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China lança nave de resgate para salvar astronautas na estação Tiangong; veja vídeo

A China realizou, na manhã desta terça-feira (25), uma operação inédita ao lançar a nave não tripulada Shenzhou-22 antes do previsto. A missão, originalmente planejada para 2026, foi antecipada para resgatar três taikonautas que ficaram temporariamente sem cápsula segura para retornar da estação espacial Tiangong.

O foguete Long March 2F partiu do Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste do país, levando a espaçonave destinada à missão emergencial — a primeira desse tipo no programa espacial chinês.

Danos à Shenzhou-20 motivaram a ação de emergência

A decisão ocorreu após técnicos identificarem que a cápsula da missão Shenzhou-20 sofreu danos em uma das janelas devido a detritos espaciais, deixando o módulo incapaz de realizar uma reentrada segura na atmosfera terrestre. Com isso, os tripulantes da substituição enviados pela missão Shenzhou-21 ficaram sem um “plano B” para abandonar a estação em caso de emergência.

Nave de resgate já chegou à estação Tiangong

A Shenzhou-22 alcançou rapidamente a Tiangong, levando suprimentos e novos equipamentos de retorno. O envio da nave restabelece a segurança da tripulação e reforça a capacidade da China de responder a incidentes críticos no espaço.

A operação também evidencia os desafios crescentes impostos pelo lixo espacial, além de consolidar a autonomia chinesa em missões tripuladas e ações de resgate orbital.

Veja o vídeo:

FONTE: Diário do Brasil/UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução de vídeo UOL/YouTube

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Internacional

Pesquisa mundial mostra avanço da imagem da China e surpreende países ocidentais

Uma nova pesquisa internacional destacada pela revista The Economist apontou uma virada significativa na forma como o mundo enxerga a China e os Estados Unidos. O levantamento ouviu 32 mil pessoas em 32 países e mostrou um aumento expressivo da preferência pela China como potência líder mundial. As informações são do jornal Global Times.

Segundo o estudo, houve um avanço de 11 pontos percentuais na parcela de entrevistados que veem a liderança chinesa de forma mais favorável — crescimento registrado em todos os países pesquisados, inclusive nos próprios Estados Unidos, o que chamou atenção da publicação britânica.

Jovens impulsionam apoio à liderança chinesa

A pesquisa revela que a simpatia pela China é maior entre os mais jovens, confirmando uma tendência observada em outros levantamentos recentes. O estudo do Morning Consult, realizado em 41 países, já mostrava vantagem chinesa na percepção global: favorabilidade líquida de +8,8 para a China contra -1,5 para os EUA. Outro levantamento, do Global Times Institute, apontou que quase 60% dos entrevistados têm visão positiva sobre o povo chinês — índice ainda mais alto entre jovens.

Tomadas em conjunto, essas análises indicam um avanço consistente da imagem internacional da China, especialmente entre gerações que devem assumir maior protagonismo social e político nos próximos anos.

Sul Global enxerga a China como parceira estratégica

Os dados também mostram dois movimentos claros: países do Sul Global enxergam a China de maneira mais positiva, e jovens demonstram maior afinidade. Esse cenário está ligado a iniciativas chinesas de cooperação internacional, como a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e outros programas de desenvolvimento promovidos por Pequim.

Projetos como a Ferrovia China-Laos, a linha de alta velocidade Jacarta-Bandung, a Ferrovia Hungria-Sérvia e o Porto de Pireu já criaram 420 mil empregos e ajudaram a tirar quase 40 milhões de pessoas da pobreza, fortalecendo a percepção de que a China promove crescimento real e compartilhado.

Cultura pop, inovação e expansão do “China Chic”

A presença chinesa também cresce no campo cultural e tecnológico. Tendências populares entre jovens — como Labubu, TikTok e o jogo Black Myth: Wukong — impulsionam o fenômeno chamado “China Chic”, ampliando a influência cultural do país. O editorial destaca ainda o aumento do número de estrangeiros que visitam a China, o que fortalece intercâmbios culturais e cria bases sociais para relações internacionais mais equilibradas.

Modelo próprio de desenvolvimento e estabilidade interna

Em meio às incertezas globais, o rápido crescimento econômico chinês e sua estabilidade social são apontados como fatores de previsibilidade. O texto destaca que o planejamento estratégico e a capacidade de mobilização nacional contrastam com o que chama de “fragmentação política” no Ocidente.

A chamada modernização chinesa reforça que desenvolvimento não precisa seguir o modelo ocidental, mostrando que é possível adotar caminhos próprios alinhados à identidade civilizacional do país — algo que inspira outras nações em desenvolvimento.

Diplomacia de paz e cooperação sem imposições

A China também aposta na diplomacia de paz como parte de sua estratégia global. O país participa de missões da ONU, atua como mediador em regiões de conflito e defende relações internacionais baseadas em igualdade, benefício mútuo e cooperação. Com países desenvolvidos, prega respeito mútuo; com países em desenvolvimento, oferece parceria sem condições políticas — ponto valorizado principalmente no Sul Global.

Críticas no Ocidente ainda persistem

Apesar do avanço na percepção internacional, o editorial do Global Times reconhece que parte da opinião pública ocidental mantém resistência à China, influenciada por narrativas distorcidas ou campanhas de desinformação. Ainda assim, as pesquisas mostram que cidadãos de diversas regiões identificam os efeitos concretos do crescimento chinês e de sua atuação diplomática.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Global Times

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Comércio Exterior

China busca elevar qualidade do comércio exterior, diz vice-premiê

O vice-premiê chinês He Lifeng defendeu novos esforços para elevar a qualidade e a eficácia do comércio exterior do país. Segundo ele, ainda há gargalos e obstáculos que precisam ser eliminados para garantir o desenvolvimento de um mercado interno unificado e mais competitivo.

As declarações foram feitas durante uma visita de inspeção às províncias de Hubei e Hunan, realizada entre terça e quinta-feira. He, que também integra o Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, percorreu cidades como Ezhou, Xianning e Changsha.

Diversificação e novos modelos de negócios
Durante a viagem, He destacou a necessidade de ampliar o apoio a novas formas de comércio, incluindo o e-commerce transfronteiriço, além de incentivar a criação de armazéns no exterior para fortalecer as cadeias globais de suprimentos.

Ele também reforçou a importância de diversificar os mercados internacionais, estratégia vista como essencial para manter o crescimento do setor de comércio exterior da China.

Transporte multimodal e logística moderna
O vice-premiê pediu avanços no transporte multimodal e a aceleração da construção de um sistema logístico moderno, capaz de reduzir custos e melhorar a circulação de mercadorias em todo o país.

Inovação tecnológica e segurança das cadeias produtivas
He Lifeng ressaltou ainda que o país precisa se adaptar à nova onda de inovação tecnológica e à transformação industrial em curso no mundo. Ele defendeu investimentos em tecnologias-chave e o fortalecimento de cadeias industriais mais autossustentáveis e com riscos controláveis.

Por fim, incentivou governos locais a apoiar empresas e superar dificuldades estruturais para garantir a conclusão do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) e preparar um início sólido para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua/Jin Liangkuai

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Tecnologia

EUA avaliam autorizar exportação de chips de IA avançados para a China

O governo dos Estados Unidos estuda flexibilizar as regras que impedem a exportação de chips de IA avançados para a China. A decisão ocorre meses depois de Washington ter imposto, em maio, uma proibição às vendas de tecnologias de inteligência artificial a empresas chinesas, em uma tentativa de frear o avanço de Pequim no setor de semicondutores.

Agora, o Departamento de Comércio analisa permitir que a Nvidia exporte o chip H200 para o mercado chinês. A proposta marca uma possível mudança na política de restrições, tema que voltou à mesa após reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, que resultaram em uma trégua na disputa comercial.

Pressões e preocupações estratégicas
Embora a possível liberação seja vista como uma abertura diplomática, autoridades em Washington continuam temendo que o envio de chips de alta performance fortaleça o poderio militar da China. Do outro lado, Pequim segue pressionando os EUA ao impor controle rigoroso sobre a exportação de terras raras, insumo crucial para a indústria de tecnologia.

A Nvidia, apesar de evitar comentários formais, afirma que as regras atuais a afastam de um dos maiores mercados do mundo e ampliam o espaço para concorrentes internacionais.

O que é o chip H200
Lançado há dois anos, o H200 traz memória de alta largura de banda superior à do modelo anterior, o H100, garantindo velocidade maior no processamento de dados.

Segundo a fabricante, o H200 NVL oferece:

  • 1,5 vez mais memória
  • Até 1,7 vez mais desempenho em inferência de LLMs
  • Até 1,3 vez mais performance em tarefas de HPC

O chip também é estimado como cerca de duas vezes mais potente que o H20, atualmente o semicondutor mais avançado da Nvidia permitido para exportação à China.

Expansão das vendas para o Oriente Médio
Enquanto aguarda a revisão das regras para a China, a Nvidia avança em outros mercados. Nesta semana, durante a visita do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman à Casa Branca, o Departamento de Comércio autorizou o envio de até 70 mil chips Blackwell, próxima geração da empresa, para as companhias Humain (Arábia Saudita) e G42 (Emirados Árabes Unidos).

FONTE: Olhar Digital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Quality Stock Arts/Shutterstock

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Inovação

Robô humanoide chinês quebra recorde mundial ao caminhar 106 km sem desligar

Um robô humanoide chinês desenvolvido pela empresa Agibot, sediada em Xangai, estabeleceu um novo recorde no Guinness World Records ao completar 106,286 quilômetros sem qualquer interrupção. A jornada começou em Suzhou, na noite de 10 de novembro, e terminou no famoso Bund de Xangai, nas primeiras horas de 13 de novembro.

Bateria de troca rápida garantiu funcionamento contínuo

Graças ao sistema de bateria hot-swap da Agibot, o robô A2 permaneceu ativo durante todo o percurso, mantendo desempenho estável. Para a empresa, o feito comprova a maturidade do hardware, dos algoritmos de equilíbrio cerebelar e da resistência do equipamento.

“Caminhar de Suzhou até Xangai é difícil até para muitos humanos, mas o robô conseguiu”, afirmou Wang Chuang, vice-presidente sênior da companhia. Segundo ele, o avanço abre caminho para a expansão comercial de robôs humanoides em larga escala.

Navegação avançada em ambientes complexos

O A2 utilizou GPS duplo, sensores LiDAR e sensores infravermelhos de profundidade para cruzar ruas com semáforos, passagens estreitas e calçadas movimentadas, mantendo percepção estável tanto de dia quanto à noite.

O robô também caminhou por asfalto, calçamento, pontes, pisos táteis e rampas — sempre respeitando as regras de trânsito.

“Uma experiência inesquecível”

Ao chegar ao destino, o robô brincou com jornalistas da Xinhua, chamando o trajeto de uma “experiência inesquecível em sua vida de máquina” e dizendo que “talvez precise de sapatos novos”.

Histórico de outras marcas na robótica chinesa

Em abril, o Tien Kung Ultra, criado pelo Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim, completou uma meia maratona de 21 km em 2h40min, destacando o avanço rápido da robótica humanoide na China.

FONTE: Xinhua Net

TEXTO: Redação

IMAGEM: Sun Qing/Xinhua

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Logística

Estatais chinesas ampliam presença em infraestrutura e logística no Brasil

A rede de infraestrutura construída por estatais chinesas no Brasil cresce em ritmo acelerado, fortalecendo o papel do país asiático em setores estratégicos como agronegócio, logística portuária, energia e transporte ferroviário.

No comércio de grãos, a influência da China já é expressiva. Embora as exportações brasileiras sejam tradicionalmente intermediadas por grandes traders como Cargill, Bunge e Louis Dreyfus, a Cofco, estatal chinesa, tornou-se a segunda maior trader de grãos do mundo, atrás apenas da Cargill. Em 2024, a empresa foi responsável por transportar 6,65 milhões de toneladas da soja brasileira destinada ao mercado chinês — cerca de 9% dos embarques do ano.

Além da soja, a Cofco lidera a exportação de milho, açúcar e outros produtos agrícolas, somando 17 milhões de toneladas enviadas a dezenas de países em 2023.

Cofco amplia operações no Porto de Santos

A expansão da estatal inclui investimentos robustos em infraestrutura portuária. Depois de operar dois terminais no Porto de Santos, a Cofco inaugurou parcialmente, em março, o TEC (Terminal Exportador Cofco), conhecido tecnicamente como STS11. A operação plena está prevista para 2025.

Com o novo terminal, a capacidade da empresa no porto deve saltar de 4,5 milhões para 14 milhões de toneladas por ano, tornando o STS11 o maior terminal da Cofco fora da China. Parte desse volume será transferida de instalações terceirizadas, reduzindo custos logísticos.

A estratégia de verticalização inclui ainda a compra de 23 locomotivas e 979 vagões, numa operação de R$ 1,2 bilhão. Os trens, operados pela Rumo, devem transportar 4 milhões de toneladas de grãos e açúcar até Santos a partir de 2026.

Os investimentos recentes da China na infraestrutura brasileira

Fonte: Alvarez & Marsal

Portos e contêineres: atuação da China Merchants

A presença chinesa no sistema portuário brasileiro vai além dos granéis. No segmento de contêineres, 11% de toda movimentação nacional passa pelo TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá), controlado desde 2018 pela estatal China Merchants Port Holdings (CMPorts), maior operadora de contêineres da China e terceira maior do Brasil, com 1,6 milhão de TEUs por ano.

A empresa formalizou recentemente um acordo para investir R$ 1,5 bilhão na ampliação do terminal, ampliando sua competitividade no país.

CMPorts também avança no setor de petróleo

Outro movimento estratégico é a entrada da CMPorts no Porto do Açu (RJ) — empreendimento originalmente idealizado por Eike Batista, hoje desenvolvido pela Prumo Logística, do fundo americano EIG. Em fevereiro de 2025, a estatal chinesa assinou acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo, responsável por 30% das exportações brasileiras da commodity. A operação ainda depende de aprovação regulatória.

Se confirmada, a CMPorts passará a gerir a logística de 21% das exportações de petróleo do Brasil, reforçando seu papel no escoamento de commodities energéticas.

China investe também em transporte de passageiros

Um dos investimentos mais simbólicos da China no Brasil envolve o transporte de pessoas. O Trem Intercidades São Paulo–Campinas, leiloado em 2024, será desenvolvido por um consórcio formado pelo Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%), maior fabricante de trens do mundo.

O projeto deve consumir R$ 14 bilhões, sendo R$ 2 bilhões de responsabilidade da CRRC. A inauguração está prevista para 2031.

A empresa também venceu a licitação para fabricar 44 novos trens do Metrô de São Paulo, num contrato de R$ 3,1 bilhões, utilizando a fábrica que assumiu em Araraquara (SP).

Ecossistema chinês conecta energia, logística e tecnologia

Os investimentos chineses no Brasil seguem uma lógica integrada: um ecossistema no qual diferentes estatais se complementam. No setor elétrico, a State Grid controla a CPFL, responsável por 15% da distribuição no país, enquanto a China Three Gorges (CTG) detém 3,5% da geração nacional. Ambas utilizam painéis solares chineses, que dominam 80% da produção global.

No petróleo, parte do óleo que chega ao Porto do Açu vem de petroleiras como CNOOC, CNPC e Sinopec, todas estatais chinesas que atuam no Brasil.

A estratégia reproduz um modelo já buscado por grandes conglomerados, mas em escala monumental, consolidando a China como uma força central na infraestrutura brasileira.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGENS: Wirestock/John Lamb/Getty Images

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Importação

Importação de açúcar pela China dispara 39% em outubro

A China ampliou em 39% suas importações de açúcar no mês de outubro, alcançando 750 mil toneladas, segundo dados divulgados pela alfândega chinesa. Com isso, o país soma 3,9 milhões de toneladas importadas entre janeiro e outubro, uma alta de 14% no acumulado do ano.

O movimento ocorre em um momento de preços mais baixos no mercado internacional, após o açúcar atingir o menor patamar em cinco anos na bolsa de Nova York. Esse cenário estimulou compras estratégicas por parte de grandes consumidores.

Queda nos preços incentiva compras oportunistas

De acordo com relatório do Itaú BBA, a desvalorização recente levou países como China, Indonésia e refinarias da Índia a intensificarem a aquisição do produto, aproveitando as condições favoráveis.

Brasil se destaca como principal fornecedor

O Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, tem sido um dos principais beneficiados pelo aumento da demanda chinesa. Em setembro, o país asiático liderou a lista de destinos das exportações brasileiras, com 359 mil toneladas embarcadas.

Grande parte desses volumes pode ter sido contabilizada pela China como importações no mês seguinte, refletindo os números elevados de outubro.

Exportações para a China batem recorde no mês

Em outubro, o Brasil registrou recorde histórico de 4,2 milhões de toneladas exportadas de açúcar para todos os destinos. Desse total, 619,35 mil toneladas tiveram a China como destino, mantendo o país asiático como principal comprador do produto brasileiro.

O volume enviado ao mercado chinês representou um salto de 58% em relação ao mesmo mês de 2023, segundo dados do governo brasileiro.

FONTE: RPA News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Comércio Exterior

Déficit comercial dos EUA recua em agosto após atraso na divulgação por causa do shutdown

O déficit comercial dos Estados Unidos apresentou uma redução acima do esperado em agosto, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (19). As informações chegaram com atraso devido ao prolongado shutdown que paralisou parte do governo federal por 43 dias e suspendeu a publicação de diversos indicadores econômicos.

De acordo com o relatório, o saldo comercial negativo caiu para US$ 59,6 bilhões, resultado atribuído principalmente à forte contração nas importações. A expectativa dos analistas era de uma retração menos acentuada.

Importações recuam mais de 5%

As importações tiveram queda de 5,1%, somando US$ 340,4 bilhões. O recuo foi influenciado por uma diminuição expressiva de US$ 18,6 bilhões nas compras de bens, movimento que pressionou para baixo o déficit geral.

Por outro lado, as exportações avançaram 0,1%, alcançando US$ 280,8 bilhões, impulsionadas principalmente pelo setor de serviços. Ainda assim, o envio de bens ao exterior também registrou queda no período.

Impacto das tarifas na dinâmica do comércio

Os fluxos comerciais norte-americanos seguem influenciados pela política tarifária do governo Donald Trump, marcada por aumentos sucessivos de impostos sobre produtos importados. A estratégia levou empresas a anteciparem compras antes dos novos reajustes, distorcendo o ritmo normal das trocas comerciais ao longo do ano.

Desde janeiro, Washington adotou tarifas consideradas “recíprocas”, atingindo diversos parceiros econômicos. A escalada tarifária com a China, segunda maior economia do mundo, intensificou-se ao longo de abril, quando algumas taxas chegaram a níveis de três dígitos, dificultando ainda mais as relações comerciais entre as duas potências.

FONTE: Estado de Minas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jornal de Brasília

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Comércio Exterior

China volta a suspender importação de frutos do mar do Japão em meio à crise diplomática

A China decidiu barrar novamente as importações de frutos do mar do Japão, segundo a imprensa japonesa, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países. A medida teria sido tomada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que afirmou no Parlamento, em 7 de novembro, que um eventual ataque chinês a Taiwan poderia justificar o envio de tropas japonesas para apoiar a ilha, governada democraticamente e reivindicada por Pequim.

A informação foi divulgada por veículos locais, incluindo a emissora pública NHK, que citou fontes do governo japonês sob anonimato.

Justificativa envolve águas tratadas de Fukushima
Segundo a NHK, autoridades chinesas alegaram que a suspensão das compras é necessária para controlar possíveis impactos das águas residuais tratadas de Fukushima, despejadas no oceano desde 2023. A usina sofreu um colapso nuclear após o terremoto de 2011, e o lançamento da água tratada contou com o aval da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A operadora TEPCO afirma que todos os elementos radioativos foram removidos, com exceção do trítio, mantido dentro dos limites considerados seguros.

Não houve confirmação imediata do governo chinês sobre a decisão, mas o gesto reacende críticas de Pequim, que já havia acusado Tóquio de transformar o Pacífico em um “esgoto”.

Medida ocorre após breve retomada das importações
A nova barreira comercial surge poucas semanas após a China voltar a comprar produtos marinhos japoneses, suspensos inicialmente quando o despejo de água começou em 2023. A restrição anterior afetou fortemente o setor: em 2023, as exportações japonesas de frutos do mar para o mercado chinês representaram 15,6% de um total de 390 bilhões de ienes — abaixo dos 22,5% registrados em 2022. No mesmo ano, Hong Kong respondeu por 26,1% das compras e os Estados Unidos, por 15,7%.

Crise diplomática se intensifica e afeta circulação de cidadãos
A disputa ganhou novos contornos na última semana. Após as declarações sobre Taiwan, Pequim convocou o embaixador japonês e recomendou que seus cidadãos evitem viagens ao Japão. Já o governo japonês orientou seus nacionais na China a reforçarem medidas de segurança e evitarem locais com grande concentração de pessoas.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo/AFP

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Comércio Exterior

Regras mais rígidas devem reduzir entrada de carne estrangeira

O governo da China comunicou, em uma reunião emergencial realizada nesta sexta-feira (14) em Xangai, que adotará um pacote de medidas para restringir a importação de carne bovina. As normas passam a valer após o anúncio oficial da salvaguarda, previsto para 26 de novembro, e reforçam a estratégia de Pequim de proteger a produção doméstica e conter a crescente entrada do produto estrangeiro.

Segundo autoridades chinesas, o aumento das compras externas estaria causando um impacto grave na pecuária nacional. Informações divulgadas pela Tardáguila apontam que o governo foi direto ao afirmar que a carne importada tem pressionado os produtores locais, justificando uma política de controle mais rígida: o objetivo é “proteger o gado nacional e evitar um impacto destrutivo”.

Novas exigências para o comércio internacional

Durante a reunião, quatro mudanças principais foram delineadas, todas com efeito direto sobre o fluxo global de exportações:

1. Fiscalização alfandegária reforçada

A inspeção das cargas de carne bovina importada será ampliada e mais frequente. A tendência é de aumento da burocracia, do prazo de desembaraço e dos custos logísticos para importadores.

2. Criação de quotas para compras externas

A China pretende estabelecer quotas de importação, limitando formalmente o volume de carne bovina que pode entrar no país e favorecendo o produto doméstico.

3. Suspensão de novas habilitações de plantas exportadoras

Mais frigoríficos — especialmente aqueles que operam com grande número de armazéns — devem perder a autorização para embarcar carne para o mercado chinês, reduzindo o total de instalações habilitadas.

4. Restrição severa ao crédito

O acesso a financiamentos para importadores será reduzido, diminuindo a capacidade de compra e desacelerando o ritmo das importações.

Impactos para o Brasil e para o mercado global

As regras valem para o Brasil e demais fornecedores internacionais e podem reduzir o volume de importações ao longo de 2026. Analistas alertam que o cenário tende a pressionar preços internacionais, aumentar a volatilidade e exigir diversificação de destinos por parte dos exportadores.

A preocupação ganha peso porque a China permanece como o principal comprador da proteína brasileira. Um recuo no apetite do gigante asiático pode alterar o equilíbrio global de oferta e demanda, gerando efeitos diretos sobre frigoríficos e pecuaristas.

Reação imediata da B3

Diante das sinalizações vindas de Pequim, o mercado futuro abriu esta segunda-feira (17) em queda na B3. Às 10h19 (horário de Brasília), os contratos registravam desvalorização:

  • Novembro/25: queda de 0,45%, negociado a R$ 317,55/@;
  • Dezembro/25: recuo de 0,75%, cotado a R$ 317,70/@;
  • Janeiro/26: baixa de 0,37%, a R$ 323,75/@;
  • Fevereiro/26: queda de 0,43%, valendo R$ 325,30/@.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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