Importação, Internacional, Mercado Internacional

Tarifas dos Estados Unidos sobre as importações da China cairão de 145% para 30% após acordo

Representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12)

Os Estados Unidos e a China chegaram em um acordo para reduzir temporariamente as “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias. Os representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12). Eles encontraram no fim de semana em Genebra, na Suíça, para discutir as taxas sobre importações. As informações são do g1.

Segundo o anúncio dos representantes, as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas cairão de 145% para 30%, e as taxas da China sobre os produtos americanos serão reduzidas de 125% para 10%. A redução entrará em vigor até quarta-feira (14).

— Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais. Temos um interesse comum em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão caminhando nessa direção. O consenso das delegações neste fim de semana é de que nenhum dos lados deseja um desacoplamento. E o que havia ocorrido com essas tarifas altíssimas era o equivalente a um embargo e nenhum dos lados quer isso. Queremos o comércio — afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Bessent explicou que o acordo não inclui tarifas específicas para cada setor e que os Estados Unidos continuarão o “reequilíbrio estratégico” em áreas como medicamentos, semicondutores e aço, onde identificaram vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

O secretário do Tesouro acrescentou que acredita que os negociadores dos EUA e da China se reunirão novamente nas próximas semanas para discutir um acordo comercial mais detalhado.

Como o mercado reagiu ao anúncio

No mês passado, a escalada das medidas tarifárias de Donald Trump, com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, abalou os mercados financeiros no mundo todo.

Entretanto, após o anúncio de um acordo entre EUA e China, o dólar passou a subir em relação a outras moedas importantes e os mercados de ações se recuperaram. O cenário é positivo com a diminuição da possibilidade de recessão global por conta do tarifaço.

O acordo foi mais longe do que muitos analistas esperavam.

— Eu achava que as tarifas seriam reduzidas para algo em torno de 50%. Obviamente, essa é uma notícia muito positiva para as economias de ambos os países e para a economia global, e deixa os investidores muito menos preocupados com os danos às cadeias de suprimentos globais no curto prazo — disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management em Hong Kong, à Reuters.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Brasil busca fortalecer relações comerciais com a China

Especialistas: Ventos contrários na economia, como tarifas dos EUA, impulsionarão parcerias mais fortes.

Inflação em alta e tarifas dos EUA estão forçando o Brasil a renovar o foco no fortalecimento das relações comerciais com a China como um catalisador para a recuperação econômica.

A inflação no Brasil atingiu 5,48% em março, o maior nível em dois anos e bem acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3%, segundo autoridades.

As tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçam prejudicar o setor de exportações agrícolas — um dos pilares da economia brasileira — agravando ainda mais os problemas econômicos do país e afetando negativamente a aprovação do governo.

Diante desses desafios, o Brasil intensificou os esforços para fortalecer os laços com a China.

“A escala da atividade comercial entre essas duas economias em crescimento pode impactar fortemente a trajetória de crescimento do Brasil”, afirmou Ricardo Teixeira, coordenador do programa de Mestrado em Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas, um centro de estudos no Rio de Janeiro.

Atualmente, o Brasil atrai 4,8% dos investimentos externos da China, tornando-se o quarto maior destino do capital chinês.

De acordo com Teixeira, muitos setores estão prontos para uma colaboração ampliada entre os dois países, incluindo agricultura, energia, mineração, farmacêutica e tecnologia.

“Brasil e China possuem economias diversificadas, que vão desde a produção agrícola e pecuária até tecnologias de ponta.”

Robson Cardoch Valdez, professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, afirmou que as exportações brasileiras continuam fortemente concentradas em commodities como soja e minerais.

O valor das exportações de soja do Brasil para a China quase dobrou entre 2019 e 2023, chegando a US$ 39,8 bilhões. Em 2023, o país exportou 1,3 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês.

Entre 2007 e 2023, os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 73,3 bilhões em 264 projetos, com foco nos setores de energia, agricultura e automotivo.

Empresas brasileiras de tecnologia estão buscando parcerias com companhias chinesas nas áreas de inteligência artificial, biotecnologia e fintechs, segundo Teixeira. Ele acrescenta que os investimentos chineses em energia renovável no Brasil também estão criando novas oportunidades de colaboração.

