Transporte

BR-101 em Natal: alternância de limite entre 60 km/h e 80 km/h gera multas e debate sobre sinalização

Um trecho urbano da BR-101 em Natal (RN) tem chamado a atenção de motoristas devido ao volume de autuações por excesso de velocidade. A principal queixa envolve a alternância do limite entre 60 km/h e 80 km/h em uma curta distância, combinada com a presença de fiscalização eletrônica ao longo do corredor.

O cenário reacendeu discussões sobre sinalização viária, previsibilidade das regras e equilíbrio entre controle de velocidade e fluidez no tráfego urbano.

Trecho urbano concentra reclamações

O segmento fica na área urbana da capital potiguar e é utilizado diariamente por moradores e por quem cruza a cidade. Segundo relatos recorrentes, o limite predominante de 80 km/h sofre reduções pontuais para 60 km/h em pontos específicos, voltando a subir logo adiante.

Condutores afirmam que a mudança ocorre em sequência curta, exigindo redução quase imediata em meio a tráfego intenso, acessos laterais, passarelas e paradas próximas. Para quem não conhece o trajeto, a percepção relatada é de “efeito surpresa”, com a placa sendo notada apenas após a passagem pelo ponto monitorado.

Fiscalização eletrônica e segurança viária

Do ponto de vista técnico, a fiscalização eletrônica na BR-101 é defendida como instrumento de segurança viária. Em trechos urbanos, onde há maior interação entre veículos, pedestres e acessos laterais, a velocidade impacta diretamente na distância de frenagem e na gravidade de colisões.

Por esse motivo, limites mais baixos costumam ser adotados em áreas consideradas sensíveis, especialmente próximas a passarelas e entradas de bairros. A redução, segundo especialistas, busca diminuir riscos e preservar vidas.

Alternância de 60 km/h e 80 km/h amplia debate

A controvérsia, porém, não se concentra apenas na existência do limite de 60 km/h. Parte dos motoristas questiona a forma como a mudança é comunicada ao longo do percurso.

A crítica mais frequente aponta que o limite de 80 km/h prevalece na maior parte do trajeto e, de maneira pontual, cai para 60 km/h em segmentos próximos a radares, retomando o padrão anterior logo depois. Em situações de fluxo elevado ou visibilidade reduzida, a adaptação é considerada difícil.

Em reportagens locais, há registros de autuações em pontos próximos à entrada de Natal, com menção a radares instalados em áreas estratégicas do corredor.

Atuação do DNIT e instalação de radares

O tema também envolve o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável por trechos federais da rodovia.

Ao longo dos últimos anos, o órgão ampliou a instalação de radares na BR-101 em Natal, incluindo equipamentos próximos a passarelas e acessos relevantes. Em determinadas fases, houve ainda diferenciação de limite conforme o tipo de veículo, além de ajustes na ativação de equipamentos.

A definição dos limites considera critérios como geometria da via, volume de tráfego, distância de visibilidade, presença de travessias e histórico de ocorrências.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

Em discussões sobre autuações, é comum a citação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente do artigo 90. O dispositivo prevê que não devem ser aplicadas penalidades quando a sinalização for insuficiente ou incorreta, atribuindo ao órgão responsável o dever de implantar e manter a sinalização adequada.

Na prática, isso não invalida automaticamente multas em trechos com mudança de limite, mas reforça a importância da clareza e da coerência na comunicação das regras.

Rotina urbana e pedidos por mais previsibilidade

Motoristas que utilizam a BR-101 como corredor diário relatam que, nos horários de pico, precisam lidar com variações bruscas de fluxo, mudança de faixas, veículos pesados e motocicletas circulando entre pistas.

Nesse contexto, a alternância frequente de limite pode gerar frenagens repentinas quando a placa é percebida tardiamente, afetando a fluidez e, segundo alguns condutores, aumentando o risco de incidentes por diferença súbita de velocidade.

Entre as reivindicações mais citadas estão maior padronização, repetição antecipada das placas e comunicação mais clara sobre os pontos de redução.

