Portos

Porto peruano operado pela China ambiciona virar ‘hub’ das Américas Central e do Sul

O tráfego marítimo está aumentando entre a China e o Peru com a inauguração de um porto perto da capital Lima, majoritariamente de propriedade chinesa. A instalação tem a mais recente tecnologia chinesa, reduzindo o tempo de transporte e alarmando os Estados Unidos.

A cidade de Chancay fica a cerca de 80 quilômetros ao norte de Lima. Seu porto, inaugurado em novembro, fica além de um túnel de 1,8 quilômetro sob a cidade.

Antes de entrar, os visitantes são solicitados a se registrar em um sistema de reconhecimento facial, semelhante ao que existe na China. O porto conta com rede sem fio 5G de alta velocidade da Huawei Technologies, que, segundo representantes, agiliza os procedimentos de entrada e saída de caminhões.

O porto de Chancay é operado pela Cosco Shipping Ports Chancay Peru (CSPCP), que é 60% controlada pela China Cosco Shipping, a maior empresa de transporte marítimo estatal da China.

A instalação permite que cargas da América do Sul viajem diretamente para a Ásia, em vez de precisar passar pela América Central ou do Norte, reduzindo o tempo de transporte de 35 para 23 dias.

O projeto portuário foi desenvolvido sob os auspícios do governo chinês como parte fundamental da iniciativa chinesa de infraestrutura transfronteiriça Rota da Seda, para a América do Sul. O presidente chinês, Xi Jinping, participou da cerimônia de inauguração do porto por videoconferência.

Entre os principais recursos de Chancay está o uso da tecnologia de automação chinesa de ponta.

Durante uma visita em um dia de semana no final de julho, o porto foi recriado em um grande display interno, mostrando o status dos contêineres e veículos autônomos nas instalações em tempo real, juntamente com dados detalhados.

Chancay é “um dos portos mais avançados do mundo”, disse o vice-gerente geral da CSPCP, Gonzalo Rios. É semelhante a uma versão em miniatura do porto de Xangai, com avanços ambientais, como a reciclagem de água do mar.

Em uma sala repleta de monitores, os funcionários observavam guindastes carregando e descarregando cargas. Embora eles possam assumir o controle dos guindastes, se necessário, o equipamento funciona sem qualquer intervenção humana. Quase nenhum trabalhador era visto ao redor do porto, mesmo com o fluxo de carros e contêineres fabricados na China.

A drástica melhoria na conveniência oferecida pelo novo porto impulsionou a demanda. Após seis meses de operação experimental, o porto entrou em operação plena em junho. Durante o período experimental, cerca de US$ 1 bilhão em transações passaram pelo porto, com o governo peruano arrecadando cerca de 500 milhões de soles (US$ 140 milhões) em receita, de acordo com Rios.

A capacidade anual de Chancay deve atingir 1,5 milhão de unidades equivalentes a vinte pés (TEUs), conforme planejado.

“Este pode se tornar um porto hub para a América Central e do Sul”, disse Rios. “Prevemos um crescimento ainda maior com a expansão da produção e o desenvolvimento de infraestrutura nos países sul-americanos.”

O porto também está transportando produtos sul-americanos para os mercados asiáticos, além da China, incluindo mirtilos cultivados no Peru para a Indonésia e a Índia.

A Cosco investiu cerca de US$ 1,3 bilhão no porto até o momento, com planos para um total de US$ 3,5 bilhões em gastos. A meta é expandir de quatro para 15 berços.

Chancay tem o potencial de transformar o comércio entre a América do Sul e a Ásia, possibilitando a realização do sonho de longa data de uma rota marítima direta da costa atlântica para a Ásia. O Brasil — um fornecedor global de alimentos cada vez mais importante — e a China estão discutindo a construção de uma ferrovia transcontinental entre Chancay e o leste do Brasil.

Cerca de 30% das exportações brasileiras vão para a China. O comércio com os Estados Unidos aumentou em um múltiplo de 68 entre 2000 e 2023, enquanto o comércio entre 12 países sul-americanos e a China cresceu 40 vezes nesse período.

