Portos

Porto de Suape amplia profundidade do canal externo e recebe navio petroleiro da Transpetro

O Porto de Suape, localizado em Ipojuca (PE), concluiu nesta quinta-feira (9) a dragagem do seu canal de acesso externo, que agora possui 20 metros de profundidade. A modernização coloca o complexo entre os mais competitivos do Brasil e das Américas, ampliando sua capacidade de receber embarcações de grande porte.

Homologação e capacidade ampliada

A obra foi homologada pela Marinha do Brasil e garantiu um calado de até 17,3 metros, permitindo a atracação de navios da classe Suezmax, que transportam mais de 170 mil toneladas de porte bruto.
Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a conquista representa um “divisor de águas” para a história do porto. Segundo ele, a dragagem integra um projeto estratégico de modernização que amplia o potencial logístico de Pernambuco e fortalece sua posição no cenário nacional.

Dragagem interna em andamento

Paralelamente, o porto executa a dragagem do canal interno, que deve restabelecer a profundidade para 16,2 metros, garantindo melhores condições de navegação e atracação de diferentes embarcações, como os navios da classe Panamax (com até 366 metros de comprimento).
O investimento total nas dragagens chega a R$ 217 milhões, sendo R$ 117 milhões do Governo de Pernambuco e R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3). O prazo de execução da obra interna é de seis meses, com a retirada estimada de 3,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Estreia com operação de grande porte

A inauguração da nova profundidade foi marcada pela chegada do navio petroleiro Romulo Almeida, da frota da Petrobras e operado pela Transpetro. A embarcação atracou no Píer de Granel Líquido 3A por volta das 9h, para embarcar 17 mil m³ de Diesel S10, produzido pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
A operação contou com equipes do Porto de Suape, da Praticagem de Pernambuco e da Capitania dos Portos, garantindo eficiência e segurança em toda a manobra.

FONTE: Diário de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Logística

Draga Galileo Galilei já está em Itapoá e aguarda liberação para iniciar obras de dragagem e alargamento da orla

Operação da Galileo Galilei marca nova fase nas obras de revitalização da orla de Itapoá

A draga Galileo Galilei, uma das mais modernas embarcações de dragagem do mundo, chegou a Itapoá (SC) na última sexta-feira (3) e já está posicionada para iniciar as obras de dragagem e alargamento da orla. Com capacidade de cisterna de 18 mil metros cúbicos, a embarcação é operada pela empresa Jan De Nul, que conclui neste fim de semana os últimos ajustes técnicos e operacionais para o início dos trabalhos.

Autorização final ainda é aguardada

Embora os estudos e o projeto executivo já tenham sido finalizados e aprovados, o início da dragagem ainda depende da autorização das autoridades competentes. Toda a estrutura técnica, incluindo profissionais e equipamentos, já se encontra mobilizada para a execução das obras.

Etapas preparatórias foram concluídas em setembro

Em setembro, escavadeiras, tratores e maquinários terrestres foram deslocados para o canteiro de obras. A etapa inicial incluiu a montagem da tubulação na praia, responsável por transportar a areia dragada até a faixa litorânea — processo essencial para a recuperação e ampliação da orla.

Projeto segue padrão de grandes obras no litoral brasileiro

A metodologia adotada em Itapoá é semelhante à utilizada em projetos de Balneário Camboriú (SC) e Matinhos (PR), também realizados com a participação da Galileo Galilei. Após a liberação oficial, será concluída a preparação da tubulação e, em cerca de dez dias, deve começar a dragagem do canal externo do porto, que permitirá o depósito de areia na costa e o consequente alargamento da praia.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Portos

Porto de Rio Grande recebe R$ 432 milhões em obras de dragagem

Investimento histórico para ampliar competitividade

O Porto do Rio Grande vai receber o maior investimento em dragagem já realizado no Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite assinou nesta semana o contrato e a ordem de início das obras, que terão aporte de R$ 432,2 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A assinatura ocorreu durante visita ao Estaleiro Rio Grande.

As intervenções serão executadas pela empresa Van Oord, com prazo estimado de 15 meses, e abrangem o canal externo, o canal interno e os berços do Porto Novo. O projeto também prevê monitoramento ambiental durante toda a execução.

Dragagem garante navegação de grandes embarcações

Segundo o governo estadual, a obra vai assegurar condições seguras de navegação para navios de grande porte, ampliando a capacidade logística e o escoamento da produção gaúcha. O projeto deve melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a competitividade do porto.

