Internacional

Brasileiros ampliam apoio à China e rejeição a EUA e Israel

A imagem internacional do Brasil em relação a grandes potências está passando por uma reviravolta. Segundo levantamento da Genial/Quaest, divulgado pela colunista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, a percepção positiva dos brasileiros sobre a China saltou de 34% em outubro de 2024 para 49% em agosto deste ano. No mesmo período, a avaliação favorável aos Estados Unidos caiu de 56% para 44%, e a de Israel despencou de 52% para 35%.

A pesquisa, realizada entre 13 e 17 de agosto com 12.150 pessoas em todo o país, mostra ainda que a imagem negativa dos EUA cresceu de 25% para 48%. Israel também registrou aumento na rejeição, passando de 27% para 50%. Esses movimentos coincidem com o tarifaço e as sanções aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a ofensiva do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para pressionar o Judiciário a livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da condenação e da cadeia por tentativa de golpe.

O salto da China foi mais expressivo entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, onde a avaliação positiva cresceu de 41% para 61%. Entre os que votaram em branco ou nulo, a aprovação também subiu, passando de 31% para 50%. Já no grupo de eleitores de Jair Bolsonaro, a percepção favorável ao país asiático se manteve estável em 30%.

A queda da imagem dos EUA foi mais acentuada entre os eleitores de Lula, que em março registravam 51% de aprovação e agora caíram para 23%. Entre os apoiadores de Bolsonaro, no entanto, a popularidade dos americanos segue alta, subindo de 66% para 72%.

Israel perde apoio

No caso de Israel, a rejeição avançou em quase todos os segmentos, impactada principalmente pelos desdobramentos da guerra em Gaza. Entre os bolsonaristas, o índice de aprovação caiu de 67% para 54%. A maior qued, aparece entre os católicos, que representam a maioria da população: apenas 30% avaliam positivamente o país, enquanto 52% reprovam. Já entre evangélicos, o apoio é majoritário, com 52% de avaliação favorável.

Rússia e Argentina apresentam leve melhora

O estudo também aponta crescimento na percepção sobre Rússia e Argentina. A imagem positiva de Moscou avançou de 20% para 25%, enquanto Buenos Aires subiu de 36% para 42%. Apesar disso, o governo de Vladimir Putin segue com o maior índice de rejeição entre os brasileiros, atingindo 59%.

Percepção varia conforme a renda

A pesquisa revelou ainda diferenças significativas de opinião entre faixas de renda. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, os EUA mantêm a liderança em imagem positiva, com 53%. Já entre os mais pobres, a China aparece em vantagem, com 45% de aprovação.

O levantamento utilizou dados da Pnad de 2024 e 2025 e do Censo de 2022, ambos do IBGE, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Fonte: Brasil 247

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Internacional

Comunicado Conjunto Brasil-Canadá sobre Negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá e Compromisso com o Sistema Multilateral de Comércio

O Brasil e o Canadá compartilham um compromisso histórico com o comércio aberto, justo e sustentável, atuando em conjunto para promover a prosperidade bilateral, regional e no marco do sistema global de comércio.

Ambos concordaram em intensificar os fluxos bilaterais de comércio e investimento, como parte de suas estratégias de diversificação e expansão de mercados. Nesse contexto, os dois países acolhem com satisfação a realização da missão comercial brasileira ao Canadá (em setembro, em Toronto), com vistas a ampliar ainda mais as oportunidades de negócios bilaterais. Reafirmam, igualmente, seu apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, tendo a Organização Mundial do Comércio (OMC) como pilar central, e a necessidade de defender normas comerciais globais abertas e previsíveis, que têm contribuído para o crescimento e a prosperidade de nossos países.

Como passo oportuno rumo a maior diversificação econômica, determinamos que nossos altos funcionários responsáveis pela área de comércio iniciem discussões, inclusive com uma reunião de chefes negociadores no início de outubro, com vistas à retomada das negociações do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Canadá, ao lado de nossos parceiros Argentina, Paraguai e Uruguai.

