Internacional

Brasil e Japão ampliam parceria em combustíveis sustentáveis

Acordo entre os dois países fortalece cooperação em biocombustíveis, etanol e tecnologias de mobilidade limpa

O Ministério de Minas e Energia (MME) recebeu no último dia 11 de setembro uma delegação do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) para discutir iniciativas conjuntas no setor energético. O encontro fez parte da preparação para a Reunião Ministerial sobre Combustíveis Sustentáveis, realizada nesta segunda-feira (15) em Osaka, e abordou a Iniciativa para Combustíveis Sustentáveis e Mobilidade (ISFM).

Durante a reunião, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, ressaltou a relevância da cooperação bilateral. Ele destacou a nova Lei do Combustível do Futuro como marco regulatório para a transição energética. “O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e é referência mundial em biocombustíveis. O Japão, por sua vez, reúne expertise em tecnologias de mobilidade de alto desempenho. A soma dessas competências abre novas oportunidades para investimentos, inovação e geração de empregos, além de posicionar os dois países como líderes no avanço rumo à neutralidade de carbono”, afirmou.

Cooperação em biocombustíveis e novas tecnologias

A delegação japonesa apresentou os preparativos para a Ministerial de Osaka e reforçou a expectativa em relação ao protagonismo do Brasil na COP30, marcada para Belém. Entre os pontos discutidos, ganharam destaque o uso do etanol, a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), a captura de carbono e o comércio internacional de biocombustíveis.

As negociações também avançaram sobre a possibilidade de integração dos certificados de sustentabilidade e descarbonização, em consonância com o Acordo de Paris. O METI manifestou ainda interesse no fortalecimento da cadeia produtiva de veículos híbridos-flex, ressaltando a disposição de empresas japonesas em exportar esse tipo de automóvel para o mercado brasileiro.

Próximos passos da parceria

Como encaminhamento, Brasil e Japão concordaram em organizar novos encontros, reunindo representantes do setor público e da iniciativa privada, para consolidar projetos no âmbito da ISFM. O objetivo é aprofundar a cooperação bilateral, acelerar a transição energética e ampliar a presença dos dois países como referências globais no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.

Fonte: Brasil 247

Ler Mais
Portos

Porto de Santos tem alta no movimento de cargas agrícolas em agosto

Embarques cresceram mesmo com entrada em vigor do tarifaço dos EUA

O Porto de Santos apresentou aumento nos embarques de cargas do agronegócio em agosto, mesmo com a entrada em vigor das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo levantamento da Gerência de Inteligência e Estatística da Autoridade Portuária de Santos (APS), houve uma queda de 5,79% no valor das exportações do Porto de Santos para os Estados Unidos no mês, em comparação com agosto de 2024. Mas o valor total das exportações cresceu 8,55%. Considerando apenas os embarques para a China, o aumento foi de 63,25%.

Houve em agosto avanço de 27% nas exportações do complexo soja, para 2,5 milhões de toneladas. Em sucos cítricos, o aumento foi de 20,8%, para 209,9 mil toneladas.

Em carnes, houve um aumento de 2,1% no volume embarcado, para 223 mil toneladas. Os embarques de carne bovina recuaram 2,1%, para 149,2 mil toneladas. Já em aves, houve aumento de 8,2%, para 65,9 mil toneladas. Outras proteínas tiveram aumento de 57,5%, para 7,9 mil toneladas.

Do lado negativo, os embarques de açúcar tiveram queda de 7,6% em agosto, para 2,7 milhões de toneladas. Mas os embarques de álcool tiveram incremento de 0,2%, para 103,8 mil toneladas.

As exportações de café por Santos recuaram 13,4%, para 169,8 mil toneladas. Já os embarques de milho tiveram redução de 13,2%, para 2,4 milhões de toneladas.

Ao todo, o porto movimentou 16,5 milhões de toneladas de cargas, considerando embarques e desembarques, um crescimento de 3,5% em agosto.

“Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para uma consolidação de um ano histórico para o setor. Fruto do trabalho conjunto dos portuários, empresas e terminais, e dos esforços diplomáticos do governo federal e do setor produtivo”, afirmou em nota Anderson Pomini, presidente da APS.