O envolvimento do governo chinês no porto de Chancay tem sido uma preocupação para os Estados Unidos há muito tempo. Quando foi inaugurado, a general Laura Richardson, então comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, expressou preocupação de que ele pudesse ser usado pela Marinha chinesa.

Um relatório divulgado em junho pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais observou o envolvimento chinês em 37 portos na América Latina e no Caribe, classificando Chancay como de alto risco.

“O interesse da China nos portos da América Latina e do Caribe é mais amplo e o risco mais variado do que se sabia anteriormente”, afirmou o relatório, acrescentando que esses investimentos “abrem a porta para Pequim obter vantagem estratégica, coletar dados sensíveis e expandir sua influência geopolítica para mais perto da costa dos Estados Unidos”.

Rios, do CSPCP, desconsiderou essas preocupações. “Somos uma empresa privada e operamos apenas para fins comerciais”, disse ele.

Como a lei peruana exige procedimentos rigorosos para navios de guerra estrangeiros atracando em portos, “operações militares seriam impossíveis”, disse ele.

Empresas no Japão, por exemplo, hesitam em usar o porto de Chancay por receio de contrariar os Estados Unidos, um aliado de longa data. Rios disse que isso não deve ser motivo de preocupação.

“O Peru é um dos países mais abertos do mundo a negócios e investimentos estrangeiros”, disse ele.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Lula anuncia apoio ao acordo de neutralidade do Canal do Panamá

Presidente recebeu hoje o presidente do Panamá, José Raúl Mulino

presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (28), o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá. Lula recebeu o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, para uma visita oficial, e, em seu discurso, fez referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retomar o controle da via interoceânica.

“O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal, conquistada após décadas de luta. Há mais de 25 anos, o país administra o corredor marítimo com eficiência e respeito à neutralidade, garantindo trânsito seguro a navios de todas as origens”, disse Lula em declaração à imprensa no Palácio do Planalto.

“Tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em xeque a liberdade e a autodeterminação de nossos povos. Ameaças de ingerência pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem”, acrescentou.

O tratado de neutralidade do Canal do Panamá é um dos atos bilaterais dos Tratados Torrijos-Carter, assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá, que regem o funcionamento e a neutralidade da via aquática, com o Panamá assumindo a administração total do canal em 1999. O Brasil, como nação-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece a validade desses tratados, que visam garantir o trânsito seguro e não discriminatório para todas as nações.

As obras do Canal do Panamá foram iniciadas pela França em 1880 e assumidas pelos Estados Unidos em 1904. O empreendimento reduziu muito o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, fundamental para o comércio internacional. O canal é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.

“Não há duvida de que a questão do canal nos afeta muito porque é uma luta de um século, conquistada por negociação e conseguimos alcançar a plena soberania”, disse o presidente panamenho José Raúl Mulino.

Hoje, o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá firmaram memorando de entendimento para otimizar as exportações brasileiras e modernizar a operação dos portos brasileiros. Ele prevê o intercâmbio de experiências e transferência de informações sobre o funcionamento do Canal do Panamá, estudos sobre o uso de novas rotas e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis.

Durante a visita oficial, também foi assinado memorando para cooperação sobre desenvolvimento agrícola e pecuário, em áreas como capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação. Ainda, a Embraer anunciou o acordo para a venda de quatro aeronaves do modelo A-29 Super Tucano para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.

Segundo o presidente Lula, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também vai atuar junto ao país ampliar a capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional.

Meio ambiente

presidente Mulino confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em novembro, e contou sobre o impacto das migrações nas florestas da Região de Darién, na divisa de Colômbia e Panamá. Segundo ele, os caminhos foram devastados e toneladas de lixo foram deixados pelas milhares de pessoas que cruzam a região em direção à América do Norte.

O país também é afetado pelas secas e está construindo um reservatório para abastecer, inclusive, o lago do Canal do Panamá, que torna possível a navegação no local.