A retomada das negociações comerciais entre o Mercosul e o Canadá constitui sinal inequívoco de nosso compromisso compartilhado de aprofundar os laços econômicos mutuamente benéficos e de abrir novas oportunidades relevantes para empresas, trabalhadores e comunidades nos dois lados.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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Negócios

Webinar | Diferenças de tributação entre empresas no BR e nos EUA

Compreender as diferenças entre os regimes tributários no Brasil e nos Estados Unidos é essencial para empresas que desejam expandir internacionalmente com segurança e eficiência.

Enquanto no Brasil o modelo padrão envolve estruturas como LTDA, com alta carga tributária (superior a 34%) e uma série de obrigações acessórias como SPED, ECF e DCTF, nos EUA há mais flexibilidade, especialmente com estruturas como LLCs (pass-through) ou C-Corporations, que podem ser mais vantajosas em termos de carga fiscal e planejamento estratégico.

Além disso, a fiscalização e o cumprimento das obrigações variam significativamente entre os dois países: no Brasil, a Receita Federal e os órgãos estaduais estão à frente da regulação, enquanto nos EUA, o IRS e secretarias estaduais assumem esse papel com exigências como o Form 1120/1065, BOI Report e outras declarações estaduais.

Participe do nosso webinar exclusivo para entender como essas diferenças impactam diretamente sua operação e descubra como otimizar sua estrutura empresarial com segurança tributária.

Link para inscrição

Fonte: Drummond

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Comércio Exterior

Rio Grande do Sul é o estado mais atingido pelo tarifaço dos EUA

Estudo da Fiergs aponta que 85,7% das exportações industriais gaúchas para os EUA estariam sujeitas à nova taxa de 50%

De acordo com levantamento da Unidade de Estudos Econômicos e da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs (Federação da Indústria do Estado do Rio Grande do Sul), 85,7% das exportações industriais gaúchas para os Estados Unidos estão incluídas na tarifa de 50%.

Caso a medida estivesse em vigor em 2024, o valor sujeito à nova taxa alcançaria US$ 1,58 bilhão, de um total de US$ 1,85 bilhão embarcado. As 1.100 indústrias gaúchas exportadoras para os EUA representam 10% do total brasileiro.

Em seguida, os Estados mais expostos são Minas Gerais (63,4%), São Paulo (57,8%), Espírito Santo (53,5%) e Rio de Janeiro (32,8%). A forte exposição do Rio Grande do Sul se deve ao fato de que poucos produtos da pauta de exportação industrial do Estado foram incluídos na lista de exceções publicada pela Casa Branca.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou a relevância do mercado norte-americano e a necessidade de mediação para evitar impactos mais graves. “Exportamos tabaco, madeira, calçados, celulose. Essas tarifas nos atingem diretamente. Por isso, nossa posição é pela mediação para a solução do impasse comercial”, afirmou.

O estudo ressalta ainda que o Rio Grande do Sul tem maior dependência do mercado externo em comparação à média nacional, com 18,9% do faturamento de suas indústrias vindo de exportações, contra 16,4% do país.

O impacto no emprego também preocupa. O setor de calçados de couro, que emprega 31.500 trabalhadores no Estado, tem 47,5% das exportações destinadas aos EUA. Algumas empresas já implementaram férias coletivas para reduzir a produção.

Entre os setores mais dependentes do mercado norte-americano estão produtos de metal (46%), minerais não metálicos (44,4%), máquinas e materiais elétricos (42,5%) e madeira (30,1%). Entre os ramos industriais específicos, armas de fogo (85,9%) e transformadores (79,3%) apresentam a maior exposição.

Fonte: RD Planalto/Poder 360

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Notícias

Casos de gripe aviária disparam entre aves de quintal no Brasil

Mudança nas rotas migratórias impulsiona a disseminação; áreas urbanas registram infecções.

