Exportação

Elas Exportam inicia nova edição com 117 empreendedoras e fortalece a internacionalização feminina

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deu início à sexta edição do Programa Elas Exportam, iniciativa que incentiva a participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior.

Nesta edição, 117 empreendedoras foram selecionadas para participar de uma jornada de capacitação e mentoria voltada ao desenvolvimento de estratégias para ampliar a presença de seus negócios no mercado internacional.

Mentorias e capacitação impulsionam empresas lideradas por mulheres

Ao longo do programa, cada participante contará com o acompanhamento de uma mentora especializada em exportação e negócios internacionais. A programação reúne conteúdos técnicos, atividades práticas e orientações estratégicas para preparar as empresas para competir em mercados globais.

Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a iniciativa integra uma trilha de desenvolvimento que acompanha as empresas desde a capacitação até a promoção comercial, fortalecendo a inserção dos produtos brasileiros no exterior.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa já se consolidou como uma importante política pública para ampliar a participação feminina no comércio internacional e tornar esse ambiente mais inclusivo.

Nova edição amplia setores atendidos

Entre as novidades deste ano está a expansão da programação, que passa a oferecer mais encontros coletivos, conteúdos voltados ao desenvolvimento socioemocional e à gestão estratégica, além do fortalecimento das parcerias institucionais.

Outra inovação é a criação de vagas específicas para empresas dos setores de tecnologia da informação, audiovisual e games, ampliando o alcance da iniciativa para segmentos de alto potencial de crescimento.

Procura pelo programa cresce em todo o Brasil

O interesse pelo Elas Exportam aumentou significativamente nesta edição. O programa recebeu quase 600 manifestações de interesse de empreendedoras e contabilizou 374 inscrições para o Banco de Mentoras.

As participantes representam todas as regiões do país, sendo que aproximadamente 30% das selecionadas são dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando o compromisso com a diversidade regional.

Programa já beneficiou centenas de empresas

Desenvolvido dentro da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), o programa conta com o apoio do Banco do Brasil, Sebrae, INPI e de diversas instituições parceiras que contribuem com mentorias e capacitações.

Desde sua criação, o Elas Exportam já apoiou 219 empresas e reuniu 196 mentoras, formando uma ampla rede de incentivo ao empreendedorismo feminino e à internacionalização de pequenos e médios negócios.

Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria dedicada às mulheres empreendedoras.

Com o avanço de cada edição, o programa fortalece o ambiente de apoio às empresárias brasileiras, ampliando as oportunidades para que mais negócios liderados por mulheres conquistem espaço no mercado global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Exterior

Austrália abre 324 oportunidades de exportação para empresas brasileiras, aponta ApexBrasil

Um estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 324 oportunidades de exportação para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua atuação na Austrália. O levantamento, intitulado Perfil de Comércio e Investimentos – Austrália, apresenta um panorama de uma das maiores economias da região, com PIB de US$ 1,8 trilhão e consumo interno estimado em US$ 1,4 trilhão.

Os dados também mostram a relevância da relação comercial entre os dois países. Em 2025, a corrente de comércio alcançou US$ 1,8 bilhão, sendo que as exportações brasileiras responderam por US$ 777,4 milhões desse total.

Café brasileiro lidera as exportações

O principal produto brasileiro vendido ao mercado australiano é o café não torrado, responsável por 24,2% das exportações para o país.

O desempenho é impulsionado pelo perfil de consumo dos australianos, que apresentam forte demanda por cafés do tipo expresso e bebidas preparadas à base de café com leite.

Setor industrial também apresenta potencial de crescimento

Além do agronegócio, o estudo aponta espaço para ampliar a presença de produtos industrializados brasileiros na Austrália. Os investimentos locais em habitação e infraestrutura devem impulsionar a demanda por diferentes segmentos da indústria.

Entre os setores com maior potencial de expansão estão veículos ferroviários e rodoviários, medicamentos, equipamentos para engenharia civil, celulose, materiais de construção, máquinas elétricas, motocicletas e aeronaves.

Benefícios tarifários favorecem empresas brasileiras

Outro fator que fortalece a competitividade dos produtos nacionais é o acesso da Austrália ao Sistema Geral de Preferências (SGP), por meio do Australian System of Tariff Preferences (ASTP).

Como o Brasil está enquadrado na categoria Developing Country Status (DCS), empresas brasileiras podem obter tarifas reduzidas em determinadas linhas de importação, tornando seus produtos mais competitivos no mercado australiano.

Investimentos australianos avançam no Brasil

A relação entre os dois países também cresce na área de investimentos. Em 2024, o estoque de investimento direto da Austrália no Brasil atingiu US$ 7,2 bilhões, colocando o país como a 23ª maior origem de capital estrangeiro na economia brasileira.

Os recursos estão concentrados principalmente em projetos de mineração, transição energética, exploração de minerais estratégicos em Minas Gerais e iniciativas voltadas ao hidrogênio verde e às energias renováveis nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Indústria

Tarifa de 25% dos EUA pode atingir principalmente a indústria brasileira, aponta análise

O governo dos Estados Unidos iniciou, nesta segunda-feira (6), uma série de audiências com representantes do setor produtivo para discutir a possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações vindas do Brasil. Caso a medida seja confirmada, a indústria brasileira tende a ser o segmento mais afetado, segundo avaliação da editora e analista de Economia da CNN, Lucinda Pinto.

Impacto na economia brasileira deve ser limitado

Apesar da preocupação com alguns setores, a analista considera que os efeitos sobre a economia brasileira como um todo não seriam significativos.

Atualmente, apenas 10,8% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos. Além disso, a proposta de sobretaxa atingiria cerca de 31% desse volume, o equivalente a aproximadamente US$ 11,7 bilhões.

Na avaliação de Lucinda Pinto, mesmo com a cobrança da tarifa de 25%, o impacto macroeconômico tende a ser restrito devido ao alcance limitado da medida.

Outro fator que reduz os efeitos gerais é que importantes produtos da pauta de exportação brasileira, como petróleo, café, suco de laranja e carne, não fazem parte da relação de itens que poderão ser tarifados.

Produtos industrializados estão no foco da proposta

A proposta norte-americana concentra-se principalmente sobre produtos industrializados. Entre os itens citados estão madeira perfilada, sebo bovino, portas e caixilhos de madeira, mel natural, transformadores elétricos, além de espingardas e carabinas de caça.

De acordo com a análise, aproximadamente metade dos produtos incluídos na lista possui alto valor agregado e é classificada como de elevada tecnologia, o que amplia a preocupação do setor.

Regiões mais dependentes das exportações sentirão maior impacto

Embora o reflexo sobre a economia nacional seja considerado moderado, os efeitos podem ser bastante expressivos em determinadas regiões do país.

Levantamento da consultoria Integra Associados indica que estados como Santa Catarina, Alagoas e Paraíba estão entre os mais vulneráveis por apresentarem maior dependência das exportações destinadas ao mercado norte-americano. Já São Paulo, apesar do elevado volume exportado para os Estados Unidos, possui uma economia mais diversificada e menor dependência desse destino.

Redirecionamento das exportações é um dos principais desafios

Outro ponto destacado pela analista é a dificuldade enfrentada pelas empresas para encontrar novos mercados em curto prazo.

Ao contrário das commodities, que costumam ser redirecionadas com maior facilidade, muitos produtos industrializados são desenvolvidos sob encomenda para atender especificações técnicas de clientes específicos. Essa característica reduz a possibilidade de substituir rapidamente o mercado norte-americano por outros compradores.

Segundo Lucinda Pinto, máquinas e equipamentos produzidos para atender linhas de produção específicas dificilmente encontram novos destinos de forma imediata.

Especialistas ainda apostam em mudanças na proposta

Apesar do avanço das discussões nos Estados Unidos, ainda há incertezas sobre o alcance da medida e sobre os objetivos do governo norte-americano.

Especialistas ouvidos pela analista acreditam que existe a possibilidade de a tarifa não ser aplicada integralmente ou de atingir apenas parte dos produtos inicialmente previstos, reduzindo os impactos para o setor exportador brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho

O superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 2,273 bilhões (cerca de R$ 11,87 bilhões) na primeira semana de julho, impulsionado pelo forte desempenho das exportações brasileiras, que cresceram 40,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, o país exportou US$ 5,891 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 3,618 bilhões.

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

O avanço das exportações foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que registrou crescimento de 81,7% na comparação anual e movimentou US$ 1,761 bilhão. A indústria de transformação também apresentou desempenho expressivo, com embarques de US$ 3,167 bilhões, alta de 39,4%. Já a agropecuária exportou US$ 947 milhões, crescimento mais moderado de 1,5%.

As importações brasileiras cresceram 10,4% frente ao mesmo período de julho de 2025. Entre os setores, a agropecuária registrou retração de 15%, totalizando US$ 75 milhões. Em contrapartida, a indústria extrativa ampliou as compras externas em 86,6%, alcançando US$ 245 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das importações, com US$ 3,288 bilhões, resultado 7,4% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

No acumulado de janeiro até a primeira semana de julho, o superávit da balança comercial chegou a US$ 44,630 bilhões, representando crescimento de 39,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 37,184 bilhões. O resultado reforça o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro ao longo do ano, sustentado principalmente pelo aumento das exportações.

A expectativa do MDIC é que o superávit comercial alcance US$ 90 bilhões até o fim de 2026. Para isso, o governo estima que as exportações brasileiras totalizem US$ 394,4 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 304,4 bilhões.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Texto: Redação

Imagem: JBS Terminais / Porto de Itajaí / Foto Tanajura

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Transporte

América Latina amplia participação no transporte marítimo e já concentra 14% da capacidade global dos armadores

A América Latina consolidou sua posição como a terceira principal rota do transporte marítimo mundial em capacidade disponibilizada pelos armadores internacionais. Dados da consultoria Alphaliner mostram que a região responde atualmente por 14% da capacidade global das companhias de navegação, ficando atrás apenas dos corredores Extremo Oriente–Europa, que concentram cerca de um quarto da oferta mundial, e da rota Ásia–América do Norte, responsável por 16%.

O crescimento evidencia o fortalecimento da região nas cadeias globais de suprimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities agrícolas, minerais e produtos energéticos, além da expansão das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China.

Rotas Norte-Sul ganham protagonismo

A participação latino-americana no mercado marítimo internacional vem avançando acima da média global nos últimos anos. Estudos anteriores da Alphaliner já apontavam um aumento consistente da capacidade destinada aos serviços com origem e destino na região, refletindo o maior interesse dos armadores pelas chamadas rotas Norte-Sul.

Esse movimento também tem acelerado a modernização da infraestrutura portuária em diversos países latino-americanos. Entre os investimentos estão obras de dragagem, expansão de terminais, ampliação da capacidade operacional e aquisição de equipamentos para movimentação de contêineres, além da chegada de navios de maior porte.

No Brasil, portos como Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes, Pecém e Itajaí vêm ampliando suas operações para atender ao crescimento do comércio exterior, principalmente nas rotas com a Ásia.

Armadores asiáticos apresentam desempenho superior

O levantamento aponta ainda que as empresas marítimas asiáticas vêm registrando margens operacionais mais elevadas do que as concorrentes europeias. Segundo a análise, esse resultado está diretamente ligado à estratégia de distribuição de suas frotas.

Enquanto os armadores europeus permanecem mais expostos às rotas ligadas ao continente europeu — afetadas pela desaceleração das exportações locais —, as companhias asiáticas concentram maior capacidade em mercados impulsionados pelo dinamismo exportador do Extremo Oriente.

Entre as dez maiores transportadoras marítimas do mundo, apenas a Ocean Network Express (ONE) e a ZIM Integrated Shipping Services têm como principal foco a rota transpacífica. No caso da ZIM, esse corredor representa 52% de toda a sua capacidade operacional.

Já a HMM e a Hapag-Lloyd concentram boa parte de suas operações na ligação entre o Extremo Oriente e a Europa. A HMM, por exemplo, direciona 53% de sua capacidade total para essa rota.

Crise no Mar Vermelho altera a distribuição das frotas

A Alphaliner destaca que a crise no Mar Vermelho modificou significativamente a alocação da frota mundial de contêineres. Os ataques contra embarcações comerciais levaram diversas empresas a suspender temporariamente a passagem pelo Canal de Suez, optando pelo desvio através do Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Com trajetos mais longos, as viagens passaram a exigir um número maior de navios para transportar o mesmo volume de cargas. Como resultado, a rota entre o Extremo Oriente e a Europa tornou-se a principal responsável por absorver capacidade adicional da indústria global de contêineres.

Estimativas da UNCTAD indicam que o aumento das distâncias percorridas elevou os custos operacionais, ampliou as emissões de gases e reduziu a previsibilidade das cadeias logísticas internacionais.

O estudo também mostra que MSC Mediterranean Shipping Company e Maersk destinam aproximadamente 31% de suas frotas para operações na América Latina e na África, percentual superior ao direcionado por ambas ao comércio transpacífico.

Em sentido contrário, a Yang Ming Marine Transport Corporation mantém forte concentração na Ásia. Apenas 2% de sua capacidade está voltada para a América Latina, enquanto 91% permanece distribuída entre as rotas Extremo Oriente–Europa, Ásia–América do Norte e o mercado intra-asiático.

Portos brasileiros ganham importância estratégica

O avanço da América Latina no cenário do transporte marítimo abre espaço para que os portos da região ampliem sua participação no comércio internacional. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade terrestre, eficiência operacional e segurança regulatória.

A expectativa é de que o fortalecimento das relações comerciais entre América Latina e Ásia continue impulsionando novos serviços marítimos e a chegada de embarcações cada vez maiores aos portos latino-americanos, reforçando o papel estratégico da região na reorganização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA pode afetar mais de 4 mil produtos brasileiros, alerta CNI

Mais de 4 mil produtos exportados pelo Brasil podem ser impactados caso os Estados Unidos confirmem a adoção de novas tarifas sobre mercadorias brasileiras. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calcula que cerca de 4,1 mil itens, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, poderão ser atingidos pelas medidas.

A audiência que discute a aplicação das novas tarifas começou nesta segunda-feira (6) e segue até terça-feira (7). A decisão final do governo norte-americano está prevista para o próximo dia 15 de julho.

Tarifas podem elevar taxação para 37,5%

De acordo com a CNI, a combinação das medidas propostas pode elevar a tributação adicional sobre produtos brasileiros para até 37,5%.

Há pouco mais de um mês, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta de tarifa extra de 25% para produtos brasileiros, com exceção daqueles enquadrados nas regras de segurança nacional.

Além disso, outra proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% após a conclusão de uma investigação sobre trabalho forçado em cerca de 90 países, incluindo o Brasil. Segundo o USTR, essas nações não adotariam ou aplicariam de forma eficaz restrições à importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

Caso as duas medidas sejam implementadas simultaneamente, a taxação adicional poderá atingir 37,5%.

Produtos industriais estão entre os mais expostos

Segundo o levantamento da CNI, o Brasil é o principal fornecedor dos Estados Unidos em 11 importantes produtos industriais, o que amplia os impactos potenciais das novas tarifas.

Entre os itens mais afetados estão:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Sebo não comestível;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Molduras de madeira de pinho;
  • Tabaco curado por fumaça ou processado;
  • Peptonas e derivados;
  • Compensado de pinus;
  • Granito monumental ou de construção;
  • Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira;
  • Hidróxido de alumínio.

CNI alerta para impactos na cadeia produtiva

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção das novas tarifas pode gerar prejuízos tanto para empresas brasileiras quanto para companhias norte-americanas.

Segundo ele, o aumento da tributação compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e afeta cadeias produtivas integradas, nas quais diversos insumos brasileiros são considerados estratégicos para a indústria dos Estados Unidos.

Audiência em Washington reúne representantes contrários à medida

A audiência pública realizada em Washington contará com a participação do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, que representará a CNI na sessão desta terça-feira (7).

Dos 80 inscritos para se manifestar durante o processo, 66 devem apresentar posicionamento contrário às novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

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Comércio Internacional

Fretes marítimos de contêineres atingem maior patamar em quatro anos e pressionam comércio global

As tarifas spot de frete marítimo de contêineres voltaram a subir de forma expressiva e alcançaram os níveis mais elevados dos últimos quatro anos. O avanço é impulsionado pela corrida de importadores para antecipar embarques antes de novas tarifas comerciais, além das incertezas provocadas pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio internacional.

Os principais indicadores globais mostram que os preços se aproximam dos patamares registrados durante o auge da pandemia, quando a logística internacional enfrentou severas restrições de capacidade.

Índices globais registram forte alta nas principais rotas

O World Container Index, da Drewry, avançou 9% em uma semana e atingiu US$ 4.530 por contêiner de 40 pés (FEU).

Nas rotas entre a Ásia e os Estados Unidos, os aumentos foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Nova York subiu 11%, chegando a US$ 7.902 por FEU, enquanto o trajeto entre Xangai e Los Angeles avançou 10%, alcançando US$ 6.349.

Já nos serviços entre a Ásia e a Europa, os embarques para Roterdã registraram alta de 7%, para US$ 4.682 por FEU, e os destinados a Gênova aumentaram 10%, atingindo US$ 6.360.

Outro fator que contribui para a pressão sobre os preços é a redução da oferta de navios. Na próxima semana, a Drewry identificou oito blank sailings (cancelamentos de viagens) nas rotas transpacíficas, diminuindo a capacidade disponível para o transporte de cargas.

Freightos confirma aceleração dos fretes

Os dados da Freightos seguem a mesma tendência.

Na última semana, os fretes entre a Ásia e as costas Oeste e Leste dos Estados Unidos avançaram 8%, alcançando aproximadamente US$ 6.200 e US$ 8.000 por FEU, respectivamente.

Desde meados de maio, essas rotas acumulam altas de 120% e 85%.

No mercado europeu, os embarques para o Norte da Europa chegaram a US$ 4.900 por FEU, crescimento de 70% no período. Já os fretes para o Mediterrâneo atingiram US$ 6.500, avanço de 85%, superando inclusive os picos sazonais registrados em 2025.

Companhias marítimas elevam tarifas e sobretaxas

Diante da forte demanda, as grandes armadoras também reajustaram seus preços.

A HMM anunciou uma nova sobretaxa de alta temporada (Peak Season Surcharge – PSS) de US$ 3 mil por contêiner de 40 pés, válida a partir de 15 de julho.

Já a CMA CGM elevou sua tarifa Freight All Kinds (FAK) para a rota entre Ásia e Norte da Europa para US$ 6.300 por FEU, além de aplicar uma sobretaxa adicional de US$ 1 mil por TEU.

Nas operações destinadas ao Mediterrâneo, especialmente para cargas com destino à Argélia, os valores chegaram a US$ 10.200 por contêiner de 40 pés.

Antecipação de embarques impulsiona a demanda

O principal fator por trás da disparada dos preços é a antecipação das exportações.

Importadores vêm acelerando o envio de mercadorias diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos de dezenas de países, em meio às discussões envolvendo trabalho forçado e política comercial.

Segundo o analista Lars Jensen, especialista no mercado de contêineres, o comportamento dos fretes reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Para ele, os navios operam praticamente com capacidade máxima, permitindo que as tarifas acompanhem a forte procura por espaço nas embarcações.

Oferta não acompanha crescimento da demanda

Levantamento da consultoria Linerlytica mostra que a demanda global por transporte de contêineres, medida em TEU-milha, cresce atualmente 7,3%, enquanto a oferta da frota mundial avança 5,4%.

Esse descompasso representa o maior desequilíbrio entre oferta e demanda desde o fim de 2024.

Ao mesmo tempo, o congestionamento portuário voltou a aumentar. Atualmente, quase 11% da frota mundial de navios porta-contêineres permanece fundeada aguardando atracação, o maior índice desde 2022.

Maersk revisa projeções após recuperação do mercado

O cenário favorável também levou a Maersk a revisar suas perspectivas financeiras para 2026.

Depois de alertar anteriormente para a possibilidade de prejuízo operacional de até US$ 1,5 bilhão, a companhia agora projeta um lucro operacional entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

A estimativa de EBITDA também foi elevada, passando para uma faixa entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

Além disso, a armadora revisou sua expectativa para o crescimento da demanda global por transporte marítimo de contêineres, elevando a projeção de cerca de 2% a 4% para aproximadamente 4% em 2026.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 4,3% e somam US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a ampliação e diversificação dos mercados compradores, com avanço expressivo das vendas para a União Europeia, Japão e México.

A estratégia de redirecionamento dos embarques ajudou a minimizar os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, além das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a indústria catarinense demonstrou capacidade de adaptação diante dos desafios do comércio internacional.

“A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência e a agilidade da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos Estados Unidos”, afirmou.

União Europeia lidera crescimento das exportações

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 31,3% entre janeiro e junho, a União Europeia tornou-se o principal destino dos produtos catarinenses, com crescimento de 11,5%, impulsionado pelos efeitos do acordo entre Mercosul e o bloco europeu.

Além disso, outros mercados registraram expansão nas compras de produtos catarinenses, como Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).

Proteína animal impulsiona desempenho das exportações

O segmento de proteína animal foi o principal responsável pelo desempenho positivo da balança comercial catarinense.

As exportações de carne de aves atingiram US$ 1,13 bilhão no semestre, sustentadas pela demanda de países como China, México, Chile, Coreia do Sul e Japão.

Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 873,9 milhões, com destaque para o crescimento das exportações destinadas ao mercado japonês.

Apesar dos bons resultados no setor, segmentos tradicionais da indústria catarinense enfrentaram dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Setor madeireiro sofre forte impacto das tarifas dos EUA

As exportações catarinenses para os Estados Unidos totalizaram US$ 582,9 milhões no primeiro semestre, representando queda de 31,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Gilberto Seleme, o maior impacto foi sentido pela indústria de madeira, cujas vendas ao mercado norte-americano caíram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que parte dos produtos que sofreram tarifa adicional de 50% em 2025 começou a apresentar sinais de recuperação após o encerramento da cobrança, em março deste ano. No entanto, os itens enquadrados na Seção 232 seguem enfrentando dificuldades.

Segundo ele, essa restrição reduziu pela metade o volume exportado desses produtos — de 22 mil para 11,7 mil toneladas — afetando principalmente a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte de Santa Catarina.

Importações de Santa Catarina avançam 7,9%

No primeiro semestre de 2026, as importações de Santa Catarina chegaram a US$ 18,15 bilhões, crescimento de 7,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos importados estão o cobre em formas brutas, que movimentou US$ 819,5 milhões, alta de 24,6%, e os pneus, com US$ 496,5 milhões e expressivo avanço de 86,5%.

O setor automotivo também apresentou expansão. As compras de autopeças totalizaram US$ 533,1 milhões, aumento de 17,3%, enquanto as importações de automóveis de passageiros cresceram 22,6%, alcançando US$ 416,3 milhões entre janeiro e junho.

Perspectivas para o comércio exterior catarinense

A expectativa da FIESC é de que o Acordo União Europeia–Mercosul continue favorecendo as exportações catarinenses, ampliando oportunidades para os produtos fabricados no estado.

Por outro lado, a permanência das tensões comerciais com os Estados Unidos e a possibilidade de novas tarifas seguem no radar dos setores exportadores.

Na avaliação de Pablo Bittencourt, a continuidade do crescimento dependerá da capacidade de segmentos como o madeireiro e o moveleiro de ampliar sua presença em novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de parceiros comerciais tradicionais e diminuindo os impactos de oscilações externas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

EUA iniciam audiência sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros antes de decisão final

Representantes do setor produtivo brasileiro e autoridades dos Estados Unidos iniciam, nesta segunda-feira (6), uma audiência pública para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. O encontro representa a última etapa do processo antes da definição oficial das medidas, prevista para o próximo dia 15.

A audiência começa às 11h (horário de Brasília) e reúne empresas, entidades de classe, importadores e representantes da indústria dos dois países para apresentar argumentos técnicos sobre os impactos da nova política tarifária.

Investigação do USTR fundamenta proposta de novas tarifas

A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

Entre os fatores apontados pelo órgão estão supostos benefícios concedidos ao sistema de pagamentos Pix, acordos comerciais considerados preferenciais, questões relacionadas ao etanol, desmatamento, corrupção e combate à pirataria. Esses pontos serviram de base para a recomendação das novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Os debates acontecem na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington, e serão distribuídos em 14 painéis. Sete sessões estão programadas para esta segunda-feira e outras sete ocorrerão na terça-feira (7), sempre a partir das 11h (horário de Brasília).

Cada participante inscrito terá cinco minutos para apresentar um resumo executivo defendendo os interesses do setor que representa. Após as exposições, integrantes do USTR poderão realizar questionamentos, seguidos das respostas das entidades participantes.

O processo de preparação da audiência começou no mês passado. As inscrições para participação ficaram abertas até 22 de junho, enquanto o envio das manifestações técnicas por escrito foi encerrado em 1º de julho. Os documentos servirão como base para as apresentações durante os painéis.

Agronegócio e indústria lideram mobilização brasileira

A audiência é considerada pelo setor privado brasileiro como a principal oportunidade para tentar reduzir ou evitar a adoção das tarifas antes da decisão definitiva. Entre os participantes estão representantes do agronegócio, que deve concentrar boa parte das discussões devido à forte relação comercial com compradores norte-americanos.

Também confirmaram participação entidades da indústria, como a Sindifer, a Fiesp, a Abimaq e o Centrorochas, que pretendem apresentar argumentos sobre os possíveis impactos econômicos da medida para a cadeia produtiva e para o comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração Dado Ruvic – Reuters

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