeia produtiva passaria a contar com uma fonte doméstica de matéria-prima.

Tarifas sobre aço são citadas como incentivo

Lutnick relacionou os investimentos às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço importado, previstas na Seção 232 da legislação comercial americana.

Na avaliação do secretário, as medidas tarifárias foram determinantes para viabilizar tanto a mina quanto a nova siderúrgica.

As tarifas sobre o aço importado, entretanto, não incidem automaticamente sobre as pelotas de minério de ferro, já que o produto é utilizado como insumo na fabricação do aço.

O governo americano defende que a produção doméstica avance para reduzir a necessidade de matérias-primas provenientes de outros países. Segundo Lutnick, a intenção é ampliar a fabricação nos Estados Unidos, inclusive buscando custos competitivos em relação ao aço produzido internamente e ao aço importado da China.

EUA são mercado relevante para pelotas brasileiras

A possível expansão da produção americana ocorre em um mercado que já representa uma parcela importante das exportações brasileiras de pelotas.

Entre janeiro e agosto de 2026, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das pelotas de minério de ferro do Brasil, atrás de Egito e Coreia do Sul.

Nesse período, as vendas brasileiras para o mercado americano alcançaram US$ 252,3 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Brasil liderou vendas aos EUA em 2025

O mercado americano teve participação ainda maior nas exportações brasileiras em 2025. Naquele ano, os Estados Unidos chegaram a ocupar a primeira posição entre os destinos das pelotas brasileiras.

Somente no segundo trimestre de 2025, os americanos compraram US$ 119,16 milhões do produto, o equivalente a 17,8% das exportações brasileiras de pelotas no período, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de pelotas de minério de ferro para os Estados Unidos totalizaram US$ 298,6 milhões.

A entrada em operação de uma cadeia integrada de mineração e siderurgia nos Estados Unidos, portanto, poderá alterar o espaço ocupado pelo Brasil nesse mercado, caso a produção de Minnesota passe a atender parte relevante da demanda americana por matéria-prima.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Investimento

WEG investe R$ 840 milhões em geradores para atender demanda de data centers nos EUA

A WEG anunciou na segunda-feira (28) um investimento de US$ 165 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a capacidade de produção de geradores de energia na América do Norte. A expansão busca acompanhar o avanço da demanda por equipamentos destinados a aplicações críticas, especialmente nos data centers dos Estados Unidos.

Com o novo plano, a empresa estima elevar em cinco vezes sua capacidade global de fabricação de geradores, passando de aproximadamente 10 para 50 unidades por dia. O cálculo considera as fábricas da companhia no México, Estados Unidos, Brasil e China.

WEG amplia produção de geradores no México

A primeira fase do projeto terá investimento de US$ 24 milhões. Os recursos serão destinados à compra e adaptação de um imóvel industrial vizinho ao atual complexo da WEG em Atotonilco de Tula, no México.

A nova instalação será voltada à montagem de geradores e deve iniciar as operações no segundo trimestre de 2027.

A WEG já possui outras unidades industriais no país. Em Atotonilco de Tula, a companhia também mantém operações ligadas a fundição e revestimentos. Já a fábrica de Huehuetoca produz motores de baixa e média tensão, geradores, painéis, transformadores e subestações.

Em Monterrey, a empresa opera a estrutura incorporada após a aquisição da Marathon, que fabrica motores e geradores e mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Na segunda etapa do plano, serão aplicados os US$ 141 milhões restantes na construção de duas novas instalações industriais em uma localização ainda não divulgada na América do Norte.

A estrutura deverá contar com produção verticalizada, reunindo etapas como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças. A previsão da WEG é concluir essa fase até 2030.

Demanda por data centers impulsiona infraestrutura elétrica

A expansão acontece em meio ao crescimento da necessidade de infraestrutura de energia nos Estados Unidos, impulsionada, entre outros fatores, pela construção e ampliação de data centers.

A exposição da WEG ao setor vai além dos geradores. De acordo com relatório do BTG Pactual, cerca de 20% da receita de transmissão e distribuição (T&D) da empresa nos Estados Unidos já está associada a clientes de data centers, segundo informações fornecidas pela própria companhia.