O Brasil registrou um aumento acentuado nos surtos de gripe aviária entre aves de subsistência e de quintal em julho, levantando alertas em todo o setor avícola do país. Especialistas alertam que reforçar as medidas de biosseguridade é essencial para evitar que o vírus atinja as granjas comerciais, como ocorreu em maio no Rio Grande do Sul — incidente que ainda impõe restrições às exportações de frango brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, oito surtos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1) foram confirmados em julho, sendo sete deles envolvendo aves de quintal e um uma ave silvestre. Este é o maior número de casos em criações domésticas desde o início do monitoramento em junho de 2023. Ao todo, 185 surtos foram confirmados no país desde então.

Luizinho Caron, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, atribui o aumento a mudanças nas rotas migratórias e nas espécies de aves que vêm ao Brasil.

“Nas duas últimas temporadas, a maioria das aves migrando do Hemisfério Norte para o Sul seguiu a rota atlântica e pertencia principalmente à espécie de trinta-réis, que voa ao longo das zonas costeiras. Este ano, no entanto, estamos vendo mais aves costeiras que preferem lagos e rios utilizando a rota migratória do Mississippi, indo para o interior”, explicou Caron.

Aves costeiras têm maior probabilidade de carregar o vírus da gripe aviária, segundo Caron. Entre elas, o quero-quero é particularmente comum.

“É impossível separar o vírus trazido por aves migratórias das infecções em criações de quintal. Evitar o contato entre espécies é extremamente difícil em um país tão grande quanto o Brasil”, afirmou Raphael Lucio Andreatti Filho, professor de ornitopatologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Pela primeira vez, o H5N1 foi detectado nos principais centros urbanos do Brasil. Aves infectadas foram confirmadas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no BioParque do Rio de Janeiro e no Zoológico de Brasília.

“As aves migratórias tratam esses locais como resorts, com muita água e alimento disponível, o que aumenta o risco para as espécies locais”, disse Andreatti Filho.

Caron acredita que foram as aves costeiras que provavelmente levaram o vírus aos zoológicos de Brasília e do Rio.

Embora a atual onda de surtos esteja concentrada em criações de subsistência, especialistas alertam que as granjas comerciais estão mais expostas à medida que a circulação ambiental do vírus se amplia.

“Com mais vírus circulando, aumenta a chance de contato indireto”, disse Caron.

Andreatti Filho observou que a atividade humana pode, inadvertidamente, espalhar a doença: “Às vezes o vírus viaja no pneu de um carro ou na sola da bota de um produtor rural.”

Em março, o Ministério da Agricultura emitiu uma suspensão de 180 dias para exposições, feiras e competições de aves, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão do vírus.

Mesmo assim, o monitoramento eficaz continua sendo um grande desafio. “O Brasil é um país enorme com inúmeras criações de quintal. É praticamente impossível inspecionar todas elas”, ressaltou Andreatti Filho.

Pesquisadores concordam que a vigilância é essencial: detecção rápida, isolamento imediato das aves infectadas e cumprimento dos protocolos do governo são fundamentais. Um surto comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em maio, serve como lembrete dos riscos.

Desde que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) declarou esse surto como contido, em junho, o Brasil tem trabalhado para recuperar o acesso a mercados de exportação importantes. No entanto, grandes compradores como China e União Europeia continuam impondo proibições totais ao frango brasileiro.

O Ministério da Agricultura não respondeu aos pedidos de comentário sobre o aumento dos surtos antes da publicação.