“A relação comercial Brasil-China tende a se fortalecer, especialmente com a abertura de novas oportunidades em áreas emergentes como energia limpa e saúde.”

Investidor de destaque

A China se tornou um dos principais investidores em projetos de sustentabilidade na América Latina — uma prioridade que está alinhada às ambições do Brasil de reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa em 67% até 2035.

“Ambos os países estão dando prioridade crescente à sustentabilidade em sua relação comercial”, disse Teixeira.

Outro fator que impulsiona o Brasil em direção à China é o recente surto de protecionismo dos EUA, incluindo tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, além de uma tarifa-base de 10% sobre todos os produtos. Embora algumas dessas tarifas tenham sido suspensas por três meses, os impactos podem ser significativos.

“O protecionismo crescente dos EUA está desorganizando os padrões globais de comércio, o que pode aproximar ainda mais o Brasil da China, que é vista como uma parceira comercial mais estável”, afirmou Teixeira. “A relação comercial entre Brasil e China vai além das commodities e avança para setores de tecnologia avançada.”

O PIB real do Brasil cresceu 3,4% no ano passado, impulsionado pelo consumo sólido, apoiado por um mercado de trabalho aquecido, transferências fiscais e recuperação dos investimentos. No entanto, um relatório do Banco Mundial, publicado em 30 de abril, projeta um crescimento do PIB real brasileiro de apenas 2,2% em 2024, devido a juros mais altos, um ambiente externo adverso, queda no consumo das famílias e aumento do endividamento, além da redução nas transferências e no dinamismo do mercado de trabalho.

Além disso, Brasil e China estão aprofundando sua colaboração política e tecnológica por meio de plataformas multilaterais como o BRICS e o G20, segundo Valdez, do IDP.

“Iniciativas conjuntas como o programa espacial CBERS demonstram nossa crescente colaboração científica”, afirmou, referindo-se ao programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, uma parceria de longa data entre os dois países no campo da tecnologia espacial.

Fonte: China Daily



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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA e China concordam em reduzir tarifas recíprocas

Anúncio ocorre após um fim de semana de intensas negociações comerciais em Genebra

Os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir drasticamente as tarifas sobre os produtos um do outro por um período inicial de 90 dias, de acordo com um comunicado conjunto divulgado pelos dois países nesta segunda-feira (12).

O anúncio, feito em um comunicado conjunto, ocorre após um fim de semana de negociações comerciais intensas em Genebra, Suíça, por autoridades das duas maiores economias do mundo, onde ambos os lados elogiaram “progresso substancial”.

Até 14 de maio, os EUA reduzirão temporariamente suas tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China reduzirá seus impostos sobre importações americanas de 125% para 10%, de acordo com o comunicado.

Ambos os lados reconhecem “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”, afirmaram.

Os dois lados também concordaram em estabelecer “um mecanismo para dar continuidade às discussões sobre as relações econômicas e comerciais”, liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, segundo o comunicado.

“Essas discussões podem ser conduzidas alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em um terceiro país, mediante acordo entre as Partes. Conforme necessário, as duas partes podem realizar consultas em nível de trabalho sobre questões econômicas e comerciais relevantes”, acrescentou.

Investidores globais comemoram a pausa na guerra comercial desencadeada pelas tarifas massivas do presidente dos EUA, Donald Trump, que agitaram os mercados financeiros, interromperam as cadeias de suprimentos e alimentaram temores de recessão.

Os futuros do Dow Jones subiram mais de 2%, enquanto os futuros do S&P 500 subiram quase 3%, e os futuros do Nasdaq Composite, com forte peso nas ações de tecnologia, subiram mais de 3,5% durante as negociações da tarde na Ásia.

