Especialista

Além das quatro linhas: liderança, mercado e a engrenagem logística da Copa do Mundo

Quando olhamos para uma Copa do Mundo, a imagem que fica na memória é a do capitão erguendo a taça sob uma chuva de confetes. No entanto, o sucesso de um time de futebol e a grandiosidade de um mundial não acontecem por acaso. O espetáculo é a ponta de um iceberg sustentado por três pilares fundamentais: a liderança estratégica, o aquecimento do mercado global e uma operação logística por traz de todo o processo.


A liderança de um time de futebol: gestão de talentos sob pressão

A liderança no futebol moderno vai muito além de gritar em campo ou usar uma braçadeira. O técnico e os líderes experientes do elenco atuam como verdadeiros gestores de alta performance.  O líder precisa ter resiliência e inteligência Emocional. A pressão psicológica em torneios curtos é extrema. O bom líder absorve o impacto das críticas e blinda o grupo, mantendo o foco tático mesmo após uma derrota dolorosa.

Outro ponto relevante, é preciso trabalhar a cultura de confiança. Assim como em uma empresa, o papel do líder no futebol é fazer com que cada liderado entenda sua função e confie no companheiro ao lado, sabendo que o sucesso individual é consequência do sucesso coletivo.



A importância da Copa do Mundo para o mercado

A Copa do Mundo é o maior gatilho de consumo em massa do planeta. Quando o torneio começa, a economia global ganha uma injeção massiva de adrenalina em múltiplos setores:

E-commerce e varejo: O varejo de alimentos, bebidas e eletrônicos dispara. O desejo do torcedor de assistir aos jogos com a melhor qualidade gera picos impressionantes na venda de televisores, aparelhos de som, camisas de times além de pontos de visibilidade do evento por todo o mundo;

Marcas e patrocínios: Gigantes mundiais e regionais atrelam suas marcas ao evento para resgatar a conexão afetiva com o público, utilizando ídolos do esporte para impulsionar vendas e fidelizar clientes em campanhas bilionárias. Afinal marketing é EXPERIÊNCIA e SENSAÇÃO.

Turismo e entretenimento: Países sede e estabelecimentos locais (bares, restaurantes, fan zones) movimentam bilhões de dólares com o fluxo contínuo de torcedores nacionais e internacionais. O mundo para,  para acompanhar sua seleção e viver esse momento.


A logística do evento e das seleções

Garantir que toneladas de equipamentos de transmissão, câmeras e estruturas de mídia cruzem fronteiras com desembaraço aduaneiro prioritário para que bilhões de pessoas assistam ao jogo ao vivo, sem um segundo de atraso. Para os times, a logística gerencia o transporte milimétrico de cargas técnicas (uniformes, suplementos, equipamentos médicos) entre hotéis, centros de treinamento e estádios — muitas vezes divididos em diferentes fusos horários e países (como ocorre na estrutura tri-nacional entre EUA, Canadá e México).

Posicionamento estratégico, para eu os jogadores possam se locomover entre os estádios e ainda ter centros de treinamentos, comissão técnica, médicos. Tudo é Logística.

A logística do consumo (Mercado)

Para atender à explosão de demanda gerada pelo torneio, indústrias e varejistas precisam antecipar seus estoques em meses. No Brasil, por exemplo, a corrida pela compra de novas TVs exige uma coordenação pesada no transporte (como a cabotagem marítima saindo do Polo Industrial de Manaus para abastecer os grandes centros de distribuição). Se a logística falhar e o produto não estiver na prateleira — física ou digital — antes do apito inicial, a perda financeira é irrecuperável.

O futebol arte só brilha na tela se houver uma liderança forte blindando o vestiário, um mercado aquecido financiando o espetáculo e uma rede logística impecável movendo cada peça, no tempo exato, por trás das cortinas.

Se o mercado demanda e a liderança executa em campo, é a logística que torna tudo fisicamente possível. Uma Copa do Mundo é, essencialmente, um dos maiores desafios de Supply Chain (cadeia de suprimentos) e transporte do mundo.


Liderança de alta performance

Em um time de alta performance — seja no futebol ou no mundo corporativo —, o sucesso não depende de um único estilo de líder, mas sim da sinergia entre diferentes papéis e da capacidade de cada um assumir a responsabilidade pelo seu quadrado.

