Comércio Exterior

Tarifaço: Especialistas apontam saídas jurídicas que exportador pode usar

Tributaristas avaliam soluções para mitigar os efeitos da tarifa de 50% dos EUA, que entra em vigor nesta quarta (6)

Os Estados Unidos começam a aplicar nesta quarta-feira (6) uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras, e os exportadores têm buscado soluções para mitigar os prejuízos com o fluxo comercial menor entre os países.

CNN consultou tributaristas que representam diferentes setores afetados pelo tarifaço sobre as alternativas jurídicas que podem ajudar as empresas a diminuir o prejuízo decorrente das taxas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Felipe Rainato, especialista em comércio exterior do Hondatar Advogados, atua diretamente com associações como a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

O advogado afirma que as empresas podem acionar cláusulas contratuais como as de caso fortuito e força maior para readequar seus acordos com importadores dos EUA.

A medida visa buscar equilíbrio econômico entre as partes e pode ser acionada em caso da impossibilidade do cumprimento das obrigações pelos exportadores, que podem não conseguir mais vender seus produtos para o território norte-americano nas condições acordadas antes das tarifas.

Thaisis Lessa, advogada especializada em negócios agrícolas da Pontes Leal Advocacia, cita também o uso da teoria da imprevisão ou onerosidade excessiva, caso o contrato se torne caro demais para uma das partes, para tentar uma revisão ou renegociação judicial dos acordos firmados.

Rainato também ressalta a importância das companhias brasileiras se manifestarem ao escritório do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre a investigação nos termos da seção 301 da Lei de Comércio de 1974, usada como argumento para indicar práticas comerciais “desleais” do Brasil.

A medida pode não ter efeito imediato, segundo o especialista, mas seria importante para posicionar as empresas brasileiras diante das autoridades norte-americanas e impedir que conclusões sejam tomadas sem os players serem ouvidos.

Em momentos de instabilidade comercial, Lessa ressalta a importância dos seguros de crédito à exportação: ao amparar os contratos com seguros públicos ou privados, cobrem-se riscos de variação cambial.

As empresas que utilizam a modalidade de drawback – regime aduaneiro para isenção de tributos incidentes na aquisição de matérias utilizadas na industrialização de produtos exportados – para comprar seus insumos devem tentar negociar acordos com o governo brasileiro, reforça Rainato.

Isso porque muitas empresas que utilizam o drawback se comprometeram a exportar quantidades de seus produtos que podem não conseguir cumprir no prazo definido, com a aplicação das tarifas. A consequência seria arcar com os custos das importações e multas decorrentes do não cumprimento do acordo.

Para o advogado, as autoridades brasileiras podem permitir a prorrogação dos prazos para atingir os volumes prometidos ou obter avanços nas negociações com os EUA. A possibilidade de dispensa das obrigações definidas no regime também não é descartada.

Por fim, Lessa pontua sobre o lado comercial e recomenda que os exportadores busquem – além de mercados alternativos com condições tarifárias melhores – intermediar vendas por empresas que façam a triangulação das exportações via destinos menos afetados pelas tarifas.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Exportação

Mato Grosso responde por 1/3 das exportações de gergelim para a China

Estado lidera produção nacional e concentra 32,7% das empresas brasileiras habilitadas para atender o maior mercado consumidor do mundo

Mato Grosso consolidou sua posição de protagonismo no mercado internacional de gergelim. O estado responde por 1/3 da demanda nacional de exportação da oleaginosa para a China, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O número de empresas mato-grossenses habilitadas a exportar gergelim para o país asiático saltou de 8 para 20, uma alta de 150%. A nova lista, divulgada recentemente pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), ampliou de 31 para 61 o total de estabelecimentos brasileiros autorizados. Com isso, Mato Grosso representa 32,7% das empresas aptas a atender o maior mercado importador do mundo.

China lidera o consumo global de gergelim, com 38,4% de participação. O avanço nas habilitações brasileiras é um passo importante na consolidação do país como fornecedor estratégico da semente.

No campo, os números também reforçam a liderança de Mato Grosso. O estado é o maior produtor de gergelim do Brasil, com estimativa de 276,3 mil toneladas para a safra 2024/25. O volume representa um crescimento de 12,3% em relação ao ciclo anterior, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção nacional está estimada em 396,7 mil toneladas, alta de 9,8%.

O cultivo da oleaginosa vem ganhando espaço especialmente em áreas de segunda safra, como alternativa de renda e estratégia de diversificação da agricultura. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o resultado alcançado é reflexo da organização do setor produtivo e da articulação entre os setores público e privado.

“Esse avanço expressivo é resultado direto do dinamismo dos nossos produtores e da atuação estratégica do Governo de Mato Grosso, que tem buscado abrir novos mercados e fortalecer a imagem do nosso agronegócio no exterior”, afirma.

Como parte dessa estratégia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) criou a Câmara Técnica do Gergelim. O grupo reúne produtores, exportadores e órgãos públicos com o objetivo de alinhar estratégias, garantir qualidade e ampliar a presença do produto mato-grossense no mercado internacional.

Hoje, o Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Goiás, Pará e Tocantins também figuram entre os principais estados produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de crescimento.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Evento

Logistique 2025 traz um dos maiores nomes da geopolítica atual

Thiago de Aragão será destaque no Summit Logistique abordando a temática “O novo tabuleiro mundial: quem controla a cadeia, controla o poder”; a Logistique 2025 acontece de 12 a 14 de agosto

A Logistique 2025 confirma a presença de Thiago de Aragão, um dos principais especialistas em geopolítica do Brasil, como palestrante no primeiro dia do Logistique Summit, congresso técnico realizado em paralelo à feira. Mestre em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, Thiago vive atualmente em Washington e atua com análise de risco político, redes de influência e cenários internacionais. Ele será um dos destaques do Summit Logistique 2025.

O especialista defende que, em um mundo em constante transformação, compreender os impactos geopolíticos deixou de ser exclusividade de diplomatas e economistas e se tornou ferramenta essencial de planejamento estratégico para empresas. Antecipar riscos regulatórios e comerciais, entender realinhamentos globais e identificar mercados em mudança são hoje diferenciais competitivos. É sobre essa integração entre inteligência geopolítica e estratégia corporativa que o Thiago irá tratar em sua palestra.

“O acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China está redesenhando rotas, revisando dependências e acelerando a regionalização e a diversificação de fornecedores. É uma transformação estrutural que exige leitura geopolítica apurada e adaptação ágil do setor privado”, afirma Aragão.

Segundo ele, o comércio global ocupa o centro desse novo tabuleiro. “Tarifas, restrições tecnológicas e a reconfiguração de blocos e acordos moldam um cenário fragmentado, mas repleto de oportunidades para quem souber se posicionar com inteligência. A logística assume um papel estratégico, agregando resiliência, eficiência e vantagem competitiva às empresas”, avalia.

Para o especialista, o Brasil tem uma oportunidade única neste contexto: “Podemos nos tornar uma alternativa geopolítica na diversificação de cadeias produtivas, sobretudo em áreas como alimentos, energia, minerais críticos e produtos industriais. Mas isso só se concretiza com visão estratégica, investimentos corretos em infraestrutura e capacidade institucional de se posicionar com assertividade”.

Diretor de estratégia da Arko Advice, Thiago de Aragão é também pesquisador associado do Institut de Relations Internationales et Stratégiques (França), co-editor do Brazilian Politics Podcast e membro do conselho da Fight Cancer Global Organization. Com ampla experiência em consultoria para empresas, fundos de investimento e agências de risco, é reconhecido por suas análises sobre os cenários político e econômico do Brasil e da América Latina.

“A curadoria do Summit está cada vez mais apurada, e é uma grande honra receber o Thiago, um dos maiores nomes brasileiros em relações internacionais”, destaca Leonardo Rinaldi, diretor-geral da Logistique. Karine Marmitt, diretora executiva da feira, ressalta que o evento ganha ainda mais relevância num momento em que o comércio internacional enfrenta novos desafios.

“A presenta de Thiago de Aragão, que vem dos Estados Unidos trazer sua expertise para a edição deste ano da Logistique, só engrandece o evento”, afirma Karine. A expectativa de crescimento da edição de 2025 da Logistique é de 60% em relação à edição anterior, com mais de 200 expositores e 16 mil visitantes.

Logistique 2025 em BC: posição estratégica

Com localização estratégica no Expocentro Júlio Tedesco, ao lado do principal entroncamento rodoviário do Sul e próximo aos portos de Paranaguá, Itajaí, Navegantes, Itapoá e São Francisco do Sul, além de estar a menos de 200 km dos aeroportos de Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville, a Logistique se consolida como o maior evento de logística da região.

Balneário Camboriú também se destaca no cenário econômico. Em 2024, Santa Catarina teve a maior taxa de crescimento do País, com avanço de 5,7%, segundo o Banco Central, superando a média nacional de 3,8%. A projeção para o PIB estadual em 2025 é de 5,3%, a segunda maior da década. “Com crescimento expressivo, nova localização aprovada pelo mercado e impacto direto na competitividade das empresas, a Logistique 2025 promete ser um evento imperdível para o setor”, finaliza Rinaldi.

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Portos

O TC2 cresce 41% em operações

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerrou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 41% no volume de operações, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, foram movimentados 5.492 TEUs, impulsionados por um aumento nas exportações, maior frequência de serviços marítimos e mais operações por via terrestre.

Avanços em conectividade e novos serviços
Entre os destaques, a companhia marítima CMA CGM anunciou a frequência semanal do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil). Por sua vez, a Maersk continuará com operações regulares, consolidando a conectividade do Atlântico Sul.

A diversidade de serviços também foi ampliada com a operação de navios frigoríficos transportando carga a granel. Além disso, pela primeira vez em mais de 15 anos, a terminal operou dois navios de comércio exterior simultaneamente: o Artemis da CMA CGM (no cais 2) e o MV Prince of the Seas (no cais 3).

Melhorias em infraestrutura e eficiência
Em termos operacionais, a TC2 incorporou novos equipamentos e painéis elétricos para contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar 1.000 posições de conexão simultânea. Também foram realizadas obras de renovação da fiação elétrica, aumentando a eficiência e segurança no manuseio de cargas refrigeradas (reefer).

Compromisso com o desenvolvimento sustentável
Para Emilio Bustamante, referência da TC2, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.

“Junto com meu sócio Alberto Ovejero e toda a nossa equipe, seguimos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico chave que impulsione as exportações e o desenvolvimento regional”, afirmou.

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Barranqueras exporta couro bovino salgado para a China

Em um fato sem precedentes, o Porto de Barranqueras, na Argentina, consolidou pela primeira vez a exportação de couro bovino salgado; marcando um avanço logístico e produtivo para a região, informou o Governo do Chaco.

O envio partiu de armazéns em Puerto Tirol e foi transportado em cinco caminhões, cada um com 28 toneladas. O destino final do couro chaqueño é a China.

Espera-se que, durante a primeira semana de agosto, outros 10 contêineres com couro salgado sejam adicionados; reforçando a abertura de novos mercados internacionais para essa produção regional.

O governador Leandro César Zdero destacou que essa conquista “reflete o compromisso do Porto de Barranqueras com o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade e a formação; consolidando-o como um motor estratégico do comércio exterior do Chaco”.

Além disso, o porto fortalece seu vínculo com a comunidade educativa; recebendo visitas de estudantes de escolas primárias, secundárias, técnicas e universidades da região. E também promovendo a integração entre conhecimento acadêmico e desenvolvimento logístico.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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Comércio

MSC lança novo serviço marítimo entre Ásia e América do Sul com foco em frutas frescas e comércio regional

A Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciou nesta quarta-feira (31) o lançamento do serviço Alpaca, uma nova rota marítima regular e independente que conectará semanalmente o Extremo Oriente à Costa Oeste da América do Sul a partir de setembro de 2025. A proposta da companhia é oferecer transit times ultrarrápidos entre os portos de Ningbo (China), Busan (Coreia do Sul) e Callao (Peru), com escalas estratégicas no Chile e conexão reforçada com corredores logísticos da Bolívia.

Além de atender o comércio geral entre as duas regiões, o Alpaca foi desenhado especialmente para a temporada de exportação de cerejas do Chile, um dos produtos agrícolas mais valorizados do país sul-americano. Durante o período da safra, o novo serviço funcionará também como Cherry Express, solução da MSC voltada ao transporte de frutas frescas com alto valor agregado para os mercados asiáticos.

A companhia destaca que o Alpaca será equipado com sua tecnologia iReefer, que permite controle avançado de temperatura, rastreabilidade em tempo real e maior integridade da carga refrigerada ao longo de toda a cadeia logística. A expectativa é atender com mais agilidade e eficiência os exportadores que visam reduzir o tempo de prateleira e garantir frescor na entrega final.

A rotação completa da nova linha será:
Ningbo (CN) – Busan (KR) – Callao (PE) – Arica (CL) – Iquique (CL) – San Antonio (CL) – Nansha (CN) – Hong Kong (CN) – Ningbo (CN).

Com mais de 675 escritórios espalhados pelo mundo, a MSC orienta exportadores e importadores interessados a procurarem suas equipes locais para informações detalhadas sobre a nova operação. Mais detalhes também podem ser encontrados na página dedicada à rede independente da companhia.

Fonte: Datamar News

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Exportação

Antes do tarifaço, exportações do café bateram recorde no Brasil

O Brasil encerrou o ano-safra 2024/2025 com o maior valor da história obtido com exportações de café. Segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país arrecadou US$ 14,728 bilhões com os embarques do grão ao exterior, uma alta de 49,5% em relação ao recorde anterior, registrado na safra 2023/2024.

O crescimento da receita ocorreu apesar da redução de 3,9% no volume total exportado. Foram embarcadas 45,58 milhões de sacas de 60 quilos para 115 países. O desempenho foi o terceiro maior da história em volume, atrás apenas das safras de 2023/24 e 2020/21.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, os preços foram o principal fator para o resultado histórico.

“Os preços, principalmente no segundo semestre de 2024, foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais, fato que se observou ao longo de praticamente os últimos cinco anos, quando extremos climáticos afetaram cafezais de Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia. Isso proporcionou uma elevação significativa no valor do café e potencializou a receita cambial recorde de nossas exportações”, afirmou.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via contêiner partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Mai 2025 | TEU

Ferreira também ressaltou que o desempenho ocorreu apesar de um cenário de dificuldades logísticas e geopolíticas.

“A terceira marca na história das exportações brasileiras de café é significativa, uma vez que foi alcançada diante de conflitos geopolíticos […] e de um cenário de infraestrutura defasada nos portos do Brasil, que geram sucessivos atrasos e alterações de escala, resultando em não consolidação de embarques e enormes prejuízos aos exportadores brasileiros devido a taxas imprevistas de sobre-estadia e armazenagem extra”, acrescentou.

O relatório destaca ainda que mais da metade das exportações brasileiras de café teve como destino o continente europeu. A União Europeia importou mais de 20 milhões de sacas. Os Estados Unidos lideraram entre os países individualmente, com 7,46 milhões de sacas, seguidos por Alemanha, Itália, Bélgica e Japão.

O café arábica representou 76,4% das exportações do ciclo, seguido por café robusta (14,4%), solúvel (9,1%) e torrado e moído (0,1%). O preço médio por saca exportada ficou em US$ 323,05, contra US$ 207,54 da safra anterior.

Os cafés diferenciados, com certificações de qualidade ou sustentabilidade, somaram 8,9 milhões de sacas e geraram US$ 3,29 bilhões — alta de 63,2% na comparação com o ciclo 2023/2024.

Apesar do desempenho recorde, o setor enfrenta incertezas com o cenário internacional. Exportadores demonstram preocupação com a possível aplicação de um tarifaço de 50% sobre o café verde em alguns mercados, sem que o produto esteja incluído na lista de exceções. O tema tem sido motivo de mobilização entre entidades do setor, que temem impacto direto na competitividade do café brasileiro no exterior.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Ata do Copom reforça mensagem de que Selic ficará inalterada em 15% no início de 2026

Segundo o documento, diretores do Banco Central têm acompanhado os anúncios referentes à imposição pelos EUA de tarifas comerciais ao Brasil

Os diretores do Banco Central (BC) sinalizaram nesta terça-feira, 5, que os juros permanecerão inalterados em 15% ao ano até o início de 2026. Segundo os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), apesar das surpresas baixistas da inflação no curto prazo, o cenário segue marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. As informações foram divulgadas na ata da última reunião do colegiado.

“O Comitê avalia que, após um ciclo rápido e firme de elevação de juros, antecipa-se, como estratégia de condução de política monetária, continuar a interrupção do ciclo de alta para observar os efeitos do ciclo empreendido. Ressaltou-se que, determinada a taxa apropriada de juros, ela deve permanecer em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado devido às expectativas desancoradas. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, informou o BC.

Os membros do Copom também afirmaram que têm acompanhado, com particular atenção, os anúncios referentes à imposição pelos Estados Unidos de tarifas comerciais ao Brasil, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. A política fiscal expansionista do governo é outra fonte de preocupação do colegiado.

“Além disso, [o Copom] segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, informaram os diretores do BC. 

Para os membros do Copom, o mercado de crédito tem dado sinais de desaceleração, diante dos juros altos. Além disso, no crédito às pessoas físicas, há um aumento do comprometimento da renda familiar com o serviço das dívidas e um aprofundamento do fluxo de crédito negativo, ou seja, maior pagamento do que contratação de dívida por parte das pessoas físicas, segundo os diretores do BC.

“Em contraposição ao mercado de crédito, o mercado de trabalho segue dinâmico. Tanto do ponto de vista de renda, com ganhos reais consistentemente acima da produtividade, como do emprego, com redução expressiva da taxa de desemprego para níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, informaram os membros do Copom.

Fonte: Exame

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