Comércio Exterior

EUA isentam 471 produtos brasileiros da nova tarifa de 12,5%; veja quais ficam de fora

Os Estados Unidos divulgaram a lista oficial de 471 produtos brasileiros que não serão atingidos pela nova tarifa de 12,5%, anunciada sob a justificativa de reforçar o combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Entre os principais itens beneficiados estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 categorias de produtos.

A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24). Para os produtos que ficaram fora da lista de isenção, a nova cobrança será somada à sobretaxa de 25% aplicada desde quarta-feira (22), elevando a tributação para até 37,5% em parte das exportações brasileiras.

Quais produtos foram isentos da nova tarifa

Segundo o USTR, os itens excluídos da nova cobrança foram selecionados por sua relevância para o comércio bilateral e pela importância como insumos para a indústria norte-americana.

Entre os principais produtos isentos estão:

  • café;
  • petróleo e derivados;
  • gás natural;
  • fertilizantes;
  • madeira e produtos florestais;
  • suco de laranja;
  • derivados de açaí;
  • defensivos agrícolas;
  • couros e peles;
  • ferro-gusa;
  • resíduos e sucata de alumínio;
  • equipamentos destinados à fabricação de semicondutores;
  • determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Além desses segmentos, também foram excluídos da medida diversos minerais, resíduos metálicos e matérias-primas utilizadas pelas indústrias de tecnologia e farmacêutica.

Entenda como a medida será aplicada

A nova sobretaxa foi definida após investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Na avaliação do USTR, o Brasil integra o grupo de países que não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados.

Mesmo com essa conclusão, o órgão decidiu preservar centenas de mercadorias da nova cobrança. Segundo o governo americano, as exceções levam em conta fatores como a relevância econômica dos produtos, compromissos comerciais vigentes e características específicas de determinados setores produtivos.

Produtos sem isenção poderão pagar até 37,5%

Os produtos brasileiros que não constam na lista de exceções estarão sujeitos à nova tarifa adicional de 12,5%.

Como essa alíquota será aplicada de forma cumulativa à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, parte das exportações do Brasil para os Estados Unidos poderá enfrentar uma carga tributária total de 37,5%.

A nova medida também substitui a tarifa global temporária de 10% que vinha sendo aplicada desde fevereiro deste ano.

Outros parceiros comerciais receberam tratamento diferenciado

Além das isenções concedidas por produto, os Estados Unidos estabeleceram regras específicas para alguns países e blocos econômicos.

Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido receberam tratamento diferenciado em razão de acordos comerciais ou por manterem mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Em alguns casos, como nas importações de vestuário e produtos têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada das mercadorias sem a tarifa prevista na Seção 301, desde que sejam utilizados algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros para 12,5% e carga pode chegar a 37,5%

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, medida que passa a valer na madrugada desta sexta-feira (24). Segundo o governo norte-americano, a decisão foi motivada pela avaliação de que o Brasil não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A nova cobrança substitui a tarifa global temporária de 10%, vigente desde fevereiro, e será somada à sobretaxa de 25% aplicada recentemente sobre parte das exportações brasileiras. Na prática, alguns produtos enviados ao mercado americano poderão ser tributados em até 37,5%.

A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Entenda os motivos da nova tarifa

De acordo com o USTR, o Brasil faz parte de um grupo de 54 países que, na avaliação dos Estados Unidos, não adotam controles suficientes para impedir a importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

O órgão norte-americano argumenta que essa situação cria uma vantagem competitiva para mercadorias fabricadas com custos reduzidos, afetando empresas e trabalhadores dos EUA.

Em comunicado, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou que a ausência de medidas mais rígidas obriga trabalhadores americanos a competir em condições desiguais.

Produtos apontados pelos Estados Unidos

O relatório divulgado pelo governo norte-americano cita que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco setores:

  • alumínio;
  • algodão;
  • eletrônicos;
  • baterias de lítio;
  • tabaco.

Segundo o documento, esses itens poderiam ingressar no mercado brasileiro com preços artificialmente menores, influenciando posteriormente a competitividade das exportações brasileiras.

