Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março

A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março de 2026, resultado impulsionado pelo volume de exportações superior ao de importações no período.

Entre os dias analisados, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 12,8 bilhões. As exportações totalizaram US$ 7,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, garantindo o saldo positivo.

Acumulado do mês e do ano

No acumulado de março, o país registra exportações de US$ 14,7 bilhões e importações de US$ 10,8 bilhões. O saldo positivo chega a US$ 3,9 bilhões, com corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões.

Já no acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 65,6 bilhões, frente a US$ 53,7 bilhões em importações. O superávit no ano alcança US$ 11,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio atinge US$ 119,4 bilhões.

Desempenho em relação a 2025

Na comparação com março de 2025, houve retração nas médias diárias. As exportações caíram 2,7%, passando de US$ 1,512 bilhão para US$ 1,471 bilhão. Já as importações recuaram 1,9%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,083 bilhão.

A corrente de comércio também apresentou queda de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A média diária ficou em US$ 2,554 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 386,72 milhões.

Exportações por setor

O desempenho dos setores exportadores foi desigual no período analisado. A Indústria Extrativa apresentou crescimento de 19,2%, com aumento médio diário de US$ 54,55 milhões.

Por outro lado, a Agropecuária registrou queda de 9,8%, enquanto a Indústria de Transformação teve recuo de 7,0% nas exportações.

Importações por setor

Nas importações, a Indústria Extrativa também teve destaque positivo, com alta de 17,1% na média diária.

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda de 21,3% nas compras externas, e a Indústria de Transformação registrou recuo de 2,2%.

Panorama geral

Os dados indicam uma leve desaceleração no comércio exterior brasileiro em relação ao ano anterior, apesar da manutenção do superávit comercial. O desempenho reforça a importância da balança comercial para o equilíbrio das contas externas do país.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Informação

Connect Cast estreia com proposta de conectar profissionais e compartilhar experiências de mercado

O projeto Connect Cast – o talking oficial do ReConecta News, estreia como um novo espaço de diálogo sobre comunicação, estratégia e relacionamento no mundo corporativo. Apresentado por Renata Palmeira, o talnking pretender reúnir profissionais e especialistas para conversar sobre tendências, experiências e desafios profissionais, de mercado e pessoais no mundo dos negócios.

No primeiro episódio, Renata recebe a jornalista Daiana Brocardo para um bate-papo sobre a proposta do Connect e o papel cada vez mais estratégico da comunicação nas organizações. Durante a conversa, elas compartilham experiências profissionais e refletem sobre como as conexões humanas e a troca de conhecimento podem impulsionar resultados.

Segundo Renata Palmeira, a ideia do projeto é criar um ambiente de conversa verdadeira sobre o mercado. “O Connect Cast nasce com o propósito de conectar pessoas, ideias e experiências. A comunicação deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser parte central da estratégia de qualquer negócio”, destaca.

Ela também explica que o talking pretende aproximar profissionais de diferentes áreas que atuam diretamente na construção de reputação, relacionamento e posicionamento das empresas, principalmente nas áreas de comércio exterior e logística. “Queremos trazer histórias reais, aprendizados e visões de mercado que ajudem outros profissionais e empreendedores a enxergar novas possibilidades”, afirma.

O episódio de estreia vai ao ar às 20h desta segunda-feira (09), no YouTube, e marca o início de uma série de conversas com convidados que vão agregar muito mais do que conhecimento ao mercado.

ASSISTA NO LINK: https://youtu.be/LLzgU7ckG88

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Comércio Exterior

Desligamento da DI no Siscomex começa em 30 de março com nova etapa do Portal Único

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião do Comitê Executivo do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais já é obrigatório registrar LPCO e/ou Duimp nas operações de importação, bem como as datas futuras de desligamento de outras operações, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex DI. 

A planilha completa consta neste link.

*Situações especiais que devem ser observadas nas operações: 