“O investimento garante que navios não precisem esperar para acessar o porto, evitando perdas de competitividade e aumentando a segurança para quem investe no Estado. Melhorar as condições de navegação é fundamental para atrair negócios, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento”, destacou Leite.

Funrigs e reconstrução da infraestrutura

A dragagem faz parte da estratégia de retomada da infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul. Os recursos vêm do Funrigs, criado pela Lei estadual nº 16.134/2024 para financiar ações de reconstrução, adaptação e resiliência climática.

A Portos RS captou R$ 731 milhões para o projeto de reconstrução da infraestrutura, centralizando investimentos estratégicos para o futuro do Estado.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande no período de janeiro de 2022 a agosto de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner e exclui movimentações internas, transbordo e cabotagem:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande | Jan 2022 a Ag 2025 | TEU

Proteção contra cheias em Rio Grande

No mesmo ato, o governador também anunciou o repasse de R$ 1,2 milhão para medidas de proteção contra cheias no município de Rio Grande. Os recursos, provenientes do programa Fundo a Fundo da Reconstrução, serão aplicados em serviços de hidrojateamento de 62,7 km de redes coletoras, limpeza de 2,7 mil poços de visita e 5,6 mil bocas de lobo.

O programa faz parte do Plano Rio Grande, voltado à proteção da população, reconstrução do Estado e fortalecimento da resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Autoridades presentes

Além do governador, participaram da cerimônia os secretários estaduais Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico), Paula Mascarenhas (Relações Institucionais), Angela de Oliveira (Secretaria de Reconstrução Gaúcha, adjunta), Mário Ikeda (Segurança Pública, adjunto), além da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos mantém canal de 15 metros após dragagem e inicia obras para aprofundamento

Dragagem garante segurança e calado operacional

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu recentemente um serviço de dragagem no Porto, que durou cerca de dois meses. O trabalho consistiu na remoção de sedimentos e na manutenção da profundidade do canal de navegação, abrangendo desde a região da Alemoa até a Barra, na Ponta da Praia, além de berços de atracação.

Após a intervenção, a APS realizou batimetria, confirmando que o canal mantém aproximadamente 15 metros de profundidade, permitindo o acesso de navios de grande porte. Segundo a autoridade portuária, o estuário do Porto recebe grande volume de sedimentos, que podem causar assoreamento, tornando a dragagem essencial para a segurança da navegação e a operação contínua do cais.

Planejamento estratégico para o futuro do Porto

O presidente da APS, Anderson Pomini, destaca que as ações não visam apenas a manutenção do calado atual, mas também a expansão futura do complexo portuário. “Manter os 15 metros é fundamental, mas já iniciamos o aprofundamento do canal, algo que não ocorre há mais de uma década. O objetivo é atender à demanda do mercado por um canal mais profundo”, afirma.

Próximos passos: atingir 17 metros de profundidade

O processo de aprofundamento começou pelo derrocamento de rochas no estuário. Segundo Pomini, o plano é chegar inicialmente a 16 metros e, posteriormente, alcançar 17 metros de profundidade, permitindo que o Porto de Santos receba os maiores navios do mundo com segurança e eficiência.

Exportações e importações de contêineres

Paralelamente, o Porto mantém seu papel central no comércio exterior brasileiro. Gráficos de exportações e importações de contêineres, elaborados com dados do DataLiner, mostram a movimentação desde janeiro de 2022, considerando apenas o longo curso, sem incluir cabotagem, transbordo ou outras operações externas.

Exportações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

Importações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O aprofundamento do canal reforça a importância do Porto de Santos como principal hub logístico do país, combinando capacidade operacional com planejamento estratégico de longo prazo.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portos do Paraná promove dragagem de manutenção do Canal de Antonina

A draga Galileo Galilei está em plena campanha de dragagem para manter o Canal de Antonina com 9,5 metros de profundidade e garantir o tráfego normal e seguro até o Porto Ponta do Félix. A operação envolve diversos ciclos entre o trecho dragado e a área em alto-mar destinada ao despejo dos sedimentos retirados da via navegável.

A programação faz parte do contrato de manutenção mantido pela Portos do Paraná e respeita a janela ambiental, que ocorre entre dezembro e março de cada ano.