Em 1994, o Brasil quebrou um jejum de 24 anos porque esses três personagens entenderam perfeitamente seus papéis de autorresponsabilidade:

Parreira (a liderança estratégica/sistêmica): O “CEO” do time. Ele tinha a visão macro, o planejamento tático e a resiliência para aguentar as críticas externas. A autorresponsabilidade dele estava em manter a estrutura organizada e dar o suporte para que o talento aparecesse, sem querer ser a estrela do show.

Dunga (a liderança executiva/cultura): O líder de processos e cobrança dentro de campo. Dunga era o braço direito da estratégia, o cara que garantia a disciplina, o foco e que ninguém relaxasse. A autorresponsabilidade dele era o exemplo e a mentalidade de inconformismo.

Romário (a liderança técnica/entrega de resultado): O “Hyper-performer” (o craque do comercial ou da operação). Romário chamou a responsabilidade para si antes mesmo da Copa. Ele sabia do seu valor, assumiu o risco do resultado final e entregou os gols. A autorresponsabilidade dele foi cumprir a promessa de trazer a taça através da execução impecável.

O Tetra de 94 só aconteceu porque o Romário não tentou ser o Parreira, o Parreira não tentou ser o Dunga, e o Dunga não tentou dar o drible do Romário.


Para a Copa do Mundo de 2026, que está acontecendo justamente agora, a Seleção precisa reconstruir essa tríade de autorresponsabilidade.

Em 2026, o Hexa só virá se cada um desses três pilares — Estratégia (Treinador), Cultura/Cobrança (Capitão) e Execução (Craque) — assumir 100% de autorresponsabilidade pelas suas entregas, jogando de forma conectada.


E como você acha que vai ser a COPA 2026?


Por Renata Palmeira

CEO RêConectaNews

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Portos

TCP fortalece comércio com a América do Norte e supera 1,1 milhão de toneladas movimentadas

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliou sua participação no comércio exterior com os países da América do Norte, consolidando a região como um dos principais mercados de origem e destino das cargas movimentadas pelo terminal. Em 2025, o volume total de operações entre exportações e importações ultrapassou 1,1 milhão de toneladas.

Os números, levantados pela plataforma Dataliner e analisados pela equipe de inteligência de mercado da empresa, evidenciam o fortalecimento das conexões logísticas entre Paranaguá e os mercados dos Estados Unidos, México e Canadá.

Exportações lideram movimentação de cargas

Do total movimentado em 2025, cerca de 950,8 mil toneladas corresponderam às exportações, enquanto as importações somaram 190,5 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de mercadorias ligadas aos setores de agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Mesmo diante de um ambiente global mais desafiador, influenciado por novas tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, o fluxo de cargas seguiu em expansão. Nos três primeiros meses de 2026, a TCP registrou 231,9 mil toneladas exportadas para a América do Norte, enquanto as importações alcançaram 38 mil toneladas.

Carne bovina impulsiona crescimento das exportações

A carne bovina foi um dos principais destaques do primeiro trimestre de 2026. O volume exportado para os países norte-americanos chegou a 35,7 mil toneladas, avanço de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas do produto, registrando crescimento de 26%. O desempenho mantém a trajetória positiva observada em 2025, quando a TCP atingiu recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 53% superior ao registrado em 2024.

De acordo com Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o terminal desempenha papel estratégico para as exportações brasileiras de proteína animal. Segundo ele, a empresa possui a maior estrutura da América do Sul para armazenamento de contêineres refrigerados, com capacidade para 5.280 tomadas destinadas a cargas congeladas e resfriadas.

Madeira segue como principal produto exportado

A madeira continuou liderando os embarques destinados à América do Norte. Entre janeiro e março de 2026, o produto movimentou 110 mil toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Amplamente utilizada nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, a madeira representa uma das principais cargas exportadas pelos estados do Sul e Sudeste por meio do terminal paranaense.

Segundo Mattos, a demanda norte-americana por madeira e proteínas permanece elevada, exigindo dos exportadores maior flexibilidade para adaptar estratégias comerciais diante das mudanças do cenário internacional.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das principais mudanças observadas no início de 2026 foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

No primeiro trimestre, o país recebeu 130,4 mil toneladas de mercadorias, superando os Estados Unidos, que importaram 93 mil toneladas pelo terminal.