Os mercados asiáticos também apresentaram alta, com o índice Hang Seng de Hong Kong avançando mais de 3%.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China se abre a mais produtos do Brasil

Frutas frescas, gergelim e pescado ganham acesso, mas entraves freiam crescimento

Em meio à crise aberta pelas sobretaxas comerciais impostas ao mundo inteiro pelos Estados Unidos, um acordo firmado entre Brasil e China em novembro de 2024 ganha nova relevância. Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, os dois países assinaram protocolos que abriram o mercado do país asiático para produtos brasileiros como frutas frescas, gergelim, sorgo, farinha e óleo de peixe, além de outras proteínas derivadas de pescado para ração animal. A expectativa é que esses setores – até então com participação limitada na pauta exportadora – ganhem espaço no comércio bilateral.

Entre os segmentos diretamente beneficiados está o de frutas frescas, mais precisamente a uva e o melão. Somente a uva tem um mercado potencial de US$ 450 milhões, segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A perspectiva leva em conta o consumo crescente de frutas frescas na Ásia e o interesse da China em diversificar seus fornecedores.

Um potencial de crescimento que é reconhecido pelos produtores, mas os desafios logísticos continuam sendo um entrave significativo para dar início às exportações. “Hoje, um navio com frutas, para viajar aqui do Nordeste até a China, tem um trânsito muito longo. Antes ela [a produção] precisa ir para Santos (SP) e de lá pegar um navio. Todo esse frete, além de ser muito caro, demora demais e ultrapassa o limite de shelf-life da fruta, de vida pós-coleta”, diz Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Barcelos tem esperança de que a nova rota marítima que deve ser inaugurada ainda este ano ligando Salvador à China em apenas 30 dias possa ser a solução para as exportações do setor. “Com esse serviço de transporte, a gente efetivamente começa a fazer alguma coisa esse ano, algo muito experimental ainda”, diz.

Além das dificuldades logísticas, o setor também enfrenta custos de certificação fitossanitária e adaptação a protocolos exigidos pela autoridade chinesa. A dimensão do mercado, no entanto, é atrativa. “A China produz 440 mil hectares de melão no verão. Se você comparar com o que a gente produz no mercado interno, é 80 vezes mais”, destaca Barcelos. “É um consumo muito grande”.

No último ano, o Brasil se tornou um dos maiores produtores mundiais de gergelim, ao ponto de Canarana (MT) ser considerada a capital mundial do grão. E a tendência é de crescimento. Com a produção nacional concentrada no Mato Grosso, especialmente no vale do Araguaia, a estimativa é de 659 mil hectares plantados em 2025, com produção total de 332 mil toneladas, de acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe).

A importância do gergelim para a China é tanta que foram os próprios chineses que pediram a abertura de negociações para a compra do grão. “O gergelim é um dos casos em que a China bateu na porta do Brasil e pediu para mandarmos a documentação necessária para iniciar a exportação para eles”, conta Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Ibrafe.

A China consome cerca de 2 milhões de toneladas de gergelim por ano, importando metade desse volume. Segundo Lüders, o Brasil pode chegar a fornecer, “com relativa facilidade”, até 30% desse volume. O cultivo, totalmente mecanizado – ao contrário de outros países competidores – e pouco exigente de irrigação ou investimentos pesados, é uma alternativa para os produtores de soja, que no Mato Grosso estão substituindo o plantio de milho entre as duas safras pelo de gergelim.

Demanda chinesa por tilápia do Brasil aumentou imediatamente após tarifaço dos EUA, afirma Eduardo Lobo

A entrada do pescado brasileiro na China também é um dos desdobramentos mais imediatos da nova ordem comercial do mundo imposta pelos Estados Unidos. O impacto das tarifas anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, sobre os produtos chineses criou um vazio no fornecimento de tilápia, tradicionalmente abastecido por produtores asiáticos.

“A medida que os Estados Unidos taxa a China violentamente, a tilápia chinesa ficou inviável. A demanda já começou imediatamente”, conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca). Segundo ele, a substituição tem sido rápida, com novos contratos e embarques para o mercado chinês. “A gente tem uma situação em que o Brasil virou uma boa alternativa. E o que começou com a tilápia agora já está se refletindo em outros produtos”, afirma o executivo.

Lobo projeta que as exportações da tilápia possam até triplicar em relação ao ano passado, caso as condições comerciais se mantenham. Além disso, ele avalia que a venda de atum e lagosta para a China passou a ter um grande potencial.

Apesar do otimismo, Lobo diz que será preciso mais do que uma janela comercial para alavancar as exportações para a China. “O setor precisa estar preparado para responder com volume e regularidade”, afirma.

As associações do setor reconhecem que a nova configuração comercial impulsionada pelo acordo bilateral não elimina os obstáculos internos. Para Barcelos, além da distância, ainda há a demora da burocracia típica do comércio exterior. “A gente vai ter que construir agora esse caminho, ele é possível. Mas não é da noite para o dia que isso vai ocorrer”.

No setor de sementes e grãos, Lüders garante que o Brasil está melhor posicionado, mas que também será preciso garantir regularidade de fornecimento e logística interna adequada. “A gente tem um produto que já está adaptado, com plantio mecanizado e volume crescente. Mas para crescer com consistência, precisa de política comercial, apoio de infraestrutura e negociação técnica constante com os chineses.”

O agronegócio brasileiro fechou 2024 em alta, com crescimento de 1,81% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com participação de 23,2% no PIB nacional, o agro manteve seu protagonismo na economia. A China respondeu por 37% do total das vendas brasileiras.

Fonte: Valor Econômico


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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China querem retomar negociações sobre tarifas neste domingo

Autoridades dos Estados Unidos e da China tiveram o primeiro dia de negociações, em Genebra, Suíça, neste sábado (10/5), para iniciar as conversas para dar fim à guerra comercial entre as duas nações. No entanto, não foi sinalizado nesse primeiro dia qualquer progresso em direção à redução das tarifas sobre importações. Nenhum líder comentou sobre o encontro.

Diante do impasse inical, os líderes planejam retomar as negociações neste domingo (11/5). Durante o encontro deste sábado, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, se reuniu por cerca de oito horas com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Genebra.

Este foi o primeiro encontro presencial entre autoridades de ambas as nações desde que as duas maiores economias do mundo iniciaram uma guerra comercial que culminou em tarifas recíprocas acima de 100% sobre os produtos uma da outra.

Expectativa de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a rede Truth Social, nessa sexta-feira (9/5), para comentar sobre possíveis acordos entre o governo e a China com o intuito de remediar a guerra comercial entre os países.

“A China deveria abrir seu mercado para os EUA — seria muito bom para eles. Mercados fechados não funcionam mais. Tarifa de 80% sobre a China parece certa. Até Scott B [Bessent, secretário do Tesouro]. Muitos acordos comerciais no funil, todos bons (ótimos)”, escreveu Trump.

Atualmente, sobre os produtos chineses que entram nos EUA é aplicada uma tarifa de 145%. Enquanto isso, a China impôs uma tarifa mínima de 125% sobre a maioria dos produtos dos EUA

Esta foi a primeira vez, desde que o presidente Trump intensificou a guerra comercial com a China, que ele diz estar disposto a se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.

“Talvez sim, claro, dependendo do que Scott disser”, respondeu Trump a um repórter que perguntou se ele falaria com Xi depois de Scott Bessent. Trump ainda destacou que espera que a reunião seja “muito substancial”.

Fonte: Metrópoles 

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Exportações da China superam expectativas e saltam 8,1% em abril

As exportações da China superaram as previsões em abril, impulsionadas pela demanda de fabricantes estrangeiros que se apressaram em lançar produtos para aproveitar ao máximo a pausa de 90 dias nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma guerra tarifária contundente, e as empresas de ambos os lados do Pacífico buscarão algum tipo de solução nas negociações comerciais na Suíça, neste fim de semana.

Dados da alfândega mostraram nesta sexta-feira que os embarques da China aumentaram 8,1% em abril em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 1,9% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas desacelerando em relação ao salto de 12,4% em março.

Trump anunciou “tarifas recíprocas” abrangentes de 10% em 2 de abril, antes de oferecer uma pausa para a maioria dos países enquanto a Casa Branca trabalha em vários acordos comerciais. A China, no entanto, foi excluída e recebeu tarifas de 145%, dando início a um prolongado jogo de gato e rato que abalou os mercados globais e as cadeias de oferta.

