Informação, Notícias, Tecnologia

Pesquisadores chineses conseguem reativar cérebro 50 minutos após morte clínica

Pesquisadores da Universidade Sun Yat-Sen, na China, conseguiram reviver cérebros de porcos quase uma hora após a interrupção da circulação sanguínea dos animais. Em algumas situações, chegaram a ser  mantidos por várias horas.

O objetivo do estudo, publicado na revista EMBO Molecular Medicine, em setembro, foi investigar o papel do fígado, um órgão responsável pela purificação do sangue, na recuperação do cérebro após episódios de isquemia resultantes de paradas cardíacas.

Os resultados da pesquisa mostraram que o fígado pode ser crucial na reparação de danos cerebrais provocados por ataques cardíacos. Embora essa possibilidade ainda esteja longe de se tornar uma realidade para os seres humanos, o experimento ofereceu insights sobre os períodos em que a ressuscitação de pacientes pode ser efetiva.

A parada cardíaca súbita gera uma série de complicações no organismo devido à rápida cessação do fluxo sanguíneo. A interrupção da circulação para diversas partes do corpo é conhecida como isquemia e, quando afeta o cérebro, pode ocasionar danos irreversíveis em poucos minutos. Por isso, a janela de resgate após uma parada cardíaca é extremamente curta.

Dessa forma, os pesquisadores realizaram uma comparação sobre a introdução de um fígado em um sistema de suporte à vida em diversos intervalos de tempo após a cessação da circulação sanguínea, que foram de 10, 30, 50 e 60 minutos, além de 4 horas.

Inicialmente, os cérebros foram conectados aos sistemas de suporte vital 10 minutos após o início do procedimento. No experimento sem fígado, a atividade elétrica cerebral foi detectada em menos de meia hora, antes de diminuir ao longo do tempo.

A equipe, então, testou diferentes períodos de espera, ligando os cérebros ao sistema com apoio hepático em intervalos de 30, 50, 60 e 240 minutos. O intervalo mais longo que demonstrou maior potencial foi de 50 minutos após a falta de sangue: o cérebro reiniciou a atividade elétrica e conseguiu manter esse estado por seis horas até o término do experimento.

Nos cérebros que ficaram privados de oxigênio por 60 minutos, a atividade retornou apenas por três horas antes de cessar, indicando um período crítico em que a ressuscitação pode ser efetiva com a inclusão de um fígado funcional.

Fonte: Correio Braziliense
Cientistas desafiam limites da vida: cérebros voltam a funcionar após morte

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Industria, Informação

Balança comercial tem superávit, mas o que preocupa é a desindustrialização

Até a nossa balança comercial, que era maravilhosa, está sendo afetada. O superávit de 2024 foi bom, não há dúvida: US$ 74,5 bilhões.

Mas ele foi 25% menor que o do ano anterior: em 2023 foram quase US$ 99 bilhões. E o pior de tudo é a desindustrialização do país. A indústria fica cada vez menos importante. Nos anos 80, 90, a indústria significava 35% do PIB, de tudo que era produzido no país. Agora, são 25,5%. A indústria está sendo esmagada pelo sistema tributário do país.

O minério brasileiro vai para a China, para o outro lado do mundo. E, se o Brasil quiser comprar trilhos, compra da China, trilhos feitos com minério brasileiro. Isso quer dizer que não há uma indústria siderúrgica robusta no Brasil. Falta indústria de base, que tenha possibilidade de ter a tecnologia para fazer trilho, e que tenha um mercado. Jorge Gerdau Johannpeter, um dos grandes empresários deste país, dono de siderúrgicas, me disse certa vez que, antes mesmo de produzir a primeira tonelada de aço, ele já estava pagando milhões em impostos. É um desestímulo à produção industrial. É a produção agropecuária, na base, que sustenta o país; parece que essa é a nossa vocação. Mas eu pergunto: será que os produtos industriais chineses vão ser mais comprados no Brasil que os produtos industriais brasileiros? É triste percebermos isso.