“Precisamos de água, de florestas e lutar todos os dias contra a mudança do clima”, disse Mulino.

presidente Lula destacou que Brasil e Panamá são responsáveis por uma imensa biodiversidade e merecem ser remunerados pelos serviços ambientais. Ele pediu que o país faça a adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, um mecanismo financeiro para recompensar países por preservar suas florestas tropicais.

“Apesar de ser um dos poucos países que absorvem mais gases de efeito estufa do que emitem, o Panamá já lida com os efeitos da elevação do nível do mar em seu território. O deslocamento do povo indígena Guna de seu arquipélago ancestral é um exemplo concreto da injustiça climática”, disse o presidente brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

‘Até agora, a gente não conseguiu falar com ninguém’, diz Lula sobre negociação de tarifas com EUA

Presidente brasileiro exaltou relação com a China ao reclamar de falta de empenho do governo norte-americano para negociação com o Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (28) que o governo brasileiro ainda não conseguiu contato com a diplomacia dos Estados Unidos para renegociar as tarifas impostas aos produtos brasileiros por Donald Trump.

A declaração foi dada durante a nomeação de novos diretores para agências reguladoras brasileiras.

Lula pediu seriedade aos indicados e compromisso com o Brasil em meio a um cenário internacional adverso. “Esse momento está muito delicado do ponto de vista político”, disse Lula.

“Até agora a gente não conseguiu falar com ninguém nos EUA”, disse Lula. “[OS EUA] Suspenderam a reunião com o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad e foi se reunir com Eduardo Bolsonaro. Uma demonstração da falta de seriedade com a relação com o Brasil”, disse.

“A hora que eles quiserem negociar, o ‘Lulinha paz e amor’ está de volta. Não tenho medo de errar”, concluiu o presidente.

Fonte: G1


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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA acelera agenda brasileira de diversificação comercial

CNI destaca China e novos acordos como alternativas para reduzir riscos das tarifas

As tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil vêm gerando prejuízos não apenas para exportadores nacionais, mas também para empresas americanas. A avaliação é de Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para quem o cenário reforça a necessidade de o Brasil diversificar seus parceiros, com destaque para a China.

“Essas medidas não estão impactando só negativamente a economia brasileira, elas já estão impactando negativamente os próprios Estados Unidos”, afirma ela em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.

De acordo com a representante da CNI, a política de Donald Trump tem surpreendido pela imprevisibilidade. Muitas vezes, os anúncios de tarifas são feitos sem detalhamento, deixando empresas sem clareza sobre prazos ou produtos afetados. “A gente muitas vezes ainda está aguardando para entender quais são os produtos que vão ser alvos dessas medidas”, diz Constanza.

Exemplos recentes reforçam a falta de lógica. O suco de laranja teve alíquota extra de 40% anunciada, mas voltou ao patamar de 10%. Já o café, mesmo com grande relevância para o consumo americano, foi taxado. “Fica difícil entender, porque se essa lógica de que eles precisam muito do produto fosse aplicada, a gente não veria o café ainda sendo tributado”.

Além disso, as tarifas garantem arrecadação imediata ao governo americano. “Essa medida tem trazido um aumento arrecadatório de curtíssimo prazo muito grande para os próprios Estados Unidos”.

Diversificação como resposta

Para reduzir riscos, a CNI organiza uma missão em setembro com o objetivo de sensibilizar o setor privado americano sobre os impactos negativos do tarifaço. Ao mesmo tempo, o Brasil busca fortalecer sua rede de parceiros.

“A nossa perspectiva é a de que o Brasil precisa diversificar os seus parceiros econômicos. O grande desafio é poder aprofundar as suas parcerias econômicas com diferentes parceiros”, avalia Constanza em entrevista ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Nesse movimento, a China ganha protagonismo como principal destino das exportações brasileiras, sobretudo de commodities. “O Brasil tem todos os elementos para continuar tendo uma parceria muito sólida com a China, que inclusive se solidarizou com a situação do Brasil em relação às tarifas”, destaca.

Ela lembra ainda que o país já concluiu acordos com União Europeia-Mercosul, Efta e Singapura e agora tenta acelerar negociações com o Canadá. “Enfrentar esse tipo de barreira diante de uma rede de acordos mais ampla e sólida traz mais oportunidades”.

Negociação no centro e barreiras disfarçadas

Apesar da situação com os Estados Unidos, Constanza reforça que a prioridade deve continuar sendo a mesa de diálogo. “Pode ficar muito simples falar de reciprocidade, retaliação, mas isso traz muitos desafios para a própria economia brasileira. Continuamos acreditando que a negociação precisa ser a via principal e é o que o Brasil vem tentando fazer junto aos Estados Unidos”.

Segundo ela, o ritmo das soluções não é o ideal, mas a expectativa é de avanços. “A gente entende que em algum momento essas estrelas vão se alinhar para que a gente consiga destravar mais esse tipo de medidas e que o diálogo consiga fluir mais”.

Constanza também destaca que parte das barreiras contra exportações brasileiras se apoia em justificativas ambientais e trabalhistas, usadas como forma de proteção disfarçada. “Áreas nas quais o Brasil tem um histórico muito sólido e onde são barreiras disfarçadas. Agora daí a serem implementadas é bom ter as ferramentas próximas para poder se defender, mas isso não quer dizer que seja simples colocar em prática esse tipo de medidas”.

Fonte: Canal Rural

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Evento

Paulo Guedes, Carol Paiffer e Prof. HOC estão entre as atrações confirmadas no Comex Tech Forum 2025  

Promovido pela Logcomex, maior evento de tecnologia para comércio exterior da América Latina acontece no dia 17 de setembro e pretende reunir mais de 3 mil pessoas no São Paulo Expo 

Evento obrigatório para o setor de comércio exterior brasileiro, o Comex Tech Forum já tem data confirmada para 2025 e acontecerá no dia 17 de setembro, desta vez no São Paulo Expo, com 11 mil m² de estrutura, para receber um público estimado em 3 mil pessoas.  Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento deve reunir profissionais do comércio exterior em um ambiente voltado à tecnologia, inovação e às transformações que vêm redesenhando o cenário do setor na América Latina. O encerramento ficará por conta de um show exclusivo da dupla Bruno & Marrone, conectando negócios, experiências e entretenimento em um mesmo palco.

A edição deste ano reunirá experiências imersivas e grandes nomes do mercado. Entre os keynotes confirmados, em posição de destaque, estão Paulo Guedes, ex-ministro da Economia e economista; Arthur Igreja, futurista e especialista em inovação; Marcelo Toledo, especialista em comércio exterior e logística; além de Carol Paiffer, apresentadora do programa Shark Tank Brasil e CEO da Atom, a maior empresa de traders da América Latina; Prof. HOC, cientista político; Carlos Busch, com mais de 20 anos de experiência de liderança em multinacionais como ORACLE e Salesforce; e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, que abordará o uso estratégico de tecnologia e inteligência artificial no setor. Além das palestras, o evento oferecerá ativações exclusivas, como simuladores de corrida oficiais e a presença dos pilotos Julio Campos (Stock Car) e Mario de Lara (Porsche Cup).

Desde sua primeira edição, o fórum vem crescendo de forma expressiva: em 2023, mais de 600 participantes; no ano seguinte, atraiu 2 mil pessoas. Agora, em 2025, a expectativa é ultrapassar os 3 mil participantes. O avanço acompanha a importância crescente do comércio exterior na economia brasileira, setor que movimentou US$ 74,6 bilhões na balança comercial em 2024 — segundo melhor resultado da série histórica.

