Portos

Porto de Long Beach bate recorde histórico de movimentação de contêineres em setembro

O Porto de Long Beach, na Califórnia, registrou em setembro o maior volume mensal de cargas de seus 115 anos de história. O complexo portuário movimentou 997.177 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), superando o recorde anterior, de 987.191 TEUs, alcançado em outubro de 2024.

O resultado foi impulsionado por mudanças nas estratégias logísticas dos transportadores, que buscam reduzir custos diante dos preços elevados do diesel, das restrições de acesso ao Canal do Panamá e da possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo Noel Hacegaba, diretor-executivo do Porto de Long Beach, o desempenho demonstra a capacidade dos trabalhadores e operadores de terminais de ampliar a movimentação de cargas sem provocar congestionamentos.

Movimentação de cargas cresce 25% em um ano

Em comparação com setembro de 2025, o volume de cargas processado pelo porto aumentou 25% no mesmo mês de 2026. De acordo com Hacegaba, o resultado foi alcançado com rapidez e eficiência operacional.

Steven Neal, presidente da Comissão Portuária de Long Beach, também destacou o desempenho das equipes envolvidas nas operações. Ele reconheceu a contribuição dos estivadores e dos operadores de terminais para o recorde histórico de movimentação.

O resultado reforça a importância do complexo portuário para a logística internacional e para o fluxo de mercadorias que entram e saem dos Estados Unidos.

Importações lideram crescimento no Porto de Long Beach

Os dados de setembro mostram avanços nos diferentes segmentos da movimentação de contêineres, com destaque para as importações.

Confira os números registrados em comparação com o mesmo mês de 2025:

  • Importações: alta de 31,3%, totalizando 509.390 TEUs.
  • Exportações: crescimento de 7,8%, alcançando 91.747 TEUs.
  • Contêineres vazios: aumento de 22,1%, com 396.040 TEUs movimentados.

O avanço das importações foi o principal destaque do período, enquanto as exportações também apresentaram crescimento. Já o aumento dos contêineres vazios acompanhou a expansão das operações no porto.

Porto acumula alta de 3,9% em 2026

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Porto de Long Beach movimentou 7.675.255 TEUs, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números indicam a continuidade do crescimento das operações portuárias ao longo do ano, apesar dos desafios relacionados aos custos de transporte e às condições do comércio internacional.

Terminal ferroviário também estabelece recorde

Outro destaque de setembro foi o desempenho da Total Terminals International. A empresa estabeleceu um novo recorde mensal de movimentação ferroviária no Porto de Long Beach, com 59.410 movimentos.

Esse volume correspondeu a quase metade de toda a movimentação de contêineres do terminal, segundo informações divulgadas por Hacegaba.

O resultado evidencia a relevância da integração entre transporte marítimo e ferroviário para ampliar a capacidade logística, agilizar o escoamento de mercadorias e atender à demanda do comércio exterior.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Eventos

Reforma Tributária desafia a competitividade dos portos e da logística e marca debates do XXXIII Simpósio da ABDT em Itajaí

Evento reuniu especialistas, juristas e lideranças do setor público e privado para discutir segurança jurídica, investimentos em infraestrutura e os impactos do novo sistema tributário sobre o comércio exterior.

A necessidade de garantir segurança jurídica, previsibilidade tributária e competitividade para a logística brasileira esteve entre os principais temas do XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), realizado nos dias 15 e 16 de outubro, em Itajaí (SC). Com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”, o encontro reuniu mais de 30 especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios da implementação da Reforma Tributária e seus reflexos sobre a economia, em nove painéis temários. Nos dois dias, mais de 200 participantes de diferentes segmentos, entre profissionais do comércio exterior, contabilidade, Direito, setor tributário e meio acadêmico, participaram do evento.

Reforma Tributária exige previsibilidade e segurança jurídica

Os impactos da Reforma Tributária sobre a atividade portuária e os desafios para manter a competitividade logística estiveram em destaque durante o evento. O painel reuniu representantes dos mais importantes Portos do Brasil.

Para Mario Povia, presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), a regulamentação do novo sistema tributário e seus efeitos sobre os serviços merecem pontos de atenção. Povia destacou que ainda existem questões pendentes em discussão com órgãos como o Ministério da Fazenda, o Ministério de Portos e a Receita Federal. Para ele, a definição das regras é essencial para garantir segurança jurídica e previsibilidade.