O USTR também reconhece que o Brasil integra acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantém a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo. No entanto, o órgão considera que essas medidas ainda não são suficientes para impedir a entrada dessas mercadorias.

Outros países também foram atingidos

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. Além do Brasil, outros 53 países passarão a pagar a sobretaxa de 12,5%, incluindo China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Já Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em uma categoria diferente e receberão uma tarifa adicional de 10%, por já possuírem mecanismos legais de fiscalização, embora considerados insuficientes pelas autoridades norte-americanas.

Carga tributária pode chegar a 37,5%

A nova tarifa se soma aos 25% anunciados nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, os Estados Unidos apontaram supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com isso, determinados produtos exportados pelo Brasil poderão enfrentar uma tributação total de até 37,5% ao entrarem no mercado norte-americano.

As novas tarifas também substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente Donald Trump em fevereiro, após mudanças relacionadas às chamadas tarifas recíprocas.

Governo brasileiro contesta decisão

Em nota oficial, o governo brasileiro classificou a nova tarifa como “arbitrária” e “injustificada”. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o Brasil apresentou às autoridades norte-americanas informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização destinados a impedir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

O governo também ressaltou que o país possui reconhecimento internacional pelas políticas de combate ao trabalho escravo.

Além disso, informou que pretende recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levar a disputa ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia contestado as conclusões da investigação, afirmando que eventuais sanções seriam desproporcionais e destacando que o Brasil mantém legislação específica, fiscalização ativa e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho em condições análogas à escravidão.

Enquanto busca uma solução diplomática para o impasse, o governo federal informou que seguirá oferecendo apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivos para a abertura de novos mercados.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal JrAgência Brasil

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Comércio Exterior

SDA promove curso em Itajaí sobre os impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior

O avanço da Reforma Tributária já começa a transformar a rotina das empresas e dos profissionais que atuam no Comércio Exterior. Em meio ao período de transição para o novo modelo tributário, a atualização técnica tornou-se essencial para quem deseja atuar com segurança diante das mudanças que passarão a valer nos próximos anos.

Com esse objetivo, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina (SDA) realiza, no dia 1º de agosto, em Itajaí (SC), o curso “Os Impactos da Reforma Tributária no Comex”. A capacitação reunirá especialistas reconhecidos nacionalmente para apresentar, de forma prática, os principais reflexos da nova legislação nas operações de importação e exportação.

O treinamento será conduzido por Thális Andrade, advogado, doutor em Direito pela USP, professor de Direito Aduaneiro e especialista em tributação aplicada ao Comércio Exterior, e por Tiago Barbosa, consultor do BID e do FMI, ex-coordenador-geral de Facilitação do Comércio da SECEX e ex-gerente do Portal Único de Comércio Exterior.

Durante o curso, os participantes terão acesso às principais alterações promovidas pela Reforma Tributária, aos impactos nas operações aduaneiras e às estratégias para adaptação de processos e planejamento das empresas.

Capacitação será diferencial para o setor

Segundo o presidente do SDA, Flavio Demetrio da Silva, o período de transição exigirá preparo técnico dos profissionais.

“O despachante aduaneiro terá papel ainda mais estratégico nesse novo cenário. Estar atualizado permitirá orientar empresas com mais segurança, reduzir riscos operacionais e contribuir para decisões mais assertivas durante a implantação das novas regras”, destaca.

A Reforma Tributária prevê a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI pela CBS, IBS e Imposto Seletivo. A transição ocorrerá de forma escalonada até 2033, exigindo acompanhamento constante da legislação e adequação dos processos internos.

As inscrições para o curso estão abertas e as vagas são limitadas.

Serviço

Curso: Os Impactos da Reforma Tributária no Comex

📅 Data: 01 de agosto de 2026

🕘 Horário: das 9h às 16h

📍 Local: Sandri Palace Hotel – Itajaí (SC)

📧 Informações e inscrições: patricia.financeiro@sda.org.br

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Agronegócio

China busca reduzir dependência do agro brasileiro e acende alerta para exportações do Brasil

A relação comercial entre Brasil e China transformou o agronegócio brasileiro nas últimas décadas. O país asiático se tornou o principal destino das exportações nacionais e ajudou o Brasil a alcançar sucessivos recordes de vendas externas. Agora, porém, Pequim trabalha em uma estratégia para diminuir sua dependência de fornecedores estrangeiros, movimento que pode afetar especialmente setores como soja, carnes e proteínas agrícolas.