Segurança versus previsibilidade

A discussão evidencia um desafio recorrente na gestão de rodovias urbanas: conciliar redução de velocidade em pontos críticos com regras que sejam compreendidas de forma intuitiva pelos motoristas.

Enquanto a justificativa técnica prioriza a proteção em áreas de maior risco, parte dos usuários defende que a aplicação das normas precisa garantir previsibilidade, evitando a sensação de penalização inesperada.

O debate permanece em evidência em Natal, onde a alternância de limites e a presença de radares continuam no centro das conversas sobre mobilidade e segurança no trânsito.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Transporte

Barcos com hidrofólios: Suécia testa embarcações “voadoras” para transporte público

A Suécia está testando uma nova geração de barcos elétricos com hidrofólios que promete transformar o transporte público marítimo. Desenvolvidas pela empresa sueca Candela, as embarcações são capazes de “voar” cerca de meio metro acima da superfície da água, mantendo todo o casco fora d’água durante a navegação.

O sistema funciona por meio de hidrofólios retráteis, estruturas semelhantes a asas, sustentadas por hastes finas que utilizam princípios da aviação para gerar sustentação. Quando o barco ganha velocidade, essas asas submersas levantam o casco, deixando apenas os hidrofólios em contato com a água.

Menos atrito, mais eficiência energética

Ao reduzir drasticamente o contato com a água, os barcos diminuem o atrito e, consequentemente, o consumo de energia. Segundo Gustav Hasselskog, fundador da Candela, essa tecnologia pode reduzir a demanda energética em até 80%, em comparação com embarcações convencionais.

Além da eficiência, os modelos são elétricos, não emitem poluentes e operam quase sem ruído. Outro diferencial é o custo operacional: por milha náutica, o gasto representa cerca de 5% do valor de um barco tradicional, além de não gerar ondas significativas, o que reduz impactos ambientais e restrições de velocidade.

Potencial para revolucionar o transporte urbano

Com essas características, a tecnologia é vista como uma alternativa mais rápida, barata e sustentável para o deslocamento diário de passageiros em cidades costeiras ou cortadas por rios. A proposta é substituir grandes embarcações, pouco eficientes fora dos horários de pico, por frotas menores e mais frequentes.

A Candela não está sozinha nessa aposta. Empresas da Suíça, Irlanda, Estados Unidos, França e Nova Zelândia também desenvolvem barcos baseados no mesmo princípio. O uso de hidrofólios ainda é avaliado para aplicações militares, graças ao baixo nível de ruído e à reduzida assinatura térmica dos motores elétricos.

Tecnologia antiga, indústria nova

Embora os hidrofólios existam desde o final do século XIX, os avanços em sensores digitais, softwares de controle e materiais leves ampliaram significativamente sua eficiência. Diferentemente dos modelos usados em competições náuticas, as embarcações voltadas ao transporte público utilizam sistemas inteligentes que ajustam continuamente a posição das asas submersas, garantindo viagens mais estáveis e confortáveis.

A redução de peso é outro fator decisivo. Como a energia necessária para mover um barco com hidrofólios depende diretamente de sua massa, materiais como a fibra de carbono tornaram-se essenciais, por oferecer leveza e resistência. A queda nos custos de produção desse material ajudou a viabilizar uma nova indústria.

Avanços na propulsão elétrica

Durante a fase inicial, a Candela utilizou sistemas elétricos de montadoras como BMW e BYD. Atualmente, a empresa mantém parceria com a Polestar, que desenvolve motores próprios para esse tipo de embarcação.

Os motores são posicionados abaixo da linha d’água, na parte traseira, o que melhora a eficiência e permite resfriamento natural. O uso de duas hélices girando em sentidos opostos reduz perdas de energia causadas pela rotação, contribuindo para ganhos adicionais de desempenho.

Mercado em expansão e testes globais

Comparadas às barcas tradicionais, essas embarcações são significativamente mais eficientes. Estimativas indicam que barcos convencionais consomem entre 15 e 35 vezes mais energia do que um ônibus por milha. Para Hasselskog, embarcações menores e eficientes podem oferecer um serviço mais sustentável e frequente.

