Exportação

Exportações brasileiras de carne de frango crescem 3,9% em agosto, com México liderando embarques

As exportações brasileiras de carne de frango, abrangendo produtos in natura e processados, somaram 394,6 mil toneladas em agosto, alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 379,8 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne de frango de jan a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne de Frango | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

Apesar do crescimento em volume, a receita gerada caiu 11,9%, totalizando US$ 699,4 milhões, contra US$ 793,6 milhões em agosto do ano passado.

Resultado acumulado no ano mostra leve queda
De janeiro a agosto, os embarques brasileiros somaram 3,394 milhões de toneladas, ligeira redução de 1,1% em comparação ao mesmo período de 2024 (3,432 milhões de toneladas). A receita acumulada no período atingiu US$ 6,308 bilhões, queda de 0,2% em relação a 2024 (US$ 6,319 bilhões).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de agosto reflete a estabilidade observada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, com perspectivas de aumento graças à retomada das importações pelo Chile e à oficialização da reabertura da União Europeia.

México assume liderança entre os principais destinos
O México liderou pela primeira vez o ranking dos destinos da carne de frango brasileira, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, aumento de 873,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Outros principais destinos incluem:

Emirados Árabes Unidos: 32,5 mil t (-16,9%)
Japão: 30,3 mil t (-22,2%)
Arábia Saudita: 27 mil t (+0,6%)
África do Sul: 25,7 mil t (-8,4%)
Filipinas: 19,7 mil t (+27,2%)
Coreia do Sul: 15,3 mil t (+65,7%)
Iraque: 12,7 mil t (+15%)
Reino Unido: 11,3 mil t (+130,2%)
Singapura: 10,9 mil t (+14%)

Principais estados exportadores
Entre os estados brasileiros, o Paraná liderou em agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por:

Santa Catarina: 89,7 mil t (+6,5%)
Rio Grande do Sul: 44,1 mil t (+16,6%)
São Paulo: 24,5 mil t (+3%)
Goiás: 21,5 mil t (+20,8%)

A ABPA destaca que a manutenção de volumes estáveis, combinada à recuperação de mercados estratégicos, projeta perspectiva positiva para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Informação

Lançamento de estudo de Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China

Vai ter lançamento de estudo de Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China e já tem data marcada!

Na próxima quarta-feira (10/9), o MDIC e o CEBC apresentam os dados do principal parceiro comercial do Brasil e responsável por mais de ¼ das exportações.

Confira a fala da secretária da Secex do MDIC, Tatiana Prazeres, sobre a importância dessa iniciativa.

Fonte: MDIC

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Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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Informação

MDIC e CEBC lançam estudo inédito sobre o perfil socioeconômico do comércio Brasil-China

O estudo celebra os 50 anos de relação diplomática. O principal parceiro comercial do Brasil é responsável por mais de ¼ das exportações

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realiza na quarta-feira (10/9), às 10 horas, o lançamento do estudo “Perfil Socioeconômico do Comércio Brasil-China: Emprego, renda, gênero e raça nas empresas que comercializam com a China”. O evento será transmitido on-line pelo canal do Youtube do CEBC.

O estudo apresenta uma análise inédita sobre os impactos do comércio bilateral no mercado de trabalho e na estrutura empresarial brasileira, destacando a presença de micro, pequenas e médias empresas, bem como a participação de mulheres e pessoas negras nas atividades de exportação e importação com a China.

A abertura do evento contará com a participação da Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres e do Presidente do CEBC, Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves.

Em seguida, os autores do estudo e o Coordenador Geral de Estudos de Comércio Exterior, Diego Afonso de Castro, apresentarão as principais conclusões da pesquisa, que serão debatidas em painel que contará com a participação de Janaína Batista, Diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, de Ana Lucia Melo, Diretora Adjunta do Instituto Ethos, de Fernando Ribeiro, Coordenador de Estudos em Comércio Internacional do IPEA, e de Camila Amigo, Analista Internacional do CEBC e uma das autoras do estudo.