Em 2025, as vendas brasileiras para o mercado chinês alcançaram cerca de US$ 100 bilhões, superando qualquer outro destino comercial. O ritmo permaneceu elevado em 2026: entre janeiro e junho, as exportações para a China somaram US$ 58,322 bilhões, alta de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Enquanto isso, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13% no mesmo período, impactadas pelas novas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

China investe em segurança alimentar e produção própria

Embora a demanda chinesa continue sendo fundamental para o agronegócio brasileiro, o país asiático passou a tratar a dependência externa de alimentos como uma questão estratégica.

A mudança está prevista no novo 15º Plano Quinquenal Nacional da China (2026-2030), que estabelece metas para ampliar a produção doméstica de grãos, fortalecer a indústria de sementes, aumentar o uso de inteligência artificial na agricultura e desenvolver novas fontes de proteína.

Segundo Larissa Wachholz, coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Pequim considera a elevada dependência de importações uma vulnerabilidade diante de cenários como guerras, crises logísticas e disputas comerciais.

A estratégia, porém, não significa uma interrupção imediata das compras brasileiras. O objetivo é reduzir gradualmente a exposição externa por meio de tecnologia, inovação e aumento da produtividade interna.

Soja brasileira pode enfrentar mudanças no longo prazo

A soja é um dos principais produtos envolvidos nessa transformação. Atualmente, a China depende fortemente das importações do grão, utilizado principalmente na produção de ração animal.

Dados do relatório China’s Food Future, da consultoria Systemiq, indicam que as compras chinesas de soja podem cair aproximadamente 25% até 2030, redução equivalente a cerca de 23,5 milhões de toneladas.

Entre os fatores que podem influenciar essa queda estão avanços na eficiência da alimentação animal, aumento da produtividade agrícola e o desenvolvimento de alternativas como fermentação de precisão, biotecnologia e novas formas de produção de proteínas.

Para Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), a expansão da produção brasileira de soja está diretamente ligada ao fornecimento de proteína para animais, e não ao consumo humano direto.

Dependência chinesa foi criada pelo avanço econômico

A transformação alimentar da China acompanha a expansão econômica do país desde o fim dos anos 1970. Com o aumento da renda da população, houve crescimento expressivo no consumo de carne, leite, ovos e alimentos processados.

Para atender essa mudança de padrão alimentar, Pequim ampliou a importação de matérias-primas agrícolas, principalmente soja.

O desafio está relacionado às limitações territoriais chinesas: o país concentra aproximadamente um quinto da população mundial, mas possui menos de 10% das terras agricultáveis do planeta e cerca de 6% dos recursos hídricos globais.

Durante anos, a combinação entre produção doméstica e importações permitiu sustentar o crescimento do consumo. Agora, porém, a liderança chinesa busca reduzir riscos associados às cadeias internacionais de abastecimento.

Modelo chinês segue estratégia de tecnologia e indústria

Especialistas avaliam que a nova política alimentar chinesa segue lógica semelhante à adotada em setores como energia solar, baterias e veículos elétricos.

O historiador econômico Adam Tooze, da Universidade Columbia, aponta que Pequim utiliza planejamento estatal, financiamento direcionado e integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa para desenvolver setores estratégicos.

Segundo ele, uma eventual redução da dependência alimentar chinesa poderia provocar mudanças significativas na economia agrícola global construída nas últimas décadas.

Brasil precisa transformar produção em valor agregado

A possibilidade de redução das compras chinesas já preocupa representantes do agronegócio brasileiro.

A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, afirma que o Brasil precisa acompanhar de perto os movimentos da China e preparar alternativas para um cenário de menor crescimento da demanda.

Segundo ela, um dos pontos de atenção é o avanço da biotecnologia agrícola chinesa e o desenvolvimento de sementes próprias, incluindo variedades geneticamente modificadas.