 

FONTE: GAZETA DO POVO
Balança comercial tem superávit, mas desindustrialização preocupa

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Mercado Internacional

Economista chinês é penalizado por contestar os dados oficiais de crescimento do país

O economista chinês Gao Shanwen, chefe de análise econômica da estatal SDIC Securities, foi punido por ordem direta do líder do regime Xi Jinping após expressar dúvidas sobre a veracidade das cifras oficiais de crescimento econômico da China, segundo o The Wall Street Journal.

O incidente ocorreu depois que Gao participou de um fórum em Washington no dia 12 de dezembro, organizado conjuntamente pelo Peterson Institute for International Economics e um grupo de reflexão chinês.

Durante sua intervenção, Gao apontou que o verdadeiro crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês poderia ter sido inferior ao 5% reportado oficialmente, situando-se em torno de 2% anual nos últimos dois ou três anos.

Comentários que desencadearam a reação de Xi

Duas afirmações de Gao no fórum provocaram a indignação de Xi, segundo fontes próximas ao assunto. Em primeiro lugar, ele questionou a confiabilidade dos dados oficiais: “Não conhecemos a cifra real do crescimento da China. Minha especulação é que, em média, durante os últimos dois ou três anos, o crescimento real poderia ter sido de cerca de 2%, embora a cifra oficial seja próxima de 5%”, disse Gao, cujas declarações estão disponíveis na página web do Peterson Institute e no YouTube.

Em segundo lugar, Gao criticou a capacidade de Beijing de implementar medidas eficazes para impulsionar a economia. “Seus esforços para estimular a economia serão muito oportunistas. Ao final, não acredito que possam cumprir de maneira confiável o que prometeram”, acrescentou.

Após conhecer essas declarações, Xi ordenou uma investigação sobre Gao e proibiu o economista de realizar declarações públicas por um período não especificado, segundo as fontes. No entanto, Gao pôde conservar seu posto na SDIC Securities.

Contexto de sensibilidade econômica

A resposta de Xi sublinha as crescentes tensões dentro do governo chinês em relação aos problemas econômicos que se agravaram sob seu liderança. A economia da China enfrenta desafios significativos, como uma crise imobiliária que eliminou 18 trilhões de dólares em riqueza familiar, uma dívida próxima de 300% do PIB e uma capacidade industrial excessiva que ameaça provocar uma espiral deflacionária.

Diante desses problemas, as autoridades têm tentado sufocar as críticas públicas. Em dezembro, a Associação de Valores da China (SAC) advertiu a corretores de bolsa e gestores de fundos que seus economistas e analistas devem “interpretar positivamente as políticas governamentais” ou enfrentar o demissão.

Precedentes de censura

O caso de Gao não é isolado. Segundo o The Wall Street Journal, em 2023, o economista Zhu Hengpeng, de um destacado grupo de especialistas em China, foi investigado, detido e destituído após criticar a gestão econômica de Xi em um grupo privado de mensagens. Outros acadêmicos, empresários e banqueiros também foram silenciados por expressar opiniões contrárias à linha oficial.

Em uma reunião recente, Cai Qi, chefe de gabinete de Xi, instou os responsáveis pela propaganda a “fortalecer a gestão de expectativas econômicas” para eliminar comentários negativos sobre o estado da economia.

Reações internacionais e dúvidas sobre os dados

O castigo a Gao tem gerado preocupação entre os investidores internacionais que buscam avaliar o estado real do mercado chinês, cada vez mais opaco.

As cifras oficiais de crescimento do PIB têm sido questionadas até mesmo por altos funcionários chineses. Por exemplo, o falecido ex-primeiro-ministro Li Keqiang preferia analisar indicadores alternativos, como o consumo de eletricidade, os volumes de carga e os préstamos bancarios, em vez de confiar nos dados oficiais.