Data: 10 de setembro de 2025

Horário: 10 horas

Inscrições AQUI

Para mais informações: Taís Calado –  imprensa.mdic@mdic.gov.br – (61) 2027-7014

Camila Amigo – camila.amigo@cebc.org.br – (21)99968-6021

Fonte: MDIC

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Evento

Bruno & Marrone encerram o maior evento de comércio exterior da América Latina

Show da dupla sertaneja acontece no dia 17 de setembro e marca o fim da programação do Comex Tech Forum 2025, no São Paulo Expo

Sertanejo e comércio exterior vão dividir o mesmo palco no encerramento do Comex Tech Forum 2025. Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento será encerrado com um show exclusivo da dupla Bruno & Marrone no dia 17 de setembro, no São Paulo Expo. A apresentação, voltada a mais de 3 mil executivos e especialistas do setor, promete surpreender o público e reforçar o espírito inovador do maior fórum de tecnologia para o comércio exterior da América Latina.

Já uma tradição no encerramento do evento, a atração musical deste ano promete superar as expectativas do público, mostrando que o Comex Tech Forum é mesmo um evento diferenciado e exclusivo. Com mais de 30 anos de carreira, a dupla Bruno & Marrone é referência no sertanejo e dona de um repertório que atravessa gerações. Conhecidos por sucessos como “Dormi na Praça” e “Choram as Rosas”, os artistas levarão ao palco canções que marcaram época e seguem conquistando novas audiências. 

“A escolha da atração  reforça a nossa proposta de transformar o evento em uma experiência completa, capaz de equilibrar conteúdo técnico com momentos de descontração”, afirma Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex. “A música também é uma forma de gerar conexões, e queremos que o show proporcione um encerramento à altura da transformação que estamos promovendo no setor.”

Em sua terceira edição, o Comex Tech Forum oferece uma programação que une debates sobre tecnologia, logística e economia, networking e ativações especiais. Ao longo do dia, serão realizados quatro painéis temáticos com especialistas nacionais e internacionais, além de apresentações de cases de inovação e discussões sobre o futuro do comércio exterior. 

Dentre os confirmados, estão Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Arthur Igreja, futurista e especialista em inovação; Marcelo Toledo, especialista em comércio exterior e logística; além de Carol Paiffer (Shark Tank Brasil), Prof. HOC e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

Informações adicionais, incluindo a programação completa e a lista de palestrantes, podem ser acessadas no site oficial do evento.

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Internacional, Mercado Internacional

Indonésia habilita 17 frigoríficos e carne bovina do Brasil avança na Ásia

Sudeste Asiático é considerado peça-chave na estratégia do governo federal para diversificar os destinos de exportação

A Indonésia habilitou 17 novos frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país, informou o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) nesta segunda-feira (8).

As habilitações foram oficializadas após autoridades da Indonésia realizarem, em agosto, inspeções sanitárias nos frigoríficos brasileiros.

Agora, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado da Indonésia.

O país é considerado “estratégico” pelas autoridades do governo federal. A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas importações para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

O Brasil conta, inclusive, com um adido agrícola em Jacarta, responsável pelas negociações locais.

Sudeste Asiático é considerado peça-chave na estratégia do governo para diversificar os destinos de exportação.

No caso da carne bovina, autoridades brasileiras veem a região como principal alternativa para redirecionar produtos que antes eram enviados aos Estados Unidos.

Vietnã e Singapura são vistos como mercados promissores para a carne bovina brasileira. O mercado vietnamita, por exemplo, foi aberto em março para a carne do Brasil e já habilitou dois frigoríficos brasileiros.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

EUA: Colheita da soja começa com 0 kg vendido à China e Brasil ocupa espaço

Maior comprador do grão do planeta parece boicotar americanos; exportadores dos EUA apelam a Donald Trump

colheita da safra de soja começa nos Estados Unidos com muita apreensão. Pela primeira vez na história, produtores iniciam o processo sem um único quilo vendido para a China. Diante da guerra comercial de Donald Trump, o maior comprador do grão do planeta segue em silêncio com os americanos.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelam um cenário dramático aos exportadores americanos: a China não fechou nenhum contrato de compra de soja da safra 2025/26, que começa a ser colhida em setembro.

Nessa mesma época de 2024, sem a guerra comercial, chineses já tinham contratos futuros para 3,9 milhões de toneladas da soja. No ano anterior, eram 6,3 milhões de toneladas. Em 2022, o compromisso dos chineses era ainda maior: 11,4 milhões de toneladas.

Compra de soja dos EUA pela China

Em 28 de agosto de cada ano

Em toneladas métricas

A queda de 100% nos contratos com os chineses gera uma onda crescente de preocupação – quase pânico – entre os sojicultores americanos.

“A China não tem nenhum pedido de exportação de soja dos EUA para a safra 2025/26. Nesta época, em anos em que as disputas comerciais não eram um problema, a China encomendava uma média de 14% de suas compras de soja dos EUA”, cita a ASA, na sigla em inglês (Associação Americana da Soja).

A entidade que representa os sojicultores entende que o Brasil deve ocupar boa parte desse espaço: “clientes chineses compraram volumes recordes do Brasil entre abril e julho de 2025”, cita a ASA em relatório do fim de agosto.

Esse volume recorde pode ter sido uma “preparação” para o boicote chinês à soja americana.

Além disso, operadores do mercado de commodities citam que, nas últimas semanas, grandes compradores chineses fecharam contratos com exportadores do Brasil para compra de 8 milhões de toneladas em setembro e outras 4 milhões de toneladas em outubro.

Os exportadores americanos citam que produtores argentinos também avançam. No mês passado, foi anunciada a primeira venda de farelo de soja da Argentina para a China. O produto é destinado à fabricação de ração animal para aves e suínos – exatamente o principal destino dos grãos do Brasil e EUA na China.

Em 11 de agosto, o presidente Trump foi às redes sociais e acenou ao setor. Instou a China a quadruplicar a compra de soja diante da suposta preocupação de Pequim com a falta do alimento.

“Espero que a China quadruplique rapidamente seus pedidos de soja. Esta também é uma forma de reduzir substancialmente o déficit comercial da China com os EUA”, disse Trump.

Apesar do apelo, o volume de pedidos não foi quadruplicado. Ao contrário, caiu a zero.

Oito dias depois, os sojicultores enviaram uma carta a Trump. O documento, assinado por Caleb Ragland, presidente da ASA, cita que produtores “estão à beira de um precipício comercial e financeiro”. Por isso, apelou ao presidente para priorizar a soja nas conversas com Pequim.

“Pedimos que priorizem a soja e cheguem a um acordo que inclua a remoção das tarifas retaliatórias da China e, se possível, compromissos significativos de compra”, cita a carta.

Ragland agradece a Trump o post nas redes sociais, mas diz que a realidade é muito diferente – e cita o Brasil.

“Infelizmente para os nossos produtores de soja, a China firmou um contrato com o Brasil para atender às necessidades dos próximos meses, evitando a compra de soja dos Estados Unidos”, lamenta o representante dos exportadores americanos.

Fonte: CNN Brasil

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Agricultura, Comércio Exterior, Importação

Importação de banana do Equador gera preocupação para produção catarinense

Produtores de SC alegam preocupação com o preço, além de questões sanitárias

A decisão do governo federal, divulgada em agosto deste ano, de autorizar a importação de bananas do Equador gerou preocupação entre os produtores catarinenses. Os bananicultores temem queda nos preços, além de riscos em questões fitossanitárias. Em Santa Catarina, pequenos produtores, que movem majoritariamente este setor, já se mobilizam contra este cenário.

Em 18 de agosto deste ano, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma visita oficial de  Daniel Noboa, presidente do Equador. No encontro, Lula afirmou que o Brasil está comprometido em promover um comércio mais equilibrado e reduzir as barreiras aos produtos equatorianos. 

Cultivo da fruta é familiar em Santa Catarina (Foto: Divulgação)

— Começaremos implementando a decisão judicial que abriu o mercado brasileiro para bananas equatorianas. O processo começará com bananas desidratadas e, até o final do ano, concluiremos a análise e a avaliação de risco para bananas frescas —  afirmou Lula.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de aproximadamente R$ 85 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense.