A China estabeleceu como meta elevar para 85% a autossuficiência em sementes consideradas estratégicas, avanço que pode reduzir a necessidade de importação no futuro.

Para a ex-ministra, uma resposta brasileira passa pela agregação de valor, transformando commodities em produtos de maior valor comercial.

Entre as oportunidades estão o processamento de soja e milho em proteínas animais, além do desenvolvimento de mercados ligados à transição energética, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Relação comercial continua estratégica, mas exige adaptação

Apesar dos desafios, especialistas não projetam uma ruptura entre Brasil e China. A expectativa é que o país asiático continue sendo um grande comprador de produtos brasileiros por muitos anos.

O principal alerta é evitar que empresas e governos mantenham estratégias de longo prazo baseadas na ideia de crescimento contínuo da demanda chinesa.

Para Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, a instabilidade global pode até reforçar a posição brasileira como fornecedor confiável de alimentos.

No entanto, especialistas defendem que o Brasil amplie sua presença internacional, monitore mudanças no mercado chinês e invista em inovação para preservar sua competitividade.

Desde que a China assumiu a liderança como principal destino das exportações brasileiras, em 2009, o país asiático foi fundamental para consolidar o Brasil como uma das maiores potências agrícolas do mundo. O próximo desafio será equilibrar essa parceria com a preparação para um cenário em que a China continuará comprando, mas buscará depender menos de fornecedores externos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg via Getty Images/BBC

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Exportação

CBAM muda regras para exportações brasileiras de aço e alumínio à Europa

O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), criado pela União Europeia, já começou a alterar a dinâmica das exportações brasileiras de aço e alumínio. O que antes era visto apenas como uma exigência futura de conformidade ambiental agora influencia negociações comerciais, contratos de fornecimento e a competitividade das empresas brasileiras no mercado europeu.

Diante desse novo cenário, exportadores aceleram investimentos em medição, verificação e certificação das emissões de carbono para atender às exigências impostas pelo bloco europeu.

Empresas correm para adaptar processos de emissões

Segundo Rafael Della Barba, coordenador de riscos climáticos e descarbonização da WayCarbon, parte da indústria siderúrgica iniciou sua preparação ainda em 2023, antecipando as novas exigências regulatórias. Outras empresas, porém, adiaram investimentos e agora buscam adequar seus processos em um curto espaço de tempo.

Com o CBAM, as emissões deixam de ser calculadas apenas em nível corporativo e passam a exigir informações detalhadas por produto, incluindo o processo produtivo, rastreabilidade e dados auditáveis. A mudança obriga até empresas que já publicam inventários de carbono a revisar suas metodologias.

A ausência de informações confiáveis pode elevar custos, já que produtos sem comprovação de emissões reduzidas poderão ser enquadrados em valores-padrão mais altos, diminuindo uma das principais vantagens competitivas do Brasil: sua matriz energética de menor intensidade de carbono.

Exportações de alumínio enfrentam oscilações

Os embarques brasileiros de alumínio para a Europa registraram queda no acumulado do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as exportações de tarugos recuaram 43,9%, enquanto os embarques de lingotes diminuíram 47,3% na comparação com igual período de 2025.

Apesar da retração inicial, o mercado apresentou recuperação a partir de março. O aumento dos prêmios do alumínio na Europa, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, tornou as exportações brasileiras mais competitivas, compensando parte dos custos adicionais relacionados ao CBAM.

Entre março e junho, os embarques de lingotes cresceram 61,9% sobre o mesmo período do ano anterior, demonstrando que a valorização do produto no mercado europeu abriu novas oportunidades para os exportadores.

Ainda assim, operadores apontam que o novo mecanismo europeu tornou as negociações mais complexas, principalmente devido às exigências de comprovação das emissões e à maior cautela de compradores europeus.

Exportações de aço avançam com força

Enquanto o alumínio enfrentou oscilações, as exportações brasileiras de aço tiveram desempenho expressivo.

Os embarques de placas de aço destinadas à União Europeia ultrapassaram 1 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de aproximadamente 284% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento da demanda reflete o interesse de siderúrgicas europeias por matéria-prima produzida em países considerados menos intensivos em carbono. Mesmo com novas obrigações de reporte ambiental, o aço semiacabado brasileiro permanece competitivo no mercado europeu.

