Portos

Porto de Santos se prepara para navios gigantes com obras para ampliar a profundidade do canal

Autoridade Portuária de Santos publicou um edital de dragagem para aprofundar canal do cais santista de 15 para 16 metros. A obra terá prazo de cinco anos após a assinatura do contrato.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para contratar uma empresa ou consórcio de empresas para fazer a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto, dos atuais 15 para 16 metros. O objetivo é ampliar a capacidade do complexo portuário, adequando a infraestrutura para receber navios de maior porte.

O edital foi publicado na quarta-feira (23), no Diário Oficial da União, e os interessados poderão participar da concorrência conforme os termos do edital. A abertura das propostas está marcada para o dia 26 de setembro.

A empresa vencedora será a que fizer a proposta com o menor valor para a execução da dragagem, que terá prazo de 60 meses (5 anos), a partir da assinatura da ordem de serviço.

O aprofundamento do canal está previsto para ocorrer ao longo dos 24,6 quilômetros de extensão do canal do porto. A última obra semelhante, que permitiu o canal chegar aos 15 metros de profundidade aconteceu há 13 anos.

Margem de segurança: dragagem de 16,30 a 16,70

Apesar da profundidade projetada de 16 metros, o edital prevê dragagem até 16,30 m, com tolerância que pode alcançar 16,70 m em trechos pontuais. Essa margem extra é comum e garante segurança à navegação diante de variações do leito e restrições operacionais.

Regime de contratação integrada

A modalidade permite à APS pública contratar uma única empresa ou consórcio para realizar todas as etapas de uma obra. O que, no caso da dragagem, contempla: licenciamento ambiental, elaboração dos projetos básico e executivo, execução da dragagem e serviços complementares.

O contrato também prevê que a empresa atue para manter a profundidade do canal em 16 metros por dois anos após a conclusão das obras.

Classe de navios

Futuro: 17 metros de profundidade

A APS informou que a dragagem para 16 metros é um passo inicial. Em futuras concessões, há previsão de novos investimentos que podem levar o canal a atingir 17 metros, ampliando ainda mais o potencial logístico do Porto de Santos.

Fonte: G1

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Logística

ANTAQ aprova entendimento regulatório acerca da cobrança de sobrestadia de contêiner

A medida representa um marco importante no aprimoramento da regulação do transporte marítimo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou, nesta quinta-feira (31), entendimento regulatório acerca da cobrança de sobrestadia de contêineres com base em diagnóstico sobre o cenário da cadeia logística e dos impactos desse tipo de carga na atividade do setor.

Foram determinadas premissas em que poderá haver incidência da sobrestadia de contêineres, a elaboração de relatórios trimestrais contendo o andamento das denúncias instruídas na ANTAQ sobre o tema, entre outros encaminhamentos.

A diretora Flávia Takafashi, que relatou a matéria, explicou que os itens votados não alteram nenhuma resolução da Agência e que os pontos que necessitam de mudanças normativas serão tratados na Agenda Regulatória 2025-2028.

Além do entendimento regulatório firmado, a ANTAQ vai promover ações de aperfeiçoamentos internos para melhorar o fluxo de informações entre as áreas responsáveis pelo assunto, de modo a garantir mais celeridade nas análise envolvendo denúncias relativas à cobrança da sobrestadia.

A diretora destacou que “as medidas deliberadas representam um marco importante no aprimoramento da regulação do transporte marítimo, reforçando o compromisso institucional da ANTAQ com uma atuação técnica, eficiente e alinhada às necessidades do setor. 

Aumento da demanda

O levantamento, realizado pela área técnica da Agência, se deu a partir do monitoramento do tema e de denúncias apontando irregularidades nas cobranças, além do aumento expressivo da movimentação de contêineres – no ano passado, a movimentação desse tipo de carga registrou recorde, com crescimento de 20%. 

“Ressalto que essa agência tem acompanhado de perto a evolução do cenário do transporte marítimo internacional, especialmente no que tange a logística de carga unitizada, e se debruça sobre os desafios e complexidades deste setor, que desempenha um papel fundamental na economia brasileira, sendo responsável pela movimentação de 95% do comércio exterior do país”, declarou a relatora.