O dirigente também alertou para os possíveis impactos da tributação dos serviços sobre a competitividade internacional, especialmente nas operações que envolvem tomadores de serviços no exterior. A preocupação é que o aumento da carga tributária em determinados segmentos prejudique as condições de concorrência das empresas brasileiras. “Entendemos que, ao reduzir a tributação de um lado, pode haver um aumento em outro. Nossa preocupação está especialmente nas operações que envolvem tomadores de serviços internacionais, nas quais a incidência de impostos pode prejudicar a competitividade do Brasil. Por isso, buscamos garantir condições tributárias que preservem nossa capacidade de competir globalmente e manter uma infraestrutura de transportes em padrões de primeiro mundo.”

Representando o Porto de Santos, André Bonini destacou que o crescimento do setor depende de investimentos em três frentes: infraestrutura, tecnologia e conectividade. “Nosso foco está em três pilares fundamentais: investimentos em infraestrutura, ampliação do uso da tecnologia e melhoria da conectividade. Esses elementos são essenciais para impulsionar o desenvolvimento dos terminais e ampliar a movimentação de cargas.”

O diretor-superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, destacou a importância de preparar as operações para o futuro, garantindo terminais produtivos e resultados sustentáveis no longo prazo. “Temos perspectivas de continuar crescendo e investindo, mas ainda existem desafios importantes relacionados à infraestrutura e à legislação. Precisamos entender como adaptar essas mudanças ao nosso modelo de negócio, garantindo que o terminal mantenha sua produtividade, continue evoluindo e gere resultados sustentáveis no longo prazo.”

O painel foi presidido por James Winter, que, ao avaliar o encontro, agradeceu aos participantes, patrocinadores e à ABDT pela organização. Ele destacou os retornos positivos recebidos sobre as palestras, os diálogos e os debates promovidos durante a programação.

Dois dias de debates sobre os impactos da reforma

A programação começou com a conferência do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, sobre governança e os efeitos econômicos da Reforma Tributária. No primeiro dia, os painéis abordaram a transição para o novo sistema, os impactos na economia municipal, a guerra fiscal, os incentivos fiscais e os efeitos das mudanças sobre a indústria, o comércio exterior e o e-commerce.

Participaram especialistas como Marcos Cintra, Everardo Maciel, Luís Eduardo Schoueri, Robison Coelho, prefeito de Itajaí, Leonidas Nora Junior, Eduardo Bohora, Adilson Rodrigues Pires, Halley Henares, Thális Andrade, Solon Sehn, Fernando Pieri, Victor Macedo, Rogério David e Fernanda Kotzias.

No segundo dia, as discussões avançaram sobre os efeitos da reforma na infraestrutura, no setor marítimo-portuário, na classificação fiscal e no contencioso tributário. Entre os participantes estiveram Suzana Soares Melo, Luana Debatin Tomasi, Carolina Sena, André Bonini, Mario Povia, Osmari Castilho Ribas, Eduardo Nery, Douglas Winter, Daniela Floriano, Júlio César Soares, Gustavo Brigagão e José Maria Arruda.

A diversidade de perspectivas aproximou as análises jurídicas dos desafios enfrentados por empresas, administrações públicas e setores estratégicos da economia.

Veja as fotos do evento aqui.

ReConecta News amplia a visibilidade do debate tributário

A cobertura do ReConecta News acompanhou os dois dias do Simpósio, com produção de conteúdos jornalísticos e audiovisuais sobre os painéis, as falas dos especialistas e os principais momentos do evento.

O trabalho começou antes da abertura oficial e envolveu planejamento, registros e publicações nos canais digitais do portal, ampliando o alcance das discussões para profissionais do comércio exterior, da logística, da infraestrutura e do Direito. A iniciativa reforçou o papel do ReConecta News como canal de informação especializada, conectando o público aos temas que influenciam o ambiente de negócios e o futuro da logística brasileira.

Para Marcelo Campos, presidente da ABDT, objetivo foi alcançado. “Acredito que todos saíram satisfeitos com as informações compartilhadas e com os conhecimentos adquiridos ao longo desses dois dias. Avalio o Simpósio de forma muito positiva, tanto pela qualidade dos debates quanto pela contribuição dos especialistas. Acredito que cumprimos nosso objetivo de promover o aprendizado e proporcionar discussões relevantes para todos os participantes.”

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários foi realizado pela Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), com organização do escritório Macedo & Winter Advogados Associados. A coordenação executiva ficou a cargo de Victor Macedo, advogado e mestre em Direito Tributário pela FGV/SP, que também atuou na condução da programação e na articulação dos debates sobre os impactos da Reforma Tributária na infraestrutura, na logística e no comércio exterior. Esse foi o quinto ano consecutivo que o evento foi realizado em Itajaí (SC).