Cidades da Suécia e da Noruega já testaram os modelos da Candela. A empresa também tem encomendas para a Arábia Saudita e negociações com países como Índia, Maldivas e Tailândia. Segundo estimativas, o mercado global de barcas elétricas pode movimentar cerca de US$ 22 bilhões por ano.

Apesar das limitações físicas que impedem o transporte de grandes volumes de passageiros e veículos, os barcos com hidrofólios surgem como uma solução viável para a mobilidade urbana sobre a água, combinando inovação tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Transporte

Evergreen encomenda 23 navios porta-contêineres de médio porte com entregas entre 2028 e 2029

A Evergreen Marine confirmou a encomenda de 23 navios porta-contêineres de médio porte, com entregas previstas entre 2028 e 2029. O novo programa de construção será executado em estaleiros chineses e amplia a estratégia de crescimento e renovação da frota da armadora, segundo informações divulgadas pela Alphaliner.

Estaleiros chineses concentram o novo programa de construção

Os contratos foram distribuídos entre os estaleiros Yangzijiang Shipbuilding e CSSC Guangzhou Wenchong Shipyard. As encomendas serão formalizadas por meio da Evergreen Marine (Asia), subsidiária da companhia registrada em Singapura.

O plano contempla:

  • 7 navios de 5.900 TEUs, que serão construídos pela Yangzijiang Shipbuilding;
  • 16 navios de 3.100 TEUs, que ficarão a cargo do estaleiro Guangzhou Wenchong.

Com essa nova rodada de investimentos, a Evergreen passa a contar com uma carteira total de 53 navios encomendados, considerando pedidos anteriores.

Propulsão convencional com foco em flexibilidade futura

Apesar de optar por propulsão convencional, a Evergreen pretende que as novas embarcações sejam preparadas para adaptações futuras, possibilitando a conversão para combustíveis alternativos, como metanol ou gás natural liquefeito (GNL). A medida segue a tendência do setor marítimo de buscar maior flexibilidade diante das exigências ambientais e regulatórias.

As primeiras entregas estão previstas para meados de 2028, com conclusão do cronograma ao longo de 2029.

Valores variam conforme porte e especificações técnicas

De acordo com a armadora, os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o nível de especificação de cada navio:

  • Entre US$ 67 milhões e US$ 82 milhões para as embarcações maiores;
  • Entre US$ 46 milhões e US$ 56 milhões para os navios de menor porte.

O custo final dependerá das soluções técnicas e dos equipamentos definidos para cada unidade.

Projetos consagrados no segmento de médio porte

O estaleiro Guangzhou Wenchong será responsável por uma variante do projeto “Wenchong Swan 3100”, modelo já conhecido pela Evergreen. Atualmente, a armadora opera 11 navios dessa classe, identificados internamente como “Classe Ever-V”.

Já a Yangzijiang Shipbuilding costuma trabalhar com projetos desenvolvidos pelo Instituto Chinês de Projeto e Pesquisa de Navios Mercantes (MARIC). Nesse segmento, o modelo “MARIC Hercules 6000” é frequentemente adotado, embora o projeto final das novas unidades ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Fonte: Mundo Marítimo (com informações da Alphaliner).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MUNDO MARÍTIMO

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Transporte

Move Brasil libera quase R$ 2 bilhões para renovação da frota de caminhões

O programa Move Brasil já liberou cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões apenas no primeiro mês de operação. A informação foi confirmada neste domingo (8), durante evento realizado em Guarulhos (SP), pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A iniciativa tem como foco a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, eficientes e ambientalmente adequados, além de estimular a retomada das vendas no setor, que registrou retração ao longo de 2025.

Queda nas vendas motivou criação do programa

De acordo com dados apresentados no evento, o mercado de caminhões encerrou 2025 com queda de 9,2% nas vendas, cenário ainda mais crítico entre os modelos pesados, utilizados no transporte de longas distâncias, que tiveram retração de 20,5% em comparação a 2024.

Informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que o setor iniciou 2026 em ritmo negativo, com redução de 34,67% nas vendas em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Juros elevados impactaram o setor

Para Alckmin, o principal fator que freou as vendas foi a alta taxa de juros no país. Segundo o ministro, mesmo diante de recordes na safra agrícola e no volume de exportações, o custo do crédito dificultou a aquisição de bens de alto valor, como caminhões.

“Esse tipo de compra normalmente é financiada. Com juros na casa de 22% ou 23% ao ano, o mercado sentiu. Com o Move Brasil, a resposta foi positiva já no início, com aproximadamente R$ 1,9 bilhão liberado”, afirmou.

Empresas apostam na economia e na eficiência

O empresário Orlando Boaventura, dono de uma transportadora em Santa Isabel (SP), está entre os beneficiados pelo programa. Com mais de 20 anos de atuação e 30 funcionários, a empresa adquiriu o 29º caminhão por meio do financiamento.

Segundo ele, os ganhos vão além da renovação da frota. “Um caminhão novo pode gerar economia de até R$ 200 em combustível em uma única viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. A taxa de juros é adequada e o momento foi oportuno”, relatou. A expectativa é contratar mais cinco colaboradores ainda neste ano.

Impacto social e ambiental

Representando os trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou que o programa é resultado de um esforço conjunto entre governo, empresas e sindicatos. O objetivo, segundo ele, é preservar empregos, reduzir emissões de carbono e acelerar a transição para um modelo de logística mais sustentável.

A indústria também defendeu a continuidade do programa como ferramenta para reaquecer o mercado. Para o CEO da Scania, Christopher Polgorski, a sinalização de possível redução da taxa Selic pelo Banco Central pode ajudar o setor, mas o Move Brasil já cumpre um papel estratégico ao antecipar expectativas positivas. Ele ressaltou ainda que cada emprego direto mantido gera outros seis postos indiretos.

Programa não tem prazo definido

Alckmin informou que o Move Brasil não possui prazo fixo para encerramento e que o teto de recursos seguirá em R$ 10 bilhões. Segundo ele, o programa pode durar alguns meses, até que o volume disponível seja totalmente utilizado. Após esse período, novas avaliações serão feitas.

Como funciona o Move Brasil

O programa oferece crédito, via BNDES, para a compra de caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam a critérios ambientais. O financiamento contempla caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

Somente em janeiro, o eixo Renovação da Frota realizou 1.152 operações em 532 municípios, com valor médio de R$ 1,1 milhão por contrato. Do total de recursos previstos, R$ 1 bilhão é exclusivo para caminhoneiros autônomos e cooperados.

As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano, com condições ainda mais vantajosas para quem destinar veículos antigos para desmonte. O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses.

Todas as operações contam com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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Transporte

Frota global de navios dual fuel atinge 400 unidades e reforça transição energética marítima

A frota global de navios porta-contêineres e Ro-Ro com sistemas de dupla combustão alcançou a marca de cerca de 400 embarcações, consolidando uma das transformações mais relevantes da indústria marítima nos últimos anos. O avanço reflete o aumento dos investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao atendimento de normas ambientais mais rigorosas.

Flexibilidade operacional impulsiona adoção da tecnologia dual fuel
Os navios dual fuel são projetados para operar tanto com combustíveis marítimos convencionais quanto com alternativas de menor impacto ambiental, como GNL, metanol e outros combustíveis emergentes. Essa capacidade de alternância tem sido estratégica para armadores que buscam mitigar riscos regulatórios, otimizar custos operacionais no longo prazo e reduzir a dependência de uma única matriz energética.

Grandes armadores lideram encomendas no longo curso
No segmento de porta-contêineres, as principais companhias de navegação concentram os pedidos por novas embarcações com dupla combustão, incorporando esses navios principalmente às rotas de longo curso. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil da frota global, alinhada às exigências ambientais de mercados internacionais.

Tecnologia avança no transporte Ro-Ro e no setor automotivo
Já no mercado Ro-Ro, a adoção da tecnologia dual fuel cresce sobretudo no transporte de veículos e cargas rodantes. Esses segmentos enfrentam pressão crescente de cadeias globais de suprimentos para reduzir a pegada de carbono e adotar práticas logísticas mais sustentáveis.