Os fabricantes chineses também anteciparam os envios em antecipação às tarifas, mas agora estão apostando em negociações para quebrar o gelo entre autoridades norte-americanas e chinesas em Genebra no sábado.

As importações caíram 0,2%, em comparação com expectativas de queda de 5,9%, sugerindo que a demanda doméstica pode estar melhor do que o esperado, uma vez que as autoridades continuam a tomar medidas para sustentar a economia de US$19 trilhões.

“Os países da ASEAN estão acelerando sua produção para vencer o prazo de julho, o intervalo de negociação de 90 dias. Sua produção é altamente dependente das exportações da China em matérias-primas e insumos industriais, de modo que as exportações da China receberam suporte”, disse Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group.

“Nos próximos dois meses, as exportações da China podem continuar fortes devido à realocação da capacidade industrial, mas os dados comerciais podem se deteriorar rapidamente se as tarifas de 145% sobre a China ainda estiverem em vigor e as negociações dos países da ASEAN (com o governo Trump) não progredirem”, acrescentou.

As exportações para os países do sudeste asiático aumentaram 20,8% em abril.

As exportações da China para os EUA, por sua vez, caíram 21%. Isso significou que o superávit comercial com os EUA caiu de US$27,6 bilhões em março para US$20,5 bilhões, uma vitória para Trump, que tem dito repetidamente que quer reduzir a diferença.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China injeta estímulo monetário antes de reunião com os EUA sobre comércio

O Banco central da China cortará suas taxas de juros e fará uma grande injeção de liquidez, conforme intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (7) uma série de medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e uma grande injeção de liquidez, conforme Pequim intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Os anúncios foram feitos logo depois que autoridades norte-americanas e chinesas disseram que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio, Jamieson Greer, irão se reunir neste fim de semana com a principal autoridade econômica da China, He Lifeng, na Suíça, para conversações.

As negociações serão a primeira oportunidade para os dois lados diminuírem as tensões comerciais, que agitaram os mercados globais e abalaram as cadeias de suprimentos.

A economia chinesa já está sentindo os efeitos das tarifas de três dígitos, com dados da semana passada mostrando que a atividade industrial contraiu em abril no ritmo mais rápido em 16 meses.

As preocupações têm aumentado em relação ao impacto que as tarifas terão sobre o mercado de trabalho e sobre as já fortes pressões deflacionárias na China, uma vez que os exportadores perdem seu maior cliente.

“A economia doméstica deve estar forte o suficiente antes que (a China) inicie qualquer negociação comercial prolongada”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da China no ANZ, sobre as medidas de estímulo desta quarta-feira.

O banco central da China reduzirá o custo de empréstimo de seus acordos de recompra reversa de sete dias, sua taxa de juros de referência, em 10 pontos-base, para 1,40%, a partir de 8 de maio. Outras taxas de juros cairão de acordo com a taxa básica.

O montante de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, conhecido como taxa de compulsório, também será reduzido em 50 pontos-base a partir de 15 de maio, levando o nível médio para 6,2%.

O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, disse em uma coletiva de imprensa que o primeiro corte do compulsório desde setembro do ano passado liberará 1 trilhão de iuanes (US$ 138 bilhões) em liquidez.

No mesmo evento, o presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China, Wu Qing, disse que as autoridades ajudarão empresas listadas afetadas pelas tarifas a enfrentar as dificuldades.

Li Yunze, chefe da Administração Nacional de Regulamentação Financeira, disse que Pequim expandirá um esquema piloto que permite que as companhias de seguros invistam nos mercados de ações mais 60 bilhões de iuanes (US$ 8,31 bilhões).

Além disso, Pan disse que o banco central criará mecanismos de empréstimo de baixo custo para a compra de títulos relacionados a tecnologia e para investimentos em cuidados com idosos e consumo de serviços. Ferramentas similares existentes para apoiar a agricultura e as pequenas empresas serão aprimoradas, disse Pan.

O banco central também vai reduzir os custos de hipoteca para alguns compradores.

As autoridades vinham sinalizando movimentos de afrouxamento da política monetária desde o final de 2024, mas evitaram adotá-las enquanto o iuan estava sob pressão, temendo saídas de capital, disseram analistas.