Além disso, as autoridades têm restringido o acesso a certos dados econômicos. Em 2023, Beijing deixou de publicar as cifras de desemprego juvenil, reanudando-as mais tarde com mudanças metodológicas que excluíram a estudantes universitários.

Economistas como os de Barclays e Nomura têm sinalizado discrepâncias nos dados oficiais, destacando que os indicadores de atividade econômica não coincidem com os relatórios governamentais. Segundo o governo, a economia chinesa cresceu 5,2% em 2023, um ritmo que Xi considera crucial para alcançar sua meta de duplicar o tamanho da economia para 2035.

Em suas declarações em Washington, Gao indicou que uma taxa de crescimento mais realista para os próximos anos seria de 3% a 4%, mas afirmou: “Sabemos que a cifra oficial sempre será de cerca de 5%”.

Declarações institucionais

O Peterson Institute for International Economics defendeu o direito dos especialistas chineses de participar em debates abertos. “As discussões analíticas baseadas em fatos são essenciais para fomentar um melhor entendimento e políticas públicas mais efetivas”, apontou a instituição em um comunicado. Enquanto isso, as tensões internas e as dúvidas sobre a transparência das cifras oficiais da China continuam marcando o panorama econômico do país.

Fonte: Gazeta Brasil
Economista chinês é punido após questionar dados oficiais de crescimento da China – Gazeta Brasil- Notícias do Brasil e do Mundo

Ler Mais
Investimento, Mercado Internacional, Notícias, Tecnologia

Investimento bilionário da China: A construção mais cara da história do mundo já empregou mais de 70 mil trabalhadores e utilizou mais de 200 mil toneladas de concreto e aço

Um rio artificial que promete mudar a história: construção mais cara do mundo está acontecendo na China e ambicioso projeto está revolucionando a engenharia global.

 

Imagine uma construção tão grandiosa que desafia os limites da engenharia, emprega dezenas de milhares de trabalhadores e promete transformar o panorama de um país inteiro. Bem-vindo ao investimento bilionário da China, onde um rio artificial colossal está sendo construído para resolver a crise hídrica do norte e, ao mesmo tempo, se tornar a obra mais cara já realizada pela humanidade.

Este é um investimento épico que combina inovação, ambição e a força de uma nação determinada a reescrever as regras da infraestrutura mundial. Descubra como este projeto revolucionário está saindo do papel e moldando o futuro de milhões de pessoas.

O investimento mais caro da História: A maior construção de rio artificial do mundo

A China continua a surpreender com seus investimentos ambiciosos, agora desenvolvendo um rio artificial que promete se tornar a obra mais cara do mundo. O projeto monumental de desvio de água na China, considerado a construção mais dispendiosa de todos os tempos, visa atenuar a escassez hídrica na região norte do país, conhecida por sua aridez e intensa industrialização.

Esse investimento visa transferir cerca de 44,8 bilhões de metros cúbicos de água potável por ano para áreas densamente povoadas do norte, promovendo significativamente o desenvolvimento socioeconômico da região. Sem dúvida, trata-se de um dos projetos mais audaciosos da engenharia civil nesta década!

Investimento bilionário da China: Novo rio artificial mais caro do mundo estará pronto até 2050

Esse grandioso investimento de rio artificial interliga os principais rios da China pelas rotas Leste, Central e Oeste, superando limites de engenharia e enfrentando desafios ambientais e logísticos. A rota Leste inicia no Rio Yangtzé, passando pela passagem de Kedia até chegar à cidade de Tianjin, no norte, por meio de canais e tubulações. A rota Central parte do Rio Danube, fluindo através de rios e canais em direção a Pequim, cruzando províncias como Enan e Hubei. A rota Oeste conecta o Rio Yangtzé à região noroeste da China, abrangendo áreas como Qinghai e Xinjiang, levando água a regiões propensas à seca.

A expectativa é que a construção mais cara do mundo seja finalizada até 2050, garantindo segurança hídrica para milhões de pessoas e transformando a paisagem da China. A origem deste investimento audacioso está na resposta do governo chinês à crescente escassez de água no norte do país, resultado da rápida industrialização, aumento populacional e demandas agrícolas. A crise hídrica ameaçava o fornecimento de água potável e o desenvolvimento econômico. Esse colossal projeto, iniciado há quase 50 anos, envolveu planejamento meticuloso, pesquisa extensiva e construção desafiadora.

Construção do Rio Artificial necessitou de 70 mil trabalhadores

A construção do projeto de transferência de água Sul-Norte na China foi amplamente financiada pelo governo chinês. Incluído no plano de desenvolvimento nacional, este grande projeto de infraestrutura teve seu financiamento proveniente, principalmente, do orçamento do governo central.  O investimento da construção mais cara do mundo envolveu mais de 70 mil trabalhadores chineses, utilizando mais de 200 mil toneladas de concreto e aço. Para superar barreiras naturais como a travessia dos rios Amarelo e Yangtzé, foram construídos túneis subterrâneos.

O projeto segue um cronograma complexo que abrange fases como viabilidade, planejamento, licenciamento ambiental, aquisição de terras, escavação, construção de infraestruturas e conclusão das rotas. Comparando o investimento do rio artificial chinês com a transposição do Rio São Francisco no Brasil, ambos visam solucionar problemas de disponibilidade de água em suas respectivas regiões. No entanto, há diferenças significativas em termos de escala, cronograma, gastos e estratégias adotadas.

Construção mais cara do mundo já gastou 79 bilhões de dólares

O investimento chinês é a construção mais cara do mundo, com um orçamento estimado em 62 bilhões de dólares, mais que o dobro do custo da barragem das Três Gargantas. Até 2014, mais de 79 bilhões de dólares haviam sido gastos, tornando-o um dos projetos de engenharia mais ambiciosos e caros da história humana. Os impactos do projeto abrangem aspectos positivos e negativos, visto que o desvio de água beneficia áreas no norte, aliviando a escassez hídrica e impulsionando o desenvolvimento econômico. No entanto, há consequências ambientais, como a perda de habitats e o reassentamento forçado de comunidades locais.

O futuro do projeto de rio artificial enfrentará transformações e desafios, com uma expansão planejada para atender às crescentes demandas por água no norte da China. O principal benefício deste investimento colossal é suprir as necessidades hídricas da região norte, que tende a sofrer com a escassez de água, especialmente em grandes cidades como Pequim e Tianjin, apoiando assim o crescimento econômico e o bem-estar da comunidade.

FONTE: Revista Sociedade Militar.
Investimento bilionário: A construção mais cara da história que empregou mais de 70 mil trabalhadores e utilizou mais de 200 mil toneladas de concreto e aço

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Investimento, Logística, Mercado Internacional, Portos

O Megaporto Porto Chinês Recém-inaugurado ao Lado do Brasil

Imagine transformar uma pequena cidade portuária em um dos maiores hubs logísticos da América do Sul através de um dos projetos de engenharia mais audaciosos do século XXI, e detalhe, estamos falando de um projeto que foi recentemente inaugurando pela China que teve um investimento estimado em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

Em uma região onde o comércio internacional é vital para o crescimento econômico, e a competição entre portos é muito acirrada, criar uma infraestrutura portuária de classe mundial era mais que um desafio – era uma questão de desenvolvimento nacional.

VIDEO: https://youtu.be/3dKRACg6CSc?si=tsfBTmjjJCD9vHGQ

Portando, a única solução seria construir um megaporto capaz de receber os maiores navios do mundo, processando milhões de contêineres por ano e redefinindo as rotas comerciais do Pacífico Sul. E esse porto se tornou uma realidade no dia 14 de novembro de 2024, sendo a data da sua inauguração. Dessa forma, surgiu o Porto de Chancay, o maior projeto de infraestrutura portuária já realizado no Peru. Uma obra que não apenas redesenhou a costa do país, mas redefiniu os limites do possível em engenharia portuária. E nesse vídeo, você vai descobrir como a China e o Peru conseguiram mudar para sempre o destino do comércio marítimo sul-americano e transformar uma pequena cidade costeira em um gigante logístico internacional.

FONTE: Construction Time
O Megaporto Porto Chinês Recém-inaugurado ao Lado do Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Investimento, Logística, Mercado Internacional, Navegação, Negócios, Portos

O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru – e o impacto ao Brasil

Durante sua passagem pelo Peru em novembro, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será maior porto comercial da América do Sul.

O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte de Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões. Como o Peru, o Brasil é outro país com relações políticas e comerciais cada vez mais próximas com a China. O gigante asiático é o principal parceiro comercial do Brasil — e o governo brasileiro demonstrou interesse pelo megaporto de Chancay.

Nosso repórter André Biernath explica em detalhes neste vídeo. Confira.
https://youtu.be/E8eyycEVEIU

FONTE: BBC News Brasil
O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru – e o impacto ao Brasil – BBC News Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Logística

Tarifas estimulam reorganização global da manufatura

Desde a imposição de tarifas sobre produtos chineses em 2018, as empresas adotaram estratégias para evitar essas taxas; reorganizando suas operações globais.

De acordo com Arnold Kamler, ex-CEO da Kent International, as fábricas chinesas transferiram as operações finais para países como Taiwan, Vietnã e México; evitando assim os 25% das tarifas dos EUA.

Essa tendência aumentou os custos para empresas e consumidores, sem fortalecer significativamente a manufatura nos EUA. “Não há benefício real, é inflacionário”, disse Kamler. Apesar da queda nas importações diretas da China, as exportações chinesas em todo o mundo cresceram; enquanto os déficits comerciais dos EUA com países como Vietnã e México aumentaram.

Empresas como Sailwin e Vanzbon estão ajudando empresas chinesas a montar fábricas no México, aproveitando o USMCA para exportar para os EUA sem tarifas. No entanto, os economistas dizem que muitas cadeias de suprimentos ainda dependem de componentes chineses; Desviar produtos através de países terceiros.

Especialistas apontam que essas medidas reduziram o comércio bilateral entre os EUA e a China, mas não diminuíram o comércio global. Enquanto isso, as estratégias fiscais e logísticas permitem minimizar as tarifas sem alterar significativamente as cadeias de suprimentos.

O governo Trump planeja implementar tarifas adicionais e ajustar o USMCA para conter essa evasão, mas os analistas duvidam de sua eficácia diante da criatividade das empresas. O comércio global permanece interconectado, refletindo que os déficits comerciais persistirão se as reformas macroeconômicas não forem implementadas nos EUA.

FONTE: Todo logística News
Tarifas impulsionam reorganização global da manufatura – TodoLOGISTICA NEWS

Ler Mais
Economia, Gestão, Importação, Informação, Mercado Internacional, Negócios

Saldo comercial da China se aproxima de US$ 100 bilhões por mês

O superávit comercial da China atingiu US$ 97,44 bilhões em novembro, um aumento em relação aos US$ 95,72 bilhões registrados em outubro.

Esse saldo positivo destaca a força das exportações do país, mesmo em um contexto de desaceleração econômica e tensões comerciais crescentes com os Estados Unidos e a União Europeia.

Desempenho comercial em novembro

Apesar do saldo positivo, as exportações da China desaceleraram significativamente, registrando um crescimento de 6,7% em novembro, abaixo da expectativa de 8,5% e da alta de 12,7% em outubro. Mais preocupante foi a queda inesperada de 3,9% nas importações, o pior desempenho em nove meses, contrariando as previsões de um leve aumento de 0,3%.

Esse cenário reflete os desafios enfrentados pela segunda maior economia do mundo, especialmente diante da iminente volta de Donald Trump à presidência dos EUA e suas ameaças de impor novas tarifas sobre produtos chineses.