Fonte: Globo Rural

Ler Mais
Exportação

Exportações de café especial do Brasil aos EUA despencam com tarifaço

Em agosto, foram exportadas 21,7 mil sacas aos EUA; queda foi de quase 80% na comparação anual e 70% ante o mês anterior

As exportações de cafés “especiais” — aqueles considerados de altíssima qualidade, com os grãos maduros colhidos manualmente — aos Estados Unidos despencaram após a oficialização das tarifas de 50%, em vigor desde o dia 6 de agosto.

As informações são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados no começo de setembro.

No mês passado, o país remeteu cerca de 21,7 mil sacas desses cafés premium aos norte-americanos, uma queda de 79,5% na comparação anual e 69,6% ante julho deste ano.

“Muitos contratos que haviam sido assinados vêm sendo suspensos, cancelados ou adiados, a pedido dos importadores americanos, uma vez que a taxação de 50% sobre os cafés especiais brasileiros torna praticamente inviável a realização desses negócios”, justifica Carmem Lucia Chaves de Brito, a Ucha, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em nota.

Até agosto desse ano, os EUA vinha liderando mês a mês o ranking de principal importador de café especial brasileiro. Ele segue como o maior destino do produto no acumulado de 2025 — contudo, a partir do mês passado, o país despencou do pódio, ficando em 6º lugar na tabela.

Acima do país, agora estão: Holanda (62 mil sacas); Alemanha (50,4 mil); Bélgica (46 mil); Itália (39,9 mil) e Suécia (29,3 mil).

De acordo com Ucha, o impacto do tarifaço não será sentido somente por produtores, exportadores e demais elos da cadeia produtiva brasileira, mas também pelos consumidores norte-americanos.

“Já observamos elevação no preço do café à população americana, gerando inflação à economia do país. Isso é uma pena, pois afetará o maior mercado consumidor global, que é o principal parceiro dos cafés do Brasil, podendo fazer ruir parte dessa estrutura madura e consolidada”, lamenta.

Cenário macro

O Brasil exportou 3,14 milhões de sacas de 60 kg de café em agosto de 2025 — queda de 17,5% na comparação anual. A receita cambial, por sua vez, cresceu 12,7% no mesmo intervalo, saltando para US$ 1,1 bilhão.

Segundo Márcio Ferreira, presidente da Cecafé, a queda no montante embarcado já era aguardada.

Além do Brasil ter registrado exportações recordes do grão em 2024 e ter registrado uma safra de 2025 de menor potencial produtivo, as tarifas de 50% implementada pelos Estados Unidos, em vigor desde 6 de agosto, inviabilizaram grande parte dos embarques ao vizinho norte-americano, até então o maior importador do produto.

O pódio foi reconfigurado no mês: os EUA perderam o topo para a Alemanha, descendo ao segundo lugar.

Foram 301 mil sacas importadas (fruto de negócios firmados pré-tarifaço), queda de 26% na comparação mensal e 46% na comparação anual. A Alemanha, por sua vez, importou 414 mil sacas.

A despeito do declínio em agosto, os Estados Unidos seguem como o principal importador do produto brasileiro no ano (4,03 milhões de sacas).

Completando a lista dos top 5 maiores importadores do grão brasileiro até agora, temos: Alemanha (3 milhões de sacas); Itália (1,98 milhão); Japão (1,67 milhão); e Bélgica (1,51 milhão).

“Se o tarifaço persistir, além de as exportações de café do Brasil seguirem inviáveis aos EUA, os consumidores americanos também enfrentarão preços onerosos, uma vez que não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos”, projeta o empresário.

“Cria-se, assim, um cenário inflacionário por lá.”

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Negócios

Fusão entre Marfrig e BRF dá origem à MBRF: rei saudita vira sócio do colosso brasileiro com faturamento de R$ 150 bilhões e coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no setor

O setor de alimentos brasileiro ganhou um novo capítulo histórico. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a fusão entre Marfrig e BRF. O resultado é a criação da MBRF, um conglomerado com faturamento estimado em R$ 150 bilhões por ano.

O movimento coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no mercado global de proteínas, porque reúne duas das maiores companhias do setor.

Além disso, traz um detalhe inédito: a entrada direta do rei da Arábia Saudita como sócio relevante, por meio do fundo soberano do país.

Participação saudita e influência internacional

A presença do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) foi decisiva. O fundo já possuía participação significativa na BRF e, com a união, passa a deter espaço ainda maior dentro da nova companhia.

Considerado um dos maiores fundos soberanos do mundo, o PIF tem histórico de investimentos em áreas estratégicas como energia, logística, tecnologia e alimentos.

Portanto, a entrada saudita não é apenas financeira, mas também política, já que amplia a projeção da MBRF em mercados do Oriente Médio e da Ásia.

Essa ligação é vista como estratégica porque a Arábia Saudita exerce forte influência comercial na região e garante credibilidade na exportação de carnes halal, requisito essencial para consumidores muçulmanos.

Duas forças que se completam

A união envolve empresas de perfis distintos, mas complementares. Marfrig é reconhecida como a maior produtora de hambúrgueres do mundo e uma das líderes em carne bovina.

Já a BRF controla marcas históricas como Sadia e Perdigão, com amplo portfólio de processados, aves e suínos.

Com a fusão, a MBRF passa a operar de ponta a ponta, do abate ao fornecimento de produtos industrializados.

Essa amplitude oferece escala global, maior solidez financeira e diversidade de portfólio, fatores que fortalecem sua posição frente a concorrentes como JBS e Minerva.

Decisão do Cade e impacto na concorrência

O aval do Cade foi concedido com algumas condicionantes para preservar a competição. Mesmo assim, não impediu a formação do grupo.

As autoridades entenderam que, embora concentrada, a nova estrutura ainda convive com outros grandes players nacionais e internacionais.

Especialistas destacam que a medida deve ampliar o peso do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, porque aumenta a capacidade de fechar contratos internacionais bilionários e fortalece o país como protagonista na segurança alimentar global.

A fusão é vista como mais do que um negócio empresarial. Representa também um alinhamento entre Brasil e Arábia Saudita em torno de interesses comuns no agronegócio.

A presença do rei saudita como sócio direto é simbólica porque transmite confiança ao mercado internacional.

Mas é prática ao abrir portas para novos investimentos, acordos comerciais preferenciais e ampliação das exportações de proteína brasileira.

Portanto, a MBRF nasce não apenas como gigante da carne, mas como peça estratégica no cenário mundial.

Sua criação marca um ponto de virada para o agronegócio brasileiro, que reforça sua posição como um dos pilares da alimentação global.

Fonte: Click Petróleo e Gás

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileiro chega a US$ 437,1 bi de janeiro até a 2° semana de setembro

Exportações totalizam US$ 240,8 bi e as importações, US$ 196,3 bi, com saldo positivo de US$ 44,6 bi

Na 2ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (15/9) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2º Semana de setembro/2025

No comparativo mensal das exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,326 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de 2,2%. Em relação às importações houve crescimento de 3,3% na comparação entre as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,150 bi) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,113 bi).

Assim, até a 2ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio. 

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária; de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação. 

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Fonte: MDIC

Ler Mais
Internacional

Brasil será território de disputa entre China e EUA, diz professor

Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, reservas naturais e estratégias geográficas motivam cobiças das potências, que também atingem outros países da América Latina

O Brasil, com sua vasta capacidade de garantir a segurança alimentar global e abundância de recursos hídricos, está se consolidando como um território estratégico e cobiçado por grandes potências globais, China e Estados Unidos. A análise é do historiador Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, que aponta para uma dinâmica geopolítica mais complexa do que se imagina. 

Segundo Trevisan, a visão de que o Brasil é alvo de cobiça apenas por um lado, como os americanos interessados em influência política, é incompleta. “Nós seremos cobiçados porque nós temos 13% da reserva aquífera no mundo”, afirmou o professor durante participação no programa ‘WW Especial’, da CNN, que discutiu a hipótese de o Brasil recorrer à tecnologia nuclear para o seu sistema de defesa diante das tensões mundiais. 

Ele ressalta que o país possui o maior potencial para garantir a segurança alimentar mundial, um fator crucial que atrai a atenção de potências. “Este território aqui, não só a América Latina, mas especialmente o Brasil, tem duas cobiças. A soja, por exemplo, é um produto-chave que demanda muita água e permite a transformação de proteína vegetal em animal, algo que o mundo inteiro buscará”, complementou Trevisan. 