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários contou com o apoio das empresas:

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Abdala Audiovisual

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Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já contribuiu para elevar em 30,7% as exportações brasileiras para o mercado europeu desde maio, quando o tratado entrou em vigor. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo ministro em exercício do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O percentual considera o desempenho das vendas externas do Brasil ao bloco europeu entre maio e setembro deste ano, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Exportações brasileiras somam US$ 44,17 bilhões

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil alcançaram US$ 44,17 bilhões, resultado 20% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os efeitos positivos do acordo comercial. Segundo ele, o intercâmbio entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

Os dados foram apresentados durante um evento promovido pelo Ministério da Agricultura, que anunciou a abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros da agricultura e da pecuária desde o início de 2023.

Comércio exterior brasileiro registra expansão

Márcio Elias Rosa ressaltou que o Brasil vem alcançando volumes recordes de comércio com praticamente todos os seus parceiros internacionais em 2026. De acordo com o ministro, o crescimento não se limita ao agronegócio, abrangendo diferentes setores da economia.

No conjunto, o comércio exterior brasileiro registra expansão média de 10,5%, conforme os números apresentados pelo representante do governo.

Os resultados, segundo Rosa, foram obtidos em um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio.

Governo mantém diálogo comercial com os Estados Unidos

Ao comentar as relações comerciais com os Estados Unidos, o ministro classificou o momento atual como delicado. Apesar das dificuldades, afirmou que o governo brasileiro pretende manter os canais de diálogo e dar continuidade às negociações.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de maior complexidade nas relações comerciais internacionais, no qual tarifas e outras restrições podem afetar o fluxo de mercadorias entre os países.

Abertura de mercados reforça estratégia de desenvolvimento

Para Rosa, a conquista de 700 novos mercados internacionais desde 2023 demonstra a capacidade de investimento e expansão das empresas brasileiras, especialmente no setor agropecuário.

O ministro também atribuiu os avanços à atuação do setor privado e a uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico, sustentada pela articulação entre diferentes ministérios.

Ao avaliar a política externa anterior à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosa criticou o que classificou como uma estratégia de segregação e isolamento internacional. Na avaliação do ministro, a ideia de que o afastamento de outros países fortaleceria o Brasil estava equivocada e trouxe custos elevados para a indústria nacional.

Segundo ele, a indústria brasileira pagou um preço alto pelas consequências dessa orientação, reforçando a importância de ampliar as relações comerciais e a presença do país nos mercados internacionais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

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Portos

Itajaí exporta cerca de 120 caminhões, ônibus e tanques para Angola

O complexo portuário de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, realizou o embarque de aproximadamente 120 veículos com destino a Luanda, capital de Angola. A carga, transportada pelo navio UML Victoria, inclui caminhões, ônibus e tanques destinados a projetos de mobilidade urbana e à expansão da frota comercial do país africano.

A embarcação deixou o terminal na terça-feira, após ser carregada em uma operação conduzida pela Poly Terminais, em parceria com a Teporti, responsável pela gestão logística da movimentação.

Operação envolve transporte de cargas especiais

O embarque é classificado como carga de projeto, modalidade utilizada para transportar mercadorias de grandes dimensões, peso elevado ou formatos que exigem procedimentos específicos de movimentação.

Os terminais de Itajaí possuem estrutura e parcerias para atender a esse tipo de operação. O transporte de veículos e equipamentos pesados integra uma rota marítima regular entre Santa Catarina e Angola, utilizada também para o envio de maquinários destinados a diferentes setores da economia.

Ônibus brasileiros reforçam frota urbana de Angola

Entre os veículos embarcados estão ônibus Apache Vip, fabricados pela Caio. O modelo, conhecido pela utilização no transporte coletivo urbano brasileiro, conta com carroceria montada sobre chassi da Volkswagen.

Segundo as informações divulgadas, a fabricante Caio já comercializou cerca de mil unidades do modelo para Angola. Parte desses veículos foi enviada ao mercado africano por meio dos portos que integram o complexo portuário de Itajaí.

A exportação reforça a participação da indústria brasileira no fornecimento de veículos para o transporte público de outros países.

Caminhões da Volkswagen atendem setores comerciais e da construção

A carga também inclui caminhões da Volkswagen, destinados a atividades de transporte comercial e construção civil em Angola.

O país africano figura entre os mercados relevantes para as exportações da montadora. A Volkswagen Caminhões também vem ampliando sua presença em outros países da África, região considerada estratégica para a expansão internacional da empresa.

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas internacionais

O embarque para Angola se soma a outras operações de exportação de equipamentos e veículos realizadas recentemente na região portuária catarinense.

Na semana anterior, o complexo de Itajaí recebeu uma operação para o envio de 40 carretas canavieiras da Randon a Jacarta, capital da Indonésia. O transporte foi organizado pela SC Portos em parceria com a JBS Terminais, no Porto de Itajaí.

As duas operações demonstram a atuação dos terminais da região na movimentação de cargas especiais destinadas a diferentes mercados internacionais, ampliando as possibilidades logísticas para a indústria brasileira.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Exportação

RS bate recorde histórico de exportações em setembro e China lidera destinos

O Rio Grande do Sul registrou recorde histórico de exportações em setembro, com vendas externas de US$ 2,5 bilhões. O resultado representa o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 1997, e supera em 0,7% o recorde anterior, alcançado em agosto de 2021.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e mostram o desempenho positivo do comércio exterior gaúcho, mesmo diante das turbulências no cenário internacional.

Soja, celulose e transformadores impulsionam exportações gaúchas

O avanço das vendas internacionais foi impulsionado principalmente pela soja, celulose e transformadores elétricos. Entre os destaques está a soja, um dos principais produtos do agronegócio do Estado e uma mercadoria estratégica nas relações comerciais com a China.

Principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, o país asiático ampliou as compras de soja gaúcha em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 23,2%, após um período de desempenho menos favorável ao longo de 2026.

Para o professor Marcos Lélis, da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos, a recuperação das compras chinesas pode ter compensado parte dos resultados mais fracos registrados anteriormente.

“É possível que tenha compensado o ano todo e qualquer movimento deles estoura o total da exportação gaúcha”, avalia o especialista.

União Europeia amplia compras de produtos do Estado

A União Europeia também registrou, em setembro, o maior valor de compras de produtos gaúchos para o mês. Entre os itens que contribuíram para o resultado estão o farelo de soja e outros derivados do grão.

O desempenho ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos, após o acordo entre Mercosul e União Europeia mencionado no levantamento.

Exportações para os Estados Unidos quase dobram

Mesmo diante das tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, os Estados Unidos também se destacaram como destino das exportações gaúchas.

Em comparação com setembro do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano quase dobraram. A base de comparação, porém, foi influenciada pelo início da política tarifária de Trump naquele período.

Os Estados Unidos são compradores de transformadores produzidos no Rio Grande do Sul, um dos segmentos que ajudaram a impulsionar o resultado recorde do comércio exterior estadual.

Comércio exterior gaúcho alcança melhor resultado mensal da série histórica

O recorde de setembro evidencia a importância das exportações do agronegócio e da indústria para a economia do Rio Grande do Sul. A retomada das compras chinesas, o desempenho da União Europeia e o avanço das vendas aos Estados Unidos contribuíram para levar os embarques ao maior patamar mensal já registrado.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Valiente / Agencia RBS

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Exportação

Exportações do Paraná crescem 5,5% e chegam a US$ 18,7 bilhões até setembro

As exportações do Paraná totalizaram US$ 18,7 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, resultado 5,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 17,7 bilhões. Em setembro, o estado movimentou US$ 2,11 bilhões com os embarques para o mercado internacional.

Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e evidenciam o desempenho positivo do comércio exterior paranaense nos nove primeiros meses do ano.

Soja e carne de frango lideram as exportações paranaenses

A soja permaneceu na primeira posição entre os produtos exportados pelo Paraná, com receita de US$ 3,9 bilhões no acumulado de janeiro a setembro. A carne de frango in natura ocupou o segundo lugar, com US$ 3,3 bilhões, seguida pelo farelo de soja, que alcançou US$ 1,1 bilhão.

Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, os embarques de soja avançaram 6%. Já as vendas externas de carne de frango cresceram 25,8%, enquanto o farelo de soja apresentou aumento de 13,3%.

O avanço da proteína animal também ampliou sua relevância na pauta exportadora estadual. A participação da carne de frango no total vendido pelo Paraná ao exterior passou de 14,7% para 17,5% no período analisado.

Óleo de soja bruto registra alta de 78,9%

Entre os principais produtos da pauta exportadora do Paraná, o óleo de soja bruto apresentou o crescimento mais expressivo em valor.

As receitas com os embarques do produto saltaram de US$ 419,5 milhões nos nove primeiros meses de 2025 para US$ 750,5 milhões no mesmo período de 2026, uma expansão de 78,9%.

O resultado destaca o avanço das vendas externas de derivados da soja, que se somam aos grãos e ao farelo entre os produtos relevantes para o comércio exterior do estado.

China concentra 23,1% das vendas externas do Paraná

A China foi o principal destino das exportações paranaenses entre janeiro e setembro. As compras chinesas atingiram US$ 4,3 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais.

Ao longo dos nove meses, o Paraná comercializou produtos com 208 mercados internacionais, demonstrando a abrangência de sua presença no comércio global.

A participação chinesa reforça a importância do mercado asiático para os produtos agrícolas paranaenses, especialmente em um cenário no qual a soja e seus derivados têm peso significativo nas exportações estaduais.

Importações do Paraná aumentam 10,4%

Enquanto as exportações avançaram 5,5%, as importações do Paraná cresceram em ritmo mais acelerado no acumulado de 2026.

Entre janeiro e setembro, as compras externas passaram de US$ 15,3 bilhões, em 2025, para US$ 16,9 bilhões neste ano, alta de 10,4%.

Na categoria de adubos e fertilizantes, porém, houve redução de 10,1% no valor importado, que ficou em US$ 2,1 bilhões no período.

Comércio exterior mantém resultado positivo em 2026

Os dados compilados pelo Ipardes mostram que o Paraná ampliou suas vendas ao mercado internacional nos três primeiros trimestres de 2026. O desempenho foi sustentado principalmente pela soja, pela carne de frango, pelo farelo de soja e pelo óleo de soja bruto.

Apesar do crescimento das importações, a evolução das exportações confirma a relevância do agronegócio paranaense para a economia estadual e para a inserção do estado no comércio internacional.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso caem 49,71% em setembro de 2026

As exportações de soja de Mato Grosso registraram queda de 49,71% em setembro de 2026, na comparação com agosto. O recuo está relacionado à redução sazonal da disponibilidade do grão para embarque. Apesar da retração mensal, o estado mantém desempenho positivo no acumulado do ano, com 30,97 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e setembro, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que, embora os embarques tenham perdido força em setembro, o volume acumulado das vendas externas segue acima do registrado no ano anterior.

Menor oferta de soja reduz embarques em setembro

A queda nas exportações acompanha o comportamento sazonal da oferta de soja disponível para o mercado internacional. Com a diminuição do volume de grãos disponível para embarque nesta época do ano, os envios ao exterior recuaram em relação ao mês anterior.

No entanto, o resultado mensal não comprometeu o desempenho das exportações do agronegócio mato-grossense no acumulado de 2026. Nos nove primeiros meses do ano, o estado embarcou 30,97 milhões de toneladas de soja, superando em 6,15% o volume contabilizado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja de Mato Grosso

A China permaneceu como o principal mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso. Entre janeiro e setembro de 2026, o país asiático concentrou 59,13% do volume total exportado pelo estado.

Apesar da liderança chinesa no acumulado do ano, a participação do país nos embarques mensais apresentou redução. O levantamento divulgado pelo Imea, entretanto, não apresenta informações que esclareçam os fatores responsáveis por essa mudança.

A relevância do mercado chinês reforça a importância da demanda internacional para o desempenho das exportações de soja brasileira, especialmente para Mato Grosso, um dos principais estados produtores e exportadores da oleaginosa.

Exportações de soja podem perder ritmo até o fim do ano

A perspectiva de menor disponibilidade do grão indica que os embarques de soja de Mato Grosso podem continuar desacelerando nos próximos meses. Mesmo diante desse cenário, a expectativa é de que o estado finalize 2026 com um volume exportado próximo ao registrado no ano passado.

O resultado dependerá do ritmo das operações de exportação durante os últimos meses do ano. Até setembro, o balanço permanece favorável em relação a 2025, apesar da queda expressiva observada na comparação entre agosto e setembro.

Dessa forma, o comportamento dos embarques no último trimestre será determinante para definir o resultado anual das exportações de soja de Mato Grosso.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Eventos

É hoje: XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT começa em Itajaí com programação sobre Reforma Tributária, logística e comércio exterior

A Reforma Tributária e seus impactos sobre a economia brasileira, a infraestrutura, a logística e o comércio exterior estarão no centro das discussões a partir desta quinta-feira (15), em Itajaí (SC). O município recebe o XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT), que reúne especialistas de diferentes áreas para dois dias de debates e atualização jurídica.

Com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”, o encontro acontece no Novotel, localizado na Rua Lauro Muller, 170, no Centro de Itajaí. A programação aborda os desafios da transição para o novo modelo tributário, os efeitos econômicos e jurídicos das mudanças e as consequências para empresas, municípios e setores estratégicos da economia.

Entre os assuntos previstos estão incentivos fiscais, guerra fiscal, indústria, comércio exterior, e-commerce, infraestrutura, setor marítimo-portuário, classificação fiscal, contencioso tributário e questões aduaneiras.

Promovido pela ABDT, o simpósio reúne autoridades públicas, juristas, economistas, advogados, executivos e representantes de entidades ligadas ao comércio exterior e à infraestrutura.

Primeiro dia: governança, transição tributária e impactos econômicos

O credenciamento dos participantes começa às 8h desta quinta-feira (15). Às 8h30, ocorre a abertura oficial, com Marcelo Campos, presidente da ABDT, e Victor Macedo, coordenador executivo do simpósio.

Às 9h, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, ministra a conferência de abertura, com o tema “Governança e os efeitos econômicos da Reforma Tributária”.

Após o intervalo para coffee break, a programação segue com o primeiro painel, às 10h30.

10h30 | Reforma Tributária, transição e desafios

Sob a presidência de mesa de Thais Manske, o painel discute os desafios da implementação do novo sistema tributário e as questões relacionadas ao período de transição.

Participam:

  • Marcos Cintra, doutor em Economia pela Harvard University;
  • Everardo Maciel, consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal;
  • Luís Eduardo Schoueri, livre-docente e professor titular de Direito Tributário da Faculdade de Direito da USP.

14h | A Reforma Tributária e os impactos na economia municipal

Após o intervalo para almoço, os debates se voltam aos possíveis reflexos da mudança tributária para os municípios, a arrecadação e a atividade econômica local.

O painel será presidido por Maurício Klein e contará com:

  • Robison Coelho, prefeito de Itajaí;
  • Leonidas Nora Junior, presidente da Associação das Tradings de Santa Catarina (ASTRA);
  • Eduardo Bohora, secretário municipal da Fazenda de Itajaí.

15h | Reforma Tributária e Guerra Fiscal

A programação da tarde segue com uma discussão sobre os efeitos da reforma na competição fiscal entre estados e nas estratégias de atração de investimentos.

Com mediação de Simone Davel, o painel reúne:

  • Adilson Rodrigues Pires, advogado e doutor em Direito Econômico e Sociedade;
  • Halley Henares, presidente da Associação Brasileira de Advocacia Tributária (ABAT).

16h30 | O fim dos incentivos fiscais: consequências, desafios e alternativas

Após o coffee break, o simpósio aborda um dos temas de maior interesse para empresas e governos: as consequências da mudança no modelo de incentivos fiscais e as alternativas diante do novo cenário.

Sob a presidência de mesa de Thiago Custódio, participam:

  • Thális Andrade, doutor em Direito pela USP;
  • Solon Sehn, advogado e doutor em Direito Tributário pela PUC/SP;
  • Fernando Pieri, advogado e presidente da ABEAD.

17h30 | A Reforma Tributária na indústria, no comércio exterior e no e-commerce

Encerrando os debates do primeiro dia, o painel discute os efeitos das mudanças tributárias sobre os setores produtivos, as operações internacionais e as atividades de comércio eletrônico.

A mesa será presidida por Alessandra Carioni e contará com:

  • Victor Macedo, advogado e mestre em Direito Tributário pela FGV/SP;
  • Rogério David, advogado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
  • Fernanda Kotzias, advogada e doutora em Direito do Comércio Internacional pela PUC/SP.

O encerramento das atividades de quinta-feira está previsto para as 18h30.

Sexta-feira: infraestrutura, portos e comércio exterior em destaque

No segundo dia, sexta-feira (16), a programação começa às 9h com discussões sobre os efeitos da Reforma Tributária nos investimentos, nos contratos e nas atividades de infraestrutura.

9h | Setor de infraestrutura e a Reforma Tributária

Presidido por Silvia Varela, o painel reúne especialistas para discutir os desafios jurídicos e econômicos da transição tributária para o setor de infraestrutura.

Participam:

  • Suzana Soares Melo, advogada e doutora em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela USP;
  • Luana Debatin Tomasi, advogada e mestre em Direito pela UFSC;
  • Carolina Sena, advogada e doutora em Direito Tributário pela UFSC.

10h30 | A visão atual do setor marítimo-portuário na transição da Reforma Tributária

Após o coffee break, o simpósio coloca o setor marítimo-portuário no centro das discussões. O painel examina os desafios da transição tributária para os portos, a infraestrutura logística e as operações de transporte internacional.

A mesa será presidida por James Winter e contará com representantes de destaque do segmento:

  • Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos;
  • Mario Povia, presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI);
  • Osmari Castilho, CEO da Portonave;
  • Eduardo Nery, diretor de Relações Governamentais da MSC.

A discussão ganha relevância diante dos possíveis reflexos do novo sistema tributário sobre a competitividade logística, os investimentos em infraestrutura e a movimentação de cargas.

14h | Classificação fiscal, atualidades e novos desafios

No período da tarde, a programação aborda a classificação fiscal e os desafios relacionados à aplicação das regras tributárias e aduaneiras nas operações empresariais e de comércio exterior.

Sob a presidência de Giovana Baruffi, o painel terá a participação de:

  • Douglas Winter, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília;
  • Daniela Floriano, advogada e doutoranda em Direito pela UFMG;
  • Júlio César Soares, advogado e mestrando em Direito Aduaneiro pela Universidade Católica de Brasília.

15h | Reforma e contencioso tributário

O painel seguinte discute os desafios jurídicos decorrentes da Reforma Tributária, com foco no contencioso e nas possíveis controvérsias entre contribuintes e Fisco.

Sob a presidência de mesa de Marcelo Campos, participam:

  • Gustavo Brigagão, advogado e presidente honorário da ABDF;
  • José Maria Arruda, livre-docente pela USP e pós-doutor em Economia pela FGV e em Direito Econômico pelo Max Planck Institut, da Alemanha.

O debate encerra a programação temática apresentada para o segundo dia, com reflexões sobre a interpretação das novas regras e os desafios jurídicos associados à implementação do sistema tributário.

Itajaí conecta o debate tributário à realidade da logística e do comércio exterior

A escolha de Itajaí como sede do XXXIII Simpósio de Estudos Tributários aproxima as discussões jurídicas de uma região diretamente ligada à infraestrutura, à atividade portuária, à logística e ao comércio exterior.

Ao reunir representantes do poder público, especialistas em Direito Tributário, economistas e executivos, o encontro propõe uma análise abrangente das mudanças no sistema tributário brasileiro e de seus possíveis efeitos sobre a atividade empresarial.

A programação permite discutir desde os aspectos econômicos e fiscais da reforma até questões práticas relacionadas à classificação fiscal, às operações aduaneiras, aos incentivos fiscais e à competitividade dos setores produtivos.

O XXXIII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT é nestas quinta-feira (15) e sexta-feira (16), no Novotel, em Itajaí (SC), com o tema “Tributação, Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior”.

Texto e imagem: ReConecta News

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Portos

Porto de Suape recebe nova rota da MSC e amplia conexão do Nordeste com o Golfo do México

O Porto de Suape, em Pernambuco, passará a integrar a rota Gulf to Saec I, operada pela Mediterranean Shipping Company (MSC), a partir de 26 de outubro de 2026. A inclusão do terminal na ligação entre o Golfo do México e a América do Sul amplia as alternativas para o transporte marítimo de contêineres no Nordeste brasileiro.

A nova escala será realizada no trecho entre Cartagena, na Colômbia, e o Porto de Santos, em São Paulo. A mudança ocorre em um momento de expansão das operações de Suape, que aumentou em 55% sua capacidade para movimentação de contêineres com a inauguração de um novo terminal em junho deste ano.

Porto de Suape registra alta na movimentação de cargas

O complexo portuário pernambucano apresentou crescimento expressivo em 2026. Entre janeiro e agosto, foram movimentadas 18,8 milhões de toneladas de cargas, volume 22,8% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Ao longo de todo o ano passado, Suape movimentou 24,25 milhões de toneladas, resultado que colocou o porto na sexta posição entre os portos públicos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A entrada na rota internacional da MSC reforça a estratégia de ampliar a participação do terminal no comércio exterior e fortalecer a infraestrutura logística da região.

MSC Yamuna VI fará a primeira escala em Pernambuco

O primeiro navio previsto para atracar em Suape na nova operação é o MSC Yamuna VI. Construído no Japão em 2004 e registrado sob bandeira portuguesa, o porta-contêineres possui 280 metros de comprimento e capacidade para transportar 5.928 TEUs.

A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, padrão utilizado internacionalmente para medir a capacidade de transporte e movimentação desse tipo de carga. As informações sobre a embarcação são da plataforma de rastreamento Flexport Atlas.

A MSC comunicou a inclusão de Suape aos clientes em 12 de outubro. Segundo a empresa, a mudança busca ampliar a cobertura de seus serviços no Nordeste brasileiro.

Veja o percurso da nova rota marítima

Com a alteração, a linha Gulf to Saec I terá uma sequência de escalas que conecta portos do México, dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil.

No sentido de chegada à América do Sul, os navios sairão de Veracruz e Altamira, no México, passando por Houston, no Texas, e Cartagena, antes de atracar em Suape.

Depois da parada em Pernambuco, a embarcação seguirá para os portos de Santos, em São Paulo, Itapoá e Itajaí, em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná.

No percurso de retorno, a rota prevê novas escalas em Santos e no Rio de Janeiro, antes de seguir para Cartagena e Veracruz. Suape, portanto, será atendido no sentido sul da viagem, sem uma nova parada no porto durante o retorno.

Maersk também inclui Suape em serviço internacional

Além da MSC, a Maersk também prevê a inclusão de Suape em sua operação a partir de 26 de outubro, no serviço denominado UCLA. Segundo informações da Estadão Conteúdo, o MSC Yamuna VI será utilizado na viagem identificada como 640S.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a conexão do Nordeste com a rede global da companhia e oferecer alternativas logísticas para cargas destinadas a diferentes mercados, incluindo Manaus, no Amazonas.

A chegada de novos serviços pode ampliar as opções de embarque e desembarque de mercadorias para empresas da região, além de reduzir a necessidade de transportar determinadas cargas por rodovias até portos de outras partes do país.

Nova escala pode ampliar opções logísticas para empresas

A inclusão de Suape na rota internacional cria mais uma alternativa para importadores e exportadores do Nordeste que dependem do transporte marítimo de contêineres.

Entretanto, os benefícios comerciais dependerão de fatores como a frequência das escalas, a disponibilidade de espaço nos navios para cargas vinculadas ao porto e a demanda das empresas que utilizam o serviço.

A mudança de rota, por si só, não garante redução no preço dos fretes nem diminuição dos prazos de entrega. Até o momento do anúncio, a MSC não havia informado a frequência das escalas em Suape.

Terminal de R$ 2 bilhões amplia capacidade de contêineres

A expansão da infraestrutura portuária de Suape ganhou impulso com a inauguração, em junho de 2026, do terminal de contêineres da APM Terminals, subsidiária do grupo Maersk. O investimento ultrapassou R$ 2 bilhões e elevou em 55% a capacidade do complexo para movimentar esse tipo de carga.

A estrutura ocupa uma área de 495 mil metros quadrados e conta com um cais de 430 metros de extensão, com profundidade de até 15,5 metros. As características permitem receber embarcações de grande porte.

O terminal também utiliza sistemas de automação e possui instalações totalmente eletrificadas. A capacidade inicial prevista é de 400 mil TEUs por ano, conforme informações divulgadas pela Estadão Conteúdo.

Entre janeiro e agosto de 2026, Suape movimentou 442.321 TEUs. O resultado considera os meses anteriores e posteriores à inauguração do novo terminal.

Em 2025, a movimentação de cargas em contêineres alcançou 7,56 milhões de toneladas, crescimento de 7,54% em comparação com 2024.

MSC já operava ligações entre Suape e a Ásia

A presença da MSC em Suape não começou com a nova rota para o Golfo do México. Em 6 de novembro de 2024, o navio MSC Juliette atracou no porto para marcar o início de uma ligação semanal de longo curso entre Pernambuco e a Ásia, com escala em Singapura.

A empresa não informou, no anúncio da nova escala, se essa conexão asiática continua ativa em 2026.

Ainda em 2024, no dia 27 de julho, o MSC Orion, com capacidade para 15 mil TEUs, realizou uma parada extraordinária em Suape durante a viagem inaugural de um serviço que conectava o Nordeste à Ásia pelo Canal do Panamá. Antes disso, em julho de 2022, o porto havia recebido o MSC New Haven.

Companhia mantém presença em diversos mercados

A Mediterranean Shipping Company possui mais de 200 mil funcionários, aproximadamente mil navios e mais de 675 escritórios em diferentes países. Segundo informações institucionais da companhia, o volume anual transportado chega a 30 milhões de TEUs.

No Brasil, a empresa mantém 17 escritórios, incluindo unidades no Recife, em Fortaleza e em Salvador.

No Ceará, a MSC opera a Linha Santana, serviço que conecta o Porto do Pecém a mercados asiáticos e completou um ano de operação em maio de 2026.

A ampliação das escalas em Suape reforça a importância do complexo pernambucano para a logística portuária, o transporte de contêineres e a integração do Nordeste brasileiro às principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: shipspotting_itajai/Instagram

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