Fonte: Valor International

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Tecnologia

Brasil supera média global de uso de IA para gestão de transporte, aponta pesquisa

Estudo entrevistou empresas de varejo em todo o mundo e traçou um comparativo de adoção e intenção de incluir IA nos processos cotidianos

O varejo brasileiro está na dianteira da adoção de inteligência artificial (IA) para gestão de transporte. É o que aponta a pesquisa Global TMS Research, realizada pela Manhattan Associates em parceria com a consultoria internacional Vanson Bourne. Conforme o levantamento, 43% responderam que as empresas no Brasil já utilizam IA e aprendizado de máquina em seus sistemas de gerenciamento de transporte (TMS).

O índice supera a média global de 37%, indicando que o País avança mais rápido na automação e na inteligência aplicada à logística.

O estudo ouviu 1.450 executivos sêniores de transporte, logística, TI, cadeia de suprimentos e finanças em empresas com receita anual global mínima de US$ 750 milhões. Aliás, setores como manufatura, varejo, atacado, bens de consumo, supermercados e alimentos e bebida fizeram parte da pesquisa. No Brasil, 75 pessoas foram entrevistadas.

Aplicações práticas da IA para gestão de transporte

De acordo com Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates no Brasil, o uso da tecnologia já faz parte da operação logística de grandes empresas. Inicialmente, a IA era utilizada para otimizar a capacidade de servidores em períodos de pico, como Black Friday e Natal. Hoje, ela está integrada ao coração da operação.

“Nos sistemas TMS, a IA permite simular milhares de rotas possíveis para uma entrega, escolhendo a opção mais eficiente, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes. Também ajuda dentro dos centros de distribuição, na organização do picking de produtos, garantindo maior produtividade e menos erros”, explica o gerente.

O especialista cita ainda o avanço dos agentes autônomos de IA, que começam a chegar ao mercado e prometem oferecer apoio direto a gestores de logística. “Será possível perguntar em tempo real ao sistema como está a expedição ou onde há mão de obra ociosa, recebendo respostas imediatas e recomendações práticas”, afirma Furtado.

Criatividade brasileira como diferencial

O Brasil aparece à frente da média global também em expectativas futuras. Conforme a pesquisa, 70% das empresas nacionais já se dizem preparadas para operar com agentes autônomos de IA até 2030. No índice global, esse sentimento aparecer em 62% das respostas. Para Furtado, essa liderança se explica tanto pela pressão do ambiente de negócios, como o volume de burocracia, quanto pelo perfil inovador das companhias brasileiras.

“Somos um país burocrático e com dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. A busca por produtividade e a necessidade de fazer mais com menos empurram o mercado para soluções tecnológicas. Além disso, o brasileiro tem uma criatividade natural para superar obstáculos, e isso também se reflete no uso profissional da IA”, analisa.

Sustentabilidade e redução de custos

Globalmente, 62% das empresas já implementaram relatórios de sustentabilidade corporativa, de acordo com o estudo. Porém, no Brasil, o índice chega a 76%. Além disso, 39% das companhias nacionais consideram a sustentabilidade no planejamento operacional, acima da média global de 34%.

Na prática, a IA ajuda a reduzir emissões por meio da otimização de rotas e melhor aproveitamento da capacidade dos caminhões. “Antes, um veículo fazia entregas com metade da carga. Com IA, conseguimos otimizar a cubagem e as rotas, diminuindo o número de caminhões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental”, afirma Furtado.

Desafios do uso da IA para gestão do transporte

Apesar do avanço, 55% das empresas brasileiras relatam falta de conhecimento e habilidades internas em IA. Enquanto isso, 48% enfrentam dificuldades de integração aos sistemas existentes e 43% apontam problemas de qualidade e disponibilidade de dados. Esses percentuais são semelhantes aos desafios enfrentados por outros países.

Mesmo assim, a confiança no potencial da tecnologia é alta. Isso porque 89% das empresas brasileiras acreditam que conseguirão reduzir custos de frete em pelo menos 5% nos próximos cinco anos com tecnologias preditivas, acima da média global de 82%.

“O desafio não é apenas adotar IA, mas garantir que ela esteja no coração da estratégia de transporte, gerando resultados tangíveis e sustentáveis”, defende Furtado.