A ascensão da China na América Latina e, especificamente, no Brasil, é um ponto central da análise de Trevisan. “A gente está olhando para isso sem perceber a chegada do outro lado porque a China está entrando no Brasil, disse ele.  

De acordo com o professor, os investimentos chineses no país tiveram um aumento expressivo de 113% entre 2023 e 2024. Trevisan destaca a construção do porto peruano de Chancay, um projeto de US$ 4 bilhões de dólares que poderá receber petroleiros “que o porto de Santos não consegue”.  

“Chancay é um polo de atração, só que Chancay não está apenas no Peru, está aqui dentro do Brasil. Nós temos cinco rotas construídas para chegar a Chancay por dentro do Brasil com as ferrovias bioceânicas, tudo com capital chinês”, enfatizou o professor. 

Diante desse cenário, Trevisan questiona a percepção de que o Brasil não será um território de disputa geopolítica. “Será que nós não vamos ser território de disputa geopolítica muito maior do que a gente está imaginando?”, indagou.  

Ele diferencia as abordagens das duas potências: “Se os Estados Unidos querem trocar o domínio político, a China quer nos colocar cada vez mais numa dependência concreta”, explicou.  

O Brasil, segundo o especialista, é visto no cenário internacional como uma “grande fazenda”, uma realidade que China e Estados Unidos têm em seus alvos. 

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Exportação

Exportações de café especial e solúvel do Brasil aos EUA despencam após tarifaço, dizem entidades

As exportações de café especial e solúvel do Brasil para os Estados Unidos despencaram em agosto em relação a julho, segundo entidades do setor. A queda aconteceu após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump sobre os produtos brasileiros.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil enviou 21.679 sacas de café especial aos Estados Unidos em agosto. O volume representa uma queda de 69,6% na comparação com julho deste ano. Em relação a agosto de 2024, as vendas caíram 79,5%.

No caso do café solúvel, a queda foi de 50,1% em relação a julho e 59,9% na comparação com agosto do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Foram enviadas 26.460 sacas no mês.

O impacto do tarifaço na exportação do café brasileiro também já havia aparecido nos dados gerais do setor. Segundo o Cecafé, o Brasil exportou 17,5% menos café, de todos os tipos, em agosto de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Além disso, a Alemanha ultrapassou os EUA e se tornou a maior compradora do grão brasileiro.

Entidades pedem negociação

Em agosto, os Estados Unidos caíram para o sexto lugar entre os maiores compradores de café especial do Brasil, ficando atrás da Holanda (62.004 sacas), Alemanha (50.463), Bélgica (46.931), Itália (39.905) e Suécia (29.313).

Apesar da queda, os EUA continuam liderando o ranking de importações dos cafés especial e solúvel no acumulado de 2025.

As associações de exportação lamentaram a queda no número de exportações aos norte-americanos e pediram que os dois governos abram negociação.

“Essa taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos. Precisamos abrir canais para alcançar uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e EUA”, disse Aguinaldo Lima, diretor executivo da Abics.

“Muitos contratos que haviam sido assinados vêm sendo suspensos, cancelados ou adiados, a pedido dos importadores americanos”, afirmou Carmem Lucia Chaves de Brito, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“É crucial que nós, enquanto setor privado, representado por todas as entidades de classe, mantenhamos as conversas com os parceiros industriais e importadores nos EUA e o Departamento de Estado americano, assim como o governo brasileiro precisa abrir, de fato, negociações com a gestão Trump para encontrar uma solução”, acrescentou a líder da BSCA.

Fonte: G1

Ler Mais
Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil e Chile modernizam e simplificam regras de comércio exterior

MDIC lança manual sobre o novo regime de origem com o Chile, o 8º maior destino das exportações brasileiras. O comércio entre Brasil e Chile entrará em uma nova fase

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lança o manual sobre o novo regime de origem do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE-35). As novas regras entrarão em vigor no dia 30 de setembro e ofereçam menos burocracia, mais segurança e mais oportunidades para os exportadores brasileiros.

O Chile já é o 8º maior destino das exportações brasileiras e o Brasil figura como o 3º principal parceiro comercial chileno. Agora, com o 69º Protocolo Adicional ao ACE-35, aprovado por Brasil, Argentina e Chile, essa relação ganha ainda mais previsibilidade e competitividade.“Essa publicação reforça o esforço do MDIC em tornas as regras mais acessíveis aos operadores de comércio. O objetivo é ampliar o aproveitamento das vantagens previstas nos acordos comerciais com os nossos vizinhos”, destaca a Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.Entre as principais novidades do novo regime estão:

– Autodeclaração de origem: o exportador poderá atestar a origem da mercadoria, sem necessidade de certificados de origem;

– Digitalização e simplificação de processos, reduzindo custos e tempo;

– Harmonização de regras com o Mercosul, que gera ganhos de escala e maior previsibilidade;

– Alinhamento às melhores práticas internacionais;

– Mais segurança jurídica e competitividade para os operadores comerciais .

O Manual de Regras de Origem do ACE-35 já está disponível para guiar empresas, trabalhadores e sociedade sobre como funcionará esse novo capítulo do comércio exterior.

Fonte: MDIC

Ler Mais
Exportação

Ovos: exportação brasileira cai e EUA perde posto para Japão após tarifaço, aponta estudo da USP

Segundo o Cepea da Esalq de Piracicaba (SP), volume embarcado da proteína brasileira em agosto de 2024 é 60% menor que o de julho.

Pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de ovos tiveram queda em agosto de 2025. O motivo se repete. O recuo nos embarques da proteína in natura pelos Estados Unidos ocorre após as tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Os Estados Unidos era o principal comprador de ovos brasileiros desde março deste ano, mas perderam a liderança dentre os principais destinos da proteína brasileira para o Japão. Veja os dados, abaixo.

A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgada nesta sexta-feira (12).

Os EUA compraram 2,13 mil toneladas de ovos in natura e processados produzidos pelo agronegócio brasileiro em agosto deste ano. O volume 60% menor que o de julho. No entanto, a marca ainda é 72% superior ao de agosto de 2024, apontam os pesquisadores do Cepea.

“O Japão tornou-se o principal destino da proteína nacional no último mês, adquirindo 578 toneladas de ovos, 29% a mais que em julho. Mesmo com a retração nos últimos dois meses, o desempenho da parcial deste ano segue positivo”, observa o Centro de Estudos da Esalq-USP.

1ª queda nos embarques em julho

balanço das exportações brasileiras de ovos interrompeu o movimento de alta no primeiro semestre de 2025. O primeiro recuo ocorreu em julho deste ano, com queda de 20% nas vendas para o exterior.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada de ovos para os Estados Unidos.

“De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho”, aponta o Cepea.

O volume de ovos exportados foi menor entre junho e julho deste ano, mas supera em 305% o montante embarcado em julho de 2024.

Os pesquisadores do Cepea reforçam que, mesmo com a queda, o Brasil se mantém como o principal destino da proteína brasileira.

Apesar do recuo

De janeiro a agosto, o Brasil exportou cerca de 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados.

O volume é 192,2% acima da quantidade registrada nos oito primeiros meses de 2024. E, já supera, em 75%, o total embarcado em todo o ano passado, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.

Agosto com alta nas cotações

No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Veja, abaixo.

Preços Médios – Ovos

DataRegiãoOvo BrancoVariação DiáriaOvo VermelhoVariação Diária
08/08/2025Bastos (SP)R$ 154,873,88%R$ 170,105,95%
08/08/2025Grande BH – MGR$ 164,083,37%R$ 179,93,30%
08/08/2025Recife (PE)R$ 170,155,83%R$ 182,925,12%
08/08/2025Grande SP – SPR$ 162,424,38%R$ 177,285,01%
08/08/2025S.M. de Jequitibá (ES)R$ 161,153,71%R$ 172,151,02%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

“Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar”, analisa o Cepea.

Preços dos ovos caíram em junho

Os preços do ovos caíram e atingiram o menor patamar diário nas principais regiões produtoras no Brasil em junho, segundo boletim do Cepea, divulgado no fim do primeiro semestre de 2025 . 📝Entenda cenário, abaixo.

