Internacional

Justiça dos EUA considera ilegal tarifa global de 10% imposta por Trump

Uma corte federal de comércio dos Estados Unidos decidiu que a tarifa global de 10% criada pelo presidente Donald Trump sobre a maior parte das importações norte-americanas foi aplicada de forma ilegal. A decisão representa mais um revés jurídico para a estratégia comercial da Casa Branca, que tenta ampliar a política de tarifas comerciais sem autorização direta do Congresso.

A sentença foi emitida nesta quinta-feira por um painel do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, que concluiu que Trump utilizou indevidamente uma legislação comercial antiga para justificar a cobrança das taxas iniciadas em fevereiro.

Tribunal limita poder tarifário de Trump

A decisão estabelece novos limites temporários para os poderes comerciais do presidente norte-americano. Nos últimos meses, Trump vinha utilizando as tarifas como ferramenta para renegociar relações econômicas internacionais, aumentar arrecadação e incentivar empresas a produzirem dentro dos Estados Unidos.

Embora a corte tenha considerado as tarifas ilegais, a suspensão da cobrança vale, neste momento, apenas para pequenas empresas e estados que participaram diretamente do processo judicial. Ainda não está claro como o governo interpretará a decisão, mas a expectativa é de recurso imediato.

Encontro com China pode ser impactado

O julgamento ocorre poucos dias antes da viagem de Trump à China, onde o presidente norte-americano deverá se reunir com Xi Jinping para discutir questões comerciais.

Analistas avaliam que a decisão judicial pode enfraquecer a posição de negociação dos Estados Unidos, já que as tarifas de importação seriam um dos principais temas do encontro diplomático.

Além disso, cresce a possibilidade de o governo precisar devolver bilhões de dólares arrecadados com as cobranças consideradas ilegais. Atualmente, já existe um processo de reembolso relacionado a cerca de US$ 166 bilhões arrecadados em tarifas anteriores implementadas por Trump.

Lei usada por Trump virou alvo de disputa judicial

Após a Suprema Corte invalidar um pacote anterior de tarifas em fevereiro, o governo norte-americano recorreu à chamada Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite a aplicação temporária de tarifas de até 15% por um período máximo de 150 dias em situações relacionadas a desequilíbrios econômicos internacionais.

O problema, segundo os autores da ação, é que a legislação foi criada em um contexto histórico específico, quando o dólar ainda era vinculado ao ouro. Estados e pequenos empresários argumentaram que a situação econômica atual não atende aos critérios previstos na lei.

Juízes apontam excesso de poder presidencial

Na decisão de 53 páginas, dois dos três magistrados entenderam que Trump ultrapassou os limites legais ao utilizar a Seção 122.

Os juízes destacaram que o histórico legislativo demonstra esforços do Congresso para restringir o poder presidencial em temas comerciais.

Jeffrey Schwab, diretor jurídico do Liberty Justice Center, grupo responsável por representar pequenas empresas no processo, afirmou que a lei foi criada para responder a uma crise econômica específica que não se aplica ao cenário atual.

Governo já prepara novas tarifas

Apesar da derrota judicial, a administração Trump já trabalha em novas alternativas para manter sua política tarifária.

O governo abriu duas investigações comerciais com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Uma delas trata de produtos fabricados com trabalho forçado; a outra envolve a capacidade industrial de outros países.

Especialistas afirmam que essas novas medidas podem resultar em outro pacote de tarifas comerciais a partir de julho.

Segundo o advogado Timothy Brightbill, especialista em comércio internacional, a decisão representa uma rejeição contundente ao uso da Seção 122 pelo governo. Ainda assim, ele acredita que a Casa Branca recorrerá da sentença e continuará buscando novas formas legais para ampliar as tarifas.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tom Brenner for The New York Times

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Comércio Internacional

Rússia e China vetam resolução sobre o Estreito de Ormuz no Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou uma proposta de resolução que tratava da crise no Estreito de Ormuz, após veto de dois membros permanentes: Rússia e China. O texto havia sido apresentado pelo Bahrein, representando países do Golfo Pérsico, e previa a condenação do Irã pelo bloqueio da via marítima.

A proposta recebeu apoio de 11 integrantes do colegiado, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e França. Já Colômbia e Paquistão optaram pela abstenção.

