Comércio Internacional

Medicamentos genéricos importados seguirão sem tarifas nos EUA até 2028, anuncia Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os medicamentos genéricos importados continuarão isentos de tarifas de importação a partir de 1º de agosto de 2026. Segundo o republicano, a isenção será mantida por um período de dois anos como parte da política comercial voltada ao setor farmacêutico.

Em publicação na rede social X, Trump informou que, após esse prazo, haverá uma mudança gradual na tributação. A tarifa passará para 100% durante o terceiro ano e, posteriormente, será elevada para 200% de forma permanente.

Medida busca ampliar produção farmacêutica nos Estados Unidos

De acordo com o presidente norte-americano, a estratégia faz parte do plano de reindustrialização da cadeia farmacêutica, incentivando empresas a transferirem ou ampliarem a produção de medicamentos genéricos em território americano.

A proposta prevê um período de adaptação para que as companhias construam fábricas e invistam em infraestrutura nos Estados Unidos. Empresas que não atenderem a esse objetivo dentro do prazo estabelecido estarão sujeitas às novas tarifas.

Governo defende fortalecimento da indústria nacional

Trump afirmou que a política tem como finalidade reforçar a segurança no abastecimento de medicamentos e proteger os interesses dos consumidores norte-americanos. O anúncio ocorre em um momento de preparação para as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro, quando serão escolhidos os novos integrantes do Congresso dos Estados Unidos.

Medicamentos patenteados não terão mudanças

O presidente também esclareceu que a política aplicada aos medicamentos de marca, patenteados ou inovadores permanecerá inalterada. Segundo ele, o modelo atual apresentou resultados positivos e, por isso, continuará em vigor sem alterações.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos do Brasil entra em vigor e amplia tensão comercial

Começou a valer à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22) a tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que intensifica as tensões comerciais entre os dois países. A decisão havia sido oficializada na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após a conclusão de uma investigação conduzida pelo órgão.

A nova cobrança é resultado de um processo iniciado depois que o governo norte-americano anunciou, em julho de 2025, um primeiro tarifaço contra o Brasil, com alíquota de 50% sobre determinados produtos.

Investigação apontou supostas práticas comerciais consideradas inadequadas

Em junho deste ano, o USTR propôs a aplicação da tarifa com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para investigar e responder a práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Mesmo diante de audiências públicas em que representantes da sociedade civil manifestaram oposição à medida, o governo dos EUA concluiu que políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, sistema de patentes, combate à pirataria, etanol e desmatamento ilegal criariam insegurança jurídica e prejudicariam a competitividade de empresas americanas.

Durante as negociações, integrantes do governo dos Estados Unidos criticaram o nível de participação do Brasil nas tratativas. Já representantes brasileiros classificaram as exigências apresentadas por Washington como desfavoráveis para os setores da indústria e do agronegócio, além de relatarem falta de clareza nas demandas norte-americanas.

Governo brasileiro mantém negociações e avalia medidas de resposta

Em reação ao anúncio da nova tarifa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão representa um episódio negativo nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O Palácio do Planalto também informou que poderá recorrer aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade.

Apesar disso, a estratégia adotada pelo Executivo prioriza o diálogo. Entre as ações planejadas estão:

  • Manter as negociações com o governo dos Estados Unidos;
  • Intensificar a busca por novos mercados para exportação;
  • Adotar respostas baseadas em critérios técnicos.

O posicionamento foi reforçado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, que destacaram a continuidade das conversas com autoridades americanas e o trabalho conjunto com o setor produtivo.

Brasil busca reduzir impactos sobre exportadores

Segundo o governo, além de tentar reverter a decisão norte-americana, o foco é minimizar os prejuízos para empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas.

Marcio Elias Rosa afirmou que a medida adotada pelos Estados Unidos é considerada injustificada pelo governo brasileiro, mas ressaltou que o país continuará negociando e oferecerá apoio aos setores impactados.

Lei da Reciprocidade segue em análise com cautela

Inicialmente, integrantes da equipe econômica indicaram que a aplicação da Lei da Reciprocidade era uma possibilidade caso a tarifa fosse confirmada. Posteriormente, o discurso passou a enfatizar uma postura mais cautelosa.

O governo avalia estudos de impacto antes de qualquer decisão, buscando evitar novos desgastes diplomáticos, impedir um eventual aumento das tarifas e reduzir riscos de alta nos preços ao consumidor brasileiro.

Setor produtivo defende diálogo e evita escalada comercial

Nos últimos dias, representantes da indústria e do agronegócio participaram de reuniões com o governo federal para discutir os efeitos da medida. A principal preocupação é preservar as exportações brasileiras sem provocar uma escalada nas disputas comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o objetivo não é promover retaliações, mas buscar uma solução negociada. Ainda assim, destacou que o Brasil possui instrumentos legais para defender seus interesses caso seja necessário.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Importação

Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos do Canadá amplia tensão comercial entre os países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre a maioria dos produtos canadenses, intensificando o embate comercial entre os dois países. A justificativa da Casa Branca é que o Canadá mantém práticas consideradas discriminatórias contra produtos norte-americanos, como automóveis, bebidas alcoólicas e laticínios.

A medida representa um novo capítulo na disputa comercial e pode provocar impactos na economia, pressionando a inflação e desgastando ainda mais a relação entre dois dos principais parceiros econômicos da América do Norte.

Governo dos EUA cita retaliações do Canadá

De acordo com um integrante do governo norte-americano, que falou sob condição de anonimato, o Canadá foi um dos poucos países — ao lado da China — a responder com medidas de retaliação às tarifas anteriormente impostas por Trump.

Segundo a fonte, o presidente assinou três proclamações com base na Seção 338 da Lei de Comércio de 1930, dispositivo legal que permite a adoção de sanções comerciais contra países considerados responsáveis por práticas discriminatórias. No ano passado, parlamentares democratas chegaram a propor a revogação desse mecanismo por entenderem que ele poderia ser utilizado para gerar instabilidade econômica.

Produtos isentos e impacto sobre o comércio

Apesar da abrangência da nova política tarifária, alguns setores permanecerão isentos da cobrança adicional. Produtos ligados ao setor de energia, potássio, pescados e minerais críticos não serão afetados.

Por outro lado, a tarifa passará a incidir sobre mercadorias que anteriormente tinham isenção prevista pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA/T-MEC). O tratado comercial firmado em 2020 expirou recentemente, abrindo uma nova rodada de negociações que poderá se estender até 2036.

Incêndios florestais também entram na discussão

Além das questões comerciais, Trump determinou que seus assessores avaliem a possibilidade de impor novas tarifas ao Canadá sob o argumento de que os incêndios florestais no país prejudicam a qualidade do ar em território norte-americano.

A declaração amplia o escopo das disputas entre os dois governos, incluindo fatores ambientais nas discussões sobre comércio exterior.

Encontro entre Trump e premiê canadense não tratou de tarifas

No último domingo, Trump esteve ao lado do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante a final da Copa do Mundo. Apesar da reunião pública, integrantes da administração norte-americana afirmaram que o encontro não teve caráter oficial nem envolveu negociações sobre comércio ou tarifas.

Carney tem adotado uma postura crítica em relação às políticas comerciais da Casa Branca e busca fortalecer as relações econômicas do Canadá com outros mercados internacionais.

Automóveis, bebidas e laticínios estão no centro da disputa

Em sua justificativa, Trump afirmou que o Canadá impõe barreiras comerciais a veículos, bebidas alcoólicas e produtos lácteos dos Estados Unidos.

No setor automotivo, o presidente citou a manutenção de uma tarifa de 25% sobre determinados veículos norte-americanos que não atendem aos critérios preferenciais previstos pelo antigo T-MEC.

Em relação às bebidas alcoólicas, Trump criticou a decisão das províncias canadenses de interromper a compra e a venda de produtos americanos, medida adotada em resposta às tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Já no segmento de laticínios, o presidente voltou a acusar o Canadá de favorecer produtos europeus em detrimento dos norte-americanos, especialmente no mercado de queijos, tema recorrente nas disputas comerciais entre os dois países.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA leva governo a ouvir setores afetados antes de definir medidas

O governo federal iniciou uma série de reuniões com os segmentos econômicos impactados pelo tarifaço dos EUA, com o objetivo de avaliar os efeitos das novas taxas sobre a economia brasileira antes de anunciar possíveis medidas de resposta.

A estratégia prevê consultas diretas com representantes de cada setor para identificar prejuízos relacionados a empregos, produção, contratos e exportações, além de mapear a necessidade de apoio financeiro às empresas.

Governo avalia impactos antes de decidir sobre reciprocidade

As reuniões serão coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que conduz as negociações em conjunto com o Palácio do Planalto.

Durante os encontros, empresários e representantes dos setores afetados poderão apresentar um diagnóstico dos impactos provocados pelas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos, além de sugerir ações consideradas necessárias para minimizar os prejuízos.

Segundo informações divulgadas, a intenção do governo é reunir dados concretos antes de decidir se adotará medidas de reciprocidade comercial ou destinará recursos para apoiar os segmentos mais prejudicados.

Cautela orienta estratégia do governo

Apesar da pressão causada pelo aumento das tarifas, o governo mantém uma postura de cautela. Até o momento, não há definição sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional e considerada uma possível resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos.

Integrantes da administração federal defendem que qualquer decisão seja tomada com base em uma análise criteriosa dos impactos econômicos e das consequências para o país.

Outro fator que pesa nas discussões é a responsabilidade fiscal. A avaliação é de que o governo deve oferecer suporte aos setores afetados, mas dentro dos limites do orçamento público. Por isso, as medidas estudadas deverão ser adaptadas às necessidades específicas de cada segmento da economia.

Investigação pode resultar em novas tarifas

Além da tarifa de 25% já anunciada, o Brasil também acompanha uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre suspeitas de trabalho forçado.

A conclusão do processo é aguardada para sexta-feira (24) e poderá resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%.

O Brasil integra um grupo com mais de 50 países investigados. Caso a nova taxação seja confirmada, ela poderá ser cumulativa, elevando ainda mais os custos para determinados setores exportadores.

Nos bastidores, a expectativa do governo é de um desfecho desfavorável, com poucas chances de o Brasil receber tratamento diferente do aplicado aos demais países envolvidos na investigação.

Questão comercial também ganha dimensão política

O cenário das negociações também envolve aspectos políticos. De acordo com fontes do governo, não há expectativa de avanço nas conversas com os Estados Unidos antes das eleições de outubro. Assim, qualquer eventual revisão das tarifas ou retomada das negociações dependeria do período pós-eleitoral.

Integrantes do governo avaliam que as medidas adotadas pelos Estados Unidos têm impacto sobre o ambiente político brasileiro. Nesse contexto, aliados da esquerda passaram a relacionar o tarifaço ao senador Flávio Bolsonaro (PL), utilizando o termo “tariflávio” como parte do discurso político. A defesa da soberania nacional também deve voltar a ocupar espaço na estratégia de comunicação do governo diante da disputa eleitoral.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Remessa Online

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Internacional

Houthis anunciam bloqueio naval contra a Arábia Saudita e elevam tensão no Mar Vermelho

Os Houthis, grupo armado que controla parte do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A decisão aumenta a tensão no Oriente Médio e ocorre em meio à escalada do confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

Em comunicado, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que a medida entra em vigor imediatamente e classificou a ação como uma resposta ao que chamou de bloqueio imposto por Riad ao povo iemenita ao longo dos últimos 12 anos. Segundo ele, o embargo segue o princípio de “olho por olho” e é uma reação às restrições terrestres, marítimas e aéreas impostas pela Arábia Saudita.

ONU demonstra preocupação com possível agravamento da crise

Poucas horas após o anúncio, um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a decisão dos Houthis, alertando que a medida pode ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e provocar um conflito regional de maiores proporções.

Estreito de Bab el-Mandeb permanece sob ameaça

Nos últimos dias, os Houthis já vinham sinalizando a possibilidade de fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo e mercadorias entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Na quinta-feira (16), fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o grupo preparava o bloqueio da passagem caso os Estados Unidos realizassem ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A ofensiva americana ocorreu na noite de domingo (19), quando bombardeios atingiram diversos pontos na cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, segundo a agência estatal Irna.

Também nesta segunda-feira, o governo iraniano solicitou que a agência nuclear da ONU condenasse os ataques americanos, alegando que a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo das ações militares.

Preparativos militares incluem mísseis e drones

De acordo com fontes iranianas e pessoas próximas ao movimento iemenita, a possibilidade de interromper o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb teria sido discutida entre representantes do Irã e lideranças dos Houthis.

As mesmas fontes afirmam que o grupo já concluiu os preparativos para possíveis ataques contra embarcações comerciais, posicionando mísseis e drones próximos à passagem marítima. Segundo os relatos, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), presentes no Iêmen, participariam da definição do momento de uma eventual operação.

Impacto pode atingir o mercado global de petróleo

Caso os Houthis coloquem em prática as ameaças, o comércio internacional poderá enfrentar novos desafios. Com o Estreito de Ormuz já fechado, uma interrupção da navegação em Bab el-Mandeb afetaria simultaneamente duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, elevando os riscos para o abastecimento mundial e para os custos da logística marítima.

Escalada amplia tensão entre Irã, EUA e Arábia Saudita

O Irã considera os Houthis parte do chamado “Eixo da Resistência”, aliança que também reúne o Hezbollah, no Líbano, e grupos armados xiitas do Iraque. Embora os rebeldes iemenitas ainda não tenham ingressado formalmente no confronto entre Teerã e Washington, os Estados Unidos acusam o governo iraniano de fornecer armas, recursos financeiros e treinamento ao grupo — acusação rejeitada por Teerã.

Na semana passada, o líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, já havia advertido que instalações petrolíferas e estruturas estratégicas da Arábia Saudita poderiam ser atacadas caso o reino apoiasse militarmente os Estados Unidos contra o Irã.

Além disso, na segunda-feira (13), o grupo lançou mísseis contra território saudita após acusar Riad de bombardear um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua que durava quatro anos entre as partes.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Agronegócio

Tarifa de Trump pode afetar 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA, estima CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos serão impactadas pela tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. A nova cobrança entra em vigor na próxima terça-feira (22), enquanto os outros 63,5% dos embarques devem permanecer livres da sobretaxa.

Lista de exceções foi ampliada, mas parte do agro segue afetada

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, o governo dos Estados Unidos ampliou a relação de produtos isentos da nova tarifa, incluindo itens relevantes para o agronegócio nacional, como pescados, mel e café solúvel.

Apesar disso, ela ressalta que uma parcela significativa das exportações brasileiras continuará sujeita ao aumento tarifário.

De acordo com Mori, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) expandiu a lista de exceções para 2.126 linhas tarifárias, número superior ao previsto na proposta inicial divulgada em junho.

A dirigente atribui esse resultado ao trabalho conjunto da CNA e de representantes do setor privado, que apresentaram argumentos técnicos ao governo norte-americano em defesa dos produtos brasileiros.

Ainda segundo a avaliação dos EUA, a ampliação das exceções levou em conta a dependência da indústria americana de determinados insumos fornecidos pelo Brasil, a insuficiência da produção doméstica e os possíveis impactos sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas.

Exportações de US$ 4,6 bilhões continuam na lista de taxação

Dados do sistema Agrostat mostram que o agronegócio brasileiro exportou US$ 11,4 bilhões para os Estados Unidos em 2025.

Desse total, cerca de US$ 4,6 bilhões correspondem a produtos que permanecem sujeitos à nova tarifa. Entre eles estão madeira, arroz, uva, ovos, açúcar e outros itens do setor agropecuário.

CNA defende diálogo para preservar a relação comercial

A entidade afirmou ter recebido com preocupação a conclusão da investigação conduzida pelo governo norte-americano, que resultou na imposição da tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Segundo Sueme Mori, a CNA continuará atuando junto às cadeias produtivas afetadas e defendendo soluções que fortaleçam o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

Entidade participou de todo o processo de investigação

A representante destacou que a CNA acompanhou todas as etapas da investigação aberta pelo governo dos EUA, participando de consultas públicas realizadas em Washington e apresentando estudos técnicos ao USTR.

Durante esse processo, a entidade argumentou que a competitividade do agro brasileiro é resultado de décadas de investimentos em produtividade, tecnologia e inovação, e não de práticas comerciais consideradas desleais.

A confederação também solicitou que todos os produtos agropecuários brasileiros fossem retirados da medida, defendendo que as cadeias produtivas dos dois países são complementares e trazem benefícios mútuos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

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Exportação

Tarifaço dos EUA deve afetar mais da metade das exportações de Santa Catarina, alerta FIESC

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar impactos significativos na economia de Santa Catarina. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), cerca de 54,5% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano serão atingidas pela medida, conhecida como “Segundo Tarifaço”.

A sobretaxa foi confirmada no último dia 15, seguindo a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs o aumento das tarifas para produtos brasileiros.

FIESC cobra maior atuação diplomática

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o governo brasileiro deveria ter priorizado uma estratégia mais técnica e diplomática nas negociações com os Estados Unidos.

Segundo ele, o tamanho da economia norte-americana amplia seu poder de negociação internacional, tornando essencial uma atuação voltada ao diálogo para minimizar os efeitos da nova política comercial.

A entidade também considera que o momento exige cautela e avalia que medidas como a reciprocidade tarifária podem ampliar os prejuízos para o setor produtivo brasileiro, caso sejam adotadas como resposta.

Diplomacia empresarial tentou reverter decisão

A FIESC afirma que, em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou ações de diplomacia empresarial nos Estados Unidos com o objetivo de evitar a confirmação das novas tarifas.

De acordo com a entidade, apesar dos esforços junto às autoridades norte-americanas, a articulação não conseguiu impedir a adoção da medida.

Exportações e empregos podem sofrer novo impacto

O estudo da FIESC aponta que os efeitos do novo tarifaço dos EUA podem repetir o cenário observado após a primeira rodada de aumento das tarifas.

Na ocasião, as exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 38,2%, enquanto o estado deixou de gerar aproximadamente 7,6 mil empregos.

Com a nova medida, 54,5% do valor exportado por Santa Catarina passa a ser atingido pelas tarifas adicionais. Além disso, outros 40,3% das vendas ao mercado norte-americano já estavam sujeitos às tarifas previstas na Seção 232 da legislação dos EUA.

Na prática, apenas 5,2% das exportações catarinenses para os Estados Unidos permanecem livres de qualquer tipo de sobretaxa.

Regiões estratégicas estão entre as mais afetadas

Os maiores impactos devem atingir produtos relevantes para a economia das regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que já enfrentam desafios relacionados ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos.

Segundo Gilberto Seleme, além de prejudicar a indústria brasileira, a medida também tende a elevar os custos para consumidores e empresas norte-americanas que dependem de produtos importados do Brasil.

Programa busca novos mercados para a indústria

Desde a primeira elevação das tarifas, a FIESC intensificou ações para apoiar empresas na diversificação de mercados internacionais.

Mais de 500 indústrias catarinenses já receberam atendimento por meio das iniciativas da entidade voltadas à ampliação das exportações.

Agora, a Federação prepara a segunda etapa do Programa Destarifaço, que prevê novas ações de suporte às empresas impactadas pelas tarifas norte-americanas. A estratégia inclui articulação com o governo estadual, governo federal, setor produtivo e representantes da diplomacia empresarial para fortalecer a competitividade da indústria catarinense, preservar empregos e buscar a retomada das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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