🐔Gripe aviária na Europa: As restrições às importações de produtos avícolas do país, incluindo os ovos, também afetou o mercado, com a interrupção da compra de carne de frango pela China, Europa e Argentina, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.

Embora o Brasil já tenha recuperado o status de livre da gripe aviária, pesquisadores do Cepea ressaltam que a retomada das importações dos produtos avícolas, incluindo ovos, ainda não foi totalmente reestabelecida até o momento.

📉Movimento de queda nos preços: O movimento de queda já tinha começado em abril de 2025, quando o ovo alcançou o menor preço do ano após recordes de 40% de alta nas cotações. Em maio, o recuo nas cotações fez o mercado de ovos encerrar o mês com baixa liquidez em todas as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos já registram queda de mais de 10% em maio, com as médias mensais nos menores patamares desde janeiro de 2025 em todas as praças acompanhadas.

“Essa desvalorização esteve relacionada à retração da demanda e ao aumento da oferta em algumas áreas, e não ao registro de Influenza Aviária de Alta Patogenecidade (IAAP) em granja comercial de Montenegro (RS)”, apontava boletim do Cepea.

💰Cotações

Agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas nas regiões de Bastos (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Grande São Paulo (SP), Santa Maria do Jequitibá (ES) explicaram que ritmo mais lento das vendas aumentou os estoques nas granjas em diversas praças em maio deste ano.

“Esse cenário levou à desvalorização da proteína, diante da dificuldade de escoamento da produção. Além disso, há relatos de descarte de poedeiras mais velhas em algumas regiões, medida que pode influenciar no controle da oferta no mercado interno e ajudar a sustentar os valores da proteína”, observam os produtores.

📈Preços: Entre os dias 16 e 26 de junho, a cotação dos ovos vermelhos caiu mais de 10,6% no atacado na região produtora de de Santa Maria de Jetibá (ES), passando de R$ 207 para R$ 185 a caixa com 30 dúzias. No início do ano, em fevereiro, o produto custava R$ 276.

🥚Na região de Bastos (SP), o preço da caixa de ovos brancos passou de R$169,52 para R$ 159 entre os dias 16 e 26 de junho. As cotações dos ovos vermelhos na praça do interior paulista caíram de R$ 191 para R$ 177 no mesmo período.

Na Grande São Paulo, a valor dos ovos brancos diminuiu de R$ 179 para R$ 164 em dez dias, queda de 7,3. Já os vermelhos, recuaram de 199,95 para R$ 182 entre os dias 16 e 26 de junho.

Na praça produtora de Recife, os preços da caixa dos ovos vermelhos passaram de R$ 185 para R$ 161, uma queda de quase 13% em dez dias. Em Minas Gerais, o preços ovos vermelho cai de R$ 213 para R$ 188 a caixa.

📈Veja, abaixo, valores nas regiões consultadas pelo Cepea:

Preço Ovos comercias/ Caixa com 30 dúzias

Mês /Data da cotaçãoRegiãoOvos BrancosVariação/DiaOvos VermelhosVariação/Dia
24 de junhoBastos (SP)R$ 159,01-2,91%R$ 177,40-3,92%
24 de junhoGrande BH (MG)R$ 168,48-4,57%R$ 188,73-3,62%
24 de junhoRecife (PE)R$ 154,41– 5,10%R$ 161,28-5,87%
24 de junhoGrande São Paulo (SP)R$ 164,34-3,84%R$ 182,30-4,44%
24 de junhoS. M. de Jequitibá (ES)R$ 162,78-3,01%R$ 183,55– 4,28%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

Custos de produção

Segundo a pesquisadora, em 2024, os custos dos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, aumentaram, enquanto a queda nos preços dos ovos comprometeu a rentabilidade dos produtores. Sem falar da necessidade de investir em espaços climatizados.

“Além disso, outros custos, como embalagens, também pressionaram a cadeia produtiva. Diante desse cenário desafiador no ano passado, os produtores enfrentaram margens reduzidas. Agora, em 2025, com uma menor disponibilidade de ovos, foi possível repassar esses reajustes de forma mais intensa para as cotações”, analisou.

Fonte: G1


Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook