Comércio Exterior

Em impasse tarifário com Trump, China boicota soja americana

Os agricultores americanos precisam vender sua safra, e a China precisa comprá-la caso sua principal alternativa, o Brasil, sofra com enchentes ou secas; mas a guerra comercial entre os dois países impede um acordo

China possui metais de terras raras. Os Estados Unidos e o Brasil possuem soja.

Apesar de todo o domínio que a China exerce sobre as cadeias de abastecimento globais, ela depende enormemente da soja proveniente de outras partes do mundo. A China importa três quintos de toda a soja comercializada nos mercados internacionais. Agora, com a China e os Estados Unidos em um impasse tenso sobre tarifas, a soja surgiu como uma disputa central entre os parceiros comerciais.

A China vem boicotando as compras de soja dos EUA desde o final de maio para mostrar seu descontentamento com a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump sobre as importações da China. O impacto está sendo sentido nos estados do Meio-Oeste, especialmente Illinois, Iowa, Minnesota e Indiana. Pela primeira vez em muitos anos, os agricultores americanos estão se preparando para colher sua safra neste outono sem pedidos de compra da China.

“Quanto mais nos aproximamos do outono sem chegar a um acordo com a China sobre a soja, piores serão os impactos para os agricultores de soja dos EUA”, alertou a American Soybean Association em uma carta enviada a Trump em 19 de agosto.

Mas a China também enfrenta riscos nesse impasse. O Brasil, que fará a colheita no início do próximo ano, é o único outro país com soja suficiente para atender à demanda chinesa e com trens e capacidade portuária suficientes para transportar essa soja para a China.

“Acho que eles provavelmente poderiam passar sem a soja americana neste outono, mas se o Brasil tiver alguma seca ou enchente que afete suas safras no próximo ano, isso colocaria a China em uma posição difícil”, disse Darin Friedrichs, diretor-gerente da Sitonia Consulting, uma empresa de pesquisa especializada em agricultura chinesa.

Na China, espera-se uma safra recorde de soja este ano e agricultores como Zhou Ping estão prosperando. Com a forte demanda, os preços estão subindo, e este verão trouxe um equilíbrio quase perfeito entre sol e chuva.

“A safra deste ano é a melhor que já vi em anos”, disse ele, parado à beira de seu campo verde-escuro de plantas que chegam à altura das coxas.

No entanto, mesmo com uma colheita provável de 21 milhões de toneladas este ano, a China precisará importar mais 100 a 105 milhões de toneladas.

A imensa necessidade da China por soja importada — o suficiente para encher o Superdome em Nova Orleans mais de 30 vezes por ano — reflete uma mudança para dietas ricas em proteínas, à medida que os padrões de vida dispararam nos últimos 30 anos. A China agora cria um grande número de porcos e galinhas.

A China importa soja geneticamente modificada para alimentar esses animais. As modificações genéticas são quase totalmente proibidas na China, e a soja cultivada no país é usada principalmente para consumo humano, principalmente em tofu e leite de soja.

Antes da primeira guerra comercial de Trump com Pequim em 2018, a China comprava entre um quarto e um terço da safra americana. Desde então, a China tem tentado desenvolver alternativas. Mas apenas o Brasil conseguiu realmente aumentar significativamente o fornecimento ao mercado chinês.

A China comprou 71% de suas importações de soja no ano passado do Brasil, quando um clima quase perfeito levou a uma safra recorde.

Os Estados Unidos forneceram 21% do total de soja importada pela China no ano passado. A safra é, no entanto, a maior exportação remanescente dos Estados Unidos para a China. Pequim substituiu sistematicamente as importações de equipamentos agrícolas e outros produtos manufaturados avançados dos Estados Unidos por meio de um programa, o Made in China 2025, destinado a aumentar a autossuficiência do país.

A China tem feito um esforço conjunto para aumentar a produção de soja, aplicando extensos subsídios governamentais. Apesar da colheita bem-sucedida deste ano, os resultados desse esforço têm sido mistos.

Os principais produtores do país estão na província de Heilongjiang, no nordeste da China, próxima à Sibéria, na Rússia. Mas eles têm demorado a aumentar a produção.

O governo paga aos agricultores em grande parte de Heilongjiang um subsídio equivalente a cerca de US$ 17 por acre para cultivar milho e cerca de US$ 300 para cultivar soja. No entanto, nas aldeias próximas a Harbin, capital da província, e perto de Heihe, na fronteira com a Rússia, no rio Amur, a maioria dos campos ainda está coberta de milho.

Os agricultores que plantaram soja disseram que seus vizinhos estavam relutantes em mudar de cultura.

A regra geral em Heilongjiang é que o milho é vendido pela metade do preço da soja por tonelada. Mas um acre de terra plantado com milho normalmente produz três vezes mais alimentos. Assim, os agricultores podem ganhar mais dinheiro com o milho do que com a soja, mesmo quando os subsídios são levados em consideração.

Heilongjiang, como a maior parte da China rural, tem uma grave escassez de mão de obra, já que os jovens migram para as cidades. Eles ganham salários elevados nas fábricas do país, que também têm escassez de mão de obra, mas pagam muito mais do que a agricultura.

“O milho é fácil de cultivar porque dá menos trabalho — a soja requer mais cuidados e manutenção e, se não for bem cuidada, fica cheia de ervas daninhas”, disse Jia Yinghai, agricultor em Dawusili, uma vila perto de Heihe.

Durante o primeiro mandato de Trump, quando Pequim suspendeu temporariamente as compras de soja americana, muitas pessoas pensaram que a Rússia poderia ajudar a China a reduzir sua dependência das importações americanas.

Algumas empresas chinesas já operam fazendas de soja do outro lado do rio Amur, na Sibéria. Mas seus esforços para expandir esbarraram em dificuldades.

Por um lado, a linha ferroviária chinesa que vai do sul da fronteira russa em Heihe cobra tarifas de frete mais altas do que o sistema nacional da China, disse Zhou Rui, gerente geral da Heihe Beifeng Yuandong Agricultural Development Company, uma empresa de Heihe com fazendas de soja na Rússia. A empresa possui moinhos de esmagamento de soja em Heihe que extraem o óleo de soja, usado na culinária, e deixam para trás a farinha de soja, usada como ração animal.

Caminhões transportam o óleo de soja de alto valor da Heihe Beifeng para o sul. Mas a empresa tem tido dificuldade em convencer grandes empresas de criação de frangos e suínos a 2.400 km de distância, na China central, a comprar sua farinha de soja, disse Zhou, que não tem parentesco com o agricultor de mesmo sobrenome.

Para piorar a situação, a Rússia mudou suas políticas relativas à soja após invadir a Ucrânia em 2022. A Rússia introduziu um imposto de aproximadamente 20% sobre as exportações de soja não triturada. O imposto desestimulou os agricultores a enviar suas safras para a China.

O sistema ferroviário da Rússia também está fornecendo transporte gratuito de farelo de soja para fazendas de gado no oeste da Rússia, que fornecem carne para seus soldados na linha de frente. Esse é outro incentivo para que a soja cultivada na Sibéria russa seja transportada para o oeste, e não para o sul, para a China.

No ano passado, as exportações de soja da Rússia para a China caíram pela metade e representaram apenas 0,6% do total das importações de soja da China.

No geral, a China vende três a quatro vezes mais produtos para os Estados Unidos do que compra, um desequilíbrio que o presidente Trump está tentando resolver. “Espero que a China quadruplique rapidamente seus pedidos de soja”, escreveu ele nas redes sociais no mês passado.

No entanto, a China pode ter outro trunfo na disputa com os Estados Unidos pela soja: reservas estratégicas de soja para uso durante guerras, desastres agrícolas ou outras crises. Embora o tamanho exato das reservas seja segredo de Estado, o governo dos EUA estimou recentemente que Pequim pode ter 45 milhões de toneladas de soja, o equivalente a dois anos de importações dos Estados Unidos.

O que não está tão claro, porém, é quanto dessa reserva de emergência a China está disposta a usar em uma guerra comercial.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior

China importa mais e superávit da balança brasileira pós-tarifaço cresce

Vendas de produtos brasileiros para a China cresceram 29,9% em agosto deste ano. Soma de todas as vendas para o mundo no mês cresceu 3,9%, atingindo US$ 29,86 bilhões

A China importou mais no período e contribuiu para as exportações brasileiras, que somaram US$ 227,6 bilhões de janeiro a agosto deste ano.

Só em agosto, período em que as tarifas impostas por Donald Trump entraram em vigor, as compras que a China fez de produtos brasileiros cresceram 29,9%. Os resultados mais recentes da balança comercial foram divulgados nesta quinta (4/9) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações para a China, Hong Kong e Macau no mês de agosto somaram US$ 9,60 bilhões. As importações  diminuíram -5,8% e totalizaram US$ 5,54 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 4,06 bilhões e a corrente de comércio aumentou 14,1% alcançando US$ 15,13 bilhões.

No período de janeiro a agosto deste ano, o acumulado das vendas para o exterior – US$ 227,6 bilhões – bateu o recorde da série histórica. Já as importações alcançaram US$ 184,8 bilhões, fazendo com que a corrente de comércio também batesse recorde do período, com 412,4 bilhões.

Na comparação ao mesmo período de 2024, a soma das exportações brasileiras para o mundo cresceu 0,5%. Já as exportações para os Estados Unidos, em agosto, pós-tarifaço de Donald Trump, caíram -18,5% e somaram US$ 2,76 bilhões.

Esses e outros resultados foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), nesta quinta-feira (4/9), durante coletiva da Balança Comercial, relativa aos resultados de agosto.

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados >> Agosto/2025

No mês, as exportações somaram US$ 29,9 bilhões e as importações, US$ 23,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,6 bilhões.

Nos comparativos totais somente do mês de agosto/2025 (US$ 29,86 bilhões), nas exportações, comparados com agosto/2024 (US$ 28,74 bilhões), houve crescimento de 3,9%. Em relação às importações, houve queda de 2% na comparação entre agosto/2025 (US$ 23,73 bilhões) e agosto/2024 (US$ 24,22 bilhões).

Assim, em agosto a corrente de comércio totalizou US$ 53,59 bilhões e o saldo foi de US$ 6,13 bilhões. Comparando-se este período com o de agosto/2024, houve crescimento de 1,2%.

Já nos comparativos totais das exportações, de janeiro/agosto 2025 (US$ 227,6 bilhões), comparado com o de janeiro/agosto 2024 (US$ 226,5 bilhões) houve crescimento de 0,5%. Em relação às importações, o crescimento de 6,9%, saltando de US$ 172,9 bilhões em janeiro/agosto 2024 para US$ 184,77 bilhões em janeiro/agosto 2025. A corrente de comércio de US$ 412,35 bilhões representou crescimento de 3,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,51 bilhões (8,3%) em Agropecuária e de US$ 0,74 bilhões (11,3%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,14 bilhões (0,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,23 bilhões (0,4%) em Agropecuária e de US$ 4,69 bilhões (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,01 bilhões (7,2%) em Indústria Extrativa.

Importações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,7 milhão (0,4%) em Agropecuária e de crescimento de US$ 0,37 bilhão (26,5%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,85 bilhão (3,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,35 bilhões (9,2%) em Agropecuária e de US$ 13,92 bilhões (8,9%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,42 bilhões (21,6%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Agência Gov

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Sustentabilidade

Na China, comitiva do SENAI visita empresa referência global em tecnologia verde

Grupo terá encontros em universidades e institutos tecnológicos para impulsionar inovação, tecnologia, Indústria 4.0 e cooperação entre os dois países

Em seu primeiro compromisso na China, a comitiva do SENAI em missão para fortalecer o ensino profissional no Brasil visitou a Envision Energy, em Xangai, líder global em tecnologia verde com foco em energia renovável.

A empresa atua em turbinas eólicas inteligentes, armazenamento de energia e soluções em hidrogênio verde. Também patrocina e opera a Envision Racing, equipe da Fórmula E, disputada por carros com motores elétricos e usada como plataforma para promover inovação, mobilidade elétrica e ação climática.

A missão prevê encontros em outras companhias de destaque mundial, como a Shining 3D Tech, referência em manufatura aditiva, além de visitas a universidades e institutos tecnológicos.

OBJETIVO

O objetivo da viagem é implementar a Rede de Future Skills no Brasil e estruturar o Centro Virtual de Inteligência Artificial, reforçando a cooperação entre Brasil e China no âmbito do BRICS.

A comitiva nacional iniciou a viagem no domingo (31) e terá agenda técnica e institucional em Xangai, Hangzhou, Qingdao, Xiamen e Pequim.

O grupo é formado por Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC; Valério Junior Piana, coordenador de Internacionalização no SENAI/SC; Ricardo Terra, diretor regional do SENAI/SP; e Felipe Morgado, Luiz Eduardo Leão e Edgar Vieira Inácio, do Departamento Nacional do SENAI.

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior

Brasil inaugura nova rota marítima de comércio com a China

Trajeto liga os portos de Gaolan, em Zhuhai, e Santana, no Amapá

O Brasil inaugurou, neste fim de semana, uma nova e importante rota marítima de comércio com a China. A conexão liga o Porto de Gaolan, na cidade de Zhuhai, no sul da China, ao Porto de Santana, no Amapá — a segunda maior cidade do estado, a cerca de 17 quilômetros da capital, Macapá. O primeiro navio da nova rota Brasil-China chegou ao porto amapaense e descarregou seus primeiros contêineres neste fim de semana.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, essa nova rota no comércio internacional trará agilidade e economia no transporte, podendo reduzir em até um mês o tempo de trajeto e gerar uma diminuição de 30% nos custos. O Porto de Santana consolida o Arco Norte como uma alternativa estratégica às exportações brasileiras, como destaca o ministro da Integração, Waldez Góes.

“Isso vai melhorar muito para quem empreende aqui. Sejam aqueles que precisam de produtos chineses para alavancar sua atividade comercial e industrial, sejam os chineses que precisam do agro e também da bioeconomia para o seu consumo.”

Por causa da nova rota, o governo do Amapá já prevê um aumento na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. O governador do estado, Clécio Luís, destaca a visibilidade que o Amapá ganha como porta comercial entre a Ásia e a América do Sul, com o crescimento do setor portuário.

“E isso aqui é um marco para a economia do Amapá. É a conexão do Amapá com os grandes mercados mundiais, por meio da nossa vocação logística, da nossa vocação portuária, especialmente aqui em Santana. E vem trazendo produtos para o Amapá, para a Amazônia e para o Brasil. E o Amapá está aproveitando essa oportunidade para também tirar produtos do Centro-Oeste, da Amazônia, para o mundo.”

O estado será um corredor de importação de toneladas de produtos, que serão transportados e beneficiados por meio das políticas de livre comércio e da Superintendência da Zona Franca de Manaus.

A estruturação do Porto de Santana para receber navios de maior porte também será fundamental durante o período de seca na região Norte, já que, durante a estiagem, os navios enfrentam dificuldades para navegar até Manaus. O Porto de Santana, localizado no litoral amapaense, consegue operar mesmo nesse período.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

China revela mísseis nucleares intercontinentais em desfile militar; VEJA VÍDEO

A China revelou novos mísseis balísticos intercontinentais com capacidade de carregar ogivas nucleares durante o desfile militar nesta quarta-feira (3) em Pequim, em uma demonstração de força ao Ocidente.

Segundo a agência de notícias Reuters, a China exibiu pela primeira vez sua tríade nuclear completa, com armas prontas para uso que podem ser lançadas a partir da terra, do mar e do ar, incluindo um míssil balístico intercontinental reformulado, o DF-5C, e um novo míssil móvel de longo alcance, o DF-61.

O comentarista militar e ex-instrutor do Exército chinês Song Zhongping disse à agência de notícias AFP que os mísseis revelados fazem parte de “uma nova geração de armas nucleares” do arsenal de Xi Jinping.

O míssil DF-5C tem alcance de 20 mil km, o que cobre metade da circunferência do planeta e seria capaz de atingir qualquer país, por conta das diferentes possibilidades de lançamento.

O desfile militar chinês compõe celebração dos 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e é visto como uma demonstração de força em um momento que a China busca desafiar a supremacia dos Estados Unidos. A exibição pública dos armamentos foi uma rara demonstração de seu crescente poderio e de sua capacidade de projetar força muito além das fronteiras do país.

Fonte: G1

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Internacional

Como é o monitoramento de pessoas na China?

Experiências de jornalistas revelam como China e Rússia mantêm rígido controle sobre população e estrangeiros, com uso intensivo de tecnologia para vigilância

A China receberá Kim Jong-un e Vladimir Putin em um importante desfile militar, em meio a crescentes preocupações sobre o aumento da vigilância e controle social em regimes autoritários. O evento acontecerá na manhã de quarta-feira (3) no horário local (terça-feira à noite, no horário de Brasília).

O encontro entre os três líderes ocorre em um momento de tensão geopolítica, especialmente considerando o histórico de vigilância e restrições impostas por seus respectivos governos. A China, em particular, destaca-se pelo uso massivo de tecnologia para monitorar sua população.

Vigilância high-tech na China

Em Pequim, especialmente próximo à Praça da Paz Celestial, onde acontecerá a parada militar, o controle é intenso. Cada poste conta com cinco ou seis câmeras de vigilância, criando uma rede de monitoramento constante. O governo chinês justifica essa infraestrutura como necessária para a segurança pública.

Jornalistas estrangeiros enfrentam dificuldades para realizar seu trabalho. Tentativas de transmissões ao vivo nas ruas de Pequim são frequentemente interrompidas, com agentes monitorando constantemente a presença de profissionais da imprensa internacional.

Controle social na Rússia e Coreia do Norte

Na Rússia, observa-se um processo gradual de erosão da liberdade de imprensa e dos valores democráticos. O controle governamental se estende da mídia tradicional à internet, limitando o acesso à informação independente.

Já na Coreia do Norte, o isolamento é ainda mais severo. Um exemplo recente é a experiência de turistas russos em um resort norte-coreano, onde são mantidos separados da população local, sem permissão para qualquer interação com os cidadãos do país.

Fonte:

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Portos

China: Porto de Qingdao inaugura seu serviço para o Brasil e Países Baixos

O Porto de Qingdao registrou a partida do porta-contêineres Okiana com carga de exportação com destino ao Porto de Roterdã, marcando o início de seu novo serviço direto para o Brasil e os Países Baixos.

“O navio descarregou celulose antes de encher seus porões vazios com contêineres de produtos nacionais, eliminando assim os trechos de lastro e encurtando o tempo de trânsito das exportações chinesas para a Europa”, destacou o Shandong Port Group (SPG), controlador do Porto de Qingdao.

O terminal é o maior porto importador de celulose do mundo, mas também integrou um modelo de carga e descarga que combina contêineres e carga geral.

“São implantadas equipes e equipamentos especializados para o manuseio de carga geral, garantindo uma operação eficiente e maximizando o uso do espaço do porão. Essa abordagem assegura atracação, carga e saída rápidas, reforçando a reputação do Porto de Qingdao por seus serviços de alta qualidade”, ressaltou o SPG.

Fonte: Portal Portuário

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Internacional

China propõe nova ordem mundial ao lado da Rússia e da Índia

Nova Délhi se aproxima de Pequim em meio às tarifas de Trump

O presidente da China, Xi Jinping, propôs, nesta segunda-feira (1), a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial. A proposta foi divulgada durante encontro com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.

No discurso oficial da reunião, Xi Jinping destacou que a governança global estaria ameaçada pela “mentalidade da Guerra Fria, o hegemonismo e o protecionismo” que continuariam a “assombrar o mundo” após 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e da criação das Nações Unidas (ONU).

“O mundo encontra-se num novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada. A história nos diz que, em tempos difíceis, devemos manter nosso compromisso original com a coexistência pacífica, fortalecer nossa confiança na cooperação vantajosa para todos”, disse o líder chinês.

A proposta de Xi foi divulgada na Organização para Cooperação de Xangai Plus (OCX), fórum fundado em 2001, que reúne 10 países membros, sendo dois observadores e 15 parceiros.

O evento na China ocorre em meio à guerra comercial promovida pelos Estados Unidos (EUA) contra adversários e aliados, incluindo a Índia, taxada em 50% por Trump. Os EUA exigem que a Índia pare de comprar óleo russo, medida que Nova Délhi se recusa a aceitar. 

Na reunião desta segunda-feira, o presidente indiano Narendra Modi apareceu, aos sorrisos e de mão dadas, com os homólogos russo e chinês. Esta foi a primeira vez, em sete anos, que o primeiro ministro indiano viajou à vizinha China. Os gigantes asiáticos têm uma relação marcada por tensões regionais, geopolíticas e disputas fronteiriças.

A 24ª cúpula da OCX em Tianjin, cidade costeira do Norte da China, acontece às vésperas das comemorações do 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial”.

A celebração marca o fim da 2ª guerra mundial para os chineses, que lutavam contra a ocupação japonesa. Segundo a diplomacia em Pequim, são esperados 50 líderes mundiais no desfile militar da próxima quarta-feira (3).

Cinco princípios

No encontro desta segunda-feira, em Tianjin, o presidente da China Xi Jinping propôs uma nova governança global baseada em cinco princípios: igualdade soberana entre estados; respeito ao direito internacional; pratica do multilateralismo; abordagem centrada nas pessoas; adoção de medidas concretas.

“Devemos defender que todos os países, independentemente de tamanho, força e riqueza, sejam participantes, tomadores de decisão e beneficiários iguais na governança global. Devemos promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países em desenvolvimento”, justificou Xi.

O evento em Tianjin e a proposta chinesa tem sido interpretada por analistas como uma resposta à guerra tarifária imposta pelo governo de Donald Trump. Xi Jinping ainda criticou o unilateralismo nas relações internacionais, prática fortalecida pelo governo Trump, que tem adotado medidas e decisões sem consultar adversários ou aliados.

Para o presidente da China, “devemos defender a visão de uma governança global com ampla consulta e contribuição conjunta para benefício compartilhado, fortalecer a solidariedade e a coordenação e nos opor ao unilateralismo”.

Ao lembrar a Organização da Cooperação de Xangai (OCX) promove a cooperação e integração entre os países euroasiáticos, Xi Jinping enfatizou que as nações devem “continuar a derrubar muros, não erguê-los; devemos buscar a integração, não a dissociação. Devemos promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão da Rota da Seda e impulsionar uma globalização econômica universalmente benéfica e inclusiva”.

O Cinturão de Rota da Seda é a iniciativa da China para cooperação econômica entre países do mundo, apontado como um dos principais alvos da política dos EUA que tentaria reverter a perda relativa de poder na economia mundial diante o crescimento chinês. 

O presidente Xi Jinping ainda anunciou ajuda de US$ 280 milhões para os membros da Organização de Cooperação de Xangai, além de um empréstimo adicional de 10 bilhões de yuans aos bancos membros do OCX. A organização ainda promove iniciativas de cooperação em diversas áreas, como Inteligência Artificial, luta contra narcotráfico, energia verde, entre outras.

Rússia

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, destacou que uma dúzia de Estados são candidatos para participar da OCX, o que demonstraria o interesse de parte da comunidade internacional no “diálogo aberto e transparente” da organização. Putin também elogiou a proposta de nova governança global da China.

“A Rússia apoia a iniciativa de Xi Jinping e está interessada em iniciar discussões específicas sobre as propostas apresentadas pela China. Acredito que é a OCS que poderia assumir o papel de liderança nos esforços que visam moldar um sistema de governança global mais justo”, afirmou o líder de Moscou.

Índia

O presidente da Índia, Narendra Modi, agradeceu a China pela organização do evento e destacou, em uma rede social, a “excelente” reunião com Vladimir Putin, pivô das tarifas imposta por Washington contra Nova Délhi.

“Discutimos maneiras de aprofundar a cooperação bilateral em todas as áreas, incluindo comércio, fertilizantes, espaço, segurança e cultura. Trocamos opiniões sobre processos regionais e globais, incluindo a solução pacífica do conflito na Ucrânia. Nossa Parceria Estratégica Privilegiada Especial continua sendo o pilar mais importante da estabilidade regional e global”, escreveu Modi.

Índia e China

A China e a Índia tentam melhorar a relação marcada por tensões fronteiriças e regionais. O encontro bilateral entre Modi e Xi foi apontado pela diplomacia chinesa como a continuação de um processo de melhoria das relações iniciada em Kazan, na Rússia, durante a cúpula do Brics de 2024.

“O relacionamento está de volta a uma trajetória positiva. A paz e a estabilidade nas regiões fronteiriças foram mantidas e os voos diretos estão prestes a ser retomados. Esse progresso beneficia não apenas os povos da Índia e da China, mas também o mundo inteiro. Índia e China são parceiras, não rivais. Nosso consenso supera em muito nossa discordância”, informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Dos Minerais Críticos ao Lítio: Cresce a Presença Chinesa na América do Sul em um Contexto de Disputas Geoeconômicas

A crescente presença chinesa na mineração sul-americana abre espaço para uma integração produtiva regional voltada à transição energética, na qual o Brasil pode assumir papel estratégico ao agregar valor e tecnologia às cadeias de minerais críticos

Políticas de Estado adotadas pela China na última década, como o 14.º Plano Quinquenal (2021-2025)1 e a “Made in China 2025”, abordam a questão dos minerais críticos como um fator importante para o progresso tecnológico e a continuidade do desenvolvimento econômico do país. Setores como semicondutores, smartphones, baterias, veículos elétricos, tecnologias visando a transição energética – incluindo painéis solares e turbinas eólicas – e mesmo a indústria de defesa utilizam esses minerais como insumos para bens manufaturados.

No contexto global, as terras raras estão no centro da disputa entre Pequim e Washington. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estima que empresas chinesas controlem 70% da produção mundial. O país asiático detém uma parcela significativa das reservas globais desses minerais, estimadas em 44 milhões de toneladas, o que corresponde a 36% do total. Além da China, outros países como os EUA, Austrália e Mianmar também têm participação nas cadeias de extração e produção do setor.

Pequim respondeu à escalada das tensões comerciais iniciadas pelo governo Trump restringindo, em abril deste ano, as exportações de sete minerais de terras raras essenciais para os EUA. Entre meados de maio e o final de junho, foi negociada uma trégua comercial temporária. Durante esse período, a China criou um “canal verde” para acelerar a concessão de licenças de exportação, enquanto os EUA concordaram em reduzir tarifas e flexibilizar restrições de vistos estudantis para cidadãos chineses. A trégua, no entanto, não eliminou completamente as restrições: as licenças ainda são exigidas e os elementos pesados especializados, cruciais para aplicações militares, continuam sob forte controle, com aprovações mais lentas das exportações da China para os Estados Unidos.

Nesse contexto de disputas geoeconômicas, vem crescendo a importância da América do Sul para as cadeias de valor lideradas por empresas chinesas de tecnologia, tendo em vista que a região é detentora de recursos como lítio, cobre, níquel-cobalto, terras raras e grafite. Alguns exemplos incluem a região do Triângulo do Lítio, localizado em partes da Argentina, do Chile e da Bolívia, que concentra cerca de 55% dos recursos globais conhecidos, o cinturão Andino do Cobre, entre Chile, Peru e Equador, com aproximadamente 40% da produção mundial do mineral, além de projetos emergentes em vários minerais, como níquel, cobalto, grafite e terras raras, no Brasil e em outros mercados.

A tabela a seguir resume alguns dos investimentos em minerais críticos capitaneados por empresas chinesas na América do Sul.

LÍTIO: DO TRIÂNGULO ARGENTINA-BOLÍVIA-CHILE ATÉ O BRASIL

A Argentina é atualmente o país com maiores investimentos externos diretos de empresas chinesas na extração de lítio na América do Sul, com destaque para a Ganfeng Lithium, que opera diversos projetos, como Mariana, Cauchari-Olaroz, Tres Quebradas e Pastos Grandes.

Por outro lado, o Chile continua sendo o maior fornecedor individual de lítio refinado para a China, com exportações de carbonato de lítio que chegaram a US$ 3,65 bilhões somente em 2023 – o equivalente a 67% das importações totais do produto pelo país asiático.

Além da Ganfeng Lithium, outras grandes empresas chinesas atuam na Argentina e no Chile, incluindo Zijin Mining Group e Tianqi Lithium, que adquiriu participação de 23,7% da gigante mineradora chilena SQM.

O Brasil possui lítio de rocha dura de alto teor no estado de Minas Gerais. As principais empresas que atuam nesse setor são a Companhia Brasileira de Lítio (CBL), em operação desde a década de 1990, e a Sigma Lithium, empresa canadense com subsidiária no Brasil, cujo projeto Grota do Cirilo iniciou a produção em 2023.

A Sigma enfatiza práticas ESG e vende quase exclusivamente para conversores chineses, como Ganfeng e CATL. A CBL, por sua vez, está em processo de expansão para dobrar sua capacidade de produção.

Empresas chinesas manifestaram interesse em adquirir participações minoritárias nessas empresas ou garantir contratos de compra de longo prazo.

O mapa abaixo mostra a região do triângulo do lítio e algumas das reservas e minas sendo exploradas na região.

COBRE E OUTROS MINERAIS CRÍTICOS PARA BATERIAS E PARA A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

No Peru, as empresas chinesas controlam mais de 40% da produção nacional de cobre após uma onda de investimentos de uma década. Os carros-chefes são as minas de Las Bambas, da Minerals and Metals Group (MMG), subsidiária da China Minmetals Group e Toromocho, da Chinalco, cuja capacidade de produção foi expandida recentemente. Esses recursos são exportados por meio do mais recente projeto de construção da China no país, o megaporto de Chanchay. Estimada em US$ 1,3 bilhão de dólares, a obra aumentou a conectividade entre a América do Sul e a Ásia e serve para o abastecimento de cadeias produtivas de empresas chinesas de eletrônicos e tecnologia.

No que diz respeito ao grafite e terras raras, o governo brasileiro destinou linhas de crédito para acelerar projetos, e foram assinados memorandos de entendimento entre atores locais e parceiros chineses em visitas oficiais de líderes de Estado em 2024, mas ainda não houve desenvolvimentos concretos. O país detém mais de 90% das reservas mundiais conhecidas de nióbio, concentradas na mina de Araxá, localizada em Minas Gerais e operada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Embora a empresa permaneça sob controle brasileiro, mantém relações comerciais de longa data com clientes chineses. Em 2011, um consórcio de empresas chinesas, incluindo a CITIC e a Baosteel, adquiriu uma participação de 15% na CBMM por US$ 1,95 bilhão. Isso garantiu acesso seguro ao nióbio de alta pureza para as indústrias siderúrgicas e de alta tecnologia chinesas.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de grafite natural e possui reservas inexploradas de terras raras em Minas Gerais e na Bacia Amazônica.

O Brasil também é um ator central na extração e exportação de níquel. A compra pela chinesa MMG dos ativos de ferro e níquel – Barro Alto e Codemin – da Anglo American por cerca de US$ 500 milhões em fevereiro deste ano se encaixa no contexto mais amplo de fornecimento de matéria-prima para a produção de veículos elétricos no país. A exploração de minerais no Brasil se alinha à crescente presença da BYD em território nacional, com fábricas na Zona Franca de Manaus, Campinas e em Camaçari, na Bahia. A integração da mineração upstream com a montagem downstream reforça a estratégia das empresas chinesas de veículos elétricos no Brasil e na região. Além disso, os portos brasileiros estão sendo modernizados para facilitar as exportações, enquanto corredores ferroviários ligando Minas Gerais aos portos estão sendo considerados para desenvolvimento conjunto com empresas chinesas.

CONCLUSÕES E O PAPEL DO BRASIL NAS CADEIAS CHINESAS DE MINERAIS CRÍTICOS

A produção de cobre no Peru e no Chile, bem como a de lítio na Argentina e no Chile, continuará a desempenhar um papel estratégico no setor de mineração na América do Sul. Nesse contexto, não se pode descartar a possibilidade de uma futura integração produtiva regional em parceria com empresas chinesas na área de tecnologias verdes. Essa cadeia poderia envolver a Argentina e o Chile como produtores de lítio, o Peru e o Chile como fornecedores de cobre, enquanto o Brasil atuaria na fabricação de cátodos, baterias e veículos elétricos, com distribuição para toda a América do Sul.

Embora essa articulação ainda não esteja plenamente concretizada, já existem sinais relevantes de que ela pode se tornar realidade no médio e longo prazos, como a inclusão de países da região na Nova Rota da Seda e os crescentes investimentos chineses em minerais estratégicos, energias renováveis e na indústria de transição energética – incluindo carros elétricos e painéis solares.

Nesse contexto, a conjuntura global apresenta um acirramento de tensões geopolíticas, com o uso de ferramentas geoeconômicas por parte de potências como os Estados Unidos para influenciar as ações de potências médias e países emergentes. Este cenário não pode ser ignorado, sob pena de perda de oportunidades na atração de investimentos externos e no desenvolvimento de tecnologias ligadas à descarbonização.

A questão dos minerais críticos é um ponto importante nessa pauta, haja vista sua relevância para as cadeias de valor em setores de tecnologia. É importante que os países da América do Sul diversifiquem suas parcerias comerciais e de investimentos, ao mesmo tempo em que continuem a investir em suas próprias políticas industriais e de pesquisa e desenvolvimento, de modo a avançar rumo a atividades de maior valor agregado e intensidade tecnológica em setores ligados aos minerais críticos.

Produzir tecnologia e agregar valor são as chaves para a manutenção da soberania no caso de países que produzem commodities e recursos naturais, e a China pode ser uma importante parceira nesse processo.

Fonte: CEBC – Carta Brasil-China

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Internacional

Ponte mais alta do mundo passa por teste de carga na China

A Ponte do Grand Canyon Huajiang, na China, passou por um processo de testes de cinco dias antes da abertura prevista para o final de setembro.

O teste de carga é a etapa final antes que a ponte seja considerada segura para o tráfego.

Uma equipe de testes conduziu 96 caminhões sobre pontos específicos para avaliar a integridade estrutural.

Com 625 metros acima de um rio na província de Guizhou, a ponte estabelecerá o recorde de mais alta do mundo e de maior vão construída em uma região montanhosa.

Fonte: BBC Brasil

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