“Criamos o evento como uma resposta direta à necessidade de inovação tecnológica no comércio exterior e ao nosso compromisso de impulsionar a sua evolução no Brasil”, afirma o CEO da Logcomex, Helmuth Hofstatter. Mais do que um evento, o Comex Tech Forum se consolidou como um ambiente de troca estratégica entre líderes, gestores e especialistas que buscam aplicar inovação de forma prática nas operações. Ao longo de seus nove anos de trajetória, a Logcomex captou mais de R$ 200 milhões em investimentos — aporte que não apenas acelerou o desenvolvimento de suas soluções, como também fortaleceu a visão de que o setor precisa de espaços como esse para compartilhar experiências e avançar em conjunto.

Prof. HOC durante sua palestra no Comex Tech Forum 2024. Foto: Divulgação

A programação foi desenhada para oferecer conhecimento prático e aplicável por meio de quatro palcos simultâneos: o Movement, voltado à logística e fretes internacionais; o Innovation, dedicado à inteligência artificial e automação; o Compass, com foco em compliance e estratégia; e o Insights, que abordará finanças, câmbio e gestão de riscos. Entre os painéis, estarão representantes de grandes empresas como Comexport, Blu Logistics, Citi, KPMG, Portocel, Méliuz, entre outras. Além disso, a Logcomex trará uma palestra sobre o uso da IA na ponta da operação, conectando tecnologia à rotina das empresas.

“Queremos proporcionar um ambiente dinâmico e enriquecedor, onde os participantes possam trocar experiências sobre as tendências que estão moldando o futuro do comércio exterior e ampliar sua rede de contatos, fortalecendo o networking e oportunidades de negócio”, complementa Hofstatter. Segundo ele, a proposta é ir além das apresentações teóricas e trazer soluções implementáveis, cases reais e insights para transformar o setor.

A programação também incluirá o CTF Awards, premiação que reconhecerá os melhores cases do setor com impacto gerado pelo uso de tecnologia no comércio exterior. Informações adicionais, incluindo a programação completa e a lista de palestrantes, podem ser acessadas no site oficial do evento.


Faça sua inscrição aqui: https://evento.logcomex.com/comex-tech-forum-2025

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Comércio Exterior

Tarifaço ameaça exportações do panetone brasileiro aos Estados Unidos

Presidente executivo da Abimapi fala sobre impacto das taxas à produção brasileira, segunda maior exportadora do item ao mercado norte-americano

75% das encomendas de panetone para os Estados Unidos estão sob risco após as tarifas ao Brasil, segundo maior exportador do item ao país. O presidente executivo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados), Claudio Zanão, explica em entrevista as estratégias adotadas pelo setor para lidar com as taxas. 

“A primeira medida, mais rápida, foi reduzir as margens para continuar exportando. A segunda, um pouco mais demorada, procurar novos mercados para recolocar esse volume. As fábricas continuam produzindo e não temos nenhuma intenção de redução de empregos e produção”, disse.

Fonte: R7

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Comércio Exterior

Brasil comanda área de capacitação da Organização Mundial das Aduanas (OMA) nas Américas

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC).

A Receita Federal do Brasil foi selecionada para sediar o novo escritório da Organização Mundial das Aduanas (OMA), que será responsável pela área de capacitação aduaneira em todo o continente americano. A decisão foi unânime e ocorreu durante as reuniões do Conselho da OMA, realizadas em Bruxelas, na Bélgica.

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC). A função desses escritórios é apoiar as aduanas de outros países, oferecendo treinamentos e promovendo a troca de experiências e boas práticas.

Os próximos passos

A equipe responsável pelo novo escritório já foi nomeada. A liderança ficará com o auditor-fiscal Marco Aurélio Mucci Mattos, e o auditor-fiscal Dihego Antônio Santana de Oliveira será o chefe-adjunto.

Nos próximos meses, o escritório passará pela fase de organização e planejamento das atividades, com o objetivo de levantar as necessidades de treinamento da região. A meta para os próximos anos é realizar ao menos 10 treinamentos presenciais e 15 online para toda a América e coordenar os Centros Regionais de Treinamento (CRTs) da OMA localizados no Peru e na República Dominicana.

Essa conquista fortalece a posição do Brasil no cenário internacional, transformando a Receita Federal em uma referência para as aduanas de outros países.

Fonte: Receita Federal

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Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Gecex sobretaxa resinas plásticas dos Estados Unidos e do Canadá

Órgão também zerou alíquota para insumos para a indústria de saúde

Em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, o Brasil decidiu aplicar uma cobrança provisória por seis meses sobre a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27) pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex).

Entre as principais medidas está uma cobrança provisória contra a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá, válida por até seis meses. Também foi definida a aplicação de tarifas antidumping – sobretaxas usadas para evitar concorrência desleal — sobre folhas metálicas de aço carbono da China e sobre fibras de poliéster de quatro países asiáticos: China, Índia, Tailândia e Vietnã.

Apesar das tensões com o governo estadunidense, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a medida não tem relação com a guerra comercialSegundo a pasta, responsável pelo Gecex/Camex, as ações foram definidas após investigações amparadas pelas regras de comércio internacional, com o objetivo é proteger a indústria nacional de preços muito baixos praticados por empresas estrangeiras que podem prejudicar a produção brasileira.

Limitação de resíduos

O comitê também impôs restrições à entrada de resíduos sólidos, como papel e vidro. O limite foi sugerido por fóruns ligados à economia circular e por um comitê que representa catadores de materiais recicláveis.

Impostos zerados

Por outro lado, o Gecex/Camex reduziu a zero o imposto de importação de sete produtos, incluindo itens para a indústria da saúde. A ideia é facilitar o acesso a insumos importantes e diminuir custos para os consumidores. O Mdic não divulgou a lista desses bens.

Também tiveram a tarifa zerada diversos equipamentos classificados como bens de capital e de tecnologia da informação e comunicação. Por meio do mecanismo conhecido como ex-tarifário, essas isenções permitem atrair mais investimentos e ajudam a modernizar fábricas no Brasil.

Plano Brasil Soberano

O Gecex/Camex aprovou ainda mudanças na Resolução nº 633/2024, que faz parte do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada. Com a alteração, os financiamentos às exportações deverão seguir as novas regras do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), que oferece garantias em operações de operações de crédito internacional.

O Plano Brasil Soberano foi criado para compensar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações nacionais.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Informação

Brasil aplica medida antidumping em importações de resinas de polietileno dos EUA e do Canadá

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu nesta quarta-feira, 27, pela aplicação de antidumping provisório, por até seis meses, sobre as importações de resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

O órgão deliberou sobre temas envolvendo defesa comercial, reduções tarifárias e importação de resíduos sólidos, entre outros assuntos.

Ainda na área de defesa comercial, foi aprovada a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de folhas metálicas de aço carbono da China e de fibras de poliéster de China, Índia, Tailândia e Vietnã.

“Todos os casos promovem a proteção da indústria nacional contra o comércio desleal”, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em nota.

O Gecex aprovou ainda a imposição de limites à importação de itens relativos a papel e vidro, a partir de valores propostos pelo Fórum Nacional de Economia Circular e pelo Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis.

Na mesma reunião, foram aprovadas reduções tarifárias para sete produtos, dentre eles insumos para a indústria de saúde, cujas alíquotas do imposto de importação foram zeradas. Segundo o comitê, isso deverá gerar impactos positivos aos consumidores nacionais.

Foram igualmente reduzidas a zero as alíquotas de importação para diversos produtos de Bens de Capital e de Telecomunicações e Informática, na modalidade de Ex-tarifário, a fim de aumentar os investimentos no País e na inovação do parque fabril nacional.

Medidas pós-tarifaço

Também foi alterada a Resolução Gecex nº 633/2024, que trata do Seguro de Crédito à Exportação, no contexto dos atos normativos do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada para mitigar os prejuízos decorrentes das tarifas aplicadas pelo governo dos EUA às exportações brasileiras.

O objetivo da mudança na resolução é incluir no regramento a observância da Política de Subscrição de Riscos do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), adaptando as regras de financiamento de exportações às novas diretrizes legislativas.

Fonte: Msn Estadão

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