A diretora completou explicando que a Agência sempre preza por “promover uma atuação regulatória assertiva, capaz de assegurar a transparência e o equilíbrio nas relações entre os agentes do setor, bem como a previsibilidade e a qualidade do serviço de transporte de infraestrutura portuária.” 

A logística de contêineres é debatida no âmbito da Agência desde a pandemia, porém, recentemente foi encontrada a necessidade de aperfeiçoar os instrumentos regulatórios da ANTAQ para se adaptar ao novo cenário de crescimento da demanda de movimentação de contêineres.

Em março de 2024, a Agência aprovou uma matriz de responsabilidade para identificar em quais situações deve ser feita a cobrança pela armazenagem adicional de carga nas instalações portuárias. A deliberação resultou na Resolução ANTAQ 112/2024.

Mudanças 

No voto, foram definidas premissas que vão orientar quando deve ser feita a cobrança de sobrestadia. Isso deve coibir cobranças abusivas e promover mais eficiência para o setor portuário.

Nesse sentido, a diretora Flávia Takafashi, pontuou que “não se está afastando a cobrança de sobrestadia, porque ela é legítima. O que se está afastando é a cobrança abusiva nessas situações específicas.”

Confira os pontos que serão considerados para definir uma cobrança como adequada:

  • Somente deve incidir cobrança quando a utilização dos contêineres por prazo superior a livre estadia ocorrer: no interesse, por opção ou por culpa dos usuários, ou quando o evento causador estiver sobre o risco do negócio dos usuários; 
  • A cobrança só se justifica nos casos em que a permanência, além do período de estadia gratuita (free time) decorra do interesse, da escolha voluntária ou da responsabilidade dos usuários, ou ainda quando a causa da demora estiver relacionada a riscos assumidos por eles em razão do seu próprio negócio;
  • Não poderá haver incidência quando a paralisação dos contêineres for relacionada a: ato ou omissão do transportador ou daqueles a seu serviço, a logística mobilizada pelo transportador marítimo para oferta do serviço, ou quando o evento causador estiver sobre o risco do negócio do transportador, do depósito de vazios ou do terminal portuário; 
  • Não é admissível a cobrança nos casos em que o não retorno dos contêineres a logística decorra de ações ou omissões atribuíveis ao transportador ou a seus prepostos, a estrutura logística adotada pelo próprio transportador marítimo pela prestação do serviço, ou quando o evento que motivou a paralisação se insira nos riscos operacionais do transportador, do terminal portuário ou do depósito de contêineres vazios.  

Fonte: Assessoria de Comunicação e Cerimonial

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Comércio Exterior

Receita Federal eliminará mais de 1.600 atributos opcionais do Catálogo de Produtos

O objetivo é facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior.

A Receita Federal do Brasil informa que, com o objetivo de facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior, serão excluídos do Catálogo de Produtos todos os atributos opcionais exclusivos da RFB vinculados às Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCM). A medida representa a eliminação de 1.611 atributos opcionais de um total de 2.292 atualmente existentes, cerca de 70% do total de atributos em produção.

A decisão decorre da identificação de dificuldades substanciais enfrentadas por importadores no preenchimento dessas informações, motivadas, entre outros fatores, pela dificuldade de obtenção de dados junto a fornecedores estrangeiros e pelos elevados custos com a contratação de serviços terceirizados para construção e manutenção de catálogos próprios.

Tais dificuldades foram identificadas ao longo do cuidadoso processo de monitoramento da adesão voluntária ao novo processo de importação, conduzido pela Receita Federal com a participação ativa de diversos atores da cadeia de comércio exterior.

Essa simplificação está plenamente alinhada com as melhores práticas internacionais de facilitação do comércio e representa uma redução significativa de custos operacionais para os intervenientes, especialmente no contexto da migração das operações para o Portal Único de Comércio Exterior, por meio do novo processo de importação.

Os atributos opcionais exclusivos da RFB serão excluídos no prazo de quinze dias, com as devidas atualizações nos sistemas e canais de consulta, de modo que, dos atributos exclusivos da RFB, serão mantidos em produção apenas os obrigatórios.

A inclusão, pela Receita Federal, de novos atributos obrigatórios, será analisada caso a caso, à medida que novas operações forem incorporadas ao Portal Único, sempre com base em avaliações técnicas criteriosas e diálogo constante com o setor privado e os demais órgãos e entidades parceiras.