Impactos das tarifas de Trump

Donald Trump prometeu tarifas adicionais de 10% sobre bens chineses, como parte de sua política para conter o tráfico de químicos usados na produção de fentanil. Além disso, ele sugeriu que as tarifas poderiam exceder 60%, o que alarmou a indústria chinesa, que exporta mais de US$ 400 bilhões para os EUA anualmente.

Em resposta, exportadores chineses anteciparam embarques para estocar produtos em armazéns norte-americanos, especialmente em outubro. No entanto, essa tendência perdeu força em novembro, embora as expectativas sejam de que as exportações possam se recuperar nos próximos meses, impulsionadas pela competitividade e pelo adiantamento de pedidos antes da implementação das tarifas.

Desafios no mercado europeu e doméstico

A China também enfrenta tensões com a União Europeia, que impôs tarifas de até 45,3% sobre veículos elétricos fabricados no país, abrindo uma nova frente na guerra comercial com o Ocidente.

Internamente, o cenário econômico segue desafiador. Apesar de sinais de melhora nas condições das fábricas em novembro, as encomendas de exportação continuam caindo, destacando a necessidade de diversificar a economia e reduzir a dependência da manufatura e das exportações.

Medidas de estímulo e perspectivas para 2025

Para enfrentar esses desafios, o governo chinês adotou medidas agressivas de estímulo desde setembro, incluindo cortes de juros e a injeção de 1 trilhão de yuans (US$ 140 bilhões) no sistema financeiro. Além disso, líderes políticos devem anunciar novas metas e políticas na próxima semana, com foco na expansão do mercado consumidor interno e no investimento em infraestrutura.

Economistas esperam que as importações chinesas se recuperem nos próximos meses, impulsionadas por estímulos fiscais robustos direcionados a investimentos em commodities industriais. Isso deve ajudar a mitigar os efeitos das tarifas norte-americanas e sustentar a economia em um cenário de crescente incerteza global.

Embora os desafios sejam significativos, o saldo comercial positivo de quase US$ 100 bilhões por mês ressalta a capacidade da China de manter sua força no comércio global, mesmo em meio a ventos contrários.

FONTE: O Cafezinho
Saldo comercial da China se aproxima de US$ 100 bilhões por mês – O Cafezinho

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Investimento, Logística, Mercado Internacional, Notícias, Tributação

O que muda com a nova lei do IVA na China? Entenda os impactos

Em um movimento significativo, a China aprovou uma nova legislação referente ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2026.

Este avanço busca consolidar várias regulamentações pré-existentes em um único documento, trazendo maior clareza e eficiência ao sistema tributário do país. Este imposto representa uma fatia considerável da receita tributária da China, alcançando em 2023 cerca de 38% do total coletado, de acordo com dados oficiais.

A aprovação da nova lei pelo Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo marca um passo importante na busca pela implementação do princípio da tributação estatutária. Com esta legislação, 14 das 18 categorias tributárias da China já contam com suas próprias leis, cobrindo a maior parte da arrecadação nacional. Esse desenvolvimento é visto como um marco no avanço do sistema tributário chinês.

O que Inclui a Nova Lei do IVA?

Apesar de um detalhamento mais profundo das disposições ainda não ter sido divulgado, versões anteriores do rascunho da lei incluíram algumas isenções notáveis. Essas isenções estão direcionadas a produtos agrícolas específicos, instrumentos e equipamentos importados para pesquisa científica e ensino, além de algumas importações destinadas a pessoas com deficiência. Serviços providos por instituições de bem-estar social, como creches, jardins de infância e lares de idosos, também estavam listados entre os possíveis isentos.

O governo chinês também poderá, conforme necessário, incluir novos itens no escopo de deduções fiscais para ajudar setores ou negócios específicos. Isso demonstra uma abordagem flexível e adaptável às necessidades econômicas do país.

Quais Impactos na Economia?