Um iuan ligeiramente mais forte nos últimos dias pode ter dado uma abertura ao banco central.

“Um dólar mais fraco certamente dá à China mais espaço para fazer ajustes monetários”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Não tenho expectativas muito altas em relação ao impacto dessas medidas sobre o crédito”, disse Xu, mas acrescentou que elas “injetam confiança renovada, o que dará suporte ao mercado de ações”.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Importação, Internacional

China retoma importação de soja de cinco empresas brasileiras; saiba quais

Empresas de soja estavam proibidas de exportar há três meses por conta de adversidades sanitárias

Após três meses de embargo, a China retomou as importações de soja de cinco unidades de empresas brasileiras, que haviam sido suspensas em janeiro deste ano devido a questões sanitárias. O embargo foi imposto após a detecção de resíduos de pesticidas em grãos de soja, algo comum em sementes, mas inaceitável no produto destinado ao consumo humano e animal. A suspeita foi de que, por erro, cargas de soja e sementes tenham sido misturadas. O aval de liberação vale desde o fim de abril.

O governo chinês também identificou a presença de pragas quarentenárias nas cargas de soja. Embora isso tenha gerado uma suspensão temporária, o Brasil tratou o incidente como um procedimento técnico e rotineiro, sem qualquer conotação política ou comercial entre os dois países. Apesar de o impacto econômico da suspensão ser relativamente controlado devido à diversidade de exportadores brasileiro, as empresas afetadas, que são a ADM do Brasil, Cargill S.A., Terra Roxa Comércio de Cereais, Olam Brasil e C.Vale Cooperativa Agroindustrial, ficaram impossibilitadas de exportar durante os três meses de embargo, afetando sua capacidade de atender ao mercado chinês, um dos maiores importadores globais de soja.

A retomada das exportações ocorre em um momento estratégico, coincidindo com a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, onde ele será acompanhado por uma comitiva de empresários do agronegócio brasileiro, com o objetivo de fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os dois países. Além da soja, o Brasil também busca expandir as exportações de outros produtos agropecuários para o vasto mercado chinês, incluindo carne bovina, suína e café.

Em paralelo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a importância de atrair investimentos chineses para a infraestrutura logística do país, com foco na ampliação de estruturas de armazenagem, nos investimentos em transporte multimodal e na modernização de portos, todos essenciais para otimizar o escoamento da produção agrícola e fortalecer o setor como um todo.

Fonte: Canal Rural

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

China e EUA se encontrarão para discutir tarifas pela 1ª vez

Reunião entre autoridades dos 2 países está marcada para este fim de semana na Suíça

A China e os Estados Unidos vão realizar neste fim de semana o 1º encontro para discutir as tarifas impostas por ambos os lados. A reunião pode abrir as portas para o fim da guerra comercial instalada desde que o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou as taxas aplicadas ao país asiático.

O encontro está marcado para sábado (10.mai.2025) e domingo (11.mai), em Genebra, na Suíça. A informação veio da Casa Branca e foi confirmada pelo Ministério do Comércio chinês.

Do lado norte-americano, participarão o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Do outro lado da mesa estará o vice-premier chinês He Lifeng, a maior autoridade econômica do país.

Desde a escalada das tarifas comerciais iniciada pelo governo Trump em abril, as duas grandes potências globais não realizaram conversas sobre o tema. 

Os chineses retaliaram impondo suas próprias tarifas aos norte-americanos, e o que se sucedeu foi uma troca de farpas e medidas protecionistas.

Algumas semanas depois de aumentar as tarifas sobre produtos chineses, Trump afirmou que foi procurado pelo governo de Pequim para negociar e que as partes conversavam diariamente. Essa versão foi negada pelo governo chinês e o próprio Greer confirmou que não havia conversas em andamento.

Somente na semana passada a China informou que avaliava negociar com os EUA as tarifas. A condição dos chineses para iniciar as tratativas é que a Casa Branca encerre imediatamente as medidas unilaterais e trate o país “com respeito e sinceridade”.