Segundo informações da Fastmarkets, produtores europeus ampliaram as compras de placas brasileiras diante dos elevados custos das licenças de emissão de carbono na própria Europa, tornando a importação uma alternativa economicamente mais viável.

Certificação será decisiva para manter competitividade

Especialistas destacam que a vantagem ambiental do Brasil não garante, por si só, benefícios dentro das regras do CBAM.

Para transformar a matriz energética baseada em fontes renováveis em vantagem comercial, será necessário comprovar as emissões por meio de sistemas reconhecidos internacionalmente e integrar toda a cadeia de suprimentos aos padrões exigidos pela União Europeia.

Sem certificações robustas e dados auditáveis, empresas brasileiras poderão perder espaço para concorrentes que comprovem com maior facilidade a baixa intensidade de carbono de seus produtos.

Além disso, o mecanismo europeu não permite o uso do sistema conhecido como mass balance, impedindo que fabricantes concentrem os benefícios ambientais apenas em parte da produção. As emissões precisam ser calculadas com base em médias da operação.

Mercado brasileiro de carbono ganha importância

Outro fator considerado estratégico é a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, criado pela Lei nº 15.042/2024.

Embora o marco legal já tenha sido aprovado, o mercado nacional de carbono ainda está em fase de regulamentação. O cronograma prevê avanços regulatórios ao longo de 2026, início do sistema de reporte em 2027, monitoramento obrigatório das emissões entre 2028 e 2029 e o começo da negociação das permissões de emissão em 2030.

Enquanto isso, o CBAM continuará evoluindo. A União Europeia estuda ampliar o alcance do mecanismo para incluir novas categorias de produtos e outros tipos de emissões nas revisões previstas para os próximos anos.

Adaptação passa a ser prioridade para exportadores

O novo cenário deixa claro que o CBAM deixou de representar apenas um desafio regulatório futuro e passou a influenciar diretamente preços, contratos, estratégias de abastecimento e decisões de investimento.

Empresas brasileiras que acelerarem os processos de contabilização, verificação e certificação das emissões de carbono tendem a conquistar maior vantagem competitiva e preservar espaço no mercado europeu, cada vez mais orientado por critérios ambientais.

FONTE: Fastmarkets
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto Itapoá, um dos terminais portuários de maior crescimento no Brasil, abriu um escritório de representação em Xangai, na China, com o objetivo de ampliar oportunidades comerciais e atrair novos negócios internacionais.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a InvestSC, Agência de Investimentos do Estado de Santa Catarina, que atua na aproximação entre empresas estrangeiras e o mercado catarinense. A executiva responsável pela atuação na Ásia, Carolina Canale, será uma das responsáveis pelo relacionamento regional.

Parceria aproxima Santa Catarina do mercado asiático

A estratégia começou a ser construída em novembro do ano passado, quando o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, participou da delegação catarinense na inauguração do escritório de representação de Santa Catarina em Xangai, principal centro econômico da China.

O escritório do porto funcionará no mesmo prédio da representação estadual, facilitando a integração das ações voltadas à atração de investimentos chineses e ao suporte a empresas catarinenses que ampliam operações no mercado asiático.

A atuação conjunta terá como foco identificar companhias chinesas interessadas em investir em Santa Catarina e auxiliar empresas do estado que utilizam o terminal para suas operações de exportação para a China.

China lidera movimentação de cargas no Porto Itapoá

A expansão internacional ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal catarinense. Em junho de 2026, o Porto Itapoá registrou o maior volume mensal de movimentação de contêineres desde o início das operações, há 15 anos, alcançando 74 mil unidades no período.

Segundo Ricardo Arten, o resultado reflete os investimentos realizados na ampliação da capacidade, melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência operacional.

“Alcançar o maior volume mensal da história justamente no mês em que o terminal completa 15 anos tem um significado especial”, afirmou o executivo.

Mercado chinês tem papel estratégico nas operações

No primeiro semestre de 2026, a China foi o principal parceiro comercial do Porto Itapoá. O país respondeu por 49,4% das importações movimentadas pelo terminal e por 17,9% das exportações.

Entre os destinos das cargas exportadas, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, representando 16,5% do total movimentado.

A abertura do escritório em Xangai reforça a estratégia do porto de ampliar sua presença internacional e aproveitar o crescimento das relações comerciais entre Santa Catarina, Brasil e o mercado asiático.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações de Santa Catarina no Sul do Brasil

A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia poderá abrir novas oportunidades para empresas brasileiras no comércio internacional, especialmente nos estados da Região Sul. Um estudo desenvolvido pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que Santa Catarina é o estado sulista com maior potencial de expansão das exportações para o bloco europeu.

A parceria comercial envolve um mercado estimado em US$ 24,2 trilhões e prevê a redução de barreiras tarifárias, criando novas possibilidades para setores industriais e do agronegócio brasileiro.

O levantamento analisou produtos com potencial de entrada no mercado europeu a partir dos códigos tarifários internacionais e identificou oportunidades de diversificação da pauta exportadora nacional. Atualmente, mais de 8 mil empresas brasileiras já vendem para a União Europeia, com liderança de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Indústria de transformação lidera perfil exportador do Sul

O estudo destaca que a Região Sul possui uma estrutura produtiva integrada entre indústria, tecnologia e agroindústria. Nos três estados, a indústria de transformação representa entre 73% e 91% das exportações, reforçando o potencial de produtos com maior valor agregado.

Entre os principais segmentos beneficiados pelo acordo estão máquinas e equipamentos, automotivo, madeira processada, alimentos, proteínas animais e produtos manufaturados.

Paraná tem potencial em setores industriais e agroindustriais

O Paraná apresenta uma balança comercial historicamente positiva e registra crescimento médio anual de 4,4% nas exportações.

A indústria de transformação responde por 73,4% das vendas externas do estado, enquanto o agronegócio representa 25,6%. Entre os principais produtos exportados em 2025 estão soja, carne de aves, farelo de soja, açúcar e milho.

O estudo identificou 76 códigos tarifários com oportunidades para o mercado europeu, sendo 45 ligados à indústria e 31 ao setor agrícola.

Atualmente, 744 empresas paranaenses exportam para a União Europeia. Entre os setores com maior possibilidade de crescimento estão a cadeia automotiva, a indústria madeireira, máquinas, equipamentos industriais, válvulas, bombas e produtos derivados da soja e do milho.

Rio Grande do Sul combina commodities e produtos de maior valor agregado

O Rio Grande do Sul mantém uma economia exportadora diversificada, reunindo produtos agrícolas e itens industriais mais complexos.

A indústria de transformação representa 76,7% das exportações gaúchas. Em 2025, os principais produtos vendidos ao exterior foram soja, tabaco, farelo de soja, carne de aves, celulose e carne suína.

A análise da ApexBrasil e do MDIC apontou 74 produtos com potencial de crescimento no mercado europeu, sendo 47 industriais e 27 ligados ao agronegócio.

Entre as oportunidades estão autopeças, polímeros de etileno, derivados de petróleo, calçados de couro e sintéticos, além da ampliação das vendas de carnes e produtos processados.

Santa Catarina concentra maior número de oportunidades no estudo

Apesar de apresentar déficit comercial desde 2009, Santa Catarina possui uma das bases industriais mais fortes do país. A indústria de transformação representa 91,4% da pauta exportadora estadual.

Em 2025, os principais produtos enviados ao exterior foram carne de aves, carne suína, geradores elétricos, soja e madeira.

O estado foi o que apresentou o maior número de oportunidades identificadas pelo estudo para a União Europeia entre os três estados do Sul: são 167 produtos com potencial de expansão, sendo 128 industriais e 39 do agronegócio.

Santa Catarina já conta com 761 empresas exportadoras para o bloco europeu. Entre os segmentos considerados estratégicos estão bens de capital, motores elétricos, componentes automotivos, bombas, compensados de madeira, produtos plásticos e a cadeia consolidada de proteínas animais.

Acordo pode transformar cenário econômico regional

A expectativa é que o acordo comercial Mercosul-UE contribua para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado europeu e estimular setores estratégicos da economia sulista.

Para o economista e geógrafo Roberto Uebel, o Paraná tende a ser um dos principais beneficiados pela parceria, principalmente em áreas como agroindústria e setor automotivo. Segundo ele, além do impacto nas exportações, o acordo também pode favorecer consumidores brasileiros com maior acesso a produtos europeus.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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Portos

Portos brasileiros: entenda como funciona a entrada e saída de mercadorias no país

Os portos brasileiros desempenham papel estratégico na economia nacional. Cerca de 95% do comércio exterior do Brasil é realizado por via marítima, tornando a infraestrutura portuária essencial para a movimentação de produtos entre o mercado interno e os parceiros internacionais.

Por trás desse fluxo existe uma ampla cadeia logística, que envolve o transporte da carga até o porto, a movimentação nos terminais, procedimentos de fiscalização, armazenagem temporária e, por fim, o embarque ou a retirada das mercadorias.

Como funciona a operação dentro dos portos

Na prática, um porto reúne diversas estruturas destinadas à movimentação de cargas e passageiros. Entre elas estão cais, berços de atracação, armazéns, pátios, acessos terrestres e terminais especializados.

É por meio dessas instalações que chegam ao Brasil produtos como equipamentos, combustíveis, matérias-primas, insumos industriais e bens de consumo. No sentido oposto, embarcam para o exterior mercadorias como grãos, minérios, carnes, celulose e cargas conteinerizadas.

Embora cada tipo de carga tenha exigências específicas, o processo operacional segue uma sequência semelhante: recebimento da mercadoria, movimentação segura, fiscalização, armazenamento e liberação para transporte.

Como funciona a importação pelos portos

No caso da importação, o processo começa com a chegada do navio ao porto. Após a atracação, as mercadorias são descarregadas e encaminhadas para um terminal portuário ou área alfandegada, onde permanecem armazenadas até a conclusão dos procedimentos obrigatórios.

Nessa etapa, são realizadas análises documentais, conferências das informações e, quando necessário, inspeções físicas da carga pelos órgãos responsáveis. O objetivo é verificar se a mercadoria atende às exigências legais para ingressar no país.

Depois da liberação, os produtos seguem para o destino final por diferentes modais de transporte, como rodovias, hidrovias ou outras conexões logísticas.

Etapas da exportação de mercadorias

Na exportação, o fluxo ocorre no sentido inverso. As mercadorias produzidas no Brasil são transportadas até o porto por meio de caminhões, trens, embarcações ou pela integração entre diferentes modais.

Ao chegar ao terminal, a carga passa por conferência, armazenamento temporário e pelos procedimentos de controle exigidos para cada operação. Após a autorização dos órgãos competentes, os produtos são embarcados nos navios e seguem para seus destinos no mercado internacional.

Esse processo garante a integração da produção brasileira às cadeias globais de abastecimento e reforça a importância da logística portuária para a competitividade do país no comércio internacional.

Infraestrutura portuária é essencial para a economia

A eficiência dos portos influencia diretamente os custos logísticos, os prazos de entrega e a competitividade das empresas brasileiras. Com operações integradas entre diferentes modais de transporte e sistemas de controle, os complexos portuários são fundamentais para manter o fluxo de importações e exportações que abastece a economia nacional e conecta o Brasil ao mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itaguaí (RJ)

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Transporte

Frete aéreo brasileiro cresce 6,6% em junho mesmo com alta de 57,6% no combustível

O frete aéreo brasileiro registrou avanço de 6,6% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os aeroportos do país movimentaram 116,1 mil toneladas de cargas no período, reforçando o desempenho positivo observado ao longo do primeiro semestre.

Entre janeiro e junho, o volume transportado alcançou 673,6 mil toneladas, resultado 1,4% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Carga aérea internacional impulsiona o setor

As operações de carga aérea internacional responderam pela maior parte da movimentação em junho. Das 116,1 mil toneladas processadas no mês, 77,8 mil foram destinadas às rotas internacionais.

No acumulado do semestre, esse segmento totalizou 448,2 mil toneladas, enquanto a carga doméstica somou 225,4 mil toneladas.

O desempenho evidencia a forte ligação do setor com o comércio exterior, tornando o mercado de frete aéreo mais sensível às oscilações do câmbio, às mudanças na demanda global e aos acordos internacionais de aviação.

Alta do combustível pressiona custos operacionais

Mesmo com o crescimento da movimentação, as empresas do setor enfrentam um desafio importante: o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV).

Em junho, o combustível atingiu o valor médio de R$ 5,66 por litro, uma alta de 57,6% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar desse impacto nos custos operacionais, o aumento da demanda, principalmente nas rotas internacionais, sustentou a expansão do mercado.

Empresas podem rever contratos de transporte

Com a elevação do custo do QAV, é comum que as companhias aéreas repassem parte dessa despesa aos clientes por meio das chamadas sobretaxas de combustível (fuel surcharge).

Diante desse cenário, empresas que utilizam regularmente o transporte aéreo de cargas podem precisar revisar contratos de longo prazo, verificando cláusulas de reajuste vinculadas ao preço do combustível.

Ao mesmo tempo, o aumento dos custos no modal aéreo tende a ampliar a competitividade do transporte marítimo para mercadorias que não exigem entregas urgentes, oferecendo uma alternativa logística mais econômica em determinadas operações.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Portos

Porto de Suape cresce 26,9% em 2026 e reforça protagonismo na logística brasileira

O Porto de Suape registrou crescimento de 26,9% em 2026, fortalecendo sua posição entre os maiores complexos portuários do Brasil. O desempenho é resultado de uma estratégia de expansão sustentada por mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, além de melhorias na infraestrutura e no aumento da capacidade operacional.

O avanço confirma a importância do terminal pernambucano para o comércio exterior brasileiro e reforça sua relevância na movimentação de cargas e contêineres.

Desempenho de 2024 abriu caminho para o crescimento

A evolução observada em 2026 tem como base os resultados alcançados nos últimos anos. Em 2024, o complexo portuário movimentou 24,8 milhões de toneladas, o segundo maior volume registrado em seus 46 anos de operação, de acordo com o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Naquele ano, a movimentação cresceu 3,6% em relação a 2023, enquanto o número de embarcações atracadas chegou a 1.628, avanço de 7,9% no período.

Movimentação de contêineres bate recorde

O principal destaque foi o desempenho do Tecon Suape, que alcançou um recorde de 646.804 TEUs em 2024, volume 23,4% superior ao registrado no ano anterior.

Esse crescimento foi impulsionado pela chegada dos navios da classe New Panamax, considerados os maiores autorizados a cruzar o Canal do Panamá, com cerca de 366 metros de comprimento.

A primeira operação desse porte ocorreu em julho de 2024, com a atracação do MSC Orion. Meses depois, a rota semanal Santana passou a conectar diretamente o Nordeste brasileiro a Singapura, ampliando a integração do porto com importantes mercados internacionais.

Outros segmentos também registraram avanço

Além dos contêineres, outras operações apresentaram resultados positivos.

A movimentação de carga geral aumentou 19,3%, impulsionada pelo transporte de equipamentos industriais, produtos siderúrgicos, fertilizantes e grãos.

Já os granéis sólidos alcançaram 1,22 milhão de toneladas, crescimento de 7,9%, com destaque para cargas de trigo, clínquer e coque de petróleo.

Investimentos fortalecem infraestrutura e capacidade operacional

A expansão do Porto de Suape é sustentada por um amplo programa de investimentos privados superior a R$ 2 bilhões.

Entre os principais resultados está o aumento de 55% na capacidade de movimentação de contêineres, além da execução de obras voltadas à modernização da infraestrutura portuária.

As melhorias incluem a conclusão da dragagem do canal externo, o início das obras de dragagem do canal interno e o avanço da quarta e última etapa da recuperação do molhe de proteção.

Obras ampliam competitividade do porto

As intervenções aumentam a segurança das operações e permitem a atracação de embarcações com maior calado, ampliando a capacidade logística do complexo.

Com essa estrutura, o porto passa a oferecer melhores condições para armadores e operadores de comércio exterior, fortalecendo sua competitividade e ampliando a conectividade com rotas internacionais.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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