Os sistemas de geração de energia de emergência são fundamentais para esses empreendimentos, que precisam manter suas operações mesmo diante de interrupções no fornecimento da rede elétrica.

A WEG atende esse mercado por meio de suas próprias operações e da Marathon Electric. Segundo o BTG, as duas marcas, juntas, representam cerca de 10% do mercado mundial de alternadores e grupos geradores.

A empresa também fornece outros equipamentos empregados na infraestrutura dos data centers, incluindo sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), motores industriais e inversores de frequência utilizados em sistemas de refrigeração.

Expansão inclui produção de transformadores

O movimento ocorre paralelamente ao aumento da capacidade de fabricação de transformadores, equipamentos essenciais para a infraestrutura elétrica dos data centers.

A WEG mantém projetos de expansão nos Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil. No mercado americano, a companhia destinou US$ 77 milhões para uma nova unidade de transformadores especiais, com conclusão estimada entre 2027 e 2028.

No México, outra fábrica deve entrar em operação no fim de 2026 ou no começo de 2027. Considerados em conjunto, os projetos devem aproximadamente dobrar a capacidade de produção de transformadores da WEG em relação ao nível registrado no fim de 2023.

Segundo o BTG Pactual, o impacto dessa capacidade adicional sobre os resultados deve ocorrer de maneira gradual, conforme as novas instalações entrarem em funcionamento. A utilização integral da estrutura ampliada é esperada somente no fim de 2027.

WEG adapta produção às tarifas dos EUA

A estratégia de expansão também está relacionada às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

Segundo o BTG, aproximadamente 41% do fornecimento associado às vendas da WEG no mercado americano tem origem no México. Outros 33% são provenientes da produção doméstica nos Estados Unidos, enquanto o Brasil responde por uma fatia entre 20% e 21%.

A companhia vem ajustando sua cadeia produtiva para o mercado americano, utilizando mudanças na origem da fabricação e reajustes de preços para compensar parte dos impactos provocados pelas tarifas.

O tema deve ser abordado no WEG Day, evento anual da companhia programado para sexta-feira (2), em Jaraguá do Sul (SC). Entre os assuntos esperados estão a expansão da produção de transformadores, a participação no mercado de data centers, os efeitos das tarifas americanas e os próximos passos da estratégia de crescimento.

O que acompanhar nos investimentos da WEG

Apesar do avanço da demanda por equipamentos elétricos, a expansão da capacidade produtiva também cria pontos de atenção para a companhia.

Um deles é o possível aumento da oferta nos próximos anos. A WEG e outros fabricantes estão investindo em novas fábricas para acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade, transformadores e equipamentos destinados aos data centers.

Na avaliação do BTG Pactual, a entrada simultânea de novas unidades em 2027 e 2028 pode ampliar a oferta e provocar pressão sobre os preços em determinados segmentos. O risco tende a ser maior em produtos nos quais novos concorrentes conseguem aumentar a capacidade produtiva com maior facilidade.

As tarifas americanas também permanecem entre os fatores a serem monitorados. Embora a WEG esteja compensando parte dos custos com reajustes e alterações na origem da produção, eventuais mudanças na política tarifária ou na capacidade de repassar custos aos clientes podem afetar as margens da empresa.

Outro fator é o intervalo entre os investimentos e a geração de receita. Uma parcela significativa da nova capacidade de produção de geradores e transformadores só estará disponível nos próximos anos, enquanto os desembolsos começam antes da entrada completa das novas estruturas em operação.

Por fim, o ritmo de expansão dos data centers será importante para determinar a velocidade de absorção da capacidade adicional da WEG. A companhia possui diferentes linhas de produtos ligadas ao setor, mas o crescimento desses projetos nos Estados Unidos deverá influenciar diretamente a demanda por parte dessa nova estrutura produtiva.

A WEG encerrou 2025 com receita líquida de R$ 40,8 bilhões. A empresa possui unidades industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 mercados e mais de 49 mil funcionários. No ano passado, aproximadamente 59% da receita veio de vendas realizadas fora do Brasil.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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