A Receita Federal reforça seu compromisso com a modernização aduaneira, a redução de entraves operacionais e o estímulo à conformidade voluntária, sem comprometer sua capacidade de fiscalização, que continuará sendo exercida com base em critérios de análise de risco e inteligência.


Coordenação-Geral de Administração Aduaneira – COANA/RFB

Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX/SECEX

Fonte: Siscomex

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Comércio Exterior

Trump diz que Lula pode ligar para ele “a qualquer momento”

Presidente dos EUA falou a repórteres no jardim da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1°) que o presidente Lula pode ligar para ele “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países.

Cerca de 44,6% das exportações brasileiras foram isentadas do tarifaço, segundo cálculo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ordem executiva traz uma lista com cerca de 700 produtos que ficaram de fora da sobretaxa. Entre eles estão aviõescelulosesuco de laranjapetróleo e minério de ferro. Para esses itens, continua valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.

A fala do presidente americano acontece após a oficialização das tarifas de 50% aos produtos brasileiros na terça-feira (30). O governo dos EUA justificou as tarifas como uma “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do Brasil.

Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva impondo tarifas que variam de 10 a 41% a diversos países.Em entrevista à jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro” e finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.

O decreto trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

No texto, Trump ainda sinaliza que pode baixar essas tarifas, a depender de acordos celebrados com os parceiros comerciais, tratativas estas que ele reitera estarem avançando.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Com expectativa de safra maior, contratos do algodão apresentam queda em Nova York

Contratos encerram com quedas de 2,1% para dezembro de 2025 e 1,3% em 2026

A perspectiva de uma safra mundial de algodão maior pressionou os contratos em Nova York nesta semana. O contrato para dezembro de 2025 encerrou com queda de 2,1%, enquanto para 2026 de 1,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (1º).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 31/jul cotado a 67,25 U$c/lp (-2,1% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,10 U$c/lp (-1,3% vs. 24/jul).

Basis Ásia – o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 910 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 – O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025, em comparação com uma queda de 0,5% no primeiro trimestre.

Altistas 2 – As condições da lavoura dos EUA pioraram esta semana: a classificação “boa a excelente” caiu 2 pontos percentuais, para 55%, ainda assim acima dos 49% da safra passada.

Baixistas 1 – Por outro lado, o clima quente e seco do Texas ao Delta tem favorecido o avanço da safra, embora ambas as regiões necessitam de umidade adicional neste momento.

Baixistas 2 – China e EUA não fecharam um acordo sobre produtos agrícolas e essa falta de avanço é mais um limitador para as cotações.

Oferta – A Cotlook elevou as projeções de produção global de algodão para 2024/25 (+113 mil tons) e 2025/26 (+118 mil tons), ultrapassando 26 milhões tons, maior volume desde 2017/18.

Demanda 1 – O consumo global de algodão segue pressionado pelas incertezas tarifárias. China, Paquistão e Turquia tendem a reduzir o uso, enquanto Índia, Bangladesh e Vietnã projetam alta – embora ainda insuficiente para compensar a queda geral.

Demanda 2 – A previsão do Cotlook é de consumo abaixo de 25 milhões tons em 2024/25 e 2025/26, o que resultaria em acúmulo de mais de 1 milhão tons em estoques por temporada.

Missão Compradores 1 – A Abrapa recebe de 3 a 9/ago um grupo com 20 executivos da indústria têxtil de 6 países (Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã) que, juntos, respondem por 84,9% das exportações brasileiras de algodão.

Missão Compradores 2 – Nesta 9ª edição da Missão Compradores, serão visitados MT, BA e GO. O objetivo é mostrar como o Brasil se tornou o maior exportador mundial a partir de boas práticas de sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.

Missão Compradores 3 – A delegação inclui 19 empresas têxteis diferentes que consomem, anualmente, 1,4 milhão tons. A pluma brasileira representa, em média, 35% desse consumo total.

Missão Compradores 4 – Além de visitas guiadas a fazendas, a missão passará por algodoeiras, laboratórios e terá workshops técnicos. A iniciativa integra as ações do programa Cotton Brazil.

Tarifas 1 – Nesta semana, antes do aguardado dia 1º de agosto, muitos acordos de renegociação das taxas norte-americanas foram anunciados.

Tarifas 2 – Conversas entre EUA e China mantêm um tom positivo, mas sem perspectiva de resolução rápida. O prazo de 12/ago pode ser estendido novamente.

Tarifas 3 – Há esperança de que, em algum momento da nova temporada, um acordo global estimule compras em larga escala de produtos agrícolas e industriais dos EUA (como ocorreu em 2020) e revitalize o comércio.

Paquistão – Produtores paquistaneses comemoram pausa nas chuvas de monção. A produção de algodão foi estimada em torno de 1,1 milhão tons a 1,3 milhão tons, e o desenvolvimento da safra é considerado satisfatório.

Qualidade 1 – A Abrapa é uma das organizações brasileiras a participar de treinamento sobre classificação de algodão em Memphis (EUA). O curso começou na segunda a convite do USDA e da Uster, fabricante de equipamentos HVI.

Qualidade 2 – O objetivo é qualificar a equipe técnica para dar mais transparência ao processo de classificação. Além da Abrapa, o grupo inclui representantes da Abapa, Amipa, Agopa e Embrapa.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 111,7 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,1% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram colhidos no estado da BA (40,56%), GO (66,41%), MA (55%), MG (60%), MS (68%), MT (17%), PI (67,9%), PR (95%) e SP (95%). Total Brasil: 25,69%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram beneficiados nos estados da BA (25%), GO (19,3%), MA (6%), MG (25%), MS (22%), MT (2%), PI (30,8%)  PR (90%) e SP (100%). Total Brasil: 8,46%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Setor descarta demissões e afirma que ajuste no mercado será temporário; EUA respondem por 12% das exportações de carnes do estado

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Produção continuará em plena capacidade mesmo com tarifas dos EUA, diz Marfrig

A Marfrig afirmou nesta sexta-feira que as operações da companhia no Brasil continuam normalmente, sem interrupções nas linhas de produção e em plena capacidade.

A companhia também destacou a ausência de “impactos na receita e na rentabilidade decorrentes dos efeitos da nova política tarifária dos Estados Unidos”.

Em comunicado ao mercado, a Marfrig esclareceu que “acessa o mercado dos Estados Unidos por meio de suas operações no Uruguai e Argentina e que as exportações para o país totalizaram 27 mil toneladas em 2025”.

“Em linha com a estratégia de diversificação geográfica e nosso portfólio de maior valor agregado, a Marfrig está presente no mercado norte-americano por meio da Operação da National Beef”, acrescentou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Exportação

Em meio ao tarifaço, SP quer retomar exportação de carne ao Japão

Secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo

O secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve uma reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Shimizu Toru, para tratar da possível retomada das exportações de carne ao país asiático.

O encontro acontece em meio às discussões sobre o tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos países pelo mundo, entre os quais o Brasil – alvo das maiores taxas (50%) sobre determinados produtos e setores. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo.

Entenda

Em maio do ano passado, o Brasil foi declarado livre da febre aftosa sem vacinação animal. Com esse status, o país, em tese, tem sinal verde para voltar a exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul – que só compram de mercados livres da doença.

Por outro lado, o fim da vacinação exige protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados brasileiros.

Atualmente, o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome – o que representa algo em torno de US$ 4 bilhões por ano. Desse montante, 80% são importados dos EUA e da Austrália.

Em relação ao Brasil, o processo de negociação com os japoneses se desenrola há mais de 20 anos. O último protocolo entre os dois países vem sendo discutido há cinco anos.

Objetivo é diversificar destino de exportações, diz secretário

Por meio de nota, o secretário da Agricultura de São Paulo confirmou que o estado pretende reabrir a venda de carne ao Japão.

“A ampliação do diálogo com o Consulado do Japão reforça o nosso compromisso de fortalecer e expandir a presença da pecuária paulista no mercado internacional”, diz Piai. “A diversificação dos destinos das nossas exportações, além de aumentar a competitividade, gera mais oportunidades e promove o desenvolvimento dos nossos produtores.”

Carne não escapou do tarifaço

Pelo menos até este momento, a carne brasileira não foi incluída na lista de mais de 700 produtos isentos das tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA.

Ao todo, 694 produtos brasileiros escaparam do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump, que assinou uma ordem executiva oficializando a taxa de 50% sobre exportações vindas do Brasil. A informação consta de documentos divulgados pela Casa Branca, na última quarta-feira (30/7), sobre a medida.

Entre os produtos isentos da taxa, estão itens como suco e polpa de laranja, minérios de ferro, derivados de petróleo, castanha, carvão, e peças de aeronaves civis.

Governo Tarcísio anunciou pacote emergencial

Após a confirmação das tarifas comerciais de 50% impostas pelos EUA, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um pacote de medidas emergenciais para ajudar setores atingidos pelas taxas norte-americanas.

Uma das medidas anunciadas pelo governo de São Paulo é a oferta de R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados às empresas exportadoras do estado. O valor é o dobro daquele que foi anunciado na semana passada, de R$ 200 milhões.

Outra medida confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes é a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio do programa ProAtivo – o que representa um incremento de R$ 500 milhões em relação ao que havia sido anunciado.

De acordo com o governo paulista, a liberação dos créditos de ICMS será destinada, de forma prioritária, a contribuintes exportadores que possuam créditos acumulados aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões, e os pedidos aprovados serão atendidos em até 10 parcelas. O cronograma de liberação terá início em setembro.

Como ficou o tarifaço de Trump

Na quinta-feira (31/7), Trump assinou um decreto que amplia as chamadas “tarifas recíprocas” aplicadas a dezenas de países. A medida, que eleva os encargos sobre produtos estrangeiros que entram no mercado norte-americano, é justificada pelo governo como uma resposta a desequilíbrios comerciais e, em alguns casos, a questões de segurança pública.

As novas tarifas, que variam entre 10% e 41%, começarão a ser aplicadas no dia 7 de agosto, e não mais neste dia 1º, como prometido anteriormente. No entanto, mercadorias embarcadas para os EUA antes dessa data e que cheguem ao país até 5 de outubro estarão isentas da nova tributação.

A tarifa mais alta, de 41%, foi imposta à Síria. Países como Laos e Mianmar foram sobretaxados em 40%. Suíça (39%), Iraque e Sérvia (35%), além de Argélia, Bósnia e Herzegovina, Líbia e África do Sul (30%) também estão entre os mais afetados.

A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul passarão a enfrentar tarifas de 15% sobre determinados produtos. Já para Costa Rica, Bolívia e Equador, o encargo subiu de 10% para 15%. No mesmo pacote de medidas, Trump também assinou uma ordem executiva específica para o Canadá, elevando de 25% para 35% a tarifa sobre produtos importados do país vizinho.

O Brasil, por sua vez, manteve a alíquota base de 10% estabelecida em abril. No entanto, com o novo decreto, que impõe sobretaxa de 40% a partir da primeira semana de agosto, com exceção de quase 700 produtos, a maior parte das exportações brasileiras passará a enfrentar tarifas efetivas de até 50%.

As tarifas anunciadas fazem parte da estratégia do governo Trump de pressionar países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais. Segundo a Casa Branca, a ideia é estabelecer “condições justas e equilibradas” no comércio exterior americano.

Veja lista das tarifas recíprocas ajustadas:

  • Afeganistão: 15%
  • Argélia: 30%
  • Angola: 15%
  • Bangladesh: 20%
  • Bolívia: 15%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Botsuana: 15%
  • Brasil: 10% (acrescido da sobretaxa de 40% anunciada em 30/7)
  • Brunei: 25%
  • Camboja: 19%
  • Camarões: 15%
  • Chade: 15%
  • Costa Rica: 15%
  • Costa do Marfim: 15%
  • República Democrática do Congo: 15%
  • Equador: 15%
  • Guiné Equatorial: 15%
  • União Europeia: 15% (para a maioria dos produtos)
  • Ilhas Malvinas (Falkland): 10%
  • Fiji: 15%
  • Gana: 15%
  • Guiana: 15%
  • Islândia: 15%
  • Índia: 25%
  • Indonésia: 19%
  • Iraque: 35%
  • Israel: 15%
  • Japão: 15%
  • Jordânia: 15%
  • Cazaquistão: 25%
  • Laos: 40%
  • Lesoto: 15%
  • Líbia: 30%
  • Liechtenstein: 15%
  • Madagascar: 15%
  • Maláui: 15%
  • Malásia: 19%
  • Maurício: 15%
  • Moldávia: 25%
  • Moçambique: 15%
  • Mianmar (Birmânia): 40%
  • Namíbia: 15%
  • Nauru: 15%
  • Nova Zelândia: 15%
  • Nicarágua: 18%
  • Nigéria: 15%
  • Macedônia do Norte: 15%
  • Noruega: 15%
  • Paquistão: 19%
  • Papua-Nova Guiné: 15%
  • Filipinas: 19%
  • Sérvia: 35%
  • África do Sul: 30%
  • Coreia do Sul: 15%
  • Sri Lanka: 20%
  • Suíça: 39%
  • Síria: 41%
  • Taiwan: 20%
  • Tailândia: 19%
  • Trinidad e Tobago: 15%
  • Tunísia: 25%
  • Turquia: 15%
  • Uganda: 15%
  • Reino Unido: 10%
  • Vanuatu: 15%
  • Venezuela: 15%
  • Vietnã: 20%
  • Zâmbia: 15%
  • Zimbábue: 15%

Fonte: Metrópoles


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Comércio Exterior

Ameaça de Trump por comércio com a Rússia vira novo foco do Itamaraty

Diplomacia brasileira intensifica articulações com o setor privado e autoridades dos EUA para tentar barrar punições por importações russas

As ameaças recorrentes do presidente Donald Trump de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia tornaram-se o novo centro de atenção do Itamaraty.

Com a escalada do protecionismo americano, a diplomacia brasileira já articula movimentos para tentar blindar a economia de mais uma ofensiva tarifária — desta vez, voltada contra nações que importam petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos russos.

O alerta soou com mais força após Trump reduzir, nesta semana, o prazo de 50 dias dado ao presidente Vladimir Putin para negociar seriamente o fim da guerra na Ucrânia.

Na quinta-feira (31), o republicano voltou a ameaçar retaliar economicamente países que seguem comprando produtos estratégicos da Rússia e citou nominalmente a Índia, prometendo uma penalidade extra por sua aliança comercial e militar com Moscou.

No Congresso, o Senado americano discute um projeto que pode dobrar as tarifas sobre bens vindos de parceiros do Kremlin. O objetivo dos Estados Unidos é isolar economicamente Putin e forçar negociações diplomáticas pelo fim do conflito.

Se essas medidas forem adiante, o Brasil será um dos alvos prováveis. O país aumentou significativamente suas importações russas nos últimos anos, com destaque para o óleo diesel e fertilizantes — dois insumos vitais para o funcionamento da economia e do agronegócio.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio mostram que, em 2024, o Brasil importou US$ 6,2 bilhões em combustíveis da Rússia — alta de 18,6% em relação a 2023. As compras de fertilizantes também cresceram: somaram US$ 3,7 bilhões, um aumento de 4,4%.

A maior preocupação de Brasília é com os fertilizantes, já que não há fornecedores alternativos capazes de atender, em curto prazo, às demandas do setor agrícola brasileiro, um dos mais produtivos do mundo.

Ainda há dúvidas sobre o alcance e a viabilidade das ameaças americanas, especialmente porque alguns desses países têm importância estratégica para Washington, como a Turquia – outra grande compradora de gás e petróleo russos.

Os EUA já deram sinais de que não imporiam esse tipo de retaliação à União Europeia, que continua sendo uma grande consumidora de gás da Rússia. Mas há incertezas em relação aos demais países.

Mesmo assim, existe apreensão em Brasília. Interlocutores do governo ouvidos pela CNN temem que o Brasil volte a ser alvo de punições por motivos políticos, como aconteceu no caso do tarifaço de 50%.

Para evitar um novo revés, o Itamaraty tem se movido intensamente.

Diplomatas e empresários brasileiros intensificaram contatos com interlocutores em Washington, reforçando os riscos de instabilidade global caso as ameaças avancem.

Nas reuniões, um argumento usado é que, sem fertilizantes, o Brasil — terceiro maior produtor de alimentos do planeta — pode ver sua produção cair e os preços mundiais dispararem. Uma inflação alimentar global não interessaria nem aos EUA nem a Trump.