“Estamos fazendo a campanha de dragagem de manutenção das áreas deltaicas, executada pelo Consórcio Itiberê, composto pelas empresas Van Oord e Jan de Nul. A programação está prevista para terminar no dia 10 de outubro. Tudo ocorre 24 horas por dia”, explica o coordenador de Batimetria e Dragagem, Lucas Gonçalves.

De acordo com ele, ainda nesse período será realizado o nivelamento de fundo, etapa que auxilia na finalização da dragagem. “Depois será feita a batimetria de pós-dragagem, para confirmar se as profundidades foram atingidas e calcular o volume dragado”, destaca o coordenador.

A draga Galileo Galilei tem capacidade de cisterna para 18 mil metros cúbicos. “É considerada um equipamento de grande porte e já executou diversos serviços aqui no porto em campanhas passadas. As empresas têm conhecimento da área e os serviços anteriores foram muito efetivos”, ressalta Gonçalves.

O Canal de Antonina tem aproximadamente 14 quilômetros de extensão, ligando o terminal da Fospar, no Porto de Paranaguá, ao Porto Ponta do Félix. “Vamos manter a profundidade de 9,5 metros”, reforça Gonçalves.

O atual contrato de dragagem de manutenção segue vigente até setembro de 2026.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM:  Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos

Dragagem do Porto de São Francisco do Sul prevê uso inédito de sedimentos em praia

A ordem de serviço para o início da maior obra de dragagem do país na atualidade será assinada nesta terça-feira, 23, no Porto de São Francisco do Sul, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do governador Jorginho Mello.

A vencedora da licitação para realizar a dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga  foi a empresa belga Jan De Nul. O contrato prevê o aumento do calado de 14 para 16 metros, o que permitirá a entrada de navios de maior porte.

Com investimentos de R$ 324 milhões, a dragagem deve começar até o final do ano, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026.

A draga será a Galileo Galilei, a mesma utilizada no engordamento da praia de Balneário Camboriú. Pelo contrato, a previsão da chegada da draga é até dezembro.

O Porto de São Francisco, no entanto, está buscando atender a todas as condicionantes ambientais previstas na licença de instalação da obra, para possibilitar a antecipação desse prazo, possivelmente em novembro.

Financiamento

A obra foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, no Norte catarinense. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que será executada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP): o porto público de São Francisco aportará R$ 24 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões.

O investimento privado será devolvido de modo parcelado até dezembro de 2037, aproximadamente 11 anos após o fim da obra. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Primeiro no Brasil

A dragagem possibilitará a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento, tornando-se o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para receber navios desse porte, com carga máxima.

Atualmente, no Complexo Portuário da Baía da Babitonga, é possível a atracação de embarcações com até 336 metros, com capacidade para 10 mil TEUs. Com a obra, essa capacidade aumentará para 16 mil TEUs.

Engordamento da praia

Outro aspecto inédito e inovador é a destinação dos sedimentos retirados do mar. Estima-se que serão removidos cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos de areia. Metade do material deve ser utilizado para o engordamento da faixa de areia da orla de Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

Será a primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia. Em nível mundial, somente na Austrália houve destinação similar.

“Será a maior obra de engordamento de praia da história do país, em extensão”, garante o diretor de Operações do Porto de São Francisco, Guilherme Medeiros, referindo-se aos 8 quilômetros da faixa de areia de Itapoá que serão beneficiados com a obra.

Fiscalização

Nesta terça-feira, será assinado, também, o contrato de fiscalização da obra com as empresas Geplan e Prosul, no valor de R$ 9 milhões. Ambas foram selecionadas por meio de licitação pública.

Além de acompanhar todas as etapas da obra, as empresas terão a responsabilidade de realizar uma análise detalhada de cada fase, incluindo a compatibilidade dos sedimentos depositados na praia, bem como a fiscalização da modelagem topográfica da área a ser alargada.

Adicionalmente, as empresas irão monitorar a parte aquática da obra, assegurando que as cotas de aprofundamento e alargamento do canal de acesso sejam realizadas de acordo com as especificações técnicas previstas.

Repercussão

“O impacto na economia será extraordinário. Com o aprofundamento do calado e o aumento da largura do canal de acesso, passaremos a competir em igualdade com o Porto de Santos. A estrutura permitirá a atracação de grandes navios, com capacidade para transportar um volume muito maior de contêineres. Isso representa ganhos para todos: para os transportadores, para os vendedores, para a cidade e, principalmente, na geração de empregos”, afirma o governador Jorginho Mello.

“As companhias marítimas estão atualizando suas frotas com navios de maior porte e, para isso, precisarão de portos equipados com a tecnologia que está sendo instalada no Complexo Portuário da Babitonga. Por isso, essa obra representa um avanço significativo e deixa Santa Catarina alinhada com o futuro da navegação”, destacou o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

De acordo com o presidente do Porto de São Francisco, Cleverton Vieira, a obra de dragagem, quando iniciada, será a maior em andamento no país. “O modelo adotado é resultado de um debate coordenado pelo Ibama, construído com base na relação de confiança entre as instituições envolvidas. A iniciativa contou com a participação ativa da Secretaria Estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, da Secretaria Estadual da Fazenda e da InvestSC”.

Segundo Vieira, a parceria firmada entre o Porto Itapoá – terminal privado – e o Porto de São Francisco – administrado pelo governo do Estado – reflete um nível inédito de segurança e confiabilidade, tornando-se um exemplo de colaboração entre os setores público e privado.

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Logística

Suape começa dragagem para viabilizar novo terminal de contêineres

O porto de Suape (PE) iniciará na próxima semana, a partir de 21 de agosto, a dragagem para ampliar o canal interno do porto, informou o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Bisneto. O projeto prevê aprofundamento para 16,2 metros. As obras são estimadas na casa dos R$ 200 milhões, cujos custos são dividos entre os governos federal e de Pernambuco. 

Durante sua participação no painel “Investir para Crescer”, realizado no Seminário Esfera Infra no último sábado (9), em Recife (PE), Bisneto afirmou que a dragagem do canal interno “vai viabilizar não só o futuro processo de expansão de Suape, como também a operação do novo terminal de contêineres da APM Terminals”, subsidiária da Maersk, uma das maiores operadoras de navios de contêineres do mundo.

A APM Terminals adquiriu parte do Estaleiro Atlântico Sul e está fazendo investimentos estimados na casa de R$ 1,6 bilhão para criar um novo terminal de contêineres no porto pernambucano com capacidade para movimentação de 400 mil TEUs (unidades de contêineres).

Segundo o presidente da autoridade portuária, além dos contêineres, o porto quer seguir investimentos em outros setores, como granéis líquidos, minério (o que segundo ele depende de investimentos na Ferrovia Transnordestina) e até mesmo granéis vegetais da região do Matopiba.

“A gente já tem estudos de que a atração de grãos no Matopiba, que é aquela região de cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ela é viável em Suape até pelo ramal rodoviário”, explicou o diretor, lembrando que a velocidade de operação de recepção dos caminhões é um atrativo para o porto.   

Ampliação
Também presente ao painel, Daniel Belisário, diretor comercial da JBS Terminals, lembrou números de crescimento do setor de contêineres no país citados pelo ministro Silvio Costa Filho de mais de 18% no ano passado e disse que isso torna mais que necessária a ampliação dos investimentos nesse tipo de infraestrutura.

“Isso é impossível de se sustentar sem investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou o diretor da companhia que passou a operar o terminal do porto de Itajaí (SC) e é apontada como uma das interessadas na disputa do Tecon10, que será o maior terminal portuário de contêineres do país, em Santos (SP).

O diretor-presidente da APS (Autoridade Portuária de Santos), Anderson Pomini, lembrou em sua participação no encontro que o porto de Santos (SP), além do Tecon10, tem um plano de investimentos de R$ 20 bilhões para os próximos 20 anos.

“O momento é único para a infraestrutura brasileira. Em três a quatro anos todas as obras serão entregues”, disse Pomini, citando entre elas o túnel ligando as cidades de Santos e Guarujá.

Fonte: Agência Infra

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Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Logística, Portos

Dragagem de mais de R$ 300 milhões e “maior alargamento de praia” tem estimativa de início em SC

Obras terão dez meses para a realização

As obras de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aproveitamento da areia removida do fundo do mar no alargamento de praias em Itapoá, têm estimativa de início em novembro. As propostas da concorrência serão abertas no início de julho e a empresa vencedora terá três meses para elaborar o projeto executivo, conforme previsão contratual. A projeção de início dos trabalhos ainda em 2025, foi apresentada pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, em reunião na Fiesc. A licitação foi lançada pelo porto em março. No encontro, o dirigente apresentou informações sobre o desempenho do porto e os planos de investimentos. O futuro da BR-280 esteve em discussão.

Confira imagens:

Fonte: NSC Total

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