Além disso, o Estado gerou aproximadamente R$ 39,2 milhões de receita, equivalente a 45,9% do total nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Para os produtores do Norte catarinense, o cenário é de preocupação. Jorge Marangoni é um dos bananicultores em São João do Itaperiú, pequena cidade do Norte catarinense que possui cerca de 200 famílias produtoras. Como presidente da associação do município e da federação catarinense, ele explica que, desde o anúncio sobre a retomada da importação, várias reuniões já aconteceram sobre o tema na região.

A importação da fruta equatoriana havia sido restringida em 1997 devido a questões fitossanitárias, mas foi liberada em 2017 e posteriormente suspensa novamente. Uma das preocupações com a retomada, inclui a possível introdução do vírus BBrMV (Banana Bract Mosaic Virus) no Brasil.

— Lá no Equador eles têm muitas mais pragas e doenças que nós não temos aqui e isso é um risco muito grande, não só para a economia, mas no geral para a produção e até mesmo para uma segurança alimentar — afirma.

Outro fator que pode desestimular a produção catarinense é a característica familiar. São pequenas propriedades rurais que têm a banana como principal fonte de renda para a subsistência.

— A nossa a banana (brasileira) em si é formada da agricultura familiar, principalmente Santa Catarina. É a característica do pai, da mãe, dos filhos, do avô, todos na mesma propriedade trabalhando. Porque as propriedades são muito pequenas, comparado em outras regiões e comparado com outras culturas — fala.

O impacto no Estado pode ser principalmente em relação a questão de oferta e procura, defende Jorge. O produtor explica que com mais competitividade no setor, a produção catarinense pode perder força e trazer reflexos no preço. Ainda, ele afirma que, apesar da boa produtividade na safra deste ano, o preço foi baixo. Com mais este obstáculo, o cenário preocupa cada vez mais.

— A banana equatoriana, por ela estar no clima da linha do Equador, o clima que ela se desenvolveu é melhor para a questão de qualidade de casca, apenas de aparência, não de sabor e menos ainda de segurança alimentar. Não se compara com a nossa. Então, isso muito nos preocupa — afirma.

A mobilização na região busca uma reunião com Carlos Fávaro, ministro da pasta de Agricultura e Pecuária. A intenção é derrubar a retomada da importação da banana equatoriana.

— Nós estamos bem otimistas que vamos conseguir — explica Jorge.

Repercussão do cenário

Na última terça-feira (2), a Câmara de Vereadores de Guaramirim, cidade do Norte do Estado,  aprovou uma moção contra a decisão do governo federal de importar a fruta do Equador. Para o autor da iniciativa, vereador Marcelo Deretti (PP), a importação preocupa os bananicultores da cidade.

— A entrada da banana do Equador no mercado interno pode gerar uma concorrência desleal, desvalorizando o preço do produto. Vale lembrar que o Brasil é autossuficiente na produção de banana — argumenta.

Antes disso, em 26 de agosto deste ano, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), também aprovou uma moção em manifestação de repúdio à decisão do governo federal de autorizar a retomada da importação de banana do Equador.

O autor da moção, deputado Antídio Lunelli (MDB), afirmou não haver justificativa econômica para importar banana. Ainda, citou sobre os riscos sanitários devido ao consumo do produto equatoriano pelo Brasil.

— O que essa decisão traz é risco fitossanitário e ameaça concreta de pragas que podem destruir plantações inteiras, como o Fusarium TR4, conhecido como Mal do Panamá — afirmou.

As moções serão enviadas ao presidente da República, ao ministro da Agricultura e Pecuária, aos presidentes da Câmara e do Senado e ao Fórum Parlamentar Catarinense, cobrando a revogação imediata da autorização de importação.

O NSC Total questionou o Ministério da Agricultura e Pecuária sobre as preocupações dos produtores quanto a questão sanitária e também preços de comercialização, mas não obteve retorno até a publicação deste matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: NSC Total
Com informações de Agencia Brasil

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Comércio Exterior

Produtores pedem que EUA suspendam importação de carne bovina do Brasil

A Associação Nacional dos Pecuaristas (National Cattlemen’s Beef Association, NCBA) dos Estados Unidos solicitou ao governo de Donald Trump que a carne brasileira seja vetada no país.

O que aconteceu
A solicitação foi exposta por Kent Bacus, diretor da NCBA, em carta ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Na quarta, dia 3, ele testemunhou em audiência pública de investigação que apura se as práticas comerciais do Brasil são prejudiciais às empresas americanas, com base na Seção 301 da legislação de comércio americana.

“A NCBA apoia fortemente o presidente Trump em responsabilizar o Brasil, impondo tarifas de até 76% sobre bens brasileiros destinados ao mercado dos EUA. Este é um bom primeiro passo, mas o governo deve continuar a responsabilizar o Brasil por suas barreiras comerciais à carne bovina dos EUA e por sua falta de transparência e responsabilidade.” Kent Bacus, diretor da NCBA

Com os 50% do tarifaço em vigor, o Brasil paga hoje uma tarifa que supera os 76% para a venda de carne para os Estados Unidos -a taxa anterior era de 26%. O país norte-americano é o segundo principal destino da carne brasileira, atrás apenas da China.

A NCBA solicita ao governo Trump suspender as importações de carne bovina do Brasil até que um processo completo de auditoria e inspeção comprove que o Brasil possa atender a um nível equivalente de segurança alimentar e saúde animal

A NCBA destacou ainda as restrições do Brasil à carne bovina dos EUA e preocupações de longa data com o histórico do governo brasileiro em segurança alimentar e saúde animal. “Nos últimos cinco anos, o Brasil vendeu US$ 4,45 bilhões em carne bovina para consumidores americanos, mas não ofereceu acesso significativo à carne bovina dos EUA, implementando barreiras técnicas onerosas”, diz a associação.

O texto também aponta uma ‘falha do Brasil em relatar casos graves de saúde animal de forma oportuna’ e diz que o país sul-americano ‘repetidamente atrasou semanas, meses ou até anos para relatar casos de encefalopatia espongiforme bovina (BSE) atípica, enquanto usava o atraso para vender mais produtos’.

A NCBA foi a primeira a alertar sobre os problemas de segurança alimentar do governo brasileiro em 2017 e seus atrasos em relatar casos de BSE atípica em 2021 e 2023. Os Estados Unidos mantêm todos os parceiros comerciais nos mais altos padrões baseados em ciência, e o Brasil não deve ser a exceção

Nos últimos 40 anos, o governo brasileiro sofreu sete investigações abertas pelo USTR sob a chamada seção 301 da Lei de Comércio. Foram alvos do escrutínio americano setores como os de software, fármacos e automóveis, entre outros.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior

União Europeia reconhece Brasil como país livre da gripe aviária

Restrições a frango brasileiro haviam sido colocadas em maio deste ano

A União Europeia reconheceu o Brasil livre da gripe aviária e autorizou a retomada das compras de carne de frango brasileiro para os Estados-membros do bloco europeu. O comunicado oficial foi realizado durante encontro, nessa quinta-feira (4), entre o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia, Olivér Várhelyi, e o ministro brasileiro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

As restrições ao frango brasileiro foram colocadas pelos europeus, após um foco de influenza aviária ser identificado em uma granja brasileira no mês de maio. O ministro da Agricultura lembrou que em abril do ano passado, uma auditoria feita pela Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da UE já havia concluído que o sistema sanitário brasileiro é transparente.

Segundo o comissário europeu, as informações adicionais enviadas pelo Ministério da Agricultura, nos últimos meses, confirmam que o Brasil está livre da influenza aviária. Na prática, agora o bloco europeu vai propor um levantamento gradual das restrições às exportações brasileiras para seus Estados-membros.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou outros avanços das negociações, como a retomada do pre-listing, que é a dispensa de auditorias adicionais às empresas brasileiras. “As próximas semanas, os Estados-membros da comunidade europeia se reunirão para a retirada do controle reforçado e a volta do pré-listing tão importante para o Brasil, que está suspenso desde 2018. Por último, o compromisso também que ele manda uma auditoria da comunidade europeia para vistoriar as plantas frigoríficas de pescados brasileiros, o que pode então ter a retomada desse comércio tão importante para essa cadeia produtiva”, diz.

A reunião do Brasil com o representante europeu foi por videoconferência e teve a participação do Ministro da Pesca, André de Paula.

Fonte: Agência Brasil

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