Fonte: Poder 360

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Agronegócio, Mercado Internacional

Missões do agro brasileiro vão à China para ampliar mercados

Visitas acontecem em meio à guerra tarifária entre Pequim e Washington

Em meio à guerra tarifária entre Estados Unidos e China, o Brasil vai enviar a maior comitiva de empresários do setor agropecuário para uma missão ao país asiático a partir desta semana. Cerca de 150 pessoas ligadas a diferentes segmentos produtivos brasileiros estarão em território chinês para agendas sobre aberturas de mercado, ampliação das exportações e discussões sobre questões sanitárias e tarifárias.

O país asiático já é o principal comprador de soja e carnes do Brasil. Outros segmentos do agronegócio brasileiro buscam ampliar as vendas à China e dar tração a pautas que ganharam novo fôlego com a disputa entre Pequim e Washington. Ao menos nove segmentos terão representantes na delegação: carne bovina, carne de aves e suínos, milho, etanol de milho e DDG, frutas, café, algodão, citros e biotecnologia. Em 2024, as exportações brasileiras à China se aproximaram dos US$ 50 bilhões.

Haverá eventos próprios, promovidos por associações nacionais com importadores chineses, missões ao interior da China para atrair novos clientes e conhecer hábitos de consumo da população local e até a inauguração de um escritório conjunto em Pequim dos exportadores brasileiros de carnes de aves, suína e bovina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também estará na China entre 12 e 13 de maio para participar do Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Ele deverá ter agenda bilateral com o presidente chinês Xi Jinping. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, também irão.

A formação da maior delegação brasileira na China se deve a uma série de fatores. Algumas entidades já tinham agenda programada há algum tempo. Outras aproveitaram o chamamento do governo a partir da confirmação da ida de Lula e viram oportunidades com o tarifaço mútuo entre chineses e norte-americanos. Alguns executivos já iriam para a Sial, maior feira sobre alimentação do país, em Xangai, entre 19 e 21 de maio.

Oportunidade

Entes públicos e privados veem o momento como “oportuno” para o Brasil reforçar laços com os chineses e tentar ampliar a presença comercial no país asiático com a tensão entre Pequim e Washington. A presença massiva de empresários do agronegócio lá simboliza esse cenário de oportunidade, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

“Hoje está claro e latente que as tarifas colocadas de parte a parte inviabilizam qualquer produto norte-americano na China. Os setores brasileiros entendem que é hora de se aproximar mais e que esta é uma janela de oportunidade para novos produtos”, afirmou ao Valor.

“A guerra tarifária dá alento para setores que, eventualmente, não estivessem tão organizados para estar na China. É muito importante esse movimento de o Brasil mostrar para a China que somos parceiros, que estamos aqui se eles precisarem”, completou.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) vão inaugurar um escritório na capital chinesa para fincar o pé no país. Empresas de carne bovina buscarão ampliar suas vendas a cidades do interior chinês. Já os frigoríficos de carnes de aves e suínos olham possibilidades de ocupar eventuais espaços deixados pelos americanos.

No caso das frutas, o objetivo é destravar as vendas de melão e uva, que têm autorização de embarque ao país, mas sem grandes volumes comercializados até aqui. A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) vai enviar 42 pessoas para entender as preferências e particularidades do mercado para realizar negociações mais efetivas com os importadores chineses.

“O correto posicionamento do nosso produto é fundamental para a continuidade da relação comercial. Temos todas as condições de competir muito bem, desde que a gente entenda a necessidade deles e os atenda”, afirmou o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Souza.

A missão foi planejada antes da posse de Donald Trump na Casa Branca, mas a briga dele com Pequim é um “novo ingrediente” para os empresários brasileiros. Os EUA são o principal fornecedor de uvas aos chineses. A expectativa do setor é conseguir espaço no mercado chinês de frutas nos meses de dezembro a maio, quando o inverno rigoroso impossibilita a produção de frutas do país.

O segmento de café também está otimista com a expansão dos negócios. Na visão dos produtores nacionais, clientes asiáticos estão dispostos a pagar mais pelo grão brasileiro. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), Márcio Ferreira, estará na China para agendas com autoridades locais e a participação em feiras. “Serão muitas ações para aprofundar laços e estreitar os negócios no café”, disse ao Valor.

Fonte: Globo Rural


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