Perspectiva é de crescimento contínuo nos próximos anos
Especialistas do setor avaliam que a frota dual fuel deve seguir em expansão, impulsionada por novas encomendas em estaleiros da Ásia e da Europa. A expectativa é que essas embarcações assumam papel central na transição energética do transporte marítimo, enquanto os combustíveis de emissão zero ainda avançam rumo à viabilidade comercial em larga escala.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Imigrantes-Anchieta terá pedágio free flow a partir de julho

A Ecovias anunciou que o sistema de Pedágio Eletrônico, conhecido como free flow, começará a ser implementado no sistema Imigrantes-Anchieta, que liga São Paulo ao litoral paulista. A previsão é que a operação esteja totalmente ativa a partir de 1º de julho.

Como funciona o novo pedágio eletrônico

O pedágio free flow elimina a necessidade de parada para pagamento, cobrando automaticamente a taxa por meio de câmeras e sensores instalados em estruturas chamadas pórticos. Com o sistema, os motoristas passam sem interrupções, tornando a viagem mais ágil e segura.

Localização dos pórticos

Serão instalados dois pórticos: um em cada sentido da via Anchieta. O primeiro, iniciado neste sábado (7), ficará no km 33, no sentido São Paulo-litoral. O segundo, no sentido litoral-São Paulo, está previsto para construção no final de fevereiro.

Alterações no valor do pedágio

A mudança também traz redução no valor cobrado. Atualmente, a tarifa é de R$ 38,70 para quem vai ao litoral. Com os dois pórticos em operação, o valor será dividido: R$ 19,35 na ida e R$ 19,35 na volta.

Operação Comboio e segurança

Apesar da implantação do pedágio eletrônico, a Operação Comboio — utilizada para segurança em dias de neblina intensa — continuará funcionando. As praças de pedágio físicas existentes permanecerão nas rodovias para garantir o controle e a segurança dos motoristas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: OS2Warp/Wikimedia Commons

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Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Transporte

Número de navios dual fuel quase dobra em 2025 e encomendas seguem aquecidas

O número de navios dual fuel — embarcações capazes de operar com combustíveis alternativos de menor emissão — quase dobrou em 2025, de acordo com dados recentes do World Shipping Council (WSC). A atualização anual do Dual-Fuel Fleet Dashboard revela que os armadores seguem investindo fortemente nessa tecnologia, mesmo diante da ausência de regras regulatórias definitivas para emissões.

Carteira de encomendas mantém ritmo acelerado

Segundo o WSC, a frota de porta-contêineres e navios transportadores de veículos com sistema dual fuel atingiu 400 unidades ao final de 2025, quase o dobro das 218 registradas em 2024. Além disso, há 726 embarcações ainda em encomenda, garantindo que a tecnologia continue com grande presença na carteira global de navios. Somando frotas em operação e em construção, os dois segmentos devem alcançar 1.126 navios dual fuel, com crescimento de 28% em um ano, representando investimentos superiores a US$ 150 bilhões.

Segmentos líderes na transição energética

Os setores de contêineres e transporte de veículos concentram 74% de todos os navios dual fuel. Em termos de arqueação bruta (DWT), 74% das encomendas de contêineres e 87% das de veículos já utilizam combustíveis alternativos. Nos demais segmentos, a participação é menor, cerca de 21%.

Cruzeiros também avançam na transição: mais de 40% das embarcações em encomenda (31 de 75) foram projetadas para operar com múltiplos combustíveis, principalmente GNL, enquanto 59% da arqueação bruta dos cruzeiros em construção utilizará combustíveis alternativos.

Projeções para a frota global

De acordo com análise da DNV, entre 2026 e 2033 estão previstas entregas de 1.138 navios, dos quais 40% devem operar com combustíveis alternativos, o que poderá quase dobrar a frota desse tipo nos próximos oito anos. Apesar de uma desaceleração nas encomendas movidas a metanol em 2025, devido a limitações de oferta, a tendência de transição energética permanece firme, com navios alternativos representando quase 40% de todos os pedidos do ano.

Continuidade do investimento em 2026

Segundo Jason Stefanatos, diretor global de descarbonização da DNV, o movimento seguiu em 2026: apenas em janeiro foram registrados 20 novos pedidos de navios com combustíveis alternativos, incluindo 16 porta-contêineres a GNL, um navio offshore a metanol e três transportadores de GLP, reforçando a aceleração da adoção dessa tecnologia no transporte marítimo.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Maersk registra atrasos em navios devido a condições climáticas no Mediterrâneo e no norte da Europa

A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, informou a ocorrência de atrasos na programação de seus navios em função de condições meteorológicas adversas. Os impactos são mais significativos nas rotas do Mediterrâneo Ocidental e do norte da Europa, afetando o cumprimento dos cronogramas operacionais.

Clima severo afeta rotas estratégicas

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a companhia dinamarquesa destacou que suas equipes estão monitorando de perto a situação. Segundo a Maersk, os eventos climáticos severos devem se estender por um período maior do que o inicialmente previsto, exigindo ajustes constantes na operação.

A empresa afirmou manter contato permanente com autoridades portuárias, terminais afetados e operadores dos navios, com foco na gestão de contingências, incluindo a reorganização de berços de atracação e a revisão dos horários das embarcações.

Orientação aos clientes e atualizações operacionais

Diante do cenário, a Maersk recomendou que seus clientes se cadastrem para receber notificações de ETA (horário estimado de chegada). O objetivo é garantir que os embarcadores sejam informados em tempo real sobre alterações de cronograma, à medida que as atualizações operacionais forem inseridas no sistema da companhia.

Golfo de Biscaia concentra os maiores impactos

As principais dificuldades climáticas foram registradas no Golfo de Biscaia, região marítima que abrange importantes portos da França e da Espanha. A área é conhecida por sua instabilidade meteorológica, fator que tem contribuído para os atrasos nas escalas e na navegação.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Maersk e Hapag-Lloyd retomam rotas escoltadas pelo Mar Vermelho

Mudança estratégica envolve Canal de Suez
As companhias de navegação Maersk e Hapag-Lloyd anunciaram a alteração de um serviço compartilhado da Cooperação Gemini, que passará a operar com rotas escoltadas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. A decisão prevê o uso de escolta naval como parte de um conjunto ampliado de medidas de segurança.

Em comunicado conjunto, as empresas destacaram que a prioridade permanece sendo a proteção da tripulação, das embarcações e da carga dos clientes, diante do cenário de instabilidade na região.

Serviço IMX’ será o primeiro a operar com escolta
O serviço afetado é o IMX’, que conecta a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo. A partir de meados de fevereiro, as mudanças passam a valer para as rotas no sentido oeste, operadas pelo navio Albert Maersk, e para as rotas no sentido leste, realizadas pelo Astrid Maersk.

As empresas também informaram que os serviços SE1 e SE3 deverão, em um estágio posterior, transitar pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez dentro do mesmo modelo operacional.

Implementação será gradual
Segundo Maersk e Hapag-Lloyd, a adoção das novas rotas ocorrerá de forma gradual, com o objetivo de reduzir impactos operacionais e minimizar eventuais transtornos aos clientes. As companhias afirmam que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço do processo e que, neste momento, não há previsão de outras mudanças na malha da Cooperação Gemini relacionadas ao Mar Vermelho.

Monitoramento contínuo da segurança no Oriente Médio
As duas armadoras reforçaram que seguem monitorando atentamente a situação de segurança no Oriente Médio. Qualquer ajuste adicional nos serviços dependerá da estabilidade contínua na região do Mar Vermelho, especialmente diante do risco de novos ataques de milicianos houthis — fator que levou diversas empresas marítimas a suspender operações na área ao longo de 2023.

Cooperação Gemini reúne dezenas de serviços globais
A Cooperação Gemini foi oficialmente lançada em 1º de fevereiro de 2025 e reúne uma ampla rede de 29 serviços principais compartilhados e outros 29 serviços alimentadores, voltados às rotas leste-oeste, ampliando a integração operacional entre Maersk e Hapag-Lloyd.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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