Fonte: Mobilidade Estadão

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Portos

Porto de São Francisco do Sul está entre os três mais eficientes do Brasil 

O Porto de São Francisco do Sul foi premiado na cerimônia Portos + Brasil, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, nesta quarta-feira, 20. O Porto catarinense foi reconhecido na categoria Melhores notas do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), ficando em terceiro lugar entre os 35 portos públicos do país.

Por meio do Igap, o Ministério de Portos analisa um ranking das autoridades portuárias de todo o Brasil, avaliando 30 índices, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações e capacidade de concretizar investimentos, além da qualidade da gestão ambiental, entre outros.

“Santa Catarina sente muito orgulho de ver São Francisco do Sul premiada nesta solenidade”, disse o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins. “O governador Jorginho me pediu pessoalmente para que estivesse aqui, para dar este parabéns em nome dele e em nome de toda a equipe do Governo do Estado de Santa Catarina”.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira,  o prêmio é um reconhecimento da eficiência portuária de São Francisco do Sul. “Este destaque é fruto do trabalho conjunto da nossa equipe, do governador Jorginho Mello e da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, que permite fazer importantes investimentos na nossa infraestrutura portuária”, ressaltou.

“Em nosso dia-a-dia buscamos oferecer sempre as melhores condições aos usuários do Porto, para que tenhamos sempre aquilo que Santa Catarina faz de melhor: uma logística diferenciada”, acrescentou.

Oscar dos portos

A premiação do governo federal é considerada o Oscar dos Portos. A expressão foi usada nos discursos, tanto pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, quanto pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Ávila ressaltou que o Prêmio Portos + Brasil já se consolidou como uma política pública de estímulo à modernização do setor.  Ele lembrou que o reconhecimento da relevância estratégica dos portos no país é relativamente recente e que a premiação reforça a transparência e a governança das ações do ministério. 

Criado em 2019, a iniciativa reconhece os avanços conquistados pelos portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs), reforçando a política pública de estímulo à modernização e à melhoria da gestão portuária.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Tecnologia

Volvo lança Autocharge em sua rede de eletropostos no Brasil

Nova funcionalidade da recarga automática identifica o veículo e inicia a operação ao plugar o carro

Com o objetivo de melhorar a experiência de carregamento, a Volvo implementou uma nova tecnologia em sua rede de eletropostos que permite iniciar a recarga de veículos elétricos automaticamente. A funcionalidade, chamada Autocharge, identifica o carro assim que o plugue é conectado ao carregador, dispensando etapas manuais de seleção e início da sessão de recarga.

Disponível inicialmente para proprietários de veículos Volvo, o Autocharge exige um cadastro único pelo aplicativo Volvo Car Eletropostos. Após o registro, ao conectar o carro a um carregador de carga rápida (DC), o sistema reconhece o modelo e inicia o carregamento automaticamente. Futuramente, a tecnologia será estendida para todos os veículos elétricos, ampliando o alcance da funcionalidade.

Atualmente, a rede de eletropostos da Volvo Car Brasil conta com 75 pontos de recarga, totalizando mais de 140 conectores de carga rápida, distribuídos nas cinco regiões do país. A rede cobre mais de 30 mil km de rodovias, permitindo viagens de longa distância, como do Rio Grande do Sul até o Ceará, utilizando apenas os carregadores da marca.

Segundo Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil, o Autocharge simplifica o dia a dia dos proprietários de EVs: “Basta conectar o veículo ao carregador, que ele fará a leitura do modelo e identificará o proprietário, iniciando automaticamente a recarga. É mais uma tecnologia presente nos modelos elétricos para auxiliar os clientes”, explica.

Além do Autocharge, o aplicativo Volvo Car Eletropostos já permite consultar todos os pontos de recarga da marca no país, verificar a potência disponível, reservar conectores por até 20 minutos, acompanhar o carregamento em tempo real, e acessar informações sobre horários de maior movimento e amenidades nos locais.

Fonte: Inside Evs

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Economia

Governo arrecadou R$ 6,554 bilhões com IOF em julho; alta é de 13% ante 2024

O aumento é decorrente da elevação das alíquotas estabelecidas por decreto presidencial

A Receita Federal informou que a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em julho de 2025 foi de R$ 6,554 bilhões, um crescimento real de 13,05% ante o mesmo mês de 2024. O aumento é decorrente da elevação das alíquotas estabelecidas por decreto presidencial.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, foram arrecadados R$ 43,517 bilhões com IOF, uma alta real de 9,42% em relação a igual período do ano passado. O total recolhido nos primeiros sete meses foi de R$ 1,679 trilhão.

A Receita listou a alta no IOF como componente da arrecadação total do acumulado do ano. “Elevação da arrecadação do IOF, em razão de alteração na legislação do tributo – Decretos 12.467/25 e 12.499/25”, destacou o Fisco.

Fonte: InfoMoney

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Informação

Adicional da CSLL implementado pelo Brasil é reconhecido como Tributo Complementar Mínimo Doméstico Qualificado (QDMTT) e Safe Harbour pela OCDE

Reconhecimento representa um marco importante para o Brasil na implementação das regras internacionais do Pilar Dois (tributação mínima global de grandes grupos multinacionais).

A OCDE atualizou em 18 de agosto o Registro Central de Legislações do Tributo Mínimo Global com status de qualificação provisória, informando que o Inclusive Framework da OCDE/G20 reconheceu o Adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Adicional da CSLL) – introduzido pela Lei nº 15.079, de 27 de dezembro de 2024, e pela Instrução Normativa RFB nº 2228, de 3 de outubro de 2024 – um Tributo Complementar Mínimo Doméstico Qualificado (QDMTT) e também como um QDMTT Safe Harbour.

Esse reconhecimento representa um marco importante para o Brasil na implementação das regras internacionais do Pilar Dois (tributação mínima global de grandes grupos multinacionais).

O que significa ser QDMTT?

Ser considerado um QDMTT significa que o Adicional da CSLL é aceito internacionalmente como um tributo doméstico mínimo que atende aos requisitos do Inclusive Framework OCDE/G20 para compor a tributação mínima global de 15%. Na prática, a qualificação traz mais segurança jurídica e garante que o valor recolhido no Brasil seja reconhecido pelos demais países como estando de acordo com as regras do Pilar Dois, o que diminui consideravelmente a possibilidade de que valores complementares sejam capturados por outros países.

O que significa ser QDMTT Safe Harbour?

O status de “Safe Harbour” simplifica a aplicação das regras para grupos multinacionais. Isso significa menos custos de conformidade e maior previsibilidade, uma vez que os cálculos realizados no Brasil serão automaticamente aceitos pelos demais países participantes do Pilar Dois na sua totalidade, eliminando a possibilidade de cobranças de quaisquer valores complementares por outros países.

Vantagens para o Brasil e para os contribuintes

Proteção da base tributária nacional: o país mantém a arrecadação do Tributo que, de outra forma, poderia ser recolhido no exterior.

Segurança jurídica: as empresas multinacionais têm clareza sobre a aceitação internacional da regra brasileira.

Redução de custos de conformidade: o Safe Harbour evita sobreposição de cálculos e obrigações em diferentes países.

Com esse reconhecimento, o Brasil reforça seu alinhamento às melhores práticas internacionais de tributação e garante maior estabilidade para o ambiente de negócios.

Acesse aqui para conhecer a Registro Central de Legislações do Tributo Mínimo Global.

Legislação: Lei nº 15.079, de 27 de dezembro de 2024, e pela Instrução Normativa RFB nº 2228, de 3 de outubro de 2024.

Fonte: Receita Federal

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