O crescimento mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que atingiu 55 mil toneladas embarcadas, alta de 33%. Também ganharam destaque as exportações de papel, com 35,7 mil toneladas, e de carne de frango, que somou 26,7 mil toneladas.

Estados Unidos lideram importações e Canadá acelera compras

Enquanto o México avançou nas exportações, os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações recebidas pela TCP na região. No trimestre, foram enviadas 30,6 mil toneladas ao terminal.

Entre os produtos importados destacaram-se o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, matéria-prima importante para a produção de fertilizantes.

Já o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento nas operações comerciais. Embora o volume ainda seja menor em relação aos demais parceiros, as exportações praticamente dobraram, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O destaque ficou para o segmento de papel, cujo volume exportado quintuplicou e atingiu 3,6 mil toneladas. Também registraram crescimento os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Estrutura logística garante competitividade

Para atender à crescente demanda comercial com a América do Norte, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares que conectam Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México. O terminal também dispõe de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

Segundo a empresa, a combinação entre infraestrutura, capacidade de armazenagem e ampla oferta de serviços marítimos contribui para manter a competitividade das cargas brasileiras, mesmo em cenários de instabilidade no comércio internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Brasil e China articulam frente no G20 para defender reformas e ampliar o multilateralismo

Brasil e China estão intensificando a coordenação de posições para a próxima reunião de líderes do G20, prevista para os dias 15 e 16 de dezembro, em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (9) pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, durante encontro com jornalistas em Pequim.

Segundo o representante brasileiro, os dois países compartilham preocupações sobre a forma como os Estados Unidos vêm conduzindo sua presidência no grupo e defendem mudanças na estrutura do fórum. A proposta é construir uma articulação capaz de impulsionar uma agenda de reformas durante a realização da cúpula em território norte-americano.

Reforma do G20 está entre as prioridades da agenda conjunta

De acordo com Alencastro, a intenção é fortalecer o papel do G20 como principal espaço de diálogo internacional e, ao mesmo tempo, promover uma modernização do mecanismo.

O secretário afirmou que Brasil e China consideram importante tornar o grupo mais eficiente e funcional, preservando sua relevância na discussão dos principais desafios globais.

Questionado sobre as mudanças que estão sendo debatidas, ele explicou que a proposta envolve manter o caráter multilateral da organização, ampliando sua capacidade de tratar temas estratégicos para a economia mundial, especialmente relacionados ao financiamento sustentável.

Cooperação financeira reforça aproximação entre os países

As declarações foram feitas durante o 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, realizado nesta terça-feira em Pequim. No evento, o governo chinês foi representado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min.

O encontro serviu para reforçar a parceria entre as duas economias e ampliar o diálogo sobre questões financeiras e geopolíticas de interesse comum.

Relações diplomáticas se intensificaram nos últimos anos

Alencastro destacou que a aproximação entre Brasil e China ganhou impulso recente em razão do protagonismo brasileiro em fóruns internacionais. Entre os fatores citados estão a presidência brasileira do G20 em 2024, a liderança dos Brics em 2025 e a realização da COP30, conferência climática da ONU sediada pelo Brasil.

Segundo o secretário, essa sequência de eventos contribuiu para aprofundar a sintonia entre os dois governos em debates sobre governança global, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Coordenação prévia em fóruns internacionais

O representante brasileiro também revelou que a cooperação entre os dois países ocorre de forma frequente antes de grandes encontros multilaterais. Conforme relatou, o vice-ministro chinês costuma realizar reuniões preparatórias com sua contraparte brasileira para alinhar estratégias e definir posições conjuntas sobre os principais temas da agenda internacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Brasil avalia reduzir tarifas de importação sobre máquinas dos EUA durante negociações comerciais

O governo federal estuda a possibilidade de diminuir as tarifas de importação incidentes sobre máquinas industriais e produtos de tecnologia da informação provenientes dos Estados Unidos. A medida faz parte das negociações em andamento para evitar a aplicação de uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo fontes ligadas às tratativas, uma lista inicial com um número limitado de itens foi apresentada como ponto de partida para as discussões bilaterais. A expectativa é que as conversas avancem ao longo desta semana.

Lista inclui máquinas e equipamentos de tecnologia

Entre os produtos que podem ser contemplados pela redução tarifária estão equipamentos cujas alíquotas de importação foram elevadas em fevereiro por decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Esses itens possuem similares produzidos pela indústria nacional.

A revisão das tarifas havia sido adotada como forma de fortalecer a produção brasileira e, conforme estimativas divulgadas anteriormente, poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões em arrecadação adicional ao longo deste ano.

Além desses produtos, a proposta encaminhada aos Estados Unidos também inclui bens fabricados exclusivamente por empresas norte-americanas e que não possuem equivalentes produzidos no Brasil.

Propostas estão sob análise do governo norte-americano

A relação de produtos foi apresentada durante reuniões técnicas entre representantes dos dois países. Na ocasião, o Brasil indicou áreas nas quais estaria disposto a flexibilizar sua política tarifária como parte de um eventual acordo comercial.

As sugestões encontram-se atualmente em avaliação pelo governo dos Estados Unidos. Autoridades brasileiras, no entanto, descartam qualquer negociação envolvendo o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

As tratativas ocorrem no âmbito do grupo de trabalho bilateral criado após o encontro realizado em 7 de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Negociações devem seguir até julho

Embora o prazo inicial de 30 dias estabelecido para os trabalhos do grupo tenha sido encerrado no último domingo (7), a expectativa é que as discussões continuem nas próximas semanas.

O governo brasileiro busca uma solução negociada antes de 15 de julho, data prevista para a conclusão do processo administrativo conduzido pelos Estados Unidos que poderá resultar na imposição da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou conclusões preliminares de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O dispositivo permite a aplicação de tarifas em resposta a práticas consideradas prejudiciais à competitividade dos produtos dos EUA.

Investigação envolve Pix, desmatamento e comércio informal

Aberta em julho do ano passado, a investigação analisa diversos temas relacionados ao Brasil, incluindo o funcionamento do Pix, questões ligadas ao desmatamento ilegal, medidas de combate à corrupção e atividades comerciais na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.

Até o momento, a recomendação de sobretaxa de 25% ainda não representa uma decisão definitiva. Integrantes do governo brasileiro avaliam que ao menos mais uma ou duas reuniões serão necessárias para verificar a possibilidade de um acordo capaz de evitar a medida.

Governo prepara estratégia para setores afetados

Paralelamente às negociações com Washington, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pretende retomar grupos de trabalho com representantes do setor privado.

A estratégia segue o modelo adotado durante a primeira rodada de discussões tarifárias e tem como objetivo preparar os segmentos potencialmente impactados pelas medidas norte-americanas.

O governo considera fundamental discutir mecanismos de proteção comercial e acompanhar os possíveis efeitos das novas tarifas sobre a economia brasileira.

Entre os setores que devem participar das próximas reuniões está a indústria calçadista. Também estão previstos novos encontros com entidades empresariais, incluindo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%

Além da sobretaxa de 25% atualmente em discussão, alguns produtos brasileiros poderão ser atingidos por uma tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países.

A justificativa para essa cobrança está relacionada à avaliação norte-americana sobre falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Caso ambas as medidas sejam implementadas, a carga tarifária total sobre determinados produtos brasileiros poderá alcançar 37,5%.

Nos bastidores, porém, integrantes do governo reconhecem que há menor margem para negociação em relação à tarifa extra de 12,5%, já que se trata de uma política de alcance global e não direcionada especificamente ao Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Mark Schiefelbein

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Comércio Exterior

Brasil tenta acordo comercial para evitar tarifa de 25% proposta pelos EUA

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos na tentativa de impedir a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e ainda depende de decisão final da Casa Branca.

A avaliação em Brasília é de que, embora as tratativas sejam complexas, existe espaço para a construção de um acordo tarifário que beneficie ambos os países e evite o aumento das barreiras comerciais.

Superávit dos EUA é um dos argumentos do Brasil

Entre os principais pontos defendidos pelos negociadores brasileiros está o fato de que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial na relação bilateral. Na visão do governo, esse cenário enfraquece os argumentos utilizados para justificar a criação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A recomendação do USTR foi divulgada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais nas relações comerciais, incluindo críticas ao funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado no país.

O governo brasileiro rejeita as alegações e afirma que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas, além de refletir uma postura de protecionismo comercial por parte de Washington.

Outro argumento apresentado pelo Brasil é que a tarifa média aplicada às importações provenientes dos EUA gira em torno de 2,7%, percentual considerado incompatível com a tese de restrições significativas ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro.

Prazo para definição foi estendido até julho

As negociações agora têm como referência o dia 15 de julho, data estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso. O prazo substitui o cronograma inicial de 30 dias acordado após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump realizada em Washington no mês passado.

A ampliação do período é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para aprofundar as discussões e buscar uma solução negociada antes da implementação de eventuais medidas tarifárias.

Cenário internacional dificulta avanço das conversas

Entre os obstáculos enfrentados pelo Brasil está a agenda internacional dos Estados Unidos. Além de conduzir negociações comerciais com diversos países, Washington também concentra esforços na crise envolvendo o Oriente Médio e o conflito com o Irã.

Nesse contexto, autoridades brasileiras avaliam a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre 15 e 17 de junho. Até o momento, entretanto, não há confirmação de uma reunião bilateral entre os dois líderes.

Outro desafio apontado pelo governo é a amplitude das demandas normalmente apresentadas pelos norte-americanos, que costumam envolver temas de diferentes setores da economia e da política comercial.

Brasil limita negociação às questões tarifárias

A estratégia brasileira tem sido concentrar as conversas em temas relacionados ao comércio exterior e às tarifas de importação, evitando incluir outros assuntos de interesse dos Estados Unidos.

O governo também sinalizou que temas considerados estratégicos para o país, como o Pix, não fazem parte da pauta de negociação com Washington.

Taxa global é vista como pouco negociável

Além da proposta específica envolvendo o Brasil, o governo acompanha outra medida adotada pelos Estados Unidos que prevê tarifas adicionais entre 10% e 12,5% para cerca de 60 países.

A cobrança é justificada pela alegação de falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, Canadá, Índia e países da União Europeia.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, essa medida possui caráter mais amplo e dificilmente seria objeto de negociações individuais, já que busca criar uma nova base legal para políticas tarifárias após decisões judiciais que limitaram iniciativas anteriores da administração norte-americana.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Comércio Internacional

Canadá propõe ampliar acordo de livre comércio da América do Norte por mais 16 anos

O governo do Canadá defendeu a renovação do acordo de livre comércio que integra as economias da América do Norte por mais 16 anos. A proposta foi apresentada às autoridades dos Estados Unidos e do México às vésperas do processo de revisão do tratado, previsto para começar em julho.

A iniciativa busca preservar a estabilidade econômica da região e garantir maior previsibilidade para empresas e investidores que dependem da integração comercial entre os três países.

Ottawa quer fortalecer o T-MEC e reduzir incertezas

O ministro canadense responsável pelas relações comerciais com os Estados Unidos, Dominic LeBlanc, enviou uma carta oficial aos representantes dos governos americano e mexicano sugerindo a extensão do acordo.

A proposta tem como objetivo evitar um cenário de revisões frequentes que possa comprometer a segurança jurídica e os investimentos de longo prazo na região.

O tratado, conhecido como T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá), é considerado um dos principais instrumentos de integração econômica do continente, conectando cadeias produtivas e impulsionando o comércio entre os três países.

Negociações avançam em Washington

Nos últimos dias, representantes dos governos envolvidos intensificaram as conversas em Washington para discutir possíveis ajustes e o futuro do acordo comercial.

Durante as negociações, LeBlanc alertou para os riscos de submeter o tratado a avaliações anuais. Segundo ele, revisões constantes poderiam gerar instabilidade para empresas e dificultar decisões relacionadas a investimentos, produção e expansão de negócios.

A preocupação canadense é garantir que o ambiente econômico permaneça previsível para os setores que dependem diretamente do comércio regional.

Líderes canadenses reagem a declarações dos EUA

Além das discussões comerciais, autoridades canadenses também reagiram a declarações recentes vindas da Casa Branca sobre uma eventual integração territorial entre os dois países.

O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, rejeitou publicamente qualquer possibilidade nesse sentido e reforçou que o Canadá mantém sua soberania plena.

A manifestação ocorreu em meio ao aumento das discussões políticas envolvendo a relação bilateral entre Ottawa e Washington.

Tarifas e medidas protecionistas preocupam parceiros do acordo

O governo canadense reconhece a existência de diversos pontos de atrito nas relações comerciais com os Estados Unidos. Autoridades do país identificam aproximadamente 30 questões que ainda geram divergências entre os dois mercados.

Nesse contexto, a manutenção do acordo de livre comércio da América do Norte é vista como fundamental para reduzir os impactos de medidas protecionistas, especialmente sobre setores estratégicos.

Produtos como alumínio, manufaturados e outros bens industriais permanecem sensíveis a mudanças tarifárias e restrições comerciais.

Renovação do tratado pode fortalecer integração econômica

Para Canadá e México, a ampliação da vigência do T-MEC representa uma forma de preservar os mecanismos de cooperação econômica e evitar possíveis rupturas nas relações comerciais da região.

A expectativa é que a renovação do acordo reforce os princípios de reciprocidade entre os parceiros e contribua para a continuidade do fluxo de investimentos, comércio e desenvolvimento econômico na América do Norte.

Com a revisão do tratado se aproximando, as negociações devem ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto os três países buscam construir consenso sobre o futuro da integração regional.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA atingem menor participação desde 1997

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras recuou para 9,4% entre janeiro e maio de 2026, o menor percentual registrado para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. No mesmo intervalo do ano passado, os norte-americanos respondiam por 12,2% das vendas externas do Brasil.

Os dados, divulgados pelo Valor Econômico com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam uma redução significativa da relevância do mercado americano para os produtos brasileiros, mesmo após o fim das tarifas extraordinárias impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Tarifas impostas por Trump impactaram comércio bilateral

Especialistas atribuem o enfraquecimento da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos aos efeitos da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump em 2025.

Nos primeiros meses daquele ano, antes da implementação das sobretaxas, as exportações brasileiras para os EUA ainda registravam crescimento de 4,4%. No entanto, a partir de julho, diversos produtos passaram a enfrentar tarifas de importação que chegaram a variar entre 40% e 50%.

A mudança alterou rapidamente o cenário comercial. As vendas para o mercado americano perderam ritmo no segundo semestre e encerraram 2025 com retração de 6,7%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 3,3% no mesmo período.

Vendas para os Estados Unidos continuam em queda em 2026

Entre janeiro e maio deste ano, os embarques brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 14 bilhões, representando uma queda de 16% em comparação ao mesmo período de 2025.

O desempenho negativo persistiu mesmo após a revogação do chamado tarifaço, derrubado em fevereiro por decisão da Suprema Corte dos EUA. A Corte considerou inadequado o uso da legislação de poderes econômicos emergenciais internacionais (IEEPA) como fundamento para a aplicação das tarifas.

Apesar da reversão jurídica, analistas avaliam que os impactos comerciais permaneceram. Empresas brasileiras ampliaram a busca por novos mercados, enquanto compradores americanos passaram a diversificar seus fornecedores, reduzindo a dependência de produtos brasileiros.

Diversificação de mercados ganha importância

A redução da participação americana ocorre em paralelo ao avanço da estratégia brasileira de diversificação comercial. O país tem ampliado sua presença em diferentes mercados internacionais, diminuindo a concentração das exportações em poucos destinos.

O movimento ganhou força diante das incertezas geradas por medidas protecionistas e pela instabilidade da política comercial dos Estados Unidos.

Recentemente, novas propostas tarifárias anunciadas por Washington, com alíquotas de 25% e 12,5% para determinados produtos, reforçaram a percepção de que a busca por novos parceiros comerciais se tornou uma alternativa estratégica para o comércio exterior brasileiro.

Mais do que uma oscilação temporária, a queda da participação dos EUA para o menor nível em quase três décadas sinaliza uma transformação no perfil das exportações brasileiras e nos fluxos globais de comércio.

Balança comercial registra crescimento em maio

Mesmo com a redução das vendas para os Estados Unidos, a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo em maio.

Segundo dados da Secex, o país registrou superávit de US$ 7,8 bilhões no mês, valor 10,8% superior ao saldo de US$ 7,1 bilhões observado em maio de 2025.

As exportações alcançaram US$ 31,9 bilhões, com avanço de 6,6%, enquanto as importações somaram US$ 24,1 bilhões, crescimento de 5,3%.

Superávit acumulado avança mais de 34% no ano

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 32,7 bilhões, alta de 34,2% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações brasileiras chegaram a US$ 148,6 bilhões, registrando crescimento de 8,7%. Já as importações totalizaram US$ 115,9 bilhões, avanço de 3,2%.

A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações, alcançou US$ 264,5 bilhões, aumento de 6,2%.

Os números mostram que, apesar da perda de participação do mercado americano, o comércio exterior brasileiro segue em expansão, impulsionado pela ampliação de mercados e pela adaptação das empresas a um cenário global marcado por disputas tarifárias e reorganização das cadeias produtivas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR / REUTERS/Kevin Lamarque

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Comércio Internacional

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos de tarifas dos EUA

O presidente da República afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil pretende ampliar sua rede de parceiros comerciais internacionais para minimizar os efeitos das novas barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o país não ficará dependente de um único mercado e seguirá buscando alternativas para fortalecer as relações econômicas e ampliar oportunidades de negócios no exterior.

“Se um país não quiser comprar nossos produtos, vamos comercializar com quem tiver interesse. Da mesma forma, se não houver interesse em investir aqui, buscaremos novos investidores. O Brasil é uma nação soberana e democrática”, afirmou o presidente.

Lula reforça defesa da soberania brasileira

Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou que o Brasil não deve adotar uma postura de submissão diante das grandes potências mundiais. Para ele, o país deve manter relações baseadas no respeito mútuo.

Lula ressaltou que o governo busca uma política externa pautada pela independência e pelo fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Tarifas de 25% entram no centro das discussões

A manifestação do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A proposta é resultado de uma investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump, que apura supostas práticas consideradas desleais nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão norte-americano está a alegação de que o Pix teria favorecido o sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas dos EUA que atuam no setor, como operadoras de cartões de crédito e plataformas de pagamento digital.

Participação no G7 ganha importância diante do cenário internacional

Lula também confirmou que participará da próxima reunião do G7, marcada para junho, na França. Inicialmente, a viagem não fazia parte da agenda presidencial.

O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

De acordo com Lula, a presença no evento será uma oportunidade para defender o fortalecimento do multilateralismo, das instituições internacionais e da cooperação entre os países.

Defesa da ONU e da governança global

Durante sua fala, o presidente voltou a defender a valorização da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da entidade.

Segundo ele, os desafios globais exigem o fortalecimento dos mecanismos internacionais de diálogo e cooperação, em vez do enfraquecimento das instituições multilaterais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria e pode afetar exportações

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor industrial. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), é acompanhada de perto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende o diálogo entre os dois países para evitar impactos econômicos e comerciais.

Em nota oficial, a CNI destacou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para ambas as nações e vem sendo construída ao longo de décadas. Para a entidade, a adoção de novas barreiras tarifárias pode prejudicar cadeias produtivas integradas e afetar empresas, consumidores, investimentos e empregos nos dois mercados.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige cautela e negociação. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar tecnicamente nas discussões para preservar o fluxo comercial entre os países.

Exportações brasileiras já registraram queda em 2025

Dados apresentados pela CNI mostram que as exportações de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, resultado 4,2% inferior ao registrado em 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove apresentaram retração nas vendas para o mercado norte-americano. Os setores mais impactados foram:

  • Produtos de metal: queda de 31,6%;
  • Madeira: redução de 20%;
  • Celulose e papel: recuo de 19,9%;
  • Veículos automotores: diminuição de 17,6%.

Na avaliação da entidade, a eventual implementação da nova tarifa poderá ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Audiência pública deve discutir proposta em julho

A discussão sobre a medida terá um novo capítulo no próximo mês. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública destinada a debater a proposta e receber contribuições de governos, entidades representativas e empresas interessadas.

Para a CNI, o processo de consulta pública representa uma oportunidade importante para que o Brasil apresente argumentos técnicos e demonstre os benefícios da manutenção das relações comerciais entre os dois países.

CNI defende negociação para preservar empregos e investimentos

A confederação informou que continuará acompanhando o tema em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que evitem prejuízos ao comércio bilateral e preservem investimentos, geração de empregos e o fortalecimento da parceria econômica entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Texto: Redação

Imagem: CNI / Divulgação

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