  1. O LI não possui mecanismos de desligamento, o sistema que é desligado é a DI. Neste sentido, cabe esclarecer que conforme cronograma acima, caso a LI tenha sido registrada após a data de desligamento da operação, mesmo na situação de deferimento pelo órgão anuente, quando da tentativa de registro da DI (e consequente vinculação do LI deferido), haverá emissão de mensagem de impossibilidade de registro, com indicação de Duimp obrigatória.  Assim, é responsabilidade do importador acompanhar atentamente o cronograma, a fim de evitar o registro indevido de LI em período incompatível, o que poderá ocasionar atrasos no desembaraço da mercadoria e consequente aumento dos custos da operação.
  2. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  4. LI registradas com controle administrativo antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento. As DI poderão ser registradas após esta data, pois segue a regra da data de registro do LI deferido vinculado.
  5. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser emitidas LI substitutivas mesmo após a data de desligamento da DI.
  6. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  7. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  8. As UFs citadas na quarta coluna da tabela acima relacionadas aos “TIPOS DE OPERAÇÕES (DI)” se referem a: UF do endereço do importador; UF do endereço do adquirente; UF da URF de despacho. Para fins de cronograma de desligamento, basta que na operação haja pelo menos uma destas UFs “ligada” para que a operação possa ser efetuada por DI.
  9. Os desligamentos programados para as operações indicadas na quarta coluna da tabela acima também se aplicam aos importadores pessoas físicas, os quais deverão observar integralmente os fluxos de anuência de importação estabelecidos pelos órgãos competentes, incluindo, conforme o tipo de operação, as exigências relativas à LPCO e ao Catálogo de Produtos.
  10. A indicações de Fundamentos Legais e Sem fundamento constantes na coluna “Tipos de operações (DI)” se referem a Tabela Aduaneira FUNDAMENTO LEGAL – REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO II, disponível para consulta no https://www35.receita.fazenda.gov.br/tabaduaneiras-web/private/pages/telaInicial.jsf
  11. O radar limitado indicado na última coluna da tabela do cronograma se refere ao tipo de habilitação do importador, adquirente ou encomendante.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.
812/12/2025Adiamento do CNPQ e ANP para janeiro de 2026Inserção do Repetro RJ para janeiro de 2026Inserção do CNPQ e ANP para janeiro de 2026
918/12/2025Alteração nos textos dos itens 3 e 4 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
 1015/01/2026Adiamento dos Fundamentos Legais/Sem fundamento previstos para janeiro de 2026, no Estado do RJ, para março de 2026;Adiamento da ANP para março de 2026;Concentração do desligamento INMETRO em março de 2026;Exclusão do item 6 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Renumeração do item 7 para número 6  das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações“.
1120/01/2026Inclusão do item 7 nas “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1221/01/2026Atualização do texto e  figura de desligamento vigente e futuro;Inserção do item 8 na  lista de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1326/01/2026Inserção do item 9 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1430/01/2026Inserção do impedimento 11, que será desligado somente em 01/12/2026;Inserção do impedimento 12, que será desligado somente em 31/08/2026;Inserção de nova data de desligamento para 31/08/2026.
1509/02/2026Adiamento das operações Sem Fundamento (SP) marítimo para 23/03/2026;Adiamento das operações Drawback Isenção – RT 3 / FL 16 para 30/03/2026.
1605/03/2026Atualização do texto para esclarecimento sobre desligamento exclusivo da DI e como é o comportamento do LI neste cenário.Inserção do item 11 sobre esclarecimento do radar limitado citado no cronograma.

FONTE: Receita Federal / Siscomex
IMAGEM: Freepik

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Importação

Imposto de importação gera polêmica após aumento, recuo parcial e disputa sobre “fake news”

O recente aumento do imposto de importação sobre mais de 1.200 produtos, incluindo eletrônicos e itens de informática, provocou forte repercussão pública e abriu um debate sobre a comunicação oficial do governo federal. Após a reação negativa, parte das medidas foi revista e, na sequência, autoridades passaram a afirmar que informações sobre a alta de tributos estariam sendo divulgadas de forma equivocada nas redes.

A mudança inicial nas alíquotas de importação atingia uma ampla lista de mercadorias, o que gerou preocupação entre consumidores e especialistas em tecnologia, varejo eletrônico e comércio exterior.

Recuo parcial suspende imposto para parte dos eletrônicos

Diante da repercussão, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a reversão da tributação para 120 itens, entre eles smartphones, peças de computador e outros componentes usados no setor de tecnologia.

A decisão foi comunicada à imprensa na tarde de sexta-feira (27). Horas depois, às 22h, o vice-presidente Geraldo Alckmin publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que informações sobre aumento de impostos para diversos produtos eram “fake news”.

Até a publicação desta reportagem, o vídeo ultrapassava 6,5 milhões de visualizações em diferentes plataformas. Na gravação, Alckmin citou produtos que, segundo ele, não sofreriam aumento de imposto, como:

  • celulares
  • notebooks
  • gabinetes
  • memória RAM
  • roteadores
  • processadores
  • placas-mãe
  • LED

“Nada disso vai ter aumento de imposto. Essa semana circularam muitas notícias falsas, vídeo que inventa história para assustar as pessoas”, declarou o vice-presidente.