O impacto econômico da recente queda na receita do IVA na China reflete a desaceleração econômica enfrentada pelo país. Abaixo, estão os principais pontos sobre a situação atual e as medidas adotadas para estimular a recuperação:

  • A receita do IVA caiu 4,7% em 2023, totalizando 6,1 trilhões de iuans nos primeiros 11 meses.
  • A queda é atribuída à demanda doméstica enfraquecida, reflexo da desaceleração econômica.
  • Uma leve recuperação foi observada em novembro, com a receita do IVA aumentando 1,36%.
  • O governo chinês implementou isenções fiscais para estimular o setor imobiliário, especialmente em transações específicas.
  • A expectativa é que as políticas fiscais não só ajudem o mercado habitacional, mas também impulsionem outros setores da economia.

Essas medidas visam não apenas estabilizar a economia, mas também criar uma recuperação gradual, com foco no fortalecimento do mercado interno e na reativação de diversos setores-chave.

Quais São as Expectativas para o Futuro?

No horizonte está também a extensão de políticas de reembolso do IVA, planejada para incentivar instituições de pesquisa, tanto nacionais quanto estrangeiras, a adquirir equipamentos de fabricação chinesa até o final de 2027. Estas medidas são parte da estratégia do governo para impulsionar o crescimento econômico através do fortalecimento da capacidade de produção local e da inovação tecnológica.

Observadores e economistas enfatizam que a consolidação das leis tributárias em torno do IVA é um passo vital para simplificar e otimizar a estrutura tributária do país, apresentando potencial para revitalizar a economia e aumentar a competitividade chinesa em mercados globais. A implementação desta nova lei terá um impacto significativo não apenas na arrecadação de receitas, mas também na atratividade do ambiente de negócios no país.

FONTE: Terra Brasil Notícias

O que muda com a nova lei do IVA na China? Entenda os impactos

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Importação, Informação, Logística, Mercado Internacional

China continua dominando a balança comercial brasileira, por Luís Nassif

Insumos industriais básicos registraram aumento de 13,3% nas exportações acumuladas até novembro

No acumulado de 12 meses até novembro de 2024, a maior queda no volume de exportações foi para a China, com redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado. E a maior alta foi para os Estados Unidos, com um crescimento de US$ 2,9 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

Também os EUA registraram o maior aumento de saldo comercial, de US$ 6,3 bi.

Mesmo assim, a China continua como maior importador, maior exportadora e maior saldo da balança comercial brasileira.

Vamos ao balanço dos principais parceiros comerciais.

Argentina

Apesar da crise do vizinho, houve um aumento de US$ 641 milhões nas exportações de automóveis e de US$ 259 milhões em transporte industrial.

Mas, também uma queda de US$ 3,5 bilhões nas exportações totais, puxadas principalmente por Alimentos e Bebidas Básicos, destinados principalmente à Indústria.

China

As maiores altas nas exportações foi em Insumos Industriais Básicos, com crescimento de US$ 3,6 bilhões. Por outro lado, houve uma queda de US$ 8 bilhões nas exportações de Alimentos e Bebidas Básicos, destinados principalmente à indústria.

Estados Unidos

Do aumento de US$ 3 bilhões nas exportações para lá, US$ 1 bilhão se deveu a Combustíveis e Lubrificantes Básicos e US$ 863 milhões a Alimentos e Bebidas Elaborados, destinados especialmente a consumo doméstico.

Já insumos industriais elaborados registraram queda de US$ 311 milhões.

Os produtos

Insumos industriais básicos registraram aumento de 13,3% nas exportações acumuladas até novembro, em relação ao mesmo período do ano passado.

Entram nesssa categoria metais e derivados, produtos químicos, energia e combustíveis, entre outros. O maior crescimento foi das vendas para a China, que atingiram US$ 26 bilhões, seguida do Japão (US$ 1m2 bilhão) e Vietnã (US$ 1,1 bilhão)

FONTE: JORNAL GGN
https://jornalggn.com.br/comercio-exterior/nassif-china-continua-dominando-a-balanca-comercial-brasileira/

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook