Comércio Internacional

Comércio entre Brasil e Líbano cresce no primeiro quadrimestre de 2026

As trocas comerciais entre Brasil e Líbano apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, com avanço tanto nas exportações brasileiras quanto nas importações vindas do país árabe.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, apontam que as exportações do Brasil para o Líbano alcançaram US$ 170,8 milhões entre janeiro e abril, resultado 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Exportações brasileiras mantêm saldo positivo

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Brasil. O superávit acumulado no período chegou a US$ 169,9 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171,6 milhões no quadrimestre.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado libanês estão carne bovina congelada, café, açúcar, soja, gado vivo e carne de frango, itens que seguem liderando a pauta do agronegócio brasileiro nas negociações com o Oriente Médio.

Importações do Líbano avançam mais de 39%

As importações brasileiras de produtos libaneses atingiram US$ 842 mil no acumulado do ano, alta de 39,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os principais itens comprados pelo Brasil foram máquinas para fabricação de alimentos, resíduos de alumínio e frutas em conserva.

O crescimento reforça o avanço das relações comerciais entre os dois países e a ampliação do intercâmbio de produtos industriais e alimentícios.

Abril registra forte alta no comércio bilateral

Somente em abril, as exportações brasileiras para o Líbano totalizaram US$ 54,6 milhões, crescimento de 18,2% na comparação com abril do ano passado.

As importações também registraram forte expansão no mês e chegaram a US$ 187 mil, salto expressivo de 1003,4%.

Com isso, a corrente de comércio em abril alcançou US$ 54,8 milhões, enquanto o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 54,5 milhões.

O desempenho confirma o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e o aumento da presença dos produtos brasileiros no mercado libanês.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Acordos do Mercosul ampliam comércio exterior e fortalecem indústria brasileira, diz Secex

A ampliação do acesso a mercados internacionais, o estímulo à indústria nacional e a atração de investimentos estrangeiros estão entre os principais objetivos dos acordos comerciais firmados recentemente pelo Mercosul. A avaliação foi apresentada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante audiência realizada nesta terça-feira (26), no Senado Federal.

Segundo a secretária, os acordos assinados com Singapura, EFTA e União Europeia representam um marco para a política comercial brasileira e ampliam significativamente a participação do país em tratados internacionais.

Expansão da rede de acordos comerciais

Durante a reunião da Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, Tatiana destacou que os novos acordos elevam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por acordos comerciais.

Ela ressaltou ainda que o tratado com Singapura, firmado em 2023, foi o primeiro celebrado pelo Mercosul em mais de uma década. O país asiático ocupa atualmente a posição de sétimo principal destino das exportações brasileiras, reforçando o potencial estratégico da parceria para abertura de novos mercados.

No caso do acordo entre Mercosul e EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — o entendimento prevê redução gradual de barreiras comerciais e eliminação de tarifas para diversos produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Neoindustrialização e competitividade

Tatiana Prazeres também relacionou os acordos internacionais ao processo de neoindustrialização promovido pelo governo federal. Segundo ela, a estratégia busca tornar a indústria brasileira mais moderna, inovadora e competitiva no cenário global.

De acordo com a secretária, o fortalecimento industrial deve impactar diretamente o perfil das exportações brasileiras, ampliando a presença de produtos com maior valor agregado no mercado internacional.

A audiência contou ainda com a participação da embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O debate foi conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia.

Impactos econômicos do acordo com Singapura

Singapura possui um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 547 bilhões e movimenta cerca de US$ 457 bilhões em importações. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura chegou a US$ 10,7 bilhões, sendo US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras.

Estudos apresentados pelo MDIC apontam que, até 2040, o acordo pode gerar impacto positivo de R$ 28 bilhões no PIB brasileiro, além de ampliar os investimentos em R$ 11 bilhões e elevar em US$ 40 bilhões a corrente de comércio bilateral.

Mercosul-EFTA pode ampliar investimentos

O acordo entre Mercosul e EFTA envolve um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 1,5 trilhão.

Em 2025, o fluxo comercial entre o Brasil e os países do bloco alcançou US$ 7,8 bilhões. A Suíça aparece atualmente como o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de investimentos estimado em US$ 30,5 bilhões.

As projeções do MDIC indicam que a implementação do acordo pode resultar, até 2044, em impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações de frutas do Nordeste

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já começa a gerar impactos positivos para a economia do Nordeste, especialmente no setor de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco. A primeira medida prática anunciada prevê tarifa zero para frutas exportadas da região ao mercado europeu.

A novidade beneficia diretamente produtores de cidades como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), consideradas referências na produção agrícola voltada à exportação.

Frutas nordestinas ganham competitividade na Europa

Durante agenda oficial, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito do Recife, João Campos, destacaram que frutas produzidas no semiárido nordestino passarão a entrar no mercado europeu sem cobrança de tarifas.

Com isso, produtos como manga, uva, melão e outras frutas frescas devem chegar mais competitivos aos consumidores europeus, ampliando o potencial de vendas internacionais.

Vale do São Francisco pode ampliar exportações

O Vale do São Francisco já ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro e responde por parcela significativa das exportações nacionais de frutas.

A expectativa do setor é que a redução tarifária traga impactos diretos, como:

  • aumento das exportações;
  • abertura de novos mercados;
  • crescimento da produção agrícola;
  • geração de empregos no interior nordestino.

Especialistas avaliam que o acordo fortalece ainda mais a presença das frutas brasileiras de alto valor agregado na Europa, um dos principais destinos das exportações do setor.

Semiárido se consolida como potência agrícola

Nas últimas décadas, o sertão nordestino passou por uma transformação impulsionada pela agricultura irrigada. A combinação entre clima favorável, irrigação do Rio São Francisco e uso de tecnologia agrícola permitiu que a região se tornasse referência internacional em produção de frutas.

Atualmente, os produtos cultivados no Vale abastecem supermercados europeus, mercados do Oriente Médio e grandes redes internacionais de alimentos.

Porto de Suape e logística devem ganhar força

O crescimento esperado das exportações também pode acelerar investimentos em infraestrutura logística no Nordeste. Estruturas como o Porto de Suape, aeroportos cargueiros, centros de distribuição e terminais refrigerados devem ganhar relevância com o aumento da demanda internacional.

Como boa parte das frutas exportadas é perecível, a eficiência logística se torna fundamental para garantir rapidez no transporte e qualidade dos produtos enviados ao exterior.

Entenda o acordo Mercosul-União Europeia

O tratado comercial firmado entre os blocos é considerado um dos maiores já negociados pelo Brasil. O acordo cria uma área de livre comércio envolvendo aproximadamente 700 milhões de consumidores.

A tendência é que diversos produtos brasileiros tenham redução gradual ou eliminação de tarifas para entrada nos países europeus. No caso das frutas nordestinas, os efeitos aparecem de forma mais imediata devido à estrutura exportadora já consolidada na região.

Nordeste ganha destaque no comércio internacional

O avanço das exportações reforça uma mudança histórica na imagem econômica do semiárido. Antes associado principalmente à seca e às dificuldades climáticas, o sertão nordestino agora se posiciona como uma das regiões brasileiras mais preparadas para fornecer alimentos premium ao mercado internacional.

A expectativa é que o acordo acelere ainda mais o desenvolvimento econômico do interior do Nordeste e fortaleça a presença brasileira no comércio global de frutas.

FONTE: NE9
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Cursos gratuitos de comércio exterior oferecem 250 vagas para mulheres e pessoas negras

Estão abertas as inscrições para a terceira turma dos cursos gratuitos de comércio exterior oferecidos pela plataforma EduComex, iniciativa desenvolvida em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp).

A capacitação integra o Programa Raízes Comex e é direcionada prioritariamente a mulheres e pessoas negras que já possuem conhecimentos básicos na área de comércio exterior.

Inscrições seguem até junho

Nesta nova etapa, serão disponibilizados 250 acessos gratuitos à plataforma de ensino online. As inscrições começaram nesta terça-feira (26) e permanecem abertas até o dia 18 de junho de 2026. Caso haja vagas remanescentes, elas serão liberadas ao público em geral.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a iniciativa fortalece a inclusão no setor.

“Um comércio exterior mais diverso e inclusivo também se torna mais competitivo e fortalecido”, destacou.

Plataforma oferece mais de 180 horas de conteúdo

A EduComex é uma plataforma de ensino a distância voltada à qualificação contínua de profissionais do setor. O ambiente virtual reúne mais de 180 horas de aulas gravadas, abordando desde conteúdos introdutórios até temas avançados ligados ao comércio internacional.

Os cursos são organizados em trilhas temáticas elaboradas por especialistas da área. Ao final da formação, os participantes recebem certificado de conclusão reconhecido pelo mercado.

Confira o cronograma da terceira turma

  • Inscrições: de 26 de maio a 18 de junho de 2026
  • Resultado dos selecionados: 26 de junho de 2026
  • Liberação dos acessos: 30 de junho de 2026
  • Período das aulas: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026

Os estudantes ainda poderão renovar o acesso por mais três meses, conforme o desempenho obtido durante o curso.

Programa busca ampliar inclusão racial no setor

O Programa Raízes Comex foi criado pelo MDIC com foco na promoção da inclusão racial no comércio exterior brasileiro. A proposta busca ampliar oportunidades profissionais para pessoas negras por meio de capacitação, desenvolvimento profissional e aproximação com empresas do setor.

Conheça o Sindasp

O Sindasp é considerado a maior entidade representativa dos despachantes aduaneiros no Brasil, reunindo mais de 1.800 associados. Além da atuação institucional, o sindicato investe em capacitação profissional por meio da plataforma EduComex e participa de comitês nacionais e locais ligados à facilitação do comércio exterior.

Mais informações podem ser acessadas em: Programa Raízes Comex

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Rio Comex altera regras do ICMS e cria incentivo para fortalecer comércio exterior no Rio

O governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a criação do Rio Comex, novo regime especial que modifica a cobrança de ICMS no comércio exterior e busca ampliar a competitividade logística fluminense.

A legislação foi sancionada e publicada no Diário Oficial na última quinta-feira (21), estabelecendo um conjunto de incentivos fiscais voltados à atração de investimentos e ao fortalecimento das operações de importação no estado.

Benefícios fiscais reduzem carga tributária

O programa prevê a concessão de crédito presumido de ICMS de até 70% nas operações interestaduais e de até 75% nas operações internas.

Na prática, o mecanismo pode reduzir de forma significativa a carga tributária efetiva, dependendo da atividade econômica beneficiada e da natureza das operações realizadas.

A medida integra a estratégia estadual para tornar o Rio mais competitivo diante de outros estados que já operam com regimes fiscais semelhantes no setor de comércio exterior.

Setores estratégicos estão entre os principais beneficiados

Segundo o governo estadual, o Rio Comex foi estruturado para estimular investimentos em segmentos considerados estratégicos para a economia fluminense.

Entre as áreas que devem ser impactadas estão:

  • eletrônicos;
  • medicamentos;
  • alimentos;
  • operações ligadas à cadeia de importação e exportação.

A expectativa é ampliar a circulação de mercadorias e impulsionar a utilização da infraestrutura logística do estado.

Portos e aeroportos devem ganhar competitividade

Outro objetivo central do programa é fortalecer a atividade portuária e aeroportuária fluminense.

Com a redução da carga tributária e a ampliação dos incentivos, o governo projeta aumento da movimentação em portos e aeroportos do Rio de Janeiro, favorecendo o fluxo logístico nacional e internacional.

A medida também deve estimular a instalação de novas empresas e centros de distribuição no estado.

Programa terá vigência até 2032

O regime especial terá validade até dezembro de 2032.

A estimativa do governo é de que, ao longo desse período, o Rio Comex contribua para a geração de empregos, expansão da atividade econômica e fortalecimento da posição estratégica do Rio no cenário nacional do comércio exterior.

A administração estadual destaca ainda que a iniciativa representa uma resposta à perda de competitividade observada nos últimos anos frente a unidades da federação que já adotam políticas fiscais agressivas para atrair operações logísticas.

FONTE: O Fluminense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Fluminense

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Eventos

O Futuro da Logística nos espera no Recife: O RêConectaNews convida você para a Multimodal Nordeste 2026!

Mais do que um evento, a Multimodal Nordeste é o ponto de encontro de corações e mentes que movem a engrenagem logística do nordeste. E é com imensa alegria e entusiasmo que o RêConectaNews confirma sua participação nesta edição histórica!


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