Parlamentares contestam versão do governo

A publicação gerou reação imediata de parlamentares da oposição. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) comentou diretamente na postagem, afirmando que o recuo ocorreu após pressão política.

“Foi depois que propus na Câmara a revogação dos aumentos que vocês cancelaram. Agora virou fake news?”, questionou.

Outro crítico foi o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirmou em publicação na rede X que a medida inicial afetava mais de mil produtos e que apenas parte dela foi revista.

Já o deputado Kim Kataguiri (União-SP) divulgou vídeo nas redes sociais contestando a afirmação de desinformação. No conteúdo, ele exibe declarações do ministro da Fazenda Fernando Haddad defendendo o aumento das tarifas.

Procurada, a assessoria de comunicação de Alckmin afirmou que o vídeo teve como objetivo “combater desinformação”, reiterando que os produtos mencionados não sofreriam aumento de impostos.

Debate ocorre em meio a pressão nas redes sociais

A discussão sobre o aumento do imposto de importação ganhou grande visibilidade nas plataformas digitais. Em 24 de fevereiro, três dias antes do anúncio do recuo parcial, um vídeo publicado por Nikolas Ferreira criticando a medida alcançou cerca de 29 milhões de visualizações.

Analistas políticos avaliam que a repercussão negativa ocorreu em um momento delicado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais, o que teria contribuído para a decisão de rever parte da tributação.

Nos bastidores, comentaristas apontam que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, teria defendido a reversão das medidas para reduzir o impacto da crise digital.

Segundo relatos, o episódio chegou a ser comparado internamente à polêmica envolvendo o Pix, em 2025, quando um vídeo de Nikolas Ferreira criticando mudanças na fiscalização de transações ultrapassou 300 milhões de visualizações.

Governo afirma que não houve recuo na política de tarifação

Mesmo após a revisão de parte das medidas, o governo voltou a afirmar no sábado (28) que não houve recuo generalizado na política de tributação.

Em publicações na rede X, o Executivo declarou que era “imprecisa ou falsa” a informação de que produtos como celulares, notebooks e memória RAM ficariam mais caros.

Segundo a explicação oficial, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) apenas reverteu o aumento de tarifas sobre GPU, processadores e placas de vídeo, itens que não possuem produção nacional equivalente.

De acordo com o governo, nesses casos houve manutenção de isenções já existentes ou ampliação da isenção para produtos que anteriormente tinham apenas redução parcial de imposto.

Haddad havia defendido aumento para proteger indústria nacional

No início de fevereiro, o Ministério da Fazenda divulgou nota técnica defendendo a elevação das alíquotas de importação.

Segundo o documento, a medida buscava compensar reduções tarifárias realizadas ao longo dos anos e fortalecer a indústria nacional frente à concorrência internacional.

Dias antes do recuo parcial, o ministro Fernando Haddad também declarou que a mudança nas tarifas poderia proteger a produção brasileira sem provocar aumento de preços ao consumidor.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Mercosul–União Europeia: Senado aprova acordo comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a tramitação do tratado no Congresso Nacional. A votação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares.

O texto foi formalizado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026 e agora aguarda apenas a promulgação pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Com essa etapa final, o pacto será oficialmente internalizado no ordenamento jurídico brasileiro.

Redução de tarifas impulsiona comércio internacional

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os dois blocos econômicos. Pelo cronograma estabelecido, os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminarão tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos.

Em contrapartida, a União Europeia deverá retirar tarifas de 95% dos bens exportados pelo Mercosul em um período de até 12 anos. A medida tende a ampliar o fluxo de comércio entre os blocos e fortalecer as relações econômicas entre América do Sul e Europa.

Maior zona de livre comércio do planeta

Com a implementação do tratado, será formada a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

A expectativa é de que a abertura comercial favoreça o aumento das trocas internacionais, além de estimular investimentos e parcerias estratégicas entre empresas dos dois blocos.

Impacto nas exportações brasileiras

Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o acordo pode gerar um crescimento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.

Além do aumento nas vendas externas, o tratado também deve contribuir para diversificar a pauta exportadora do país, abrindo novas oportunidades para diferentes setores produtivos, incluindo a indústria.

Na semana passada, os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo, reforçando o avanço da implementação do tratado dentro do Mercosul.

União Europeia avalia aplicação provisória

Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou, em janeiro, uma análise jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Mesmo com a avaliação em andamento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o bloco pretende aplicar o tratado de forma provisória a partir de maio.

O acordo conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência principalmente da França, que teme impactos competitivos no setor agropecuário europeu.

Fonte: Agência Brasil.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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