Críticas ao conteúdo da resolução

O projeto foi alvo de críticas por focar exclusivamente nas ações do Irã, sem mencionar ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O texto defendia a soberania dos países do Golfo, mas não abordava a integridade territorial iraniana. Além disso, a proposta reforçava o direito dos Estados-membros de proteger suas embarcações, com base no direito internacional, diante de ameaças à navegação.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás global. Diante desse cenário, países do Golfo alertaram para os riscos globais do bloqueio da passagem. O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a rejeição da resolução envia um sinal negativo à comunidade internacional sobre a segurança das rotas marítimas.

Irã defende bloqueio como resposta a ataques

O governo iraniano justificou o fechamento do estreito como uma medida de retaliação a ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel. Segundo o embaixador do país na ONU, Amir Saeid Iravani, o projeto apresentado buscava penalizar o Irã por defender seus interesses estratégicos. Teerã também declarou que embarcações de países considerados não hostis continuam autorizadas a transitar pela região.

A Rússia classificou a proposta como desequilibrada e potencialmente perigosa para a estabilidade regional. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, argumentou que o documento ignorava ações consideradas ilegais por parte de Washington e Tel Aviv. O diplomata também citou precedentes internacionais, como a intervenção na Líbia em 2011, para alertar sobre interpretações amplas de resoluções da ONU.

Já a China apontou que o texto não abordava de forma completa as origens do conflito. O embaixador Fu Cong defendeu uma análise mais ampla e equilibrada da situação e criticou a pressa na votação. Pequim também pediu a interrupção das ações militares e reforçou a necessidade de tratar as causas estruturais da crise.

Estados Unidos defendem liberdade de navegação

Os Estados Unidos destacaram a relevância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global e criticaram o bloqueio imposto pelo Irã. O representante norte-americano afirmou que a rota não pode ser utilizada como instrumento de pressão geopolítica. Washington também acusou Rússia e China de apoiarem um regime que busca pressionar países do Golfo.

Após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o Irã intensificou ações contra bases militares e estruturas energéticas ligadas a esses países na região do Golfo. O governo iraniano sustenta que nações que permitem o uso de seus territórios para operações militares passam a integrar o conflito.

A crise no Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no mercado global de energia e na segurança internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Reuters / David “Dee” Delgado

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Internacional

Trump recua na tensão com o Irã e reduz risco de conflito global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou nesta sexta-feira (27) uma postura mais cautelosa diante da crescente tensão com o Irã. Ao evitar novas ações militares, o líder norte-americano sinalizou contenção, diminuindo temporariamente o risco de um confronto direto no Oriente Médio.

A decisão ocorre em um contexto de pressões políticas internas, preocupações com a estabilidade global e possíveis impactos na economia mundial.

Recuo desacelera escalada do conflito

A mudança de postura de Trump altera o ritmo da crise. Em vez de intensificar operações militares, o presidente optou por conter medidas mais agressivas, o que contribui para frear a escalada.

Esse movimento abre espaço para possíveis negociações indiretas e reduz, ao menos no curto prazo, o risco de guerra entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, o gesto indica que a estratégia geopolítica americana é flexível e se ajusta conforme a evolução do cenário internacional.

Pressões políticas e econômicas influenciam decisão

O recuo não acontece de forma isolada. Internamente, cresce a preocupação com os custos políticos e econômicos de um eventual conflito. Já no cenário externo, aliados e organizações internacionais reforçam o apelo por moderação.

A possibilidade de uma escalada militar também acende alertas no mercado global, especialmente pelo impacto direto no preço do petróleo e na economia mundial.

Diante desse quadro, a decisão reflete uma resposta a um ambiente delicado que envolve segurança internacional e opinião pública.

Movimento estratégico, não sinal de fraqueza

Apesar das críticas, analistas avaliam que o recuo faz parte de um cálculo estratégico. Em momentos de alta tensão, alternar entre pressão e contenção é uma prática comum entre líderes globais.

Nesse contexto, a mudança de postura não indica perda de força. Pelo contrário, pode representar uma tentativa de reorganizar estratégias, ganhar tempo e reposicionar o jogo diplomático.

Cenário permanece incerto

Mesmo com a redução da tensão, a relação entre EUA e Irã continua marcada por desconfiança e movimentos estratégicos.

A atenção agora se volta para os próximos passos. Um avanço nas negociações pode transformar o recuo em um ponto de virada. Caso contrário, o cenário pode voltar a se deteriorar rapidamente.

O episódio reforça uma lógica recorrente da geopolítica internacional: nem todo recuo representa derrota — muitas vezes, é apenas parte de uma estratégia maior.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Economia

Tarifaço americano teve impacto pontual na economia brasileira, aponta IBGE

O chamado tarifaço americano teve efeito limitado sobre o desempenho da economia brasileira em 2025. A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rebeca Palis, durante a apresentação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o instituto, o Brasil registrou crescimento de 2,3% no ano passado em comparação com 2024, mesmo diante das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é o principal termômetro do desempenho da economia.

Exportações cresceram apesar das tarifas

Os dados mostram que as exportações brasileiras avançaram 6,2% em 2025 frente ao ano anterior. Para o IBGE, os impactos das tarifas foram localizados.

De acordo com Rebeca Palis, exportadores brasileiros redirecionaram parte das vendas para outros mercados internacionais. Ela destacou que os Estados Unidos vêm perdendo participação relativa como destino dos produtos nacionais.

A pesquisadora ainda ponderou que, sem o aumento das tarifas, o volume exportado poderia ter sido maior. Ainda assim, o desempenho das vendas externas foi considerado relevante para sustentar o crescimento econômico no período.

Atualmente, os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O que foi o tarifaço de 2025

O pacote de elevação de tarifas foi implementado em agosto de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A justificativa oficial era proteger a indústria americana, incentivando a produção interna e reduzindo a dependência de produtos importados.

No caso brasileiro, algumas mercadorias foram submetidas a taxas de até 50%. Além do argumento econômico, Trump mencionou questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que acabou sendo condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os dois países mantêm negociações para preservar a parceria comercial Brasil–Estados Unidos.

Impacto nas vendas para os EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,6% em 2025.

Mesmo assim, o resultado geral das vendas externas foi suficiente para manter o avanço da economia no ano.

Suprema Corte dos EUA derruba medida

Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA anulou a decisão que autorizava a taxação sobre compras internacionais. Como resposta, o governo americano anunciou uma tarifa de 10% para diversos países.

Segundo o Mdic, o novo regime tarifário deve preservar cerca de 46% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, reduzindo parcialmente o impacto das restrições comerciais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Paulo Whitaker

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Choque no Oriente Médio: O fim de uma era e o impacto direto no Brasil

Escalada no Oriente Médio: Morte de Khamenei e Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

Uma operação militar sem precedentes redesenhou o cenário geopolítico global neste fim de semana. Em uma ação coordenada iniciada na manhã de sábado (28), os Estados Unidos e Israel lançaram ataques massivos contra o Irã, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, conforme anunciado pela mídia estatal iraniana no domingo (1º).

O Ataque e o Objetivo Estratégico

Diferente de ofensivas anteriores, os bombardeios começaram à luz do dia, visando instalações de alta cúpula em Teerã e outras quatro cidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a operação como uma “fúria épica”, afirmando que o objetivo principal é a destruição total do programa nuclear iraniano.

“Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, declarou Trump em vídeo.

Donald Trump – Presidente dos EUA

Impactos Imediatos sobre o ataque:

  • Alvos: Mísseis atingiram o palácio presidencial e residências oficiais. Enquanto a morte de Khamenei marca o fim de um domínio religioso de quase 40 anos.
  • Resposta do Irã: O regime lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, atingindo áreas próximas a bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos EAU, Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque.
  • Duração: Fontes militares indicam que a ofensiva pode durar vários dias, focando no desmantelamento da infraestrutura militar e logística do país.

Análise Geopolítica: Riscos Globais

A queda da liderança iraniana gera uma ruptura no equilíbrio de poder regional. Dois pontos críticos preocupam a comunidade internacional, o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial, o que pode disparar os preços das commodities e o mundo aguarda os posicionamentos de Rússia e China diante da intervenção direta dos EUA e de Israel.

Este evento marca, possivelmente, o colapso do eixo teocrático iraniano, mas abre caminho para uma sucessão incerta sob fogo cruzado.


Como essa instabilidade afetará o comércio mundial e a economia no Brasil?

O aumento do combustível e a volatilidade dos mercados são preocupações reais para o nosso país. O Brasil mantém uma relação comercial estratégica com o Irã, movimentando cerca de US$ 3 bilhões anuais. A desestabilização da região gera efeitos imediatos. O Irã é o 5º principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. Com o país sob ataque e em luto oficial, os contratos de curto prazo podem ser suspensos ou cancelados por falta de logística e pagamentos.
O Brasil importa uréia e outros fertilizantes nitrogenados do Irã. Uma interrupção prolongada pode encarecer os custos de produção da safra brasileira de 2026/27. O fechamento do Estreito de Ormuz é o fator mais crítico. Por ali passam 20% do petróleo mundial. Se o bloqueio persistir, o preço do barril pode ultrapassar os US$ 100, forçando a Petrobras a reajustar a gasolina e o diesel, o que gera inflação em toda a cadeia de consumo no Brasil.

Para o agronegócio brasileiro é fundamental se proteger e, estrategicamente, redirecionar sua produção em um cenário de guerra prolongada e sanções severas ao Irã. Pois se esse mercado fechar, o impacto no PIB agropecuário será imediato.

Quantificação do volume de milho e soja que deixaria de embarcar para os portos iranianos (estimativa baseada nos contratos atuais). O impacto do aumento do petróleo no custo do frete interno e como isso afeta a competitividade do produtor brasileiro.

Com base nos dados de fechamento de 2025 e nos acontecimentos deste fim de semana (28/02 e 01/03/2026), segue abaixo um detalhamento do impacto por estado e as diretrizes para a diplomacia comercial brasileira.

Impacto do Agronegócio

O Irã é o 5º maior destino das exportações brasileiras no Oriente Médio, com um fluxo de US$ 2,9 bilhões em 2025. O impacto da guerra e da morte de Khamenei não será uniforme no Brasil, concentrando-se nos grandes produtores de grãos. Cerca de 22% de todo o milho exportado pelo Brasil em 2025 foi para o Irã. Se as sanções de Trump (tarifa de 25% para quem negociar com Teerã) forem aplicadas, o custo de oportunidade para o exportador brasileiro se tornará insustentável.

Posicionamento Diplomático Estratégico

O Itamaraty já condenou oficialmente a ofensiva e defende uma “solução negociada”. Para não perder outros mercados vitais no Oriente Médio (como Arábia Saudita e EAU), o Brasil pode adotar algumas estratégias, como, ser a Garantia de Segurança Alimentar. O Brasil poderá se posicionar como o “celeiro do mundo”, argumentando que sanções sobre alimentos ferem direitos humanos básicos. Isso ajuda a manter mercados em países árabes que temem a instabilidade.

O “Gargalo” dos Fertilizantes

Este é o ponto mais sensível. Em 2025, 79% do que compramos do Irã foi ureia (fertilizante).

O governo brasileiro poderá ampliar contratos com Catar e Nigéria para substituir o fornecimento iraniano, evitando que o custo do plantio da próxima safra exploda em 2026.

O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passam 21 milhões de barris de petróleo por dia. Com o anúncio do fechamento pelo regime iraniano em retaliação à morte de Khamenei, o mercado projeta um cenário de escassez global.

Projeção de alta no Preço do Petróleo

Levando em conta o repasse da Petrobras e a desvalorização do Real frente ao Dólar (que tende a subir com a aversão ao risco). O Diesel é o principal insumo do transporte rodoviário. Um aumento de 30% no combustível eleva o custo do frete de grãos em cerca de 15% a 20%, reduzindo a margem de lucro do produtor. O aumento dos combustíveis tem efeito cascata. Estimamos um impacto de +1,5 a 2,0 pontos percentuais na inflação brasileira nos próximos 60 dias apenas pelo canal de energia. O governo brasileiro enfrentará uma pressão política imensa para segurar os preços através da Petrobras ou por meio de novos subsídios fiscais, o que pode pressionar as contas públicas.

Este é o “efeito dominó” que mais assusta o mercado financeiro brasileiro neste domingo, 1º de março de 2026. Em momentos de guerra e incerteza sobre a sucessão de uma potência regional como o Irã, os investidores ativam o modo de “fuga para a qualidade” (flight to quality), retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para comprar títulos do Tesouro dos EUA e ouro.

Por que o Dólar sobe tanto neste caso?

Existem três vetores principais empurrando o Real para baixo, o Brasil é visto como um mercado de “risco”. Quando o mundo treme, os fundos de investimento vendem ativos brasileiros para garantir liquidez em moeda forte. Déficit de Balança Comercial, embora o preço do petróleo suba (o que teoricamente ajudaria a Petrobras), o custo de importação de insumos químicos e tecnologia dispara, pressionando o fluxo cambial. E um último ponto relevante, se o FED (Banco Central dos EUA) sinalizar que manterá juros altos para conter a inflação causada pelo petróleo, o Brasil perde atratividade para o carry trade (investidores que buscam juros altos aqui).

A Queda de Teerã e a Nova Ordem Global

A manhã de 1º de março de 2026 entra para a história como o marco de uma das maiores mudanças geopolíticas do século XXI. A confirmação da morte do Líder Supremo Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre EUA e Israel, encerra quase quatro décadas de regime teocrático e lança o mundo em uma zona de incerteza profunda.

O que estamos presenciando não é apenas um evento militar, mas uma reconfiguração econômica mundial. Para o Brasil, o desafio é duplo: diplomaticamente, precisa equilibrar sua posição no BRICS sem sofrer sanções do governo Trump; economicamente, o país deve agir rápido para substituir o fornecimento de fertilizantes e mitigar o impacto do combustível no transporte de carga.

O cenário exige cautela máxima de investidores e produtores. A volatilidade será a regra nas próximas semanas, e a estabilidade global dependerá da rapidez com que as rotas comerciais forem reabertas e de como as potências (Rússia e China) reagirão à nova realidade iraniana.

Estamos diante de uma nova ordem global. A capacidade do Brasil de diversificar mercados e garantir insumos fertilizantes determinará o impacto no PIB agropecuário de 2026.

A cautela é a palavra de ordem.


Texto: RêConectaNews – Renata Palmeira

Pesquisa: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/opcoes-de-trump-para-o-ira-sao-limitadas-apesar-do-reforco-militar/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/israel-faz-novos-ataques-contra-teera-sirenes-ataque-aereo-tel-aviv-jerusalem.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/trump-ataque-sem-precedentes-retaliacao-ira.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/midia-estatal-iraniana-confirma-morte-lider-supremo-ali-khamenei.ghtml

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Comércio Exterior

Tarifa de 15% dos EUA pode beneficiar o Brasil, aponta estudo

A adoção de uma tarifa de 15% sobre importações pelos Estados Unidos pode colocar o Brasil entre os principais beneficiados pela nova política comercial americana. É o que indica levantamento da Global Trade Alert, divulgado após o anúncio feito pelo presidente Donald Trump no último sábado (21).

Apesar da elevação em relação aos 10% informados inicialmente, a nova alíquota global deve resultar em queda na carga média aplicada aos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

Redução na tarifa média para exportações brasileiras

De acordo com o estudo, a mudança pode provocar uma redução de 13,6% na tarifa média incidente sobre os bens brasileiros vendidos aos EUA.

Antes da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o chamado “tarifaço”, o Brasil enfrentava uma taxa média de aproximadamente 26,3%. Com a padronização global em 15%, a média cairia para 12,8%.

O Brasil aparece como o país mais favorecido pela nova configuração tarifária. Em seguida, vêm:

  • China (-7,1%)
  • Índia (-5,6%)

Países que podem perder competitividade

Por outro lado, nações que firmaram acordos comerciais com os Estados Unidos podem enfrentar aumento na tributação média de seus produtos.

Entre os países mais impactados negativamente estão:

  • Reino Unido (+2,1%)
  • Itália (+1,7%)
  • Singapura (+1,1%)

Outras economias asiáticas também devem sentir efeitos adversos, como:

  • Japão (+0,4%)
  • Coreia do Sul (+0,6%)

Mesmo diante do cenário, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou no domingo (22) que nenhum parceiro sinalizou intenção de abandonar os acordos após a decisão judicial.

Já o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou em entrevista à CNN International que os países envolvidos demonstraram interesse em manter os compromissos firmados com a gestão Trump.

Segundo ele, o governo segue em diálogo com seus parceiros e há disposição para preservar os tratados comerciais estabelecidos.

Alckmin avalia impacto positivo para o Brasil

No Brasil, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, classificou a nova política tarifária como favorável ao país.

Em declaração feita em Aparecida (SP), Alckmin ressaltou que a uniformização da alíquota em 15% assegura competitividade internacional ao Brasil, uma vez que a regra passou a valer de forma igual para todos os parceiros comerciais.

Ele destacou ainda que a tarifa média aplicada a produtos americanos que entram no Brasil é de 2,7%, e que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Dessa forma, mesmo com a nova taxa, o país não perderia espaço no comércio exterior.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Internacional

Índia adere à Declaração Pax Silica e reforça aliança estratégica em inteligência artificial

A Índia formalizou nesta sexta-feira (20) sua adesão à Declaração Pax Silica, durante o Global AI Impact Summit 2026, realizado em Nova Déli. A assinatura marca a entrada oficial do país na iniciativa liderada pelos Estados Unidos, voltada à inteligência artificial (IA) e à segurança das cadeias de suprimentos.

O anúncio ocorreu à margem da cúpula internacional, que reuniu autoridades públicas, empresários, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir governança responsável da IA e inovação tecnológica inclusiva.

Participaram do ato o embaixador dos EUA na Índia, Segio Gor, o subsecretário de Estado norte-americano para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, Jacob Helberg, e o ministro indiano de Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw.

O que é a Pax Silica e quais são seus objetivos

A Pax Silica é apresentada como a principal iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos na área de inteligência artificial e segurança econômica. A proposta busca consolidar um consenso entre aliados considerados estratégicos em torno de padrões tecnológicos e cadeias produtivas confiáveis.

Na prática, o projeto une dois eixos centrais do cenário global atual:

  • a corrida pela liderança em tecnologia de IA;
  • a disputa por minerais críticos, semicondutores e rotas logísticas estratégicas.

A declaração destaca que cadeias de suprimento resilientes são essenciais para a segurança econômica e que a IA deve ser tratada como infraestrutura estratégica, dependente de insumos industriais, energia e logística global.

A entrada da Índia ganha peso nesse contexto. O país se consolidou como polo relevante de serviços digitais e inovação, e agora passa a integrar formalmente um arranjo diplomático liderado por Washington.

Disputa geopolítica e narrativa sobre tecnologia

Durante a cerimônia, Segio Gor enquadrou a adesão indiana como uma escolha com implicações políticas e econômicas amplas. Em sua fala, ele defendeu que a iniciativa representa a defesa de “sociedades livres” no controle dos setores estratégicos da economia global.

Ao mencionar centros de inovação como Bangalore e o Vale do Silício, Gor reforçou a ideia de alinhamento entre polos tecnológicos democráticos diante do que classificou como “Estados de vigilância”.

Já Jacob Helberg conectou o debate sobre segurança econômica à segurança nacional, afirmando que a cooperação é uma resposta a práticas de coerção que, segundo ele, prejudicam o desenvolvimento e a prosperidade de países.

A retórica evidencia que a discussão sobre IA ultrapassa a inovação tecnológica e se insere no campo da competição geopolítica entre grandes potências.

Minerais críticos e cadeias de suprimento no centro da estratégia

A assinatura da declaração ocorre após aproximações recentes entre Nova Déli e Washington. No início de fevereiro, a Índia participou do Critical Minerals Ministerial, convocado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A ênfase em minerais críticos revela o elo entre inteligência artificial e infraestrutura física. Sistemas de IA dependem de data centers, chips avançados e equipamentos cuja produção envolve cadeias globais complexas.

Além disso, a transição digital e energética aumenta a demanda por insumos estratégicos, ampliando o peso de acordos que combinam tecnologia, indústria e diplomacia econômica.

Para a Índia, integrar esse arranjo pode significar:

  • maior acesso a cooperação tecnológica;
  • inserção em cadeias consideradas “confiáveis”;
  • protagonismo na definição de padrões globais.

Por outro lado, o movimento também intensifica o país nas disputas estratégicas entre blocos e potências.

Nova Déli e o papel do Sul Global na governança da IA

O Global AI Impact Summit 2026 foi apresentado como o primeiro grande encontro internacional sobre IA sediado no Sul Global. Ao organizar o evento em sua capital, a Índia sinaliza ambição de participar ativamente da formulação de regras globais para a tecnologia.

No entanto, a assinatura da Declaração Pax Silica demonstra que fóruns de debate sobre ética e inclusão tecnológica coexistem com acordos de natureza estratégica, voltados à reorganização de alianças e cadeias produtivas.

A adesão formal consolida mais um passo na aproximação entre Índia e Estados Unidos em temas de tecnologia, segurança econômica e soberania digital, ao mesmo tempo em que explicita a crescente politização da inteligência artificial no cenário internacional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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