O tema, inclusive, já vinha sendo mencionado em algumas conversas sobre o tarifaço, com a diplomacia brasileira aproveitando as brechas possíveis para alertar sobre os impactos colaterais de novas sanções.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Exclusões do tarifaço deram alívio, mas exportadores do ES têm outros problemas

O Espírito Santo é um dos estados mais abertos aos negócios externos do Brasil. O impacto no PIB capixaba supera os 60%

Em que pese o agronegócio ter ficado de fora das exclusões do tarifaço em cima das exportações brasileiras oficializado, nesta quarta-feira (30), pelo governo dos Estados Unidos, o saldo final da confusão para a economia do Espírito Santo pode ser resumido no famoso ditado popular: ‘dos males, o menor’. Não é o ideal, mas bem melhor do que a tarifação geral de 50% que era aguardada, que tinha tudo para provocar uma quebradeira em vários segmentos muito importantes do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.

O fato de celulose, aço, minério de ferro, petróleo e parte das exportações de rochas (os quartzitos) terem sido excluídos na undécima hora trouxe um enorme alívio. De acordo com a Findes, 72,6% das vendas capixabas para os EUA são feitas por estes setores. Tratam-se de companhias de grande porte, que empregam milhares de trabalhadores, que têm investimentos bilionários em vista e que contratam bilhões de reais em serviços todos os anos. A indústria metalmecânica do Espírito Santo, por exemplo, que tem mais de 1,5 mil empresas e emprega 30 mil diretamente e mais de 100 mil indiretamente, é grande fornecedora de todos esses conglomerados. A participação, direta e indireta, dessa turma no PIB do Estado é enorme.

Por tudo isso, apesar do alívio, vale a pena observar algumas questões que vão além do tarifaço de Donald Trump. Todas elas foram levadas pelo setor produtivo ao governo do Estado na reunião do comitê de crise presidido pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço.

“O alívio é enorme, afinal, o impacto seria significativo, mas seguimos preocupados, afinal, não sabemos se o que está valendo continuará valendo. Por isso, é muito importante olharmos para outras questões, algumas antigas, para aumentarmos a nossa competitividade. Precisamos conversar, por exemplo, sobre o aumento do gás natural no Espírito Santo. Trata-se de um insumo básico para qualquer fábrica”, disse André Brito, executivo de Relações Corporativas, Institucionais e Governamentais da Suzano.

Sérgio Mileipe, diretor de Operações da Samarco, foi pelo mesmo caminho. “Estamos em um ambiente de muita instabilidade, lá fora e aqui também, isso atrapalha as decisões. A Samarco está finalizando os estudos para um investimento que beira os R$ 4 bilhões nas duas usinas de pelotização mais antigas, mas tudo precisa de viabilidade. O preço do minério está em queda e o combustível que usamos, o gás natural, está ficando mais caro”.

A indústria siderúrgica, que vive uma espécie de tempestade perfeita (foi excluída do último tarifaço de 50%, mas, desde junho, paga 50% em qualquer venda para os EUA, ou seja, poderia chegar ao 100%, o que inviabilizaria o negócio), levou uma lista maior de questões a serem tratadas. “O impacto das tarifas já em vigor na ArcelorMittal Brasil é de R$ 1,2 bilhão em 2025. Uma nova taxa de 50% seria inviável. Mas o problema do aço vai além, estamos vivendo, no mercado brasileiro, uma inundação de aço estrangeiro, principalmente de China e Egito. Produtos que chegam aqui abaixo do valor de mercado, ou seja, não se trata de uma competição. Países do mundo inteiro já entenderam isso e estão criando barreiras. O Brasil também tem, mas não está sendo eficaz. A importação de produtos de aço não para de crescer e isso está prejudicando muito a indústria nacional. Não estamos falando de algo saudável, se nada for feito, vai atrapalhar os investimentos do grupo no Brasil”, afirmou Paulo Wanick, Diretor de Finanças da ArcelorMittal Aços Planos América Latina.

A ArcelorMittal pretende investir R$ 12,5 bilhões no Brasil nos próximos anos. Grande parte disso, algo perto de R$ 4 bilhões, viria para a construção de um Laminador de Tiras a Frio e de uma linha de galvanizados em Tubarão. O projeto está de pé, mas a inundação de aço importado é um problema a ser solucionado.

Os executivos também pediram uma melhoria nos meios de restituição dos créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Os grandes exportadores pagam o imposto ao longo da cadeia, mas não conseguem se creditar na hora da venda do produto final, já que as exportações são isentas de ICMS. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, são cerca de R$ 3 bilhões em créditos de exportadores represados.

Fonte: A Gazeta

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